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Tutoria - Vigilância em Saúde

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em cada esfera de governo. 
IV – Inserção da vigilância em saúde no processo de regionalização das ações e 
serviços de saúde. 
V – Equidade: Identificação dos condicionantes e determinantes de saúde no território, 
atuando de forma compartilhada com outros setores envolvidos. 
VI – Universalidade: Acesso universal e contínuo a ações e serviços de vigilância em 
saúde, integrados a rede de atenção à saúde, promovendo a corresponsabilização pela 
atenção às necessidades de saúde dos usuários e da coletividade. 
VII – Participação da comunidade de forma a ampliar sua autonomia, emancipação e 
envolvimento na construção da consciência sanitária, na organização e orientação dos 
serviços de saúde e no exercício do controle social. 
VIII – Cooperação e articulação intra e intersetorial para ampliar a atuação sobre 
determinantes e condicionantes da saúde. 
IX – Garantia do direito das pessoas e da sociedade às informações geradas pela 
Vigilância em Saúde, respeitadas as limitações éticas e legais. 
X – Organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins 
idênticos.
Art. 8o A PNVS tem as seguintes diretrizes: 
I – Articular e pactuar responsabilidades das três esferas de governo, consonante com 
os princípios do SUS, respeitando a diversidade e especificidade locorregional. 
II – Abranger ações voltadas à saúde pública, com intervenções individuais ou 
coletivas, prestadas por serviços de vigilância sanitária, epidemiológica, em saúde 
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ambiental e em saúde do trabalhador, em todos os pontos de atenção 
III – Construir práticas de gestão e de trabalho que assegurem a integralidade do 
cuidado, com a inserção das ações de vigilância em saúde em toda a Rede de Atenção 
à Saúde e em especial na Atenção Primária, como coordenadora do cuidado. 
IV – Integrar as práticas e processos de trabalho das vigilâncias epidemiológica, 
sanitária, em saúde ambiental e em saúde do trabalhador e da trabalhadora e dos 
laboratórios de saúde pública, preservando suas especificidades, compartilhando 
saberes e tecnologias, promovendo o trabalho multiprofissional e interdisciplinar. 
V – Promover a cooperação e o intercâmbio técnico científico no âmbito nacional e 
internacional. 
VI – Atuar na gestão de risco por meio de estratégias para identificação, planejamento, 
intervenção, regulação, comunicação, monitoramento de riscos, doenças e agravos. 
VII – Detectar, monitorar e responder às emergências em saúde pública, observando o 
Regulamento Sanitário Internacional, e promover estratégias para implementação, 
manutenção e fortalecimento das capacidades básicas de vigilância em saúde. 
VIII – Produzir evidências a partir da análise da situação da saúde da população de 
forma a fortalecer a gestão e as práticas em saúde coletiva. 
IX – Avaliar o impacto de novas tecnologias e serviços relacionados à saúde de forma 
a prevenir riscos e eventos adversos.
Art 9o: As estratégias para organização da Vigilância em Saúde deve contemplar: a 
articulação entre as vigilâncias, os processos de trabalho integrados com a atenção à 
saúde (conhecimento epidemiológico, sanitário, demográfico...), regionalização das 
ações e serviços de vigilância em saúde articuladas coma a atenção em saúde no 
âmbito da região em saúde; a inserção da vigilância em saúde na Rede de Atenção a 
Saúde; o estímulo à participação da comunidade no controle social; a gestão do 
trabalho, desenvolvimento e educação permanente; apoio ao desenvolvimento e 
estudos e pesquisa; comunicação; respostas; planeamento; monitoramento e 
avaliação;
Art. 11 São responsabilidades da União, e compete ao Ministério da Saúde, por 
intermédio da Secretaria de Vigilância em Saúde e da Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária (Anvisa), a gestão da vigilância em saúde no âmbito da União
Art. 12 São responsabilidades dos Estados, e compete às Secretarias de Saúde, a 
gestão da vigilância em saúde no âmbito estadual, compreendendo:
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Art. 13 São responsabilidades dos Municípios, e compete às Secretarias de Saúde, a 
gestão da vigilância em saúde no âmbito municipal, compreendendo:
Art. 14 As responsabilidades do Distrito Federal, e competências de sua Secretaria de 
Saúde, compreendem, simultaneamente, aquelas relativas a Estados e Municípios. 
Art. 15 As metas e os indicadores para avaliação e monitoramento da Política Nacional 
de Vigilância em Saúde devem estar contidos nos instrumentos de gestão definidos 
pelo sistema de planejamento do SUS:
Art. 16 O financiamento das ações da vigilância em saúde, garantido de forma 
tripartite, deve ser específico, permanente, crescente e suficiente para assegurar os 
recursos e tecnologias necessários ao cumprimento do papel institucional das três 
esferas de gestão, bem como deve contribuir para o aperfeiçoamento e melhoria da 
qualidade de suas ações.
2- Explicar a atuação da vigilância epidemiológica e sanitária nos determinantes 
do processo saúde-doença 
Vigilância Epidemiológica: definida pela lei 8080/90 como um ´´conjunto de ações 
que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos 
fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com finalidade 
de recomendar e adotar medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos´´;
O seu objetivo principal é fornecer orientação técnica permanente para os profissionais 
de saúde, que têm a responsabilidade de decidir sobre a execução de ações de 
controle de doenças e agravos; constitui-se importante isntrumento para planejamento, 
organização e operacionalização dos serviços de saúde, como também para a 
normatizaçãi de atividades técnicas; 
Coordenar a resposta estadual às doenças e agravos transmissíveis de notificação 
compulsória, além dos riscos existentes ou potenciais, com ênfase no 
planejamento, monitoramento, avaliação, produção e divulgação de 
conhecimento/informação para a prevenção e controle das condições de saúde da 
população, no âmbito da saúde coletiva, baseados nos princípios e diretrizes do 
SUS;
Gerir e apoiar a operacionalização do Programa de Imunizações no Estado; 
contribuindo para o controle, eliminação e/ou erradicação de doenças 
imunopreveníveis, utilizando estratégias básicas de vacinação de rotina e de 
campanhas anuais, desenvolvidas de forma hierarquizada e descentralizada;
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Planejar, acompanhar e normatizar técnicas das ações de imunização no Estado;
Instituir, desenvolver, implementar, capacitar, coordenar e avaliar ações de 
vigilância epidemiológica e assistenciais, relativas às infecções sexualmente 
transmissíveis (IST), HIV/Aids e Hepatites Virais no Estado;
Participar de ações de cooperação técnica intra e interinstitucional para a vigilância, 
prevenção e controle das doenças e agravos transmissíveis, infecções 
sexualmente transmissíveis, HIV/Aids e Hepatites Virais e ações de Imunização no 
Estado;
Elaborar e divulgar informes epidemiológicos e notas técnicas relacionadas às 
doenças transmissíveis, infecções sexualmente transmissíveis, HIV/Aids, Hepatites 
Virais e ações de Imunização no Estado.
Vigilância Sanitária: 
Entende-se por vigilância sanitária um conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir 
ou previnir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio 
ambiente, da produção e da circulação de bens; abrenge o controle de bens de 
consumo, que direto ou indiretamente se relaciona com a saúde e o controle da 
prestação de serviços que se relaciona com a saúde;
Áreas de atuação: medicamentos, alimentos, cosméticos e saneantes, produtos para 
saúde, segurança do paciente e serviços de saúde;
Que instituição da União é responsável pela Vigilância Sanitária hoje no Brasil? 
É a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. Ela faz a gestão de todo serviço 
de Vigilância Sanitária, que compete ao nível federal. Cada um desses responsáveis 
nós chamamos de gestor. Para vocês entenderem esta questão, vou explicar o 
seguinte: gestão é a palavra

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