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E-book - As Polaridades e o Amadurecimento Nicole Freya (Nicole Mallmann)

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AS POLARIDADESAS POLARIDADES
E O AMADURECIMENTOE O AMADURECIMENTO
DA PERSONALIDADEDA PERSONALIDADE
Olhe para sua criança e torne-se Mulher
NICOLE MALLMANN 
ARIANA S. TOTOLO
Esta conversa informal é
uma bofetada do universo
para você despertar o seu 
verdadeiro potencial, 
abandonar as ilusões, 
tomar as rédeas da sua 
vida e amadurecer.
Como nos conhecemos
Nicole: Era final de 2019, eu estava gravando o último episódio de um podcast sobre a 
história da mulher por uma perspectiva matriarcal 
e feminista quando a Ari, convidada deste livro, 
respondeu meus stories me dando um toque sobre 
a existência das polaridades. 
Não me recordo exatamente as palavras que ela 
disse, mas foi como se ela tivesse plantado uma 
sementinha que ficou ressoando por muito tempo. 
Começou a aparecer tudo sobre 
esse tema para mim, atualizando e 
aprofundando o que ela havia dito. 
Imergi completamente no assunto 
e um ano depois lancei o livro 
“Independente e Feminina” 
sintetizando a pesquisa que
gerou uma mudança tão grande 
nos meus posicionamentos e
na minha realidade. 
A Ari empurrou a primeira peça 
do dominó que gerou todo esse movimento positivo 
na minha vida, e por esse motivo, é uma grande 
honra tê-la aqui hoje para termos um papo mais 
profundo sobre toda essa questão das polaridades.
Quem é a Ariana S. Totolo?
Ari: Eu sou psicoterapeuta holística, hipnóloga 
e reprogramadora mental, realizo atendimentos 
presenciais e online, sou do Mato Grosso, 
trabalho principalmente com psicologia 
transpessoal - Meu foco é expansão de 
consciência, amadurecimento da personalidade 
e a transcendência do ego, ajudo as pessoas 
a saírem dessa condição de identificação com 
seus problemas, levando-as
para a conexão com um núcleo mais
profundo dentro delas mesmas. 
Por que transcrever essa aula?
 
Nicole: Após ter trazido todo o conteúdo daspolaridades dentro dos meus cursos, 
senti que muitas mulheres estavam indo para a 
polaridade feminina achando que isso por si só 
“resolveria todos os problemas”, como se essa 
fosse a única variável para a auto-realização
de uma mulher.
 
Muitas estavam Yin,
mas ainda extremamente 
IMATURAS, buscando
preenchimento afetivo de fora. 
Essa aula bônus com a Ari, foi o tapa
de luva que faltava.
ÍNDICE
Capítulo 1
Estar feminina nos diferentes graus de maturidade 
Capítulo 2
A primeira camada: Intenção do ser
 
Capítulo 3
A segunda camada: Hereditariedade
Capítulo 4
A terceira camada: Experimentação da realidade
Capítulo 5
A quarta camada: A busca de validação externa
Capítulo 6
A quinta camada: Transição da vida infantil
para a adulta
Capítulo 7
A sexta camada: Resultado Concreto
Capítulo 8
A sétima camada: Servir ao outro me constrói 
Capítulo 9
A lógica da vida
Capítulo 10
A energia secundária
CAPÍTULO ICAPÍTULO I
Estar feminina nos diferentes
graus de maturidade 
Estar feminina nos diferentes
graus de maturidade 
Ari: O ser humano é muito complexo, cada um é 
um universo único, particular e cada pessoa possui 
um grau de consciência. 
O grau de consciência que alguém possui, é 
medido pelo quanto o SER, ou o centro da vontade 
que é o núcleo mais profundo, está atualizado e 
age em nossa vida. 
Nós temos o corpo de conteúdo que é a nossa 
parte humana, e nós temos algo que dá vida a 
esse corpo de conteúdo, que é o SER. 
Nós só podemos estar no mundo através dessas 
duas formas, através do self (Essência) ou através 
do ego (Programação/Corpo de conteúdo).
A vontade é o núcleo do self.
A preguiça é o núcleo do ego. 
Nesse último, você cai na zona de conforto.
Toda vez que você procrastina alguma coisa, você 
está no ego, no corpo de conteúdo, você não está 
na essência, porque a essência é movimento.
A re-elaboração do corpo de conteúdo da nossa 
personalidade é o nosso trabalho aqui, é algo como 
uma herança que carregamos e está na memória 
dos nossos genes com as informações dos nossos 
antepassados. 
Assim sendo, se todo meu corpo biológico é 
feminino quando eu venho ao mundo, a lógica 
seria de que eu operasse mais na energia feminina 
(a energia consciente) e em uma determinada 
altura da vida eu entrasse em contato com a 
energia masculina (energia inconsciente), sem 
deixar que essa energia inconsciente tome conta 
da minha personalidade ou consciência. 
 
A energia consciente dentro da personalidade 
deve administrar essa energia inconsciente.
Gradativamente vamos desenvolvendo e 
amadurecendo ambas as energias. 
Esse é o verdadeiro equilíbrio das polaridades. 
Essa dualidade Carl Jung chamou de Anima 
(Energia feminina dentro do homem) e Animus 
(Energia masculina dentro da mulher).
Ele sugere que parte das neuroses acontece 
quando a Anima ou Animus (energia inconsciente) 
domina a personalidade. 
Quando isso acontece existe um conflito entre 
mente consciente e inconsciente.
É como se víssemos e interpretássemos o mundo 
com este conflito, projetando o que vivenciamos 
dentro de nós em tudo que está fora. 
Então dentre as variáveis que definem o quão bem 
instaladas e amadurecidas estamos, existe essa 
questão das energias, dos níveis de consciência e 
existe também as nossas “pulsões”.
A pulsão é o motivo da nossa ação no mundo.
Conforme a gente vai subindo os doze degraus da 
nossa jornada de evolução, nossas motivações vão 
se tornando mais elevadas. 
Se formos lá na nossa infância, veremos que o 
motivo das nossas ações eram muito egóicas, 
muito infantis. 
Você já observou crianças brincando?
A maioria das pessoas ainda estão presas nas 
motivações ou pulsões infantis. 
Identificadas com o corpo de conteúdo da 
criança interna. 
Mesmo que estejamos na polaridade feminina 
ou masculina, se estamos ainda no infantil 
enfrentaremos desafios e teremos uma 
visão muito pequena da realidade, podendo 
experimentar o negativo ou a sombra
de cada energia. 
Nesse lugar de feminino infantil eu corro o risco de 
ir para um lugar de omissão, dependência, falta de 
direção e posicionamento enquanto que o masculino 
identificado com a criança vai para um lugar de 
dominação, violência, competição, rigidez ou frieza.
 
Ambos não possuem
maturidade para se relacionar
com o mundo. 
Conforme a gente vai tomando consciência da nossa 
existência, nós vamos indo para um lugar de mais 
maturidade.
Esse conteúdo vai te ajudar a entender o nível 
de consciência que você vem atuando através da 
compreensão das doze camadas da personalidade.
As 12 Camadas de Personalidade
O que são?
Leopold Szondi, um renomado psiquiatra 
húngaro criou uma teoria chamada “Análise de 
Destino”, essa teoria tem muitos elementos 
em comum com a teoria sistêmica de Bert 
Hellinger. Olavo de Carvalho, jornalista, astrólogo 
e filósofo esquematizou a teoria de Szondi 
dividindo a jornada em 12 camadas. Estudando 
estes conteúdos de filosofia, psicologia analítica, 
física quântica e constelação familiar somado 
aos atendimentos realizados nestes anos 
de atendimento, sintetizei dentro da minha 
compreensão essas camadas. Associei cada 
camada a um degrau. A transcendência do 
ego só é possível para quem está saindo da 
sexta entrando para sétima camada. Só lá 
nossa personalidade já está fortalecida e somos 
capazes de agir com motivações (ou pulsões) 
mais elevadas neste mundo.
CAPÍTULO CAPÍTULO 22
A primeira Camada:
Intenção do ser
A primeira Camada: Intenção do ser
A primeira camada de todo o ser humano já existe antes mesmo de a gente de fato existir. 
É a intenção do SER, é a astrocaracterologia, é 
uma ideia de quem vai ser a Nicole, de quem vai 
ser a Camila, de quem vai ser a Helena. 
Em outras palavras, nós estamos dentro da mente 
de Deus, se Deus é o todo, e o todo é a energia 
primordial de tudo que existe, nós fazemos parte 
desse infinito Campo de energia. 
Se estamos dentro da mente de Deus, e somos 
feitos à imagem e semelhança do criador, tudo o 
que está em cima é como o que está embaixo, 
seria mais ou menos assim:
Comparo a primeira camada a receita de um bolo. 
A ideia do bolo.
Eu tenhoa intenção de fazer um bolo de 
chocolate, a minha intenção de fazer um bolo de 
chocolate é diferente de fazer um bolo de cenoura. 
Quem me ouvir falar da intenção de fazer o bolo 
vai chegar e perguntar “bolo de que?”, já que 
existem infinitas possibilidades de fazer um 
bolo. O bolo de cenoura e o bolo de chocolate 
são diferentes no conteúdo da receita mas são 
igualmente um bolo. Então este que cria, este 
que pensa, quando tem a ideia, tem uma receita 
única, um corpo de conteúdo único; eu sou única, 
a Nicole é única, a Carolina é única… todos somos 
únicos dentro da mente de Deus. Existe uma 
receita para cada uma de nós. Essa é a primeira 
camada - a ideia. Na segunda camada, este corpo 
de conteúdo tem que começar a ganhar forma e 
substância, eu posso fazer um bolo de cenoura 
e de chocolate e ele ter a mesma forma, mas 
ele não vai ter a mesma substância, a receita 
é diferente. Falando em substância, qual é a 
substância da vida? Quando a gente fala da vida 
a gente está o tempo inteiro contando histórias, 
quando eu falo do meu passado, falo do meu 
futuro, falo dos meus sonhos, dos meus projetos, 
eu estou o tempo inteiro trazendo narrativas e a 
substância das narrativas são informações, cada 
narrativa possui uma informação. Dentro da física 
quântica a gente entende que tudo é informação, 
então a nossa substância é informação, é 
disso que nós seremos feitos, das narrativas e 
informações de pai e de mãe.
CAPÍTULO CAPÍTULO 33
A segunda camada: 
Hereditariedade
A segunda camada: Hereditariedade
Começamos a ganhar forma e substância - é a hereditariedade.
A ideia vem para a matéria e torna-se dual. 
Todo o universo manifestado é dual, tudo tem
dois pólos.
Na forma humana a expressão desses dois pólos é o 
masculino e o feminino. 
No plano da matéria, a mulher está vivendo 
as narrativas dela, ou seja, na mente dela está 
acontecendo alguma coisa, isso define seu campo de 
energia, e o homem a mesma coisa.
No tempo e momento X, esse homem e essa mulher 
tem um encontro, uma reação química, como se 
fossem dois átomos. 
O sexo movimenta a libido, que é a energia da criação 
e através de um orgasmo, todos viemos ao mundo.
Desse encontro, algo novo se forma, um campo
de energia único cuja as informações ressoam
com aquela ideia, com A INTENÇÃO DO SER
da primeira camada.
Tudo que aconteceu na relação no momento da 
concepção, e nos próximos 9 meses diz muito 
sobre o tipo de realidade que vamos experimentar 
aqui na Terra.
Nossas experiências são compatíveis com nosso 
corpo de conteúdo e a segunda camada sempre 
vai validar a primeira.
No campo da matéria, duas carnes, duas 
polaridades, dois gêneros se tornam um. 
“O verbo se faz carne.” 
E isso não é só simbólico, quando duas carnes se 
tornam uma só carne, é quando o campo novo 
de energia é formado. 
A nossa forma é humana, uma forma, dois gêneros. 
O SER que antecede a espécie humana, não 
antecede nenhuma outra espécie, a gente fala
SER humano, não fala ser equino, nem ser canino.
Existe algo a se refletir aqui.
Não podemos marcar horário com um cachorro, 
nunca veremos um gato preocupado com as 
contas a pagar. 
Possuímos uma inteligência que nenhuma outra 
espécie aqui na terra possui. 
O que nos difere de outros bichos é a capacidade 
de usar a razão. 
Este SER, é quem experimenta o corpo
de conteúdos. 
Sem o Ser, ou o ser que antecede o humano,
nós somos só um programa, não utilizamos
a razão de SER. 
Percebam, existe a programação e existe
algo que vem experimentar/articular com
essa programação. 
Todo movimento
do ser é vir à existência.
Simplesmente existir. 
CAPÍTULO CAPÍTULO 44
A terceira camada: 
Experimentação da realidade
A terceira camada:
Experimentação da realidade
É quando saímos da barriga da nossa mãe e começamos a experimentar a realidade.
Assim como quando o bolo sai do forno e vamos 
experimentar o sabor dele de cenoura ou chocolate. 
A motivação aqui é aprender como a realidade 
funciona. 
Se você observar uma criança, ela pega um copo 
d’água, olha para esse copo e vira esse copo. 
Ela quer calcular o que acontece quando ela vira o 
topo até o chão. 
Ela está aprendendo. 
É diferente do aprendizado que experimentamos na 
vida adulta. 
Ela literalmente faz cálculos, experimenta, faz relação 
entre as coisas. 
É importante salientar que tudo que experimentamos 
a partir da terceira camada, que é quando saímos da 
barriga da nossa mãe, já tem um conteúdo
a ser validado. 
A realidade manifestada
vem para validar esse
conteúdo que já carregamos
dentro de nós. 
Antes mesmo de virmos ao mundo, nós já 
carregamos infinitas informações.
Já nascemos com uma determinada programação. 
A prova disso é que meu irmão ou minha irmã, que 
vem do mesmo pai e da mesma mãe e receberam a 
mesma criação, são totalmente diferentes de mim. 
Isso acontece porque no tempo e momento que 
eu vim ao mundo, meu pai e minha mãe viviam 
determinadas narrativas. 
Enquanto que no tempo e momento em que o meu 
irmão veio ao mundo, meu pai e minha mãe viviam 
outras narrativas, outras circunstâncias. 
Diante disso, é importantíssimo que a gente conheça 
o que acontecia lá antes de eu vir, como foi esse 
momento, essa relação.
Aqui abrimos espaço para um monte de outras 
questões, porque tem muita gente que tem revolta 
contra pai ou mãe, deseja uma vida diferente, não
aceita as circunstâncias a qual foi inserido e dessa 
forma não se instala na realidade. 
Quando não existe essa instalação, não possuímos 
uma base sólida e sem essa base sólida nenhum 
prédio tem segurança o suficiente pra ficar de pé, 
sem essa base sólida qualquer vendaval nos derruba. 
Na bíblia existe um mandamento que é 
complementado da seguinte maneira “honra teu pai 
e tua mãe para que tenhas vida longa na terra”. 
Você traz dentro de si tudo o que eles não 
conseguiram elaborar. 
Você só está aqui porque existe um trabalho a ser feito, 
mas talvez até agora você não tenha entendido isso. 
Muitos possuem uma dificuldade 
enorme de aceitar pai e mãe. 
Isso acontece quando se tem um 
ideal, uma ideia de pai e mãe.
Que não compactua com aquilo que 
eles de fato são NA REALIDADE.
Fica-se apegado a essa ideia
e nega-se a realidade. 
O apego ao ideal e a negação da 
realidade é o que gera conflito. 
Aqui, fica-se preso na imaturidade, 
no Ego, na criança ferida. 
CAPÍTULO CAPÍTULO 55
A quarta camada:
A busca de validação externa
A quarta camada:
A busca de validação externa
Eu já vim ao mundo - e me percebo diferente de pai e mãe.
Já dissociada de pai e mãe, começo a me relacionar 
com tudo que existe. 
Eu começo a buscar um tipo de realização que vem 
da validação externa. 
Devido a nossa imaturidade e falta de 
conhecimento comum a essa fase e a anterior, 
os significados que fomos dando às nossas 
experiências eram ruins e equivocados.
A maneira de uma criança significar as 
circunstâncias é a partir de si mesma. 
Tudo diz respeito a ela.
Ex: ao ver pai e mãe discutindo a criança internaliza 
que a responsável é ela. 
Nessa camada buscamos preencher todos os 
buracos que a gente mesma criou na nossa alma, 
pelas nossas percepções equivocadas.
Entendam que nenhuma criança entende a 
realidade com sabedoria. 
As crianças entendem a realidade a partir do ego. 
Tudo que ela interpreta tem como base o corpo de 
conteúdo que ela traz dentro dela. 
A motivação
da quarta camada é
o preenchimento afetivo.
A necessidade de ser amada, de ser especial, de 
ser valorizada, de ser vista. 
De ganhar palminha, validação…
conseguem perceber?
E daí entra muito a questão de que se eu estou 
amando e o outro não faz aquilo que eu gostaria, eu já 
fico ferida. 
Os conteúdos internos inconscientes que na Mulher 
é o Animus e no Homem a Anima, são validados e 
não ressignificados. 
Quando a mulher vai para sua sombra, ela ativa a 
energia masculina e o homem a feminina (a própria 
sombra possui dualidade que são os aspectos 
positivos e negativos).
Se entro na polaridade masculina confrontocom o 
meu companheiro projetando nele o meu masculino, 
ele que também está no masculino vai se afastar 
porque pólos iguais se repelem. 
Analisem as confusões que a gente vê dentro das 
relações. 
O companheiro pode também, para evitar o 
confronto, ir para o pólo feminino, então tem-se um 
homem sendo castrado, que perdeu sua força. 
Imaginem isso repetidas vezes. 
Costumo dizer que 85% das pessoas ou mais, estão 
travadas nesta camada, por isso que mesmo que 
estejamos falando de uma camada infantil, a maioria 
dos chamados “adultos” ainda estão nela. 
Aqui ainda reina o vitimismo e a falta de 
responsabilidade com a vida. 
Entramos na quarta camada com uns 8-10 anos 
e começamos a querer se preencher do mundo, 
a percepção de quem somos vem pelo olhar dos 
outros, esperamos validação, queremos nos sentir 
importantes, nos sentir amados, especiais. 
Não recebi de pai e mãe aquilo que eu gostaria, então 
começo a olhar para os outros e quero receber deles 
aquilo que não recebi dos meus pais. 
Essa é a dinâmica de quem está na quarta camada, 
de quem não fechou a esfera pessoal. 
Ela leva seus conflitos pessoais para o mundo. 
Nessa dinâmica, vamos colecionando vários 
relacionamentos ruins, achando que a culpa
é do outro…
“Eu já cresci, eu já entendi, eu só quero ser feliz, 
eu só quero ser amada, eu não sou o problema. 
O outro não faz o que eu gostaria, o outro não 
entrega o que eu mereço...ele não vê o meu 
valor, não reconhece tudo que faço por ele”. 
Nesse lugar eu tenho uma visão ainda muito limitada 
achando estou aqui pra ser atendida, pra ter prazer.
Porque de alguma maneira quando o outro me 
preenche eu sinto prazer - o prazer daquela criança 
que entendeu que não recebeu aquilo que merecia na 
infância por conta do Ego. 
Se ninguém vem te mostrar que você está 
agindo igual criança, você vai ficar agindo assim 
a vida inteira. 
E quem vai te mostrar que você está sendo infantil é 
a própria realidade, a própria vida. 
A realidade
vai te convocar
a amadurecer.
Você pode enfrentar as circunstâncias ou se fazer de 
vítima e continuar presa aqui. 
Enquanto a gente não sai da quarta camada, 
operamos em um modo infantil, egóico, identificados 
com a criança interna, achando que o mundo nos 
deve alguma coisa. 
Isso, dentro das dinâmicas afetivas faz com que 
mesmo numa energia feminina, a gente não atraia 
um masculino curado, e sim atraia um pai. 
A gente vai sempre se relacionar com alguém que 
complemente a nossa dinâmica ou vícios emocionais. 
Então aquela menininha na energia feminina que acha 
que está abafando na polaridade yin, vai se conectar 
com alguém que está no lugar do pai. 
E a longo prazo isso tem várias consequências, é uma 
dinâmica que não é tão saudável assim. 
Sabe aqueles casos em que o parceiro fiscaliza tudo 
que ela gasta, joga na cara o que faz por ela, fica 
cobrando por tudo que entrega, as vezes regulando, 
dando ordens, controlando? Então.
CAPÍTULO CAPÍTULO 66
A quinta camada:
Transição da vida infantil
para a adulta
A quinta camada:
Transição da vida infantil
para a adulta
A qui seria o momento ideal de entrarmos em contato com a energia secundária utilizando 
os aspectos positivos da nossa sombra. 
É uma camada de transição, início do 
amadurecimento. 
Infelizmente estamos experimentando essa 
inversão muito antes de estarmos prontos, quando 
ainda não houve amadurecimento nem do nosso 
consciente, quem dirá do inconsciente. 
A motivação da quinta camada é provar-se
a si mesmo. 
Provar que “eu dou conta.” 
Dou conta de me sustentar, de ficar sozinha, de 
fazer uma dieta… 
Eu consigo. 
No caso dos homens…
 “Eu sei me relacionar, sei como conquistar as 
mulheres, sou suficiente, eu dou conta.”
Então a motivação da quinta camada é conseguir 
vencer a si mesmo de alguma maneira, entrando 
em contato com a polaridade oposta.
Se estivéssemos seguindo uma ordem natural 
seria aqui que as mulheres começariam a 
experimentar o mundo externo e os
homens a terem as primeiras experiências
com essas mulheres. 
Ela entra em contato com o Animus e ele com a 
Anima (Processo de individuação - Jung).
CAPÍTULO CAPÍTULO 77
A sexta camada:
Resultado Concreto
A sexta camada:
Resultado Concreto
Eu não preciso mais da validação, eu dou conta sozinha - EU ME BANCO.
Depois que eu já provei para mim mesma que
eu dou conta. 
Já não tenho mais uma motivação de 
preenchimento abstrato. 
Não é mais pra me sentir amada, validada, ser 
importante, ser aceita.
A motivação na sexta camada é um
preenchimento concreto. 
Recebo algo concreto para fazer o que faço,
não espero elogios, aplausos, espero ser
bem pago financeiramente. 
Geralmente pessoas que não conseguem cobrar, 
colocar valor no seu trabalho, não chegaram aqui 
ainda, elas ainda tem medo de reprovação, de 
não agradar, elas ainda esperam reconhecimento 
abstrato, não confiam o suficiente em si
mesmas, se recebem uma crítica ficam 
profundamente chateados.
A sexta camada é conseguir bancar as próprias 
vontades, é poder realizar, e de alguma maneira 
prover, ser independente. 
Fazer todas as coisas que quiser fazer, morar onde 
quiser morar. 
Aqui começa a ficar saudável, mas se ficarmos só 
nessa motivação, vamos para um lugar de ganância 
e colocamos tudo a perder. 
Ao invés de me realizar e ser feliz no mundo, eu 
faço, faço, faço para ter e conquistar cada vez mais, 
mas nunca alcanço a realização. 
A realização vem quando eu vou para a sétima 
camada, oitava, nona...
Como faço para ir para a sexta camada? 
(pergunta de uma aluna)
Ari: Um psicólogo que admiro muito e que me 
apresentou a teoria das camadas diz: 
“Não encha o saco, sem mimimi, fique forte, 
trabalhe, dê esmola, sirva”… 
Eu preciso começar a sentir que aquilo que eu faço 
tem um resultado concreto. 
Essa é a motivação da sexta camada. 
Para chegar na motivação da sexta camada eu 
preciso começar a fortalecer meu posicionamento no 
mundo, minha personalidade. 
Ou seja, eu preciso ter mais autoconhecimento, 
saber quem eu sou de fato. 
O que eu espero da vida, o que eu estou fazendo aqui.
Você veio elaborar os conteúdos que carrega
dentro de si.
Volto a repetir o que disse lá no começo, você
está aqui A SERVIÇO. 
Se pegarmos esta fase, este momento que você 
está tentando ir para a sexta camada e todas as 
suas dificuldades, os desafios que surgem e que te 
despertam alguns sentimentos, você vai perceber 
que elas estão intimamente conectadas com aquilo 
que a sua mãe viveu na sua gestação. 
Você vai perceber que já estava tudo dado. 
Não é culpa de pai ou mãe os desafios que você 
enfrenta, os bloqueios que você pensa que tem, nada 
disso tem nada a ver com as pessoas que passaram 
pela tua vida. 
JÁ ESTAVA TUDO DADO.
 
Ninguém é culpado
e você nunca foi vítima. 
 
Para que de fato você consiga ir para a sexta camada 
você precisa fechar tudo isso, deixar tudo para trás. 
Você deve estar pensando “mas como deixar tudo 
para trás?”
Bem simples, aceitando que tudo o que aconteceu 
independente de como, era o que tinha PARA VOCÊ, 
essas são as suas circunstâncias. 
Se desenvolva a partir disto. 
Se qualquer coisa fosse diferente você não estaria 
tendo suas experiências. 
Os desafios que você enfrentou foram todos 
necessários, não estou falando de predestinação, 
estou falando das possibilidades que o ser em ti veio 
experimentar através de você. 
Alguns pensam que aceitar tudo como foi é 
conformismo, não estou falando de se conformar, 
estou falando de aceitar para que você possa olhar 
para tudo que ainda precisa desenvolver e melhorar. 
Suas circunstâncias são seu ponto de partida. 
Seu livre arbítrio está em como você decide encarar 
estas circunstâncias. 
Italo Marsilli diz que 90% das coisas que você se 
queixa é só a vida acontecendo e hoje eu consigo 
compreendê-lo. 
O diamante se pudesse falar sobre o processo que 
passou para se tornar uma pedra preciosa certamente 
diria “Não foi fácil”. 
Na sexta camada você já entendeu 
que ninguém te devenada. 
Que não deve mais ficar esperando um salvador. 
Você já é adulto e precisa se responsabilizar por tudo 
de bom ou de ruim que lhe acontece. 
É a SUA VIDA. 
Honre-a descobrindo de que maneira você pode 
contribuir com o mundo e ainda ganhar com isso. 
“Não é mais sobre mim, nem sobre o que me 
aconteceu, é sobre o que eu faço a partir de agora. 
 
Tudo que eu carrego é para eu elaborar, para eu 
dar um significado diferente.
Não é para ficar remoendo, ou ficar com dó
de mim mesmo.
Eu não sou vítima de nada.” 
O seu propósito de vida aqui é transmutar a 
energia, é dar conta de tudo aquilo que o seu 
sistema não deu.
Você tem uma narrativa para viver aqui. 
 
A sua narrativa é a melhor versão de todos aqueles 
que vieram antes de você. 
Será que você realmente está fazendo isso?
Quando você fica com raiva de pai e mãe, quando 
quer que alguém te atenda, quando fica o tempo 
todo reclamando da sua realidade, de seus 
relacionamentos... diz que só quebra a cara e não dá 
sorte na vida, que os homens são assim e assado... 
“os homens só querem sexo”... “eu tenho dedo 
podre”... “meu ex era abusivo...”
Isso faz parte do seu corpo de conteúdo, e você atrai 
essas situações que frequentemente reclama. 
Você carrega isso dentro de você. 
Você é metade pai e metade mãe. 
Você carrega dentro de si todas as experiências das 
vidas passadas. 
Digo vidas passadas me referindo a todos os que 
vieram antes de você. 
As narrativas dos seus antepassados estão dentro de 
você, isso tudo forma o seu corpo de conteúdo, a sua 
receita. 
Tem muita coisa para ser RE-elaborada ai! 
OLHE PARA ISSO!
Todas as nossas crenças fazem parte do corpo de 
conteúdo, do nosso ego. 
Se você tem crenças de não merecimento por 
exemplo, você vai atrair situações indignas para 
lidar, injustiças...por aí vai. 
Precisamos sair desse lugar de vítima. 
Só acessamos nosso poder pessoal quando nos 
colocamos em um lugar de responsabilidade. 
A vítima nada assume
e com isso nega o seu poder. 
Não há espaço na vida adulta para ficar apontando 
o dedo, culpando os outros dos seus problemas, 
não assumindo responsabilidade sobre as coisas 
que acontecem. 
Não há espaço para ficar se preocupando com
o que o outro está pensando ou achando,
sempre querendo dar uma justificativa,
se defendendo, argumentando. 
Não é culpa de pai ou mãe os desafios que você tem.
Faça o que deve ser feito, comece pelas coisas 
pequenas e gradativamente vença a si mesmo 
enfrentando novos desafios. 
Todas as experiências que você tem, sendo boas 
ou ruins vem para validar um conteúdo que você 
carrega dentro de você e que na maioria das vezes 
você não faz ideia do que é, só temos noção daquilo 
que trazemos com a gente quando enfrentamos um 
autoconhecimento mais profundo, quando olhamos 
para como foi a nossa concepção, gestação, quando 
olhamos como era a vida de nossos pais, e como 
eram as histórias que antecedem o nosso sistema 
familiar atual.
Quais são as informações que eu carrego dentro 
do meu DNA? Eu vim de onde? 
A substância da vida são as narrativas, e o que são 
essas narrativas? 
As narrativas são histórias e as histórias contêm as 
informações do seu sistema. 
Quanto mais você conhece a narrativa do seu 
sistema, pai e mãe e quem te antecede, avó e avô, 
bisavó e bisavô e o que aconteceu lá atrás, mais você 
começa a conhecer esses conteúdos e por que você 
vive a realidade que você está vivendo. 
Às vezes você está repetindo o padrão da sua avó 
que nunca conseguiu se relacionar, de uma tia que 
foi mãe solteira, do avô que acabava com tudo nas 
bebidas...etc.
Se a substância da vida
são as narrativas, pare
para pensar o que você
fala o tempo inteiro. 
Se você continua reclamando e resmungando, você 
está recriando toda a sua realidade, você ainda não 
aprendeu. 
Só a partir dessa autoconsciência, quando tomamos 
conhecimento de que não somos vítimas de nada, 
que na nossa infância significamos tudo errado e 
que carregamos um conteúdo dentro de nós que não 
diz respeito ao outro mas a nossa própria experiência, 
passamos e entender que mesmo estando na 
polaridade feminina, ou masculina, sem maturidade 
vamos criar conflitos. 
E agora o que fazer?
Primeiramente, cuide de elaborar essas histórias,
olhar para as narrativas que você carrega, dar 
significados, se alimentar de conteúdos elevados. 
Você só terá um relacionamento saudável e os 
resultados que você quer, quando você amadurecer. 
Para você amadurecer você tem que entender que 
você está na vida para elaborar os seus conteúdos, 
você deve enfrentar os confrontos que fazem você 
entrar em contato com eles. 
Você não é vítima das circunstâncias. 
Você está aqui para salvar as suas circunstâncias, e 
as tuas circunstâncias não te definem mas se você 
não as salva, você não está salvando a si mesmo. 
Ortega y Gasset diz algo mais ou menos assim;
 “Eu sou eu e minhas circunstâncias,
se não as salvo, não salvo a mim”
Suas circunstâncias não devem ter poder sobre você, 
é você quem tem poder sobre elas.
A maneira que você lida com suas circunstâncias 
define o teu grau de maturidade. 
Para que você tenha poder sobre as tuas 
circunstâncias, você tem que se identificar com 
aquele que antecede os seus conteúdos, ou seja, o 
SER em si. 
Você tem que entender que todo mimimi que está na 
sua cabeça faz parte do teu ego, que é esse corpo de 
conteúdo que você tem para elaborar. 
Elaborar aqui é dar significados diferentes.
Prestem atenção neste ensinamento: 
“Significados são
disparadores emocionais.” 
Tudo aquilo que eu significo experimento uma 
emoção em cima disso. 
Se você está agindo a partir do ego, você vai significar 
de uma maneira infantil, identificada com a criança 
que tem uma visão limitada da realidade, você vai 
criar conflito, vai criar ferida. 
A sabedoria divina que existe dentro de você que 
é o SER, seu núcleo e consciência mais profunda, 
consegue se distanciar e olhar para o conteúdo que 
está no ego. 
Se você parar e observar sua mente agora, você está 
pensando alguma coisa, talvez refletindo sobre o que 
está lendo aqui… 
O que você está pensando?
Em seguida, me diga… quem observou o que você 
está pensando? Medite sobre isso.
Se você não refletiu alguns segundos em cima do 
parágrafo anterior, eu peço que realmente o faça. 
Quem em você observa tudo que acontece na sua 
mente?
A próxima frase eu uso inclusive em meus 
atendimentos e levo meus pacientes a esse lugar de 
reflexão. 
“Tudo que eu tenho e tudo que eu 
estou, não define aquilo que eu sou. 
Aquilo que eu sou experimenta aquilo 
que eu tenho e aquilo que eu estou”.
Aquilo que verdadeiramente sou, que é o Divino 
dentro de mim ou a minha consciência mais 
profunda é um espaço vazio que não tem 
conteúdo, é o silêncio total. 
Essa espaço vazio em mim que é quem observa 
aquilo que se passa é o nada e é o todo como diz a 
ciência do TAO. 
Só nos conectamos com esse núcleo mais profundo 
SENTINDO o silêncio que habita dentro da gente. 
Esse espaço silencioso contém toda sabedoria 
necessária para nos orientar sobre tudo que deve ser 
feito. 
Todo o corpo de conteúdo que eu tenho é mutável. 
É conteúdo a ser elaborado, é informação a ser 
transformada. 
Mas o SER dentro de mim, que é o divino em mim, é 
eterno, imutável, onisciente, onipresente. 
Ele compreende tudo, ele vê tudo, ele sente tudo. 
Ele não muda. 
“Existe algo dentro de mim que observa e 
permanece enquanto tudo muda.” 
Isto é quem verdadeiramente sou. 
Nesse momento eu estou com essa blusa que é 
minha, eu tenho ela. 
E faz parte de como eu me expresso agora. 
Algo dentro de mim experimenta essa blusa. 
E eu posso mudar essa blusa a qualquer momento. 
Meu corpo que experimenta minha roupa
também muda. 
Se a gente comparar o corpo que temos hoje
com o corpo que tínhamos a 10 anos atrás não
terá nada a ver. 
Algumas engordaram, outras emagreceram e de 
alguma maneira ao longo do tempo a forma do nosso 
corpo mudou. 
A ciência comprova que as nossascélulas se renovam 
a cada 3 meses. 
Toda estrutura atômica muda com o tempo, toda 
informação que é o nosso corpo é mutável. 
Isso significa que meu corpo, também não é quem 
eu sou, porque quem eu sou é imutável, e está o 
tempo inteiro observando a mudança.
Quando eu faço esse comparativo de buscar uma 
imagem mental de como eu era 10 anos atrás e 
como eu sou agora, algo dentro de mim olhou para 
essas duas imagens e comparou. 
Eu preciso que algo
dentro de mim seja imutável
para observar aquilo que muda. 
Na minha cabeça eu tenho pensamentos o tempo 
inteiro, uma conversa acontecendo, só que uma hora 
eu penso uma coisa e outra hora eu penso outra. 
Quando eu penso algo, eu sinto algo. 
Os meus comportamentos mudam, os meus 
sentimentos mudam.
Eu não sou só triste, eu não sou só alegre, isso tudo 
muda. 
Se tudo aquilo que eu tenho e estou muda e 
nada disso permanece, algo dentro de mim está 
experimentando toda essa transformação.
Então aquilo que eu tenho, e aquilo que 
eu estou, não define aquilo que eu sou. 
Aquilo que eu sou experimenta aquilo 
que eu tenho, e aquilo que eu estou.
Volto a pedir que meditem em cima disto, vocês 
gradativamente irão começar a tomar o poder 
sobre o corpo de conteúdo. 
A meditação é você ir para esse espaço do 
observador. 
Ir para o lugar vazio dentro de você. 
Olhar para os teus pensamentos e não alimentar os 
teus pensamentos, deixar ir. 
Se você se apega ao seu conteúdo, você começa 
a dar vida ao seu conteúdo. 
E você começa a se identificar com o seu ego. 
A sabedoria é você se conectar com seu 
observador, tomar distância e administrar sua vida 
de fato. 
Só de você fazer essa mudança no seu jeito de ver 
a realidade, ver pelo SELF e não pelo ego, você 
ficará consciente daquilo que está acontecendo 
com você e automaticamente você vai começar a 
mudar sua forma de estar no mundo.
Aqui começa o processo da maturidade.
Neste lugar a reatividade diminui, os impulsos 
diminuem e você começa a aprender a separar as 
coisas, ter mais clareza.
Um segundo passo para ir para a sexta camada é 
quando você começa a se fortalecer fisicamente 
e emocionalmente, para isso é necessário 
comprometimento e vontade.
 
Aqui entra uma Lei Hermética que diz:
 
“Assim como é dentro é fora.” 
 
Eu preciso fortalecer meu corpo físico, arrumar
minha cama, organizar minha casa, minhas
gavetas, ter higiene, cuidar da minha estética, do
meu templo que é tanto meu corpo físico quanto
o ambiente que estou inserida. 
O meio impacta de maneira considerável. 
Vá aos poucos também cortando suas facilidades, 
seus auto-mimos. 
Por exemplo, tome banho gelado, vá para academia, 
puxe peso, tome café sem açúcar, fique menos 
tempo no celular, talvez dormir um pouco menos… 
saia do seu conforto.
Por que isso?
Quando você se coloca sob pressão, você recruta
de si mesma uma força, um movimento que é a 
vontade e a vontade como já falei é o centro do self!
A Essência é ação o tempo
inteiro, é movimento.
O que te difere de um defunto? O movimento. 
Se você olhar duas pessoas deitadas e eu te
pedir para me dizer qual delas está viva e qual
está morta, você olha quem respira. 
E como você olha quem respira? 
Existe um yin e yang, um expandir e
contrair, inspirar e respirar, existe todo um 
movimento acontecendo. 
Trazer o núcleo mais profundo para fora está 
relacionado com o quanto você exerce a sua vontade. 
Quanto mais eu trago a minha vontade
para fora mais eu amadureço, mais eu me
atualizo como SER humano.
“Eu não quero fazer, mas eu sei que eu tenho 
que fazer”... e vou lá e faço.
Ou, quero reclamar, xingar e explodir, mas vou usar 
da minha força de vontade para ficar quieta, dar um 
tempo, vou refletir mais a respeito, tentar entender o 
que está ocorrendo por outro prisma. 
Isso me tira da zona de conforto. 
Sou obrigada a dar o melhor de mim. 
É movimento, ação e autorresponsabilidade. 
Aí sim, você começa a ir para a sexta camada. 
É um processo que só vivendo para
compreender melhor. 
Mas quando você realmente chegar na sexta camada, 
você vai começar a perceber que as coisas não te 
afetam mais como antes. 
Existe um CENTRAMENTO.
Uma estabilidade maior. 
Se antes alguém falava algo que te feria, agora não 
fere mais. 
Se alguém te elogia, isso já não é uma surpresa. 
Se alguém te ofende, isso também não te afeta mais. 
Todo o funcionamento da mente vai mudando. 
“Quando você está na sexta camada você 
começa reconhecer as pessoas que estão nas 
outras camadas anteriores, porque você já 
passou por elas, e sabe onde vai dar todos os 
pensamentos e atitudes, você já esteve lá.”
Quanto mais vamos subindo os degraus, mais 
reconhecemos quem está atrás. 
E ao invés de ficar com raiva de quem está te 
xingando e ofendendo, você recorda-se de quando 
estava nesse lugar porque a pessoa não tem noção 
do que está fazendo ainda. 
Você não dá mais um significado negativo 
para coisas desse tipo, você sabe o que está 
acontecendo ali. 
Não é uma questão de se sentir superior, é saber 
que você já vivenciou aquilo e sabe o que está 
acontecendo. 
Quando chegamos nessa camada atingimos a 
verdadeira liberdade que é escolher se vamos nos 
afetar com determinadas circunstâncias ou não. 
CAPÍTULO CAPÍTULO 88
A sétima camada:
Servir ao outro me constrói
A sétima camada:
Servir ao outro me constrói 
Eu me torno mais eu, e eu evoluo cadavez mais, quando eu entendo que servir
você, me constrói. 
O casamento só deveria acontecer aqui, quando
a motivação é entender e atender às
necessidades do outro. 
É ser verdadeiramente útil. 
Para que entendam melhor essa motivação vou
levá-la para o âmbito profissional pois a mesma 
também se aplica nesse campo. 
Você me procura para atender uma necessidade sua. 
Você tem um problema, uma demanda e eu tenho
os recursos necessários para ajudar você.
Se eu conseguir atender as suas necessidades, 
resolver o seu problema você ficará satisfeito e eu 
atualizo a minha potência como profissional. 
Eu sou uma profissional melhor quando eu atendo as 
necessidades dos meus pacientes. 
É o mesmo dentro de QUALQUER relação. 
Eu atendo você não para ser amada,
ser reconhecida, ter recompensa...
eu atendo você porque isso
faz de mim alguém melhor.
A energia feminina realça a feminilidade, e a energia 
masculina a virilidade. 
O homem espera da mulher aquilo que não está 
atualizado nele. 
E a mulher espera do homem aquilo que não está 
atualizado nela. 
Quando eu olho uma caneta, existe uma função dada 
na caneta que é a de escrever. 
A função e o “POR QUÊ ELA FOI CRIADA” está 
dado na caneta: escrever. 
Existe algo dado na mulher: feminilidade, e existe 
algo dado no homem: a virilidade. 
Quando um homem olha para uma mulher, ele 
espera a feminilidade dela.
Como mulher, espero do homem a virilidade dele. 
Na quarta camada geralmente esperamos a
virilidade do homem mas não oferecemos nossa 
feminilidade a eles. 
Ou pior, fazemos dos nossos dons intrínsecos objeto 
de barganha. 
Ou ainda, somos viris e esperamos a
feminilidade deles. 
Isso é cômico, mas é real. 
Aliás, na quarta camada as pessoas ainda estão
na posição de tomadores, sempre esperando
ou cobrando do outro e temos pouca
capacidade de servir. 
Entendemos servir como algo humilhante. 
Nunca uma relação cumprirá com sua função
quando estamos aqui. 
Não temos condições de contribuir porque ainda 
queremos receber. 
“Se ele não fizer o que tem que fazer eu é que
não vou fazer.”
Na quarta camada eu não vivo para atender a 
necessidade do outro. 
Eu quero ser atendida.
Então quando eu estou na sétima camada minha 
atenção está em “servir meu companheiro”. 
(Eu até dou risada imaginando os egos imaturos dizendo 
 
“Como assim servir meu companheiro, sou 
parceira e não empregada ou a mãe dele”). 
 
Como falei um pouco antes, é difícil para quem ainda 
não chegou na maturidade compreender isso. 
 
É fácil quem está adiante olhar para trás e reconhecer 
o caminho, agora, de onde estamos conseguiradivinhar o que vem depois é impossível, faz parte!
Quando eu atendo ele sendo mulher, eu atualizo a 
minha potência feminina. 
Quando ele me atende sendo homem ele atualiza a 
sua potência masculina.
E assim, crescemos cada vez mais como casal.
Sétima camada nos negócios e na vida
Isso vai muito além do âmbito de relacionamento 
afetivo, como citei no exemplo a pouco, quando 
o cliente vem até a mim, a minha motivação é 
entender e atender as necessidades dele. 
Não diz respeito a mim, não diz respeito ao dinheiro, 
meu desejo é atender às suas necessidades.
Porque quando eu atendo as suas necessidades, 
eu atualizo toda a minha potência
como profissional, como mãe, como
amiga, como mulher... 
Não adianta só ser feminina ou estar no masculino. 
Eu tenho que trabalhar e levar a sério o meu 
processo, a minha experiência de vida aqui. 
Para eu amadurecer eu tenho que ir mudando as 
minhas motivações, e para eu mudar as minhas 
motivações eu tenho que desejar o que vem depois 
e começar a galgar os próximos passos. 
A pessoa que está na quarta camada, que ainda é 
imatura, tem que começar a olhar para quem age 
como um adulto e se perguntar…
O que o adulto faz?
O que eu posso fazer para ser mais madura?
E só depois que isso estiver de fato integrado em 
quem você é, que você realmente vai prosperar nos 
negócios, nos relacionamentos e na vida.
Enquanto isso, você vai tendo experiências que
vão te construir.
Toda experiência é válida justamente para te levar 
para este lugar de maturidade. 
Pergunta de uma aluna: 
Um homem que está mais Yin,
com o tempo pode ficar Yang? 
(O contexto deste questionamento é a mulher que 
está entendendo seu processo e reconhecendo os 
padrões do relacionamento que vive).
R: Se a mulher que ele estiver se relacionando estiver 
instalada na condição feminina e existe dentro dele a 
vontade de evoluir, pode ser que sim. 
Pode ser que quanto mais feminina ela for, mais ela 
irá recrutar ele a atualizar a virilidade dele. 
Ainda que de maneira inconsciente.
Nesse recrutamento, ele tem duas opções: ou ele vai 
ficar achando que ela é um pé no saco e levar isso 
para o pessoal, ou ainda ele pode reconhecer o que 
cabe a ele e buscar se desenvolver. 
(Depende do degrau ou da camada que ele está.)
Quando ele atende você, (se ele estiver na sétima 
camada), ele atualiza a masculinidade dele rapidinho.
Agora se ele estiver em postura de:
 
“Não estou preparado ainda, eu não estou 
a fim de evoluir, esse papo não me interessa 
porque eu já sou perfeito, eu sou assim e não 
vou mudar, você quem não está entendendo, 
eu amo a minha mãezinha, e eu quero 
continuar sem comprometimento com a vida 
na minha zona de conforto, você está tirando 
minha paz, você é chata”, nesse caso, você 
pode fazer o que for que esse homem não vai 
para a polaridade masculina.” 
Os homens femininos são muito fracos, eles não tem 
comprometimento, eles não tem concretude.
A longo prazo, se relacionar com um homem que não 
tem a virilidade fortalecida pode ser exaustivo sem 
contar que você poderá perder a admiração por ele e 
a admiração é um dos pilares para manter a chama 
do amor acesa no coração de uma mulher.
Então se você está solteira e você quer se relacionar 
com alguém que tem energia masculina, o que 
você tem que avaliar é a capacidade dele prover, 
o quanto ele já tá bem resolvido na vida, o quanto 
ele já desmamou de mamãe e papai, o quanto ele 
concretiza os projetos que tem, o interesse dele em 
fazer a sua vida melhor, o grau de comprometimento 
que ele tem com a palavra dele e por aí vai. 
Se ele tem uma necessidade
muito grande da mamãe, se ele
coloca a mamãe acima de você,
ele é filhinho da mamãe. 
Ou se ele tem mais de 30 anos e mora com
os pais, muito provavelmente ele está sob
o domínio da Ãnima. 
Esses homens são verdadeiros PETER PANS - tem 
muita lábia, fala manso, geram ENCANTAMENTO 
mas te aconselho a deixar com que as palavras 
dele entrem por um ouvido e saiam pelo outro. 
Vocês têm que se conectar com aquilo que um 
homem FAZ, não com aquilo que ele diz que faz. 
(Acreditar só nas palavras é o cúmulo da carência). 
A mulher precisa ADMIRAR o homem.
CAPÍTULO CAPÍTULO 99
A lógica da vida
e a recapitulação
A lógica da vida e a recapitulação
Até uma determinada idade eu desenvolvo a minha personalidade, fortaleço minha energia 
consciente e num determinado momento eu entro 
em contato com a minha energia secundária ou com 
os conteúdos do inconsciente. 
Sabem aqueles discursos de que criança não entende 
das coisas e que não tem problema algum a menina 
brincar de carrinho e menino de boneca? 
Pois é… nestas brincadeiras atualizamos alguns 
padrões e já exercemos a energia do nosso 
consciente ou inconsciente que são femininos ou 
masculinos ANTES DA HORA.
Existe diferença na criação de meninos e meninas e 
isso deveria ser levado a sério MAS, falar disso numa 
sociedade onde os conflitos inconscientes dominam a 
personalidade é ser machista. 
O discurso ou a ideologia da igualdade é incongruente 
com a realidade e com o desenvolvimento saudável 
da nossa psique.
Hélio Couto fala que a energia do inconsciente pode 
ser mais destrutiva que uma bomba atômica e hoje 
eu compreendo o porquê, basta um olhar sincero 
para o que estamos vivendo hoje.
Jung fala na teoria da Individuação que entrar muito 
cedo em contato com os conteúdos inconscientes 
pode ser catastrófico para o desenvolvimento do 
ser humano e que grande parte das neuroses que 
experimentamos deriva disso. 
Entendam, a energia de base ou energia da 
consciência é a energia do seu gênero. 
Se você tem útero, sua energia consciente é feminina 
e a do homem é masculina. 
A energia dos conteúdos inconscientes é a energia 
secundária ou oposta da consciência. 
O homem tem a Anima e a mulher tem o Animus.
 
Em outras palavras, um EGO feminino tem dentro
de si conteúdos inconscientes masculinos, um
EGO masculino tem dentro de si conteúdos 
inconscientes femininos. 
Quando estamos condicionados na energia 
secundária experimentaremos a nossa realidade 
espelhando distorções que geram inúmeros 
conflitos, ou seja, projetamos esse conflito interno
no mundo externo. 
E sim, existem pessoas que já nascem nesse 
condicionamento pois como disse lá em cima, você 
vem com um corpo de conteúdo e nele contém 
inúmeros padrões do seu sistema. 
O despertar da sexualidade de maneira saudável seria 
em regra o contato com os conteúdos inconscientes. 
Infelizmente isso já não funciona mais assim. 
Ainda antes de Cristo existiam as sacerdotisas que 
iniciavam os homens na sexualidade para que eles 
pudessem amar suas esposas. 
As iniciadas do templo de Ísis o qual Maria Madalena 
fazia parte detinham as informações da alquimia 
sagrada, mas isso é conteúdo para outras aulas. 
Então, se eu fortaleci minha energia consciente e 
despertei minha energia secundária, agora tenho 
condições de viver um relacionamento para o restante 
da minha existência de forma madura.
Juntos, vamos crescendo e nos fortalecendo
como casal. 
Os dois pólos que se equilibram e formam
uma unidade. 
Nosso quadro atual está bastante confuso. 
O conhecimento está sendo usado de
maneira deturpada. 
Hoje mulheres querem ser como os homens e os 
homens estão ficando cada vez mais parecidos com 
as mulheres. 
Nosso núcleo tem que EMANAR energia, o 
movimento é de dentro para fora, na abertura para a 
entrega ao próximo. 
A expansão é de núcleo para núcleo, não 
evoluímos sozinhos. 
Infelizmente muitas pessoas estão se fechando em 
si mesmas, caminhando para a androgenia sem 
perceber que esse é o caminho para o fim da espécie. 
Entendem agora o comentário que fiz sobre o que o 
professor Hélio fala? 
“As últimas gerações foram feridas pela 
própria inconsciência e imaturidade, pela 
desinformação. As mulheres já não sabem 
ser mães, esposas, se desconectaram 
da sua feminilidade. Os homens estão 
perdendo cada vez mais a força.” 
A maioria de nossos pais ainda estão presosna quarta camada, se vitimizando com os 
conflitos que também experimentam e fazendo 
transferências afetivas. 
Transferência e repetição de padrão,
é o que vemos. 
Se você se percebe como alguém que está 
tentando se preencher do outro:
 
“Eu quero ficar na minha
energia feminina porque
eu quero ser amada pelo homem,
eu quero conseguir o meu companheiro”.
 
 
Isso é uma motivação de quarta camada.
Você tem que estar na sua polaridade feminina, 
porque isso te faz bem, porque isso faz com 
que você seja mais saudável, faz você ter mais 
clareza do que é REAL. 
Você fortalece sua energia feminina para você e não 
para atrair homem, embora isso possa acontecer.
Recapitulando:
A Primeira camada já existe antes de existir na 
matéria, é a ideia, a intenção de SER. 
A intenção é o corpo de conteúdo a ser re-elaborado.
 
A segunda camada é a hereditariedade, ganhamos 
forma e substância.
 
Numa linguagem mais espiritual, você vai ter o pai e 
a mãe que você precisa ter para vir ao mundo porque 
eles possuem os componentes necessários para dar 
vida a intenção do SER. 
Se fosse diferente, um comportamento, um 
pensamento, outro tempo e momento, seria outro 
campo de energia e não seria compatível com a ideia 
que é a tua experiência aqui. 
Você não conseguiria vir ao mundo.
 
“Você tem exatamente o pai e a 
mãe que você precisa, para ter 
a sua experiência de vida aqui.” 
Enquanto a gente não se conecta com a centelha 
divina que nos habita, com este ser, com essa 
consciência que antecede o corpo de conteúdo 
que é o divino, agimos através do nosso corpo de 
conteúdo e colecionamos feridas.
 
O ego interpreta tudo a partir dele mesmo, a partir 
do conteúdo que diz respeito ao passado, não diz 
respeito à realidade.
 
Então a gente age no mundo
sem sabedoria nenhuma,
só com essa programação
que a gente já tem dentro da gente.
Despertar significa trazer consciência para todo 
esse corpo de conteúdo e isso só acontece 
conforme amadurecemos. 
É no decorrer do processo, quando eu começo 
a entender que eu não sou as minhas histórias, 
que eu não sou esse corpo de conteúdo, que 
posso me identificar com algo que está por trás e 
experimenta tudo isso... é que o véu começa a cair.
A Nicole está tendo experiência de vida dela, o 
Fulano está tendo a experiência de vida dele.
Ninguém é igual a ninguém, mas enquanto eu 
estou identificada com o EGO, eu sou ignorante, 
eu acho que todo mundo tem que me entender, 
eu acho que todo mundo tem que ver o que eu 
vejo, e eu acho que toda a realidade funciona a 
partir daquilo que eu estou entendendo, ou seja, 
eu resumo “O TODO” e compilo no meu mundo, 
achando que o meu jeito de funcionar é o único 
existente ou o mais correto.
Eu acho que tudo diz respeito a mim, enquanto 
meu ego é só um grãozinho de areia diante de
tudo que existe.
Enquanto estamos nesse funcionamento infantil de:
 
“Eu quero, eu quero, eu quero!”
 
Independente de você ser homem ou mulher, 
existe uma imaturidade muito grande, existe
uma dificuldade de entender a realidade de fato,
de ter uma visão mais ampla, e diante disso, 
a gente está tanto ferindo pessoas e também 
colecionando feridas. 
Somos “tóxicos” porque somos imaturos, sendo 
homem ou mulher. 
Ser mulher com esse funcionamento é dolorido,
e para o homem também, é difícil. 
Homossexualidade e polaridades
Existem vários casais homosexuais, onde um vai 
estar na energia secundária e o outro na primária, 
isso é sempre necessario pra que haja atração sexual, 
e o que acontece, é que se eu sou homossexual 
e tenho a mente fechada para entender esse 
conteúdo e como as coisas de fato funcionam, 
eu vou estar me colocando num lugar que vai me 
trazer consequências, não sabendo lidar com meus 
conteúdos inconscientes, sem entender o que estou 
vivenciando vou projetar isso no meu companheiro. 
Assim como funciona em qualquer outro 
relacionamento. 
A possibilidade de estragar um relacionamento que 
poderia ser legal mesmo estando nessa inversão, vai 
ser muito maior, porque o amor transcende essa 
questão da dualidade, isso se a pessoa aprende a 
fazer essa dança entre consciente e inconsciente.
“Para transcender a dualidade
é necessário conhecê-la.” 
CAPÍTULO CAPÍTULO 1010
A energia secundária
e a distorção da realidade
A energia secundária
e a distorção da realidade
O TODO, ou o EU SOU, este que experimenta os conteúdos, se expressa de duas maneiras, com 
uma face feminina ou uma face masculina. 
Se a energia da personalidade não está fortalecida, 
ou seja, tenho poucos padrões femininos... ao entrar 
em contato com a minha energia secundária, o 
inconsciente toma conta da personalidade. 
Quando isso acontece eu experimento uma 
distorção completa daquilo que é real. 
A maneira da mulher na energia masculina ver o 
mundo e a maneira do homem na energia feminina 
ver o mundo, é completamente inversa ou distorcida 
daquilo que é real.
“Quando estamos na energia secundária 
defendemos o IDEAL e negamos a realidade.”
Não esqueçam que temos uma neurofisiologia que 
determina como funcionamos, podemos estar em 
qualquer uma das energias, mas o programa que 
processa a realidade está instalado num corpo físico 
de homem ou de mulher. 
Todas as interpretações nessa inversão
são equivocadas.
Tentarei dar um exemplo (o fato é verídico):
Uma menina que antes tinha padrões 
masculinos fortalecidos começou a fortalecer 
seus padrões femininos, ela conseguiu 
perceber que a mudança na sua maneira de ver 
o mundo estava acontecendo quando um rapaz 
convidou ela para almoçar. Ela estava super 
“encantada’’, porque durante as conversas 
dele, as ideias dos dois batiam muito. Parecia 
que ele seria um homem e tanto. Na hora de 
pagar a conta, ela foi para o lugar de observar 
como ele se comportaria diante dela. Ele pegou 
apenas a comanda dele, o sinal vermelho dela 
apitou. Isso a incomodou, mas ela disfarçou 
e pagou a conta dela agindo normalmente. 
Porém isso foi extremamente broxante, ela 
pensava: “Ele convida, ele fala que é isso e 
aquilo, mas na hora de me conquistar ele não 
faz esforço nenhum para me surpreender, 
isso não foi legal, ele não foi nenhum pouco 
cavalheiro. Vou ficar mais atenta a isso” - Ela 
disse que em outros tempos acharia isso 
completamente normal e irrelevante. Não 
que ela estivesse procurando alguém para 
pagar suas contas, mas aquilo foi sinal para 
ficar mais atenta e perceber melhor quem era 
a pessoa que ela estava conhecendo, não só 
um sinal mas ela sentiu que a bioquímica de 
encantamento quebrou ali.
Quando estamos bem instaladas na energia feminina, 
começamos a valorizar outras coisas. 
Se ela estivesse na energia masculina, isso seria 
irrelevante e ela ia ficar sonhando com todas as 
compatibilidades que ele está mostrando e ela ia 
negar aquilo que tá acontecendo ali, na realidade. 
Quero deixar claro que isso foi um exemplo,
REAL, mas só um exemplo das várias
mudanças que experimentamos ao romper
com determinados padrões. 
Não significa que só porque o cara paga a conta 
que ele está bem instalado no masculino dele, mas 
quando o cara faz questão de dividir tudo sempre, 
isso é fato, o masculino dele não está fortalecido.
Na minha experiência pessoal percebi vários
padrões mudando. 
A maneira como conduzia minha sexualidade, meu 
corpo, minha exposição. 
Vários pontos de vista ficaram para trás. 
Dentro da parte afetiva sempre me senti atraída por 
homens mais novos e só atraía homens fracos ou 
mimados, antes eu adorava quando um homem que 
dizia que me admirava, que precisava da minha ajuda. 
Com o tempo aprendi a correr de homens que
me diziam isso. 
Hoje me relaciono com um homem 13 anos mais 
velho e que é claramente o oposto dos caras que
já me envolvi. 
Repito o que já falei antes, quando estamos 
vibrando mais na energia secundária nós 
comprometemos a realidade para favorecer
os nossos ideais. 
Tanto o homem quanto a mulher fora da sua 
instalação tendem a viver no mundo da fantasia. 
Os ideais são todos muito bonitos e legais,a
realidade é dura.
Sem a devida instalação na nossa CONDIÇÃO REAL, 
escolhemos aquilo que convém acreditar, escolhemos 
o que parece “ter menos peso”. 
Com frequência não conseguimos aprofundar
num nível mais denso da existência, não temos 
força para isso. 
Nessa flutuação a inconstância, a insegurança e um 
sentimento de não pertencimento nos acompanhará. 
É comum ouvir pessoas nesse lugar dizendo “eu não 
consigo me encaixar aqui”, estão ainda “buscando o 
seu lugar no mundo”. 
Muitos alimentando ou defendendo suas neuroses, 
fugindo do verdadeiro processo de amadurecimento 
que só acontece quando abraçamos a nossa 
humanidade e enfrentamos os desafios da vida. 
O peso de uma ação concreta é muito maior do que 
boas intenções ou ideias. 
Quando estamos conectados com nosso núcleo mais 
profundo temos uma visão mais clara, sabemos 
observar e VALORIZAR o que é verdadeiramente 
essencial para verticalizar a nossa existência. 
Não negamos nosso verdadeiro chamado que 
se faz presente A TODO MOMENTO quando 
o “próximo” recruta algum movimento nosso, 
alguma AÇÃO fazendo com que a gente saia da 
bolha do ego e se coloque em DOAÇÃO. 
“O amadurecimento real nos coloca
diante do único caminho para nossa
verdadeira evolução, o outro!” 
As demais camadas eu citarei apenas para fechar
o tema.
Camada oito: Confronto com a existência
e propósito de vida
Camada nove: Vida intelectual/ Encontro com a verdade
Camada dez: Vida e consciência moral/ Defesa
da verdade
Camada onze: Legado/ Fazer história
Camada doze: O eu diante de Deus/ Fusão
Infelizmente a grande massa ainda está presa na 
quarta, muitos finalizam sua biografia sem mesmo 
alcançar a sexta. 
O que você tem feito da sua biografia? 
De que maneira vem utilizando
seu livre arbítrio? 
Quais são as suas motivações? 
Invista em ter boas respostas para
estes questionamentos... 
Desejo a todas que chegaram até aqui,
profundas reflexões.

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