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Plano de disciplina de Gestão Escolar (60h), docente Geovana Santos Sousa. Contém ementa, objetivos, metodologia (exposição, seminários, vídeos, trabalhos em grupo), conteúdo programático (gestão democrática, autonomia, formação de gestores, escola estática/dinâmica) e critérios de avaliação.

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CEERSEMA – CENTRO ECUMÊNICO DE ESTUDOS RELIGIOSOS 
SUPERIORES DO ESTADO DO MARANHÃO 
 
DISCIPLINA – GESTÃO ESCOLAR 
DOCENTE – GEOVANA SANTOS SOUSA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2022 
2 
 
 
GESTÃO ESCOLAR 
 
CARGA HORÁRIA: 
 
60h 
 
EMENTA: 
Os principios fundamentais do processo da escolarização 
moderna; Gestão escolar participativa; 
 
OBJETIVOS GERAIS: 
Reconhecer a gestão como um processo que integra 
aspectos politicos, humanos, pedagógicos,culturais, 
administrativos,financeiros e tecnológicos; 
 
METODOLOGIA: 
Exposição oral; 
Seminários; 
Vídeos; 
Trabalhos de grupo; 
Análises; 
Resenhas de textos. 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 
- Gestão Escolar Democrática; 
- A Autonomia da Escola; 
- Gestão Escolar sob Diversos Olhares; 
- A Escola Estática e a Escola Dinâmica; 
- A Formação de Gestores Escolares; 
- Considerações Finais; 
 
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 
- Conhecimento do Tema; - Domínio do Tema; - Oratória; - 
Criatividade; - Pesquisa. 
3 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A gestão escolar tem a função de descentralizar o movimento 
administrativo e pedagógico no sistema de ensino. O resultado, 
seguramente, será uma crescente autonomia, considerando as 
inovações da implantação do processo que envolve a gestão 
participativa no contexto de escolas públicas. Com essa 
perspectiva optamos por uma metodologia crítica-reflexiva, 
levando em consideração os principais pilares de transformação da 
gestão escolar democrática, pois toda mudança é algo difícil de 
implantar, ainda mais no âmbito educativo, pois implica em 
mudanças de mentalidades, posturas e de atitudes. 
 
Para melhor compreensão dos processos de mudanças, 
associadas às transformações globais, principalmente as que 
buscam a autonomia das escolas públicas, preferimos descrevê-los 
em seções e subseções interligadas e complementares. O processo 
de gestão escolar tem como função primordial a descentralização 
do desenvolvimento pedagógico e administrativo no sistema de 
ensino. O resultado desse gerenciamento é a crescente autonomia 
da escola diante do compromisso e envolvimento de todos os 
atores que participam dessa construção democrática. Portanto, o 
processo de gestão evoca também vários indicadores a serem 
trabalhados, tais como a gestão participativa, relações 
interpessoais, desempenho e auto avaliação. 
 
A gestão escolar vem apresentando uma grande importância 
no âmbito mundial, tornando-se cada vez mais evidente a 
necessidade de que as instituições adotem uma gestão 
democrática e participativa para que haja o desenvolvimento pleno 
do ensino e da educação como um todo. A responsabilidade da 
gestão escolar é a de responder pela gestão administrativa, gestão 
pedagógica, gestão de recursos financeiros e gestão de pessoas. 
 
É fundamental a compreensão de que a construção da gestão 
escolar democrática é sempre processual. Sendo, então, uma luta 
política e pedagógica, para se impor, é necessário envolver a 
todos: pais, funcionários, estudantes, professores, equipe gestora 
e comunidade local. Os educadores comprometidos com a 
transformação social precisam dispor de conhecimentos para 
4 
 
 
repensar formas de funcionamento das escolas, de 
desenvolvimento da profissionalização e capacitação, de 
participação nas relações cotidianas da comunidade escolar 
(professores, pais e alunos), de avaliação etc., que considerem ao 
mesmo tempo a realidade socioeconômica e cultural em que se 
inserem a escola e os professores e as condições concretas dentro 
da escola e da sala de aula que garantam a justiça social do ponto 
de vista da escolarização. 
 
A tendência da educação atual no Brasil tem na gestão 
escolar um de seus principais pilares de transformação, porém, 
toda mudança de mentalidade, postura e atitude é algo difícil de 
implantar, principalmente no âmbito educativo. 
 
A aprendizagem é a razão de existir da escola e todos os 
seus processos devem estar em consonância para a efetivação da 
aprendizagem dos alunos. O funcionamento de uma escola 
depende do envolvimento e comprometimento de todos os 
envolvidos. Funcionários da limpeza, cozinha, segurança, área 
administrativa, docentes, todos são elementos fundamentais para 
a garantia do cumprimento daquilo a qual a escola se propõe: a 
qualidade no processo de ensino e aprendizagem. Essa qualidade 
é conceituada de diferentes formas, conforme as particularidades 
de cada instituição. Esse conceito, assim como o caminho pelo qual 
a escola pretende percorrer para atingir sua finalidade deve estar 
descrito no Projeto Político Pedagógico. 
 
Para conduzir o processo se faz necessária a presença de um 
gestor, nesse caso, o gestor escolar, juntamente com uma equipe 
– vice, supervisor e orientador escolar – conforme as necessidades 
e organização de cada escola/mantenedora. A esse gestor é 
atribuído o papel de promover e acompanhar o trabalho diário da 
escola, zelando pela qualidade e eficácia, essencialmente, do 
processo de ensino e aprendizagem. O papel do diretor como 
responsável pela gestão escolar e suas competências é uma tarefa 
complexa de difícil desempenho frente à escola e seus atores, 
principalmente se considerarmos que o indivíduo que assume essa 
função na escola sempre esteve em sala de aula como professor 
que é de ofício. 
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1 GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA 
 
O processo de gestão escolar tem como função primordial a 
descentralização do desenvolvimento pedagógico e 
administrativo no sistema de ensino. O resultado desse 
gerenciamento é a crescente autonomia da escola diante do 
compromisso e envolvimento de todos os atores que participam 
dessa construção democrática. Portanto, o processo de gestão 
evoca também vários indicadores a serem trabalhados, tais como 
a gestão participativa, relações interpessoais, desempenho e 
auto avaliação. 
 
A gestão escolar vem apresentando uma grande importância 
no âmbito mundial, tornando-se cada vez mais evidente a 
necessidade de que as instituições adotem uma gestão 
democrática e participativa para que haja o desenvolvimento 
pleno do ensino e da educação como um todo. A responsabilidade 
da gestão escolar é a de responder pela gestão administrativa, 
gestão pedagógica, gestão de recursos financeiros e gestão de 
pessoas. 
 
Gestão é o ato ou efeito de gerir, gerência, administração. 
Podemos então subentender que a gestão é um ato 
administrativo na unidade escolar, cargo que exige 
capacidade de liderança organizacional para que todas as 
tarefas sejam cumpridas rigorosamente em tempo e modo 
necessários. 
Sobre o perfil do gestor escolar na contemporaneidade, 
torna-se relevante, ainda, para uma nova visão e reformulação 
das práticas já concebidas como aplicáveis e significativas em 
uma proposta de análise crítica, realçar algumas características 
comuns de padrão de escola e paradigmas atribuídos e 
direcionados ao indivíduo na qualidade de gestor. Esta discussão 
parece enriquecer e mesmo suscitar novas reflexões sobre as 
numerosas atribuições exercidas pelos gestores de escolas 
brasileiras. 
6 
 
 
 
A concepção de gestão democrática pressupõe a historicidade 
em que a escola pública se constitui e de como foi sendo 
delineada pelos que acreditam no potencial humano, 
independente dos mecanismos que a influenciaram, inclusive os 
amparados em lei. A mudança faz parte dessa nova exigência 
mundial: na escola a busca não é mais apenas pelo acesso, mas 
pela qualidade do ensino, requerendo em seu processo de 
transformação uma gestão democrática com o intuito de que a 
escola deva formar para a cidadania, exigindo, portanto, um novo 
tipo de relação sociedade, aluno e conhecimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Partindo do princípio de que o estabelecimento escolar não 
atua sozinho, mas dentro de um contexto coletivo, são 
apresentados quatro eixos norteadores para obtençãodo êxito 
no processo educacional: 
 
 Gestão, organização, planejamento e avaliação: a figura do 
diretor, principal responsável pela instituição lidera o processo da 
gestão compartilhada por meio do envolvimento das partes - 
família, Estado, sociedade e comunidade - no decorrer do 
planejamento e avaliação das ações desenvolvidas na escola; 
7 
 
 
 Práticas pedagógicas e proposta curricular: o projeto 
político-pedagógico da escola é o documento oficial que promove 
a articulação do currículo escolar e suas práticas, proporcionando 
o desenvolvimento do aluno dentro de uma visão crítico-social do 
processo de cidadania; 
 
 Valorização dos profissionais da educação: a escola precisa 
estar ativa, acompanhando o processo de desenvolvimento e 
atualidade da sociedade vigente. Portanto, é necessário 
promover formação continuada para a comunidade escolar, 
valorizando o aperfeiçoamento das qualidades intrínsecas e o 
esforço de cada um de seus membros. 
 
 Infraestrutura, equipamento e tecnologias: é dever do 
Estado oferecer o mínimo de estrutura física para receber a 
comunidade escolar, sendo parceira, apoiando e participando das 
ações planejadas que favoreçam o desenvolvimento escolar. 
 
Todos esses eixos norteadores perpassam pela inter-relação 
da família, Estado, comunidade e sociedade, priorizando o acesso 
ao conhecimento e a permanência do alunado, com o intuito de 
torná-la mais eficiente diante das situações de ensino e 
aprendizagem. 
 
Sobre o perfil do gestor escolar na contemporaneidade, 
torna-se relevante, ainda, para uma nova visão e reformulação 
das práticas já concebidas como aplicáveis e significativas em 
uma proposta de análise crítica, realçar algumas características 
comuns de padrão de escola e paradigmas atribuídos e 
direcionados ao indivíduo na qualidade de gestor. Esta discussão 
parece enriquecer e mesmo suscitar novas reflexões sobre as 
numerosas atribuições exercidas pelos gestores de escolas 
brasileiras. 
 
O termo gestão relaciona-se com administração, ou seja, 
administrar uma organização conduzindo-a para a concretização 
de objetivos. Administrar é um trabalho em que as pessoas 
buscam realizar seus objetivos próprios ou de terceiros com a 
finalidade de alcançar as metas traçadas. 
8 
 
 
A escola funciona como uma realidade neutra e objetiva, 
deste modo pode ser planejada, organizada e controlada de 
modo a obter altos índices de eficácia e eficiência. A direção é 
centralizada no papel do diretor, as decisões vem de cima para 
baixo onde não existe a participação coletiva. Valorizam a 
estrutura organizacional, normas, regulamentos. Este modelo é 
o mais comum encontrado na realidade brasileira. A escola, 
enquanto organização social, é parte constituinte e constitutiva 
da sociedade na qual está inserida. 
 
Portanto, o processo de gestão escolar deve estar voltado 
para garantir que os alunos aprendam sobre o seu mundo e 
sobre si mesmos em relação a esse mundo, adquiram 
conhecimentos úteis e aprendam a trabalhar com informações 
de complexidades gradativas e contraditórias da realidade social, 
econômica, política e científica, como condição para o exercício 
da cidadania responsável. 
 
Compete, pois, à gestão escolar estabelecer o 
direcionamento e a mobilização capazes de sustentar e dinamizar 
a cultura das escolas, para realizar ações conjuntas, associadas 
e articuladas, sem as quais todos os esforços e gastos são 
despendidos sem muito resultado, o que, no entanto, tem 
acontecido na educação brasileira, uma vez que se tem adotado, 
até recentemente, a prática de buscar soluções tópicas, 
localizadas, quando, de fato, os problemas são globais e inter- 
relacionados. 
 
Cabe ressaltar que a gestão escolar é um enfoque de 
atuação, um meio e não um fim em si mesmo. O fim último da 
gestão é a aprendizagem efetiva e significativa dos alunos, de 
modo que , no cotidiano que vivenciam na escola desenvolvam 
as competências que a sociedade demanda, dentre as quais se 
evidenciam pensar criativamente: analisar informações e 
proposições diversas, de forma contextualizada; expressar idéias 
com clareza, oralmente e por escrito; empregar a aritmética e a 
estatística para resolver problemas; ser capaz de tomar decisões 
fundamentadas e resolver conflitos. 
9 
 
 
 
2 AS COMPETÊNCIAS DO(S) GESTOR(ES) ESCOLAR(ES) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Partindo da exposição das competências do gestor escolar, 
podemos afirmar que o diretor é o esteio do gerenciamento nas 
instituições de ensino, quer sejam elas públicas ou privadas. 
Lembrando que a participação de todos no processo é 
extremamente necessária para que se dê a efetivação da gestão 
democrática e participativa. 
 
Esta lei é indubitavelmente o eixo direcional para a 
concretização da gestão democrática nas escolas. Devemos 
também lembrar que a função social da escola é assegurar o 
desenvolvimento das capacidades cognitivas, operativas e sociais 
dos alunos pelo seu empenho na dinamização do currículo, no 
desenvolvimento dos processos de pensar, na formação da 
cidadania participativa e na formação ética. Isso, por meio da 
promoção da apropriação de saberes, procedimentos, atitudes e 
valores, por parte dos alunos, garantida, basicamente, pela ação 
mediadora dos (as) professores (as) e pela organização e gestão 
da escola. 
 
Compreender a função social da escola na sua relação com 
as finalidades sociais e legais pressupõe o entendimento de que 
a escola, na sua relação com os demais órgãos oficiais e a 
comunidade, se constitui como espaço de consolidação dos 
princípios estabelecidos na Constituição Federal de 1988, na Lei 
10 
 
 
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional/96 e nos Planos 
Nacional, Estadual e Municipal de Educação. 
 
MUDANÇAS DE PARADIGMA DE 
ADMINISTRAÇÃO PARA GESTÃO 
ORGANIZAÇÃO E AÇÕES DOS DIRIGENTES 
ADMINISTRAÇÃO GESTÃO 
 
 O direcionamento do trabalho 
consiste no processo racional, 
exercido objetivamente de fora 
para dentro, de organização das 
condições de trabalho e do 
funcionamento de pessoas, em 
um sistema ou unidade social. 
 
 Ao administrados compete 
manter-se objetivo, imparcial e 
distanciado dos processos de 
produção, como condição para 
poder exercer controle e 
garantir seus bons resultados. 
 
 
 Ações e práticas que produzem 
bons resultados não devem ser 
mudadas, a fim de que estes 
continuem sendo obtidos. 
 
 A autoridade do dirigente é 
centrada e apoiada em seu 
cargo. 
 
 
 O dirigente exerce ação de 
comando, controle e cobrança. 
 
 A responsabilidade maior do 
dirigente é a de obtenção e 
garantia de recursos necessários 
para o funcionamento perfeito 
da unidade. 
 
 O dirigente orienta suas ações 
pelo princípio da centralização 
de competências e 
especialização da 
tomada de decisões. 
 
 O direcionamento do trabalho 
consiste no processo 
intersubjetivo, exercido 
mediante liderança, para a 
mobilização do talento humano 
coletivamente organizado, para 
melhor emprego de sua energia 
e de organização de recursos, 
visando à realização de 
objetivos sociais.
 
 Ao gestor compete envolver-se 
nos processos sob sua 
orientação, interagindo 
subjetivamente com os demais 
participantes, como condição 
para coordenar e orientar seus 
processos e alcançar, melhores 
resultados.
 
 
 A alteração contínua de ações e 
processos é considerada como 
condição para o 
desenvolvimento contínuo; a 
sua manutenção, mesmo que 
favorável, leva à estagnação.
 
 A autoridade do dirigente é 
centrada e apoiada em sua 
competência e capacidade de 
liderança.
 
 
 O dirigente exerce ação de 
orientação, coordenação, 
mediação e acompanhamento.
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A gestão, numa concepção democrática, efetiva-se por meio 
da participação dos sujeitos sociais envolvidos com a comunidade 
escolar, na elaboração e construção de seus projetos,como 
também nos processos de decisão, de escolhas coletivas e nas 
vivências e aprendizagens de cidadania. A possibilidade da 
construção de práticas de gestão na escola, voltadas para a 
transformação social com a participação cidadã, reside nessa 
contradição em seu interior. 
 
A gestão da educação acontece e se desenvolve em todos os 
âmbitos da escola, inclusive e fundamentalmente, na sala de 
aula, onde se objetiva o projeto político pedagógico não só como 
desenvolvimento do planejado, mas como fonte privilegiada de 
novos subsídios para novas tomadas de decisões para o 
estabelecimento de novas políticas. É importante que a gestão 
educacional esteja pautada em aspectos democráticos e 
participativos, sendo que esta construção coletiva de objetivos 
resulta na democratização da escola e na sua consequente 
melhoria enquanto local de formação de cidadãos conscientes de 
sua importância na sociedade. 
 
O gestor não se articula apenas com as questões financeiras, 
administrativas e burocráticas. Este personagem além de se 
identificar dessa forma, é visto pelos demais profissionais da 
educação como aquele responsável também pelas dimensões 
pedagógicas de relações humanas construídas e, dinamicamente, 
manifestadas nas mais diversas possibilidades de um contexto 
escolar. 
 
O gestor escolar é o maior responsável pelas áreas 
administrativa, financeira e pedagógica da instituição de ensino. 
Todavia, o pedagógico é a razão de ser de uma escola! A 
organização pedagógica bem gerenciada é quem direciona e dá 
qualidade ao ensino através de planejamento, acompanhamento, 
avaliação do rendimento da proposta pedagógica. Além de 
observar o desempenho dos alunos, do corpo docente e de todos 
da equipe escolar. 
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A organização pedagógica liderada pelo gestor escolar e 
elaborada de forma coletiva pode ser realizada em todos os níveis 
da instituição, a fim de superar uma visão autoritária e 
burocrática, como se os planejadores detivessem o conhecimento 
da realidade e a competência técnico – cientifica para direcioná- 
la, restando aos demais somente cumprir determinações, como 
se não fossem capazes e incompetentes para opinar na 
organização pedagógica da escola. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para a realização de suas funções pode-se classificar a gestão 
escolar em três áreas que funcionam de forma interligada: 
 
a) Gestão de Recursos Humanos: refere-se ao 
relacionamento com pais, alunos, comunidade, professores e 
pessoal administrativo, que deve ocorrer de forma a garantir o 
perfeito funcionamento da escola, contornando os problemas que 
surgirem e as questões de relacionamento humano; 
 
b) Gestão Administrativa: relaciona-se à parte física e 
institucional. A parte física é o prédio e os 
equipamentos/materiais que a escola possui e a parte 
institucional são os direitos e deveres, as atividades da secretaria 
e a legislação escolar; 
 
c) Gestão Pedagógica: estabelece os objetivos gerais e 
específicos para o ensino, definindo-os a partir do perfil da 
comunidade e dos alunos, além de elaborar os conteúdos 
curriculares e acompanhar e avaliar os alunos, os professores e 
a equipe gestora. As atribuições da gestão pedagógica estão 
descritas no Regimento Escolar e no Projeto Político Pedagógico 
da escola. 
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3 MEIOS DE ALCANÇAR O SUCESSO NA GESTÃO ESCOLAR 
 
O sucesso da organização pedagógica da escola é medido 
através da aprendizagem de seus alunos. Se os alunos, cada um 
no seu ritmo, aprendem continuamente, a escola é eficiente. Se 
as crianças frequentadoras assíduas das aulas, seguros de sua 
capacidade de aprender e interessados em resolver situações 
problema que os educadores lhes propõe, ela está cumprindo seu 
papel de torná-los pessoas autônomas, capazes de aprender pela 
vida toda. 
 
Se os alunos sabem ouvir, opinar, defender valores, respeitar 
opinião alheia, a escola pode orgulhar-se de estar cumprindo seu 
papel. E mais que isso, através de uma equipe gestora atuante 
na organização pedagógica, a escola pode proporcionar 
aprendizagens significativas com educação de qualidade, 
independente de origem social, raça, aparência ou credo. 
 
Daí a importância do gestor escolar na área pedagógica da 
escola. Pois, essa construção de sucesso nas aprendizagens de 
todos na escola se faz através da participação da gestão escolar. 
Depende da participação de todos os envolvidos no processo de 
ensino – aprendizagem, sobretudo de suas lideranças. 
 
Por meio da organização pedagógica, o gestor, impulsionará 
diante da equipe escolar, as concepções que a escola que deseja 
implementar, e de acordo com essa concepção deve definir o 
projeto pedagógico e o trabalho de cada profissional que atua na 
área pedagógica da escola, com a finalidade de promover a 
aprendizagem continua e significativa de todos na escola. 
Compete ao gestor escolar definir e discutir a forma de avaliação, 
para que possa reforçar seus pontos e corrigir suas falhas, 
replanejando quando o fazer pedagógico quando necessário. 
 
No entanto, o gestor escolar não é o único agente 
sensibilizador de uma escola, mas configura-se como um grande 
mobilizador pedagógico, na medida em que deve oferecer ao 
corpo docente as melhores condições de trabalho, repercutindo 
esse encadeamento na organização do seu trabalho com vistas a 
uma escola de qualidade e consequentemente nos melhores 
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resultados escolares, já que a qualidade não acontece por si 
mesma. Ela deve ser construída no dia-a-dia da escola por todas 
as pessoas direta ou indiretamente envolvidas no processo 
educacional. 
 
O sucesso escolar é medido pelo desempenho de seus alunos. 
Se os alunos conseguem aprender cada um no seu ritmo, são 
assíduos nas aulas, tem capacidade de resolver situações do dia- 
dia escolar e fora da escola, a escola está cumprindo seu papel e 
o gestor escolar com certeza está contribuindo para as 
aprendizagens de todos na escola. Se o aluno sabe ouvir, falar, 
expressar e defender seus valores, respeitar a opinião do 
próximo, a escola pode se orgulhar de estar cumprindo seu papel 
na aprendizagem. Mais do que isso, se a escola oferece uma 
Educação, independente de raça, credo, classe social, certamente 
essa é uma escola de sucesso. 
 
Numa gestão democrática e participativa todos os setores da 
escola precisam ser considerados, mesmo aqueles que não façam 
serviços burocráticos ou pedagógicos. Para que haja uma 
verdadeira gestão democrática, o diretor, os professores, os 
funcionários, os alunos e a comunidade devem ter os mesmos 
ideais participativos, onde o gestor deve comunicar esclarecer, 
perguntar e delegar responsabilidades entre todos os que 
participam da comunidade escolar. 
 
O diferencial da gestão escolar democrática encontra-se 
centrado na Participação Ativa dos atores da escola mediante 
ações a serem alcançadas, superadoras de ações individualistas, 
pois os desafios e dificuldades apresentados na participação ativa 
estão basicamente pautados na convivência diária, 
principalmente, diante de atividades autônomas, pois a falta de 
envolvimento na prática pedagógica poderá trazer resultados 
negativos para a organização escolar. 
 
Em contrapartida, a gestão participativa propõe 
compromissos e envolvimento dos diretores, pedagogos, 
docentes, funcionários e pais dos alunos, coletivamente 
organizados na busca de soluções para superação dos problemas 
existentes no espaço escolar. 
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4 ORGANIZAÇÃO DA AÇÃO PEDAGÓGICA E O 
PLANEJAMENTO ESCOLAR 
 
A consolidação de um ambiente escolar interativo por meio 
da gestão participativa deve ser mediada por valores e eixos da 
gestão democrática - família, Estado, sociedade, comunidade - 
desmembrados em norteadores como a ética, a valorização 
profissional, a flexibilidade, o compromisso e a responsabilidade, 
dentre outros não menos importantes. Esses valores, eixos e 
norteadores devempermear as decisões da gestão escolar 
democrática, pois se encontram arraigados em princípios da 
formação. 
 
O planejamento enquanto construção-transformação de 
representações é uma mediação teórica metodológica para ação, 
que em função de tal mediação passa a ser consciente e 
intencional. Tem por finalidade procurar fazer algo vir à tona, 
fazer acontecer, concretizar, e para isto é necessário estabelecer 
as condições objetivas e subjetivas prevendo o desenvolvimento 
da ação no tempo. 
 
A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no 
cenário da educação como uma tarefa docente que inclui tanto a 
previsão das atividades didáticas em termos da sua organização 
e coordenação em face dos objetivos propostos; quanto a sua 
previsão e adequação no decorrer do processo de ensino. 
 
O método do planejamento é útil e, sobretudo, muito 
importante, mas o mais importante é o maior ou menor 
conhecimento que se tenha do aspecto da realidade em que se 
está agindo, de sua inserção no conjunto. Tendo em mente a 
importância de uma metodologia que direciona o processo 
educativo, precisamos ainda mais saber que planejar é tomar 
decisões, mas essas decisões não são infalíveis, o planejamento 
sempre está em processo, portanto em evolução. 
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4.1 ORGÃOS DA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR 
 
 CONSELHO ESCOLAR: O conselho escolar é composto por 
pais, professores, funcionários, alunos e a comunidade em 
geral. É um órgão deliberativo responsável pela tomada de 
decisão de questões no âmbito escolar, sendo um instrumento 
de democratização da escola. O conselho escolar é um 
instrumento de democratização da escola e também auxilia na 
aprendizagem da função política da educação à medida que os 
alunos se organizam para formar os grêmios estudantis que 
também possuem poder decisório dentro da unidade escolar. 
 
 PROPOSTA PEDAGÓGICA: A proposta pedagógica representa 
a escola, ou seja, é a identidade da instituição de ensino. Define 
os objetivos e quais caminhos seguir para alcançá-los. Deve ser 
fruto de todos os participantes da comunidade escolar, isto é, 
deve ser formulado pelo diretor, coordenador, professores, 
funcionários da unidade escolar, pais e alunos. 
 
O Projeto Político Pedagógico é o plano global da 
instituição. Pode ser entendido como a sistematização, nunca 
definitiva, de um processo de planejamento participativo, que 
se aperfeiçoa e se objetiva na caminhada, que define 
claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar a 
partir de um posicionamento quanto à sua intencionalidade e 
de uma leitura da realidade. 
O PPP é assim denominado devido às suas funções e 
aspirações dentro da escola, sendo que as próprias palavras 
que compõem o seu nome falam muito sobre ele: 
a) é projeto porque contém metas e objetivos concretos a 
serem alcançadas em um determinado período de tempo; 
 
b) é político à medida que considera a escola como um espaço 
onde se formam cidadãos responsáveis e críticos para viverem 
em sociedade; 
 
c) é pedagógico porque define, reúne e organiza as atividades 
necessárias para o desenvolvimento do ensino e aprendizagem 
no ambiente escolar. 
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 AUTONOMIA: A autonomia está intimamente ligada à 
necessidade que os profissionais da educação possuem em 
adequar suas ações às necessidade de seus alunos ou dos 
profissionais que compõem a escola, ou ainda às aspirações da 
comunidade da qual a escola está inserida. A autonomia escolar 
evidencia-se como uma necessidade quando a sociedade 
pressiona as instituições para que promovam mudanças 
urgentes e consistentes. 
 
 EQUIPE GESTORA: A equipe gestora é composta pelo diretor, 
coordenador pedagógico e supervisor escolar. Precisa agir em 
conjunto, de forma bem estruturada, pois para que a escola 
alcance bons resultados faz-se necessário um trabalho 
cooperativo bem realizado. 
Para organizar melhor o seu trabalho e a escola, o gestor e 
sua equipe poderão começar classificando as questões mais 
desafiadoras da eficácia do processo de mudança rumo ao 
crescimento organizacional. 
Para que haja uma gestão democrática verdadeira cada 
membro da equipe gestora deve realizar suas funções de forma 
crítica posicionando-se de acordo com suas concepções e 
discutindo novas posturas sempre que necessário. 
 
 O(A) DIRETOR(A): A direção é a responsável principal pela 
gestão da escola. Compete a ela coordenar as demais áreas da 
escola, sendo a principal articuladora para o desenvolvimento 
de uma gestão democrática dentro da escola. A direção tem 
por função ser o grande elo integrador dos vários segmentos – 
internos e externos – da escola, cuidando da gestão das 
atividades, para que venham a acontecer e a contento (o que 
significa dizer, de acordo com o projeto). 
 
O diretor deve ser um indivíduo motivador no ambiente 
escolar, além de ser o responsável por liderar, gerenciar e 
articular o trabalho dos funcionários da escola. 
 
A direção põe em ação o processo de tomada de decisões 
na organização e coordena os trabalhos de modo que sejam 
executados da melhor maneira. 
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O diretor é o gestor escolar por excelência, aquele que 
lidera, gerencia e articula o trabalho dos professores e 
funcionários em função de uma meta: a aprendizagem dos 
alunos. É ele quem responde legal e judicialmente pela escola 
e pedagogicamente por seus resultados – essa última é a mais 
importante, e às vezes esquecida. 
 
O diretor deve valorizar o trabalho coletivo, respeitando e 
incentivando as contribuições, sugestões e ideias de todos os 
que fazem parte da comunidade escolar. 
 
 COORDENADOR PEDAGÓGICO: O coordenador pedagógico é 
o profissional responsável pela formação dos professores, além 
de auxiliar o diretor na gestão escolar e relacionamento com os 
pais e a comunidade. O coordenador pedagógico deve ser o 
especialista nas diversas didáticas e o parceiro mais experiente 
do professor. É ele quem responde por esse trabalho junto ao 
diretor, formando assim uma relação de parceria – e 
cumplicidade – para transformar a escola num espaço de 
aprendizagem. O que ocorre em muitos casos é que, sem 
formação adequada, ele acaba assumindo funções 
administrativas – e a formação permanente fica em segundo 
plano ou desaparece. 
 
O profissional que exerce a função de coordenador 
pedagógico tem papel fundamental dentro de uma gestão 
democrática e participativa à medida que muitas vezes faz a 
ligação entre as necessidades dos professores e alunos com a 
direção. 
 
O coordenador pedagógico tem o papel, assim como o 
diretor, de construir uma gestão democrática e participativa 
dentro da escola, incentivando a participação dos professores, 
funcionários e da comunidade a participarem das ações 
desenvolvidas no ambiente, integrando, assim, todos os 
envolvidos no processo ensino aprendizagem. 
 
Poderíamos dizer que a coordenação pedagógica é 
articuladora do Projeto Político-Pedagógico da instituição no 
campo pedagógico, organizando a reflexão, a participação e os 
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meios para a concretização do mesmo, de tal forma que a 
escola possa cumprir sua tarefa de propiciar que todos alunos 
aprendam e se desenvolvam como seres humanos plenos, 
partindo do pressuposto de que todos tem direito e são capazes 
de aprender. 
 
 SUPERVISOR ESCOLAR: O supervisor de ensino é o 
representante da Secretaria de Educação que dá apoio técnico, 
administrativo e pedagógico às escolas. É destacado pela 
Secretaria de Educação, geralmente um educador, para dar 
apoio às escolas e fazer a interface do Executivo com elas. As 
redes mais bem estruturadas dispõem de uma equipe de 
supervisores que divide responsabilidades e se articula para 
fazer a orientação dos diretores e apoiá-los nas questões do dia 
a dia, formar os coordenadores pedagógicos e os professores e 
garantir a implementação das políticas públicas, que são as 
orientações oficiais que dão unidade arede. 
 
Em seu início a Supervisão Escolar foi praticada no Brasil 
em condições que produziam o ofuscamento e não a elaboração 
da vontade do supervisor. E esse era, exatamente, o objetivo 
pretendido com a supervisão que se introduzia. Para uma 
sociedade controlada, uma educação controlada; um 
supervisor controlador e também controlado. 
 
 CORPO DOCENTE: O professor tem papel determinante na 
gestão democrática e participativa da escola. Ele é o 
profissional que está em contato direto com os alunos e o 
indivíduo que representa a postura da escola diante dos pais, 
por isso é um grande agente de mudanças podendo estreitar o 
contato da comunidade com a escola. 
 
A tarefa do professor é extremamente importante e 
complexa: deve estar preparado para exercê-la, ou melhor, 
considerando que a prática é dinâmica e aberta, e que o 
professor não se propõe a realizar uma atividade mecânica e 
repetitiva, deve estar constantemente se qualificando para 
exercê-la. 
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A Escola precisa ser interessante à sua clientela, 
cativá-la, ser referencial e seus colaboradores devem ser 
capacitados e conscientes do papel de “transformadores 
de cidadãos”, devem repensar suas práticas, 
reformularem seu planejamento visando facilitar o 
processo de ensino e aprendizagem dos alunos e para 
então se empenharem em elevar o nível intelectual da 
escola. 
 
A aprendizagem é o que define o sucesso de uma 
escola e sua qualidade está diretamente relacionada ao 
desenvolvimento dos alunos. O entendimento de que a 
qualidade diz respeito ao cumprimento do objetivo da 
escola deve ser absorvido por toda equipe, conduzida 
pelo gestor. 
 
O processo de gestão possui diversas etapas, destacando-se 
as de planejamento, liderança, organização e avaliação, que são 
fundamentais para garantir, de forma eficaz, o funcionamento 
das organizações e, consequentemente, permitir que os objetivos 
traçados sejam atingidos. 
 
As etapas do processo de gestão promove o alcance das 
metas propostas de forma eficiente e eficaz, pois permite que, no 
desenvolvimento das ações, aconteça o monitoramento das 
atividades e, com isso, sejam feitas as correções necessárias, 
além de propiciar que estas ações sejam realizadas de forma 
organizada e com uma liderança que motive os colaboradores. 
 
A qualidade da educação é de interesse tanto da equipe 
escolar como dos pais por isso faz-se necessário uma relação 
mais próxima entre a escola e as famílias. Quando o gestor e sua 
equipe pergunta, registra e divulga as necessidades e aspirações 
da comunidade escolar existe uma maior possibilidade de se 
atingir o principal objetivo da educação: formar cidadãos não 
apenas com conteúdos teóricos, mas também críticos e com 
capacidade de fazer escolhas conscientes.

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