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Seminário Interdisciplinar

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Polo: ALENQUER/PÁ 
Curso: LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA 
Seminário Interdisciplinar VIII: Educação e Ética 
Temática :
A Inclusão do surdo na sociedade contemporânea e Globalizada
Esportes
Subtema:
A História do Surdo na Sociedade e a Importância da Inclusão Social do Surdo no Esporte 
Acadêmicos:
Cleuma Picanço, Erianny Carvalho e Mário Magalhães 
Trabalho apresentado no curso de Licenciatura plena em Pedagogia no centro Universitário Inta – UNINTA, NO POLO ALENQUER/CURUÁ, como requisito de obtenção de nota no Seminário Interdisciplinar VIII, tendo como ORIENTADORA a professora Célia Tancredi.
Objetivo Geral 
O presente trabalho tem como objetivo pesquisar e relatar um pouco da história do surdo perante a sociedade a séculos atrás, expor a criminalização e os meios de perversidade que faziam com as pessoas que tinham alguma deficiência de audição. Assim como, relatar as conquistas no esporte, dando ao mundo uma resposta sobre persistência, resistência e sobrevivência, a uma sociedade desumana existente.
SUMÁRIO
1- INTRODUÇÃO.............................................................................................05
2- A História do Surdo na Sociedade.............................................................06
2.1 – Na Idade Antiga..............................................................................08
2.2 – Na Idade Média..............................................................................08
2.3 – Na Idade Moderna..........................................................................10
2.4 – Na Idade Contemporânea...............................................................12
3- A Importância da Inclusão Social do Surdo nos Esportes........................19
3.1- A História do Surdo nos Esportes.....................................................20
3.2- As Conquistas dos Direitos dos Surdo no Esporte ...........................20
3.3- A Alguns Esporte Praticados Pelo Surdo..........................................28
3.4- Alguns Atletas Surdo........................................................................30
3.5- O Papel da Inclusão Social para os Surdos.......................................33
3.6- As Barreiras Vivenciados pelos Surdos na Sociedade.....................37
CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS
Introdução 
O presente trabalho é referente ao Seminário Interdisciplinar VIII, sobre A Inclusão do Surdo na Sociedade Contemporânea e Globalização, pesquisado e elaborado pelos acadêmicos: Cleuma Picanço, Erianny Carvalho e Mário Magalhães, tendo como meio de pesquisa: Internet, vídeos no YouTube e Apostilas. 
O trabalho abordará no seus desenvolvimento A História do Surdo na Sociedade e a Importância da Inclusão Social do Surdo nos Esportes, como a História do Surdo na Sociedade na Idade Antiga, Média, Moderna e na Idade Contemporânea. Assim como, a História dos Surdos no Esporte e suas conquista, lutas e as dificuldades que sofrem por seres portadores da surdez.
Introduction
The present work refers to the Interdisciplinary Seminar VIII, on The Inclusion of the Deaf in Contemporary Society and Globalization, researched and elaborated by academics: Cleuma Picanço, Erianny Carvalho and Mário Magalhães, having as research medium: Internet, YouTube videos and Handouts.
The work will address in its development The History of the Deaf in Society and the Importance of Social Inclusion of the Deaf in Sports, as the History of the Deaf in Society in the Ancient, Middle, Modern and Contemporary Ages. As well as the History of the Deaf in Sports and their achievements, struggles and the occurrences that attend to beings with deafness.
A História dos surdos na Sociedade
A cultura surda
Poucas pessoas conhecem a cultura surda e possuem muitos estigmas com relação aos surdos. Porém, a cultura surda é riquíssima e muito importante para essa comunidade, pois assim como o ouvinte tem sua cultura, os surdos também têm.
Primeiramente, o surdo sempre foi muito marginalizado socialmente e por isso acabou sendo prejudicado em diversos contextos sociais. Entretanto, com o passar do tempo houve um crescimento da comunidade surda e foram necessárias mudanças na sociedade, que antes exigia que o surdo simplesmente se adaptasse a cultura ouvinte.
Por exemplo, você já parou para pensar em como é injusto que não se ensine Libras nas escolas? Pois afinal, a Língua Brasileira de Sinais é uma língua oficial no país, mas poucas pessoas sabem ou tem interesse em aprendê-la, logo, o surdo fica marginalizado socialmente.
Assim, foi através de movimentos sociais que a comunidade surda conquistou seus direitos. Dessa forma, hoje conseguimos perceber uma maior inclusão, pois os surdos passaram a ser incluídos em diversos espaços da sociedade, como escolas, faculdades, escritórios e outros. Mas, com certeza ainda há um longo caminho a ser percorrido. 
A cultura surda é o modo de vida do surdo, como ele vive em sociedade, como ele se percebe dentro dela, se ele se comunica apenas em Libras ou se ele também utiliza o português, enfim, como ele interage com a sociedade.
Por exemplo, você sabia que por meio de campainhas luminosas o surdo sabe quando alguém vai à sua casa? E que ele usa a vibração do celular para saber quando o despertador está tocando? São pequenas coisas, mas que a maioria das pessoas ouvintes não para pra refletir.
Muitas pessoas acreditam que o surdo não sai, não assiste filmes, não dança, enfim, coisas do dia a dia, pois esquecem que o surdo é uma pessoa normal, com gostos e preferências igual a todo mundo! Portanto, a cultura surda engloba diversos elementos de sua vivência, desde os mais corriqueiros do dia a dia, até os do grupo social do qual fazem parte.
A História dos surdos na Idade Antiga
A história dos surdos registra seus acontecimentos históricos como grupo, que possui uma língua, uma identidade e uma cultura.
Gesticulando
Ao longo das eras, os Surdos travaram grandes batalhas pela afirmação da sua identidade, da comunidade surda, da sua língua e da sua cultura, até alcançarem o reconhecimento que têm hoje, na era moderna.
Até à Idade Média
No Egito, os surdos eram adorados, como se fossem deuses, serviam de mediadores entre os deuses e os Faraós, sendo temidos e respeitados pela população.
Na época do povo Hebreu, na Lei Hebraica, aparecem pela primeira vez, referências aos Surdos.
Grécia 
Na Antiguidade os chineses lançavam os surdos ao mar, os gauleses os sacrificavam ao Deus Teutates, em Esparta eram lançados do alto dos rochedos. Na Grécia, os Surdos eram encarados como seres incompetentes. Aristóteles, ensinava que os que nasciam surdos, por não possuírem linguagem, não eram capazes de raciocinar. Essa crença, comum na época, fazia com que, na Grécia, os Surdos não recebessem educação secular, que não tivessem direitos, que fossem marginalizados (juntamente com os deficientes mentais e os doentes) e que muitas vezes fossem condenados à morte. No entanto, em 360 a.C., Sócrates, declarou que era aceitável que os Surdos se comunicassem com as mãos e o corpo. Séneca afirmou:
	“Matam-se cães quando estão com raiva; exterminam-se touros bravios; cortam-se as cabeças das ovelhas enfermas para que as demais não sejam contaminadas; matamos os fetos e os recém-nascidos monstruosos; se nascerem defeituosos e monstruosos, afogamo-los, não devido ao ódio, mas à razão, para distinguirmos as coisas inúteis das saudáveis.”
Os Romanos, influenciados pelo povo grego, tinham ideias semelhantes acerca dos Surdos, vendo-o como ser imperfeito, sem direito a pertencer à sociedade, de acordo com Lucrécio e Plínio. Era comum lançarem as crianças surdas (especialmente as pobres) ao rio Tibre, para serem cuidadas pelas Ninfas. O imperador Justiniano, em 529 a.C., criou uma lei que impossibilitava os surdos de celebrar contratos, elaborar testamentos e até de possuir propriedades ou reclamar heranças (com excepção dos surdos que falavam).
Roma
Em Constantinopla, as
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