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INTRODUÇÃO
→Gastrotomia: Abertura do estômago (não
confundir com gastrostomia que é a abertura
arti�cial/de comunicação com o meio externo, do
estômago)
→Indicações: Retirada de corpos estranhos,
obtenção de material para biópsia, esvaziamento
gástrico, inspeção da mucosa gástrica p/buscar
por úlceras/neoplasias, dentre outros
→Se C.E estiver localizado no antro pilórico é
observado vômito re�exo
→Se o C.E se depositar na porção pilórica do
estômago o esvaziamento gástrico tende a
diminuir
→Geralmente não é relatado vômito se o C.E
estiver na região de fundo
→As alterações mais comuns em casos de C.E:
Desidratação, acidose metabólica, alcalose
hipocalêmica
ANATOMIA CIRÚRGICA
→Regiões gástricas: Cárdia, fundo, corpo, piloro
(antro, canal e esfíncter pilórico)
→Fundo: Sua superfície cranial empurra o lado
esquerdo do diafragma, tipicamente preenchido
por gás (fácil visualização no RX) →Faz a divisão
funcional do órgão (controla o enchimento de
líquidos e a parte + distal tritura, mistura o suco
gástrico e retém sólidos)
→Corpo: Empurrado contra o lobo esquerdo do
fígado e é sucedido pela parte pilórica
→Piloro: Está ventralmente, à direita e ao redor do
antro pilórico. Ele se abre dentro de um canal que
termina no óstio pilórico (orifício dentro do
duodeno)
→A curvatura menor se liga ao fígado através do
omento menor
→O omento maior se origina na curvatura maior
(ele aumenta a área de superfície serosa p/prod e
absorção de �uidos e previne que os intestinos
�quem presos entre o estômago e o fígado)
→As artérias que irrigam o estômago derivam da a.
Celíaca →a. Gástricas esquerdas/direitas �cam na
curvatura menor e a. Gastroepiplóica
direita/esquerda �cam na curvatura maior
→As gastrotomias são feitas em uma faixa
equidistante das duas curvaturas pois é
relativamente livre de grandes vasos
→A parede gástrica é composta de: Mucosa,
submucosa (bem desenv e vascularizada),
muscular e serosa
PRÉ–OPERATÓRIO
→Exame físico completo + Exames
complementares (RX, US, Endoscopia)
→Avaliar equilíbrio hidroeletrolítico →Corrigir
antes da cirurgia!!
→Pode ser necessário realizar uma
antibioticoterapia pro�lática
TÉCNICA OPERATÓRIA
→Decúbito dorsal →Celiotomia pré-umbilical ou
pré-retro-umbilical (em alguns casos)
→Exposição e isolamento do órgão com 2 suturas
de apoio equidistantes ou utilizando pinças
Babcock na área menos vascularizada
→Rotacionar o estômago a 90º p/incisão �car
paralela a parede abdominal
→Incisão paralela e equidistante em duas etapas:
1- Iniciar na camada seromuscular e aprofundar
até a mucosa com o bisturi
2- Fazer uma incisão na mucosa com lâmina de
bisturi, ampliando com a tesoura em direção às
pinças
→Inspecionar o órgão/retirar o C.E →Trocar luvas
e todo o material antes de suturar (contaminado)
→A sutura pode ser realizada de algumas
maneiras:
1- Plano único: Causa menor inversão e melhor
aposição das bordas da ferida →Usa-se o padrão
simples interrompido perfurantes totais ou não
perfurante total (bom pois o �o não �ca na
mucosa, evitando o atrito)
2- Dois planos: 1º padrão= Cushing (�o
absorvível sintético 3-0 ou 4-0), onde a sutura
começa na serosa, penetra mas não atravessa a
mucosa. O 2º padrão é feito com ponto simples
separado, tipo Lembert (�o absorvível sintético
2-0 ou 3-0), passando a agulha em ângulo reto na
incisão, através da seromuscular
→A omentalização é feita com dois pontos simples
separados →Fio absorvível sintético 2-0 ou 3-0
PÓS–OPERATÓRIO
→Deve-se continuar a �uidoterapia até que o
animal volte a ingerir água normalmente
→Se o animal aceitar a água, a alimentação pastosa
e em pequenas porções pode ser iniciada 24-48h
após a cirurgia
→Aumentar a consistência e quantidade do
alimento até o 4º dia de pós-operatório, até que a
alimentação normal seja restabelecida