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Patologias do sistema osteoarticular em pediatria OSTEOCONDROSES ✓ Osso anormal devido falta de suprimento sanguíneo; ✓ Distúrbios que afetam o progresso do crescimento ósseo por necrose óssea; ✓ Legg-Calvé-Perthes e Epifisiólise proximal do fêmur são as mais importantes; ✓ Fise → Cartilagem de crescimento; DOENÇA ÓSSEA DE KOHLER ✓ Osteonecrose do osso navicular do pé; ✓ Etiologia desconhecida; ✓ Faixa etária comum de 4 a 6 anos; ✓ Predileção pelo sexo masculino; ✓ Osso navicular fragmentado; ✓ Esclerose irregular; ✓ Inchaço associado aos tecidos moles; ✓ Queixa de dor no pé, sem história de trauma e sem febre; ✓ Autolimitada, cura espontaneamente; ✓ Conduta expectante → AINES + Fisioterapia; DOENÇA DE KIENBOCK ✓ Osteonecrose do osso semilunar da mão; ✓ Predileção por adolescentes masculinos; ✓ Semilunar está mais esclerótico (branco); ✓ Aumento do espaço articular; ✓ Queixa de dor, sem trauma e sem febre; ✓ Achatamento e deformidade da superfície óssea; ✓ Conduta conservadora → Repouso, AINES e imobilização; S5-PEDIATRIA GABRIELA BRITO ASGOOD-SCHLATTER ✓ Lesão crônica por fadiga devido microtrauma repetido na inserção do ligamento patelar na tuberosidade da tíbia; ✓ Meninos entre 10-15 anos; ✓ Meninos que jogam futebol; ✓ Adolescentes ativos que pulam e chutam; ✓ Bilateral em 25-50% dos casos; ✓ Queixa de dor e inchaço na tuberosidade da tíbia; ✓ Fragmentação óssea na tuberosidade da tíbia → 3-4 semanas após início; ✓ Tratamento conservador → Repouso, gelo, modificar atividades e exercícios de fortalecimento do quadríceps e isquiotibiais; ✓ Desaparece espontaneamente quando a fise se fecha; ✓ OSD não resolvido → Persistem na idade adulta; LEGG-CALVÉ-PERTHES ✓ Necrose avascular idiopática da epífise femoral proximal; ✓ Osteonecrose mais comum; ✓ Entre 5 e 10 anos; ✓ Diagnóstico diferencial de epifisiólise; ✓ Queixa de claudicação (manca), SEM dor; ✓ Exame físico → Espasmo, limitação da abdução e da rotação interna da coxa; ✓ Tamanho epifisário femoral assimétrico; ✓ Apresenta estágios; ✓ Tratamento conservador → Controle dos sintomas na fase inicial; o Estágio II: Fragmentação/revascularização ▪ Fragmentos da epífise femoral; ▪ Difícil distinguir o contorno da cabeça femoral; ▪ Densidade mosqueada; o Estágio III: Reparativo/melhora ▪ Re-ossificação começa; ▪ Formato da cabeça femoral torna-se melhor definido; ▪ Densidade óssea começa a retornar; o Estágio IV: Curado ▪ Achatamento da superfície articular; ▪ Alargamento da cabeça e pescoço do fêmur; EPIFISIÓLISE PROXIMAL DO FÊMUR ✓ Condição que afeta a fise do fêmur proximal; ✓ Adolescentes 10 a 17 anos; ✓ Bilateral em 20% dos casos; ✓ Adolescentes meninos com sobrepeso; ✓ Dor + 2º pico do estirão + sobrepeso; S5-PEDIATRIA GABRIELA BRITO ✓ Dor no quadril, região inguinal ou coxa; ✓ Cabeça femoral “desliza”; ✓ Linha de Klein → Deslocamento muito sutil; ✓ Tratamento → Fixação cirúrgica (parafuso); ✓ Complicações → Necrose avascular da cabeça femoral; FRATURAS São avaliadas pela classificação de Salter-Harris, que descreve as fraturas que envolvem as fises. Apresenta 5 tipos no total. TIPO I ✓ Pega somente a placa de crescimento; ✓ Fratura passa por TODA a placa de crescimento; ✓ Não envolve o osso; ✓ Bom prognóstico; TIPO II ✓ Mais comum → 75%; ✓ Placa de crescimento e metáfise; ✓ Epífise é poupada; ✓ Bom prognóstico; TIPO III ✓ Placa de crescimento e epífise; ✓ Poupa a metáfise; ✓ Segundo pior prognóstico; ✓ Zonas proliferativas e de reserva são interrompidas; S5-PEDIATRIA GABRIELA BRITO TIPO IV ✓ Atravessa todos os 3 elementos do osso; ✓ Placa de crescimento, metáfise e epífise; ✓ Prognóstico ruim; ✓ Zonas proliferativa e de reserva são interrompidas; TIPO V ✓ Menos comum < 1%; ✓ Fratura compressiva da placa de crescimento; ✓ Diminuição do espaço entre epífise e diáfise ✓ Lesões do tipo esmagamento; ✓ Pior prognóstico; QUADRIL PEDIÁTRICO DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL ✓ Mal desenvolvimento da articulação do quadril; ✓ Relação anormal da cabeça femoral com o acetábulo; ✓ Acetábulo raso (reto)→ Normal é ser côncavo; ✓ Assimetria da ossificação femoral (a cabeça de um dos fêmurs é menor); ✓ Diagnóstico → Teste de Ortolani e manobras de Barlow; ✓ Fatores de risco → Sexo feminino + gestações oligoidrâmnióticas; ✓ A ossificação das epífises deve ser simétrica; ✓ Tratamento → Aparelho de Pavlik (início aos 3 meses); ✓ Bom prognóstico se tratado precocemente; o Linha de Hilgenreiner: Desenhada horizontalmente. S5-PEDIATRIA GABRIELA BRITO o Linha de Perkin: Desenhada verticalmente. ➢ US DO QUADRIL: É teste de escolha no bebê (< 6 meses), pois a epífise femoral não se ossificou muito. 4 a 6 semanas de vida. ARTRITE SÉPTICA ✓ Mais comum na infância; ✓ IVAS ou piodermite; ✓ S. aureus; ✓ Febre (> 38,5ºC), leucocitose, VHS e PCR elevados e dor; ✓ Derrame articular; ✓ Estreitamento do espaço articular; SINOVITE TRANSITÓRIA DO QUADRIL ✓ Após IVAS; ✓ Condição inflamatória aguda autolimitada que afeta o revestimento sinovial do quadril; ✓ Normalmente unilateral; ✓ 3 a 8 anos; ✓ Queixa de dor e mancar; ✓ Radiografia para excluir doença de legg-Calvé-Perthes; ✓ Diagnóstico de exclusão; S5-PEDIATRIA GABRIELA BRITO