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ANNA LILLIAN CANUTO BITTENCOURT • Definição: é a eliminação súbita de fezes de conteúdo líquido acima do habitual, associada, em geral, a um aumento do número de evacuações; - Ocorrência de 3 ou mais evacuações amolecidas ou líquidas nas últimas 24h. • A maioria dos casos é de causa infecciosa; • Possui uma evolução autolimitada, com duração inferior a 14 dias e que se caracteriza pela ocorrência de má absorção intestinal de água e eletrólitos; • É uma das causas mais importantes de morbidade infantil no mundo, em especial em países em desenvolvimento; • Contribui de forma isolada ou associada para os estimados 3 milhões de óbitos que ocorrem em crianças a cada ano, principalmente nas menores de 1 ano; • A elevada ocorrência de diarreia nas populações mais pobres está diretamente associada à: - Precárias condições de saneamento básico; - Higiene ambiental e pessoal. • O aleitamento materno é um importante mecanismo de defesa contra a ação de agentes infecciosos; • Nas últimas décadas, ocorreu globalmente expressiva redução na mortalidade por diarreias infecciosas em crianças com idade inferior a 5 anos; • Pode ser classificada em: - Diarreia aguda aquosa: diarreia que pode durar até 14 dias e determina perda de grande volume de fluidos e pode causar desidratação; - Diarreia aguda com sangue (Disenteria): é caracterizada pela presença de sangue nas fezes, representando uma lesão na mucosa intestinal; >> Shigella spp. é a principal causadora de disenteria. - Diarreia persistente: quando a diarreia aguda se estende por 14 dias ou mais podendo provocar desnutrição e desidratação; - Diarreia crônica: é a diarreia que se estende por um período superior a 30 dias, podendo ou não haver síndrome de má absorção. Diarreia aguda e desidratação IDEIAS GERAIS A doença diarreica pode ser entendida como de início abrupto, etiologia presumivelmente infecciosa, potencialmente autolimitada, com duração inferior a 14 dias, aumento do volume e/ou frequência de evacuações com consequente aumento das perdas de água e eletrólitos. ANNA LILLIAN CANUTO BITTENCOURT • A diarreia é resultante de um desequilíbrio entre os processos de absorção e secreção de água e eletrólitos no intestino, ocasionada por: - Redução de absorção; - Aumento da secreção; - Redução de absorção + aumento da secreção. • Isso resulta em um fluxo predominante de água, eletrólitos e nutrientes do meio interno em direção à luz intestinal; • Os principais íons envolvidos nesse transporte são o Na, K, Cl, HCO3 e H+; - A água segue, através dos espaços intercelulares, o fluxo desses eletrólitos. • Quando os mecanismos de defesa do trato digestório da criança, como a acidez gástrica, o muco, a flora bacteriana, o peristaltismo e o sistema imune local, não conseguem impedir a ação patogênica de microrganismos, há a inversão do fluxo norma de líquidos e o consequente aparecimento de diarreia; • Existem dois mecanismos básicos de produção de diarreia associada a agentes infecciosos: - Osmótico; - Secretor. • Mecanismo: 1°: Os agentes infecciosos provocam alterações anatômicas e/ou funcionais da mucosa intestinal; - Redução da atividade das enzimas – dissacaridades, como a lactase – localizadas nas microvilosidades, prejudicando a digestão/absorção de nutrientes. 2°: O açúcar não absorvido acumula-se na luz intestinal, o que favorece o afluxo de água e eletrólitos para o local; 3°: No intestino grosso, esse açúcar sofre metabolização bacteriana, o que resulta na produção de ácidos orgânicos (acético, butírico, lático e propiônico) e gases (H2, CO2 e metano); 4°: Esses metabólitos elevam ainda mais a osmolalidade do conteúdo luminal; 5°: Isso aumenta o conteúdo líquido fecal, assim como a eliminação de eletrólitos. • A produção de gases promove distensão abdominal, aumento dos movimentos peristálticos e dos ruídos hidroaéreos; • Expressão clínica do mecanismo osmótico: - Fezes com pH ácido; - Fezes eliminadas com gases (“fezes explosivas”); - Cólica abdominal; PATOGENIA ANNA LILLIAN CANUTO BITTENCOURT - Hiperemia da região perianal. • A intensidade desses fenômenos é proporcional à quantidade do açúcar não absorvido e cessa quando o açúcar é retirado da dieta. • Ocorre quando há aumento da secreção ativa de ânions, principalmente do Cl e HCO3, pelas células das criptas do intestino delgado; • Esse aumento pode ser desencadeado por agentes que atuam como verdadeiros secretagogos, sendo o exemplo clássico a diarreia induzida por enterotoxinas bacterianas; • Mecanismo: 1°: Algumas bactérias, após colonização do intestino, produzem enterotoxinas; 2°: Essas enterotoxinas irão ativar as enzimas localizadas na membrana basolateral do enterócito; 3°: Essas enzimas aumentam a liberação intracelular de mediadores de secreção intestinal, como AMPc, GMPc e o Ca2+; 4°: Esses mediadores de secreção intestinal irão ativar proteinocinases, responsáveis por desestabilizar algumas proteínas da membrana celular; 5°: Com essas proteínas da membrana desestabilizadas, há a abertura dos canais de Cl- e, consequentemente, gera afluxo desses íons para a luz intestinal; 6°: Após o afluxo de Cl-, há também o afluxo de Na+ e água. • As perdas hidroeletrolíticas geralmente são intensas e, se não respostas adequadamente e em tempo hábil, podem levar, em um período curto, à desidratação grave; • É caracterizada por fezes disentéricas, em geral, eliminadas em pequenos volumes, com muco e sangue. ANNA LILLIAN CANUTO BITTENCOURT • A diarreia aguda pode ser causada por vírus, bactérias, parasitos, fungos e protozoários; • A frequência de cada patógeno varia de acordo com as diferentes regiões geográficas, grupos etários e as condições higiênico-sanitárias das comunidades e também conforme a competência imunológica dos indivíduos infectados; • Em países em desenvolvimento, as bactérias, juntamente com os rotavírus, constituem a principal causa de diarreia grave na infância; • Pacientes imunocomprometidos ou em ATBterapia prolongada, podem ter diarreia causada por: - Klebsiella; - Pseudomonas; - Aerobacter; - C. difficile; - Cryptosporidium; - Isosopora; - VIH e outros. • Outras causas podem iniciar o quadro da diarreia, que é a diarreia não infecciosa, como: ETIOLOGIA ANNA LILLIAN CANUTO BITTENCOURT - Alergia ao leite de vaca; - Deficiência de lactase; - Apendicite aguda; - Uso de laxantes e antibióticos; - Intoxicações por metais pesados. • A investigação etiológica da diarreia aguda não é obrigatória em todos os casos, devendo ser realizada nos casos graves e nos pacientes hospitalizados. ANNA LILLIAN CANUTO BITTENCOURT ANNA LILLIAN CANUTO BITTENCOURT ANNA LILLIAN CANUTO BITTENCOURT • Na anamnese, é imprescindível questionar: - Duração da diarreia; - Número diário de evacuações; - Presença de sangue nas fezes; - Número de episódios de vômitos; - Presença de febre ou outra manifestação clínica; - Práticas alimentares prévias e vigentes; - Outros casos de diarreia em casa ou na escola. • Alguns pacientes tem maior risco de complicação, como: idade inferior a 02 meses; doença de base grave como o DM, insuficiência renal ou hepáticae outras doenças crônicas; presença de vômitos persistentes; perdas diarreias volumosas e frequentes (>8x diários). AVALIAÇÃO CLÍNICA ANNA LILLIAN CANUTO BITTENCOURT • O diagnóstico etiológico não é necessário para o tratamento da desidratação, que é a complicação mais imediata da diarreia aguda; • A solicitação de exames complementares tem sua indicação reservada a casos especiais, como: - Lactentes muito jovens; - Desnutridos graves; - Imunodeprimidos. • Os principais exames que podem ser solicitados são: 1. Hemograma: é reservado para os casos suspeitos de disseminação do processo infeccioso (sepse); 2. Bioquímica: em crianças com desidratação grave que necessitem de terapia de reposição intravenosa solicita- se, quando possível, a dosagem sérica de Na, K e Cl; - Creatinina, ureia e glicose é solicitada de acordo com o quadro clínico e as complicações. 3. Gasometria arterial: solicitada na suspeita clínica de acidose metabólica (perda de bicarbonato pelas fezes, má perfusão tecidual e renal); 4. Parasitológico de fezes: para identificação de ovos, cistos e parasitas, além de pesquisa da Giardia; 5. Pesquisa de rotavírus nas fezes; 6. Cultura de fezes (coprocultura) para bactérias: é solicitada em casos de infecções disseminadas, epidemias em comunidades fechadas, diarreia em imunodeprimidos e em crianças portadoras de doenças crônicas; 7. pH das fezes; 8. Sangue e leucócitos nas fezes; - A presença de leucócitos nas fezes pode evidenciar uma reação inflamatória do intestino grosso ao agente invasor (colite). 9. Substâncias redutoras maiores de 0,5%; 10. Dosagem de eletrólitos fecais: a quantidade normal de eletrólitos nas fezes é: - Na 45mEq/L; - K 50-70mEq/L; - Cl 20-25mEq/L. • O objetivo fundamental do tratamento da doença diarreica aguda é prevenir e repor as perdas fecais de água e eletrólitos; • Em quase todos os casos isso é possível com a terapia de reidratação oral/venosa e a instituição de realimentação precoce; • Após o exame físico, a criança pode ser classificada em: TRATAMENTO ANNA LILLIAN CANUTO BITTENCOURT A) Criança com diarreia e que não apresenta sinais clínicos de desidratação; B) Criança com sinais de desidratação; C) Criança com desidratação grave. • Esse é o plano para crianças sem sinais de desidratação; • É realizado em domicílio; • É obrigatório aumentar a oferta de líquidos, incluindo o soro de reidratação oral, para prevenir a desidratação, e a manutenção da alimentação com alimentos que não agravem a diarreia; • Além do soro de hidratação oral, são considerados líquidos adequados: - Sopa de frango com hortaliças e verduras; - Água de coco; - Água. • Não deve ser ofertado refrigerantes, líquidos açucarados, chás, sucos comercializados e café; • Iniciar suplementação de zinco, sendo 1x/dia, durante 14 dias; - Até 06 meses: 10mg/dia; - > 06 meses: 20mg/dia. • Se o paciente não melhorar em 02 dias ou se apresentar qualquer sinal de alarme deve ser levado imediatamente a um serviço de saúde; • Sinais de alarme: - Aumento na frequência das dejeções líquidas; - Vômitos frequentes; - Sangue nas fezes; - Recusa para ingestão de líquidos e alimentos; - Febre; - Diminuição da atividade; - Presença de sinais de desidratação; - Piora do estado geral. • O soro de reidratação oral pode ser preparado em casa; • Quantidade de líquidos que devem ser administrados/ingeridos após cada evacuação diarreica: < 1 ano 50-100ml 1-10 anos 100-200ml >10 anos Quantidade que o paciente aceitar ANNA LILLIAN CANUTO BITTENCOURT • Esse é o plano para crianças com sinais de desidratação; • Deve ser realizado no serviço de saúde; • Administrar o soro de reidratação oral sob supervisão médica; • Manter o aleitamento materno e suspender outros alimentos; • Deve ser mantido um jejum durante o período da terapia de reparação por via oral; • A alimentação deve ser reiniciada ainda no serviço de saúde; • A primeira regra na fase é administrar a solução de terapia de reidratação oral (SRO), entre 50-100ml/kg, durante 2-4 horas; - Deve ser oferecida de forma frequente, em quantidades pequenas com colher ou copo, após cada evacuação, até o desaparecimento dos sinais de desidratação. • Se os sinais de desidratação desaparecerem, deve iniciar o plano A; • Se o paciente continuar desidratado, indicar a sonda nasogástrica; • Considera-se fracasso da reidratação oral se: - Aumentar as dejeções; - Ocorrer vômitos incoercíveis; - A desidratação evoluir para grave. • Se o paciente evoluir para desidratação grave, seguir o plano C; • Deve ser iniciada a reposição de Zinco. • Esse é o plano para crianças com desidratação grave; • O objetivo é corrigir a desidratação grave com terapia de reidratação por via PARENTERAL (reparação ou expansão); • O paciente deve ser mantido no serviço de saúde, em hidratação parenteral de manutenção, até que tenha condições de se alimentar e receber líquidos por via oral na quantidade adequada; • As indicações para reidratação venosa são: - Desidratação grave; - Contraindicação de hidratação oral (íleo paralítico, abdômen agudo, alteração do estado de consciência ou convulsões); - Choque hipovolêmico. • Podem ser utilizados os seguintes critérios para internação hospitalar: - Choque hipovolêmico; - Desidratação grave (perda de peso maior ou igual a 10%); - Manifestações neurológicas (por exemplo, letargia e convulsões); ANNA LILLIAN CANUTO BITTENCOURT - Vômitos biliosos ou de difícil controle; - Falha na terapia de reidratação oral; - Suspeita de doença cirúrgica associada; - Falta de condições satisfatórias para tratamento domiciliar ou acompanhamento ambulatorial. ANNA LILLIAN CANUTO BITTENCOURT AVALIAR O PACIENTE CONTINUAMENTE. SE NÃO HOUVER MELHORA DA DESIDRATAÇÃO, AUMENTAR A VELOCIDADE DE INFUSÃO!!!!! • Quando o paciente puder beber, geralmente 2 a 3 horas após o início da reidratação venosa, iniciar a reidratação por via oral com SRO, mantendo a reidratação venosa; • Interromper a reidratação por via endovenosa somente quando o paciente puder ingerir SRO em quantidade suficiente para se manter hidratado. A quantidade de SRO necessária varia de um paciente para outro, dependendo do volume das evacuações; • Lembrar que a quantidade de SRO a ser ingerida deve ser maior nas primeiras 24 horas de tratamento; • Observar o paciente por pelo menos seis (6) horas. • O aleitamento materno deve ser mantido e incentivado durante o episódio diarreico; • Quando necessário, deve recomendar jejum durante o período de reversão da desidratação (etapa de expansão ou reparação); - A alimentação deve ser reiniciada logo que essa etapa for concluída (em geral, no máximo, 4-6 horas); • Não há recomendação de fórmula sem lactose para lactentes tratados ambulatorialmente com diarreia aguda; • Os pacientes hospitalizados com diarreia persistente devem receber, de acordo com a OMS, 110 calorias/kg/dia. • A desidratação pode ocorrer tanto na diarreia aguda como na diarreia persistente; • O soro caseiro não contém citrato (para gerar bicarbonato) e potássio, além disso a glicose é substituída por sacarose; • A utilização dos soros de reidratação oral pode ser feita com dois objetivos: - Reposição de perdas para prevenir a desidratação no paciente com diarreia (Plano A); - Reversão da desidratação, ou fase de reparação, para o paciente com desidratação por diarreia (Plano B). •Na prevenção da desidratação,deve-se optar por soros com menor concentração de sódio; • Para a reversão da desidratação com o emprego da TRO, deve ser utilizada a solução de reidratação oral com 75 a 90 mmol de sódio por litro; ALIMENTAÇÃO TERAPIA DE REIDRATAÇÃO ORAL ANNA LILLIAN CANUTO BITTENCOURT - Exceto para os lactentes em aleitamento materno, o soro deve ser oferecido sem outros alimentos. • O volume de 50 a 100 mL/kg de peso, dependendo da gravidade, deve ser administrado em 4 a 6 horas; •O paciente deve ser pesado antes de iniciar a TRO e, depois, a cada 2 horas (Plano B); • Se o paciente apresentar reversão da desidratação, caracterizada pelo desaparecimento dos sinais clínicos e ocorrência de diurese abundante, o paciente deverá ser realimentado e voltar ao Plano A; • Caso não seja obtida melhora clínica no paciente desidratado com a TRO, ou nos caso graves de desidratação, deve ser iniciada a terapia de reidratação parenteral. • Indicada para pacientes com desidratação grave ou que não apresentam reversão da desidratação após 2 horas de TRO; • Após a correção da desidratação pela via parenteral, os pacientes devem ser realimentados, sendo que, nesta fase, em geral, são mantidos com terapia de reidratação de manutenção por via parenteral; • O volume diário do soro de manutenção pode ser calculado pela regra de Holiday: - Peso corporal de até 10 kg: 100 mL/kg; - Peso corporal entre 10 e 20 kg: 1000 mL + 50mL por quilo acima dos 10 kg; - Peso corporal superior a 20 kg: 1500 mL + 20mL por quilo que ultrapassar os 20 quilos. • A solução de reposição para a via parenteral utilizada no Brasil é o soro fisiológico 0,9% e soro glicosado 5% em partes iguais que contém 77 mmol/L de sódio); - O volume depende da gravidade da diarreia (20 a 50 mL/kg por dia). • O paciente deve ser pesado com frequência para evitar a administração excessiva de soro. • O zinco faz parte da estrutura de várias enzimas, Tem importante papel na função e no crescimento celular, além de atuar no sistema imunológico; • A sua suplementação pode: - Reduzir a duração do quadro de diarreia; - Reduzir a probabilidade da diarreia persistir por mais de sete dias; TERAPIA DE REIDRATAÇÃO PARENTERAL ZINCO ANNA LILLIAN CANUTO BITTENCOURT - Reduzir a ocorrência de novos episódios de diarreia aguda nos três meses subsequentes. • Deve ser usado em menores de cinco anos, durante 10 a 14 dias, sendo iniciado a partir do momento da caracterização da diarreia; • A dose para maiores de seis meses é de 20mg por dia e 10mg para os primeiros 6 meses de vida. • Na grande maioria das vezes os antibióticos não são empregados no tratamento da diarreia aguda, pois os episódios são autolimitados e grande parte se deve a agentes virais; • Está restrito aos pacientes que apresentam: - Diarreia com sangue nas fezes (disenteria); - Na cólera, na infecção aguda comprovada por Giardia lamblia ou Entamoeba hystolitica; - Imunossuprimidos; - Pacientes com anemia falciforme; - Portadores de prótese; - Crianças com sinais de disseminação bacteriana extraintestinal. • Devem ser prescritos, nos quadros disentéricos, os seguintes antibióticos, considerando a possibilidade de infecção por Shigella: 1. Ciprofloxacino (primeira escolha): crianças, 15mg/kg, duas vezes ao dia, por 3 dias; adultos, 500mg duas vezes por dia por 3 dias; 2. Como segunda escolha, pode ser adotada a recomendação da ESPGHAN11 (azitromicina, 10 a 12mg/kg no primeiro dia e 5 a 6mg/kg por mais 4 dias, via oral) para o tratamento dos casos de diarreia por Shigella (casos suspeitos ou comprovados); 3. Ceftriaxona, 50-100mg/kg EV por dia por 3 a 5 dias nos casos graves que requerem hospitalização. Outra opção é a cefotaxima, 100mg/kg dividida em quatro doses. • Quando a diarreia aguda é causada por giardíase ou amebíase comprovada, o tratamento deve ser feito com metronidazol ou análogos. • BURNS, Dennis Alexander Rabelo et al. Tratado de Pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria. Barueri, SP, 2017. • MEDCURSO. Pediatria – Distúrbios gastrointestinais na infância. Vol.6. 2019. • SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Diarreia aguda: diagnóstico e tratamento. 2017. REFERÊNCIAS ANTIBIÓTICOS