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Departamento de Engenharia Química Data: nov/21 TQ 083 – Fenômenos de Transporte Experimental I Experimento: PERDA DE CARGA EM TUBULAÇÕES Aluna: Rafaela Kamogawa GRR20186383 O objetivo do experimento é analisar a perda de carga de um fluido para diferentes parâmetros de tubulação, como o tipo de material da tubulação e diferentes diâmetros. Para o experimento foram utilizados dois materiais de tubulação distintos, de aço e de PVC. Para a tubulação de aço deseja-se comparar a perda de carga teórica com a perda de carga real em diferentes pontos do sistema, para isso calculou-se a perda de carga média a cada ponto e obteve-se uma equação da reta, obtendo, consequentemente, o desvio, nesse caso, o fator de atrito foi obtido pelo Diagrama de Moody. Já para a tubulação de PVC foi obtido a perda de carga para cada tubulação, e com isso calculou-se o fator de atrito. Com o fator de atrito é possível obter a rugosidade experimental através da equação de Miller, e finalmente concluir o objetivo do experimento, que é comparar a rugosidade teórica com a experimental. A seguir, na Tabela 1 e 2, encontram-se a grandezas mensuradas para a tubulação de aço e grandezas fixas não mensuráveis, respectivamente. Tabela 1 – Grandezas mensuráveis para a tubulação de aço Tomada Δhvazão(m) h1(m) h2(m) h3(m) h4(m) 1 0,156 0,796 0,607 0,365 0,101 2 0,095 0,548 0,435 0,29 0,129 3 0,03 0,336 0,283 0,242 0,194 Tabela 2 – Grandezas fixas não mensuráveis g(m/s²) 𝜌𝐻20 (kg/m³) 𝜌𝐻𝑔 (kg/m³) D(m) L(m) A(m²) ε (m) 9,8 1000 13545 0,0405 1 0,0012882 0,000045 Para calcular a área da seção da tubulação utilizou-se a Equação 1: 𝐴 = 𝜋𝐷² 4 (Eq 1) Com isso, é possível calcular as grandezas necessárias para a perda de carga. Os dados obtidos encontram-se na Tabela 3, logo em seguida, as equações utilizadas para tal. Tabela 3 – Grandezas obtidas no experimento ∆𝑃𝑉𝑒𝑛𝑡𝑢𝑟𝑖 = (𝜌𝐻𝑔 − 𝜌𝐻2𝑂)𝑔ℎ𝑣𝑎𝑧ã𝑜 (Eq 2) 𝑤 = 0,02211√∆𝑃𝑉𝑒𝑛𝑡𝑢𝑟𝑖 (Eq 3) 𝑣 = 𝑤 𝜌𝐻2𝑂𝐴 (Eq 4) 𝑅𝑒 = 𝜌𝐷𝑣 𝜇 (Eq 5) 𝑓𝑀𝑖𝑙𝑙𝑒𝑟 = 0,25(𝑙𝑜𝑔 ( 𝜖/𝐷 3,7 − 5,74 𝑅𝑒0,9 )) −2 (Eq 6) A partir das medidas das alturas obtidas no experimento, podemos plotar um gráfico, Gráfico 1, dessas alturas em função do comprimento, considerando que o comprimento da tubulação varia de 1 metro. A partir do coeficiente angular de cada equação da reta das diferentes tubulações, é possível encontrar sua perda de carga. Os resultados obtidos para cada tubulação se encontra na Tabela 4. Gráfico 1 – Altura em função do comprimento para aço y = -0,2327x + 1,049 y = -0,1402x + 0,701 y = -0,0467x + 0,3805 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 0 1 2 3 4 5 A lt u ra ( m ) Comprimento (m) Altura X Comprimento Aço 1 Aço 2 Aço 3 Linear (Aço 1) Linear (Aço 2) Linear (Aço 3) Tabela 4 – Perdas de carga experimentais A partir disso, é possível calcular a perda de carga teórica para cada tubulação através da fórmula abaixo, e finalmente, calcular o desvio da perda de carga experimental e teórica. Os resultados obtidos se encontram na Tabela 5 e a seguir o Gráfico 2, comparativo dos dados experimentais e teóricos. 𝑙𝑤𝐿,𝑡𝑒𝑜𝑟𝑖𝑐𝑎 = 𝑓 𝐿 𝐷 𝑣² 2𝑔 (Eq 7) 𝐷𝑒𝑠𝑣𝑖𝑜 = 𝑙𝑤𝐿,𝑒𝑞𝑢𝑎çã𝑜 − 𝑙𝑤𝐿,𝑡𝑒𝑜𝑟𝑖𝑐𝑎 𝑙𝑤𝐿,𝑡𝑒𝑜𝑟𝑖𝑐𝑎 (Eq 8) Tabela 5 – Comparação dos dados experimentais e teóricos Gráfico 2 - Comparação dos dados experimentais e teóricos É possível verificar que as perdas de carga experimentais são superiores aos teóricos. Um dos possíveis motivos para isso acontecer se deve a erros experimentais e também a fatores que causam perda de carga que talvez não foram considerados durante o experimento. 0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 lw ( J) Comprimento (m) lw X comprimento Experimental Teórico Para a tubulação de PVC temos conhecimento das grandezas mensuradas e grandezas fixas não mensuradas, que se encontram na Tabela 5 e 6, respectivamente. Tabela 5 – Grandezas mensuráveis para a tubulação de PVC Tomada Δhvazão(m) h1(m) h2(m) h3(m) h4(m) 1 0,359 0,769 0,574 0,335 0,098 2 0,160 0,704 0,611 0,491 0,171 3 0,045 0,319 0,286 0,249 0,211 Tabela 6 – Grandezas fixas não mensuráveis g(m/s²) 𝜌𝐻20 (kg/m³) 𝜌𝐻𝑔 (kg/m³) D(m) L(m) A(m²) ε (m) 9,8 1000 13545 0,0265 0,7 0,00055 0,02 Da mesma maneira que realizamos com a tubulação de aço, podemos realizar para a tubulação de PVC. A partir dos dados das tabelas, obtemos os dados para o cálculo das perdas de carga, que se encontram na Tabela 7, e com isso, obter as perdas de carga com o coeficiente angular de cada equação da reta, que se encontram no gráfico 3. Tabela 7 - Grandezas obtidas no experimento Gráfico 3 – Altura em função do comprimento para PVC A seguir, na Tabela 8, estão contidos os valores das perdas de carga e fator de atrito obtidos a partir da Equação 7. y = -0,3217x + 1,007 y = -0,2456x + 0,924 y = -0,0516x + 0,3565 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 A lt u ra ( m ) Comprimento (m) Altura X Comprimento PVC 1 PVC 2 PVC 3 Linear (PVC 1) Tabela 8 – Perdas de carga e fator de atrito experimentais A partir do fator de atrito experimental para cada tubulação, é possível calcular a rugosidade do material pela Equação 6. Os valores obtidos encontram-se na Tabela 9. Tabela 9 – Rugosidade experimental É visível que os valores obtidos para a rugosidade possuem uma grande discrepância com o valor teórico, que é igual a 0,02, uma possível causa para essa divergência é a manipulação da equação de Miller.