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Sandy Vanessa Medicina o8 – UFPE CAA
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• Parte expandida superior do sistema digestório,
posterior às cavidades nasal e oral, que se estende
inferiormente além da laringe, até a margem inferior
da cartilagem cricóidea (nível de C6), onde se torna
continua com o esôfago.
• Tubo musculomembranoso longo.
• Divide-se em 3 partes:
✓ Nasofaringe → posterior ao nariz e superior ao
palato mole.
✓ Orofaringe → posterior à boca.
✓ Laringofaringe → posterior à laringe.
• Sua largura varia constantemente, uma vez que
depende do tônus muscular, em especial de mm.
constritores. Em repouso, a junção faringoesofágica é
fechada como resultado do fechamento tônico do
esfíncter esofágico superior, enquanto durante o sono
o tônus muscular e as suas dimensões são reduzidos.
[ ]
• Função respiratória.
• Fica superiormente ao palato mole e posteriormente
aos coános.
• Possui um teto, uma parede inferior, duas paredes
laterais e um assoalho.
• Seu teto e sua parede posterior formam uma superfície
continua situada inferiormente ao corpo do esfenoide
e à parte basilar do occipital.
• Tonsila faríngea
✓ Tecido linfoide em forma de anel tonsilar
incompleto.
✓ Adenoide, quando aumentada.
• A superfície livre da tonsila faríngea é marcada por
pregas que irradiam anterior e lateralmente a partir de
um recesso cego mediano, a bolsa faríngea (bolsa de
Luschka), que se estende posteriormente. O recesso
está presente no feto e nos jovens, mas apenas
ocasionalmente ocorre no adulto, e marca a
extremidade rostral do notocórdio embriológico.
• Prega salpingofaríngea → prega vertical de túnica
mucosa que se estende inferiormente a partir da
extremidade medial da tuba auditiva, cobrindo o
musculo salpingofaringeo, que abre o ostio faríngeo da
tuba auditiva durante a deglutição.
• Uma prega salpingopalatgina menor estende-se desde
o ângulo anterossuperior do toro tubário até o palato
mole anterior à abertura.
• À medida que o levantador do véu palatino entra no
palato mole, ele produz uma elevação da mucosa
imediatamente ao redor do óstio faríngeo da tuba
auditiva.
• Tonsila tubária → tecido linfoide próximo ao ostio
faríngeo da tuba auditiva.
• Posteriormente ao toro tubário e à prega
salpingofaríngea está o recesso faríngeo, projeção
lateral que se estende posteriormente.
• Comunica-se com a parte oral através do istmo da
faringe, situado entre a margem posterior do palato
mole e a parede faríngea posterior.
{Faringe}
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• Função digestória.
• Limites
✓ Superior → palato mole.
✓ Inferior → base da língua.
✓ Laterais → arcos palatoglosso e palatofaríngeo.
✓ Estende-se do palato mole até a margem superior
da epiglote.
• Deglutição → transfere o bolo alimentar da boca,
através da faringe e o esôfago, para o estômago.
✓ 1º estágio → Voluntário → O bolo é comprimido
contra o palato e empurrado da boca para a
orofaringe, ante movimentos dos mm. da língua e
do palato mole.
✓ 2º estágio → Involuntário e rápido → O palato
mole se eleva, de modo a isolar a nasofaringe das
partes oral e faríngea. Ocorre o alargamento da
faringe para recepção do bolo, enquanto os mm.
supra-hióides e faríngeos longitudinais se
contraem, elevando a faringe.
✓ 3º estágio → Involuntário → Os três mm.
constritores da faringe se contraem em
sequência, criando uma crista peristáltica que
força a descida do bolo para o esôfago.
• Tonsilas palatinas→ tecido linfoide encontrado no
intervalo entre os arcos palatinos, mas não ocupa toda
a fossa tonsilar.
• Fossa tonsilar → formada pelo m. constritor superior
da faringe e pela lâmina fibrosa e fina da fáscia
faringobasilar (funde-se ao periosteo da base do
crânio).
[ ]
• Estende-se da margem superior da epiglote e das
pregas faringoepiglóticas até a margem inferior da
cartilagem cricóidea, onde se estreita e se torna
continua com o esôfago.
• Posteriormente, mantém relações com os corpos de C4
a C6.
• Suas paredes laterais e posterior são formadas pelos
mm. constritores médio e inferior.
• Internamente, sua parede é formada pelos mm.
palatofaríngeo e estilofaríngeo.
• Comunica-se com a laringe ante o ádito da laringe, na
parte anterior.
• Recesso piriforme
✓ Pequena depressão de cada lado do ádito.
✓ É revestido por túnica mucosa e separado do ádito
através da prega ariepiglótica.
✓ É limitado lateralmente pelas faces mediais da
cartilagem tireóidea e pela membrana tireo-
hióidea.
✓ Os ramos dos nervos laríngeo interno e laríngeo
recorrente situam-se profundamente à sua túnica
mucosa, sendo vulneráveis à lesão quando um
corpo estranho se aloja no recesso.
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[ ]
• Compreende uma lâmina formada por músculo
voluntário disposto em uma camada interna de
músculo longitudinal e uma camada circular externa.
• A camada circular externa consiste nos constritores
superior, médio e inferior.
✓ Contração involuntária e sequencial, da
extremidade superior para a inferior.
✓ Inserem-se na rafe da faringe.
✓ Supridos pelo plexo faríngeo, formado por ramos
faríngeos do vago e glossofaríngeo, além de
ramos simpáticos do gânglio cervical posterior.
✓ Possuem um revestimento fascial interno forte, a
fáscia faringobasilar, e um revestimento fascial
externo fino, a fáscia bucofaríngea.
✓ A sua superposição deixa quatro aberturas na
musculatura para a entrada ou saída de
estruturas:
Superiormente ao músculo constritor
superior da faringe, o músculo levantador do
véu palatino, a tuba auditiva e a artéria
palatina ascendente atravessam uma
abertura entre o músculo constritor superior
e o crânio. → Local em que a fáscia
faringobasilar funde-se à fáscia bucofaríngea
para formar, com a túnica mucosa, a parede
fina do recesso faríngeo.
Uma abertura entre os músculos
constritores superior e médio da faringe
permite a passagem do músculo
estilofaríngeo, nervo glossofaríngeo e
ligamento estilo-hióideo até a face interna
da parede da faringe.
Uma abertura entre os músculos
constritores médio e inferior da faringe
permite que o ramo interno do nervo
laríngeo superior e a artéria e veia laríngeas
superiores sigam até a laringe
Uma abertura inferior ao músculo constritor
inferior da faringe permite que o nervo
laríngeo recorrente e a artéria laríngea
inferior sigam superiormente até a laringe.
• Inferiormente, a fáscia bucofaríngea funde-se com a
lâmina pré-traqueal da fáscia cervical.
• Os longitudinais internos são: palatofaríngeo,
estilofaríngeo e salpingofaríngeo. Sua função é elevar
a laringe e encurtar a faringe durante a deglutição e a
fala. O palatofaríngeo e o salpingofaríngeo são
inervados pelo ramo faríngeo do vago e pelo plexo
faríngeo, enquanto o estilofaríngeo é suprido pelo
glossofaríngeo.
[ ]
• O suprimento arterial é derivado de ramos da carótida
externa, particularmente da artéria faríngea
ascendente.
• O ramo tonsilar da artéria facial atravessa o m.
constritor superior e entra no polo inferior da tonsila
palatina. Essa tonsila também recebe ramos arteriais
das Aa. Palatina ascendente, lingual, palatina
descendente e faríngea ascendente.
• As veias faríngeas começam em um plexo externo à
faringe, recebem veias meníngeas e uma veia do canal
pterigóideo, e geralmente terminam na veia jugular
interna.
• A grande veia palatina externa (paratonsilar) desce do
palato mole e passa perto da face lateral da tonsila
antes de entrar no plexo venoso faríngeo.
• As tonsilas palatinas, linguais e faríngeas formam o anel
linfático (tonsilar) da faringe, uma faixa circular
incompleta de tecido linfoide ao redorda parte
superior da faringe. A parte anteroinferior do anel é
formada pela tonsila lingual na parte posterior da
língua. As partes laterais do anel são formadas pelas
tonsilas palatinas e tubárias, e as partes posterior e
superior são formadas pela tonsila faríngea.
• A inervação da faringe (motora e a maior parte da
sensitiva) deriva do plexo nervoso faríngeo.
✓ As fibras motoras no plexo são derivadas do nervo
vago (NC X) através de seu ramo ou ramos
faríngeos. Elas suprem todos os músculos da
faringe e do palato mole, com exceção dos
músculos estilofaríngeo (suprido pelo NC IX) e
tensor do véu palatino (suprido pelo NC V3).
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✓ O músculo constritor inferior da faringe também
recebe algumas fibras motoras dos ramos
laríngeos externo e recorrente do nervo vago.
✓ As fibras sensitivas no plexo faríngeo são
derivadas do nervo glossofaríngeo. Elas são
distribuídas para as três partes da faringe.
✓ A túnica mucosa das regiões anterior e superior
da parte nasal da faringe é suprida principalmente
pelo nervo maxilar (NC V2).
✓ Os nervos tonsilares são derivados do plexo
nervoso tonsilar formado por ramos dos nervos
glossofaríngeo e vago.
[ ]
• Adenoidectomia
✓ A remoção cirúrgica da adenoide é comumente
realizada para resolver obstrução nasofaríngea e
como parte do tratamento de otite média
secretora crônica.
✓ Uma variedade de métodos é empregada.
✓ A curetagem lateral extrema pode resultar em
lesão do orifício tubário e sangramento excessivo,
porque a vasculatura é mais densa lateralmente.
✓ A remoção da adenoide em crianças pode resultar
em uma diminuição na capacidade do palato mole
para fechar completamente o istmo faríngeo
(insuficiência velofaríngea, IVF), provocando
nasalidade excessiva da fala.
• Tonsilectomia
✓ A remoção cirúrgica das tonsilas faríngeas é
comumente realizada para evitar a recorrência de
tonsilite aguda ou para tratar a obstrução das vias
aéreas por tonsilas palatinas hipertrofiadas ou
inflamadas.
✓ Ocasionalmente, as tonsilas podem ser removidas
para o tratamento de um abscesso peritonsilar
agudo, que é um acúmulo de pus entre o constritor
superior e a hemicápsula tonsilar.
✓ O suprimento do nervo para a tonsila é tão difuso
que a tonsilectomia sob anestesia local é realizada
com êxito por meio de infiltração local e não por
bloqueio dos nervos principais.
✓ O acesso cirúrgico ao nervo glossofaríngeo pode ser
atingido através da separação das fibras do
constritor superior.
✓ Em vista da rica vascularização da tonsila, o
sangramento muitas vezes provém da grande veia
palatina externa ou, menos comumente, da artéria
tonsilar ou de outros ramos arteriais.
✓ O nervo glossofaríngeo (NC IX) acompanha a artéria
tonsilar na parede lateral da faringe. Como a parede
é fina, o nervo é vulnerável à lesão. A artéria
carótida interna é ainda mais vulnerável quando
tortuosa e situada diretamente lateral à tonsila.
• Corpos estranhos na parte laríngea da faringe
✓ Quando o alimento atravessa a parte laríngea da
faringe durante a deglutição, parte dele entra nos
recessos piriformes.
✓ Corpos estranhos que entram na faringe podem
alojar-se nesse recesso.
✓ Se o objeto for pontiagudo, pode perfurar a mucosa
e lesar o nervo laríngeo interno.
✓ O nervo laríngeo superior e seu ramo laríngeo
interno também são vulneráveis à lesão durante a
retirada do objeto se o instrumento usado para
remover o corpo estranho perfurar acidentalmente
a mucosa. A lesão desses nervos pode resultar em
anestesia da mucosa laríngea até as pregas vocais.
✓ Os exames de imagem, como radiografia ou TC,
revelam um corpo estranho radiopaco. Muitas
vezes, os corpos estranhos na faringe são
removidos sob visualização direta através de um
faringoscópio.
• Adenoidite (tonsilite faríngea)
✓ Inflamação das tonsilas faríngeas é
denominada adenoidite.
✓ Esse distúrbio pode obstruir a passagem de ar das
cavidades nasais através dos cóanos para a parte
nasal da faringe e exigir a respiração bucal.
✓ A infecção das tonsilas faríngeas aumentadas pode
disseminar-se para as tonsilas tubárias, causando
edema e fechamento das tubas auditivas.
✓ O comprometimento da audição pode resultar de
obstrução nasal e da obstrução das tubas auditivas.
✓ A propagação da infecção da parte nasal da faringe
para a orelha média causa otite média (infecção da
orelha média), o que pode acarretar surdez
temporária ou permanente. Por vezes as tonsilas
palatinas e faríngeas são removidas na mesma
cirurgia (tonsilectomia e adenoidectomia).