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SSE_ME_Etica_6A_001a002.indd 1 04/01/17 10:58
ISBN: 978-85-7797-736-9
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e 
Lei no 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Impresso no Brasil
As palavras destacadas de amarelo ao longo do livro sofreram 
modificações com o novo Acordo Ortográfico.
Cidadania moral e ética
6o ano do Ensino Fundamental 
Armando Moraes
Maria Soledade da Costa
Editor
Lécio Cordeiro
Revisão de texto
Consultexto
Projeto gráfico, editoração 
eletrônica e ilustrações
Box Design Editorial
Capa
Gabriella Correia/Nathália Sacchelli/
Sophia karla
Foto: siribao/shutterstock.com
Outras ilustrações
JrCasas/Shutterstock.com
Direção de Arte
Elto Koltz 
Direitos reservados à
Distribuidora de Edições Pedagógicas Ltda.
Rua Joana Francisca de Azevedo, 142 – Mustardinha
Recife – Pernambuco – CEP: 50760-310
Fone: (81) 3205-3333 – Fax: (81) 3205-3306
CNPJ: 09.960.790/0001-21 – IE: 0016094-67
Fizeram-se todos os esforços para localizar os detentores dos 
direitos dos textos contidos neste livro. A Distribuidora de Edições 
Pedagógicas pede desculpas se houve alguma omissão e, em 
edições futuras, terá prazer em incluir quaisquer créditos faltantes.
Para fins didáticos, os textos contidos neste livro receberam, 
sempre que oportuno e sem prejudicar seu sentido original, 
uma nova pontuação.
SSE_ME_Etica_6A_001a002.indd 2 04/01/17 10:58
Apesar de, por vezes, serem tratadas como sinônimos, 
as palavras moral e a ética têm sentidos diferentes, e 
é de extrema importância que a consciência de cada 
um desses conceitos faça parte da formação dos estu-
dantes, desde o Ensino Fundamental. É por meio dessa 
compreensão que os alunos terão, talvez, o primeiro 
contato com a noção de responsabilidade social que 
cada cidadão possui por direito e dever.
Essa introdução às problemáticas sociais tem a função 
de trazer à percepção do aluno o seu papel de agen-
te social. Por isso, é muito importante que, para que 
essa consciência social seja plenamente desenvolvida, 
a discussão sobre a moral e a ética seja alimentada em 
sala de aula, sempre incentivando o aluno a colocar o 
seu ponto de vista como elemento fundamental para a 
construção do conhecimento. É preciso, também, que 
os debates se apoiem em situações reais, onde o estu-
dante deverá refletir sobre a sua prática social cotidiana. 
Assim, buscamos desenvolver a sua autonomia ética, 
seu potencial para avaliar as suas atitudes sob uma vi-
são consciente da moral.
Para que esse primeiro passo em direção à formação 
de um cidadão ativo e consciente seja dado, é impor-
tante que apresentemos um panorama histórico sobre a 
concepção moral de cada época e cultura, como marca 
das várias sociedades existentes. A evolução social é um 
fator determinante para aguçar a percepção dos alunos 
sobre a inconstância do conceito, trazendo, dessa for-
ma, a ideia de que podemos e devemos questioná-lo, 
com o intuito de estabelecer uma sociedade harmonio-
sa para todos os cidadãos.
Explicar que, em certas épocas, a existência da escra-
vidão sequer era discutida sob o viés da ética; o feminis-
mo não era uma causa válida, já que era perfeitamente 
natural haver desigualdade de gênero; e práticas de 
tortura eram consideradas um procedimento de corre-
ção, por exemplo, nos dá a dimensão do desafio que é 
a prática educacional dos conceitos de moral e ética. 
Esses assuntos precisam ser revistos e reavaliados cons-
tantemente, de modo a abarcar, refletir e posicionar-se 
a respeito dos valores contemporâneos.
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IIIManual do Educador – 6o ano
Introdução
ME_CMeE_6A_2017.indb 3 05/01/17 17:45
Assim, em meio à fluidez de conceitos e visões, a obri-
gatoriedade da disciplina Cidadania Moral e Ética repre-
senta um grande salto pedagógico. Isso faz com que 
a escola e os professores deixem de trabalhar apenas 
indiretamente ou de maneira difusa as dimensões da 
moral e da ética e passem a articular o que tem sido 
chamado de valores universalmente desejáveis, ba-
seados na Declaração Universal dos Direitos Humanos 
e, mais especificamente, na Constituição da República 
Federativa do Brasil, promulgada em 1988.
A partir desses valores, você, professor, deve praticar 
suas ações pedagógicas no sentido de:
•	Compreender os fundamentos da ética e da mora-
lidade e como seus princípios e normas podem ser 
trabalhados no cotidiano das escolas e da comuni-
dade.
•	Compreender e introduzir no dia a dia das escolas o 
trabalho sistemático e intencional sobre valores de-
sejados por nossa sociedade.
Esses objetivos estão colocados no Programa Ética e 
Cidadania, módulo voltado para a formação dos pro-
fessores, planejado pelo Ministério da Educação. Para 
que essas ações sejam amplamente executadas, é ne-
cessário compreendermos melhor a expressão valores 
desejados.
Quando falamos dessas normas, estamos nos refe-
rindo ao núcleo moral de uma sociedade, isto é, aos 
valores escolhidos para mediar o convívio entre os in-
divíduos integrantes dessa sociedade. Assim, o ensino 
de Cidadania Moral e Ética não está inserido em uma 
perspectiva de relativismo moral ou liberdade absoluta 
para seguir valores individuais. Isso porque, para que a 
sociedade democrática possa funcionar, é fundamental 
que exista um consenso, um conjunto mínimo de valo-
res regentes. Alguns desses valores estão explicitados, 
como tópicos da Constituição, e devem ser tomados 
como referência em sala de aula.
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IV Cidadania Moral e Ética
ME_CMeE_6A_2017.indb 4 05/01/17 17:45
A República Federativa do Brasil tem como funda-
mentos:
Art. 1o
I - A soberania. 
II – A cidadania.
III – A dignidade da pessoa humana. 
IV – Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.
V – O pluralismo político.
No que se refere aos seus objetivos enquanto Repú-
blica Federativa, a Constituição enumera os seguintes 
propósitos:
Art. 3o
I – Construir uma sociedade livre, justa e solidária.
II – Garantir o desenvolvimento nacional.
III – Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir 
as desigualdades sociais e regionais.
IV – Promover o bem de todos, sem preconceitos de 
origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas 
de discriminação.
Quanto a alguns dos direitos individuais listados na 
Constituição, destacamos que:
Art. 5o
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qual-
quer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos es-
trangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito 
à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à pro-
priedade [...].
I – Homens e mulheres são iguais em direitos e obri-
gações, nos termos desta Constituição.
II – Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer 
alguma coisa se não em virtude da lei.
III – Ninguém será submetido a tortura nem a trata-
mento desumano ou degradante.
IV – É livre a manifestação do pensamento, sendo ve-
dado o anonimato. 
VI – É inviolável a liberdade de consciência e de cren-
ça, sendo as segurado o livre exercício dos cultos reli-
giosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos lo-
cais de culto e a suas liturgias.
VIII – Ninguém será privado de direitos por motivo de 
crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, 
salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a 
todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alterna-
tiva, fixada em lei.
IX – É livre a expressão da atividade intelectual, artísti-
ca, científica e de comunicação, independentemente de 
censura ou licença.
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VManual do Educador – 6o ano
ME_CMeE_6A_2017.indb 5 05/01/17 17:45
Esses valores nos dão uma ideia do núcleo moral pre-
sente em nossa sociedade, o que nos impede de viver 
em estado de anomia — ausência de valores que re-
gem a sociedade, ficando a cargode cada indivíduo o 
estabelecimento de suas condutas morais e éticas. Com 
a anomia, a democracia torna-se impraticável, dado a 
falta de organização e entendimento mínimo entre os 
integrantes da coletividade.
Podemos pensar que, em um regime democrático, 
que valoriza e incentiva preceitos como liberdade e 
diversidade, é contraditório que haja um conjunto de 
valores a ser seguido por todos. Acontece, porém, que 
alguns entendem que a expressão de liberdade é, na 
verdade, a afirmação da inferioridade (étnica, social, ra-
cial ou de gênero) de outro indivíduo, que, por sua vez, 
tem a liberdade subjugada. É por isso — para que todos 
os integrantes sociais possam usufruir da mesma liber-
dade e dos mesmos direitos sem pôr em risco o direito 
alheio — que um conjunto de valores se faz necessário. 
E é neste sentido que a matéria de Cidadania Moral e 
Ética torna-se fundamental: para apresentar e estabele-
cer fronteiras morais e éticas que garantam a convivên-
cia harmoniosa e o fortalecimento do nosso país.
Os itens que vimos anteriormente acerca dos valores 
que regem o Brasil pretendem, por sua vez, alinhar-se 
à Declaração Universal dos Direitos Humanos. Essa de-
claração foi proclamada em 1948 pela Organização das 
Nações Unidas (ONU) — organização internacional for-
mada por vários países com o objetivo de trabalhar pela 
paz e pelo desenvolvimento mundial. Vejamos:
“A Assembleia Geral proclama a presente Declaração 
Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum 
a ser atingido por todos os povos e todas as nações, 
com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da 
sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se 
esforce, através do ensino e da educação, por promo-
ver o respeito a esses direitos e essas liberdades e, pela 
adoção de medidas progressivas de caráter nacional e 
internacional, por assegurar o seu reconhecimento e 
a sua observância universais e efetivos, tanto entre os 
povos dos próprios Estados-Membros quanto entre os 
povos dos territórios sob sua jurisdição.
Semmick Photo/Shutterstock.com
VI Cidadania Moral e Ética
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Artigo I
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade 
e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem 
agir em relação umas às ou- tras com espírito de frater-
nidade.
Artigo II
Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos 
e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem 
distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, 
língua, religião, opinião política ou de outra nature-
za, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou 
qualquer outra condição.
Artigo III
Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segu-
rança pessoal.
Artigo IV
Ninguém será mantido em escravidão ou servidão. A 
escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em 
todas as suas formas.
Artigo V
Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento 
ou castigo cruel, desumano ou degradante.
Artigo VI
Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, 
reconhecida como pessoa perante a lei.
Artigo VII
Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qual-
quer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito 
a igual proteção contra qualquer discriminação que vio-
le a presente Declaração e contra qualquer incitamento 
a tal discriminação.
Artigo VIII
Toda pessoa tem direito a receber dos tributos na-
cionais competentes remédio efetivo para os atos que 
violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhe-
cidos pela constituição ou pela lei.
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VIIManual do Educador – 6o ano
ME_CMeE_6A_2017.indb 7 05/01/17 17:45
Artigo IX
Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exi-
lado.
Artigo X
Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma 
audiência justa e pública por parte de um tribunal in-
dependente e imparcial, para decidir de seus direitos e 
deveres ou do fundamento de qualquer acusação cri-
minal contra ela.
Artigo XI
1. Toda pessoa acusada de um ato delituoso tem o di-
reito de ser presumida inocente até que a sua culpa-
bilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em 
julgamento público, no qual lhe tenham sido asse-
guradas todas as garantias necessárias à sua defesa.
2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou 
omissão que, no momento, não constituíam delito 
perante o direito nacional ou internacional. Tam-
pouco será imposta pena mais forte do que aquela 
que, no momento da prática, era aplicável ao ato 
delituoso.
Artigo XII
Ninguém será sujeito a interferências na sua vida pri-
vada, na sua família, no seu lar ou na sua correspon-
dência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda 
pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interfe-
rências ou ataques.
Artigo XIII
1. Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção 
e residência dentro das fronteiras de cada Estado.
2. Toda pessoa tem o direito de deixar qualquer país, 
inclusive o próprio, e a este regressar.
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VIII Cidadania Moral e Ética
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Artigo XIV
1. Toda pessoa, vítima de perseguição, tem o direito 
de procurar e de gozar asilo em outros países.
2. Esse direito não pode ser invocado em caso de per-
seguição legitimamente motivada por crimes de di-
reito comum ou por atos contrários aos propósitos 
e princípios das Nações Unidas.
Artigo XV
1. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade.
2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacio-
nalidade nem do direito de mudar de nacionalidade.
Artigo XVI
1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qual-
quer restrição de raça, nacionalidade ou religião, 
têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma 
família. Gozam de iguais direitos em relação ao ca-
samento, sua duração e sua dissolução.
2. O casamento não será válido senão com o livre e 
pleno consentimento dos nubentes.
Artigo XVII
1. Toda pessoa tem direito à propriedade, só ou em 
sociedade com outros.
2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua pro-
priedade.
Artigo XVIII
Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, 
consciência e religião; este direito inclui a liberdade de 
mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar 
essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo 
culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em 
público ou em particular.
Artigo XIX
Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e ex-
pressão; este direito inclui a liberdade de, sem interfe-
rência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir 
informações e ideias por quaisquer meios e indepen-
dentemente de fronteiras.
Artigo XX
1. Toda pessoa tem direito à liberdade de reunião e 
associação pacíficas.
2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma 
associação.
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IX
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Artigo XXI
1. Toda pessoa tem o direito de tomar parte no gover-
no de seu país, diretamente ou por intermédio de 
representantes livremente escolhidos.
2. Toda pessoa tem igual direito de acesso ao serviço 
público do seu país.
3. A vontade do povo será a base da autoridade do 
governo; esta vontade será expressa em eleições pe-
riódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto 
secreto ou processo equivalente que assegure a li-
berdade de voto.
Artigo XXII
Toda pessoa, como membro da sociedade, tem direito 
à segurança social e à realização, pelo esforço nacional, 
pela cooperação internacional e de acordo com a orga-
nização e recursos de cada Estado, dos direitos econô-
micos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade 
e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.
Artigo XXIII
1. Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha 
de emprego, a condições justas e favoráveis de tra-
balho e à proteção contra o desemprego.
2. Toda pessoa, sem qualquer distinção, tem direito a 
igual remuneração por igual trabalho.
3. Toda pessoa que trabalhe tem direito a uma remu-
neração justa esatisfatória, que lhe assegure, assim 
como à sua família, uma existência compatível com 
a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se 
necessário, outros meios de proteção social.
4. Toda pessoa tem direito a organizar sindicatos e ne-
les ingressar para proteção de seus interesses.
Artigo XXIV
Toda pessoa tem direito a repouso e lazer, inclusive a 
limitação razoável das horas de trabalho e férias perió-
dicas remuneradas.
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X Cidadania Moral e Ética
ME_CMeE_6A_2017.indb 10 05/01/17 17:45
Artigo XXVI
1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será 
gratuita, pelo menos nos graus elementares e fun-
damentais. A instrução elementar será obrigatória. 
A instrução técnico-profissional será acessível a to-
dos, bem como a instrução superior, esta baseada 
no mérito.
2. A instrução será orientada no sentido do pleno de-
senvolvimento da personalidade humana e do for-
talecimento do respeito pelos direitos humanos e 
pelas liberdades fundamentais. A instrução promo-
verá a compreensão, a tolerância e a amizade en-
tre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e 
coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol 
da manutenção da paz.
3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gê-
nero de instrução que será ministrada a seus filhos.
Artigo XXVII
Toda pessoa tem o direito de participar livremente da 
vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de par-
ticipar do processo científico e de seus benefícios.
Toda pessoa tem direito à proteção dos interesses 
morais e materiais decorrentes de qualquer produção 
científica, literária ou artística da qual seja autor.
Artigo XXVIII
Toda pessoa tem direito a uma ordem social e inter-
nacional em que os direitos e as liberdades estabele-
cidos na presente Declaração possam ser plenamente 
realizados.
Artigo XXV
1. Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz 
de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar, 
inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuida-
dos médicos e os serviços sociais indispensáveis, e 
direito à segurança em caso de desemprego, doen-
ça, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de per-
da dos meios de subsistência fora de seu controle.
2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e 
assistência especiais. Todas as crianças nascidas den-
tro ou fora do matrimônio gozarão da mesma pro-
teção social.
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XIManual do Educador – 6o ano
ME_CMeE_6A_2017.indb 11 05/01/17 17:45
Artigo XXIX
1. Toda pessoa tem deveres para com a comunidade, 
na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua per-
sonalidade é possível.
2. No exercício de seus direitos e liberdades, toda pes-
soa estará sujeita apenas às limitações determina-
das pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar 
o devido reconhecimento e respeito dos direitos e 
das liberdades de outrem e de satisfazer às justas 
exigências da moral, da ordem pública e do bem-
-estar de uma sociedade democrática.
3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese 
alguma, ser exercidos contrariamente aos propósi-
tos e princípios das Nações Unidas.
Artigo XXX
Nenhuma disposição da presente Declaração pode 
ser interpretada como o reconhecimento a qualquer 
Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qual-
quer atividade ou praticar qualquer ato destinado à 
destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui 
estabelecidos.”
Recorremos, aqui, à Constituição e à Declaração de 
Direitos Humanos porque acreditamos que elas devem 
estar em nosso horizonte quando falamos da prática 
pedagógica. No entanto, reforçamos a ideia de que as 
considerações a respeito da ética e da moral não são 
modelos estanques a serem repassados para os estu-
dantes. Toda e qualquer norma ou regra representa uma 
resposta a um determinado tempo/período histórico. É 
por isso que nós, professores, devemos ter em mente 
que trabalhamos com princípios passíveis de mudança, 
e não com mandamentos. E, assim, devido ao caráter 
abstrato dos valores morais e éticos, nosso papel pe-
dagógico e formativo deve basear-se na intenção de 
colocar os alunos dentro desse processo de construção 
contínua de valores, de modo a torná-los seres eman-
cipados e autônomos para agirem criticamente perante 
os preceitos morais e éticos.
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XII Cidadania Moral e Ética
ME_CMeE_6A_2017.indb 12 05/01/17 17:46
Tendo em vista estabelecer padrões que ajudem a 
promover uma educação comprometida com a moral, 
a ética e a cidadania, os PCN propõem os seguintes tó-
picos a serem trabalhados no Ensino Fundamental:
Dignidade da pessoa humana: Implica respeito aos 
direitos humanos, repúdio à discriminação de qualquer 
tipo, acesso a condições de vida digna, respeito mútuo 
nas relações interpessoais, públicas e privadas.
Igualdade de direitos: Refere-se à necessidade de 
garantir a todos a mesma dignidade e possibilidade de 
exercício de cidadania. Para tanto, há que se considerar 
o princípio da equidade, isto é, que existem diferenças 
(étnicas, culturais, regionais, de gênero, etárias, religio-
sas, etc.) e desigualdades (socioeconômicas) que neces-
sitam ser levadas em conta para que a igualdade seja 
efetivamente alcançada.
Participação: Como princípio democrático, traz a no-
ção de cidadania ativa, isto é, da complementaridade 
entre a representação política tradicional e a participa-
ção popular no espaço público, compreendendo que 
não se trata de uma sociedade homogênea, e sim mar-
cada por diferenças.
Corresponsabilidade pela vida social: Implica par-
tilhar com os poderes públicos e diferentes grupos 
sociais, organizados ou não, a responsabilidade pelos 
destinos da vida coletiva. É, nesse sentido, responsabili-
dade de todos a construção e ampliação da democracia 
no Brasil.
Tyler Olson/Shutterstock.com
XIIIManual do Educador – 6o ano
O ensino baseado nos Parâmetros 
Curriculares Nacionais
ME_CMeE_6A_2017.indb 13 05/01/17 17:46
O ambiente escolar, além dos outros papéis, repre-
senta um microcosmo da sociedade. O primeiro conta-
to com indivíduos que não fazem parte da nossa família 
e com os quais devemos estabelecer outro tipo de re-
lação se dá no colégio. Essa é a nossa primeira vivência 
social. Lá aprendemos que temos, invariavelmente, de-
veres e direitos que devem ser seguidos e respeitados 
por todos que compõem aquela realidade.
O papel da escola se estende para além da transmis-
são de conhecimento ou formação profissional.
Nesse local, a intenção primeira é a de ajudar a de-
senvolver as capacidades, a consciência, a compreen-
são de si mesmo, do outro e da sociedade. E é por 
meio dessa experiência cotidiana que nos adequamos 
às demandas sociais.
Essa consciência dos valores morais, no entanto, não 
deve ser imposta. É evidente que os estudantes devem 
saber diferenciar o certo e o errado, mas essa avaliação 
deve partir deles, de acordo com o conhecimento de 
suas responsabilidades, com a evolução do seu senso 
crítico e a sua capacidade de decisão. Os estudantes 
precisam assumir a sua prática, e não apenas seguir o 
estabelecido, sem nenhum exercício de reflexão.
A formação do ser humano precede a formação do tra-
balhador. A educação existe antes para que possamos 
discutir, estabelecer e ajustar as normas sociais. Dessa 
forma, o objetivo social da escola deve estar voltado para 
a formação de um cidadão consciente de suas ações e 
obrigações e ativo na construção permanente da socie-
dade. Por isso, a inclusão da matéria Cidadania Moral e 
Ética no currículo do Ensino Fundamental e Médio é es-
sencial para o desenvolvimento social dos estudantes.
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XIV Cidadania Moral e Ética
A importância do ensino de 
Cidadania Moral e Ética na escola
ME_CMeE_6A_2017.indb 14 05/01/17 17:46
Levando em consideração que o volume de conhe-
cimento produzido pela humanidade não pode ser 
completamente explorado em salade aula, mesmo que 
durante os doze anos previstos para a conclusão do En-
sino Fundamental e Médio, é fundamental que exista 
uma seleção de conteúdos que consideramos indispen-
sáveis para a formação de um indivíduo.
A inclusão do conteúdo de Cidadania Moral e Ética foi 
aprovada no Senado no ano de 2012. As considerações 
do MEC sobre os objetivos a serem atingidos, durante o 
Ensino Fundamental, são:
A compreensão do significado de justiça e a cons-
cientização da construção de uma sociedade igualitária, 
tendo em vista a necessidade de internalizar e assimilar 
esse conceito na prática, para que possamos formar su-
jeitos sociais ativos.
O respeito pelas diferenças — seja ela de credo, cor, 
gênero, etc.—, fundamental ao convívio em uma so-
ciedade democrática e pluralista; e a compreensão da 
diversidade como uma oportunidade de ampliação do 
conhecimento, promoção do desenvolvimento pessoal 
e social e enriquecimento dos processos de aprendi-
zagem.
A adoção de atitudes solidárias, de cooperação, e re-
púdio às injustiças e discriminações. A reflexão é apenas 
o primeiro passo para uma atitude ética. É preciso que, 
além dos debates e preocupações sociais, nós sejamos 
o reflexo do nosso discurso.
A compreensão da vida escolar como participação no 
espaço público, utilizando e aplicando os conhecimen-
tos adquiridos na construção de uma sociedade demo-
crática e solidária.
A valorização e o emprego do diálogo como forma de 
esclarecer os conflitos e tomar decisões coletivas. Por 
isso a importância da construção dos debates no de-
senvolvimento da capacidade argumentativa.
A construção de uma imagem positiva de si, o respei-
to próprio traduzido pela confiança em sua capacidade 
de escolher e realizar seu projeto de vida e pela legiti-
mação das normas morais que garantam, a todos, essa 
realização.
Para que possamos atingir as metas estabelecidas, é 
necessário que não só o professor de Cidadania Moral e 
Ética esteja comprometido, mas que todos os professo-
res tenham em mente a responsabilidade da educação e 
da conscientização social no processo de aprendizagem.
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XVManual do Educador – 6o ano
Objetivos fundamentais 
para o ensino de Ética
ME_CMeE_6A_2017.indb 15 05/01/17 17:46
Em seu sentido tradicional, a cidadania expressa um 
conjunto de direitos e de deveres que permite aos ci-
dadãos a participação na vida política e na vida pública, 
podendo votar e serem votados, fazendo parte ativa-
mente na elaboração das leis e do exercício de funções 
públicas, por exemplo. Hoje, no entanto, o significado 
da cidadania possui contornos mais amplos, que ex-
trapolam o sentido de apenas atender às necessidades 
políticas e sociais, e assume como objetivo a busca por 
condições que garantam uma vida digna às pessoas.
Entender a cidadania a partir da redução do ser hu-
mano às suas relações sociais e políticas não é coeren-
te com a multidimensinalidade que nos caracteriza e 
com a complexidade das relações que cada um e to-
das as pessoas estabelecem com o mundo à sua volta. 
Deve-se buscar compreender a cidadania também sob 
outras perspectivas, por exemplo, considerando a im-
portância que o desenvolvimento de condições físicas, 
psíquicas, cognitivas, ideológicas, científicas e culturais 
exerce na conquista de uma vida digna e saudável para 
todas as pessoas.
Tal tarefa, complexa por natureza, pressupõe a edu-
cação de todos (crianças, jovens e adultos), a partir de 
princípios coerentes com esses objetivos, e com a inten-
ção explícita de promover a cidadania pautada na de-
mocracia, na justiça, na igualdade, na equidade e na par-
ticipação ativa de todos os membros da sociedade nas 
decisões sobre seus rumos. Dessa maneira, pensar em 
uma educação para a cidadania torna-se um elemento 
essencial para a construção da democracia social.
Entendemos que tal forma de educação deve visar, 
também, ao desenvolvimento de competências para li-
dar com: a diversidade e o conflito de ideias, as influên-
cias da cultura e os sentimentos e emoções presentes 
nas relações do sujeito consigo mesmo e com o mundo 
à sua volta.
Uma questão a ser apontada é que, atualmente, as 
crianças e os adolescentes vão à escola para aprender 
as Ciências, a Língua, a Matemática, a História, a Física, a 
Geografia, as Artes, e apenas isso. Não existe o objetivo 
explícito de formação ética e moral das futuras gerações. 
Entendemos que a escola, enquanto instituição pública 
criada pela sociedade para educar as futuras gerações, 
deve-se preocupar também com a construção da cida-
dania, nos moldes que atualmente a entendemos. Se 
os pressupostos atuais da cidadania têm como base 
a garantia de uma vida digna e a participação na vida 
política e pública para todos os seres humanos, e não 
apenas para uma pequena parcela da população, essa 
escola deve ser democrática, inclusiva e de qualidade, 
para todas as crianças e adolescentes. Para isso, deve 
promover, na teoria e na prática, as condições mínimas 
para que tais objetivos sejam alcançados na sociedade.
Mas como os valores são apropriados pelos sujei-
tos? Adotamos a premissa de que os valores não são 
nem ensinados, nem nascem com as pessoas. Eles são 
construídos na experiência significativa que as pessoas 
estabelecem com o mundo. Essa construção depende 
diretamente da ação do sujeito, dos valores implícitos 
nos conteúdos com que interage no dia a dia e da qua-
lidade das relações interpessoais estabelecidas entre o 
sujeito e a fonte dos valores.
Ulisses F. Araújo
Hogan_Im
aging/Shutterstock.com
XVI Cidadania Moral e Ética
A educação e a construção da cidadania
ME_CMeE_6A_2017.indb 16 05/01/17 17:46
Na Filosofia, o campo que se ocupa da reflexão sobre 
a moralidade humana recebe a denominação de Ética. 
Estes dois termos, ética e moral, têm significados pró-
ximos e, em geral, referem-se ao conjunto de princípios 
ou padrões de conduta que regulam as relações dos 
seres humanos com o mundo em que vivem.
Uma educação ancorada em tais princípios deve con-
verter-se em um âmbito de reflexão individual e coletiva 
que permita elaborar racionalmente e autonomamente 
princípios gerais de valor, que ajudem a defrontar-se 
criticamente com realidades como a violência, a tortura 
ou a guerra. De forma específica, educação ética e mo-
ral deve ajudar na análise crítica da realidade cotidiana 
e das normas sociais e morais vigentes, de modo que 
contribua para idealizar formas mais justas e adequa-
das de convivência. Ainda na linha de compreensão do 
papel da educação para a formação ética dos seres hu-
manos, alguns teóricos entendem que a educação dos 
cidadãos deve levar em conta a dimensão comunitária 
das pessoas, seu projeto pessoal e também sua capaci-
dade de universalização, que deve ser exercida dialogi-
camente, pois, dessa maneira, elas poderão ajudar na 
construção do melhor mundo possível, demonstrando 
saber que são responsáveis pela realidade social.
De forma específica, lidar com a dimensão comuni-
tária, dialogar com a realidade cotidiana e as normas 
vigentes nos remete ao trabalho com a diversidade hu-
mana, à abordagem e ao desenvolvimento de ações 
que enfrentem as exclusões, os preconceitos e as discri-
minações advindos das distintas formas de deficiência 
e das diferenças sociais, econômicas, psíquicas, físicas, 
culturais, religiosas, raciais, ideológicas e de gênero. 
Conceber esse trabalho na própria comunidade onde 
está localizada a escola, no ambiente natural, social e 
cultural de seu entorno, é essencial para a construção 
da cidadania efetiva.
Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/
materiais/0000015509.pdf. Adaptado. Acessado em: 14/07/2014.
loreanto/Shutterstock.com
XVIIManual do Educador – 6o ano
Ética
ME_CMeE_6A_2017.indb 17 05/01/17 17:46
Com o intuito de promover uma educação plena, a 
coleção leva para a sala de aula os temas mais impor-
tantes e próximos aos alunos, para que, por meio de 
textos,imagens, exercícios e debates, eles possam de-
senvolver solidamente a sua consciência social.
Os capítulos que compõem os livros abrigam uma 
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Conhecimentos prévios
•	Você	pratica	esporte	com	
frequência?
•	Você	já	presenciou	
alguma	atitude	violenta	
no	esporte?
•	Na	sua	escola,	há	alguma	
falta	de	ética	no	esporte?
•	Quando	você	pratica	
atividade	esportiva,	
é	como	um	lazer	ou	
atividade	escolar?
Ética no esporte 
e no lazer
Analise as imagens e, a seguir, converse com seu 
professor e seus colegas sobre a relação entre as fotos 
e o tema do capítulo: Ética no esporte e no lazer.
Vamos dialogar!
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Vamos dialogar!: Esta é a única seção 
que se apresenta, exclusivamente, no 
princípio de cada capítulo. Aqui, intro-
duzimos a temática por intermédio de 
imagens. A intenção é que os alunos 
construam suas falas a partir da memó-
ria visual que as fotografias, somadas 
ao tema, despertam neles. O resultado 
dessa abordagem ampla é a probabili-
dade de surgirem inúmeras e valiosas 
reflexões que ajudarão na construção 
de sentido dos assuntos abordados.
unidade temática, norteadora das discussões, que é 
subdividida em três seções que se intercalam para um 
melhor aprofundamento do tema. Essas seções têm 
funções específicas e buscam estruturar da maneira 
mais didática e agradável o conteúdo estudado. Veja-
mos, a seguir, quais elas:
XVIII Cidadania Moral e Ética
Estrutura da coleção
ME_CMeE_6A_2017.indb 18 05/01/17 17:46
Para Refletir: Esta seção também se interpõe entre os 
textos responsáveis pelo desenvolvimento do conteú-
do e as questões, que auxiliam nesse progresso. Nesse 
espaço, selecionamos diversos escritos que abordam o 
assunto do capítulo sob um viés lúdico. São crônicas, 
reportagens, sinopses, indicações de filmes, etc. que 
aproximam, ainda mais, os jovens estudantes das re-
flexões propostas.
1. “Nem toda agressão é bullying, mas todo bullying é uma forma de agressão.” Pense nisso e 
desenvolva o que se pede abaixo:
Resposta pessoal
Como uma agressão pode se transformar em bullying?
2. Com base no que discutimos, responda.
a. O que significa bullying?
Essa palavra designa qualquer situação que se caracteriza por agressões intencionais, 
verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva por um ou mais alunos contra um ou mais
colegas.
b. O que envolvem as ações de bullying?
As ações de bullying envolvem ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maus-
-tratos.
3. Escreva, na cruzadinha, as palavras correspondentes às características das ações de bullying. 
Em seguida, escolha uma das palavras e elabore um comentário crítico sobre ela, apresentan-
do de modo organizado sua opinião em relação à temática estudada. Resposta pessoal
Questão de ética?
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R E P E T I Ç Ã O
Cidadania Moral e Ética I 6o ano8
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Questões para reflexão?
1. Os números apontados pelos bombeiros chegam a causar algum espanto? Por quê?
2. Você chega a brincar em alguma modalidade apontada nas informações do corpo 
de bombeiros? Se sim, como faz para prevenir acidentes?
3. Pense e escreva um comentário sobre a seguinte questão: prevenir ou reme-
diar? O que custa menos no bolso e na harmonia dos pais?
4. Qual é a sua opinião sobre o texto e sua relação com o tema Lazer e 
segurança?
Para refletir
Leia o texto a seguir. Depois, faça uma reflexão 
com seus colegas e responda às perguntas apre-
sentadas. 
Acidentes com crianças no verão
Anualmente, aproximadamente seis mil crianças 
morrem e 140 mil são hospitalizadas vítimas de 
acidentes que poderiam ser facilmente evitados 
com cuidados básicos por parte dos adultos. E, no 
verão, com as férias escolares, o índice de aciden-
tes é elevadíssimo.
Diversos são os fatores que influenciam o au-
mento do índice de acidentes com crianças nesse 
período, tais como: número elevado de viagens no 
trânsito; mais tempo ocioso em casa; mais tempo 
para brincar no quintal, no mar, em lagos e rios; 
atividades com bicicletas, patins, skate, patinetes, 
pipas e outros, vitimando crianças com queima-
duras por exposição ao sol ou por contato com 
materiais incandescentes, quedas, intoxicação, 
envenenamento, lesões por acidentes de trânsito, 
desidratação, insolação, afogamentos, asfixia, cho-
ques elétricos e outros.
Disponível em: http://www.cb.es.gov.br/conteudo/dicas/detalhe/default.
aspx?id=4f2fbe95-a851-4e07-87d4-29284d831692. Acesso em: 
23/10/2013. Adaptado.
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56 Cidadania Moral e Ética I 6o ano
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Questão de ética: Esta seção aparece depois de cada 
tópico proposto no capítulo. Dessa forma, podemos 
nos aprofundar no conteúdo de maneira gradual e 
agradável, sem diferenciar a apreensão teórica e prá-
tica. As questões têm o propósito de colocar o aluno 
como protagonista, demandando reflexão para a expo-
sição do seu ponto de vista. É interessante, também, 
pedir que os alunos compartilhem suas respostas a fim 
de que toda a turma possa ser responsável, conjunta-
mente, pela conclusão desses tópicos.
XIXManual do Educador – 6o ano
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Sumário
Capítulo 1
•	Ética ..................................................................................... 6
•	Ética	e	bullying	............................................................................7
•	O	que	é	lazer?	.............................................................................14
•	Qual	é	o	meu	lazer?	...................................................................20
•	Lazer	com	a	família	.....................................................................23
•	Lazer	sem	a	família	.....................................................................27
•	Essas	mães	maravilhosas	e	suas	máquinas	infantis	..........32
Capítulo 2
•	Ética na comunidade ......................................... 36
•	Espaços	coletivos:	como	se	comportar	neles?	....37
•	Grupos	de	lazer............................................................41
•	Regras	para	conviver	em	grupos	.............................48
•	Lazer	e	segurança	.......................................................52
•	Seja	respeitado	por	ser	diferente	............................57
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Capítulo 3
•	Ética com meus amigos ......................................... 58
•	Ética	na	diversão	...............................................................59
•	Aceitação	pelos	amigos	..................................................63
•	O	que	alguém	faz,	eu	não	preciso	fazer	......................70
Capítulo 4
•	Ética no esporte e no lazer ................................... 78
•	Esporte	x	lazer	...................................................................79
•	Lazer	e	saúde	....................................................................83
•	Competir	ou	ganhar:	o	que	é	mais	importante?	........88
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lo1 Ética
•	Esclarecer	os	conceitos	de	ética,	
bullying	e	lazer.
•	Promover	a	reflexão	acerca	do	
vínculo	entre	a	ética	e	o	bullying.
•	Proporcionar	o	debate	sobre	as	
consequências	do	bullying	na	
vida	de	todos	os	envolvidos.	
•	Discutir	a	importância	do	lazer.
•	Analisar	quais	são	as	diferenças	
essenciais	no	lazer	com	e	sem	a	
família.
Objetivos 
Pedagógicos
Sugerimos	algumas	atividades	para	
trabalhar	o	tema	do	capítulo.
Sugestão de 
Abordagem
Fundamentação
Dramatização
Utilize	o	teatro	em	sala	de	aula.	Di-
vida	os	alunos	em	grupos	e	motive	os	
grupos	 a	 criarem	uma	dramatização	
sobre	bullying	e	violência	escolar.	Di-
recione	os	 trabalhos	para	que	a	 tur-
ma	crie	duas	versões,	uma	positiva	e	
outra	negativa.	Acada	apresentação,	
convide	 a	 turma	 a	 debater	 as	 ques-
tões	 que	 foram	 tratadas,	 analisando	
os	personagens	e	o	contexto	da	dra-
matização.	
Paródia	é	uma	imitação	cômica	de	
uma	obra.	Após	 falar	 sobre	bullying,	
discutir	as	causas,	quem	é	a	vítima,	o	
agressor	 e	 outras	 questões	 teóricas	
importantes,	divida	a	turma	em	gru-
pos	e	incentive	cada	grupo	a	escolher	
uma	música	e	criar	uma	paródia	dela	
sobre	o	tema.
Paródia Júri simulado >>> >>>
Explique	 à	 turma	 o	 que	 é	 um	
julgamento,	 como	 ocorre	 e	 quem	
compõe	uma	audiência	de	julgamento	
público.	 Depois,	 crie	 com	 os	 alunos	
uma	situação	que	será	posteriormente	
julgada	por	eles.	Esta	é	uma	excelente	
atividade	para	discutir	a	violência	no	
contexto	escolar	e	o	bullying.
Bullying vai muito além da 
brincadeira sem graça
Esse	 termo	 não	 tem	 um	 correspon-
dente	em	português.	Em	inglês,	refere-
-se	 à	 atitude	 de	 um	 bully	 (valentão).	
Objeto	de	estudo	pela	primeira	vez	na	
Noruega,	 o	 bullying	 é	 utilizado	 para	
descrever	 atos	 de	 violência	 física	 ou	
6 Cidadania Moral e Ética
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Conhecimentos prévios
•	Para	você,	o	que	é	ética?
•	O	que	quer	dizer	uma	
atitude	ética?
•	Qual	é	o	papel	da	ética	
na	comunidade	onde	
mora	e	na	escola?
•	Respeitar	os	professores,	
os	alunos,	as	pessoas	
com	deficiências	e	o	meio	
ambiente	são	atitudes	
éticas,	mas	por	quê?
Ética
Ética (do grego ethos, que significa modo de ser, 
caráter, comportamento) é o ramo da Filosofia que bus-
ca estudar e indicar o melhor modo de viver no cotidia-
no e na sociedade. Observe a imagem e converse com 
o seu professor sobre a relação entre a foto e o tema 
do capítulo: Ética.
Vamos dialogar!
Podemos perceber que discutir o sentido ético entre 
os seres humanos nas relações traz uma reflexão sobre 
a liberdade e as decisões que tomamos durante toda a 
vida. O que é certo e o que é errado nas dimensões da 
vida social. Porque questiona sobre a virtude de práti-
cas e valores culturais, abrangendo também as ações 
pessoais. Podemos também relacionar a ética com ati-
tudes negativas que são, muitas vezes, desenvolvidas 
entre alunos, como o bullying.
Vamos ler a seguir o texto sobre ética e bullying en-
tre crianças e adolescentes. 
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psicológica	contra	alguém	em	desvanta-
gem	de	poder,	sem	motivação	aparente	e	
que	causa	dor	e	humilhação	a	quem	so-
fre.	 “É	uma	das	 formas	de	violência	que	
mais	cresce	no	mundo”,	afirma	Cleo	Fan-
te,	pedagoga	pioneira	no	estudo	do	tema	
no	País	e	autora	do	livro	Bullying escolar.	
Segundo	 ela,	 o	bullying	 pode	 acontecer	
em	qualquer	contexto	social,	como	esco-
las,	universidades,	famílias,	entre	vizinhos	
e	 em	 locais	 de	 trabalho.	 “Identificamos	
casos	 de	 bullying	 em	 escolas	 das	 redes	
pública	e	privada,	 rurais	e	urbanas	e	até	
mesmo	 com	 crianças	 de	 três	 e	 quatro	
anos,	ainda	no	Ensino	Infantil”,	comenta.
Para	 o	 presidente	 do	 Centro	Multidis-
ciplinar	de	Estudos	e	Orientação	sobre	
o	Buylling	Escolar,	José	Augusto	Pedra,	
o	fenômeno	é	uma	epidemia	psicosso-
cial	e	pode	ter	consequências	graves.	O	
que,	à	primeira	vista,	pode	parecer	um	
simples	apelido	 inofensivo	pode	afetar	
emocional	e	fisicamente	o	alvo	da	ofen-
sa.	Crianças	e	adolescentes	que	sofrem	
humilhações	 racistas,	 difamatórias	 ou	
separatistas	podem	 ter	queda	do	 ren-
dimento	 escolar,	 desenvolver	 doenças	
psicossomáticas	e	sofrer	de	algum	tipo	
de	trauma	que	influencie	traços	da	per-
sonalidade.	 “Se	 observa	 também	 uma	
mudança	 de	 comportamento.	 As	 víti-
mas	 ficam	 isoladas,	 tornam-se	 agres-
sivas	e	 reclamam	de	alguma	dor	 física	
justamente	na	hora	de	 ir	para	escola”,	
detalha	José	Pedra.
Até	as	testemunhas	sofrem	ao	convi-
ver	diariamente	com	o	problema,	mas	
tendem	a	omitir	os	fatos	por	medo	ou	
insegurança.	Geralmente,	elas	não	de-
nunciam	e	se	acostumam	com	a	práti-
ca	—	acabam	encarando	como	natural	
dentro	do	ambiente	escolar.	“O	espec-
tador	 se	 fecha	 aos	 relacionamentos,	
exclui-se,	 porque	 ele	 acha	 que	 pode	
também	 sofrer	 no	 futuro.	 Se	 for	 pela	
Internet,	no	cyberbullying,	por	exemplo,	
as	testemunhas	apenas	repassam	a	in-
formação.	Mas	isso	as	torna	coautoras”,	
completa	Cleo	Fante.
O	 bullying,	 de	 fato,	 sempre	 existiu.	
O	que	ocorre	 é	 que,	 com	a	 influência	
da	 televisão	e	da	 Internet,	os	apelidos	
pejorativos	foram	tomando	outras	pro-
porções.	 “O	 fato	de	 ter	 consequências	
trágicas,	 como	 mortes	 e	 suicídios,	 e	
impunidade	proporcionou	a	necessida-
de	de	se	discutir	de	forma	mais	séria	o	
tema”,	 aponta	 Guilherme	 Schelb,	 pro-
curador	 da	 República	 e	 autor	 do	 livro	
Violência e criminalidade infantojuvenil.	
Disponível	em:	http://revistaescola.abril.com.br/
formacao/bullying-preciso-levar-serio-431385.
shtml?page=1.	Acessado	em:	23/05/2014.
7Manual do Educador – 6o ano
Bullying é uma palavra que ainda não tem tradução no português. Trata-
-se de uma palavra inglesa originada do termo bully, que significa brigão. 
 Essa palavra designa qualquer situação caracterizada por agressões in-
tencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva por uma ou mais 
pessoas contra um ou mais colegas. Assim, é possível identificar como 
bullying as ações envolvendo ameaça, tirania, opressão, intimidação, humi-
lhação e maus-tratos. 
O bullying pode acontecer em qualquer contexto social, como escola, 
universidade, família, vizinhança e trabalho. Nem toda situação de desa-
vença, briga ou discussão pode ser caracterizada como bullying. Para ser 
bullying, é necessário que as situações apresentem as seguintes caracte-
rísticas: repetição, intenção, público e concordância. Repetição porque o 
agressor faz constantemente agressões à sua vítima. Intenção porque o 
agressor tem o nítido propósito de maltratar, agredir, humilhar, oprimir, inti-
midar ou ameaçar sua vítima. Público porque o agressor pratica o bullying 
diante de uma plateia, ou seja, alguém presencia a situação. Concordância 
porque a vítima apresenta ou acha que tem alguma característica que a 
impede, em certa medida, de revidar a agressão (como ser muito magro ou 
muito gordo, por exemplo). Assim, nem toda agressão é bullying, mas todo 
bullying é uma forma de agressão.
As vítimas do bullying devem procurar, de imediato, seus responsáveis 
e, se forem estudantes, o gestor da instituição de ensino, para tomarem as 
devidas providências. Se o caso não for resolvido, é possível procurar o 
Conselho Tutelar e as Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente. 
Isso deve ser feito rapidamente, porque as pessoas que sofrem bullying 
apresentam consequências desse mal em sua vida.
 Normalmente, observamos diminuição do rendimento escolar, enfraque-
cimento do convívio familiar, problemas de saúde, agressividade e até timi-
dez em excesso.
Ética e bullying
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Cidadania Moral e Ética I 6o ano 7
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lo1 Ética
Com	objetivo	 de	 fomentar	 as	 dis-
cussões	 a	 respeito	 do	 assunto,	 pro-
ponha	 questionamentos	 sobre	 tema	
estudado	no	capítulo.	A	seguir,	suge-
rimos	algumas	perguntas	que	podem	
iniciar	o	debate:
•	O	que	é	bullying?	
•	O	bullying	é	um	fenômeno	que	
ocorre	de	forma	mais	recorrente	em	
que	faixa	etária?	
•	Como	se	sente	ao	ler	o	texto	Ética e 
bullying	(página	7)?
•	Como	são	realizadas	as	agressões?	
•	Quais	atitudes	as	vítimas	de	
bullying	devem	ter	em	relação	ao	
constrangimento?	
•	Você	já	foi	ou	conhece	alguém	que	
foi	vítima	de	bullying?	
•	Em	que	outro	meio,	o	bullying	tem	
se	manifestado?	Como	isso	se	dá?	
Diálogo com o 
professor 
Anotações
Como prevenir o problema na escola
Para	evitar	o	bullying,	as	escolas	de-
vem	investir	em	prevenção	e	estimular	
a	discussão	aberta	com	todos	os	atores	
da	cena	escolar,	incluindopais	e	alunos.	
Para	os	professores,	que	têm	um	papel	
importante	 na	 prevenção,	 propomos	
alguns	conselhos	dos	especialistas	Cléo	
Fante	e	José	Augusto	Pedra,	autores	do	
livro	Bullying Escolar.
•	Observe	 com	 atenção	 o	 comporta-
mento	 dos	 alunos,	 dentro	 e	 fora	 de	
sala	de	aula,	 e	perceba	 se	há	quedas	
bruscas	individuais	no	rendimento	es-
colar.
•	Incentive	 a	 solidariedade,	 a	 genero-
sidade	 e	 o	 respeito	 às	 diferenças	 por	
meio	de	conversas,	trabalhos	didáticos	
e	até	de	campanhas	de	incentivo	à	paz	
e	à	tolerância.
•	Desenvolva,	 desde	 já,	 dentro	 de	 sala	
de	aula,	um	ambiente	 favorável	à	co-
municação	entre	alunos.
•	Quando	 um	 estudante	 reclamar	 ou	
denunciar	 o	bullying,	 procure	 imedia-
tamente	a	direção	da	escola.
•	Muitas	vezes,	a	instituição	trata	de	for-
ma	 inadequada	 os	 casos	 relatados.	 A	
responsabilidade	é,	sim,	da	escola,	mas	
a	solução	deve	ser	em	conjunto	com	os	
pais	dos	alunos	envolvidos.
Disponível	em:	http://revistaescola.abril.com.br/
formacao/bullying-preciso-levar-serio-431385.
shtml?page=3.	Acessado	em:	23/04/2014.
Fundamentação
8 Cidadania Moral e Ética
1. “Nem toda agressão é bullying, mas todo bullying é uma forma de agressão.” Pense nisso e 
desenvolva o que se pede abaixo:
Resposta pessoal
Como uma agressão pode se transformar em bullying?
2. Com base no que discutimos, responda.
a. O que significa bullying?
Essa palavra designa qualquer situação que se caracteriza por agressões intencionais, 
verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva por um ou mais alunos contra um ou mais
colegas.
b. O que envolvem as ações de bullying?
As ações de bullying envolvem ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maus-
-tratos.
3. Escreva, na cruzadinha, as palavras correspondentes às características das ações de bullying. 
Em seguida, escolha uma das palavras e elabore um comentário crítico sobre ela, apresentan-
do de modo organizado sua opinião em relação à temática estudada. Resposta pessoal
Questão de ética?
I P
N Ú
T B
E L
C O N C O R D Â N C I A
Ç C
à O
R E P E T I Ç Ã O
Cidadania Moral e Ética I 6o ano8
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9Manual do Educador – 6o ano
4. Explique, com suas palavras, a seguinte afirmação:
Resposta pessoal
5. Explique cada uma das características das ações de bullying abaixo. 
a. Repetição: O agressor faz constantes agressões à sua vítima. 
b. Intenção: O agressor tem a nítida intenção de maltratar, agredir, humilhar, oprimir, intimi-
dar ou ameaçar sua vítima. 
c. Público: O agressor pratica o bullying diante de uma plateia, ou seja, alguém presencia a 
situação. 
d. Concordância: A vítima, por alguma característica que apresente, em certa medida, não 
revida a agressão por achar que essa característica a impede de revidar. 
6. Como a vítima de bullying deve reagir em situação de perigo? A quem deve pedir ajuda? 
Ela deve procurar, de imediato, seus responsáveis e, se for estudante, o gestor da instituição 
de ensino.
7. Escreva, no espaço abaixo, algumas das características que as vítimas de bullying podem 
apresentar. 
a. Redução do rendimento escolar. 
b. Diminuição do convívio familiar. 
c. Timidez em excesso. 
d. Problemas de saúde. 
e. Agressividade. 
Um dos princípios éticos é a valorização do ser humano diante da sociedade. Sendo 
assim, o bullying é uma ação antiética.
Cidadania Moral e Ética I 6o ano 9
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10 Cidadania Moral e Ética
8. As palavras a seguir correspondem aos tipos de bullying. Pesquise em dicionários e na Inter-
net suas definições e, em seguida, com as palavras-chaves e seus respectivos significados, 
elabore comentários críticos sobre elas. Apresente de modo organizado seus argumentos 
em relação ao tema. Se necessário, solicite a ajuda do seu professor. 
Alguns tipos de bullying
Físico (bater, chutar, beliscar, ferir, empurrar)
Material (roubar, destruir pertences)
Psicológico (ameaçar, ignorar, excluir, humilhar)
Verbal (apelidar, insultar, ter preconceito)
Resposta pessoal
9. Leia o texto a seguir e responda ao que se pede. 
Você sabe o que é cyberbullying?
As tecnologias digitais e a profusão das redes interativas têm causado impactos nas práti-
cas, nas atitudes, nos modos de pensamento e nos valores dos indivíduos na sociedade con-
temporânea. Essas tecnologias trouxeram mudanças na vida e na rotina das pessoas e geraram 
a cibercultura: interações entre a sociedade e a Internet.
Características do cyberbullying
O cyberbullying tem algumas características bastante peculiares que são diferentes das do 
bullying tradicional:
Anonimato: O agressor é muitas vezes anônimo. A vítima fica se perguntando quem é o 
cyberbully, o que pode causar um grande estresse.
Acessibilidade: Há geralmente um período padrão de tempo durante o qual os agressores 
têm acesso a suas vítimas. Os cyberbullies podem causar sofrimento a qualquer hora do dia ou 
da noite.
Medos de punição: Muitas vezes as vítimas do cyberbullying não denunciam por medo 
de represálias de seus agressores e medo de que seus privilégios relativos ao computador ou 
telefone lhes sejam tirados. 
Espectadores: O fenômeno de ser um espectador no mundo cibernético é diferente na 
medida em que se pode receber e transmitir e-mails, páginas da web, imagens, etc. 
Desinibição: O anonimato proporcionado pela Internet pode levar os jovens a terem com-
portamentos que não podem realizar face a face. Ironicamente, é o seu próprio anonimato que 
permite a alguns indivíduos intimidar outros.
Cidadania Moral e Ética I 6o ano10
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Sugestão de Abordagem
Dinâmica de grupo
•	Objetivo:	levar	o	grupo	a	perceber	a	
importância	do	respeito	às	diferenças	
individuais.
•	Participantes:	até	15	pessoas.
•	Material:	papel,	canetas	coloridas,	
vendas,	mesas,	cadeiras,	tiras	de	
pano,	tapa-ouvidos.
ridas	para	cada	um	deles.	Explique	que	
cada	componente	só	poderá	 fazer	um	
traço	 de	 cada	 vez	 e	 que,	 quando	 ter-
minar,	deve	passar	a	 folha	para	que	o	
próximo	colega	possa	fazer	o	mesmo.
Peça	que	iniciem	a	atividade	e	informe	
que	terão	dois	minutos	para	finalizá-la.	
Após	 a	 conclusão,	 verifique	 se	 todos	
completaram	 o	 desenho.	 Em	 seguida,	
esclareça	que	essa	etapa	foi	apenas	um	
ensaio	e	que	eles	terão	de	realizá-la	no-
vamente,	mas,	desta	segunda	vez,	com	
as	condições	descritas	a	seguir:
•	Participante 1
Só	poderá	usar	o	braço	direito.
•	Participante 2
Só	poderá	usar	o	braço	esquerdo.
•	Participante 3
Terá	os	olhos	vendados.
•	Participante 4
Não	poderá	falar.
•	Participante 5
Não	poderá	usar	os	braços.
Em	seguida,	peça	para	que	decidam	
quem	 irá	 assumir	 qual	 característica,	
entregando	as	vendas	para	os	que	se-
rão	 cegos,	 tiras	de	pano	para	 amarrar	
os	 braços	 dos	 participantes	 que	 não	
poderão	utilizá-los,	etc.	Determine	um	
tempo	para	que	finalizem	o	exercício.
Discussão
Terminada	a	atividade,	pergunte	aos	
alunos	 como	eles	 se	 sentiram	durante	
ela:	se	conseguiram	desenhar	o	barco,	
quais	foram	as	dificuldades,	etc.
Construa,	 com	 os	 alunos,	 um	 deba-
te	sobre	as	 limitações	que	dificultaram	
a	 realização	 do	 exercício;	 a	 partir	 daí,	
peça	que	reflitam	sobre	as	diferenças	e	
a	importância	do	respeito	mútuo.
Pergunte	se	essa	experiência	pode	ser	
transportada	para	o	nosso	dia	a	dia.	Fre-
quentemente,	encontramos	pessoas	com	
dificuldades;	como,	geralmente,	 lidamos	
com	 elas?	 Reflita	 com	 o	 grupo	 sobre	
como	tentamos	rotular	e	afastar	as	pes-
soas	que	 são	diferentes,	 além	de	dese-
jarmos	enquadrá-las	aos	nossos	padrões.	
Disponível	em:	http://www.dinamicaspassoapasso.com.
br/2012/11/dinamica-para-trabalhar-buillying.html.
Adaptado.	Acessado	em:	23/05/2014.
•	Descrição:	O	facilitador	explica	ao	
grupo	que	a	tarefa	será	a	de	desenhar	
um	barco	e	que	cada	participante	será	
responsável	pelaexecução	de	uma	
parte	desse	barco.
Desenvolvimento
Divida	os	participantes	em	grupos	e	en-
tregue	uma	folha	de	papel	e	canetas	colo-
11Manual do Educador – 6o ano
Numa sala de aula onde ocorre o bullying, geralmente um é o valentão, com mais dois ou três 
colegas, e os outros são testemunhas.
No caso do cyberbullying, quando um ou alguns postam a mensagem ou as imagens, rapi-
damente os que estão na rede vão transmitindo aos outros, e as testemunhas também se trans-
formam em agressores. Nas condenações por bullying, geralmente há um ou dois alunos, mas 
nos processos de cyberbullying há vários alunos envolvidos.
Disponível em: http://bullyingcyberbullying.com.br/bullying/o-que-e-cyberbullying/ Adaptado. Acesso em 18/07/2016.
a. Quais são as características mais comuns dos cyberbullies?
Os cyberbullies geralmente são anônimos, têm fácil acesso à Internet, não têm medo de
serem punidos, adoram espectadores e são desinibidos. 
b. Qual é a diferença entre o bullying e o cyberbullying?
No bullying, geralmente um é o valentão, com mais dois ou três colegas, e os outros são 
testemunhas; no cyberbullying, as ofensas são transmitidas pela Internet.
c. Forme um grupo de três ou quatro colegas e monte estratégias de como é possível moni-
torar o cyberbullying. Se necessário, peça ajuda ao seu professor. 
Resposta pessoal
d. Você já foi ou conhece alguém que foi vítima de cyberbullying? Faça um breve relato 
dessa situação. 
Resposta pessoal 
10. Pensando em tudo o que discutimos até agora e considerando a sua experiência de vida, 
discuta com seus colegas e seu professor sobre as questões a seguir.
a. Como podemos criar um ambiente escolar estável?
Resposta pessoal
b. Como o sarcasmo é uma forma de defesa dos adolescentes?
Resposta pessoal
Cidadania Moral e Ética I 6o ano 11
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A	Internet	é	um	instrumento	muito	
importante	 para	 o	 desenvolvimento	
da	 humanidade,	 e	 tal	 qual	 o	 avião,	
pode	ser	utilizada	 tanto	para	o	bem	
como	para	 o	mal.	 As	 agressões	 por	
meio	 eletrônico	 são	 uma	 evolução	
das	 antigas	pichações	 em	muros	de	
colégios,	casas	ou	até	nos	banheiros	
das	escolas.	Eram	feitas	na	calada	da	
noite	e	causavam	grande	dor	nas	ví-
timas,	 além	 da	 impunidade	 para	 os	
seus	 praticantes.	 Sugira	 essas	 refle-
xões	 do	 dia	 a	 dia	 para	 auxiliar	 nas	
suas	aulas.
Se	estiver	 tempo	hábil,	 sugira	esta	
frase	 para	 fomentar	 reflexões	 so-
bre	cyberbullying:	“No	mundo	real,	a	
agressão	tem	começo,	meio	e	fim.	Na	
Internet,	 ela	 não	 acaba,	 fica	 aquele	
fantasma”.
Diálogo com o 
professor 
Sugestão de leitura ////
Cyberbullying e outros riscos 
da Internet — despertando a 
atenção
Autora:	Ana	Maria	de	
Albuquerque	Lima
Esta	obra	procura	mostrar	os	con-
siderados	 principais	 riscos	 que	 os	
jovens	enfrentam	no	uso	das	 tecno-
logias	digitais,	dando	pistas	de	como	
enfrentar	esses	problemas	na	 família	
e	 na	 escola.	 Aborda	 também	 as	 ca-
racterísticas	 que	 identificam	 as	 prá-
ticas	 de	 cyberbullying	 e	 sua	 relação	
com	o	bullying	tradicional,	bem	como	
o	 uso	 patológico	 de	 jogos	 e	 outros	
aplicativos	 da	 rede,	 identificando	 os	
conteúdos	 mais	 problemáticos	 e	 a	
questão	do	 estresse	provocado	pela	
sobrecarga	de	informações	que	circu-
lam	na	rede.
Anotações
12 Cidadania Moral e Ética
c. Quais são as outras formas de defesa?
Resposta pessoal
d. Quais são as formas de violência entre estudantes?
Resposta pessoal
11. Leia o depoimento abaixo e, depois, responda a cada uma das perguntas apresentadas.
Luciano estudava em uma escola pública no município do Rio de Janeiro. Presenciava cons-
tantemente as brigas na escola, que, geralmente, eram provocadas por um grupinho de alunos 
grandalhões, cheios de “marra” e que se achavam os donos da área. Um de seus melhores 
amigos, Gustavo, era humilhado praticamente todos os dias na frente de outros colegas só 
porque usava óculos e era meio tímido. Chamavam-no de quatro-olhos, caladão, esquisitão. 
Cada vez que Gustavo abria a boca, lá vinham as zombarias: “Aí, galera, o caladão resolveu fa-
lar, será que ele também enxerga?”. Nas vezes em que Gustavo tentava escapar, era agarrado 
pelas roupas, e seu material escolar, atirado ao chão. Luciano presenciava tudo e era amea-
çado com gestos e olhares intimidadores caso contasse alguma coisa. Sentia-se péssimo 
por não ter condições de defender seu melhor amigo e tampouco contar para os professores 
ou mesmo para os pais. Depois de quase um ano nessa agonia, Gustavo e Luciano saíram 
do colégio. O primeiro ainda tem esperanças de encontrar outra escola onde possa ser mais 
respeitado. Já Luciano, sentindo-se responsável pelos constrangimentos sofridos pelo amigo, 
adoeceu e hoje sofre de fobia escolar. Só de pensar em voltar a estudar começa a passar mal, 
apresentando sintomas semelhantes aos de um ataque de pânico. 
SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Bullying: mentes perigosas nas escolas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. 
a. Apenas as vítimas diretas das ofensas sofrem com o bullying?
Sugestão de resposta: Não. Conforme o texto, quem presencia a agressão também é 
afetado negativamente, por constrangimento ou incapacidade de reação. 
b. Pelo depoimento, quais as consequências sofridas pelo espectador?
No caso de Luciano, do texto, presenciar o bullying de forma inerte fez com que essa 
situação frequente desencadeasse remorso e, tempos depois, fobia escolar.
Cidadania Moral e Ética I 6o ano12
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Dinâmica:	
Discriminação,	não!
Objetivo:	
•	Exemplificar	que	atos	de	discrimina-
ção	devem	ser	combatidos	e	denun-
ciados.
Material:
•	¼	da	folha	de	papel	ofício	e	caneta	
para	cada	aluno.
Sugestão de atividade
Procedimento:
•	Organize	os	alunos	em	círculo.
•	Distribua	¼	da	folha	de	papel	ofício.
•	Solicite	que	 cada	aluno	escreva	o	que	
deseja	que	seu	colega	do	lado	esquer-
do	 realize	 naquele	 momento	 da	 aula.	
Normalmente,	as	ações	são	engraçadas	
e	até	“micos”.
•	Oriente	que	o	 colega	 não	pode	 ver	 o	
que	o	aluno	está	escrevendo.
•	Recolha	todos	os	papéis.
•	Agora,	 fale:	 A	 regra	 da	 brincadeira	
está	mudada,	o	“feitiço	virou	contra	o	
feiticeiro”.	Quem	vai	realizar	a	tarefa	é	
a	pessoa	que	escreveu	e	não	o	colega	
para	quem	você	desejou.
•	Então,	 os	 alunos	 deverão	 realizar	 as	
tarefas.
•	Certamente,	haverá	um	pouco	de	re-
jeição	 ou	 vergonha,	 mas	 encorajem	
os	alunos.
•	Depois,	 fale:	 Esta	 é	 a	 finalidade	 da	
brincadeira:	 não	 desejar	 aos	 outros	
ou	fazer	algo	com	os	outros	que	você	
não	gostaria	para	você.
•	Então,	 comece	 a	 trabalhar	 os	 te-
mas	 da	 indiferença,	 discriminação,	
bullying,	falta	de	respeito.
•	Fale:	Comece	por	você,	não	discrimi-
nando	ninguém.	Faça	a	diferença!
Disponível	em:	http://euvoupraebd.blogspot.
com/2015/06/dinamica-da-licao-12-bullying-juvenis.
html#ixzz45vWphCmM.	Acesso	em	28/07/2016.	
Adaptado.	
Fundamentação
O	bullying	se	caracteriza	por	ações	
repetitivas	 de	 agressão	 física	 e/ou	
verbal	com	a	clara	intenção	de	preju-
dicar	a	vítima.	O	cyberbullying	é	ainda	
mais	terrível,	porque	a	perseguição	é	
implacável,	podendo	chegar	a	24	ho-
ras	por	dia	nos	sete	dias	da	semana:	
a	vítima	é	atacada	por	mensagens	de	
celular,	filmada	ou	fotografada	secre-
tamente	em	situações	constrangedo-
ras	que	podem	ser	colocadas	na	rede;	
o	agressor	pode	criar	um	perfil	 falso	
da	vítima	em	sites	de	relacionamento	
para	difamá-la	ou	adulterar	fotos	em	
que,	por	exemplo,	ela	aparece	como	
garota	de	programa,	com	seu	celular	
divulgado	 nas	 listas	 de	 contato	 do	
agressor	e	de	seus	amigos.
SILVA,	Ana	Beatriz	B.	Bullying: Mentes Perigosas nas 
Escolas.	Rio	de	Janeiro,	Objetiva,	2010.
13Manual do Educador – 6o ano
c. Como você agiria se estivesse no lugar de Luciano?
Resposta pessoal
d. Você acha que essas consequências influenciarão toda a vida de Gustavo e Luciano? 
Por quê?
Resposta pessoal
e. Mesmoque você não fosse amigo de uma vítima de bullying, mas presenciasse uma si-
tuação dessa, o que deveria fazer?
Resposta pessoal
12. Que ações do cotidiano podem ser identificadas como bullying?
Sugestão de resposta: Criação de apelidos pejorativos para humilhar os colegas; 
intimidação; ridicularização do modo de vestir, falar ou se comportar; entre outras atitudes.
13. Conforme o texto, Luciano estudava em uma escola pública no subúrbio do Rio de Janeiro. 
Além da escola pública, há outros lugares onde é possível se praticar o bullying?
Resposta pessoal
Cidadania Moral e Ética I 6o ano 13
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Dinâmica dos rótulos
Objetivos 
•	Favorecer	 reflexão	 sobre	a	 influência	
dos	 preconceitos	 e	 dos	 sentimentos	
nas	relações	interpessoais.
Recursos necessários
•	Rótulos	em	papel	ofício.
•	Fita	adesiva.
Procedimentos
•	Em	 folhas	 de	 ofício,	 escrever	 os	 se-
guintes	rótulos:
Sugestão de 
Abordagem
•	As	palavras	acima	devem	ser	de	um	
tamanho	 visível	 para	 todos	 na	 sala.	
Além	destes	 rótulos,	 podem	 ser	 uti-
lizados	 outros	 de	 acordo	 com	 a	 in-
tenção	do	facilitador	e	a	realidade	do	
grupo.
•	Escolher	uma	pessoa	por	rótulo,	colo-
cando-a	de	frente	para	o	grupo.
•	Mostrar	 para	 o	 grupo	o	 rótulo,	 sem	
que	o	escolhido	 veja.	Quando	o	es-
colhido	 for	 responder	 a	 alguma	
pergunta	 (Por	 exemplo:	O	 que	 você	
pensa	sobre	o	preconceito?),	o	grupo	
deverá	reagir	de	acordo	com	o	rótulo	
e	com	a	atitude	sugerida	no	papel.
•	O	grupo	não	poderá	ler	em	voz	alta	
o	que	está	no	papel,	mas	representar	
o	 que	 ele	 pede	 com	 expressão	 cor-
poral.	O	escolhido	não	poderá	ver	o	
papel,	mas	identificar	o	rótulo	que	lhe	
coube	observando	a	atitude	do	gru-
po,	enquanto	tenta	responder	a	uma	
indagação.
Disponível	em:	http://atelierdeducadores.blogspot.com.
br/p/dinamicas-de-grupo-e-jogos.html.	acesso	em	
28/07/2016.
Anotações
14 Cidadania Moral e Ética
O que é lazer? 
Lazer é o conjunto de ocupações às quais o indivíduo 
pode se entregar de livre vontade, seja para repousar, 
seja para se divertir, recrear e se entreter ou ainda para 
desenvolver sua formação desinteressadamente, sua 
participação social voluntária ou sua livre capacidade 
criadora. 
O lazer pode ser realizado individual ou coletivamen-
te. Certamente, os momentos vividos devem ser apro-
veitados ao máximo com responsabilidade e respeito ao 
próximo. 
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos 
Humanos, as crianças têm o direito de brincar e se de-
dicar às atividades recreativas. No entanto, apesar de 
terem esse direito assegurado pelo documento citado, 
são poucas as crianças que conseguem usufruir de mo-
mentos de lazer e diversão. 
Devido aos altos índices de violência registrados no 
País, as brincadeiras de rua estão se tornando cada vez 
mais escassas. Para proteger os filhos, os pais optam 
É de conhecimento notório que o bullying é a falta de tolerância e respeito pelo próxi-
mo. Esse tolhimento das escolhas e opções realizadas pelos sujeitos ocorre numa socie-
dade que deve ser plural, com opções que devem ser respeitadas. O filme Billy Elliot pode 
contribuir para aprofundar questionamentos que possam desvendar certos preconceitos. 
O filme narra a história de um garoto de 11 anos, Billy Elliot, de família humilde, obrigado 
pelo pai a treinar boxe. No entanto, Billy fica fascinado com a magia do balé, com o qual 
tem contato por meio das aulas de dança clássica que são realizadas na mesma academia 
onde pratica boxe. O grande dilema de Billy, então, será enfrentar o preconceito da sua 
família e da sociedade para realizar o seu sonho: ser bailarino.
Após assistir ao filme, reflita sobre as questões abaixo:
•	Por que, na nossa sociedade, os meninos têm que gostar de boxe, e não de balé?
•	Por que, na educação dos meninos, é comum muitos adultos incentivarem a agres-
sividade em vez da sensibilidade, como se faz com as meninas?
Depois de tudo o que você estudou sobre o bullying, anote a seguir alguns tó-
picos e discuta com seus colegas e seu professor para criar uma campanha 
com o tema: Respeito às diferenças, bullying não!
Para refletir
Yongkiet Jitwattanatam/Shutterstock.com
Cidadania Moral e Ética I 6o ano14
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ME_CMeE_6A_2017.indb 14 05/01/17 17:46
Happy Feet
Diretor:	George	Miller
O	 dom	 de	 cantar	 é	 o	 que	 se	 es-
pera	de	todo	pinguim	que	acaba	de	
chegar	 ao	mundo.	Mano,	 no	 entan-
to,	 é	 diferente.	 Nascido	 com	 os	 pés	
agitados,	 seu	 talento	é	dançar	e	sair	
sapateando	por	todo	lugar.	A	excen-
tricidade	do	filhote	não	abala	a	mãe,	
mas	 o	 pai	 do	 pequeno	 animal	 está	
definitivamente	decepcionado	com	o	
filho.	O	tempo	passa	e	ele	cresce	sem	
se	 encaixar	 em	 nenhum	 grupo	 de	
amigos	 e	 nem	 conquistar	 sua	 ama-
da,	 Gloria,	 afinal	 não	 tem	 uma	 voz	
afinada.	 Isolado	 dos	 outros	 animais	
da	 sua	 idade,	Mano	encontra	alento	
quando	conhece	um	grupo	de	quatro	
pinguins	latinos	que	têm	outro	estilo	
de	vida.	Amoroso	e	sua	animadíssima	
turma	propõem	ao	novo	amigo	uma	
incrível	 aventura:	 capturar	 os	 aliens	
que	estão	roubando	os	peixes	do	lo-
cal	em	que	vivem.	A	partir	daí,	muitas	
situações	emocionantes	desafiam	es-
tes	audaciosos	jovens.
Sugestão de Filme 
Anotações
15Manual do Educador – 6o ano
2. Após encontrar as palavras do quadro, discuta com seus colegas:
a. Qual é a importância do lazer na vida da criança e quais são as implicações dele para uma 
vida saudável? 
b. A ausência do lazer pode ser utilizada para justificar o trabalho infantil? Explique. 
Questão de ética?
pela segurança das brincadeiras que podem ser reali-
zadas dentro de suas residências. E, dentro de casa, as 
opções de divertimento são praticamente restritas à TV, 
à Internet e aos jogos eletrônicos. 
É importante lembrar que, para ter um bom desen-
volvimento, as crianças precisam compartilhar vivências 
com outras crianças e com os próprios pais. É neces-
sário reservar um espaço de lazer para que elas extra-
vasem suas emoções e relaxem. A falta desse momento 
pode gerar consequências indesejadas, como proble-
mas comportamentais e dificuldade de expressão. As-
sim, concluímos que o lazer é fundamental para um cres-
cimento saudável.
1. Encontre, no quadro abaixo, as palavras lazer, repouso, diversão, recreio e entretenimento.
L N H G B T S V D B F G J K
A V B G S H D U J R E V J N
Z K F L O S B D G F V K B Y
E R A J K N H D B F G E B R
R E P O U S O B C N H D C E
L C B G J C N V H D T Y Ç C
O D P A N S H D B F J U C R
P E C D I V E R S Ã O H W E
P W A N C H D B C J K R X I
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Lazer
Nas	 reivindicações	 das	 associações	
de	moradores,	 nos	 luminosos	 das	 lo-
jas,	 nos	 anúncios	 de	 imobiliárias,	 nas	
propostas	 dos	 candidatos	 a	 cargos	
públicos,	 nos	 títulos	 de	 revistas,	 nas	
seções	dos	jornais	e	em	muitas	outras	
situações	da	 vida	 cotidiana,	 a	 palavra	
lazer	 vem	 aparecendo	 com	 uma	 fre-
quência	 cada	 vez	 maior,	 que	 não	 se	
verificava	até	bem	pouco	tempo	atrás,	
pelo	menos	não	com	tanto	destaque.	
Isso	faz	com	que	seja	quase	inevitável,	
quando	se	aborda	de	maneira	especí-
fica	a	temática	do	lazer,	começar	des-
tacando	os	vários	entendimentos	que	
a	palavra	comporta	na	nossa	socieda-
de.	Além	disso,	não	se	pode	deixar	de	
considerar	 que	 se	 trata	 de	 um	 termo	
carregado	de	preconceitos	motivados	
por	 um	 pretenso	 caráter	 supérfluo	
dessas	 atividades,	 contrapondo-se	 à	
nossa	situação	socioeconômica,	e	pela	
sua	utilização	como	instrumento	ideo-
lógico,	 contribuindo	 para	 o	 mascara-
mento	 das	 condições	 de	 dominação	
nas	relações	de	classes.
Com	 relação	 à	 utilização	 da	 palavra	
lazer,	o	que	se	verifica,	 com	maior	 fre-
quência,	é	a	simplesassociação	com	ex-
periências	individuais	vivenciadas	dentro	
de	 um	 contexto	 mais	 abrangente	 que	
caracteriza	a	 sociedade	de	consumo,	o	
que,	muitas	vezes,	implica	a	redução	do	
conceito	 a	 visões	 parciais,	 restritas	 aos	
conteúdos	 de	 determinadas	 atividades.	
Dessa	forma,	para	algumas	pessoas,	la-
zer	é	futebol,	para	outras	é	pescaria	ou	
jardinagem,	etc.	O	uso	indiscriminado	e	
impreciso	da	palavra,	englobando	con-
ceitos	diferentes	e	até	mesmo	conflitan-
tes,	fundamenta	a	necessidade	de	tentar	
precisá-lo	 com	a	 finalidade	de	orientar	
discussões	 que	 contribuam	 para	 o	 seu	
entendimento	e	significado	na	vida	co-
tidiana	de	todos	nós.
Apenas	 pelo	 exemplo	 citado,	 perce-
be-se	que	o	entendimento	do	lazer	não	
pode	ser	estabelecido	somente	a	partir	
do	 conteúdo	da	ação,	ou	pelo	menos	
Fundamentação
que	 ele	 não	 constitui	 condição	 suficien-
te	para	a	conceituação.	Se	para	algumas	
pessoas	 o	 futebol,	 a	 pescaria,	 a	 jardina-
gem	constituem	atividades	de	 lazer,	cer-
tamente	isso	não	se	verifica,	em	todas	as	
oportunidades,	para	o	jogador	profissio-
nal,	o	pescador	que	depende	da	sua	pro-
dução	 ou	 para	 o	 jardineiro.	 Além	 disso,	
aquilo	 que	 pode	 ser	 altamente	 atraente	
e	 prazeroso	 para	 determinada	 pessoa	
não	raro	significa	tédio	ou	desconforto	
para	outro	indivíduo.	Assim,	as	circuns-
tâncias	que	cercam	o	desenvolvimento	
dos	vários	conteúdos	são	básicas	para	a	
concretização	das	atividades.
Disponível	em:	http://www.cedes.ufsc.br:8080/xmlui/
bitstream/handle/123456789/370/CADERNO%20
INTERATIVO%204.pdf?sequence=1.	Adaptado.	
Disponível	em:	27/05/2014.
16 Cidadania Moral e Ética
3. Baseado no que você leu e no seu conhecimento de mundo, o que você entende por lazer?
Resposta pessoal
4. Forme grupos em sala de aula para discutirem o que cada membro do grupo gosta de fazer:
a. Sozinho: 
Resposta pessoal
b. Acompanhado dos seus amigos: 
Resposta pessoal
5. Ainda em grupo, faça uma pesquisa em jornais, revistas e na Internet, apresentando, a partir 
de imagens e manchetes, a relação entre lazer e status (condição social). Peça ajuda ao 
professor para montar um mural para todos da escola apreciarem a construção estética de 
cada grupo. 
Resposta pessoal
6. Pense nos seus brinquedos e responda: por que você os considera ideais ou bons para o 
seu lazer?
Resposta pessoal
7. Reflita e responda: 
a. Quais os possíveis benefícios da atividade de lazer para o bem-estar? 
Sugestão de resposta: O lazer proporciona descanso e descontração, tornando a vida mais
saudável e prazerosa. 
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Fundamentação
Significados de lazer
Grande	parte	da	população	ainda	as-
socia	 o	 lazer	 às	 atividades	 recreativas	
ou	 aos	 eventos	 de	massa,	 talvez	 pelo	
fato	de	que	a	palavra	tenha	sido	larga-
mente	utilizada	nas	promoções	de	insti-
tuições	com	atuação	dirigida	ao	grande	
público.	Essa	tendência	é	reforçada	pe-
los	meios	de	comunicação	que	divulgam	
as	atividades	de	lazer	sob	verbetes	consa-
grados,	como	teatro,	cinema,	exposições,	
esportes,	turismo,	etc.	Tudo	isso	contribui	
para	que	se	acabe	tendo	uma	visão	par-
cial	e	limitada	das	atividades	de	lazer,	res-
tringindo	 o	 seu	 âmbito	 e	 dificultando	 o	
seu	entendimento.
Os	 conteúdos	 do	 lazer	 podem	 ser	 os	
mais	variados,	e,	para	que	uma	ativida-
de	 possa	 ser	 entendida	 como	 lazer,	 é	
necessário	se	atender	a	alguns	valores	
ligados	 aos	 aspectos	 tempo/espaço	 e	
atividade.
Não	há	dúvidas	de	que	o	descanso	e	
o	divertimento	são	possibilidades	aber-
tas	nas	atividades	de	lazer.	No	entanto,	
além	 do	 descanso	 e	 do	 divertimento,	
outra	 possibilidade	 ocorre	 no	 lazer	 e,	
normalmente,	 não	 é	 tão	 perceptível.	
Trata-se	do	desenvolvimento	pessoal	e	
social	que	o	lazer	enseja.	Deve-se	levar	
em	 conta,	 ainda,	 que	 o	 conteúdo	 das	
atividades	de	lazer	pode	ser	altamente	
educativo	e,	dessa	forma,	pode	propor-
cionar	possibilidades	pedagógicas	mui-
to	grandes,	uma	vez	que	o	componente	
lúdico	do	jogo,	do	brinquedo,	do	faz	de	
conta,	que	pode	permear	o	lazer,	é	uma	
espécie	de	denúncia	da	realidade,	dei-
xando	clara	a	contradição	entre	obriga-
ção	e	prazer.
A	 possibilidade	 de	 escolha	 das	 ati-
vidades	 e	 o	 caráter	 desinteressado	 de	
sua	 prática	 são	 características	 básicas	
do	lazer.	No	entanto,	o	que	se	observa,	
muitas	vezes,	são	práticas	compulsivas,	
ditadas	por	modismos	ou	denotadoras	
de	produtividade.
Não	 é	 possível	 se	 entender	 o	 lazer	
isoladamente,	sem	relação	com	as	ou-
tras	esferas	da	vida	social.	Não	enten-
der	esse	processo	pode	levar	a	equívo-
cos	 que	 são	muito	 comuns.	 Um	deles	
manifesta-se	 na	 valorização	 unilateral	
das	atividades	de	lazer,	que	não	leva	em	
conta	uma	série	de	riscos,	como	as	pos-
sibilidades	de	sua	utilização	como	fuga,	
fonte	de	alienação	e	simples	consumo.	
Creio	 que	 considerar	 apenas	 uma	 es-
fera	 da	 atividade	 humana	 é	 entender	
o	homem	de	maneira	parcial.	E	muitos	
autores,	fascinados	pelas	possibilidades	
abertas	 pelo	 progresso	 tecnológico,	
liberando	 tempo	 das	 obrigações	 pro-
fissionais,	 passaram,	 em	 uma	 atitude	
radicalmente	 oposta	 à	 mitificação	 do	
trabalho,	 a	 propor	 o	 elogio	 do	 lazer,	
ou	do	ócio	criativo,	como	finalidade	de	
existência	 e	 ideal	 de	 felicidade.	 Dessa	
forma,	 todos	 os	 problemas	 pessoais	 e	
sociais	estariam	resolvidos,	em	um	pas-
17Manual do Educador – 6o ano
b. O que ocorre se o lazer se torna sempre a finalidade de nossas ações?
Sugestão de resposta: Outros aspectos importantes da vida, como os estudos e o trabalho, 
serão comprometidos.
8. Faça uma pesquisa com seus familiares e descubra as atividades que eles mais gostam de 
realizar nos momentos de lazer e com que frequência as realizam. Em seguida, preencha o 
quadro abaixo:
9. Quando você está entediado das mesmas brincadeiras, quando elas não têm mais graça, o 
que você faz? Vamos inventar um pouco?! Forme grupos na sala de aula, sob orientação do 
seu professor, e elabore brincadeiras preenchendo a tabela abaixo. Depois, socialize com os 
demais alunos suas brincadeiras novas e brinque.
Nome Atividade Frequência
Resposta pessoal
Tabela de brincadeiras
Nome
Objetivo
Participantes
Tempo
Material
Regras
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se	de	mágica,	ou,	pelo	menos,	com-
pensados	pelas	possibilidades	ofere-
cidas	pelo	lazer.
O	 sentido	 da	 vida	 não	 pode	 ser	
buscado,	 como	muitas	 vezes	 somos	
forçados	a	crer,	apenas	em	um	fim	de	
semana	ou	em	uma	viagem,	embora	
essas	 ocasiões	 possam	 ser	 conside-
radas	 como	 possibilidades	 de	 felici-
dade	e	 formas	de	 resistência	para	o	
dia	a	dia.	A	admissão	da	importância	
do	 lazer	 na	 vida	 moderna	 significa	
considerá-lo	um	tempo/espaço	privi-
legiado	para	a	vivência	de	valores	que	
contribuam	para	mudanças	de	ordem	
moral	e	cultural.	Mudanças	necessá-
rias	para	a	implantação	de	uma	nova	
ordem	 social.	 Os	 movimentos	 eco-
lógicos,	 de	 jovens,	 de	mulheres,	 etc.	
têm	alicerçado	muitos	dos	seus	valo-
res	na	vivência	e	na	reivindicação	pela	
vivência	do	tempo/espaço	de	lazer.
O	 lazer	não	pode	 ser	 considerado	
como	 simples	 assimilador	 de	 ten-
sões	ou	alguma	coisa	boa	que	ajude	
a	 conviver	 com	 as	 injustiças	 sociais.	
Por	isso,	é	importante	registrar	a	opi-
nião	de	alguns	autores,	entre	os	que	
se	dedicam	aos	estudos	do	lazer,	que	
observam	a	ocorrência,	na	nossa	so-
ciedade,	não	do	lazer,	mas	do	antila-
zer,	 ou	 o	 lazer-mercadoria,	 sua	 pró-
pria	negação.
Disponível	em:	http://www.cedes.ufsc.br:8080/xmlui/
bitstream/handle/123456789/370/CADERNO%20
INTERATIVO%204.pdf?sequence=1.	Adaptado.	
Disponível	em:	27/05/2014.
Sempre	 que	 puder	 ressalte	 que	 é	
da	 natureza	 das	 palavras	 ter	 diversos	
sentidos	conforme	o	uso	—	o	chama-
do	 caráter polissêmico das palavras.	 É	
importante	que	os	alunos	nãofiquem	
com	a	impressão	de	que	determinada	
palavra	tem	apenas	um	sentido.	Propo-
nha	pesquisas	sobre	os	significados	de	
lazer	e	recreação.
Diálogo com o 
professor 
Anotações
18 Cidadania Moral e Ética
10. Observe as cenas:
Leia o texto a seguir e, depois, faça uma reflexão com sua turma e seu professor baseando-se 
nas perguntas apresentadas. 
Programa de Esporte e Lazer muda a vida de jovens presidiários no Rio de Janeiro
Uma parceria firmada entre o Ministério do Esporte e o Centro de Integração Social e Cultu-
ral (Cisc), por meio do Programa Esporte e Lazer da Cidade (Pelc), está desenvolvendo ativida-
des de esporte e lazer para jovens de 13 a 18 anos que cumprem medidas socioeducativas ou 
penas em regime de semiliberdade e privativas de liberdade a fim de ressocializá-los e os inserir 
no mercado de trabalho. As atividades se desenvolvem nas unidades penitenciárias no com-
plexo Gericinó e Niterói e abrange as cidades do Rio de Janeiro, de Niterói e de São Gonçalo.
Com sede no bairro de Tribobó, o Cisc vivencia a realidade de uma das comunidades de baixo 
poder aquisitivo de São Gonçalo, cidade com aproximadamente um milhão de habitantes — se-
gunda maior população do Estado. As ações já foram iniciadas com jovens internos de Unidades 
do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), com o Centro de Recursos Integra-
dos de Atendimento ao Adolescente (Criaad – Ricardo de Albuquerque) e também com o Centro 
Integrado de Tratamento ao Uso e Abuso de Drogas (Cituad).
Você notou algumas diferenças entre os momentos de lazer das crianças? Isso mesmo, elas 
estão realizando atividades diversas, o que é muito importante em todas as culturas. O essencial 
é permitir momentos de descontração, relaxamento, saúde e entretenimento com responsabili-
dade e respeito ao próximo. Com seus amigos, estabeleça algumas regras de comportamento 
e alguns cuidados que as pessoas devem ter em seus momentos de lazer. Em seguida, liste-os 
em seu caderno de exercícios.
Resposta pessoal
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19Manual do Educador – 6o ano
Espaço que abriga adolescentes usuários de drogas por um período de quatro meses, o Ci-
tuad ajuda a recuperar esses jovens e funciona como um subnúcleo do Pelc. Já o Criaad é um 
espaço onde os jovens cumprem medidas socioeducativas, estudam pela manhã ou tarde e no 
outro turno desenvolvem as atividades do Pelc. Eles dormem na unidade, podem sair e aos fins 
de semana retornam às suas casas.
Segundo a equipe do Cisc, o cenário de violência aliado à ausência das condições básicas 
necessárias para uma melhor qualidade de vida é uma constante nos presídios do Rio de Janei-
ro. “O Pelc contribui para minimizar os drásticos efeitos de abandono dessa população, uma vez 
que a promoção do esporte e do lazer influencia o desenvolvimento saudável do ser humano”, 
afirma a coordenadora do Pelc no Ministério do Esporte, Ana Elenara Pintos.
Para o professor José Nildo Alves Caú, formador do Pelc, a proposta é que o programa aten-
da quatrocentas pessoas, com aulas de esportes de quadra e salão, música e atividades cultu-
rais. “Essa experiência é fundamental para compreender uma realidade — como formador, que 
possibilitou estabelecer um novo formato para estruturação do Pelc semiliberdade e privados 
de liberdade, e como adequação às condições do sistema penitenciário — e, ao mesmo tempo, 
refletir as lições passadas pelas pessoas”, afirmou o professor.
A comprovação dos resultados desses programas está no depoimento de um jovem de 17 
anos (o nome não pode ser divulgado), que, de acordo com ele, trazia apenas problemas para 
a mãe, que, bastante perturbada, ateou fogo no próprio corpo, pois não aguentava vê-lo envol-
vido com as drogas. “Hoje, consegui perceber que, aqui no Cituad, com a prática do esporte e 
lazer e a atenção dos agentes, agora posso entender o que é ressocialização, pois no espaço 
semiaberto não percebi nenhuma mudança, mas agora comecei a dar orgulho à minha mãe, e 
ela está me respeitando. O projeto está me ajudando a voltar para casa”, disse o jovem.
Disponível em: http://www.esporte.gov.br/index.php/institucional/esporte-educacao-lazer-e-inclusao-social/esporte-e-lazer-da-cidade/
noticias/145-noticias-programa-esporte-e-lazer-da-cidade/36055-programa-de-esporte-e-lazer-muda-a-vida-de-jovens-presidiarios-no-rio-de-
janeiro. Acesso em 20/07/2016.
1. Como é possível promover o esporte e o lazer e mudar a vida de jovens em con-
flito com a lei?
2. Que ações podem ser desenvolvidas visando um lazer sadio?
3. Você acha que o momento de lazer é importante não somente para os jovens do 
texto, mas, sim, para todas as pessoas? Por quê? 
4. O esporte é praticado principalmente por jovens e é uma forma de lazer reali-
zada em inúmeros lugares públicos. Qual é a relação da prática do esporte 
com o texto acima?
Questões para reflexão?
Cidadania Moral e Ética I 6o ano 19
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20 Cidadania Moral e Ética
1. Observe as imagens abaixo. Escreva sobre a importância dessas ações para o processo de 
desenvolvimento do ser humano e de sua formação cultural, ou seja, a construção do seu 
gosto, seu estilo, etc.
Questão de ética?
Qual é o meu lazer? 
O lazer é necessário para todas as pessoas, pois está 
relacionado à saúde. Para mantermos a saúde física e 
mental, precisamos levar em consideração seis aspectos: 
•	Manter	a	higiene	pessoal.	
•	Descansar.	
•	Ter	uma	dieta	equilibrada.	
•	Evitar	substâncias	nocivas.
•	Praticar	esporte.	
•	Levar	uma	vida	tranquila.
O lazer está diretamente relacionado ao descanso, ao 
esporte e à vida tranquila. Portanto, o lazer é fundamental 
para manter-se saudável, como diz o provérbio: “Mente sã, 
corpo são”. Dessa forma, cada pessoa precisa escolher o 
que fazer em seu tempo livre para manter a saúde física e 
mental. 
Existem muitas atividades consideradas lazer: ler; brin-
car; praticar esporte; ir ao cinema, teatro, museu; cozinhar; 
plantar; dançar; pintar; viajar ou não fazer nada; ficar em 
casa com a família ou em uma praia admirando o Sol e to-
mando banho de mar. O que você faz em seu tempo livre?
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Sugestão de leitura ////
Veja como se faz - 500 coisas 
que você deve saber - instruções 
para a vida, do cotidiano ao 
exótico
Autores:	Lauren	Smith	e	
Derek	Fagerstrom
Ilustrações	simples	e	divertidas	que	
ensinam	 como	 fazer	 492	 coisas	 que	
todo	 mundo	 precisa	 saber	 e	 8	 que	
as	pessoas	sensatas	 jamais	deveriam	
tentar!	Veja como se Faz	é	um	revolu-
cionário	manual	 de	 referências,	 uma	
parte,	um	guia	do	como	se	faz,	outra	
parte	gráfica	e	outra	de	muita	 inspi-
ração.	 O	 livro	 contém	 perto	 de	 500	
ilustrações,	 altamente	 informativas,	
que	 ensinarão	 passo	 a	 passo	 os	 lei-
tores	 a	 fazerem	 centenas	 de	 tarefas	
úteis	 (e	 fascinantes	 e	 importantes	 e,	
por	 vezes,	 bizarras),	 incluindo:	 dan-
çar	 tango,	 fazer	 a	mala,	 vencer	uma	
competição	de	bar,	tocar	blues,	fazer	
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outras	 tarefas	 essenciais	 para	 a	 vida	
moderna.	 Veja como se faz	 é	 uma	
fonte	 de	 informação	 indispensável	
para	a	vida	real!
Anotações
21Manual do Educador – 6o ano
2. Pesquise tipos de lazer vivenciados atualmente que podem ser prejudiciais à saúde.
Resposta pessoal
3. Faça uma pesquisa sobre a prática de exercícios e qual é a sua relação com a qualidade de vida. 
Resposta pessoal4. Toda forma de exercício é um tipo de lazer?
Resposta pessoal
5. Num painel, construa uma história em quadrinhos contando alguma situação vivida por você 
num momento de lazer.
Resposta pessoal
6. Observe as fotos e as diferentes situações das crianças retratadas. Em seguida, escreva 
uma opinião crítica a respeito dessa diferença.
Resposta pessoal
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Cidadania Moral e Ética I 6o ano 21
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22 Cidadania Moral e Ética
Para refletir
Breve histórico do lazer — origem
O lazer surgiu durante a segunda metade do 
século XX e no início do século XXI. Pode-se 
dizer que é um conjunto de ocupações às quais 
o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, 
seja para repousar, divertir-se, recrear e entre-
ter-se. A palavra lazer deriva do latim licere, ou 
seja, ser lícito, ser permitido. Nesse sentido, se 
ele é exercitado corretamente, pode-se colocar 
em prática os quatro pilares da educação, de 
Jacques Delors: aprender a conhecer, a pensar, 
a fazer, a viver juntos ou com os outros. 
Por ser fruto de relações sociais, o lazer é visto 
também como um espaço de vivência cultural no tempo livre das obrigações profissionais, 
escolares, familiares e sociais. Combinando os aspectos tempo e atitude, pode-se 
potencializar o lúdico (jogos, brinquedos, passatempos) cuja essência está na alegria e 
no prazer. Compreendendo-se lazer como necessidade cotidiana, espaço privilegiado de 
expressão do ser humano, ligado à existência social e histórica, compreende-se também que 
ele é influenciado e pode influenciar nossas relações. 
Existem diferentes tipos de lazer: lazer noturno, associado à noite e a atividades 
que se desenrolam em bares, discotecas e outros lugares em que a música e a bebida 
são pilares centrais; lazer espetáculo, dentre os quais podemos distinguir os culturais 
(teatro, cinema e shows); lazer esportivo, referente à prática de algum esporte; lazer 
passivo, que aliena o ser e o envolve na teia consumista gerada pela indústria cultural, 
na qual o consumidor não passa de mais uma peça de engrenagem; e lazer ativo, que 
possibilita uma nova enunciação de múltiplas vivências, uma conversão das atividades 
em conhecimento, em expressão criadora e em novos olhares e novas potencialidades 
socioculturais. O lazer ativo possibilita contatos sociais, convívio fraterno, criatividade; 
melhorando, dessa forma, nossa vida. 
No decorrer da história, verifica-se que o lazer também passou a ser tema preocupante 
na saúde, pois, nos tempos modernos, em que o estresse se tornou o mal do século, zelar 
pelo bem-estar físico, mental e emocional tornou-se primordial para melhorar a qualidade 
de vida, a qual está intimamente relacionada à saúde. 
Sendo assim, define-se lazer como uma forma de o indivíduo utilizar seu tempo 
dedicando-se a algo que goste de fazer, entregando-se de livre e espontânea 
vontade. A atividade escolhida pode ser uma entre tantas outras que possa 
gerar relaxamento, tranquilidade e bem-estar.
Cidadania Moral e Ética I 6o ano22
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23Manual do Educador – 6o ano
Lazer com a família
Utilize o espaço abaixo para ilustrar uma atividade de lazer que você costuma realizar com 
seus familiares.
Resposta pessoal
O lazer é visto como simples e pura diversão, mas não podemos esquecer que seu mau uso 
pode interferir negativamente nas relações familiares. O tempo dedicado a ele está cada vez 
mais raro. Os pais trabalham muito, e os interesses nas atividades de lazer diferem entre pais 
e filhos, o que não contribui para a relação familiar. Nem sempre todos concordam em como 
e onde compartilhar momentos de lazer. O diálogo e o uso do bom-senso costumam resolver 
essas situações de conflito.
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24 Cidadania Moral e Ética
1. Com a vida moderna, novas formas e novos espaços de lazer surgiram, como os shoppings, 
nas grandes cidades. No entanto, nem todas as cidades possuem esses centros de com-
pras e, certamente, oferecem outros espaços e outras alternativas de lazer. Atento para essa 
nova realidade, faça o que se pede abaixo: 
a. Dê exemplos de espaços e modos de lazer nos grandes centros urbanos, explicando a 
sua importância para a sociedade.
Resposta pessoal
b. Cite alternativas de lazer encontradas pelas pequenas cidades e apresente a necessidade 
da criação de cada uma, os benefícios, as circunstâncias (se tiver tais informações), etc.
Resposta pessoal
2. Responda de acordo com sua experiência de vida.
a. Você considera importante os momentos de lazer com a família? Justifique.
Resposta pessoal
b. Como você se sente nesses momentos?
Resposta pessoal
c. Seus familiares têm tempo para o lazer em família?
Resposta pessoal
d. O que vem à sua cabeça quando é perguntado sobre o lazer em família?
Resposta pessoal
Questão de ética?
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25Manual do Educador – 6o ano
e. Qual é a opinião dos outros membros da sua família em relação ao lazer familiar?
Resposta pessoal
3. Apresente um lazer que, no momento, é inviável para você viver com sua família. Por quais 
motivos essa forma de lazer não pode ser realizada?
Resposta pessoal
4. Observe a cena, pense e responda: como o lazer pode contribuir para a harmonia das pes-
soas em sociedade e em sua própria casa?
5. Considerando a imagem abaixo e correlacionando-a com justificativas do tipo “falta de tem-
po”, apresentadas pelas famílias modernas, responda: como o lazer ainda acontece na famí-
lia de hoje? Diga o porquê.
Resposta pessoal
Resposta pessoal
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A casa, a família e o lazer nas áreas 
urbanas
O	lazer	tem	sido	estudado	com	rigor	
científico	nos	últimos	tempos	e	tem-se	
mostrado	 como	 um	 elemento	 extre-
mamente	importante	para	analisarmos	
as	 transformações	 da	 sociedade,	 que	
atingem	 um	 ritmo	 intenso,	 atreladas	
às	mudanças	nas	 relações	 sociais,	que	
capturam	o	tempo	e	o	espaço,	transfor-
mando-os	em	mercadorias	raras.
O	 lazer,	 entendido	 como	 momento	
de	 encontro	 entre	 pessoas,	 é	 captu-
rado,	 e	 toda	 a	 sua	 espontaneidade	 é	
normatizada.	É	a	partir	de	então	que	o	
espaço	 doméstico,	 enquanto	 símbolo	
de	lazer	espontâneo,	é	modificado	para	
dar	lugar	ao	lazer	normatizado.
As	mudanças	 na	 estrutura	 familiar	 e	
nas	 casas,	 principalmente	 das	 classes	
média	e	média	alta,	 interferem	direta-
mente	na	forma	de	se	ter	 lazer.	As	 fa-
mílias	procuram,	a	partir	do	momento	
em	que	a	casa	deixa	de	ser	também	o	
espaço	de	trabalho,	estruturá-la	de	for-
ma	a	ampliar	o	conforto	de	seus	mem-
bros,	sobre	os	ditames	do	aumento	de	
privacidade	 para	 cada	 um	 deles.	 São	
inegáveis	os	benefícios	dessa	nova	rea-
lidade,	mas,	 sem	dúvida,	ela	conduz	a	
uma	 nova	 perspectiva,	 que	 propicia	 a	
desvinculação	dos	contatos	mais	cons-
tantes,	que	existiam	anteriormente,	ou	
seja,	obrigatoriamente	todos	os	familia-
res	faziam	as	refeições	em	um	mesmo	
espaço,	em	um	mesmo	horário,	muitas	
vezes	 compartilhavam	o	mesmo	quar-
to,	 e	 as	 crianças	 brincavam	 com	 seus	
vizinhos	em	seu	quintal.
Criam-se	novas	relações,	novos	con-
ceitos	 de	 convivência,	 que	 priorizam,	
acima	 de	 tudo,	 a	 individualidade,	 os	
contatos	 esporádicos	 crivados	 de	 re-
gras,	 que,	 transformam	 os	 momentos	
de	 lazer	 em	um	espaço	onde	os	 indi-
víduos	estão	alienados	dos	questiona-
mentos	que	só	as	 relações	de	perten-
cimento	 nosespaços	 vividos	 podem	
proporcionar.
Portanto,	o	que	verificamos	no	espa-
Fundamentação
ço	doméstico	é	repassado	para	os	espa-
ços	 públicos	 que,	 justamente	por	 serem	
públicos,	 são	 abandonados,	 tendo	 em	
vista	 que	 estão	na	 contramão	do	que	 é	
valorizado	 por	 nossa	 sociedade,	 a	 indi-
vidualidade,	 o	 contato	 com	 pessoas	 do	
mesmo	grupo	social,	as	relações	sem	pro-
fundidade.
A	desestruturação	das	relações	de	con-
vivência,	 a	 exacerbação	 do	 individua-
lismo	 e	 a	 falta	 de	 espaços	 públicos	 que	
propiciem	o	 contato	 entre	grupos	he-
terogêneos	 atingem	principalmente	 as	
crianças,	 que	 têm	modificado	 os	 seus	
primeiros	 momentos	 de	 formação,	 os	
quais	seguem	modelos	prontos,	priva-
dos	 da	 espontaneidade	 e	 de	 atuação	
criativa,	 como	a	que	acontecia	na	ela-
boração	 das	 brincadeiras	 diretamente	
relacionadas	 à	 ludicidade	 descompro-
metida	com	padrões	impostos.
A	infância	é	um	momento	único	para	
26 Cidadania Moral e Ética
Para refletir
Leia o texto a seguir e, depois, faça uma reflexão com seus colegas respondendo às 
perguntas apresentadas.
Lazer e família ajudam a não adoecer com o trabalho
Cientistas reuniram dados de mais de 200 estudos para chegar a essa conclusão. 
Eles mostraram ainda que o medo de perder o emprego é a maior razão de estresse.
Um cotidiano de estresse e esgotamento tem um efeito tão danoso à saúde quanto 
ficar à exposição de fumaça de cigarro alheio. Isso foi o que mostraram pesquisadores 
da Universidade de Harvard e da Universidade de Stanford, ambas nos Estados Unidos.
Os cientistas reuniram dados de mais de 200 estudos para chegar a essa conclusão. 
Eles mostraram ainda que o medo de perder o emprego é a maior razão de estresse e que 
tal temor leva 50% dos trabalhadores a desenvolverem problemas de saúde. [...]
CAMInhoS PARA o BEM-EStAR
Ela ressalta ainda que, apesar das pressões por produtividade, é fundamental orga-
nizar o tempo de modo que as atividades de lazer e o contato com os amigos e a 
família não sejam esquecidos. “Esses momentos são fundamentais para uma descom-
pressão das exigências da rotina e para garantir uma atividade profissional saudável”, 
diz o professor responsável pela pesquisa. 
Disponível em: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/lazer-e-familia-ajudam-a-nao-adoecer-com-o-trabal
ho/?cHash=37567c0d1667ccc47537041cbebf8573.
Manter 
contato com 
a família. Praticar 
atividade de 
lazer.
Praticar 
atividade 
física. Dormir 
bem.
Ter uma 
alimentação 
saudável.
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se	firmarem	relações	de	proximidade,	e	
o	espaço	é	condição	para	 isso;	portan-
to,	 ao	 desestruturá-lo	 enquanto	 espa-
ço	da	vida,	podemos	estar	formando	o	
que	Sloterdijk	 chama	de	 indivíduo	sem	
retorno,	ou	seja,	aquele	que	não	conse-
gue	regressar	às	suas	origens,	visto	que	
elas	 simplesmente	 não	 existem,	 foram	
absorvidas	pelo	modo	de	produção	ca-
pitalista,	que	destrói	mais	do	que	pode	
regenerar.	E,	se	esse	processo	acontece	
desde	 a	 infância,	 provavelmente	 os	 in-
divíduos	gerados	nessas	estruturas	não	
se	darão	 conta	de	que	 vivem	em	uma	
sociedade	 sem	 vínculos,	 seus	 espaços	
referenciais	serão	os	não	lugares,	dificul-
tando	qualquer	movimento	contrário.
Disponível	em:	file:///C:/Users/editoria03/
Downloads/1064-2253-1-PB.pdf.	Adaptado.	Acessado	
em:	28/05/2014.
Anotações
27Manual do Educador – 6o ano
Questões para reflexão?
1. Que leitura crítica é possível fazer do tema do texto? 
2. O que você acha que estava acontecendo com o trabalhador? Por quê? 
3. De acordo com o texto, são de fundamental importância as atividades de lazer 
que contemplem amigos e, sobretudo, a família. O que você acha disso? Por 
quê?
4. Como é o verão da sua família? 
5. É possível fazer uma relação entre o texto e o tema que estamos es-
tudando, Lazer com a família?
Lazer sem a família 
Nos momentos livres e de lazer, as pessoas 
podem estar acompanhadas pelos familiares, 
amigos, conhecidos ou, simplesmente, es-
tar sozinhas. Em geral, as crianças, em seus 
momentos de lazer, são acompanhadas pelos 
pais ou responsáveis. Mas, à medida que elas 
vão crescendo, os pais começam a lhes dar 
mais liberdade e a deixar seus filhos frequen-
tarem os lugares sozinhos. É fundamental 
saber que a liberdade cedida pelos pais ou 
responsáveis depende da confiança que estes 
têm em suas crianças. Isso porque elas de-
vem aprender a ser responsáveis e a se com-
portar também quando estiverem longe deles. 
Por isso, a confiança entre adultos e crianças 
é necessária para que estas possam vir a ter 
maior autonomia quando se trata de lazer sem 
a família. Na verdade, confiança não se impõe, 
adquire-se com o tempo. Então, procure ser 
digno de adquirir a confiança de seus pais 
sendo consciente e responsável por seus atos 
na presença ou longe deles. Essa situação 
está diretamente ligada ao fato de que, nos 
momentos de lazer, é preciso aprender a res-
peitar todas as pessoas em qualquer lugar e 
também saber cuidar de si. 
Valua Vitaly/Shutterstock.com
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As transformações no espaço vivi-
do e o lazer
O	primeiro	local	sagrado	foi	a	casa,	já	
que	não	servia	apenas	de	abrigo,	mas	
era	um	local	que	incorporava	simbolis-
mos	 cósmicos	 em	 sua	 construção.	 Os	
índios	navajos,	por	exemplo,	diziam	que	
suas	moradias	—	as	tendas	—	seguiam	
um	modelo	divino.	A	forma	cônica	lem-
brava	uma	montanha	no	Novo	México	
que	os	navajos	chamavam	de	Coração	
da	 Terra.	 Eles	 acreditavam	 que	 Deus	
tinha	 criado	 a	 primeira	 tenda	 usando	
estacas	 feitas	 com	 conchas	 brancas,	
pedra	turquesa,	moluscos	e	pedras	es-
curas.	 Quando	 construíam	 uma	 nova	
tenda,	 os	 navajos	 enterravam	 esses	
quatro	minerais	 sob	 as	quatro	 estacas	
principais,	que	também	correspondiam	
aos	quatro	pontos	cardeais.	Dessa	for-
ma,	o	construtor	da	tenda	 interrompia	
a	 continuidade	do	mundo	 cotidiano	e	
criava	um	espaço	mágico	à	parte.
O	espaço	privado	onde	a	reprodução	
das	 relações	de	produção	 se	processa	
com	mais	 intensidade	é	a	casa,	com	a	
família.	Portanto,	é	importante	analisar-
mos	 esse	 espaço	 para	 entendermos	 a	
importância	dada	ao	lazer	em	sua	pro-
dução	 e	 como	 o	 que	 acontece	 nesse	
âmbito	interfere	no	espaço	do	lazer.	
As	 mudanças	 nos	 espaços	 de	 lazer	
dentro	das	casas	são,	em	um	primeiro	
momento,	 estruturadas	 para	 atender	
às	 mudanças	 que	 acontecem	 na	 fa-
mília	 e	 na	 divisão	 do	 trabalho.	 Como	
dizem	Prost	 e	Vincent,	 a	 família,	 com	
o	passar	do	tempo,	perde	sua	 função	
pública,	 assegurando	 apenas	 as	 fun-
ções	 privadas.	 Porém,	 como	 os	 auto-
res	 evidenciam,	 essa	 análise	 poderia	
se	tornar	 insuficiente	diante	de	tantas	
mudanças	que	ocorrem	dentro	da	ins-
tituição	família.
Ao	 perder	 suas	 funções	 públicas,	 a	
família	começa	a	se	transformar,	e	tais	
alterações	são	perceptíveis	nas	mudan-
ças	que	ocorrem	nos	espaços	domésti-
cos.	Evidentemente,	esse	processo	está	
muito	 relacionado	 à	 divisão	 social	 do	
trabalho.
Fundamentação
[...]	 desde	 a	 Idade	Média,	muitas	 pes-
soas	 não	mais	 viviam	 e	 trabalhavam	 no	
mesmo	 local.	 Apesar	 de	 a	 maioria	 dos	
donos	 de	 loja,	 mercadores	 e	 artesãos	
ainda	morarem	na	“sobreloja”,	havia	mais	
burgueses	 —	 construtores,	 advogados,	
notários,	 funcionários	 públicos	 —	 para	
quem	 a	 casa	 era	 somente	 residência.	 A	
consequência	 dessa	 separação	 foi	 que	
—	com	 relação	 ao	mundo	exterior	—	a	
casa	 estava	 se	 tornando	 um	 lugar	 mais	
privado.	Junto	com	essa	privatização	da	
casa,	surgiu	um	maior	senso	de	intimi-
dade,	que	identificava	a	casa	exclusiva-
mente	com	a	vida	familiar.
As	mudanças	 relacionadas	ao	 traba-
lho	 causaram	 algumas	 mudanças	 no	
espaço	doméstico,	contudo	não	deram	
mais	privacidade	às	pessoas,	que,	obri-
gatoriamente,	 compartilhavamtodos	
os	 momentos	 de	 sua	 intimidade	 com	
os	demais	membros	da	família.	
28 Cidadania Moral e Ética
1. Escreva a resposta de cada uma das perguntas abaixo.
a. Os seus pais confiam em você? Por quê?
Resposta pessoal
b. Seus pais deixam você ir sozinho para alguns locais? Justifique sua resposta.
Resposta pessoal
c. Como você se comporta quando está em momentos de lazer longe da família? Por quê?
Resposta pessoal
d. Vemos todos os dias formas de desrespeito com as pessoas, seja na escola, na rua, no 
shopping, entre outros. O que você acha disso? Justifique suas ideias. 
Resposta pessoal
2. Escreva dez palavras-chave relacionadas ao assunto que está sendo trabalhado utilizando 
as sílabas do quadro abaixo. Observe a numeração e ordene-as.
Questão de ética?
1 – autonomia 
2 – sozinho 
3 – lazer 
4 – família 
5 – confiança 
6 – tempo 
7 – respeito 
AU 1 LA 3 NO 1 MI 1 LIA 4 FI 5 CUI 10 ÊN 8 RES 7 LI 9 MÍ 4
ZER 3 TO 1 FA 4 A 1 CON 5 AN 5 DO 10 DE 9 SO 2 CI 8 TO 7 
CIA 8 NHO 2 DA 9 ÇA 5 PEI 7 BER 9 DA 10 ZI 2 TEM 6 CONS 8 PO 6
3. Agora, selecione duas palavras entre aquelas que você encontrou na questão anterior e 
procure relacioná-las com a temática Lazer sem a família.
Resposta pessoal
8 – consciência 
9 – liberdade 
10 – cuidado 
Cidadania Moral e Ética I 6o ano28
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Apesar	 de	 mudanças	 consideráveis,	
em	 alguns	 sentidos,	 os	 mais	 pobres	
continuam	 a	 ter	 poucos	 espaços	 des-
tinados	 ao	 lazer.	 Muitas	 vezes	 é	 no	
pequeno	 quintal	 que	 as	 crianças	 têm	
seu	 espaço	 para	 brincadeira,	 quando	
não	na	 rua,	 enquanto	para	os	 adultos	
a	TV	e	o	aparelho	de	som	resumem	os	
momentos	de	entretenimento.	Ao	mes-
mo	 tempo,	 esses	 aspectos	motivam	 o	
contato	 entre	 a	 vizinhança	 por	 meio	
das	visitas,	que	aproximam	e	estreitam	as	
relações	 pessoais;	 esse	 contato	 solidário	
produz	a	organização	social	dessas	áreas.
Para	as	classes	média	e	média	alta,	as	
mudanças	 são	 mais	 significativas,	 pois	
surgem	os	 espaços	 privados	 dentro	 dos	
espaços	familiares,	que,	por	sua	vez,	são	a	
maior	expressão	de	privacidade	que	exis-
te.	Aos	poucos,	a	gama	de	opções	de	la-
zer	solitário	vai-se	ampliando	no	universo	
doméstico,	favorecendo	o	individualismo.
As	 casas	 das	 classes	mais	 abastadas	
passam	por	um	processo,	se	assim	po-
demos	 chamá-lo,	 de	 tematização,	 ou	
melhor,	os	diversos	espaços	se	funcio-
nalizam	 de	 tal	 forma,	 especializando-
-se	em	determinadas	tarefas	e	prazeres	
domésticos	 específicos,	 exigindo	 para	
isso	 todo	 um	 aparato	 mobiliário	 que	
confere	 peculiaridade	 a	 cada	 ambien-
te.	As	casas	burguesas	na	Inglaterra	do	
século	XIX	já	retratavam	o	processo	de	
diferenciação	das	casas	pobres.
A	casa	era	um	lugar	social,	mas	com	
uma	 rigorosa	 privacidade.	 Ela	 não	 era	
a	“casa	grande”	medieval,	onde	as	pes-
soas	entravam	e	saíam	com	naturalida-
de.	Bem	ao	contrário,	a	casa	burguesa	
inglesa	 era	 um	 mundo	 isolado,	 onde	
só	se	permitia	a	entrada	de	visitas	bem	
seletas;	o	mundo	era	mantido	a	distân-
cia,	e	incomodava-se	o	menos	possível	
a	privacidade	da	família	e	do	indivíduo.	
Havia	os	“dias	de	ficar	em	casa”	e	as	“vi-
sitas	matinais”	(que	ocorriam	à	tarde).	A	
etiqueta	 doméstica	 baseava-se,	 acima	
de	 tudo,	na	 reserva;	vizinhos	de	porta	
trocavam	 recados	 por	 escrito	 —	 que	
eram	entregues	por	um	criado	—	para	
evitar	uma	visita	desavisada.
Disponível	em:	http://siaiap32.univali.br/seer/index.php/
rtva/article/viewFile/1064/873.	Acesso	em	05/01/2017.
Anotações
29Manual do Educador – 6o ano
4. Discuta com o professor e os colegas de turma sobre os motivos que levam os pais a não 
confiarem em seus filhos e apresente justificativas.
5. Agora, discuta também sobre o que os filhos devem fazer para receber a confiança de seus 
pais. 
6. Considerando as situações abaixo, apresente as implicações (positivas e negativas) nas 
relações estabelecidas e na formação do caráter da pessoa.
a. Você confiou em alguém que não merecia.
Resposta pessoal
b. Uma pessoa confiou em você, e você traiu a confiança dela.
Resposta pessoal
c. Uma pessoa confiou em você, e deu tudo certo.
Resposta pessoal
d. Você confiou em uma pessoa que, de fato, merecia.
Resposta pessoal
7. Responda o teste a seguir e avalie se você merece confiança. Resposta pessoal
S – sempre AV – às vezes n – nunca 
Cumpre o que promete?
Diz o que pensa e sente sem se preocupar com o que os outros vão achar?
Respeita e aceita as pessoas como elas são?
Diz a verdade aos seus pais, mesmo que lhe traga consequências desagradáveis? 
Faz o que diz?
Se houver necessidade, você descreve os fatos que realmente aconteceram?
Sabe respeitar opiniões diferentes da sua?
Acha que as pessoas acreditam em você?
Você mente? 
Resultado: 
1 a 4 ocorrências SEMPRE – As pessoas vão ter receio de confiar em você.
5 a 7 ocorrências SEMPRE – Algumas vezes, você pode não transmitir confiança por medo 
ou receio das consequências. 
8 a 9 ocorrências SEMPRE – As pessoas podem confiar plenamente em você. 
Cidadania Moral e Ética I 6o ano 29
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30 Cidadania Moral e Ética
Estando a sós, com os amigos ou 
familiares, devemos estar atentos às 
regras de segurança no momento do 
lazer. Os parques de diversões são os 
preferidos por grande parte das famí-
lias que buscam momentos de diver-
são, porém alguns acidentes têm tira-
do a segurança de todos e causado 
até mortes. Então, para evitar que as 
estatísticas de acidentes em parques 
aumentem, foram criadas normas e re-
gras para as instalações desses locais. 
De acordo com a Associação Brasilei-
ra de Normas Técnicas (ABNT), essas 
regras darão maior segurança a todos.
Você precisa estar atento à segu-
rança nos seus momentos de lazer. 
Procure lugares seguros e brincadei-
ras sadias que garantam a diversão 
para todas as pessoas. 
8. Há quatro pontos importantes para você gerar confiança nas outras pessoas: credibilidade, 
coerência, aceitação e clareza. Pesquise cada uma dessas palavras no dicionário e escre-
va o significado delas. Em seguida, reflita, com seus colegas e o professor, sobre as implica-
ções filosóficas de cada uma no processo de desenvolvimento e formação do indivíduo, ou 
seja, como cada um desses conceitos pode ajudar o ser humano a se humanizar.
a. Credibilidade: 
Característica de quem é confiável, honesto, leal, sincero.
b. Coerência: 
Qualidade de quem é coerente, lógico, racional.
c. Aceitação: 
Ação ou efeito de aceitar, receber, acatar. 
d. Clareza: 
Qualidade do que é claro, fácil de apreender ou entender.
9. Leia e converse com seus colegas sobre o assunto abordado no texto abaixo. 
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Professor,	o	filme	A corrente do bem	
pode	 ser	 observado	 os	 seguintes	
pontos	 para	 discutirmos	 depois	 em	
sala	de	aula.
•	As	mazelas	da	sociedade.	
•	O	caminho	de	Trevor	ao	ir	embora.
•	A	violência	e	suas	caras.
•	O	tipo	de	escola	em	que	Trevor	es-
tuda.
•	A	mãe	do	garoto.
•	As	atitudes	de	Trevor.
•	Desestrutura	familiar.
•	Preconceito.
•	A	fé	em	si	e	nos	outros.
Sugestão de 
Abordagem
Anotações
31Manual do Educador – 6o ano
Para refletir
Questões para reflexão?
1. Qual é a mensagem do filme? 
2. O filme mostra a ação de uma criança fazendo o bem para seus compa-
nheiros da escola, seu professor e sua mãe. Quais ações você pode 
fazer para praticar o bem?
O filme A corrente do bem retrata as ações positivas para vivermos 
melhor. Tudo começa quando Simonet, um professor de estudos sociais, 
faz um desafio aos seus alunos durante a aula: criar algo que possa mudar 
o mundo. Trevor, um de seus alunos, acolhe o desafio do professor. Ele 
cria um jogo de regras bem simples; a cada favor que alguém recebe, 
haverá umaretribuição a três outras pessoas. Surpreendentemente, a 
ideia funciona, ajudando o próprio professor a se desprender de segredos 
do passado e também a mãe de Trevor, Arlene, a encontrar um novo 
sentido em sua vida. Filme emocionante e simples, capaz de tocar o coração de todos. 
Nesse filme, a ficção mostra uma lição de vida que deveria ser aplicada na vida real. 
Mudar o mundo não é uma tarefa fácil, mas pode-se mudar uma enorme quantidade de 
coisas na vida de cada um, dos alunos e da comunidade educacional. 
Ideias são maravilhosas, sempre. O problema mais difícil é colocá-las em prática. E Trevor 
fez isso. Há uma infinidade de obstáculos para enfrentar, mas há que se manter a cabeça 
erguida e seguir em frente. Parar no meio do caminho ou dar ouvido às pessoas que falam 
que nada vai dar certo não é uma boa opção. A melhor maneira que existe é alcançar os 
objetivos “sem medo de ser feliz”. Deve-se seguir em frente. Rejeições sempre existem, 
mas o importante é a batalha para formar bons cidadãos para a vida e para o mundo! 
Destaque-se, nesse filme, que é essencial ao educador compreender a importância 
que o professor tem na vida de seus alunos, pois sua ação docente deve ser 
coerente com a realidade deles. Trevor mostrou o valor que o professor tem 
perante a sociedade e seus alunos, bem como o poder que possui de 
transformar-lhes a vida.
10. Leia cada característica abaixo e escreva, no local apropriado, CR, se for uma situação 
relacionada à credibilidade; Co, à coerência; A, à aceitação; e CL, à clareza.
a. ( CR ) Se marcar um compromisso para as 5 horas, às 5 horas esteja lá. 
b. ( CO ) Se a pessoa diz que gostou de sua ideia é porque realmente gostou. 
c. ( A ) Se a outra pessoa tem opinião diferente, isso não é razão para conflito.
d. ( CL ) Não esconda o jogo, passe aos outros as informações relevantes.
Cidadania Moral e Ética I 6o ano 31
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32 Cidadania Moral e Ética
Essas mães maravilhosas e suas máquinas infantis
Flávia logo percebeu que as outras moradoras do prédio, mães dos amiguinhos do seu filho, 
Paulinho, seis anos, olhavam-na com ar de superioridade. Não era para menos. Afinal, o garoto, 
até aquela idade — imaginem —, limitava-se a brincar e ir à escola. Andava em tal descompas-
so com os outros meninos, que já desenvolveram múltiplas e variadas atividades desde a mais 
tenra idade. O recorde, por sinal, pertencia ao garoto Peter, filho de uma brasileira e um cana-
dense, nascido em Nova York. Peter tão logo veio ao mundo entrou para um curso de amamen-
tação (Como tirar o leite da mãe em 10 lições). A mãe descobriu, numa revista, uma pesquisa 
feita por médicos na Califórnia informando sobre a melhor técnica de mamar (chamada técnica 
de Lindstrom, um psicanalista, autor da pesquisa, que, para realizar seu trabalho, mamou até 
os 40 anos). A maneira de a criança mamar, afirmam os doutores, vai determinar suas neuroses 
na idade adulta.
Uma tarde, Flávia percebeu duas mães cochichando sobre seu filho: que se pode esperar de 
um menino que, aos seis anos, só brinca e vai à escola? Flávia começou a se sentir a última 
das mães. Pegou o marido pelo braço dizendo que os dois precisavam ter uma conversa 
com o filho. 
— O que você gostaria de fazer, Paulinho? — perguntou o pai dando uma de liberal 
que não costuma impor suas vontades. 
— Brincar...
O pai fez uma expressão grave. 
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33Manual do Educador – 6o ano
— Você não acha que já passou um pouco da idade, filho? A vida não é uma eterna brin-
cadeira. Você precisa começar a pensar no futuro. Pensar em coisas mais sérias, desenvolver 
outras atividades. Você gostaria de praticar algum esporte?
— Compra um time de botão para mim. 
— Botão não é esporte, filho.
— Arco e flecha! 
Os pais se entreolharam. Nenhum dos meninos do prédio fazia curso de arco e flecha. Pau-
linho seria o primeiro. Os vizinhos certamente iriam julgá-lo uma criança anormal. Flávia deu um 
calção de presente ao garoto e perguntou por que ele não fazia natação.
— Tenho medo.
Se tinha medo, então era para a natação mesmo que ele iria entrar. Os medos devem ser 
eliminados na infância. Paulinho ainda quis argumentar. Sugeriu alpinismo. Foi a vez de os pais 
tremerem. Mas o medo dos pais é outra história. Paulinho entrou para a natação. Não deu mui-
tas alegrias aos pais. Nas competições, chegava sempre em último, e as mães dos coleguinhas 
continuavam olhando Flávia com uma expressão superior. As mães, vocês sabem, disputam en-
tre elas um torneio surdo nas costas dos filhos. Flávia passou a desconfiar de que seu filho era 
um ser inferior. Resolveu imitar as outras mães e, além da natação, colocou Paulinho na ginásti-
ca olímpica, cursinho de artes, inglês, judô, francês, terapeuta, logopedista. Botou até aparelho 
nos dentes do filho. Os amiguinhos da rua chamavam Paulinho para brincar depois do colégio.
Cidadania Moral e Ética I 6o ano 33
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Sugestão de leitura ////
Bullying: mentes perigosas 
na escola
Autora:	Ana	Beatriz	Barbosa	Silva
O	livro	faz	uma	investigação	sobre	o	
bullying,	apresentando	informações	aos	
pais,	professores,	alunos	e	profissionais	
de	 diversas	 áreas	 para	 identificar	 esse	
tipo	de	violência	e	suas	consequências,	
como	 também	 o	 que	 se	 pode	 fazer	
para	combatê-la.
Bullying na escola
Autora:	Cristina	Klein
O	livro	disponibiliza	um	conteúdo	in-
trodutório	e	dá	 subsídios	para	a	 iden-
tificação,	a	prevenção	e	o	combate	do	
bullying	—	agressão	 física	 e/ou	psico-
lógica,	 verbal,	 moral,	 sexual,	 material	
ou	virtual,	praticada	por	uma	ou	várias	
pessoas	contra	uma	mesma	vítima,	por	
período	prolongado	de	tempo,	basea-
da	na	disparidade	de	poder,	sem	moti-
vo	aparente	e	que	deixa	sequelas	per-
manentes.
Cyberbullying: a violência virtual
Autor:	Josevaldo	Araújo	Melo
Este	livro	é	o	resultado	do	esforço	de	
juntar	 um	 pouco	 do	 que	 há	 de	 mais	
significativo	sobre	o	cyberbullying	com	
o	intuito	de	levar	alguns	subsídios	para	
os	pais,	professores	e	gestores.	O	cyber-
bullying	é	uma	variação	na	tipologia	de	
agressão	do	bullying	convencional;	para	
muitos,	 a	pior	 variação,	em	 função	do	
“anonimato”	do	agressor	e	das	conse-
quências,	que	podem	ser	irreparáveis.
Lazer e educação
Autor:	Nelson	Carvalho	Marcellino
Nesta	obra,	o	autor	busca	conduzir	à	
reflexão	 sobre	o	 lazer	 como	elemento	
pedagógico	de	 significação,	propondo	
a	sua	incorporação	na	educação	como	
movimento	da	vida,	como	provocação	
de	estímulo	em	uma	civilização	para	a	
qual	o	 lazer	tem	apenas	aspectos	fun-
cionais.	
Anotações
Sociologia empírica do lazer
Autor:	Joffre	Dumazedier
O	que	fazer	com	o	tempo	livre?	Quais	
as	dimensões	 reais	 do	 lazer?	Quais	 as	
relações	entre	o	lazer	e	a	dinâmica	das	
mudanças	culturais,	 sociais	e	do	mun-
do	do	trabalho?	Estas	são	algumas	das	
questões	 que	 Dumazedier	 focaliza	 de	
modo	 pioneiro	 e	 incisivo	 nesta	 obra	
clássica.
34 Cidadania Moral e Ética
— Não posso, tenho aula de hipismo. 
— E depois do hipismo? 
— Vou pro caratê. 
— E depois do caratê?
— Faço sapateado.
— Quando poderemos brincar? 
— Não sei. Tenho que ver na agenda. Paulinho andava com uma agenda Pombo debaixo do 
braço. À noitinha, chegava em casa mais cansado do que o pai em dia de plantão. Nunca mais 
brincou. Tinha todos os brinquedos da moda, mas só para mostrar aos amiguinhos do prédio. 
Paulinho dava um duro dos diabos. “Mas, no futuro, ele saberá agradecer”, dizia o pai. O garoto 
estava sendo preparado para ser um super-homem. E foi ficando adulto antes do tempo, como 
uma fruta que amadurece de véspera. Um dia Flávia flagrou o filho com uma gravata à volta do 
pescoço tentando dar um laço. Quando fez sete anos, disse ao pai que, a partir daquele dia, 
queria receber a mesada em dólar. Aos oito, abriuo berreiro porque seus pais não lhe deram 
um cartão de crédito de presente. Com nove anos, entre uma aula de xadrez e de sânscrito, 
Paulinho saiu de casa muito compenetrado. Os amiguinhos da rua perguntaram aonde ele ia: 
— Vou ao banco.
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35Manual do Educador – 6o ano
Questão de ética?
1. No texto acima, como os pais se colocam em relação ao lazer do filho?
Sugestão de resposta: Os pais de Paulinho encaram o lazer da criança como um 
desperdício de tempo e energia.
2. Como os pais devem interferir no lazer das crianças?
Sugestão de resposta: Os pais devem compreender que as atividades de lazer constituem
um importante elemento na formação emocional e física da criança. Mas também se deve
dosar o tempo gasto com a diversão ensinando o filho a ter prioridades.
Caminhou um quarteirão até o banco, sentou-se diante do gerente, pediu sugestões sobre 
aplicações e pagou a conta de luz como um homenzinho. A façanha do garoto correu o prédio. 
A vizinhança começou a achá-lo um gênio. As mães dos amiguinhos deixaram de olhar Flávia 
com superioridade. Os pais, enfim, puderam sentir-se orgulhosos. “Estamos educando o meni-
no no caminho certo”, declarou o pai batendo no peito. Na festa de onze anos, que mais parecia 
um coquetel do corpo diplomático, um tio perguntou a Paulinho o que ele queria ser quando 
crescesse. 
— Criança! 
Paulinho cresceu. Cresceu fazendo cursos e mais cursos. Abandonou a infância, entrou na 
adolescência, tornou-se um jovem alto, forte, espadaúdo. Virou Paulão. Entrou para a faculdade, 
formou-se em Economia. Os pais tinham sonhos de vê-lo na presidência do Banco Central. Ca-
sou com uma jornalista. Paulão respirou aliviado por sair debaixo das asas da mãe, que até as 
vésperas do casamento queria colocá-lo num curso de preparação matrimonial. Na lua de mel, 
avisou à mulher que iria passar os dias em casa dedicando-se à sua tese de mestrado. 
A mulher ia e vinha do emprego, e Paulão trancado em seu gabinete de estudos. Uma tarde, 
o marido se esqueceu de passar a chave na porta. A mulher chegou, abriu e deu de cara com 
Paulão sentado no tapete brincando com um trenzinho. 
NOVAES, Carlos Eduardo. A cadeira do dentista & outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994.
Cidadania Moral e Ética I 6o ano 35
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36 Cidadania Moral e Ética
•	Compreender	a	importância	da	
ética	no	convívio	social.
•	Refletir	sobre	os	
comportamentos	adequados	aos	
diversos	tipos	de	ambientes.
•	Debater	a	importância	das	
regras	de	convivência	para	o	
funcionamento	da	sociedade.
•	Refletir	sobre	a	necessidade	de	
desenvolver	as	atividades	de	
lazer	com	segurança.
Objetivos 
Pedagógicos
Sugerimos	que	o	 texto	Hábito na-
cional,	 de	 Luis	 Fernando	 Verissimo,	
seja	trabalhado	em	sala	de	aula	com	
a	finalidade	de	fomentar	a	discussão	
sobre	a	ética.
Aproveite	 para	 debater	 o	 famoso	
“jeitinho	brasileiro”.	Peça	que	os	alunos	
reflitam	 se	 já	 tiveram	 alguma	 atitude	
que	 se	encaixa	nesse	 conceito	e	que	
opinem	sobre	essa	maneira	de	agir.
Sugestão de 
Abordagem
Anotações
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Conhecimentos prévios
•	Para	você,	qual	a	
relação	de	ética	com	
comunidade?
•	Como	desenvolver	
uma	atitude	ética	na	
comunidade?
•	Qual	é	o	papel	da	ética	
na	comunidade?
•	Respeito,	ética,	lazer	
e	comunidade:	como	
podemos	relacionar	esses	
temas?	
Ética na 
comunidade
Observe as imagens e, a seguir, converse com seu 
professor sobre a relação entre as fotos e o tema do 
capítulo: Ética na comunidade.
Vamos dialogar!
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37Manual do Educador – 6o ano
Os espaços coletivos são compartilhados por todos que buscam momentos de encontro, 
prática de esporte e relaxamento. Em uma comunidade, encontramos diferentes grupos e for-
mas de lazer. São pessoas que se juntam em um grupo por possuírem interesses em comum. 
A sua comunidade escolar, a sua comunidade religiosa, a sua comunidade musical diferem nos 
gostos, nos prazeres e no lazer. O relacionamento entre os grupos nem sempre apresenta um 
convívio harmonioso, visto que, neles, encontramos pessoas de diferentes culturas que agem, 
pensam e se comportam de acordo com seus costumes. Em várias situações, o comportamen-
to não é adequado para o local em que se encontram. Observe:
Por ser um espaço coletivo, deve-se considerar que ele será utilizado e preservado por todos 
que o frequentam e que, em cada um deles, há regras que precisam ser seguidas para garantir 
o bem-estar de todos. 
Quando você vai à praia e joga lixo no chão, está desrespeitando a regra de convivência que 
garante uma areia limpa e livre de sujeira para todos que a frequentam. 
Quando você está brincando na praça e, por vontade, quebra, risca os brinquedos ou brinca 
de forma inadequada neles ou no espaço, está contribuindo para que ele seja destruído. Isso 
prejudica você, além de todos que gostam de frequentar esse lugar.
Espaços coletivos: como se comportar neles? 
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38 Cidadania Moral e Ética
Fundamentação
Ética: a área da Filosofia que estu-
da o comportamento humano
A	palavra	ética	se	origina	do	termo	gre-
go	ethos,	que	significa	modo de ser,	cará-
ter,	costume,	comportamento.	De	 fato,	a	
ética	é	o	estudo	desses	aspectos	do	ser	
humano:	por	um	lado,	procurando	des-
cobrir	o	que	está	por	trás	do	nosso	modo	
de	ser	e	de	agir;	por	outro,	procurando	
estabelecer	as	maneiras	mais	convenien-
tes	de	sermos	e	agirmos.	Assim,	pode-se	
dizer	que	a	 ética	 trata	do	que	é	 “bom”	
e	do	que	é	 “mau”	para	nós.	 Entretanto,	
esses	valores	não	apresentam	um	caráter	
absoluto.	Ao	longo	dos	tempos,	nas	mais	
diversas	civilizações,	várias	interpretações	
foram	dadas	a	essas	duas	noções.	A	ética	
acompanha	esse	desenvolvimento	histó-
rico,	para	que	isso	sirva	de	base	para	uma	
reflexão	sobre	como	ser	ético	no	tempo	
presente.	A	ética	se	ocupa	da	convivência	
entre	seres	humanos	na	sociedade.
Mas,	 antes	 de	 qualquer	 coisa,	 qual	 o	
significado	 da	 palavra	 ética?	 O	 filósofo	
contemporâneo	 espanhol	 Fernando	 Sa-
vater	apresenta	uma	 resposta	para	essa	
pergunta	 em	 um	 livro	 intitulado	 Ética 
para meu filho.	Como	diz	o	título,	ele	es-
creveu	com	o	intuito	de	explicar	a	ques-
tão	para	o	seu	filho	adolescente.	Veja	um	
trecho	do	livro:
Há ciências que estudamos por simples 
interesse de saber coisas novas; outras, 
para adquirir uma habilidade que nos 
permita fazer ou utilizar alguma coisa; 
a maioria, para conseguir um trabalho e 
ganhar a vida com ele. Se não sentirmos 
curiosidade nem necessidade de realizar 
esses estudos, poderemos prescindir de-
les tranquilamente. Há uma infinidade 
de conhecimentos muito interessantes, 
mas sem os quais podemos nos arranjar 
muito bem para viver. Eu, por exemplo, 
lamento muito não ter nem ideia de as-
trofísica ou de marcenaria, que dão tanta 
satisfação a outras pessoas, embora essa 
ignorância nunca me tenha impedido de 
ir sobrevivendo até hoje. E você, se não me 
engano, conhece as regras do futebol, mas 
é bem fraco em beisebol. Não tem maior 
importância, você desfruta os campeona-
tos mundiais, dispensa olimpicamente a liga 
americana e todo o mundo sai satisfeito.
O que eu quero dizer é que certas coisas 
a pessoa pode aprender ou não, conforme 
sua vontade. Como ninguém é capazde 
saber tudo, o remédio é escolher e aceitar 
com humildade o muito que ignoramos. É 
possível viver sem saber astrofísica, marce-
naria, futebol e até mesmo sem saber ler e 
escrever: vive-se pior, decerto, mas vive-se. 
No entanto, há outras coisas que é preciso 
saber porque, por assim dizer, são funda-
mentais para nossa vida. É preciso saber, 
por exemplo, que saltar de uma varanda 
do sexto andar não é bom para a saúde 
ou que uma dieta de pregos (perdoem-
-me os faquires!) e ácido prússico não nos 
permitirá chegar à velhice. Também não é 
aconselhável ignorar que, se dermos um 
safanão no vizinho cada vez que cruzar-
mos com ele, mais cedo ou mais tarde ha-
verá consequências muito desagradáveis. 
1. Procure no dicionário e escreva em seu caderno o significado das seguintes palavras e, em 
seguida, forme frases relacionadas com o tema estudado: Ética na comunidade. Depois, 
discuta com seus colegas o que você compreendeu.
Resposta pessoal 
Comunidade
Coletivo 
Convivência 
Sociedade
Público 
2. Leia o texto a seguir.
Comunidade e sociedade
Comunidade e sociedade são as uniões de grupos sociais mais comuns dentro da Socio-
logia. Sabemos que ninguém consegue viver sozinho e que todas as pessoas precisam umas 
das outras para viver. Essa convivência caracteriza os grupos sociais, e, dependendo do tipo de 
relações estabelecidas entre as pessoas, esses grupos poderão se distinguir.
Nas comunidades, as normas de convivência e de conduta de seus membros estão ligadas à 
tradição, religião, ao consenso e ao respeito mútuo. Na sociedade, é totalmente diferente. Não 
há o estabelecimento de relações pessoais e, na maioria das vezes, não há tamanha preocu-
pação com o outro indivíduo, fato que marca a comunidade. Por isso, é fundamental haver um 
aparato de leis e normas para regular a conduta dos indivíduos que vivem em sociedade, tendo, 
no Estado, um forte aparato burocrático, central nesse sentido. 
Disponível em: http://www.mundoeducacao.com/sociologia/comunidade-sociedade.htm. Acesso em: 21/11/2013.
Questão de ética?
38 Cidadania Moral e Ética I 6o ano
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39Manual do Educador – 6o ano
Pequenezas desse tipo são importantes. 
Podemos viver de muitos modos, mas há 
modos que não nos deixam viver. [...]
Resumindo: ao contrário de outros seres, 
animados ou inanimados; nós, homens, 
podemos inventar e escolher, em parte, 
nossa forma de vida. Podemos optar pelo 
que nos parece bom, ou seja, conveniente 
para nós, em oposição ao que nos parece 
mau, inconveniente. Como podemos in-
ventar e escolher, podemos nos enganar, 
o que não acontece com os castores, as 
abelhas e as formigas. De modo que pa-
rece prudente atentarmos bem para o que 
fazemos, procurando adquirir certo saber-
-viver que nos permita acertar. Esse saber-
-viver, ou arte de viver, se você preferir, é o 
que se chama de ética.
Disponível	em:	http://educacao.uol.com.br/disciplinas/
filosofia/etica-a-area-da-filosofia-que-estuda-o-
comportamento-humano.htm.	Adaptado.	Acessado	em:	
29/05/14.
Anotações
A partir das informações dadas pela Sociologia sobre comunidade e sociedade, pense e 
responda: o que falta na comunidade para que a sociedade seja cada vez mais harmoniosa?
Resposta pessoal
3. Quais espaços coletivos de lazer você costuma frequentar na sua comunidade ou no seu 
bairro?
Resposta pessoal
4. Nas imagens abaixo, quais são as pessoas que não estão se comportando de forma ade-
quada nos espaços coletivos? Reflita sobre as possíveis razões que as levam a ter esses 
comportamentos.
Resposta pessoal
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40 Cidadania Moral e Ética
Selecionamos	 uma	 dinâmica	 de	
grupo	 	 que	 tem	 como	 finalidade	
instigar	o	debate	sobre	a	necessida-
de	 de	 tomarmos	 atitudes	 corretas	
na	construção	da	nossa	vivência	em	
sociedade.	 Recomendamos	 que	 ela	
seja	 realizada	 em	 sala	 de	 aula,	 caso	
seja	possível,	 e	que,	posteriormente,	
sejam	 trabalhados	 temas	 como	 res-
peito,	ética	e	convivência.
Dinâmica do papel amassado
Distribua	folhas	de	papel	em	bran-
co	para	cada	aluno	e	peça	que	eles	
descrevam	a	folha	(branca,	lisa,	qua-
drada,	 etc.).	 Em	 seguida,	 peça	 que	
escrevam/	desenhem	algo	que	quei-
ram.	Depois	de	finalizados	os	textos/
desenhos,	os	alunos	devem	amassar	
a	folha	tanto	quanto	puderem	(sem	
a	rasgar).
Depois	 que	 todos	 estiverem	 com	
as	 bolinhas	 de	 papel	 na	mão,	 diga	
que	o	objetivo	é	fazer	com	que	a	fo-
lha	volte	a	ficar	como	estava	quando	
foi	entregue	a	eles	(branca,	quadra-
da,	 lisa).	Neste	momento,	os	alunos	
vão	 começar	 a	 questionar	 sobre	 o	
que	 fazer	para	que	a	 folha	volte	ao	
seu	estado	original.
É	 interessante	que,	a	partir	da	 im-
possibilidade	de	devolver	à	folha	suas	
características	 iniciais,	 faça-se	 uma	
analogia	entre	as	ações	sofridas	pela	
folha	 e	 as	 nossas	 atitudes	 no	 mo-
mento	 de	 convivência.	 Assim	 como	
a	folha,	as	pessoas	são	afetadas	pelo	
nosso	 comportamento,	 e,	 por	 isso,	
devemos	respeitar	os	outros	e	as	re-
gras	de	convivência	em	sociedade.
Disponível	em:	http://www.dihitt.com/barra/
dinamica-de-convivencia-papel-amassado-2.	
Adaptado.	Acessado	em:	29/05/2014
Sugestão de 
Abordagem
Anotações
5. Você já deve ter percebido, em momentos de lazer coletivo, situações desagradáveis como 
bullying e até mesmo preconceito. Faça um relato pessoal sobre alguma situação que você 
presenciou e desaprova em um local coletivo de lazer. Qual foi a sua postura diante dessa 
situação?
Resposta pessoal
6. Em diálogo com colegas de turma, responda às questões abaixo.
a. Que espaços, na sua comunidade, estão precisando de reforma ou de maior atenção dos 
governantes?
Resposta pessoal
b. Que ações você adotaria para melhorar o lazer dos espaços coletivos de sua comunidade?
Resposta pessoal
7. Agora, trabalhando em grupo, você e seus colegas deverão elaborar uma campanha de 
conscientização (cartazes, vídeos, panfletos, etc.) para esclarecer aos outros alunos da sua 
escola da importância do lazer nos espaços coletivos. Durante o planejamento da campa-
nha, reflitam e discutam:
a. Que atitudes desagradáveis vocês verificam comumente na escola? 
b. O que vocês podem fazer para evitar que isso continue acontecendo? 
c. Como as suas ideias podem ser reproduzidas em uma campanha de conscientização?
40 Cidadania Moral e Ética I 6o ano
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41Manual do Educador – 6o ano
Fundamentação
A relação professor-aluno
A	relação	do	professor	com	seus	alu-
nos	é	de	fundamental	importância	para	
a	educação,	pois,	de	acordo	com	a	for-
ma	de	agir	do	professor,	o	aluno	po-
derá	se	sentir	mais	receptivo,	ou	não,	à	
matéria.	A	reciprocidade,	a	simpatia	e	
o	respeito	entre	professor	e	aluno	pro-
porcionam	 um	 trabalho	 construtivo,	
em	que	 o	 educando	 é	 tratado	 como	
pessoa,	e	não	como	número.
Os	 objetivos	 da	 educação	 seriam	
mais	facilmente	alcançados	se	muitos	
dos	 problemas	 disciplinares	 fossem	
resolvidos	 com	 maior	 cautela,	 sem	
dramatização,	 onde	 um	 simples	 co-
mentário	 bem-feito	 solucionasse	 o	
problema.
Atividades variadas previnem a 
indisciplina dentro da sala de aula
A	realização	de	provas	justas	e	bem	
dosadas	 estimula	 o	 aluno	 a	 estudar	
mais	e	diminui,	ou	até	mesmo	elimi-
na,	 a	 famosa	 “cola”.	Outra	 forma	de	
melhorar	 essa	 relação	 é	 aplicando	
trabalhos	interessantes	que	desafiem	
a	capacidade	do	estudante	e	que	não	
gerem	 angústia	 nem	desânimo	 pelo	
grau	de	dificuldade.
Não é possível educar sem dia-
logarExistem	 quatro	 elementos	 funda-
mentais	para	o	ato	de	ensinar:	o	pro-
cesso,	a	matéria,	o	aluno	e	o	profes-
sor,	sendo	este	último	o	fator	decisivo	
na	aprendizagem,	 levando	em	conta	
a	influência	que	exerce	sobre	a	classe	
para	ministrar	as	aulas.
O	 professor	 tem	 de	 estar	 sempre	
aberto	 às	 novas	 experiências,	 aos	
sentimentos	e	aos	problemas	de	seus	
alunos.	É	claro	que	a	responsabilidade	
da	aprendizagem	está	ligada	ao	aluno,	
mas	deve	ser	facilitada	pelo	professor,	
levando	o	aluno	à	autorrealização.
Disponível	em:	http://educador.brasilescola.com/
etica/relacionamento-professor-x-aluno.htm.	
Adaptado.	Acessado	em:	30/05/2014.
Anotações
Para refletir
Qualquer que seja a atividade de lazer coletiva, é importante seguirmos regras 
preestabelecidas para que não ocorram conflitos. Leia algumas dessas regras e reflita 
com sua turma se você as tem praticado em seus momentos de lazer coletivo e, em 
seguida, confeccione uma cartilha de boas atitudes de lazer de forma coletiva. Sugerimos 
alguns tópicos para ajudar na realização do trabalho: 
•	Aprender	a	fazer	atividades	junto	com	os	outros.
•	Respeitar	a	vontade	dos	outros.		
•	Cuidar	de	todos	os	seres	vivos,	incluindo	pessoas,	plantas	e	animais.
•	Ser	amável	com	os	demais.	
•	Saber	respeitar	as	normas	e	se	comportar	bem	em	todo	e	qualquer	local.		
•	Sempre	 dialogar	 com	 todas	 as	 pessoas,	 aprendendo	 a	 escutar	 e	 sabendo	 o	
momento correto de falar. 
•	Ser	organizado	e	deixar	tudo	arrumado.	Jogar	o	lixo	na	lixeira	e,	se	for	possível,	
nos locais adequados para reciclagem.
•	Usar	e	cuidar	dos	espaços	públicos	de	lazer.	
Grupos de lazer 
As pessoas, em geral, fazem parte de grupos de lazer, ou seja, de grupos de pessoas que reali-
zam, juntas, atividades relacionadas ao lazer. Alguns exemplos desses grupos são: time de futebol, 
grupo de dança, banda de música, grêmio estudantil, etc.
Quando fazemos parte de tais grupos de lazer, é preciso respeitar algumas regras para que 
possa existir uma boa convivência entre todos que deles participam. As normas ou regras para 
não haver discussão na convivência, normalmente, estão registradas num contrato de convivência. 
Entretanto, mesmo que não exista esse documento, basta ter bom-senso para aprender a lidar com 
outras pessoas, inclusive quando convivemos nos momentos livres ou de lazer. Algumas regras bá-
sicas para a convivência com todas as pessoas, inclusive nos grupos de lazer, estão abaixo:
•	Sempre	peça	por favor. 
•	Diga	obrigado, com licença e desculpe sempre que necessário. 
•	Se	você	acendeu,	apague.
•	Se	você	abriu,	feche.	
•	Se	você	desarrumou,	arrume.
•	Se	você	quebrou,	conserte.	
•	Se	você	sujou,	limpe.	
•	Se	você	falou	demais,	comprove.	
•	Se	você	prometeu,	cumpra.		
•	Se	você	pediu	emprestado,	devolva.	
•	Se	você	não	sabe	como	funciona,	não	mexa.	
•	Se	você	não	sabe	fazer	melhor,	não	critique.	
•	Se	você	não	veio	ajudar,	não	atrapalhe.	
•	Se	não	é	seu,	peça	permissão.
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42 Cidadania Moral e Ética
Discuta	com	seus	alunos	o	que	con-
sideram	boas	maneiras	para	uma	boa	
convivência	em	grupo	na	sala	de	aula.	
Peça	a	eles	que	relatem	acontecimen-
tos	 ou	 situações	 em	que	os	 colegas	
ou	professores	agiram	com	boas	ma-
neiras	 e	 outros	 acontecimentos	 em	
que	 eles	 ou	 mesmo	 os	 professores	
não	 tenham	utilizado	boas	maneiras	
na	sala	de	aula.
Voce	pode	sugerir	às	 crianças	que	
listem	palavras	que	 representem	ati-
tudes	boas	e	 ruins	manifestadas	por	
colegas	e	para	professores	na	escola.
Você	 ou	 os	 alunos	 deverão	 escre-
ver	essas	palavras	em	fichas	de	papel	
cartão	ou	cartolina	e,	posteriormente,	
fazer	uma	exposição	das	mesmas	na	
lousa	 de	 forma	 que	 fiquem	 visíveis	
aos	alunos.	Para	iniciar,	sugira	alguns	
nomes,	por	exemplo,	agradecer,	per-
doar,	gostar,	proteger,	bater,	maltra-
tar,	brigar,	xingar,	prejudicar,	incomo-
dar,	entre	outras.	Em	seguida,	solicite	
aos	alunos	que	 leiam	e	 identifiquem	
se	aquela	palavra	refere-se	a	atitudes	
certas	ou	erradas	para	uma	convivên-
cia	harmoniosa.
Depois,	organize	as	palavras	em	co-
lunas	lado	a	lado	e	cada	aluno	deve-
rá	escolher	quatro	palavras,	duas	de	
cada	coluna,	e	escrever	frases	conten-
do	as	mesmas.
Se	 você	 tiver	 tempo	 hábil,	 sugira	
que	os	alunos	ilustrem	as	frases	pro-
duzidas.
Sugestão de 
Abordagem
Fundamentação
Carta Internacional de Educação 
para o Lazer
A	 sociedade	 atual	 vem	 experimen-
tando	 diversas	 sensações	 ocasionadas	
pela	velocidade	das	mudanças.	Mal	se	
consegue	assimilar	uma	transformação,	
já	 aparecem	 outras	 conduzindo	 aos	
processos	 de	 desestabilização.	 Esses	
processos	 repercutem	nas	diversas	ca-
madas	sociais,	 como	também	nos	diver-
sos	setores	da	sociedade.	É	preciso	estar	
preparado	 para	 assimilar	 tais	 alterações,	
saindo	da	uniformidade	e	da	fixidez	(Pier-
re	Lévy).
Diferentes	e	 inovadoras	exigências	são	
atribuídas	às	diversas	esferas	do	cotidia-
no,	 como	 educação,	 saúde,	 lazer	 e	 tra-
balho,	 que	 são	mercados	 em	 expansão,	
estabelecendo,	 como	 requisitos	 histó-
ricos,	modificações	 na	 lógica	 e	 na	 or-
ganização	 do	 sistema	 de	 produção	 e,	
consequentemente,	nas	relações	sociais	
e	educacionais.
Assim,	as	vivências	 lúdicas	 são	 reco-
nhecidas	 como	 fortes	 elementos,	 que	
contribuem	 para	 a	 compreensão	 do	
novo	mundo	social,	e	reais	possibilida-
des	de	intervenção	socioeducativa,	em	
função	de	as	práticas	corporais	estarem	
1. Siga o passo a passo.
a. Leia.
O esporte e o lazer da cidade e as fases da vida 
O lazer é necessário, sempre há um tempo para o futebol, para o Carnaval, para um 
bate-papo. Esse tempo de lazer existe na vida das pessoas independentemente da classe 
social. O que irão variar são as condições de vida e a forma de aproveitá-lo. Alguns com 
maior poder aquisitivo viajam, vão ao teatro, ao cinema, compram brinquedos e frequen-
tam clubes. Outros se restringem a ver televisão, participar de festas, jogar com os amigos 
ou ir ao futebol. Ainda existem diferenças de acesso ao lazer entre homens e mulheres, 
que possuem tempo disponível culturalmente desigual. Pouco tempo sobra para as mu-
lheres, pois elas executam uma jornada dupla de trabalho, ficando, o divertimento, em 
segundo plano.
FEIX, Eneida. O esporte e o lazer da cidade e as fases da vida. In: FERREIRA, Marcelo; MARCELLINO, Nelson. Brincar, jogar, viver: 
programa esporte e lazer da cidade. Volume 1. Brasília: Ministério dos Esportes, 2007. p. 37.
b. O texto apresenta o lazer como necessário e que todos precisam dele para ter uma vida 
de qualidade. Mas nem todos podem ter acesso ao lazer. O que fazer?
Resposta pessoal
c. Há alternativas para diminuir ou acabar com a desigualdade social nos ambientes que 
proporcionam lazer? Apresente ideias para seus colegas. 
Resposta pessoal 
2. Marque um x nos grupos de lazer dos quais você faz parte.
Resposta pessoal 
( ) Time de futebol
( ) Time de vôlei
( ) Grupo de esportes 
( ) Banda de música 
( ) Grupo da igreja 
( ) Grupo de dança
( ) Grupo de estudos
( ) Grupo de teatro
( ) Grêmio estudantil
( ) Outro(s). Especifique: 
Questão de ética?
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43Manual do Educador – 6o ano
inseridas	no	contexto	do	 lazer,	 espaço	
propício	para	mudanças	de	valores,	de	
condutas	e	de	atitudes.
Refletir	 sobre	a	 relação	entre	 lazer	e	
educação	não	é	tarefa	fácil,	vista	a	enor-
me	falta	de	consenso	quanto	aos	con-
ceitos	dados	pelos	autores,	 e	 também	
porque	 essa	 discussão	 requer	 adoção	
de	 postura,	 como	 relata	 Christianne	
Gomes,	 “em	face	da	gama	de	possibi-
lidades,	aspectos,	desafios	e	dificuldades	
que	tal	questão	envolve”.
A Carta Internacional de Educação 
para o Lazer e seus conteúdos
O	 teor	da	 referida	 carta	 foi	 elaborado	
e	aprovado	no	Seminário Internacional de 
Educação para o Lazer	da	World	Leisureand	Recreation	Association	—	Associação	
Mundial	de	Recreação	e	Lazer	 (WLRA)	
—,	 realizado	 em	 Jerusalém,	 Israel,	 em	
1993,	 e	 ratificado	 pelo	 conselho	 da	
WLRA	em	Jaipur,	Índia,	no	mesmo	ano.
Esse	 documento	 tem	 como	objetivo	
principal	 disseminar,	 junto	 aos	 gover-
nos,	 às	 organizações	 não	 governa-
mentais	e	às	 instituições	de	ensino,	os	
conteúdos,	 os	 significados	 e	 os	 bene-
fícios	 do	 lazer	 e	 da	 educação	 para	 e	
pelo	 lazer.	 Outro	 objetivo	 é	 preparar	
os	 agentes	 de	 educação,	 incluindo	 as	
escolas,	a	comunidade	e	as	instituições	
envolvidas	na	 capacitação	de	 recursos	
humanos,	sobre	os	princípios	nos	quais	
poderão	se	desenvolver	políticas	e	es-
tratégias	de	educação	para	o	lazer.
Disponível	em:	http://www.revistas.ufg.br/index.php/
fef/%20article/%20view/128/1489.	Adaptado.	Acessado	
em:	30/05/2014.
Anotações
3. Observe as imagens e responda:
D P
E O
S R
C O M • L I C E N Ç A
U F
L A
P V
E O B R I G A D O
R
Resposta pessoal
Como a solidão (isolamento, afastamento das pessoas) pode ser prejudicial para a nossa 
educação?
O isolamento impossibilita a aprendizagem advinda do convívio social.
4. Complete a cruzadinha abaixo escrevendo as palavras que você sempre deve dizer e, em 
seguida, explique a importância dos grupos de lazer para o seu cotidiano. Quais são as in-
fluências positivas que esses grupos proporcionam a você?
C
on
ce
pt
 P
ho
to
/S
hu
tte
rs
to
ck
.c
om
P
rix
el
 C
re
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iv
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S
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to
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om
I. II.
III.
IV.
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44 Cidadania Moral e Ética
Fundamentação
Questões pertinentes ao universo 
do lazer
Vários	aspectos	são	relevantes	na	vida	
do	 ser	 humano,	 inclusive	 as	 atividades	
vivenciadas	durante	o	lazer,	que	também	
fazem	parte	da	vida	diária	das	pessoas.	
A	tomada	de	consciência	da	importância	
do	lazer	no	contexto	de	nossa	sociedade	
essencialmente	 industrial	 e	 burocrática	
é,	constantemente,	caracterizada	e	ana-
lisada	por	diversos	estudiosos	da	área.
O	lazer	é	visto	como	algo	integrante	
da	vida	social	do	indivíduo.	Ao	ser	idea-
lizado	 como	 caminho	 que	 leva	 o	 ser	
humano	 ao	 desenvolvimento	 pessoal,	
social	e	econômico,	como	elemento	im-
prescindível	na	aquisição	de	uma	qua-
lidade	de	vida	melhor,	também	passa	a	
ser	denominado	como	um	produto	cul-
tural	e	industrial,	gerador	de	empregos,	
bens	e	serviços,	não	podendo	ser	com-
preendido	 separadamente	 de	 outras	
metas	da	vida.
Segundo	 o	Ministério	 da	 Educação	 e	
Cultura,	 o	 governo,	 mediante	 a	 dificul-
dade	 em	 desenvolver	 políticas	 efetivas	
nesses	campos,	firma	suas	convicções	no	
campo	 do	 lazer	 e	 do	 desenvolvimento	
social	e	aponta-os	como	uma	das	solu-
ções	para	o	déficit	social	ao	valorizar	os	
serviços	prestados	pelas	ONGs	e	conce-
bê-las	como	estimuladoras	de	ações	na	
área	 social	 e	 geradoras	 de	 empregos.	
Essas	 organizações	 se	 autodefinem	 al-
ternativas	de	trabalho	para	os	indivíduos	
excluídos	do	mercado	formal	de	trabalho.
A	preocupação	centra-se	nas	questões	
relativas	à	formação	de	profissionais	na	
área	do	lazer	e	desenvolvimento	social,	
com	 a	 finalidade	 de	 atuação	 junto	 às	
comunidades	desprovidas	de	condições	
básicas.	 Por	meio	 de	 elaboração	 e	 de-
senvolvimento	de	projetos,	esses	profis-
sionais	atuam	diretamente	como	media-
dores	de	informações	e	conhecimentos	
acerca	 da	 melhor	 forma	 de	 aproveita-
mento	do	tempo	livre	e	na	disseminação	
de	posturas	críticas	quanto	às	condições	
sociais	atuais	vigentes.
Ao	 se	 deparar	 com	 as	 profundas	
transformações	 sociais	 e	 econômicas,	
que	 produzem	 mudanças	 significativas	
no	padrão	e	na	quantidade	de	tempo	li-
vre	disponível	para	o	indivíduo	durante	o	
transcorrer	da	vida,	faz-se	necessário	im-
plantar	políticas	de	 lazer	capazes	de	su-
prir	a	demanda	de	bens	e	serviços.
Essa	problemática	reflete-se	efetivamen-
te	nos	diversos	segmentos	da	sociedade,	
causando	 transtornos	 tanto	 no	 aspecto	
pessoal	 como	 social.	 Esses	 contratempos	
se	relacionam	a	diversas	questões,	princi-
palmente	o	aumento	do	tempo	livre,	em	
virtude	da	crescente	alta	do	desempre-
go,	ou	pelo	excesso	de	horas	livres,	re-
lacionado	aos	processos	de	automação.
Nesse	 sentido,	 de	 que	 adianta	 ter	
mais	 tempo	 disponível	 se	 as	 pessoas	
ainda	não	concebem	a	importância	da	
vivência	plena	do	lazer?	
Disponível	em:	http://www.revistas.ufg.br/index.php/
fef/%20article/%20view/128/1489.	Adaptado.	Acessado	
em:	30/05/2014.
5. Em grupo, discuta as questões a seguir e, depois, responda ao que se pede.
a. Em casa, com as pessoas do seu grupo familiar, que atitudes favorecem o respeito?
Resposta pessoal
b. Em um local público, como uma praça ou uma sala de cinema, que atitudes favorecem a 
harmonia? 
Resposta pessoal
c. Na escola, com as pessoas que fazem parte dela, que atitudes contribuem para a sua 
aprendizagem?
Resposta pessoal
d. Com o seu grupo de amigos, que atitudes favorecem a segurança e a alegria?
Resposta pessoal
6. Vamos trabalhar o trecho da música e suas relações com o cotidiano?
Comida
Titãs 
Composição: Arnaldo Antunes/Marcelo Fromer/Sérgio Britto
Bebida é água! 
Comida é pasto! 
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comida, 
a gente quer comida,
diversão e arte.
[...]
Disponível em: https://www.letras.mus.br/titas/91453. Acesso em: 21/01/2016
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a. Qual é a mensagem que a música transmite?
Segundo a canção, apenas as necessidades físicas básicas, representadas pelo termo 
comida, não são suficientes para uma vida digna. A arte e a diversão também constituem
necessidades fundamentais.
b. Quais são as semelhanças entre a letra da música e o tema estudado?
A música corrobora a ideia de que o lazer, além de ser um direito, é uma necessidade 
do homem.
7. Em um mural, construa uma história em quadrinhos sobre a seguinte regra de convivência:
8. Descubra a mensagem escondida em cada item a seguir. 
a. IJSHNSEAPOSVOCÊPAMEJDESARRUMOU,QIEURYARRUME.AOAKUI
Se você desarrumou, arrume.
b. JSIHSEAPPOQKVOCÊMAJSQUEBROU,QEUAJCONSERTE.PLQOIK
Se você quebrou, conserte.
c. JANQUSEQOAIJVOCÊAMKSJUSUJOU,OQKAIELIMPE.MAJSU
Se você sujou, limpe. 
d. ASJUSEAMSJUVOCÊAIQEHFALOUAMSJSUDEMAIS,MAKSJCOMPROVE.MAKSIO
Se você falou demais, comprove. 
e. AOKQIESEAMJUVOCÊAMSJUPROMETEU,QOEIKCUMPRA.GFBDFI
Se você prometeu, cumpra.
Se você pediu emprestado, devolva.
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46 Cidadania Moral e Ética
Leve	 uma	 reflexão	 para	 a	 sala	 de	
aula	sobre	o	Estatuto	da	Criança	e	do	
Adolescente,	 com	 atividades	 lúdicas	
e	prazerosas	permeadas	em	oficinas,	
reflexões,	 dinâmicas	 e	 brincadeiras	
focando	nos	direitos	e	nos	deveres	da	
criança.
Sugestão de 
Abordagem
Desenvolva	 um	 debate	 amplo,	 se	
possível,	 com	 a	 comunidade	 escolar	
e	 com	a	 família	 sobre	os	direitos	da	
criança	e	do	adolescente.	O	 texto O 
direito das crianças ao lazer e a crescer 
sem carências	 pode	 puxar	 o	 debate	
para	a	reflexão.	
Sugestão de 
Abordagem
O	Estatuto	da	Criança	e	do	Adoles-
cente	 foi	 especialmente	 criado	 para	
revelar	 os	 direitos	 e	 os	 deveres	 das	
crianças	e	dos	adolescentes.	Também	
há	neste	estatuto	os	direitos	e	deveres	
dos	adultos,	dispõe	sobre	a	proteção	
integral	das	crianças	e	dos	adolescen-
tes.	O	art.	3o	do	ECA	assegura-lhes	a	
proteção	 integral,	 que	 se	 traduz	 em	
todas	as	oportunidades	e	 facilidades	
“a	 fim	de	 lhes	 facultar	o	desenvolvi-
mento	físico,	mental,	moral	espiritual	
e	social,	em	condições	de	liberdade	e	
de	dignidade”,	garantindo	que	todas	
as	crianças	e	adolescentes,	 indepen-
dentemente	 de	 cor,	 etnia	 ouclasse	
social,	 sejam	 tratados	 como	pessoas	
que	precisam	de	atenção,	proteção	e	
cuidados	especiais	para	se	desenvol-
verem	e	serem	adultos	saudáveis.	
O	documento	estabelece	que	é	de-
ver	do	Estado,	da	família	e	da	socie-
dade	garantir	o	direito	de	crianças	e	
adolescentes	 à	 liberdade,	 à	 dignida-
de,	à	convivência	familiar	e	comunitá-
ria,	à	saúde,	à	educação,	à	cultura,	ao	
esporte,	ao	lazer,	à	profissionalização	
e	 à	proteção	do	 trabalho.	Além	dis-
so,	prevê	a	proteção	contra	qualquer	
forma	 de	 exploração,	 discriminação,	
violência	e	opressão.	
Diálogo com o 
professor 
Anotações
Para refletir
O direito das crianças ao lazer e a crescer sem carências
Um estudo mostra que as crianças brincam menos e já não sonham em ser astronautas, 
e sim ricas e famosas
Coincidindo com o Dia Internacional dos Direitos da Infância, foram apresentados 
diversos trabalhos que mostram as mudanças, nem sempre para melhor, que afetam a vida 
das	crianças.	Um	deles,	realizado	pelo	Instituto	Tecnológico	do	Produto	Infantil	e	do	Lazer,	
compara o que sonham e brincam as crianças de hoje em relação às dos anos 1990. E o 
que se descobriu é que as crianças têm agora menos lazer e estão mais sobrecarregadas 
por deveres e atividades extracurriculares do que as de 25 anos atrás. Não é o primeiro 
estudo que alerta sobre o estresse infantil e a falta de tempo para brincar, o que tem 
consequências importantes em sua formação. A brincadeira é um elemento indispensável 
para uma infância feliz e um importante instrumento de socialização.
As crianças de hoje não só dedicam menos tempo para brincar como também, quando 
brincam, a maioria não o faz com outras crianças, no parque, na rua ou na praça, mas em 
casa e, muitas vezes, sozinha. E já não brincam tanto com brinquedos, mas com aparelhos 
eletrônicos, entre os quais predomina o jogo individual com a máquina. É verdade que 
esses jogos potencializam as habilidades motoras e a rapidez de raciocínio, mas não 
deixa de ser uma forma de brincar solitária, o que não contribui para o amadurecimento 
da personalidade. Quando uma criança brinca com outras crianças, ela entra em contato 
com a realidade e tem de enfrentar situações difíceis, como uma disputa ou um conflito 
com outra criança, às vezes gratificantes, como fazer um novo amigo. Tudo isso a obriga a 
interagir com as demais e lhe oferece a possibilidade de experimentar situações que são 
uma excelente aprendizagem.
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46 Cidadania Moral e Ética I 6o ano
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47Manual do Educador – 6o ano
Uma	criança	que	brinca	sozinha	em	casa	só	pode	aspirar	a	bater	papo	com	os	amigos	
na rede. Não é pouco. Mas não é suficiente. Esse tipo de relação a distância pode fazer 
vibrar e sofrer tanto quanto as presenciais, mas também permite escapar das situações 
indesejadas com um simples clique e desenvolver condutas de evasão que não ajudam a 
amadurecer. Talvez por falta de relações reais e tangíveis, as crianças de hoje tendam a 
ter mais fantasias. E entre essas fantasias está a de o que querem ser quando crescerem, 
algo em que também se observam mudanças. Se, há 25 anos, queriam ser professores ou 
astronautas, agora querem ser ricos e famosos. Seus modelos são os atletas profissionais, 
cantores e famosos que aparecem na televisão como grandes exemplos de sucesso. São 
sonhos destinados a se chocar com a realidade, porque não pode haver tantos Messis 
nem tantos Ronaldos quanto a quantidade de crianças que sonham em sê-lo.
As	Nações	Unidas	nos	lembram	que	as	crianças	têm	direito	a	uma	infância	gratificante	
e saudável. Isso inclui poder brincar e se divertir, mas também ter uma condição de 
vida que atenda às necessidades básicas.
Disponível em: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/11/20/opinion/1448049716_380837.html. 
Acesso em: 26/07/2016.
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48 Cidadania Moral e Ética
Sugestão de leitura ////
Valores: respeito e convivência
Autor:	Gabriel	Chalita
Os	 temas	 deste	 volume	—	 como	 o	
respeito	por	si	mesmo	e	pelo	outro,	os	
direitos	e	deveres	de	cada	cidadão,	as	
regras	e	leis	da	sociedade	—	possibili-
tam	discussões	 relevantes	 na	 vida	dos	
adolescentes,	 que	 estão	 começando	 a	
entender	o	mundo	e	a	se	colocar	dian-
te	dele	de	modo	crítico,	participando	e	
construindo	sua	identidade.
Valores: cooperação e igualdade
Autor:	Gabriel	Chalita
Respeitar	 as	 pessoas	 em	 qualquer	
idade	 —	 da	 criança	 ao	 idoso	 —	 é	 o	
princípio	básico	de	qualquer	sociedade	
digna	 em	 que	 há	 justiça,	 cooperação	
e	 igualdade,	sem	nenhuma	espécie	de	
discriminação.	Neste	volume,	são	abor-
dadas,	principalmente,	as	questões	 re-
lativas	aos	idosos.
O	 livro	 também	 trata	 do	 equilíbrio	
entre	a	 razão	e	a	emoção	e	da	valori-
zação	da	solidariedade	e	da	igualdade,	
ressaltando	o	respeito	aos	diversos	gru-
pos	sociais	cujas	origens	e	tipos	de	vida	
são	diferentes	dos	nossos.
Valores: solidariedade e gratidão
Autor:	Gabriel	Chalita
Este	volume	tem	como	objetivo	pro-
por	reflexões	sobre	a	solidariedade	e	a	
gratidão,	 valores	 fundamentais	 à	 con-
vivência	 e	 à	 formação	 de	 indivíduos	
conscientes	de	seu	papel	na	família,	na	
escola	 e	 na	 sociedade.	 Pela	 leitura	 de	
textos	informativos	e	ficcionais,	o	cida-
dão	 em	 formação	 entrará	 em	 contato	
com	alguns	problemas	atuais	e	poderá	
refletir	sobre	soluções	simples	e	possí-
veis	 para	 uma	 convivência	 saudável	 e	
solidária,	pautada	na	compreensão,	na	
vontade,	 na	 iniciativa	 e	 na	 tolerância,	
matérias-primas	essenciais	na	constru-
ção	 de	 um	 mundo	 mais	 digno,	 justo,	
pacífico	e	saudável.
Mais respeito!
Autor:	William	Sanches
Neste	livro,	William	Sanches	relata	suas	
experiências	 como	educador	discutindo	
a	questão	da	violência	e	do	respeito	na	
sala	 de	 aula.	 O	 autor	 aponta	 caminhos	
para	se	estabelecer	uma	relação	harmô-
nica	entre	alunos	e	professores	para	que	
o	 resultado	 do	 trabalho	 educacional	
nas	escolas	seja	mais	produtivo	e	que	
ambos	ganhem	em	aprendizagem.
Questões para reflexão?
1. Para você, o que é brincar? 
2. Como é sua forma de lazer e de seus amigos?
3. Ao longo do tempo, houve mudanças no modo de praticar o lazer tanto entre amigos 
como em família?
4. Como era a forma de lazer no tempo dos seus pais e como é a sua atualmente? 
5. Você acha que as antigas formas de lazer são semelhantes às de hoje em dia? 
6. Qual é a sua opinião sobre o texto e sua relação com o tema do capítulo?
Regras para conviver em grupos 
Para garantir a convivência em grupo, foram criadas algumas regras. No cinema, no teatro, 
nos estádios, nas quadras e nas praças públicas são determinados alguns comportamentos 
adequados a cada ambiente. Por exemplo: 
•	 Quando você vai ao cinema, o silêncio é um aspecto importante a ser respeitado. Caso 
você converse, cante, fique de pé ou use o telefone celular, irá atrapalhar o outro que quer 
assistir ao filme. 
•	 No momento em que você frequenta uma praça pública e joga lixo no chão, quebra um 
brinquedo ou brinca em brinquedos que não são adequados para a sua idade, você está 
desrespeitando o direito da outra pessoa. 
•	 A piscina e a praia oferecem momentos de lazer para toda a família, porém algumas re-
gras precisam ser respeitadas: evitar brincadeiras perigosas, evitar comer e beber dentro 
da água e usar roupas de banho adequadas são algumas delas. Você tem respeitado as 
regras no ambiente de lazer coletivo?
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49Manual do Educador – 6o ano
1. Forme dupla com um colega e elabore, com seu professor, tópicos de regras de convivência 
para sua sala de aula. Em seguida, façam um cartaz e exponham a produção.
2. A fotografia abaixo foi tirada no estádio do Barcelona, considerado um dos melhores times 
de futebol do mundo. O Barcelona é conhecido mundialmente, entre outros fatores, pela 
qualidade técnica dos jogadores e pela grandiosa torcida.
Questão de ética?
Agora, escreva três regras de como se comportar:
a. como um atleta do Barcelona durante um jogo.
Resposta pessoal
b. como um torcedor do time que vai ao estádio assistir a uma partida.
Resposta pessoal
3. Leia o texto a seguir e responda ao que se pede.
Como se comportar no cinema, no teatro ou nos espetáculos em geral
•	 Seja pontual. Nada de chegar atrasado, pois isso implicará importunar os outros para 
chegar ao seu lugar. 
•	 Nada de papinho com o vizinho. Se você foi, é para prestar atenção e respeitar o espetá-
culo com silêncio.
•	 Não saia no meio da sessão para nada, a não ser em caso de vida ou morte. Intervalos, se 
tiver, foram feitos justamente para sair sem atrapalhar ninguém. 
•	 Balas, pipocas, chocolates e outros pacotes devem ser consumidos na maior discrição, 
sem barulhinhos excessivos. 
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50 Cidadania Moral e Ética
Fundamentação
Educação e lazer: possíveis
relações?
Segundo	 Nelson	 Carvalho	 Marcelli-
no,	 a	 educação	para	o	 lazer	pode	 ser	
compreendida	também	como	uma	fer-
ramenta	 de	 defesa	 contra	 a	 homoge-
neização	e	internacionalização	dos	con-
teúdos	veiculados	pelos	diversos	meios	
de	comunicação	de	massa,	diminuindo	
seus	 efeitos	 por	meio	 da	 ampliação	 e	
do	desenvolvimento	do	espírito	crítico.
A	 ação	 conscientizadora	 da	 prática	
educativa,	ao	assimilar	a	ideia	e	forne-
cer	 meios	 para	 que	 os	 indivíduos	 vi-
venciem	um	lazer	criativo	e	gratifican-
te,	 torna	 possível	 o	 desenvolvimento	
de	 atividades	 até	 com	um	mínimo	de	
recursos,	ou	contribui	para	que	os	 re-
cursos	necessários	sejam	reivindicados,	
pelos	grupos	interessados,	junto	ao	Po-
der	Público.
A	 educação	 para	 o	 lazer	 deve	 ser	
adaptada	às	necessidades	locais,	levan-
do	 em	 consideração	 os	 diferentes	 sis-
temas	 sociais,	 culturais	 e	 econômicos,	
assim	 como	 deve	 ser	 um	 processo	 de	
aprendizado	contínuo,	que	incorpora	o	
desenvolvimento	 de	 atitudes,	 valores,	
conhecimentos	e	aptidões.	Isso	permite	
ao	 sujeito	 novos	 horizontes,	 possibili-
tando	a	melhoria	na	qualidade	de	vida,	
com	condições	objetivas	e	progressivas,	
dando	acesso	a	todos	às	riquezas	social-
mente	 produzidas,	 historicamente	 acu-
muladas	e	que	representam	alternativas	
de	construção	da	cultura	humanizada.
A	 viabilidade	 de	 uma	 intervenção	
pedagógica	 efetiva,	 segundo	 Silva	 e	
Schwartz,	deve-se	pautar	em	princípios	
éticos,	como	responsabilidade,	no	que	
se	refere	aos	compromissos	assumidos;	
respeito,	ao	valorizar	a	cultura	e	os	cos-
tumes;	e	formação	permanente,	quan-
do	se	menciona	a	aquisição	de	conhe-
cimentos	sobre	a	realidade	social.
Ao	compreender	o	lazer	como	veícu-
lo	de	educação,	é	necessário	considerar	
suas	potencialidades	para	o	desenvolvi-
mento	pessoal	e	social	dos	 indivíduos.	
As	atividades	de	lazer,	tendo	cumprido	
seus	objetivos,	como	o	relaxamento,	o	
prazer	propiciado	pela	prática	ou	pela	
contemplação	e	a	compreensão	da	rea-
lidade,	 favorecem	 o	 desenvolvimento	
social	pelo	reconhecimento	das	respon-
sabilidades	sociais	a	partir	do	incentivo	
ao	 autoaperfeiçoamento	 e	 ampliação	
dos	sentimentos	de	solidariedade.
Disponível	em:	http://www.revistas.ufg.br/index.php/
fef/%20article/%20view/128/1489.Adaptado.	Acessado	
em:	30/05/2014.
Anotações
Respeito – Desrespeito 
– Bom-senso – Atitude – 
Relaxamento – Regra
Não toque em nada; não passe 
na frente de outras pessoas que 
estão apreciando obras expos-
tas; tenha comportamento sere-
no, sem comentários ou risos al-
tos. 
5. Encontre as palavras do quadro abaixo no caça-palavras.
Após encontrar as palavras, co-
mente: “Cada ambiente social possui 
sua identidade e suas regras práticas”.
Por que devemos aprender a im-
portância dessa lição?
R E L A X A M E N T O G
N V B G S H D U J R E A
M R E G R A S D G F V T
O E A J K N H D B F G I
O S A B O M S E N S O T
L P B G J C N V H D T U
O E P A N S H D B F J D
P I C B N D H F V T E E
P T A N C H D B C J K R
L O N H C B X V F D T W
D E S R E S P E I T O G
-
•	 Celular só desligado ou no modo silencioso.
•	 A maneira correta de aplaudir é deixar uma das mãos parada, firme e forte, enquanto os 
dedos da outra são batidos na palma dela. 
•	 Se é a sua primeira ida a algum espetáculo desconhecido, como uma ópera, preste aten-
ção nos outros e só bata palmas quando todos o fizerem. Um aplauso fora de hora é muito 
inconveniente.
Adaptado de: http://dudesmodernos.com/2007/11/20/como-se-comportar-no-cinema-teatro-ou-espetaculos-em-geral/.
a. Circule, no texto acima, as regras que você costuma respeitar. Resposta pessoal 
b. Discuta com seus colegas outras regras para se comportar nesses lugares.
4. Observe a cena abaixo e escreva as regras que as pessoas estão desrespeitando. 
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51Manual do Educador – 6o ano
Para refletir
Conta comigo
Adaptado de um conto de Stephen King, em Conta comigo, 
conhecemos quatro amigos tipicamente adolescentes que aproveitam 
como podem o final das férias escolares durante a década de 1960. O 
grupo é formado pelo rebelde Chris, o introspectivo Gordie, o explosivo 
Teddy e o nerd Vern. Tudo vai dentro da normalidade, até que Vern 
descobre que um garoto da vizinhança morreu atropelado por um trem 
e que ninguém sabe exatamente o local onde o corpo está. Como uma 
aventura, os quatro amigos deixam suas casas para passar o fim de 
semana na floresta movidos pela ideia de ver um homem morto.
O filme nos conduz quase como um quinto integrante do grupo, que passamos a 
conhecer cada vez mais durante o percurso. Com o desenrolar da trama, vamos perceber 
que a vida não tem sido fácil para nenhum deles, que se apegam como podem aos 
momentos finais de uma infância que parece não os querer mais, ao mesmo tempo em que 
começam a perceber a chegada de um mundo adulto bastante temido. Em Conta comigo 
(que, voltando a lembrar, possui uma história voltada para o drama), existe o medo de algo 
inevitável e do qual não se pode fugir: crescer e aceitar a vida como ela é.
Os garotos percebem isso empiricamente e, mesmo que tentem se mostrar fortes, são, 
na realidade, fracos e não sabem como lidar com tais acontecimentos. O filme possui 
momentos que exemplificam isso através de cada um dos personagens e seus temores 
interiores. Chris é o jovem rebelde da trama, mas que, durante uma conversa noturna com 
seu amigo Gordie, retira todas as máscaras e chora compulsivamente de raiva dos adultos 
e de como é fraco diante de um. O mesmo Gordie vive com o peso da morte do irmão, 
que, para a família, era o filho preferido.
Afirmar que o medo mostrado pelos personagens de Conta comigo seja o principal pilar 
de sustentação da obra seria completamente falso. Trata-se apenas de um dos elementos 
da trama, mas que, por ser apresentado dentro de uma forma poética, quase lúdica, 
acaba passando despercebido, diluindo-se dentro da narrativa. Principalmente porque o 
filme trabalha de forma magistral elementos nobres como a própria perda da inocência, 
o valor da amizade e a importância dos momentos que marcam as pessoas. [...]
Disponível em: http://bocadoinferno.com.br/criticas/2015/07/conta-comigo-1986/. 
Acesso em: 26/072016
51Cidadania Moral e Ética I 6o ano
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52 Cidadania Moral e Ética
Dinâmica de grupo – respeito 
aos valores pessoais
Objetivo
Propiciar	 a	 descontração	 e	 a	 inte-
gração	entre	as	pessoas,	além	da	aná-
lise	da	importância	da	relação	entre	a	
vitória	e	a	derrota	dentro	do	grupo.
Material
Uma	bexiga	 e	um	pedaço	de	bar-
bante	para	cada	participante.
Desenvolvimento
É	 preciso	 que	 seja	 entregue,	 para	
cada	 participante,	 uma	bexiga	 e	 um	
pedaço	 de	 barbante.	 Em	 seguida,	
peça	para	que	cada	um	encha	a	sua	
bexiga,	amarre	no	barbante	e	depois	
amarre	o	barbante	no	próprio	torno-
zelo.	Quando	todos	tiverem	executa-
do	o	que	foi	pedido,	o	facilitador	soli-
cita	que	todos	se	encaminhem	para	o	
centro	da	sala	e	diz:	“Aquele	que	me	
apresentar	a	bexiga	cheia	ganha	um	
bom	prêmio”.	Normalmente,	ao	ouvir	
a	ordem,	todos	saem	tentando	estou-
rar	 a	 bexiga	 um	do	outro,	 ao	 passo	
que	 bastaria	 que	 todos	 apresentas-
sem	suas	bexigas	para	que	todos	ga-
nhassem	o	prêmio.
Questões para discussão:
•	Recolocar	 a	 ordem	 dada	 e	 ques-
tionar	 se,	 em	algum	momento,	 foi	
colocado	que	somente	um	deveria	
apresentar	a	bexiga	cheia.
•	Dentro	de	um	grupo,	o	que	é	mais	
importante:	 a	 competição	 ou	 a	
cooperação?	
•	Como	alcançamos	a	cooperação?	
•	Qual	a	 importância	da	vitória	e	da	
derrota	dentro	do	grupo?
•	Quais	as	possíveis	implicações	des-
se	tipo	de	atitude	para	o	indivíduo	
e	para	o	grupo?
•	Como	podemos	minimizar	a	 com-
petição	natural?
Sugestão de 
Abordagem
Anotações
Questões para reflexão?
1. Qual é a mensagem que o filme passa sobre a amizade?
2. Você já teve algum momento de querer fazer parte de um grupo de amigos para 
realizar aventuras? Por quê? Quais aventuras seriam?
3. Percebemos que, ao longo do filme, as crianças tiveram que não só cumprir regras, 
mas também reinventá-las conforme as circunstâncias da aventura. O que acha 
dessas mudanças?
4. Qual é a sua opinião sobre o texto e sua relação com o tema Regras para 
se conviver em grupos?
Lazer e segurança
Os momentos de lazer ficam sempre em nossa me-
mória por se tratar de momentos em que estamos felizes 
e, geralmente, acompanhados pelas pessoas de quem 
gostamos. 
O lazer diz respeito ao tempo que sobra do horário 
de trabalho, estudo e/ou do cumprimento de obrigações 
aproveitável para o exercício de atividades prazerosas. 
A segurança é o estado, a qualidade ou a condição 
de quem ou do que está livre de perigos, incertezas, as-
segurado de danos e riscos eventuais; situação em que 
nada há a temer. 
Todas as formas de lazer, portanto, têm normas que 
as regulam para que as pessoas que as praticam pos-
sam executá-las com segurança e garantia de que nada 
lhes acontecerá. 
Mesmo assim, muitas crianças se acidentam em seus 
momentos de lazer por falta de segurança. Cerca de 
90% desses acidentes com crianças poderiam ser evi-
tados com medidas preventivas bastante simples. Algu-
mas dessas medidas são: 
•	Ações	educativas.	
•	Modificações	no	meio	ambiente.	
•	Modificações	de	engenharia.	
•	Criação	e	cumprimento	de	legislação	e	regulamen-
tação específicas.
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53Manual do Educador – 6o ano
1. Muitas crianças se acidentam ao longo do ano por falta de segurança. Discuta com sua tur-
ma e, depois, escreva, pelo menos, um exemplo de ação preventiva de cada item.
a. Ações educativas. Sugestão de resposta
Ensinar a criança a brincar no brinquedo de modo seguro.
b. Modificações no meio ambiente.
Ensinar a criança a perceber que, quando chove, o piso fica mais escorregadio.
c. Modificações de engenharia.
Construir espaços com mais segurança.
d. Criação e cumprimento de legislação e regulamentação específicas.
Estabelecer legislação, regulamentação e fiscalização em relação aos espaços de lazer.
a. a t r e o n p e t l A m o
Atropelamento
c. E n t g a o s g n a e m
Engasgamento
e. I n t a c o x ã i ç o
Intoxicação
g. v o t a n m e n e e n E n
Envenenamento
b. a f o t o g A m e n
Afogamento
d. S u ç o ã f o c a
Sufocação
f. Q u d e a
Queda
h. Q u e a i m d r u a
Queimadura
2. Desembaralhe as letras, escreva a palavra correspondente ao acidente que pode ocorrer 
num momento de lazer e apresente atitudes que podem prevenir cada exemplo.
Questão de ética?
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54 Cidadania Moral e Ética
Fundamentação
Educação para o lazer e escola: 
desvelando possibilidades
A	escola	é	evidenciada	como	um	dos	
pilares	básicos	na	sociedade	para	a	for-
mação	moral,	 cívica	 e	 ética	 dos	 indiví-
duos	e	também	da	própria	comunidade	
na	 qual	 se	 encontra	 inserida.	 Essa	 res-
ponsabilidade	da	escola	é	 inegável	e	a	
torna	 uma	 instituição	 fundamental	 na	
estruturação	dos	valores	e	mudanças	de	
atitudes	em	frente	à	vida	em	sociedade.
A	educação	para	o	lazer	tende	a	en-
volver	 várias	 organizações	 educativas,	
e	 as	 instituições	 de	 educação	 formal	
deverão	se	comprometer	a	exercer	um	
papel	ativo	diante	dessa	questão.	Faz-
-se	necessário	o	compartilhamento	das	
obrigações	entre	comunidades	e	esco-
las,	no	sentido	de	educar	os	jovens	para	
a	realidade.
As	 diferentes	 disciplinas	 escolares,	
devem	buscar	a	 reflexão	 sobre	a	edu-
cação	para	o	lazer.	No	entanto,	a	atual	
prática	 escolar	 nos	 remete	 a	 perceber	
que	somente	a	Educação	Física	e	a	Edu-
cação	Artística	têm	uma	maior	relação	
com	 o	 lazer,	 transmitindo	 práticas	 a	
serem	 vivenciadas	 com	maior	 engaja-
mento	corporal.
As	abordagens	de	ensino	e	aprendiza-
gem	da	educação	para	o	lazer	nas	esco-
las	devem	ocorrer	individualmente	e	em	
grupos,	dentro	ou	fora	do	ambiente	es-
colar,	proporcionando	que	o	educando	
seja	mais	estimulado	do	que	instruído.
Tal	 processo	 só	 tem	 sentido	 à	medi-
da	que	procura	 satisfizer	 as	 necessida-
des	 individuais	 e	 sociais.	 A	 escola,	 ao	
desconsiderar	 fatores	que	 também	de-
sempenham	 um	 papel	 importante	 na	
formação	do	aluno,	ignorando	todos	os	
processos	educativos	que	atualmente	se	
produzem	à	margem	dela,	torna-se	en-
fraquecida,	 limitando-se	 a	 ensinar	 para	
o	momento	e	a	não	dar	bases	para	um	
reajuste	permanente	de	conhecimentos	
e	capacidades	exigido	numa	sociedade	
que	evolui	de	maneira	acelerada.
Para	 gerar	 continuamente	 novas	
competências	diante	de	uma	realidade	
cada	vez	mais	dinâmica,	faz-se	necessá-
rio	investir	na	formação	e	capacitação	de	
agentes	 comunitários,	 compromissados	
com	a	disseminação	de	valores	e	conteú-
dos	do	lazer	junto	às	comunidades,	como	
também	 cobrar	 dos	 profissionais	 do	 la-
zer	atualizações	dos	conhecimentos	para	
atender	às	novas	necessidades.	A	impor-
tância	 da	 formação	 científica	 encontra-
-se	aí	explicitada,	auxiliando	na	contínua	
aquisição	desse	conhecimento.
Torna-se	premente	elevar	as	discussões	
relacionadas	 à	 educação	 para	 o	 lazer	
em	todos	os	cenários	e	foros	apropria-
dos,	 assim	 como	 apoiar	 a	 implemen-
tação	 de	 estratégias	 e	 programas	 de	
educação	para	o	lazer.	Ao	unir	esforços	
para	introduzir	estratégias	de	educação	
para	o	lazer,	os	benefícios	deste	ficarão	
acessíveis	a	todos.
Disponível	em:	http://www.revistas.ufg.br/index.php/
fef/%20article/%20view/128/1489.	Adaptado.	Acessado	
em:	02/06/2014.
3. Você conhece algum lazer que seja perigoso e que pode povocar acidentes? Sobre isso, 
escreva, em seu caderno, duas formas de lazer que podem provocar acidentes e explique 
como podem ocorrer.
Resposta pessoal
4. Observe a cena a seguir e escreva, pelo menos, três acidentes que podem acontecer.
Resposta pessoal
5. Você conhece alguém que se acidentou durante um momento de lazer? Se sim, converse 
com essa pessoa para saber como foi e compartilhe a experiência com sua turma. 
Resposta pessoal
6. Esporte, recreação e lazer são coisasdiferentes que, por vezes, são confundidas. Leia as 
dicas a seguir e escreva, no local indicado, A, se corresponde a um cuidado antes do jogo 
ou da recreação; ou D, se durante. 
a. ( A ) Observar os níveis de dificuldade de cada esporte para saber se são compatíveis 
com a idade e o tamanho da criança. 
b. ( A ) Para andar de bicicleta, patins ou skate, a criança deverá sempre utilizar roupas 
adequadas e proteção apropriada (capacete, joelheiras e cotoveleiras), além de 
praticar em locais seguros.
c. ( A ) Evitar que crianças machucadas realizem atividades que possam vir a lesioná-las 
ainda mais. 
d. ( A ) Fazer um exame médico completo. 
e. ( A ) Checar se a pessoa que treina a criança poderá prestar um serviço de primeiros 
socorros em caso de acidente. 
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55Manual do Educador – 6o ano
f. ( D ) A criança deverá ser supervisionada por um adulto. 
g. ( D ) Garantir que a criança beba bastante líquido para evitar a desidratação.
h. ( A ) Os responsáveis pelas crianças (pais, tios, treinadores, etc.) devem dar o exemplo 
e praticar apenas atividades seguras. 
i. ( A ) Sempre deixar o telefone de contato, o endereço e as informações médicas com 
o adulto responsável pelas crianças para o caso de ocorrer algum acidente. 
7. Em um cartaz, desenvolva uma história em quadrinhos sobre um momento de lazer sendo 
realizado de forma segura. 
Resposta pessoal
8. Observe a imagem, pense sobre o questionamento feito e exponha seu argumento de modo 
crítico e organizado.
Em que medida o brincar ajuda no desenvolvimento da criança?
Resposta pessoal
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lo2 Ética na comunidade
56 Cidadania Moral e Ética
Sugestão de leitura ////
Ética, educação, cidadania e 
direitos humanos
Autor:	Eduardo	Carlos	Bianca	Bittar
Ao	abordar	a	crise	axiológica	atual	
e	 discutir	 o	 desmoronamento	 dos	
arquétipos	 institucionais	 que	 orien-
tavam	 o	 pensamento,	 a	 conduta	 e	
as	 estruturas	 sociais,	 o	 autor	 analisa	 	
transformações	 em	meio	 às	mudan-
ças	 pós-modernas.	 Enfrentando	 te-
máticas	sociais,	discute	cidadania,	éti-
ca,	engajamento	político,	etc.	Dialoga	
com	Paulo	Freire	na	educação,	discu-
te	 a	 situação	da	 cidadania	brasileira,	
polemiza	 Habermas	 e	 seu	 projeto	
cosmopolita,	abre	discussão	sobre	os	
direitos	 humanos	 na	 ordem	 interna-
cional	 e	discute	 valores	 e	problemas	
políticos,	entre	outras	contribuições
Ética e cidadania na educação
Autor:	João	Baptista	Herkenhoff
Os	 capítulos	 iniciais	 deste	 livro	
tratam	 de	 temas	 teóricos,	 como	 os	
fundamentos	básicos	da	ética.	Os	se-
guintes	 abordam	 questões	 práticas	
e	 essenciais	 à	 educação,	 como	 dis-
ciplina	e	cidadania.	Os	questionários	
ao	final	dos	capítulos	servem	de	sub-
sídio,	motivando	a	análise	crítica	de	
cada	tema.
Ética
Autor:	Adolfo	Sánchez	Vázquez
Ao	elaborar	este	volume,	o	grande	
objetivo	de	Adolfo	Sánchez	Vázquez	
foi	 introduzir	 o	 leitor	 nos	 problemas	
fundamentais	 da	 ética	 na	 moderni-
dade.	 Sánchez	Vázquez	 se	propõe	 a	
examinar	 os	 diversos	 fatores	 sociais	
que	 contribuem	 para	 a	 prática	 da	
moral.	Ele	mostra	que	a	moral	é	uma	
forma	 do	 comportamento	 humano	
que	se	concretiza	apenas	quando	as	
pessoas	 estão	 vivendo	 em	 socieda-
de	—	segundo	o	autor,	a	moral	existe	
necessariamente	 para	 cumprir	 uma	
função	social.
Anotações
Questões para reflexão?
1. Os números apontados pelos bombeiros chegam a causar algum espanto? Por quê?
2. Você chega a brincar em alguma modalidade apontada nas informações do corpo 
de bombeiros? Se sim, como faz para prevenir acidentes?
3. Pense e escreva um comentário sobre a seguinte questão: prevenir ou reme-
diar? O que custa menos no bolso e na harmonia dos pais?
4. Qual é a sua opinião sobre o texto e sua relação com o tema Lazer e 
segurança?
Para refletir
Leia o texto a seguir. Depois, faça uma reflexão 
com seus colegas e responda às perguntas apre-
sentadas. 
Acidentes com crianças no verão
Anualmente, aproximadamente seis mil crianças 
morrem e 140 mil são hospitalizadas vítimas de 
acidentes que poderiam ser facilmente evitados 
com cuidados básicos por parte dos adultos. E, no 
verão, com as férias escolares, o índice de aciden-
tes é elevadíssimo.
Diversos são os fatores que influenciam o au-
mento do índice de acidentes com crianças nesse 
período, tais como: número elevado de viagens no 
trânsito; mais tempo ocioso em casa; mais tempo 
para brincar no quintal, no mar, em lagos e rios; 
atividades com bicicletas, patins, skate, patinetes, 
pipas e outros, vitimando crianças com queima-
duras por exposição ao sol ou por contato com 
materiais incandescentes, quedas, intoxicação, 
envenenamento, lesões por acidentes de trânsito, 
desidratação, insolação, afogamentos, asfixia, cho-
ques elétricos e outros.
Disponível em: http://www.cb.es.gov.br/conteudo/dicas/detalhe/default.
aspx?id=4f2fbe95-a851-4e07-87d4-29284d831692. Acesso em: 
23/10/2013. Adaptado.
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57Manual do Educador – 6o ano
Seja respeitado por ser diferente 
Um	carpinteiro	e	seus	auxiliares	viajavam	em	busca	de	material	para	construções.	Viram	uma	
árvore gigantesca: cinco homens de mãos dadas não conseguiam abraçá-la, e seu topo era tão 
alto que quase tocava as nuvens. 
— Não vamos perder nosso tempo com esta árvore — disse o mestre carpinteiro. — Para 
cortá-la, demoraremos muito. Se quisermos fazer um barco, ele afundará, de tão pesado que é 
o seu tronco. Se resolvermos usá-la para a estrutura de um teto, as paredes terão de ser exa-
geradamente resistentes. 
O	grupo	seguiu	adiante.	Um	dos	aprendizes	comentou:	
— É uma árvore tão grande e não serve para nada!
— Você está enganado — disse o mestre carpinteiro. — Ela seguiu seu destino à sua ma-
neira. Se fosse igual às outras, nós já a teríamos cortado. Mas, porque teve coragem de ser 
diferente, permanecerá viva e forte por muito tempo.
Devemos ter algo de grandioso que sempre possa nos diferenciar: um conhecimento mais 
profundo, uma habilidade específica, algo que as pessoas respeitem e que não possam demolir. 
Pense no que você é bom e como pode se diferenciar dos outros e invista nisso. 
Revista Construir Notícias. n. 23, ano 04, Recife: Construir, jul./ago. 2005.
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lo3 Ética com meus amigos
58 Cidadania Moral e Ética
•	Compreender	a	importância	da	
ética	na	construção	das	relações	
sociais.
•	Refletir	sobre	as	posturas	
éticas	que	permeiam	os	nossos	
momentos	de	diversão.
•	Debater	a	ética	como	
fundamento	da	amizade.
Objetivos 
Pedagógicos
Dinâmica da amizade
Objetivo: 
Despertar	para	a	importância	que	te-
mos	na	vida	das	pessoas	que	estão	ao	
nosso	redor	e	da	confiança	que	precisa	
existir	na	caminhada	do	grupo.
1. Clarear os passos:
Convide	os	alunos	a	formarem	duplas,	
ficando	um	ao	 lado	do	outro.	A	dupla	
combina	 quem	 será	 o	 cego	 e	 quem	
será	 o	 guia.	 O	 cego	 fecha	 livremente	
seus	 olhos	 e	 é	 auxiliado	 pelo	 guia.	 O	
guia,	de	olhos	abertos,	dá	o	seu	ombro	
ou	a	sua	mão	e	o	ajuda.	Enquanto	isso,	
o	aluno	deve	ficar	atento	aos	sentimen-
tos	que	experimenta:
•	Como	cego,	o	que	 sente	 ao	 ser	 au-
xiliado?
•	Como	 guia,	 o	 que	 sente	 enquanto	
auxiliador?
2. Caminhando:
As	duplas	 (cego	e	guia)	seguem	por	
diversos	caminhos.	Depois,	o	animador	
da	dinâmica	orienta	que	se	mudem	os	
papéis:	 quem	 é	 cego	 torna-se	 guia,	 e	
quem	guiava	passa	a	ser	o	cego.
Sugestão de 
Abordagem
3. Partilha:
Dê	 um	 sinalde	 parada	 e	 peça	 para	
que	as	duplas	voltem	aos	seus	lugares	
para	partilhar	com	o	grupo	a	experiên-
cia	vivenciada:	o	que	sentiram	como	ce-
gos	e	como	guias?	Como	isso	se	aplica	
à	nossa	vida	e	à	vida	do	grupo?	E	em	
nossas	relações	de	amizade?
Anotações
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Conhecimentos prévios
•	Será	que	eu	respeito	
meus	amigos?
•	As	minhas	brincadeiras	
confirmam	de	maneira	
ética	os	meus	
comportamentos?
•	Ter	cuidado	comigo	e	
com	o	próximo	é	uma	
atitude	ética?	
•	Suas	amizades	colaboram	
para	uma	ética	do	
humano?
•	Afinal,	o	que	é	ética?
Ética com meus 
amigos
Observe as imagens abaixo e converse com seu pro-
fessor sobre a relação entre as fotos e o tema do capí-
tulo: Ética com meus amigos.
Vamos dialogar!
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59Manual do Educador – 6o ano
Assim como o trabalho, a educação e o esporte, a 
diversão também exige que você aja com responsabili-
dade, buscando a melhor forma de conviver com a outra 
pessoa. Para você se divertir, não é necessário que o 
outro seja prejudicado ou tenha seus direitos violados.
Muitas vezes, torna-se difícil saber se a escolha que 
fizemos é certa ou errada. Temos que tomá-la, acredi-
tando que os nossos costumes nos ajudam a tomar a 
melhor decisão. 
Por exemplo: você está mergulhando em uma piscina 
e molha todas as pessoas que estão na borda aprovei-
tando o sol. Você agiu com liberdade, porém não res-
peitou o outro que estava fora da água. Você agiu com 
impulso e desrespeitou as regras de convivência com 
aquelas pessoas, que, com motivo, ficarão chateadas 
por terem sido molhadas.
Ética na diversão 
1. Relendo os conhecimentos prévios e as imagens na página anterior, escreva exemplos para 
as atitudes abaixo:
a. Você agiu com liberdade e respeitou os demais.
Resposta pessoal
b. Você agiu com liberdade e desrespeitou os demais.
Resposta pessoal
c. Você respeitou os demais, mas não agiu com liberdade.
Resposta pessoal
Questão de ética?
Olesia Bilkei/Shutterstock.com
59Cidadania Moral e Ética I 6o ano
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60 Cidadania Moral e Ética
Fundamentação
A amizade para Aristóteles
A	 amizade	 é	 uma	 virtude	 extrema-
mente	 necessária	 à	 vida.	 Mesmo	 que	
possuamos	diversos	bens,	como	rique-
za,	 saúde	 e	 poder,	 não	 será	 suficiente	
para	 nossa	 realização	 plena,	 pois	 nos	
falta	a	essencial	e	indispensável	amiza-
de.	Na	ética	aristotélica,	quanto	mais	in-
fluência	e	poder	manipular	um	homem,	
mais	 necessidade	 ele	 terá	 de	 ter	 ami-
gos.	A	justiça	e	a	amizade	possuem	os	
mesmos	 fins,	mas	considera-se	a	ami-
zade	superior	à	justiça,	pois	esta	última	
é	utilizada	para	 contornar	nossos	 atos	
em	 relação	 ao	 próximo	 que	 não	 co-
nhecemos.	Com	os	nossos	amigos,	não	
precisamos	 de	 justiça,	 pois	 a	 natureza	
da	 amizade	 nos	 é	 completa,	 como	 a	
mais	autêntica	forma	de	justiça.
De	 acordo	 com	 a	 proporção	 da	 fai-
xa	 etária	 de	 cada	 indivíduo,	 a	 amiza-
de	apresentará	uma	 função	específica.	
Para	os	jovens,	ela	ajuda	a	evitar	o	erro;	
para	os	mais	 velhos,	 serve	de	 amparo	
para	as	suas	necessidades	e	suprime	as	
atividades	que	declinam	com	o	passar	
dos	anos,	porque	dois	que	andam	jun-
tos	são	mais	capazes	de	agir	e	pensar.	
Sua	utilidade	se	estende	ainda	mais,	ela	
mantém	cidades	unidas,	pois	assegura	
a	 unanimidade	 e	 repele	 o	 faccionis-
mo.	Por	conta	disso,	afirma	Aristóteles:	
“A	 amizade	 não	 é	 apenas	 necessária,	
mas	 também	nobre,	pois	 louvamos	os	
homens	que	amam	os	 seus	 amigos,	 e	
considera-se	que	uma	das	coisas	mais	
nobres	 é	 ter	muitos	 amigos.	 Ademais,	
pensamos	que	a	bondade	e	a	amizade	
encontram-se	na	mesma	pessoa”.
A	condição	necessária	e	basilar	para	
se	formar	uma	amizade	se	dá	pelo	co-
nhecimento	 de	 uma	 a	 outra	 pessoa	
que	desejam,	entre	si,	 reciprocamente,	
o	 bem,	 assim	 como	 a	 condição	 espe-
cífica	para	ser	objeto	de	amor	é	ter	um	
caráter	bom,	agradável	e	útil.	Aristóte-
les	acrescenta	que	deve	existir	mais	de	
uma	forma	de	amizade;	nesse	sentido,	
apresenta	 três	 espécies	 de	 objetos	 de	
amor:	o	que	é	bom,	o	agradável	e	o	útil.
Desses	três	objetos,	nascem	três	espé-
cies	de	amizade.	Encontra-se	em	situação	
de	superioridade	aquela	que	é	motivada	
pelo	bem,	pois	é	duradoura.	Enquanto	a	
agradável	está	 relacionada	aos	 jovens,	e	
a	 terceira	 parece	 existir,	 principalmente,	
entre	 as	 pessoas	 idosas,	 pois	 nessa	 ida-
de	buscam	não	o	 agradável,	mas	o	 útil.	
Nesses	tipos	de	amizade,	as	pessoas	bus-
cam	seus	próprios	 interesses	para	 terem	
alguém	que	 lhes	 proporcione	 prazer	 ou	
alguma	utilidade.	Não	ama	o	amigo	por	
ele	mesmo,	mas	na	medida	em	que	ele	
pode	 proporcionar	 algum	 bem;	 utiliza	
a	 amizade	para	 conseguir	 outra	 coisa,	
de	modo	que	o	amigo	é	tido	como	um	
meio,	não	como	um	fim.	O	verdadeiro	
amigo	quer	as	coisas	para	as	pessoas	a	
quem	ele	ama,	o	amigo	por	acidente	as	
quer	para	si.
Disponível	em:	http://www.consciencia.org/o-conceito-
de-amizade-em-aristoteles.	Adaptado.	Acessado	em:	
02/06/2014.
2. Escreva um pequeno texto relatando suas opiniões a respeito do que sejam ética e liberdade.
Resposta pessoal
3. Faça o que está sendo solicitado. Resposta pessoal
a. Leia, no dicionário, a definição de ética e liberdade e copie-as em seu caderno. Em 
seguida, discuta com o professor as definições encontradas.
b. Compare as duas definições e, baseado nas duas, escreva novamente o que é ética. 
4. Encontre termos relacionados à ética no caça-palavras a seguir. Após identificar as palavras, 
escolha uma e elabore um comentário crítico, justificando a importância de vivenciar essa 
palavra no dia a dia. Discuta com os seus colegas sobre as respostas dadas.
H N H C O N V Í V I O G G B Y É G T B H T V B Í N H P
A V B G S H D U J R E V B D C W N H B G T V F R B H N
R K F L Õ S B D G F V K C F G S J B T V G C R F G J K
M L Ã J K N H D R E S P E I T O L Ç P N H Y C T V G B
O L A B S H D B C N H D W C U C M K O B H Y V G T C R
N D B G J C N V H D T Y N C R I M L B Y G T V F R C Á
I L P A N S H D B F J U L Ç V E L O N U B T G V F R L
A L C O M P R E E N S Ã O C W D M C T V H Ê D C V F H
P L À N C H D B C J K R P L Ç A P Ç I J Ú B T V G R F
L D N H C B X V F D T W V W C D V G T C E W X F C G B
R E S P O N S A B I L I D A D E Ç P Ç P M K N J B H V
Á B G E T C V B S N M F H G N T D I G N I D A D E G T
P L Ã N C H D B F U W M Q N C G D X F C G V H B J B J
N H A B C J S M S O L I D A R I E D A D E B Y V T V G
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61Manual do Educador – 6o ano
Sugestão de leitura ////
Saber cuidar
Autor:	Leonardo	Boff
Tudo	o	que	existe	e	vive	precisa	ser	
cuidado	 para	 continuar	 a	 existir	 e	 a	
viver	—	uma	planta,	um	animal,	uma	
criança,	 um	 idoso,	 o	 planeta	 Terra.	
Uma	antiga	fábula	diz	que	a	essência	
do	ser	humano	reside	no	cuidado.	O	
cuidado	é	mais	 fundamental	do	que	
a	 razão	 e	 a	 vontade.	 Este	 livro	 pro-
cura	detalhar	o	cuidado	em	suas	vá-
rias	concretizações	—	cuidado	com	a	
Terra,	 com	 a	 sociedade	 sustentável,	
com	o	corpo,	com	o	espírito,	com	a	
grande	travessia	da	morte.	A	ótica	do	
cuidado	funda	uma	nova	ética,	com-
preensível	a	todos	e	capaz	de	inspirar	
valores	e	atitudes	fundamentais	para	
a	fase	planetária	da	humanidade.
Anotações
5. De acordo com o que você estudou neste capítulo, quais são as ações éticas nas imagens 
abaixo? Justifique sua resposta.
Leia o texto abaixo e responda às questões 7 e 8.
Saber cuidar
O amor é o fundamento do fenômeno social, e não uma consequência dele. Em outras 
palavras, é o amor que dáorigem à sociedade; a sociedade existe porque existe o amor, e 
não o contrário, como convencionalmente se acredita. 
Se falta amor (o fundamento), destrói-se o social. Se, não obstante, o social persistir, 
ganha a forma de agregação forçada, de dominação e de violência de uns com os outros, 
coagidos a se encaixarem. Por isso, sempre que se destrói o encaixe e a congruência entre 
os seres, destrói-se o amor e, com isso, a sociabilidade. O amor é sempre uma abertura ao 
outro e uma convivência e comunhão com o outro. 
BOFF, Leonardo. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela Terra. Petrópolis: Vozes, 1999.
A
1 2 3 4 5 6 7 8 9
D SI O C E ED
O
 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13
M TA C R O ME O TP N
4 5 6 3 7 2 1 8 9
S O C I E D A D E
5 1 2 8 7 6 4 3 10 9 11 13 12
C O M P O R T A M E N T O
Resposta pessoal
6. As letras de duas palavras estão embaralhadas. Insira as letras de acordo com seu respec-
tivo número e as ordene. Em seguida, responda em seu caderno: que relação deve haver 
entre os conceitos encontrados?
D
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di
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ci
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61Cidadania Moral e Ética I 6o ano
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62 Cidadania Moral e Ética
Sugestão de leitura ////
Sobre a amizade
Autor:	Marco	Túlio	Cícero
Não	há	bem	maior	do	que	a	amiza-
de.”	Essa	máxima	vem	sendo	afirmada	
e	 repetida	 desde	 a	 Antiguidade.	 Mas	
como	saber	se	uma	amizade	é	de	fato	
autêntica?	 Quais	 parâmetros	 éticos	 e	
morais	 devem	 reger	 uma	 relação	 en-
tre	amigos?	Essas	e	outras	questões	 já	
preocupavam	Marco	Túlio	Cícero,	a	 tal	
ponto	que	um	de	seus	trabalhos	funda-
mentais	foi	justamente	o	texto	Sobre a 
amizade.	Escrito	em	44	a.C.,	este	livro	é	
um	pequeno	tratado	no	qual	Cícero	diz	
estar	 reproduzindo	 uma	 conversa	 na	
qual	 um	dos	 participantes	 está	 entris-
tecido	com	o	falecimento	de	seu	amigo	
Cipião.	O	diálogo	só	existe,	efetivamen-
te,	em	poucas	passagens	do	texto,	pre-
valecendo,	na	verdade,	uma	envolvente	
exposição	de	teses	sobre	o	tema.
Educar para a amizade
Autor:	Gerardo	Castillo
A	amizade	ocupa	um	papel	central	na	
formação	da	personalidade.	É	por	meio	
dela	que	a	pessoa,	ainda	na	adolescên-
cia	—	a	 idade	da	amizade	—	aprende	
a	conhecer	a	si	mesma,	a	ganhar	con-
fiança	nas	suas	capacidades,	a	satisfazer	
inúmeras	necessidades	afetivas,	a	viver	
a	 lealdade,	 a	 sinceridade	 e	 a	 genero-
sidade,	 etc.	No	entanto,	muitos	pais	 e	
professores	não	sabem	relacionar	a	vida	
de	 amizade	 dos	 filhos	 ou	 alunos	 com	
esse	 aprimoramento	da	personalidade	
a	que	desejam	conduzi-los.	Neste	livro,	
Gerardo	Castillo	mostra-lhes	as	orienta-
ções	educativas	mais	apropriadas	para	
formar	a	autêntica	amizade	ao	longo	de	
cada	etapa	de	desenvolvimento,	desde	
a	 infância	 até	 a	 idade	 juvenil.	O	 autor	
estuda	as	situações	excepcionais,	como	
os	 conflitos	 de	 gerações	 que	 podem	
surgir	por	causa	das	amizades	dos	 jo-
vens,	 as	 gangues	 juvenis	 e	 os	 adoles-
centes	isolados,	bem	como	as	medidas	
que	 se	 devem	 tomar	 para	 preveni-las.	
E,	 sobretudo,	 oferece	 um	 critério	 ob-
jetivo	 numa	 série	 de	 temas	difíceis	 de	
deslindar:	Como	distinguir	a	verdadeira	
amizade	 dos	 seus	 sucedâneos?	 Como	
escolher	bem	os	amigos?	Como	ser	um	
bom	amigo?	Que	balizas	 éticas	 seguir	
na	vida	de	amizade?	
Anotações
A Internet trouxe a todos muitas possibilidades. Jovens e adolescentes dedicam horas 
de seu lazer para navegar em sites de relacionamentos, para se manter informados, para 
estudar e se divertir.
Durante o decorrer da nossa vida, precisamos tomar decisões, e com os jovens e 
as crianças isso não é diferente. Daí, a necessidade de solicitar a ajuda de seus pais e 
familiares para se proteger de algumas armadilhas oferecidas pela Internet. Observe uma 
pesquisa realizada entre os jovens que usam a Internet.
• 49% dos jovens aprenderam a usar a Internet sozinhos.
• 80% se dizem muito mais habilidosos que seus pais. 
• 80% têm redes sociais como sites preferidos. 
• 47% ficam conectados por mais de 4 horas.
• 65% não se importam com as regras de navegação. 
• 22% recorrem aos pais em situação de perigo on-line.
Disponível em: www.not1.com.br. Acesso em: 03 de março de 2011.
Para refletir
7. Segundo o texto, “O amor é sempre uma abertura ao outro e uma convivência [...] com o 
outro”. Esse trecho é bem significativo, pois esclarece que viver em comunhão e harmonia 
com o próximo é praticar o amor. O que você acha dessa afirmação?
Resposta pessoal
8. De acordo com o texto, o amor é um fenômeno social, ou seja, a sociedade existe por que há 
amor. Amar também pode ser uma atitude ética para com o próximo? Justifique sua resposta. 
Resposta pessoal
9. Baseado na leitura do texto Saber cuidar, pesquise, em jornais ou revistas, cenas de pes-
soas com atitudes de amor e cuidado. Depois, recorte-as e cole-as em seu caderno.
 Resposta pessoal
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63Manual do Educador – 6o ano
Sugestão de leitura ////
Sobre a amizade
Autor:	Michel	de	Montaigne
Considerado	 o	 criador	 do	 ensaio	
como	gênero	 literário,	o	 francês	Mi-
chel	 de	 Montaigne	 versou	 sobre	 os	
mais	 diversos	 aspectos	 da	 natureza	
humana	 em	 seus	 textos	 publicados	
ao	 fim	 do	 século	 XVI.	 Neste	 livro,	 o	
autor	mostra	que,	ao	contrário	do	ca-
samento,	a	amizade	possui	um	calor	
geral	 e	 universal,	 permanentemente	
temperado	e	igual,	um	calor	constan-
te	 e	 relaxado,	 todo	gentileza	e	poli-
dez,	 que	 não	 tem	 nada	 de	 amargo	
nem	de	doloroso.	
A difícil vida fácil do 
adolescente: a arte de (con)viver
Autores:	Maria	Carolina	Negreiros,	
Mariangela	Isaac	e	Sônia	Sueli	D’al	Porto
Este	livro	propõe	um	novo	padrão	
de	comunicação	com	os	jovens,	des-
lizando	 suavemente	 pelas	 situações	
da	 adolescência	 de	 forma	 natural,	
lírica	 e	 acolhedora.	 Os	 fatos	 dessa	
fase	são	narrados	com	clareza,	isen-
ção	de	ânimo	e	sem	juízo	de	valores.	
É	um	 livro	que	não	assume	a	 tarefa	
de	pontuar	o	certo	e	o	errado,	evi-
tando	teorizações.
Anotações
Questões para reflexão?
1. Você toma alguns cuidados ao usar a Internet? Quais?
2. Converse com seus colegas e seu professor sobre os perigos da Internet. Em segui-
da, faça um cartaz alertando os jovens sobre as armadilhas da Internet. 
3. Troque seu endereço eletrônico com seus amigos de sala e, depois, inicie 
um momento de bate-papo com segurança e responsabilidade.
Aceitação pelos amigos 
Neste capítulo, será interessante analisar a importância, para um adolescente, da aceita-
ção pelos amigos. O lazer, inclusive, é um aspecto por meio do qual podemos fazer grandes 
amizades.
Atividades específicas de lazer, como, em especial, o esporte, ensinam as pessoas a se-
guirem regras, a respeitarem limites e a buscarem possibilidades. Portanto, é necessário que 
percebamos que devemos respeitar os amigos. Também é importante defendê-los, mas sempre 
mantendo um limite claro em relação às regras e às possibilidades dessa amizade, para que não 
se venha a sofrer com consequências indesejadas.
Enfim, é plenamente e até muito saudável que as pessoas mantenham amizade por meio do 
lazer. Entretanto, a aceitação pelos amigos deve respeitar normas claras de atitudes éticas.
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64 Cidadania Moral e Ética
Propomos	 uma	 ótima	 dinâmica	
para	 iniciar	 ou	 aprofundar	 o	 debate	
sobre	a	concepção	que	o	seu	grupo	
de	alunos	tem	sobre	a	amizade.
Dinâmica da amizade
Peça	 para	 que	 o	 grupo	 forme	 um	
círculo	e	lance	uma	bola	entre	os	par-
ticipantes,	 que	 a	 devem	 passar	 uns	
para	os	outros	até	que	a	músicaseja	
interrompida.	Quando	parar	 a	músi-
ca,	quem	estiver	com	a	bola	diz	seu	
nome,	quantos	amigos	 tem	e	o	que	
pensa	ser	importante	numa	amizade.
Segue	a	dinâmica	por	alguns	minu-
tos,	pedindo	que	as	pessoas	prestem	
atenção	às	falas	dos	colegas.
Depois,	 inicie	 um	 debate	 com	 o	
grupo,	 destacando	 palavras-chaves	
que	 surgiram,	 reforçando	o	 valor	da	
amizade.	Coloque	também	a	questão	
dos	 relacionamentos	 virtuais	 e,	 nes-
se	contexto,	pergunte	como	se	pode	
fortalecer	a	amizade.
Sugestão de 
Abordagem
Anotações
1. Faça o teste a seguir para checar se você é uma pessoa sociável. Reposta pessoal
I. Você costuma frequentar algum grupo social (religioso, time de futebol, grupo de estudo 
ou outro qualquer)? 
A. ( ) Nunca. 
B. ( ) Às vezes.
C. ( ) Sempre.
II. Você costuma ficar muito tempo na Internet? 
A. ( ) Não.
B. ( ) Às vezes. 
C. ( ) Sim. 
III. Quantas pessoas você tem certeza que têm seu nome e endereço na agenda?
A. ( ) Dez. 
B. ( ) Quinze.
C. ( ) Mais de quinze.
IV. Você tem facilidade para fazer amigos? 
A. ( ) Não.
B. ( ) Às vezes.
C. ( ) Sim.
V. Durante um mês, em média, quantas pessoas o visitam? (É preciso contar vizinhos e parentes.)
A. ( ) Duas. 
B. ( ) Seis.
C. ( ) Mais de dez.
VI. Para quantas festinhas você foi convidado no último mês? 
A. ( ) Nenhuma. 
B. ( ) Duas. 
C. ( ) Mais de duas.
VII. Quando você recebe convite para uma festa na qual não encontrará pessoas conheci-
das, o que você faz? 
A. ( ) Não vai. 
B. ( ) Vai com alguém conhecido. 
C. ( ) Vai só, para fazer novos amigos.
Questão de ética?
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65Manual do Educador – 6o ano
Como fortalecer a amizade
As	 amizades	 se	 fortalecem	 com	
momentos	 de	 encontro	 de	 lazer,	 de	
estudo,	de	compartilhamento	de	vida,	
quando	 as	 pessoas	 se	 revelam	 e	 se	
acolhem.	Sugira	um	momento	de	re-
flexão,	 um	encontro,	 com	atividades	
recreativas	ou	 culturais,	 como	 jogos,	
filme,	debate,	em	que	cada	pessoa	do	
grupo	possa	trazer	um	amigo	e	possa	
fazer	novos	amigos.
Caso	tenha	tempo,	peça	aos	alunos	
que	recolham	todas	aquelas	fotos	que	
registram	momentos	alegres	passados	
juntos	e	montem	um	painel	com	men-
sagens	 sobre	o	que	é	 importante	na	
amizade.	Reuna	em	uma	caixa	recados	
para	os	 amigos	para	 serem	 lidos	 em	
público	ou	retirados	pessoalmente.
Lembre-se	 de	 que	 o	 mais	 impor-
tante	é	valorizar	os	laços	de	amizade.	
Afinal,	 quem	 não	 gosta	 de	 receber	
um	abraço	e	de	saber-se	importante	
para	alguém?
Sugestão de 
Abordagem
Anotações
VIII. Se você estivesse precisando desabafar sobre seus problemas íntimos e pessoais, em 
quantas pessoas você poderia confiar para isso? 
A. ( ) Duas. 
B. ( ) Quatro.
C. ( ) Mais de quatro.
IX. A maioria de seus amigos é formada por indivíduos que fazem parte de que grupo?
A. ( ) Família. 
B. ( ) Escola.
C. ( ) Diferentes grupos sociais.
X. Em seu aniversário, nas festas natalinas e em outros momentos, você costuma receber 
cartões ou cumprimentos de quantas pessoas no mínimo? (Não contar os parentes que 
moram no mesmo endereço.) 
A. ( ) Duas.
B. ( ) Seis.
C. ( ) Mais de dez.
Resultado: 
• Se você marcou mais a opção A:
Você é uma pessoa difícil de fazer amizade. Procure ser mais maleável e tratar melhor as 
pessoas, pois ninguém vai morder você se passar a conviver com elas.
• Se você marcou mais a opção B:
Em alguns momentos, você é agradável e bem simpático. Entretanto, há momentos em 
que você é casca-grossa. Procure ter mais paciência com as pessoas e respeitá-las.
• Se você marcou mais a opção C: 
Você é muito simpático, agradável e faz amizade com facilidade. As pessoas gostam da 
sua companhia. Parabéns! Continue assim.
Tendo feito o teste, faça uma pesquisa com, no máximo, cinco colegas da sala e registre no 
livro as respostas para as seguintes perguntas: 
• Você se considera popular?
• O que fazer para ser popular na escola?
• Quais são os aspectos positivos e negativos de ser popular?
Resposta pessoal
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66 Cidadania Moral e Ética
Fundamentação
As amizades e as redes sociais
Durante	a	puberdade	e	a	adolescên-
cia,	as	amizades	vão	ganhando	progres-
sivamente	 maior	 importância	 para	 os	
adolescentes.	 Fazer	 parte	 do	 grupo	 de	
pares	é	 fundamental	para	a	construção	
da	 identidade	 do	 adolescente,	 que	 as-
sim	vai	definir	os	 seus	 valores,	 ideias	e	
opiniões	acerca	dos	outros	e	do	mundo.
No	entanto,	o	 formato	das	amizades	
dos	adolescentes	atuais	é	bem	diferente	
da	estabelecida	algum	 tempo	atrás.	As	
redes	 sociais	 trouxeram	mudanças	 im-
portantes	na	forma	de	viver	e	construir	
as	amizades.	Enquanto	os	pais	desenvol-
veram,	 predominantemente,	 amizades	
na	 escola,	 que	 eram	 suportadas	 pelo	
convívio	diário	com	os	amigos,	os	ado-
lescentes	atuais	 têm	muitas	 vezes	mais	
tempo	de	contato	“virtual”	com	os	ami-
gos	do	que	de	contato“real”.
Qual é o impacto das redes sociais 
nas amizades dos adolescentes? 
Quais as vantagens e desvantagens?
Com	as	redes	sociais,	o	próprio	con-
ceito	de	amizade	parece	ter-se	alterado.	
Enquanto	que,	para	construir	uma	ami-
zade	presencial,	é	preciso	que	haja	um	
desejo	mútuo	de	conhecer	o	outro,	que	
a	 relação	 seja	 construída	 em	 privado,	
pela	partilha	de	momentos	que	vão	re-
forçando	a	cumplicidade	entre	amigos,	
nas	amizades	nas	redes	sociais	basta	cli-
car	em	alguém	para	se	tornar	seu	ami-
go,	e,	a	partir	desse	momento,	o	outro	
passa	a	ter	acesso	a	tudo	que	o	amigo	
publicar.	Além	disso,	enquanto	na	vida	
real	 todos	 procuram	 ter	 “poucos,	mas	
bons”	amigos,	nas	redes	sociais	os	ado-
lescentes,	habitualmente,	procuram	ter	
muitas	amizades,	nas	quais,	geralmen-
te,	a	quantidade	suplanta	a	qualidade.
No	entanto,	nem	tudo	é	desvantagem.	
Em	um	mundo	em	que	a	maior	parte	dos	
pais	 desenvolveu	 um	 enorme	 receio	 de	
deixar	os	seus	filhos	conviver	fora	de	casa,	
as	redes	sociais	são,	muitas	vezes,	o	único	
local	de	convívio	para	os	adolescentes.
Outro	 aspecto	 importante	 é	 que	 as	
relações	 nas	 redes	 sociais	 são	 media-
das,	 isso	 é,	 a	 relação	não	é	 feita	direta-
mente,	como	na	vida	real,	mas	através	da	
rede	social.	Isso	possibilita	ao	adolescente	
pensar	antes	de	responder	a	um	comen-
tário,	 ao	 contrário	 da	 vida	 real,	 em	 que	
temos	de	ter	a	capacidade	de	dar	respos-
tas	 imediatas.	Por	um	lado,	 isso	acarreta	
vantagens:	o	adolescente	pode,	de	forma	
segura,	praticar	as	suas	competências	de	
comunicação,	 ganhar	 confiança	 nas	 in-
terações	 sociais	e	 construir	 amizades	de	
forma	mais	confortável.	Mas,	por	outro	
lado,	pode	permanecer	inapto	para	dar	
resposta	 aos	 desafios	 que	 a	 vida	 real,	
mais	cedo	ou	mais	tarde,	irá	trazer	a	ele.	
Além	disso,	 as	 redes	 sociais	 permitem	
aos	 adolescentes	 projetar	 característi-
cas	idealizadas,	que	não	correspondem	
necessariamente	ao	que	são	ou	a	como	
se	sentem.	Por	exemplo,	podem	colocar	
uma	mensagem	ou	uma	foto	que	trans-
mite	uma	enorme	autoconfiança	e	ale-
2. Dentre as atividades de lazer a seguir, com qual você mais se identifica para fazer amizades? 
Por quê?
Resposta pessoal
3. Leia o trecho da música a seguir:
Amizade sincera 
Renato Teixeira e Almir Sater 
[...]
Os verdadeiros amigos
do peito, de fé,
os melhores amigos
não trazem dentro da boca
palavras fingidas ou falsas histórias.
[...]
D
a 
es
qu
er
da
 p
ar
a 
di
re
ita
, d
e 
ci
m
a 
pa
ra
 b
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xo
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67Manual do Educador – 6o ano
gria,	quando	na	realidade	se	sentem	in-
seguros	e	desanimados.Isso	pode	fazer	
com	que	os	jovens,	mesmo	com	inúme-
ros	amigos	nas	redes	sociais,	sintam-se	
extremamente	incompreendidos	e	sós.
A	 influência	 das	 redes	 sociais	 na	
construção	de	amizades	é	inegável.	No	
entanto,	 elas	 não	 devem	 servir	 como	
um	substituto	das	amizades	e	do	conví-
vio	real.	Fica	um	desafio:	converse	com	
os	seus	alunos	sobre	as	amizades	deles.	
Tente	perceber	 se	de	 fato	 têm	amigos	
com	quem	possam	contar,	na	escola	e	
nas	redes	socias,	e	ajude-os	a	descobri-
rem	formas	de	se	sentirem	confortáveis	
tanto	 com	 as	 amizades	 virtuais	 como	
com	as	de	“carne	e	osso”.
Disponível	em:	http://oficinadepsicologia.com/as-
amizades-e-as-redes-sociais.	Adaptado.	Acessado	em:	
03/06/2014.
Leia,	junto	com	sua	turma,	os	pen-
samentos	 acerca	 de	 amizade,	 logo	
abaixo,	e	 reflitam	sobre	eles.	 Em	se-
guida,	 você	 pode	 pedir	 para	 seus	
alunos	fazerem	cartas	sobre	amizade.	
Essas	cartas	podem	ser	anônimas	se,	
por	 ventura,	 algum	 aluno	 ficar	 com	
vergonha	ou	constrangido.	Faça	uma	
caixa	simulando	um	correio	para	se-
rem	 depositadas,	 mas	 lembre-se	 de	
avisá-los	que,	 pelo	menos,	 as	 cartas	
têm	que	ter	remetente.
“Para	conseguir	a	amizade	de	uma	
pessoa	digna,	é	preciso	desenvolver-
mos	 em	 nós	mesmos	 as	 qualidades	
que	naquela	admiramos.”	Sócrates
“A	verdadeira	amizade	é	aquela	que	
nos	permite	falar,	ao	amigo,	de	todos	
os	seus	defeitos	e	de	todas	as	nossas	
qualidades.”	Millôr	Fernandes
“A	amizade	é	um	meio	de	nos	iso-
larmos	 da	 humanidade	 cultivando	
algumas	pessoas.”	Carlos	Drummond	
de	Andrade
“A	amizade	é	um	amor	que	nunca	
morre.”	Mario	Quintana
“A	amizade	duplica	as	alegrias	e	di-
vide	as	tristezas.”	Francis	Bacon
“A	amizade	desenvolve	a	felicidade	
e	 reduz	 o	 sofrimento,	 duplicando	 a	
nossa	alegria	e	dividindo	a	nossa	dor.”	
Joseph	Addison
“Quando	 defendemos	 os	 nossos	
amigos,	 justificamos	 a	 nossa	 amiza-
de.”	Marquês	de	Maricá
“O	amor	pode	morrer	na	verdade;	
a	amizade,	na	mentira.”	Abel	Bonnard
“A	amizade	é,	acima	de	tudo,	certe-
za	—	é	isso	que	a	distingue	do	amor.”	
Marguerite	Yourcenar
“Nunca	 foi	 um	 bom	 amigo	 quem	
por	pouco	quebrou	a	amizade.”	Pro-
vérbio	popular	Sashahaltam.
“A	melhor	maneira	de	começar	uma	
amizade	é	com	uma	boa	gargalhada.	
De	terminar	com	ela,	também.”	Oscar	
Wilde
“A	felicidade	de	um	amigo	deleita-
-nos,	 enriquece-nos.	 Não	 nos	 tira	
nada.	Caso	a	amizade	sofra	com	isso,	
é	porque	não	existe.”	Jean	Cocteau
“A	amizade	é	semelhante	a	um	bom	
café;	uma	vez	frio,	não	se	aquece	sem	
perder	bastante	o	primeiro	sabor.”	
Immanuel	Kant
Sugestão de 
Abordagem
Nesse pequeno trecho, percebe-se a valorização da amizade e o quão é prazeroso ter uma. 
Pensando nesse excerto, crie uma história sobre uma grande amizade, entre duas pessoas, 
que nasceu durante momentos de lazer.
Resposta pessoal
4. Escolha um colega da turma e peça que ele leia a sua história. O colega deve identificar os 
sinais de reflexão filosófica que a sua história possui, como, por exemplo, compreensão da 
ética, da amizade, etc. O colega deve deixar registrado o comentário da interpretação da 
leitura realizada.
5. Assista ao filme Ponte para Terabítia e, entre seus colegas de turma, opine sobre a amizade 
entre as duas crianças.
Resposta pessoal
6. Observe a frase e, depois, escreva, em seu caderno, sua opinião sobre a moral apresentada.
Resposta pessoal
7. Pesquise, em CDs, DVDs ou na Internet, uma canção que fale sobre a amizade e leia um 
trecho para seus colegas e seu professor. Em seguida, argumente:
Resposta pessoal
Um amigo, mesmo que não seja capaz de te levantar, arranjará uma forma de não 
te deixar cair...
Por que a amizade é fundamental no exercício do desenvolvimento humano e social 
de cada indivíduo?
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68 Cidadania Moral e Ética
Trabalhe	com	o	texto	Bobagem,	de	
Luis	Fernando	Verissimo,	para	ilustrar	
uma	situação	comum	a	todas	as	ami-
zades.	Depois	de	realizar	a	leitura	do	
texto	em	sala	de	aula	e	com	a	ajuda	
dos	 alunos,	 formule	 algumas	 ques-
tões	 ligadas	 a	 temas	 abordados	 no	
texto,	por	exemplo:	Vale	a	pena	abrir	
mão	de	 uma	 amizade	por	 causa	 de	
um	conflito?	As	amizades	só	podem	
ser	 mantidas	 se	 não	 houver	 desen-
tendimento	algum?	O	que	é	mais	im-
portante:	o	amigo	ou	a	briga?
Você	pode	encontrar	esse	texto	no	
livro	Comédias para se ler na escola.	
Sugestão de 
Abordagem
Anotações
Para refletir
Leia, com a sua turma, um belo poema sobre a amizade. 
Um dia, a maioria de nós irá separar-se
Um dia, a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,
dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, de angústia,
das vésperas de fim de semana, dos finais do ano,
enfim... do comportamento vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje, já não tenho tanta certeza disso.
Em breve, cada um vai para seu lado, 
seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez, continuaremos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocamos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
68 Cidadania Moral e Ética I 6o ano
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69Manual do Educador – 6o ano
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até esse contato
se tornar cada vez mais raro.
Vamos nos perder no tempo...
Um dia, nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
“Quem são essas pessoas?”.
Diremos que eram nossos amigos, e isso vai doer tanto!
Porém, meus amigos, foi com eles que vivi tantos
bons anos da minha vida.
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas 
vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para último adeus a um 
amigo. E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos.
Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do 
passado. E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida
passe em branco e que pequenas adversidades sejam causa de grandes 
tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus 
amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Disponível em: http://www2.dnoticias.pt/denoticias/sonhos/357385-um-dia-a-maioria-de-nos-ira-
separar-se. Acesso em: 26/07/2016.
Questões para reflexão?
1. Quais são as contribuições do amor e da amizade para a formação do indivíduo?
2. Você tem algum amigo de quem é inseparável?
3. Para você, qual é o valor da amizade?
4. Como você se sentiria se não tivesse amigos?
5. Você sente saudade de alguma amizade que não está com você agora?
6. Escreva uma carta para um amigo ou amiga sua expressando sua aten-
ção e carinho.
69Cidadania Moral e Ética I 6o ano
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70 Cidadania Moral e Ética
O que alguém faz, eu não 
preciso fazer 
Às vezes, você precisa tomar decisões que parecem 
ser muito difíceis. As orientações fornecidas pelos seus 
familiares parecem não ser suficientes para ajudá-lo em al-
gumas situações. Todos nós temos a capacidade de tomar 
nossas próprias decisões, certas ou erradas. Porém, nem 
tudo que alguém faz você precisa fazer. 
Por exemplo: 
•	 Se seu amigo fuma, você não precisa fazer o mesmo. 
•	 Se seu grupo costuma ir ao cinema fazer barulho, 
atender ao celular, sujar o ambiente, você não precisa 
fazer o mesmo. 
As suas decisões em todas as situações precisam ser 
tomadas de acordo com seus princípios e com a educação 
dada por seus pais. O que seus amigos fazem ou pensam 
não é necessariamente uma lei a ser seguida. Assim, é pre-ciso decidir qual alternativa o deixa feliz e satisfeito e não 
prejudica o outro.
Questão de ética?
1. Marque um x nas pessoas que estão demonstrando pouca satisfação em realizar algumas 
atividades com seu grupo. Em seguida, comente se o dito popular a seguir possui alguma 
verdade. Resposta pessoal
“Dize-me com quem andas que eu te direi quem és.”
K
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71Manual do Educador – 6o ano
Resposta pessoal
4. Em seu caderno, crie uma história em quadrinhos representando uma atividade que você faz 
sem a interferência do outro. Resposta pessoal
a. Agora, responda: quais são as possíveis razões da insatisfação?
Resposta pessoal
b. Quais são as atitudes necessárias para uma boa amizade?
Resposta pessoal
2. Procure, no dicionário, a definição de livre-arbítrio e escreva-a no espaço abaixo.
Sugestão de resposta: Liberdade para tomar decisões de acordo 
com seu próprio discernimento.
3. Que atitudes você tomaria em cada situação retratada abaixo? Escreva-as.
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72 Cidadania Moral e Ética
Sugestão de leitura ////
Tratado sobre a convivência
Autor:	Julián	Marías
Para	 Julián	Marías,	grande	parte	dos	
males	 deste	 mundo	 vem	 de	 uma	 má	
relação	 com	 a	 verdade.	 O	 respeito	 à	
verdade,	 estrutura	 única	 da	 realidade,	
evita	que	as	diferenças	pessoais	 levem	
as	pessoas	a	esquecerem	os	elementos	
comuns	que	as	unem.	A	diversidade	do	
humano	deve	enriquecer	a	convivência,	
não	a	destruir.	Tratado sobre a convivên-
cia	convida	o	leitor	a	rejeitar	a	falsidade	
que	invade	os	meios	de	comunicação	e	
os	novos	modos	de	vida.	Nestes	escri-
tos,	o	autor	analisa	o	presente	e	repassa	
o	passado	para	exortar	à	reflexão	e	si-
tuar	o	leitor	no	futuro.
Eu e os outros
Autora:	Maria	Helena	Pires	Martins
Este	 livro	 trata	 das	 regras	 de	 con-
vivência,	 proteção,	 organização,	 etc.	
Como	 vivemos	 em	 comunidade,	 o	 li-
vro	discute	também	a	responsabilidade	
pessoal	 diante	 dos	 conflitos	 morais,	 a	
fim	de	que	a	autonomia	não	seja	con-
fundida	com	individualismo.
Pedagogia da convivência
Autor:	Xésus	Jares
Este	livro	é	um	convite	ao	diálogo,	à	
reflexão	 crítica	 e	 à	 participação	 global	
sobre	um	tema	fundamental	para	nosso	
modelo	educativo	e	social	—	afirmar	a	
necessidade	e	a	possibilidade	de	edu-
car	 para	 a	 convivência	 a	 partir	 de	 cri-
térios	 democráticos.	 Respeito,	 direitos	
humanos,	ternura,	diálogo,	solidarieda-
de	e	esperança	são	alguns	dos	marcos	
e	conteúdos	que	viabilizam	um	convívio	
edificante	e	promissor,	capaz	de	orien-
tar	as	energias	vitais	e	cognitivas,	tanto	
de	 educandos	 quanto	 de	 professores,	
indivíduos,	grupos	e	 comunidades.	Na	
perspectiva	do	autor,	as	famílias	têm	de	
ser	o	primeiro	laboratório	de	resolução	
não	violenta	de	conflitos,	para	o	qual	é	
necessário	 qualificar	 a	 capacidade	 de	
escuta	 e	 percepção	 de	 uma	 situação	
por	 diferentes	 ângulos,	 considerando	
sempre	o	contexto,	os	protagonistas	e	
os	valores	que	estão	envolvidos	nela.
Anotações
6. Faça o teste para ver se você liga demais para a opinião dos outros ou se tem opiniões 
próprias. Em seguida, converse com seus familiares e professores a respeito. Após o teste, 
responda: quais são os danos de não ter opinião própria formada?
I. Você está pensando em ir para a praia no fim de semana. Só que parece que vai fazer 
tempo feio. Como você resolve a sua vida?
A. ( ) Olha pela janela, faz seu palpite, torce para acertar e vai (ou desiste e refaz a sua pro-
gramação).
B. ( ) Lê a seção de meteorologia do jornal. 
C. ( ) Pergunta para sua mãe se ela acha que vai chover.
II. Quando você vai pela primeira vez a um restaurante, o que acontece na hora de fazer o 
pedido?
A. ( ) Você olha o cardápio e escolhe o que combina melhor com a sua fome do momento. 
B. ( ) Depende do dia. 
C. ( ) Você pergunta o que as outras pessoas da mesa vão comer.
III. Você passou as férias inteiras com alguém que agora está com hepatite. Ao descobrir 
isso, como se sente?
A. ( ) Tranquilo. Se você não pegou, é porque não era para pegar. 
B. ( ) Com medo. 
C. ( ) Apavorado. Começa a sentir todos os sintomas e fica de cama.
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N E S C O L H A J R E R
M K F L O S B D G F V I
O L A J K N H D B F G E
O A A B S H D D C N H N
L T B G J C S E N S O T
O I P Ã N S H C B F J A
P T C B N D H I V T E Ç
P U A N C H D S C J K Ã
L D N H C B X Ã F D T O
R E S P E I T O N B J G
Senso 
Escolha 
Respeito 
Decisão 
Orientação 
Atitude
5. Encontre as palavras do quadro no caça-palavras. Depois, escolha uma delas e peça aos 
seus pais que registrem uma situação em que eles aprenderam a viver tal palavra ensinada 
pelos seus avós.
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73Manual do Educador – 6o ano
IV. Você acha uma personalidade o máximo. Mas, um dia, ouve os seus amigos falarem que 
essa personalidade é um babaca. O que você faz? 
A. ( ) Tem um ataque de fúria.
B. ( ) Diz que não concorda. 
C. ( ) Não liga.
V. A moda... 
A. ( ) ... é uma invenção da indústria para a gente gastar mais dinheiro com roupa. 
B. ( ) ... é um ponto de referência muito importante. 
C. ( ) ... quase não influi na sua vida.
VI. Você estudou muito para o exame de Matemática. Na hora da prova, consegue ver uma 
resposta do colega do lado, que deu diferente da sua. O que você faz? 
A. ( ) Acha que ele errou. 
B. ( ) Confere todas as contas daquela questão. 
C. ( ) Continua olhando para tentar copiar a resolução toda. 
VII. Numa viagem de carro com alguns amigos, a pessoa que está dirigindo começa a ir 
rápido demais. Você começa a ficar com medo e... 
A. ( ) ... pede para ele ir com cuidado. 
B. ( ) ... se desespera e pede para descer. 
C. ( ) ... se encolhe num canto e reza.
VIII. Você detesta piadas racistas e, numa festa, alguém começa a contar algumas delas. 
O que você faz? 
A. ( ) Fica irritado e dá a maior bronca na pessoa. 
B. ( ) Sai de perto. 
C. ( ) Ri junto com seus amigos.
IX. Você está muito a fim de ver um filme que está passando no cinema, mas não arranja 
companhia. Então... 
A. ( ) ... faz de tudo para convencer alguém a ir junto. 
B. ( ) ... fica esperando sair em vídeo. 
C. ( ) ... escolhe um cinema seguro, de preferência dentro de um shopping, e vai só.
X. Quando você está doente, como costuma agir? 
A. ( ) De acordo com a sua cabeça. 
B. ( ) Obedece à sua mãe e ao médico. 
C. ( ) Você fica rebelde. Não se conforma com a situação.
XI. A influência das propagandas na sua vida é... 
A. ( ) ... muito pequena. Você detesta a ideia de comprar alguma coisa só porque viu um 
anúncio.
B. ( ) ... média. Elas despertam o seu interesse, mas você só compra o que realmente está 
precisando. 
C. ( ) ... grande. Você fica com vontade de comprar todos os produtos que vê na TV.
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74 Cidadania Moral e Ética
Um	ótimo	texto	que	pode	ser	traba-
lhado	em	sala	de	aula	é	do	escritor	e	
jornalista	 Fabrício	 Carpinejar,	Amiza-
de platônica.	O	texto	aborda	uma	das	
muitas	nuances	dos	relacionamentos	
humanos.	Recomendamos	que	o	tex-
to	seja	lido	e	desenvolvido	em	sala	de	
aula	com	a	participação	dos	alunos.
Para	ter	acesso	ao	texto,	você	pode	
conferir	no	endereço:	http://carpine-
jar.blogspot.com.br/2012/06/amiza-
de-platonica.html
Sugestão de 
Abordagem
Uma	vida	feliz	é	uma	vida	excelen-
temente,	 ou	 virtuosamente,	 vivida.Segue-se,	 sugere	 Aristóteles,	 que	
uma	 concepção	 da	 felicidade	 exige	
uma	concepção	da	virtude	ou	exce-
lência	 (aretê).	 Visto	 que,	 contudo,	 a	
felicidade	é	uma	expressão	das	facul-
dades	da	alma.
Diálogo com o 
professor 
Sugestão de leitura ////
100 Jogos para grupos
Autor:	Ronaldo	Yudi	K.	Yozo
Este	é	um	 instrumento	de	 trabalho	
indispensável	 para	 qualquer	 profis-
sional	 que	 trabalha	 com	grupos.	 Seu	
autor,	 psicodramatista	 com	 experiên-
cia	 em	 várias	 frentes,	 não	 se	 limita	 a	
listar	cem	jogos	aleatoriamente.	Ele	os	
classifica	de	acordo	com	o	momento	
do	 grupo,	 sendo,	 portanto,	 extrema-
mente	didático.	A	paginação	cuidado-
sa	também	facilita	sua	utilização	como	
obra	de	consulta	rápida	e	eficiente.
Anotações
7. A partir do que estudamos neste capítulo sobre respeito, ética, amizade e liberdade, observe 
as imagens e escreva, no seu caderno, algumas atitudes que devemos ter nos ambientes 
abaixo. Resposta pessoal
• Se você marcou mais as alternativas A: 
Você só faz o que quer, entretanto, seria interessante aprender a escutar as pessoas 
que realmente gostam de você.
• Se você marcou mais as alternativas B: 
Você escuta a opinião dos outros e procura se informar para tomar a melhor decisão.
• Se você marcou mais as alternativas C:
Você escuta demais as opiniões das pessoas, e, muitas vezes, isso interfere em suas 
decisões.
XII. Você está a fim de se inscrever no vestibular para Arquitetura, mas seus pais acham que 
Computação tem mais futuro. Em que isso muda os seus projetos? 
A. ( ) Em nada. 
B. ( ) Você resolve se informar melhor sobre Arquitetura e Computação. 
C. ( ) Você opta por fazer vestibular para Arquitetura e Computação.
XIII. Você vai dar uma festa. Na hora de escolher sua roupa, você... 
A. ( ) ... decide sozinho, exatamente do seu gosto. 
B. ( ) ... olha as matérias de festa das revistas, algumas vitrines por aí, repara nas roupas que 
vê nas festas, junta um pouco de imaginação e decide. 
C. ( ) ... fica atrapalhado. Pede ajuda à sua mãe, aos amigos e demora um mês para decidir.
XIV. Você está a fim de comprar uma camisa branca. Entra numa loja, e o único modelo de 
que você gosta só tem em azul. A vendedora sugere que você experimente. O que você faz? 
A. ( ) Vai embora.
B. ( ) Experimenta, mas só leva se ficar muito bem.
C. ( ) Experimenta e pergunta para a vendedora o que ela achou.
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75Manual do Educador – 6o ano
Para refletir
O amor à vida: uma questão de ética
Ao longo do tempo, a humanidade vem se apresentando cheia de conflitos que começam, 
primeiramente, no “ser” de cada um. Os laços de relacionamentos que prendem os seres 
humanos são uma preocupação de muitos estudiosos. A amizade se tornou um ponto de 
inquietação neste novo milênio. São os atos de humanidade, beneficência e gratidão que 
formalizam os deveres éticos dos amigos.
Estamos numa sociedade em que as pessoas acham cada vez mais difícil demonstrar 
um mínimo de afeto aos outros. Em vez da noção de comunidade e da sensação de fazer 
parte de um grupo, encontramos um alto grau de solidão e perda de laços afetivos. Isso 
é também denunciado na afirmativa do Dalai Lama, em seu livro Uma ética para o novo 
milênio.
O que gera essa situação é o crescimento e o desenvolvimento econômico, que 
reforçam intensamente a tendência das pessoas para a competitividade e a inveja. Os 
seres humanos vivem isolados e de forma egoísta, valorizando apenas suas vontades, 
seus bens, suas contas bancárias, e, consequentemente, falta espaço em sua vida para o 
interesse pela coletividade.
O desrespeito à natureza, por exemplo, pode causar graves problemas ao planeta: 
lixo atômico, armas nucleares, ameaça de guerra bacteriológica, extinção de animais e 
vegetais, poluição do ar e das águas, desmatamento, etc. 
O homem, ser dotado de inteligência, julga-se superior. Demonstra isso por meio de 
atitudes diárias. Isso traz, como consequência, uma desvalorização do sentimento de amor 
para com a própria existência e, logicamente, para com a do semelhante, reduzindo a sua 
prática cidadã.
“O amor flui em todos nós como rio invisível” (Sathya Sai Baba). Segundo esse autor, 
a condição essencial para se levar uma vida digna é viver o amor por meio da prática dos 
valores humanos. 
A vida é, então, uma sucessão de acontecimentos, formando a história de cada ser. 
É nossa responsabilidade transformar esses acontecimentos em favor de nós mesmos e 
da sociedade. Como? Sabendo voltar atrás quando for preciso, utilizando-se da justiça, 
da verdade, do diálogo, do perdão, da solidariedade. Aí, sim, estaremos lutando pela 
sobrevivência do nosso planeta.
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76 Cidadania Moral e Ética
1. Em sua opinião, existe ética de amor à vida? Discuta com o professor e os colegas e escreva 
suas conclusões abaixo.
Resposta pessoal
2. O que é necessário para se ter uma vida digna?
Resposta pessoal
3. Pense sobre todas as coisas que você fez nas últimas 24 horas. Veja quais delas ajudaram 
você a viver com amor e quais não ajudaram. Anote aqui sua opinião sobre elas.
Resposta pessoal
4. Você conhece algum caso em que ocorreu falta de ética? Qual? Debata com seus colegas 
de classe.
Resposta pessoal
5. Debata com seus colegas de classe tendo em vista a situação apresentada no texto a seguir.
A informação veste hoje o homem de amanhã 
Pelé tinha toda razão ao pedir pelos microfones — no dia em que marcou seu milésimo 
gol — que se cuidasse mais das criancinhas. Realmente, é necessário mais cuidado com 
elas. Eu conheço muita criancinha que já anda lendo revista para adultos. 
Não, meus caros, as criancinhas não são mais aquelas. Estão perdendo rapidamente a 
Questão de ética?
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77Manual do Educador – 6o ano
infância. E, a prosseguir nesse ritmo, daqui a pouco, com 5 anos, já serão adolescentes. 
Há pouco tempo, remexendo o passado, dei de cara com um pião, velho companheiro de 
brincadeiras de rua. Sem saber o que fazer com ele, resolvi dar de presente para o filho do 
porteiro. O garoto pegou-o, examinou sem muita animação e me perguntou insensível:
— O que é que é isso? 
Seu pai, que se aproximava, respondeu: um pião. E, esquecendo-se por um momento 
de suas funções na portaria, apanhou o brinquedo, agachou-se e, numa animação quase 
infantil, ficou tentando soltá-lo. O filho, em pé, ao seu lado, olhou-o fixo, virou-se para mim e, 
assumindo um ar crítico, comentou: 
— Olha aí — disse para o pai abaixado —, parece uma criança. 
Segundo os educadores, as mudanças decorrem do fato de as crianças da década cres-
cerem muito bem informadinhas. Um jornal publicou uma matéria baseada em pesquisa 
realizada entre crianças de 3 a 15 anos (se é que hoje ainda se pode chamar um cidadão 
de 15 anos de criança) cujo título era: Como se está fazendo o homem de amanhã. Eu, 
particularmente, creio que o homem de amanhã continua sendo feito com os mesmos ingre-
dientes com que se fazia o homem de ontem, ou seja: um homem e uma mulher, que devem 
ser temperados com uma pitadinha de amor antes de levados ao forno. Mas não é isso que 
interessa. Num determinado trecho, a reportagem dizia: “O menino André Luís, de 4 anos, 
viu pela TV a chegada do homem à Lua. Achou o fato natural, pois estava informado sobre 
os preparativos e podia descrever perfeitamente o módulo lunar. Sabia de cor o nome dos 
astronautas e discutia sobre as possibilidades de o homem chegar a Marte”. Os senhores 
estão sentindo o drama? André Luís sabia mais sobre o espaço do que qualquerdatilógrafo 
da Nasa.
A pesquisa revela também que as novas crianças preferem novelas e outros tipos de pro-
grama aos feitos especificamente para a classe. Outro dia fui à casa do vizinho pedir gelo 
e, ao chegar, assisti à maior discussão entre ele e o filho de 5 anos diante da televisão. Meu 
vizinho querendo desenhos animados, e seu filho interessado no National Geographic. 
Antigamente, os campos estavam bem definidos: as crianças de um lado e os adultos de 
outro. Agora não há mais fronteiras. As crianças invadiram e tomam de assalto o mundo dos 
adultos. Eu me lembro do dia em que, com 4 ou 5 anos, meu pai me levou ao Jóquei Clube. 
Paramos ali junto ao padoque, e, pela primeira vez, vi um cavalo de perto. Excitado com a no-
vidade, depois de um esforço — se vocês me permitem: cavalar —, o máximo que consegui 
perguntar ao meu pai era o que o cavalo comia. Pois bem, ontem voltei com meu sobrinho 
de 6 anos ao hipódromo. Recostamos no padoque perto de um cavalo castanho, e eu me 
recordei da cena com meu pai. Imaginando que o garoto poderia me fazer a mesma pergun-
ta, antecipei-me com um certo orgulho e fui logo lhe informando que “O cavalo come aveia, 
alfafa e cenoura”. Quando acabei de falar, o menino me lançou um olhar enfastiado e disse: 
— O que o cavalo come, eu já sei, tio. Agora eu estou interessado em saber é quanto ele 
vai pagar na ponta.
NOVAES, Carlos Eduardo. A cadeira do dentista & outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994
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78 Cidadania Moral e Ética
•	Compreender	a	importância	da	
prática	esportiva	para	a	vivência	
social.
•	Debater	os	benefícios	do	
esporte.
•	Discutir	as	atitudes	éticas	nas	
atividades	esportivas.
•	Perceber	a	necessidade	do	
desenvolvimento	de	atividades	
físicas	para	uma	vida	saudável.
•	Refletir	sobre	os	pontos	positivos	
e	negativos	da	competitividade.
•	Compreender	a	necessidade	de	
saber	lidar	bem	com	a	derrota	e	
com	a	vitória.
Objetivos 
Pedagógicos
Anotações
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Conhecimentos prévios
•	Você	pratica	esporte	com	
frequência?
•	Você	já	presenciou	
alguma	atitude	violenta	
no	esporte?
•	Na	sua	escola,	há	alguma	
falta	de	ética	no	esporte?
•	Quando	você	pratica	
atividade	esportiva,	
é	como	um	lazer	ou	
atividade	escolar?
Ética no esporte 
e no lazer
Analise as imagens e, a seguir, converse com seu 
professor e seus colegas sobre a relação entre as fotos 
e o tema do capítulo: Ética no esporte e no lazer.
Vamos dialogar!
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79Manual do Educador – 6o ano
Dinâmica do futebol com bexigas
Divida	 o	 grupo	 em	 dois	 times	 e	
peça	para	que	 cada	grupo	eleja	um	
líder.	Cada	líder	deve	dispor	seus	jo-
gadores	 nas	 posições	 que	 desejar.	
Após	 ambos	os	 times	estarem	devi-
damente	 dispostos,	 informe	 que	 os	
pés	 dos	 jogadores	 não	 podem	 sair	
do	 chão,	 ou	 seja,	 ninguém	 pode	 se	
movimentar.	Dê	uma	bexiga	de	uma	
cor	para	um	time	e	outra	para	o	outro	
time	e	determine	um	tempo	para	que	
eles	consigam	realizar	a	atividade.	O	
objetivo	é	que	eles	consigam	marcar	
a	maior	quantidade	de	gols	que	con-
seguirem.
Em	 nenhum	 momento	 foi	 falado	
que	os	times	são	concorrentes	entre	
si	e	que	devem	disputar	o	jogo.	Sen-
do	assim,	o	que	se	espera	é	o	verda-
deiro	 trabalho	 em	 equipe	 do	 grupo	
em	geral,	ou	seja,	as	bexigas	deverão	
passar	 pelas	mãos	 de	 todos	 os	 par-
ticipantes	do	jogo	até	chegar	ao	seu	
respectivo	gol.	Sem	a	ajuda	de	todos,	
o	gol	será	um	objetivo	extremamente	
difícil	de	ser	atingido.
Sugestão de 
Abordagem
Anotações
Esporte x lazer 
Leia o texto a seguir e reflita, junto com o professor e os colegas, sobre as ações que estão 
acontecendo, fazendo uma relação com as imagens da página anterior.
Importância do esporte
Gabriela Cabral 
Dá-se o nome de esporte às atividades físicas realizadas por pessoas que se submetem 
a regulamentos e participam de competições. A prática de esportes beneficia grandiosa-
mente as pessoas e até mesmo a sociedade, pois reduz a probabilidade de aparecimento 
de doenças, contribui para a formação física e psíquica, além de desenvolver e melhorar tais 
formações.
Na adolescência, as pessoas são influenciadas pelo consumismo, por problemas psicoló-
gicos, hábitos prejudiciais e outros, que também influenciam as demais faixas etárias, geran-
do conflitos internos que desviam valores e aprendizagens antes obtidos. É nesse processo 
que o esporte mostra sua grande contribuição à sociedade. 
Cada esporte possui suas particularidades que envolvem as pessoas e as fazem optar 
por qual praticar. Os esportes influenciam no desenvolvimento saudável delas e as distan-
ciam da mentalidade distorcida que hoje se prega no mundo e ainda faz com que as pes-
soas se afastem da criminalidade, que está presente em todos os locais de forma bastante 
organizada e sedutora.
Existem inúmeras instituições sem fins lucrativos que criam centros de esporte em áreas 
de baixa renda a fim de focar a atenção dos jovens e adolescentes e ainda distanciá-los 
da marginalidade e da criminalidade existentes no mundo. O crime organizado existe como 
organização estruturada e presente em todos os lugares, como sentinelas buscando novas 
vidas; o esporte tem a importante e difícil missão de mostrar que nem sempre o caminho 
mais fácil é o correto. 
Disponível em: http://alunosonline.com.br/educacao-fisica/importancia-do-esporte.html. Acesso em: 26/07/2016.
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80 Cidadania Moral e Ética
Fundamentação
Efeitos da atividade física no 
adolescente
A	 atividade	 física	 é	 um	 importante	
auxiliar	para	o	aprimoramento	e	desen-
volvimento	 do	 adolescente,	 nos	 seus	
aspectos	físicos	e	psicológicos,	poden-
do	aperfeiçoar	o	potencial	físico	deter-
minado	pela	herança	e	adestrar	o	indi-
víduo	para	um	aproveitamento	melhor	
de	 suas	 possibilidades.	 Paralelamente	
à	 boa	 nutrição,	 a	 adequada	 atividade	
física	 deve	 ser	 reconhecida	 como	 ele-
mento	 de	 grande	 importância	 para	 o	
crescimento	e	desenvolvimento	duran-
te	a	adolescência,	bem	como	para	di-
minuição	dos	riscos	de	futuras	doenças.
A	prática	do	exercício	físico,	associa-
da	a	uma	oferta	energética	satisfatória,	
permite	 um	 aumento	 da	 utilização	 da	
proteína	 da	 dieta	 e	 proporciona	 ade-
quado	 desenvolvimento	 esquelético.	
Várias	outras	influências	positivas	estão	
relacionadas	 à	 atividade	 física	 regular,	
como	 o	 aumento	 da	 massa	 magra,	 a	
diminuição	da	gordura	corporal,	a	me-
lhora	 dos	 níveis	 de	 eficiência	 cardior-
respiratória,	 de	 resistência	 muscular	 e	
força	isométrica,	além	dos	importantes	
efeitos	psicossociais.
Mesmo	 que	 isoladamente	 o	 exercí-
cio	possa	não	ser	capaz	de	promover	
rápida	perda	de	gordura,	ele	apresen-
ta	diversas	vantagens	sobre	outros	ti-
pos	de	tratamento,	como	conservação	
da	massa	magra	—	que	ocorre	devido	
ao	efeito	anabólico	da	atividade	física	
—	e	o	desenvolvimento	de	um	melhor	
estilo	de	vida.
Quanto	 ao	 efeito	 “estimulador”	 do	
crescimento,	ainda	é	bastante	difícil	de-
terminar	a	definição	exata	da	influência	
que	os	programas	de	treinamento	têm	
sobre	o	crescimento.	Alguns	pesquisa-
dores	 sugerem	que	 o	 treinamento	 in-
tensivo	 tem	 pouco	 ou	 nenhum	 efeito	
no	crescimento	infantil,	outros	conside-
ram	que	as	diferenças	 físicas	observa-
das	entre	 jovens	atletas	 refletem,	pro-
vavelmente,	uma	seleçãode	indivíduos	
que	sejam	mais	aptos	às	demandas	de	
determinados	esportes.	O	treinamento	
físico	 regular	parece	 ser	 apenas	um	dos	
fatores	que	podem	afetar	o	crescimento.
O	desequilíbrio	nutricional	pode	ocor-
rer	 quando	 treinos	 excessivos	 não	 são	
acompanhados	 de	 aumento	 compatível	
dos	nutrientes	ingeridos.	Devido	aos	ho-
rários	dos	treinos,	os	adolescentes	podem	
adotar	dietas	inadequadas,	com	omissão	
de	 refeições	 ou	 sua	 substituição,	 princi-
palmente	por	 líquidos	que	 repõem	ape-
nas	parte	das	calorias	e	dos	eletrólitos.	A	
realização	 de	 exercícios	 prolongados	
ou	 vigorosos	 que	 excedam	 dez	 horas	
semanais	 sem	 uma	 correta	 reposição	
nutricional	e	de	calorias	pode	acarretar	
sérios	 riscos	 ao	organismo	do	 adoles-
cente.
Disponível	em:	http://ral-adolec.bvs.br/
scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-
71302002000100007&lng=pt&nrm=iso.	Adaptado.	
Acessado	em:	05/06/2014.
1. Observe as imagens, reflita e responda: como se dão a ética e a moral no universo do esporte?
Questão de ética?
Resposta pessoal
Resposta pessoal
2. Sabemos que a prática esportiva é de grande valor para todos os cidadãos. Então, respon-
da: o que o esporte representa para você?
Resposta pessoal
3. Conforme o texto, para a prática do esporte, há pessoas que se submetem a regulamentos 
tanto para participar de competições oficiais quanto amadoras. A partir disso, descreva uma 
atividade esportiva de livre escolha com suas regras. 
Resposta pessoal
4. No último parágrafo, a autora diz, em outras palavras, que o esporte salva vidas, principal-
mente de jovens em situação de vulnerabilidade social. O que você acha disso?
Resposta pessoal
5. A Grécia é o berço da Filosofia. Nela, o esporte sempre foi concebido e entendido como 
atividade necessária para o bom desenvolvimento do corpo e do caráter. Assim, pesquise 
a relação entre a Filosofia e os esportes nos ideais gregos e elabore um modo de socializar 
com a turma sua pesquisa (através de cartão, cartaz, fotografia, montagens, vídeos, etc.).
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81Manual do Educador – 6o ano
Com	a	sequência	de	aulas	aqui	pro-
posta,	fomente	nos	estudantes	a	per-
cepção	de	uma	estrutura	alternativa,	
ligada	 à	 criação	 de	 uma	 cultura	 da	
paz	 no	 esporte	 praticado	 na	 escola.	
Você	pode	aproveitar	a	ocasião	para	
dialogar	 a	 respeito	 com	 o	 professor	
de	Educação	Física.
Trabalhe	 com	 seus	 alunos	 os	 prin-
cípios	 de	 cooperação,	 da	 calma,	 da	
determinação	para	discutir	diferenças,	
capacidade	para	agir	em	um	clima	de	
cooperação	 para	 solução	 de	 proble-
mas,	 amor	 e	 concordância	 e	 a	 capa-
cidade	de	dizer	“Eu	sou	humano.	Co-
meti	um	erro.	Vou	tentar	novamente”.
Esse	momento	 é	bem	 significativo	
para	explorar	o	esporte	como	prática	
de	sociabildade.	O	esporte	pode	ser	
visto,	 também,	 como	 escore	 central	
para	 ajudar	 jovens	 a	 se	 livrarem	 de	
situações	de	risco.
Sugestão de 
Abordagem
Sugestão de 
Abordagem
A	 cultura	 é	 a	 forma	 de	 o	 ser	 hu-
mano	 viver	 em	 sociedade,	 incluindo	
tudo	o	que	ele	pensa	e	faz	com	seus	
valores	e	características	próprias.	As-
sim,	torna-se	possível	pensar	na	cul-
tura	da	paz,	fundada	na	ética,	que	no	
espaço	 escolar	 deve	 trazer	 atitudes	
críticas,	de	reconhecimento	de	limites	
e	de	possibilidades,	de	novas	ações	e	
valores	que	permitam	escolhas	e	ca-
minhos	baseados	em	ações	coletivas	
e	solidárias.
Diálogo com o 
professor 
Sugestão de Abordagem Anotações
SA COR A Ú TE DE TI
VI MEN PO LA DE ZER DA
Sim. Movimentar o corpo faz bem tanto para a saúde 
física (do corpo) como para a psíquica (da mente).
7. Decifre a mensagem e comente a questão: os gregos estavam certos quando defendiam a 
ideia de corpo são, mente sã?
corpo — mente — saúde — lazer – atividade
8. Pesquise, nos espaços esportivos de lazer que existem na sua comunidade, as modalidades 
esportivas oferecidas. No seu bairro, o esporte é capaz de reunir pessoas com condições 
sociais diferentes? Justifique.
Resposta pessoal
9. Pesquise com seus colegas de turma as atividades esportivas que eles realizam e como o 
esporte contribui para cada um:
a. ser honesto. 
Resposta pessoal
b. ser paciente.
Resposta pessoal
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ntoparaasaúdefísica(docorpo)comopara
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a(
da
me
nte).
6. Junte as sílabas da mesma cor e forme palavras relacionadas ao tema Esporte e lazer. Em 
seguida, responda: como o esporte pode livrar o ser humano de doenças corporais e dos 
males sociais?
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82 Cidadania Moral e Ética
Para refletir
Leia o texto a seguir e, depois, faça uma reflexão com seus colegas respondendo às 
perguntas apresentadas. 
Minha vida como pivete
Não há segundo ato nas vidas americanas, 
disse Scott Fitzgerald, mas há nas vidas bra-
sileiras: segundo, terceiro, décimo atos. Num 
desses atos — misteriosos são os desígnios 
da Providência — fui um pivete. 
Não por muito tempo, devo dizer. Na verda-
de, por muito pouco tempo e em circunstân-
cias especiais. Aconteceu no Bonfim, e numa 
época em que o bairro ainda não era barra-pe-
sada. Nós estávamos na Rua João Telles, uma 
noite, e jogávamos futebol no meio da rua. O 
futebol não é um esporte silencioso, e algazar-
ra nós fazíamos, não muita, mas o suficiente 
para incomodar um dos moradores, que veio à 
janela e mandou-nos embora. Seguiu-se uma 
áspera troca de palavras, e a janela fechou-se, 
no que parecia uma retirada. 
Não era. Enquanto continuávamos o jogo, o 
homem chamava a polícia. Minutos depois, en-
costava na rua uma viatura da PM. Podíamos, 
ou devíamos, ter fugido; na verdade, porém, não 
nos ocorria que o objetivo das forças da lei era 
o nosso precário futebol. Para nossa surpresa, 
os policiais vieram em nossa direção. Um deles 
olhou-me (nunca imaginei ter aparência perigo-
sa) e, abrindo a porta do camburão, ordenou: 
— Entra. 
Vacilei. Olhei lá dentro. Era um comparti-
mento escuro e apertado aquele, um lugar de 
aparência sombria. Mas o pior era o significa-
do de entrar ali. Quando a porta se fechasse, 
com estrondo, sobre mim, eu não apenas es-
taria separado de meu bairro, de meus ami-
gos, de minha família. Eu estaria penetrando 
numa outra realidade, tão escura, apertada 
e sombria quanto o compartimento dos pre-
sos do camburão. Eu estaria ingressando na 
marginalidade, e quem me garantia que, dela, 
sairia? Não seria aquele o meu primeiro pas-
so numa carreira (talvez bem-sucedida, talvez 
trágica; quem conhece os desígnios da Provi-
dência?) de gângster? 
O policial esperava, impaciente, e eu não 
me decidia, mas aí o destino interveio sob a 
forma de um morador. Dirigindo-se aos ho-
mens da lei, ele ponderou que não valia a 
pena me levar, mesmo porque me conhecia 
e estava seguro de que eu era um bom guri. 
— Garanto que ele não incomoda mais — 
repetia.
Os homens se olharam e resolveram que 
não valia a pena gastar ficha policial comigo. 
De modo que, depois de algumas ameaças, 
embarcaram na viatura e se foram. 
Era o Bonfim, não a Candelária; era o Brasil, 
não a Europa Oriental. Escapei do Holocausto 
porque meus pais vieram para este país, onde 
nasci. E escapei porque havia alguém ali para di-
zer que, apesar das aparências, eu era um bom 
guri. Tive sorte. Temos, todos nós, muita sorte. 
Em nome dessa sorte devemos pensar, cada 
vez que olhamos um suposto pivete, que ele 
pode, afinal, ser um bom guri.
SCLIAR, Moacyr. Um país chamado infância. 
São Paulo: Ática, 2002.
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83Manual do Educador – 6o ano
Sugestão de leitura////
Esporte e atividade física na 
infância e na adolescência
Autor:	Dante	de	Rose	Junior
Este	livro	pretende	abordar	as	mais	
diversas	tendências	e	especificidades	
relacionadas	 à	 prática	 esportiva	 in-
fantojuvenil,	 apresentando	 ao	 leitor	
uma	 perspectiva	 atual	 sobre	 temas	
como	 pedagogia,	 fisiologia,	 psicolo-
gia,	 sociologia,	 etc.	A	obra	 é	 indica-
da	àqueles	profissionais	que	buscam	
informações	para	embasar	as	ativida-
des	físicas	propostas	às	crianças	e	aos	
adolescentes
Esporte cooperativo: uma 
proposta
Autor:	Reinaldo	Soler
Por	 meio	 das	 atividades,	 perce-
bemos	que	 a	 escola	 não	precisa	 ser	
sisuda	 só	 porque	 tem	 de	 ser	 séria.	
Quando	nos	divertimos,	aprendemos	
muito	mais,	pois	 tudo	que	é	diverti-
do	acaba	se	tornando	significativo,	e	
tudo	 que	 é	 significativo	 é	 guardado	
em	nossas	 lembranças.	O	autor	pro-
põe	que	as	regras	devem	ser	flexíveis,	
e	a	ênfase	está	sempre	no	processo,	
não	no	resultado	final.
Anotações
Questões para reflexão?
1. Qual é o tema do texto?
2. Você acha que as crianças estavam praticando o esporte competitivamente ou ape-
nas por lazer? 
3. A atitude do morador foi correta? Por quê?
4. Como você agiria no lugar dele?
5. Todas as crianças têm acesso ao esporte ou ao lazer?
6. Qual é a relação entre o texto e o tema do capítulo, Esporte x lazer?
Lazer e saúde
Lazer e saúde são direitos humanos básicos, assim como educação e trabalho, e, portanto, 
todas as pessoas devem ter garantias de que eles estarão presentes em sua vida. 
O lazer e a saúde são dois aspectos que nos trazem tranquilidade e satisfação. Ambos 
proporcionam experiências humanas singulares, como a liberdade de escolha e de expressão, 
a criatividade, o prazer, a diversão e a felicidade, porque envolvem aspectos físicos, sociais, 
emocionais e espirituais. 
Além disso, estão diretamente ligados à qualidade de vida de cada pessoa, pois lazer e 
saúde caminham de mãos dadas: o lazer promove a saúde e o bem-estar, já que as pessoas 
escolhem suas atividades de acordo com suas próprias necessidades, seus interesses e suas 
preferências.
Mas é fundamental saber que, infelizmente, nem todas as pessoas têm acesso ao lazer e à 
saúde, pois nem têm sequer condições básicas de vida, como moradia, alimentação, educação, 
trabalho, etc. 
Nas sociedades, há ainda muito o que fazer para que todas as pessoas venham a desfrutar 
dos benefícios do lazer e da saúde, pois nelas há constantes indicativos de estresse, tédio, 
insatisfação, etc. O lazer e a saúde aliados podem trazer grandes benefícios nessas situações, 
já que são capazes de fazer com que as pessoas identifiquem e realizem desejos, satisfaçam 
necessidades pessoais e interajam positivamente com o ambiente. Tudo isso, na verdade, pro-
move a melhora da qualidade de vida de cada pessoa.
Enfim, procure realizar atividades que aliem lazer e saúde porque, nos tempos atuais, há 
pouco tempo livre para as pessoas ao longo da vida. Assim, aproveite seu tempo livre para fazer 
aquilo que lhe traz prazer e lhe faz bem. 
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84 Cidadania Moral e Ética
Fundamentação
Esporte e saúde
O esporte, como conceito, é consi-
derado uma atividade metódica e re-
gular, que associa resultados concre-
tos referentes à anatomia dos gestos 
e à mobilidade dos indivíduos. Esta 
é a conotação que podemos chamar 
de esporte de alto nível, veiculada 
nas mídias em geral, representada por 
pessoas executando gestos extrema-
mente mecanizados, uniformes, com 
certo gasto de energia para produzir 
determinado tipo de movimento repe-
tidas vezes. São gestos plásticos, muito 
organizados, moldados e com muitas 
regras, para que se possa obter algum 
resultado prático.
Existem outros conceitos de espor-
te, nos quais se consideram como um 
componente dos blocos de conteúdos 
da Educação Física escolar. É na escola 
que a conotação de esporte deve ser 
diferente do esporte de alto nível, ape-
sar de alguns professores de Educação 
Física insistirem em alto rendimento. 
Felizmente, esse modelo vem-se mo-
dificando, aos poucos. Assim, a ideia 
que se tem de esporte é muito ampla, 
o que permite uma variedade de con-
ceitos. Dependendo do conceito e do 
entendimento, esporte pode estar ou 
não veiculado à saúde.
Associado à saúde está o conceito 
de qualidade de vida, definido como 
a condição humana resultante de um 
conjunto de parâmetros individuais e 
socioambientais (modificáveis ou não) 
que caracterizam as condições em que 
vive o ser humano. 
O esporte é uma atividade física e, 
como tal, promove desgaste energé-
tico, emagrecendo o organismo. Mas, 
sem respeitar os parâmetros físicos li-
mitantes de cada indivíduo, ou ainda 
sem um controle alimentar adequado, 
ao invés de benefícios a atividade pode 
promover malefícios. O controle ali-
mentar é muito importante no que se 
refere à relação entre ingestão e gasto 
de energia, ou seja, o quanto se come e 
o quanto se trabalha.
O esporte pode vir a ser um promotor 
de saúde, mas nem sempre irá produzir 
saúde. Percebemos também que exis-
tem vários desportistas que fazem uso de 
substâncias — questionáveis — para ob-
ter melhores desempenhos nas ativida-
des, o que corrompe a noção de que es-
porte faz bem. Esporte só faz bem dentro 
de seus fatores limitantes: bem emprega-
do, bem trabalhado e sob uma perspec-
tiva que esteja além do alto rendimento.
Isso não quer dizer que muitos que 
praticam esportes de alto rendimento 
não são pessoas saudáveis. Serão na 
medida em que o treinamento lhes 
provocar bem-estar físico e uma boa 
relação com os outros. Ao exagerar na 
atividade, acaba-se promovendo um 
malefício ao corpo. Outro problema 
nessa relação ocorre com uma con-
cepção inadequada de esporte, sendo 
esta, muitas vezes, a concepção dos 
1. Escreva, na cruzadinha a seguir, alguns dos direitos básicos que precisam ser garantidos. 
Depois, escolha uma das palavras e disserte sobre ela, apresentando sua importância e 
contribuição para o desenvolvimento da vida humana.
Questão de ética?
2. Conforme o texto, como podemos relacionar o lazer e a saúde?
Podemos relacionar o lazer e a saúde como direitos básicos, que, além do mais, são dois 
aspectos que nos trazem tranquilidade e satisfação.
3. Por que o lazer e a saúde são dois aspectos que nos trazem tranquilidade e satisfação?
Por que ambos proporcionam experiências humanas singulares, como a liberdade de 
escolha e de expressão, a criatividade, o prazer, a diversão e a felicidade, porque envolvem 
aspectos físicos, sociais, emocionais e espirituais.
4. Faça uma pesquisa, na Internet e em livros, sobre como atitudes humanas no lazer e no cui-
dado com a saúde podem colaborar para uma ótima qualidade de vida.
Resposta pessoal
A L I M E N T A Ç Ã O
A
Z S M
E D U C A Ç Ã O
R Ú R
D A
E D
I
T R A B A L H O
IV.
I.
II. III.
V.
VI.
84 Cidadania Moral e Ética I 6o ano
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85Manual do Educador – 6o ano
professores	de	Educação	Física	dos	en-
sinos	Fundamental	e	Médio.	Em	deter-
minada	ocasião,	esporte	é	considerado	
como	 um	 conteúdo	 mínimo	 e	 único,	
o	 que	 acaba	 se	 tornando	 a	 exclusiva	
prioridade	a	ser	promovida	entre	seus	
alunos:	aos	que	jogam	bem,	a	oportu-
nidade	de	praticar;	já	os	que	possuem	
dificuldades	 acabam	 como	 juiz,	 gan-
dula	 ou	 ainda	 sentados	 no	banco,	 só	
observando	a	turma	jogar.	Nesses	ca-
sos,	não	há	saúde	social	ou,	sequer,	saú-
de	motora.	Como	deve-se	sentir	o	aluno	
que	permanece	sentado	durante	toda	a	
atividade	dos	colegas?	O	que	ele	acaba	
por	representar?	E	sobre	a	prática	de	dis-
tribuir	os	alunos	em	dois	times,	onde	são	
escolhidos	um	por	vez,	alternadamente:	
como	se	sente	o	último	a	ser	escolhido?	
Estas	são	práticas	a	serem	repensadas.A	Educação	Física	nas	escolas	não	pode	
ter	por	objetivo	formar	campeões.	Temos	
a	necessidade	de	dissociar	a	Educação	
Física	escolar	de	 treinamento	esporti-
vo,	do	contrário	o	esporte	deixa	de	ser	
um	agente	de	inclusão	social	para	ser	
um	fator	de	exclusão	social	onde	quem	
joga	bem	joga	e	quem	não	joga	bem	
é	excluído.
Disponível	em:	http://www.cdcc.usp.br/ciencia/artigos/
art_22/esportesaude.html.	Adaptado.	Acessado	
em:05/06/2014.
Anotações
5. Responda às perguntas a seguir.
a. O que o lazer e a saúde nos trazem?
Tranquilidade e satisfação.
b. Quais são os aspectos da vida que o lazer e a saúde envolvem?
Aspectos físicos, sociais, emocionais e espirituais.
c. Você já praticou alguma atividade que alia lazer e saúde?
Resposta pessoal
d. Por que dizemos que lazer e saúde caminham de mãos dadas?
Porque o lazer promove a saúde e o bem-estar.
e. A que aspecto da vida das pessoas estão ligados todos esses tópicos discutidos nas 
questões anteriores?
À qualidade de vida de cada pessoa.
6. Escreva sobre qual atividade lhe traz prazer e melhora sua saúde. Relate como você se sente 
realizando-a e por quê.
Resposta pessoal
7. Nas imagens a seguir, circule as pessoas que não têm acesso ao lazer ou à saúde e apre-
sente a explicação social para isso.
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86 Cidadania Moral e Ética
Resultado:
Se você marcou mais SEMPRE: sua vida é ótima!
Se você marcou mais ÀS VEZES: procure rever o que lhe traz insatisfação. 
Se você marcou mais NUNCA: é preciso fazer uma mudança radical em sua vida.
8. Leia a mensagem abaixo, observe as imagens a seguir e escreva qual é a relação entre elas.
As pessoas escolhem suas atividades de acordo com suas próprias 
necessidades, seus interesses e suas preferências.
9. Faça o teste a seguir para saber se você tem uma boa qualidade de vida. Tendo preenchido 
ao teste, pense e responda: que elementos existem na sociedade que impedem a saúde e 
o bem-estar?
S – sempre AV – às vezes N – nunca Resposta pessoal
Resposta pessoal
Toma café da manhã com frutas e cereais?
Come frutas e vegetais crus durante o dia?
Toma mais de cinco copos de água durante o dia? 
Evita comer doces em seu cotidiano?
Pratica atividade física durante 30 minutos pelo menos 3 vezes por semana?
Evita lugares com pessoas que fumam?
Você se protege do sol?
É capaz de colocar para fora toda a sua raiva ou o seu descontentamento?
Procura relaxar e meditar durante 15 ou 20 minutos por dia?
Dorme, pelo menos, 8 horas por dia?
No final do dia, você tem disposição para atividades extras?
Gosta muito da sua vida?
Sua rotina diária é fonte de prazer para você?
Vê o futuro de forma positiva?
A harmonia familiar faz parte de sua vida?
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87Manual do Educador – 6o ano
Para refletir
Leia o texto a seguir e, depois, faça uma reflexão com seus colegas respondendo às 
perguntas apresentadas. 
Riscos da prática esportiva competitiva
Cuidado! Esporte competitivo de alto rendimento não tem nada a ver com boa saúde! 
Pensem no atleta que admiravam e que, precocemente, está incapaz de atuar.
O esporte competitivo pode ser perigoso para o ambiente escolar, por diversos motivos:
•	 O coração da criança, submetido a esforços intensos e contínuos, pode desenvolver 
desproporção entre tamanho, espessura da parede, cavidade cardíaca e capacidade 
de contratilidade, o que pode causar distúrbios ou doenças, posteriormente. 
•	 Músculos submetidos precocemente a trabalhos intensos e indevidos podem sofrer 
hipertrofia, levando a compressões nos ossos, desequilíbrios articulares e defeitos 
posturais.
•	 Podem ocorrer lesões em cartilagens, com prejuízo para o crescimento da criança. 
•	 Esportes unilaterais (tênis, esgrima e até futebol), ou seja, que exigem mais de um lado 
do corpo do que outro, podem levar a distúrbios do crescimento no lado dominante 
(mais usado pela criança).
•	 Meninas em treinamento excessivo podem apresentar atraso do início da puberdade 
e osteoporose. 
•	 É errado submeter a criança a pressões psíquicas, como “ter que vencer”, ou fazê-la 
achar que deve ser elogiada desproporcionalmente por técnicos, dirigentes e pais. 
A atividade esportiva deve sempre contemplar:
•	 Aquecimento. Exercícios preparatórios devem ser realizados antes do início da 
atividade esportiva. Eles têm como função aumentar o fluxo sanguíneo e de oxigênio 
nos músculos e diminuir a chance de lesões musculares. Devem ser iniciados devagar 
e ter intensidade progressiva. A duração deve ser de 5 a 15 minutos.
•	 Alongamentos. Devem ser realizados logo após o aquecimento. Também diminuem 
a chance de lesões musculares. Cada posição deve ser mantida por 30 segundos. 
Esses exercícios devem ser repetidos ao fim da atividade física. 
•	 Segurança. A segurança no esporte tem o objetivo de prevenir lesões e acidentes. 
A prática esportiva segura deve garantir o respeito às regras do esporte e o uso de 
equipamentos de segurança, além de roupas e calçados apropriados a cada esporte. 
•	 Fortalecimento muscular. Aumenta a força e a massa dos músculos, protegendo as 
articulações, os tendões e os próprios músculos.
LOPEZ, Fabio Ancona; CAMPOS JR., Dioclécio (Orgs). Filhos de 2 a 10 anos de idade: dos pediatras da Sociedade 
Brasileira de Pediatria para os pais (Barueri, SP). São Paulo: Manole, 2011.
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88 Cidadania Moral e Ética
Questões para reflexão?
1. Você gosta de esporte competitivo? 
2. Você leva em consideração os pontos apresentados para escolher algum esporte 
para praticar? 
3. Os aspectos que uma atividade esportiva deve contemplar fazem parte da sua rotina 
de exercícios? 
4. Como é sua rotina de exercícios físicos? 
5. Qual é a relação do texto com o tema do capítulo, Ética no esporte e no lazer?
Competir ou ganhar: o que é mais importante? 
Praticar, competir, ganhar, perder, disputar, alcançar, atingir, conquistar, conseguir, levar, etc., 
todos esses e muitos outros verbos estão ligados às situações do esporte. 
Na verdade, o que diz a frase muito famosa do Barão de Coubertin (quem inventou os Jogos 
Olímpicos), “O importante, nos Jogos Olímpicos, não é vencer, mas competir. O essencial, na 
vida, não é conquistar, mas lutar com dignidade”, é muito difícil de acontecer entre os competi-
dores. Ninguém entra numa partida, de qualquer que seja o esporte, para perder. O importante 
é saber perder, perder com dignidade, perder com honradez, perder lutando até o final, sendo 
ético e jogando dentro das regras preestabelecidas. 
Da mesma forma, é fundamental saber ganhar, ganhar por mérito, ganhar por competência, 
ganhar porque, afinal, é melhor do que com quem se está jogando, e, nesse caso, cabe também 
ser ético durante o jogo. Portanto, o que, de fato, importa num jogo não é perder ou ganhar, 
muito menos competir; o que importa é a forma como se ganha ou se perde.
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89Manual do Educador – 6o ano
Sugerimos	que	a	música	O vence-
dor,	do	grupo	Los	Hermanos,	seja	tra-
balhada	em	sala	de	aula	com	os	alu-
nos.	Apresente	a	canção	e	distribua	a	
letra	para	que,	em	conjunto,	seja	feita	
uma	breve	interpretação.	Em	seguida,	
discuta	 os	 pontos	 em	 comum	 entre	
um	dos	tópicos	abordados	neste	ca-
pítulo	 e	 a	música,	 como	 acompeti-
tividade,	 a	 aceitação	 da	 derrota	 e	 a	
importância	da	vitória.
Você	 pode	 ter	 acesso	 à	 letra	 da	
música	em	https://www.letras.mus.br/
los-hermanos/67545/.
Sugestão de 
Abordagem
Trabalhe	com	os	alunos	o	conceito	
de	autoestima		e	sua	relação	com	o	
bem-estar	e	uma	vida	saudável.	Além	
disso,	promova	discussões	e	reflexões	
sobre	a	relação	da	autoestima	e	iden-
tidade.
Uma	atividade	que	você	pode	de-
senvolver	em	sala	é	pedir	para	que	os	
alunos	peguem	uma	folha	de	caderno	
e	sentem-se	em	círculos.	Em	seguida,	
peça	para	que	cada	aluno	pense	so-
bre	o	 seu	nome,	 se	este	o	agrada	e	
quem	o	escolheu.	Caso	não	goste	do	
próprio	nome,	o	aluno	poderá	optar	
por	outro	nome	que	gostaria	que	fos-
se	o	seu,	mas	deverá	explicar	o	por-
quê	da	escolha	deste.
Feito	 isto,	 você	 solicitará	 que	 os	
alunos,	ainda	em	círculo,	falem	sobre	
o	seu	nome,	a	origem	deste,	quem	o	
escolheu	etc.,	e	sobre	o	outro	nome	
que	 gostaria	 de	 ter	 (se	 este	 for	 o	
caso).	 Você	mediará	 a	discussão	 so-
bre	 o	 nome,	 sobre	 as	 expectativas	
que	este	nome	traz	e	seu	significado.
Sugestão de 
Abordagem
Anotações
1. A partir da imagem em destaque, pense e responda: como o esporte educa o ser humano 
para conviver com os sentimentos (como a tristeza e a alegria, por exemplo)?
Questão de ética?
2. Discuta com a turma sobre qual é o comportamento adequado para quem está:
a. ganhando o jogo – Resposta pessoal
b. perdendo o jogo – Resposta pessoal
3. Responda às perguntas a seguir sobre ganhar.
a. Você já ganhou jogos? Sua comemoração foi respeitosa? 
Resposta pessoal
b. Como você se comporta quando está ganhando? Sabe se controlar e não provocar o 
time perdedor?
Resposta pessoal
c. O que você sente em relação àquela pessoa que está ganhando?
Resposta pessoal
4. Na vida, às vezes, não conseguimos ganhar, e nem por isso devemos baixar a cabeça, pois 
é com as derrotas que aprendemos a não errar. Relate alguma situação em que você não 
conseguiu ganhar uma competição, um jogo de futebol ou outro esporte qualquer. Descreva 
que sentimento teve, bem como qual atitude você aprendeu.
Resposta pessoal
Resposta pessoal
G
E
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A
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E
S
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90 Cidadania Moral e Ética
Fundamentação
Ações benéficas para a 
autoconfiança e autoestima
•	Faça três listas.	Em	uma	folha	de	pa-
pel,	 escreva	as	 suas	 forças,	uma	das	
suas	 conquistas	 mais	 importantes	 e	
uma	das	coisas	que	você	admira	mais	
em	si	mesmo.
•	Pense positivamente acerca de si 
mesmo.	 Lembre-se	 de	 que,	 apesar	
dos	seus	problemas,	você	é	uma	pes-
soa	 única,	 especial	 e	 valiosa,	 e	 que	
você	 merece	 e	 pode	 vir	 a	 sentir-se	
bem	acerca	de	si	mesmo,	se	fizer	coi-
sas	nesse	sentido.
•	Preste especial atenção à sua higie-
ne pessoal e aparência.	 Por	 exem-
plo,	 cuidar	 do	 estilo	 do	 seu	 cabelo,	
aparar	 as	 unhas,	 usar	 fio	 dental	 nos	
dentes.	Vestir	roupas	que	façam	você	
se	sentir	bem	consigo	mesmo.
•	Coma boa comida como parte de 
uma alimentação saudável e equi-
librada.	 Faça	 refeições	 a	 pensar	 em	
si	 mesmo,	 torne	 isso	 um	 momento	
especial,	mesmo	 se	 você	 estiver	 co-
mendo	sozinho.	
•	Exercite-se regularmente.	 Sair	 para	
uma	caminhada	todos	os	dias	e	fazer	
exercícios	 mais	 vigorosos	 (exercícios	
que	 façam	você	suar)	 três	vezes	por	
semana	é	uma	prática	de	enorme	re-
torno	e	satisfação.
•	Verifique se você está dormindo o 
suficiente.	Após	um	dia	de	trabalho,	
a	nossa	energia	diminui.	É	importante	
repor.
•	Faça coisas que você gosta.	Por	ve-
zes,	quando	andamos	mais	em	baixo,	
com	preocupações	a	ocuparem-nos	a	
cabeça	e	na	presença	de	alguns	sen-
timentos	 negativos,	 fundimo-nos	 a	
isso	e	deixamos	de	 fazer	 coisas	que	
nos	fazem	sentir	bem.
•	Evite as pessoas ou lugares que o 
façam sentir-se mal acerca de si 
mesmo.	 Não	 recomendo	 que	 faça	
isto	durante	toda	a	sua	vida,	mas	se	
está	atravessando	um	período	de	bai-
xa	autoconfiança	e	baixa	autoestima,	
este	é	o	momento	de	fazê-lo.
Disponivel	em:	http://www.escolapsicologia.com/
sugestoes-para-construir-autoconfianca-e-autoestima/.	
Adaptado.	Acesso	em	14/08/2016.
Sugestão de Abordagem
Professor,	com	as	frases	construídas	
na	questão	5,	 realize	um	mural	para	
a	escola.
Resiliência: 
 
Fair play: 
 
Empatia: 
 
Respeito: 
 
Tolerância: 
 
Violência: 
 
Competição: 
 
Provocar: 
 
Disputar: 
 
5. Procure, em dicionários, as palavras a seguir e forme frases relacionadas ao tema estudado: 
Ética no esporte e no lazer. Resposta pessoal
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Sugestões de significados 
no dicionário:
•	Resiliência:	Habilidade	de	se	adap-
tar	 com	 facilidade	 às	 intempéries,	
às	alterações	ou	aos	infortúnios.
•	Fair play:	 Conduta	 de	 quem	 se	
comporta	ou	age	de	maneira	justa,	
pacífica.
•	Empatia:	Ação	de	se	colocar	no	lu-
gar	de	outra	pessoa,	buscando	agir	
ou	pensar	da	forma	como	ela	pen-
saria	ou	agiria	nas	mesmas	circuns-
tâncias.
•	Respeito:	Consideração;	sentimento	
que	leva	alguém	a	tratar	outra	pes-
soa	com	grande	atenção,	profunda	
deferência,	 consideração	 ou	 reve-
rência.
•	Tolerância:	 Disposição	 de	 admitir,	
nos	 outros,	 modos	 de	 pensar,	 de	
agir	e	de	sentir	diferentes	dos	nos-
sos:	 na	 vida	 social,	 a	 virtude	mais	
útil	é	a	tolerância.
•	Violência:	 Constrangimento	 físico	
ou	moral	exercido	sobre	alguém.
•	Competição:	Disputa	ou	concorrên-
cia	entre	duas	ou	mais	pessoas	que	
buscam	a	vitória	ou,	simplesmente,	
superar	quem	os	desafia.
•	Provocar:	 Estimular;	 incitar	 alguém	
a	fazer	alguma	coisa.
•	Disputar:	Competir;	esforçar-se	para	
conseguir	 algo	 desejado	 pelos	 de-
mais.	
Sugestão de 
Abordagem
Anotações
6. Faça o teste a seguir para ver se você é uma pessoa que sabe perder. Após fazer o teste, 
pense e responda: como aprender com os erros e as perdas?
I. Você e um amigo vão a uma loja e gostam da mesma coisa. Então, ele propõe que joguem 
par ou ímpar para ver quem leva o produto. Você...
A. ( ) ... não aceita e diz que, se não for seu, também não vai ser dele. 
B. ( ) ... aceita a sorte do par ou ímpar.
C. ( ) ... desiste de comprar e deixa para ele.
II. Num trabalho em grupo, sua ideia não foi acatada pelos demais integrantes. Você...
A. ( ) ... acha que foram injustos e a decisão foi errada, então sai do grupo. 
B. ( ) ... procura escutar as outras ideias e avaliar se a sua realmente não foi a mais legal. 
C. ( ) ... com a recusa, passa apenas a aceitar o que os outros decidirem.
III. Você está jogando videogame com outra pessoa e já está na terceira partida que você 
perde. Você...
A. ( ) ... fica furioso porque acha que a pessoa está trapaceando. 
B. ( ) ... nem percebe que já perdeu três vezes, pois jogar é legal de qualquer jeito. 
C. ( ) ... não está nem aí, já que não sabe jogar mesmo, então sugere fazer outra coisa.
IV. Você é fã de um cantor e passa a fazer parte do blog dele, mas suas perguntas nunca 
são respondidas. Você... 
A. ( ) ... fica com raiva e conta a situação no Twitter para ver se ele se toca.
B. ( ) ... fica chateado e vai conversar com seu amigo. 
C. ( ) ... fica triste porque as pessoas deveriam saber dar atenção aos outros.
V. Você falou mal de uma pessoa para outra que era muito amiga dela, mas você não sabia. 
Você... 
A. ( ) ... não se importa porque você não gosta da pessoa mesmo. 
B. ( ) ... vai falar com a pessoa para pedir desculpas. 
C. ( ) ... simplesmente nunca mais fala com nenhuma das duas.
VI. Toda a turma do colégio vai passar o final de semana na casa de um colega na praia, mas 
seus pais não deixam você ir. Você...
A. ( ) ... se tranca no quarto porque acha a decisão absurda. 
B. ( ) ... fica triste, mas tenta aproveitar o feriado se divertindo com outras coisas. 
C. ( ) ... já sabia que eles não deixariam, então nemdiscute e passa o feriado no com-
putador.
VII. Na hora da apresentação do trabalho na escola, você teve um branco na frente da clas-
se toda. Você... 
A. ( ) ... fica furioso e chega a sair da sala. 
B. ( ) ... diz que deu um branco e pede ajuda aos colegas e ao professor. 
C. ( ) ... se desculpa e conversa com o professor para remarcar uma nova data porque 
não conseguirá apresentar o trabalho.
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92 Cidadania Moral e Ética
A capacidade de competição
A	capacidade	de	competição	na	mo-
dalidade	esportiva	específica	é	conside-
rada	um	dos	componentes	importantes	
da	capacidade	de	desempenho	espor-
tivo.	O	desempenho	esportivo	é	um	as-
pecto	fundamental	no	esporte	enquan-
to	processo	e	também	resultado.	Dessa	
forma,	 a	 capacidade	 de	 competição	 é	
uma	qualidade	necessária	para	os	pra-
ticantes	da	atividade	esportiva.
A	origem	da	competição	esportiva	é	
tão	antiga	quanto	a	história	da	humani-
dade,	e	competir	é	um	fator	motivador,	
pois	 representa	 conquistas	 pessoais	 e	
sociais.	Não	 há	 esporte	 sem	 competi-
ção.	Aqueles	que	não	gostam	de	com-
petição	não	podem	gostar	de	esportes.
O	 treinamento	 esportivo	 é	 um	 con-
junto	 de	 meios	 utilizados	 para	 o	 de-
senvolvimento	das	qualidades	técnicas,	
físicas	e	psicológicas	de	um	atleta	ou	de	
uma	equipe,	tendo	como	objetivo	final	
colocá-lo	em	eficiência	máxima	em	de-
terminada	prova	esportiva.	Assim,	os	as-
pectos	 competitivos	 e	 as	 competições,	
inerentes	 ao	 contexto	 esportivo,	 são	
produto	do	processo	de	treinamento.
No	 entanto,	 na	 visão	de	muitos	 pe-
dagogos,	a	competição	pode	ser	con-
siderada	 um	 dos	 componentes	 mais	
perversos	 do	 esporte,	 uma	 vez	 que	
significa	 rivalizar,	 lutar,	 disputar,	 classi-
ficando	os	melhores	dos	piores	ou	ven-
cedores	dos	derrotados.
Utilizando-se	o	conceito	de	Foucault	
de	perversão	como	conjunto	de	pertur-
bações	de	ordem	psíquica	que	dariam	
origem	 a	 tendências	 afetivas	 e	morais	
contrárias	às	do	ambiente	social	do	in-
divíduo	 pervertido,	 a	 competição	 no	
esporte	 poderia	 ser	 classificada	 dessa	
forma,	pois	promove	valores	exacerba-
dos	 de	 concorrência	 e	 individualismo	
em	detrimento	dos	valores	de	igualda-
de	e	solidariedade.
Na	psicologia	do	desenvolvimento,	a	
discussão	 teórica	e	conceitual	da	coo-
peração	e	competição	tem	como	base	
a	 caracterização	 dos	 comportamentos	
Fundamentação
como	 sendo	 pró-sociais	 ou	 antissociais.	
No	 entanto,	 para	 muitos	 autores,	 com-
portamentos	pró-sociais	são	aqueles	que	
representam	 ações	 ou	 atividades	 consi-
deradas	 socialmente	 positivas,	 visando	
atender	às	necessidades	e	ao	bem-estar	
de	 outras	 pessoas,	 como	 o	 altruísmo,	 a	
generosidade,	 a	 cooperação,	 os	 senti-
mentos	de	empatia	e	simpatia.	Por	outro	
lado,	 comportamentos	 antissociais	 in-
cluem	 ações	 ou	 atividades	 consideradas	
socialmente	 negativas,	 voltadas,	 por	
exemplo,	à	destruição	ou	ao	prejuízo	de	
outras	 pessoas	 e	 relacionadas	 a	 com-
portamentos	 egoístas,	 competitivos	 e	
agressivos.
Nessa	 visão	 maniqueísta,	 de	 divisão	
entre	o	bem	e	o	mal,	corre-se	o	risco	de	
desconsiderar	a	complexidade	do	fenô-
meno	humano,	deixando	aberta	a	pos-
sibilidade	 para	 generalizações,	 muitas	
vezes	 preconceituosas	 ou	 equivocadas	
PERDER
Resposta pessoal
GANHAR
Resposta pessoal
VIII. Você vai para uma festa, e outra pessoa está usando uma roupa exatamente igual à 
sua. Você... 
A. ( ) ... fica tão irritado que vai embora da festa. 
B. ( ) ... não se importa tanto e até chega a fazer piada da situação. 
C. ( ) ... não está nem aí, na verdade; você nem percebeu isso.
IX. O time pelo qual você joga perde a final do campeonato. Você... 
A. ( ) ... chora e coloca a culpa em todas as outras pessoas do time, porque não se 
esforçaram tanto quanto você. 
B. ( ) ... fica chateado, mas “levanta a poeira” e já vai estimulando todo mundo a co-
meçar a treinar para o campeonato do próximo ano. 
C. ( ) ... se conforma porque acha que seu time já tinha ido longe demais, já que havia 
times mais bem preparados.
Resultado:
• Se você marcou mais A:
Você odeia perder. Na verdade, você não sabe perder. É bom aprender a perder.
• Se você marcou mais B: 
Você sabe perder, mas sem perder a dignidade. É assim que devemos levar a vida.
• Se você marcou mais C:
Você já se sente perdedor em todas as situações. Levante a cabeça!
7. Junto com seus colegas, pense em regras para uma pessoa aprender a:
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a	respeito	de	cooperação	e	competição.	
Por	 exemplo,	 a	 cooperação	 promovida	
atualmente	 pelo	 capitalismo,	 nomeada	
por	muitos	de	 corporativismo	 (conceito	
que	tem	origem	no	sistema	político	uti-
lizado	na	 Itália	 fascista),	 embora	 repre-
sente	 a	 motivação	 de	 pessoas	 perten-
centes	a	uma	mesma	categoria	a	agirem	
em	 torno	de	 interesses	 e	objetivos	 co-
muns	desse	grupo,	é	feita	com	base	na	
imposição	e	tende	a	levar	os	indivíduos,	
mesmo	de	maneira	 não	proposital,	 a	 re-
presentarem	ideologias	do	grupo	no	sen-
tido	da	legitimação	de	preconceitos,	o	que	
faz	com	que	o	comportamento	egocêntri-
co	seja	necessário	para	preservar	as	condi-
ções	subjetivas.	Dessa	forma,	nem	sempre	
as	ações	cooperativas	são	benéficas.
É	 necessário,	 porém,	 distinguir	 proces-
sos	de	individuação	e	individualismo,	pois	
o	primeiro	representa	a	conquista	e	o	re-
conhecimento	da	pessoa	em	sua	condição	
de	originalidade,	autonomia	e	liberdade,	
e	o	segundo	relaciona-se	de	perto	com	
disposições	egoístas	e	hostis.
Na	 Antiguidade,	 especificamente	 na	
Grécia,	 as	 competições	 e	 a	 busca	 pe-
las	 vitórias	 tinham	 como	 fundamento	
“romper”	barreiras	individuais,	alcançar	
o	seu	máximo	na	competição	em	que	
participava	 e,	 assim,	 aproximar-se	 de	
uma	condição	divina.	Para	a	sociedade	
grega	helênica,	os	vitoriosos	seriam	to-
dos	aqueles	que	superassem	seus	limi-
tes	 físicos	 pautados	 por	 uma	 conduta	
moral	inquestionável.	A	vitória	sobre	o	
adversário	 era	 uma	 decorrência	 desse	
processo,	não	o	fim.
Assim,	podemos	compreender	a	com-
petição	 no	 esporte	 como	 auxiliar	 no	
processo	de	individuação	promotora	de	
aprendizado	de	habilidades	de	disputa	
como	confronto,	conflito,	agressividade	
e	o	limite	das	mesmas,	muitas	vezes	ne-
cessária	em	ambientes	grupais.
A	competição	tem	um	grande	compo-
nente	de	aceitação	social,	permitindo	ao	
homem	valorizar-se	socialmente,	o	que	
corresponde	a	um	momento	“ímpar”	da	
prática	esportiva.	A	grande	questão	está	
no	 conceito	 de	 valor social;	 a	 ideia	 de	
valorização	 social	 por	meio	 dos	 dados	
numéricos	 nasceu	 com	 o	 esporte	mo-
derno,	final	do	século	XVIII,	e	se	consoli-
dou	no	século	XIX	com	as	características	
da	“sociedade	de	mensuração”,	domina-
da	 pela	 ciência	 e	 pela	 tecnologia,	 que	
transformou	 cada	 ação	 esportiva	 em	
uma	medida	quantificada.
O	valor	dos	atletas,	dessa	forma,	tor-
nou-se	quantificável.	Estudos	mostram	
que	 a	 determinação	 e	 a	 persistência	
são	características	importantes	do	atle-
ta	talentoso;	no	entanto,	a	contribuição	
dos	 apoiadores	 sociais	 é	 fundamental	
para	determinar	quais	os	motivos	que	
levam	uma	pessoa	a	se	interessar	pelo	
esporte,	 por	 que	 ela	 escolhe	 ser	 atle-
ta	de	rendimento,	que	limites	necessita	
ou	deseja	vencer,	o	doping	e	a	derrota;	
enfim,	 a	orientação	do	grupo	no	qual	
está	inserida	se	torna	providencial	para	
a	orientação	competitiva.
8. Leia:
É preciso saber perder
Mariana de Viveiros
Por mais que se fale que o que vale é competir, todo mundo quer mesmo é ganhar. Mas 
nem sempre isso é possível, pois a vida é feita de vitórias e derrotas. “Hoje, os jovens não 
sabem perder, não sabem ouvir não, querem tudo do jeito deles, e isso é um problema sério 
para a sociedade”, aponta QuéziaBombonatto, psicopedagoga e presidente da Associa-
ção Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Segundo Selma Maria Sabino Braga de Melo, 
diretora do Colégio Savioli, em São Paulo, a frustração geralmente está ligada a medos, 
inseguranças, estresse e a uma vida familiar conturbada. “Algumas crianças apresentam um 
exagerado sentimento de desgosto e inconformismo quando expostas a resultados negati-
vos”, afirma.
Quézia considera a escola um bom local para a criança aprender a lidar com frustrações, 
seja por ter perdido um campeonato ou por não ter tirado a nota mais alta da sala, porque 
ali ela está entre seus pares. Andressa Ruiz Barbosa, orientadora educacional do Colégio 
Franciscano Nossa Senhora do Carmo (Franscarmo), na capital paulista, concorda com ela: 
“O mercado pede profissionais que saibam lidar com a pressão e com a frustração. E a fase 
escolar é um aprendizado para a vida adulta”, diz. As especialistas consultadas entendem 
que a principal forma de se trabalhar essa questão na escola é conversando com a criança e 
dizendo a ela, de forma clara, que as frustrações fazem parte da vida de todos. “Colocar limi-
tes desde cedo e criar uma rotina com obrigações simples também pode ajudar as crianças 
a aceitarem melhor as negações quando elas ocorrerem”, acrescenta Selma. 
Disponível em: http://revistaguiafundamental.uol.com.br/professores-atividades/89/artigo235357-1.asp. Acesso em: 23 de novembro de 
2013.
O texto apresenta a importância de saber lidar com a perda, mas a sociedade de hoje incen-
tiva cada vez mais a competir, a ganhar “somente e sempre” o primeiro lugar. 
Você sabe lidar com perdas e frustrações? Já vivenciou alguma frustração? E hoje, como se 
sente depois de ter passado por tal experiência?
Resposta pessoal
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94 Cidadania Moral e Ética
Para refletir
Rússia é banida de Jogos Paralímpicos por escândalo de doping
O Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) decidiu suspender a de-
legação russa dos Jogos Paralímpicos Rio 2016
O presidente do IPC, Philip Craven, disse em entrevista que a decisão foi baseada no 
Relatório McLaren da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês).
O documento apontou que o governo da Rússia operava um esquema estatal de doping 
sistemático. “O sistema antidoping da Rússia está quebrado, corrompido e inteiramente 
comprometido”, disse Philip Craven. “O Comitê Paralímpico russo não tem condições de 
garantir a adequação nem a fiscalização de acordo com o código antidopagem do IPC ou 
do código antidopagem mundial dentro da sua jurisdição nacional nem de respeitar as suas 
obrigações fundamentais como membros do IPC. Como resultado, o Comitê Paralímpico 
Russo está suspenso com efeito imediato”, completa. 
Elaborado pelo especialista legal canadense Richard McLaren, o Relatório McLaren des-
creveu um esquema sofisticado de doping patrocinado pelo Estado russo e posterior aco-
bertamento da prática entre 2011 e 2015 — principalmente durante os Jogos Olímpicos de 
Inverno em Sochi, na Rússia, em 2014.
De acordo com o relatório, o Ministério do Esporte russo “dirigiu, controlou e supervisio-
nou” a manipulação de amostras de urina dos atletas e fraudou resultados.
A decisão do IPC de banir a delegação paralímpica russa é mais dura que a do Comitê 
Olímpico Internacional (COI), que preferiu delegar para cada federação esportiva a decisão 
sobre banir ou não atletas russos nos Jogos do Rio. Ao mesmo tempo, o COI elevou os 
requerimentos para os atletas russos e proibiu todos aqueles que já tinham condenação 
anterior por uso de substâncias proibidas. Somente 270 atletas russos estão compe-
tindo nos Jogos Olímpicos Rio 2016.
Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37004734. Acesso em: 14/08/2016.
Questões para reflexão?
1. Para você, essas atitudes dos atletas russos são atitudes éticas? Por quê?
2. O que é importante para combater essas posturas lamentáveis no esporte?
3. Você achou justa a punição de banir os russos nos Jogos Paralímpicos Rio 2016?
4. Converse com seus amigos e seu professor a respeito de suas opiniões.
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95Manual do Educador – 6o ano
Sugestão de leitura ////
Pedagogia do esporte
Autores:	Alcides	José	Scaglia,	
Riller	Silva	Reverdito	e	Paulo	Cesar	
Montagner
A	pedagogia	do	esporte,	com	base	
em	 um	 incremento	 no	 número	 e	 na	
qualidade	 de	 estudos	 produzidos,	
vem-se	 consolidando	 enquanto	 sig-
nificativa	 área	 do	 conhecimento	 no	
interior	 das	 ciências	do	 esporte.	 Esse	
aumento	 nas	 produções	 tem	 gerado	
avanços	nas	reflexões	acerca	de	temas,	
como	 metodologias	 de	 ensino	 e	 de	
treinamentos	de	esportes,	aprendiza-
gem,	didática,	análises	de	jogos,	com-
preensão	 do	 esporte	 como	 um	 pro-
cesso	e	produto	cultural,	entre	outros.
Anotações
Leia a mensagem abaixo e, depois, discuta com seus colegas sobre o tema abordado.
Seria interessante que todas as pessoas que praticam algum esporte, de fato, fizessem-no 
segundo o juramento dos atletas e dos árbitros que participam dos Jogos Olímpicos. O jura-
mento dos atletas é recitado por um atleta da equipe do país organizador dos Jogos segurando 
uma ponta da bandeira olímpica.
“Em nome de todos os competidores, prometo que participaremos nestes Jogos Olím-
picos respeitando e seguindo as regras que os regem, comprometendo-nos a um despor-
to sem dopagem e sem drogas, com o espírito verdadeiro do desportivismo, para glória 
do desporto e honra das nossas equipes.”
Impossível ganhar sem saber perder,
impossível andar sem saber cair,
impossível acertar sem saber errar,
impossível viver sem saber reviver.
Se aprenderes a perder, a cair, a errar,
ninguém mais o controlará,
porque o máximo que poderá acontecer
a você é cair, errar e perder,
e isso você já sabe.
Bem-aventurado aquele que já consegue
receber com a mesma naturalidade
o ganhar e o perder. [...]
O sucesso nunca é permanente,
o fracasso nunca é total,
mas o que vale é a coragem de lutar.
Mario Benedetti
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Ca
pí
tu
lo4 Ética no esporte e no lazer
96 Cidadania Moral e Ética
Sugestão de leitura ////
A escola e o esporte
Autora:	Meily	Assbú	Linhales
A	partir	da	década	de	1920,	os	pro-
jetos	e	as	prescrições	relativos	à	esco-
larização	do	esporte	ganharam	des-
taque	entre	os	educadores	brasileiros.	
Tal	movimento,	analisado	a	partir	da	
Associação	 Brasileira	 de	 Educação,	
guarda	 relação	 com	 o	 propósito	 de	
renovação	 pedagógica	 que	 buscou	
constituir	 a	 escola	 como	 uma	 expe-
riência	moderna,	 ativa	 e	 sintonizada	
com	o	trabalho	urbano-industrial.
Em	uma	perspectiva	historiográfica,	
as	práticas	discursivas	e	institucionais	
investigadas	permitem	identificar	que	
o	 esporte	 foi	 anunciado	 como	 con-
teúdo	escolar,	 como	método	de	en-
sino	 e,	 também,	 como	 conjunto	 de	
valores	 e	 atitudes.	 Ao	 mesmo	 tem-
po,	foi	questionado	como	instituição	
educativa	 paralela	 e	 concorrente	 à	
escola.	Leitores	interessados	na	histó-
ria	da	Educação	e	da	Educação	Física	
encontram	aqui	elementos	de	análise	
relativos	ao	processo	de	incorporação	
do	ethos	esportivo	no	esforço	de	pro-
dução	de	uma	moderna	forma	esco-
lar	de	socialização.
Anotações
O juramento dos árbitros, em geral, também é recitado 
por um da equipe do país organizador dos Jogos.
“Em nome de todos os júris e árbitros, prometo 
que cumpriremos as nossas funções durante estes 
Jogos Olímpicos em total imparcialidade, respeitan-
do e seguindo as regras que os regem, num espírito 
de desportivismo.”
1. Lemos, na página anterior, que os jogadores e os árbitros dos esportes olímpicos fazem um 
juramento, a fim de promover um jogo mais amistosoe baseado na filosofia do fair play (jogo 
limpo). Ao jogar com seus amigos, que práticas você adota antes de iniciarem um jogo?
Resposta pessoal
2. Nos jogos profissionais, bem como nos amadores, há regras que precisam ser respeitadas e 
cumpridas. Enumere quais são as regras que você e seus colegas seguem para jogar e qual 
é a modalidade esportiva de maior apreço por vocês.
Resposta pessoal
Questão de ética?
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