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ANTIBIÓTICOS: 
São substâncias químicas com ação 
inibitória da reprodução ou com poder 
destrutivo de microrganismos 
(antibiose). 
2 tipos: 
- Naturais: antibióticos 
- Sintéticos: quimioterápicos. 
TERMOLOGIA: 
Antimicrobiano: descreve a substancia 
usada para tratar infecções em geral e 
inclui antibióticos, desinfectantes e 
antissépticos. 
Anti- séptico: descreve um conjunto de 
soluções químicas de limpeza que 
limitam a infecção nos tecidos vivos, 
alguns têm de ser usados em altas 
concentrações para poderem destruir os 
agentes patogénicos. 
Antibiótico: refere-se a substâncias 
derivadas de um microrganismo ou 
sinteticamente manufaturadas para 
atingir as bactérias seletivamente. 
CONCEITO GERAL: 
Antimicrobiano é uma definição mais 
ampla, pois abrange todos os fármacos 
usados contra agentes infecciosos. 
COLORAÇÃO DE GRAM: 
- Nas gram- negativas a parede celular e 
mais complexa por envolver mais 
camadas em sua composição como a 
membrana externa, além do 
peptidoglicano. 
 
 
- Nas bactérias gram- positivas a parede 
celular é mais espessa pela maior 
espessura da camada de peptidoglicano, 
o principal componente da parede 
celular nestas células. 
TIPOS DE BACTÉRIAS: 
 
ANTIBIÓTICO: 
- Seleção ideal: a toxidade seletiva está 
associada às diferenças estruturais e 
funcionais que as células bacterianas 
apresentam, ou seja, sua ação deve ser 
apenas no microrganismos invasores 
sem causar dano no hospedeiro. 
MECANISMO DE AÇÃO: 
- Estrutura bacteriana 
- A estrutura de parede celular 
ANTIMICROBIANOS 
 
 
- Divisão binária com ausência de 
processos de meiose 
- Ausência de mitocôndrias 
- Ausência de núcleo individualizado com 
membrana celular 
- Agentes que afetam o metabolismo de 
ácidos nucléicos 
- Ribossomos 70S, com subunidades 30S 
e 50S (as células humanas apresentam 
ribossomos 80S com subunidades 40S a 
60S) 
 
 
CAPACIDADE DOS ANTIBIÓTICOS: 
-Alcançar os alvos moleculares, que são 
primeiramente intracelulares. Para isso, 
o antimicrobiano em quantidades 
suficientes, precisa ultrapassar a 
membrana celular bacteriana. 
-Interagir com uma molécula alvo de 
modo a desencadear a morte da bactéria. 
-Evitar a ação das bombas de efluxo que 
jogam os antimicrobianos para fora da 
célula bacteriana. 
- Evitar a inativação por enzimas capazes 
de modificar o fármaco no ambiente 
extracelular ou no interior da célula 
bacteriana. 
EFICÁCIA DO ANTIBIÓTICO: 
Depende da: 
-Natureza e vivencia da infecção 
- Fases de crescimento microbiano 
-Fatores locais (pH, suprimento 
sanguíneo)) 
-Farmacocinética do A.B 
-Resistência do hospedeiro 
PARÂMETROS FARMALÓGICOS: 
Bactericida: Inativa e destrói os 
microrganismos. 
 Exemplo: aminoglicosídeos, quinolonas, 
penicilinas e cefalosporinas 
Bacteriostático: Controla o crescimento 
bacteriano ao inibir sua multiplicação 
A eliminação do microrganismo depende 
da imunidade do paciente 
Exemplo: tetraciclina, azitromicina, 
sulfonamidas, clorafenicol.... 
Pequeno espectro: atuam em um tipo ou 
um grupo limitado de microrganismos 
Exemplo: isoniazida (microbactérias) 
Espectro ampliado: eficazes contra gram- 
positivas e contra um significativo 
números de bactérias gram- negativas 
Exemplo: ampicilina 
Amplo espectro: afetam ampla variedade 
de espécies microbianas 
Exemplo: clorafenicol 
MECANISMO DE AÇÃO: 
Em odontologia utilizamos os 
antibióticos em três grupos, em relação 
ao mecanismo de ação: 
- Atuam na parede celular 
-Atuam na síntese de proteínas 
-Atuam na síntese de ácidos nucléicos 
Uso hospitalar: vancomicina, que atua na 
membrana citoplasmática 
Sulfas estão em desuso devido a 
alergenicidade 
 
PARÂMETROS FARMACODINÂMICOS: 
- Ação principal contra bactérias gram- 
positivas: penicilinas G, penicilinas V, 
eritromicina, clatromicina, azitromicina 
clindamicina, vancomicina. 
- Ação principal contra bactérias gram-
negativas: quinolonas (ciprofloxacina, 
levofoxacina) e aminoglicosídeos 
(gentamicina). 
- Ação similar contra bactérias gram- 
positivas e gram- negativas: ampicilina, 
amoxicilina, cefalosporinas e tetraciclina 
-Ação contra bactérias anaeróbicas: 
penicilinas, clindamicina, tetraciclina, 
metronidazol 
-Ação contra espiroquetas: penicilinas, 
cefalosporinas, tetraciclinas. 
-Ação contra fungos: Nistatina, 
Anfotericina B, cetonazol, Itraconazol e 
outros Àzois. 
Os antibióticos não são agentes 
mutagênicos 
MECANISMO DE RESISTÊNCIA 
BACTERIANA: 
-Alteração da permeabilidade: a 
permeabilidade limitada constitui uma 
propriedade da membrana celular 
externa de lipopolissacarídeo das 
bactérias gram- negativas. 
A permeabilidade dessa membrana 
reside na presença de proteínas 
especiais, as porinas, que estabelecem 
canais específicos pelos quais as 
sustâncias podem passar para o espaço 
periplasmático e, em seguida, para o 
interior da célula. 
A permeabilidade limitada é responsável 
pela resistência intrínseca dos bacilos 
gram negativos à penicilina e pela 
resistência de pseudômonas 
ALTERAÇÃO DO SÍTIO DE AÇÃO DO 
ANTIMICROBIANO: 
As bactérias podem adquirir um gene 
que codifica um novo produto resistente 
ao antibiótico, substituindo o alvo 
original 
Para adquirir resistência, a bactéria deve 
alterar seu material genético 
Alguns genes de resistência fazem parte 
de unidades de DNA denominadas 
transposons que se movem entre 
cromossomos e plasmídeos 
transmissíveis. 
 
BOMBA DE EFLUXO: 
 
O bombeamento ativo de 
antimicrobianos do meio intracelular 
para o extracelular, isto é, o seu efluxo 
ativo, produz resistência bacteriana a 
determinados antimicrobianos. 
A resistência às tetraciclinas codificada 
por plasmídeos em Escherichia coli 
resulta deste efluxo ativo. 
MECANISMO ENZIMÁTICO: 
A degradação do antimicrobiano por 
enzimas, denomina-se o mecanismo de 
resistência bacteriano mais importante. 
QUANDO USAR ANTIMICROBIANOS? 
- Em casos de abcessos periapicais 
- Em casos de alveolite 
- Em casos periocoronarite 
-Em casos de doenças periodontais 
crônicas. 
PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES: 
Profilaxia de infecções à distância 
-Pacientes suscetíveis à endocardite 
infecciosa 
-Portadores de próteses ortopédicas 
- Pacientes renais crônicos 
-Diabéticos 
-Pacientes Imunocomprometidos 
Profilaxia cirúrgica: 
-Exodontias, cirurgias e implantes 
-Reimplantes dentais 
-Procedimentos periodontais 
DOSE X INTERVALO: 
A dose ideal dos antibióticos é aquela 
suficiente para ajudar o sistema imune 
no combate aos patógenos da infecção, 
com mínimo efeitos adversos na 
fisiologia do hospedeiro e na ecologia 
microbiana: dose de ataque + dose de 
manutenção= menos dias 
-Fatores que determinam o cálculo: 
CIM: concentração inibitória mínima 
Gravidade da infecção 
Condição farmacodinâmica e 
farmacocinética (idade, peso...) 
-Fatores que interferem na dosagem: 
Gravidez: tetraciclina e estolato são 
contra indicados 
Idade: adultos e crianças variam com o 
peso 
Idosos: redução de doses/ aumento do 
intervalo 
-Alterações fisiológicas: 
Disfunções hepáticas, limitam o 
metabolismo dos AB 
Eritromicina/ metronidazol posologia 
diminuída 
Disfunções renais, limitam a secreção dos 
AB 
Redução dose/ aumento do intervalo 
DURAÇÃO DO TRATAMENTO: 
-Infecções bacterianas agudas: 
Terapia 3-5 dias ou 7-10 dias 
Intervenção e descontaminação do local 
Evitar microrganismos resistentes 
Evitar efeitos adversos do hospedeiro 
-Infecções bacterianas crônicas: 
Em casos de periodontites agressivas e 
periodontite crônica. 
Tratamento complementar, após cirurgia 
e ou raspagem. 
Terapia 7-8 dias com metronidazol ou 
14-21 dias com doxiciclina 
 
EFEITOS COLATERAIS: 
Reações de hipersensibilidade 
Manifestações cutâneas 
Toxidade renal 
Toxidade hematológica 
NeurotoxidadeIMPORTANTE: a reversão do quadro 
renal ocorre com a rápida suspensão do 
medicamento, mas o seu uso mantido 
pode levar a insuficiência real 
irreversível. 
ATENÇÃO: as convulsões são refratarias 
aos anticonvulsivantes e cessam apenas 
com a retirada do antimicrobiano. 
 
 
@analuuizadias

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