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Exame Obstétrico quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022 14:03 • Valorizar o exame clínico e anamnese. • Exame físico obstétrico é diferente. INSPEÇÃO ESTÁTICA • Observação do tipo constitucional da paciente. Magreza extrema, obesidade. Muito acima do peso tem mais risco de DM gestacional ou hipe Mulheres com deformidades ósseas de bacia ou coluna. • Postura. A gestante precisa mesmo reajustar seu eixo, pra não cair pra frente! Coloca os ombros pra trás e o tronco mais pra frente. • Marcha anserina. Afastamento das pernas e pés. • O ganho ponderal esperado numa gravidez única é de 9 a 12 kg. Não é 1 kg por mês! No começo não ganha quase, a partir do 3º mês começa aumentar e no final da gravidez ganha mais peso por ter várias estruturas como placenta e o próprio bebê. Dar uma segurada no ganho do p começo da gestação. INSPEÇÃO REGIONAL CABEÇA • Aumento da pilificação. Sinal de Halban. • Máscara gravídica. Cloasma. A gravidez estimula os melanócitos. Pode ter na região axiliar, inguinal, mamilos, da vulva. Pode acontecer em m que fazem uso de ACO também. • Aumento fisiológico da tireoide. Embebição gravídica da tireoide. Menos comum. MAMAS • O câncer de mama na gravidez é grave. • Um protocolo razoável é examinar as mamas durante a gravidez a cada trimestre. • A gravidez após os 35 é fator de risco pra câncer de mama. • 12 a 16 ácinos glandulares. São os corpúsculos de Montgomery. O objetivo deles é lubrificar o mamilo durante a amamentação. É uma queixa comum, as pacientes pensam que é um nódulo maligno, mas é só essas glândulas aumentadinhas mesmo. • Aréola secundária de Hunter, parece uma sombra da aréola. Por hiperpigmentação também. • Aumento da rede superficial venosa nas mamas. Acontece pelo aumento pra progesterona. Rede de Haller. • As manchas escurecidas de pele regridem meses após o final da gestação. ABDOME • Estrias e víbices. Começam violáceas e com o tempo ficam brancas. Quanto maior o ganho ponderal maior o risco de ter. Não coçar pra não incentivar o surgimento. Hidratar a pele pra não coçar. • Linha alba pigmentada, chamada de linha nigra. • Depressão da cicatriz umbilical no começo da gravidez. Conforme os meses se passam o umbigo fica plano ou até mesmo pra fora. • Diástase dos retos abdominais. Multíparas têm abdome em pêndulo. Quando a diástase é alta, é o abdome em obus. PALPAR OBSTÉTRICO • Serve para descobrir a posição fetal no útero. Útil pra quando formos fazer a ausculta no BCF. • Medida uterina: ○ Tamanho do útero em relação à sínfise uterina. ○ No término de uma gravidez única o útero tem geralmente 32 a 36 cm. ○ A partir da borda superior da sínfise púbica vamos até o fundo do útero palpando com a borda ulnar da mão e a fita métrica presa entre dedos. ○ Fazendo essa medida só a partir de 20 semanas. • Essa medida é útil pra avaliar óbito fetal, macrossomia, diminuição ou aumento de líquido, restrição de crescimento fetal. A técnica precisa s e adequada senão dá falsos diagnósticos. • Por exemplo, uma paciente de 25 semanas aparece. Medimos e a altura tá dentro do normal, mas dali um tempo ela volta com a barriga do m tamanho! Feto não tá crescendo, mal formação, menos líquido. TÉCNICAS • Situação = Relação entre o maior eixo do feto e maior eixo do útero. ○ Se os eixos estiverem na mesma direção = Situação longitudinal. Cabeça ou pelve para baixo. ○ Eixos perpendiculares = Situação transversa. Bebê "atravessado na barriga". ○ A bacia obstétrica tem 3 eixos/estreitos, vamos usar o estreito superior como referência, que é aquela abertura pélvica formada pela lin arqueada: • Apresentação = A parte do feto que está no estreito superior naquele momento. • Quando é a cabeça = Apresentação cefálica. • Pelve no estreito = Pélvica. • Apresentação córmica = Ombro no estreito superior. Geralmente na situação transversa. • A partir desses conhecimentos vamos palpar o feto. • A situação e apresentação mais comum (> 90%) é longitudinal cefálica. A gravidade faz a cabeça mais pesada ficar pra baixo mesmo. Dorso à esquerda da mãe. • FRANCESA: ○ Ordem: escava, fundo do útero e flancos. ○ Palpamos as escava (a parte do estreito superior da bacia) e está totalmente preenchida pela apresentação do feto? Apresentação cefál ○ Parcialmente preenchida? Apresentação pélvica. ○ Escava vazia? Apresentação córmica e portanto situação transversa. ○ Depois disso vamos palpar o fundo do útero. Geralmente vamos sentir menos preenchido, pois é a parte pélvica do bebê. ○ Pra saber onde é o dorso do bebê (útil pra fazer ausculta do BCF), palpamos os flancos da mãe. ○ Vamos sentir totalmente preenchido o flanco da mãe quando for o dorso fetal. Se não estiver totalmente preenchido e sentirmos algun movimentos, são partes fetais. ○ Sempre com as mãos espalmadas na palpação. • ALEMÃ: ○ Começa do fundo do útero, dorso, exploração da mobilidade cefálica (manobra de Leopold pressionando o crânio do bebe com o polega indicador) e exploração da escava. O oposto da francesa. AUSCULTA OBTÉTRICA • Avalia vitalidade fetal. • Ausculta BCF. • Sopro funicular é o som do batimento no cordão. • Ouvimos os movimentos fetais. • Ouvimos os ruídos hidroaéreos da mãe também. • Podemos pegar com o sonar o batimento da mãe. Tirar a dúvida se é do feto ou da mãe palpando batimento periférico da mãe. • O batimento do bebê é muito mais rápido que o da mãe. No trabalho de parto ele vai desacelerando, aí pode precisar tirar essa dúvida. BATIMENTOS CARDÍACOS FETAIS • A partir de 20 semanas. Útero atinge a cicatriz umbilical. • Na 20ª semana vai estar na linha mediana infraumbilical. • Após as 20 semanas precisa da palpação pra saber apresentação e situação e só daí fazer a ausculta. • Apresentação cefálica: abaixo do umbigo. • Pélvica: acima do umbigo. • Córmica: região mediana do abdome da mãe. • 120 a 160 bpm. Quando o bebê movimenta aumenta um pouco e isso é bom. • Gravidez gemelar: se auscultar 2 focos 10 cm de distância um do outro e 15 bpm de diferença entre eles é gêmeos! • O cardiotoco é um aparelho que faz o registro dos batimentos fetais no trabalho de parto. • Curva de Martinelli. • Foi nosso professor quem desenvolveu. • Curva do meio é o ideal. • Curva de cima e a de baixo são como se fossem o percentil 1 e 90. • BCF no trabalho de parto vai descendo anatomicamente conforme a evolução pélvica do bebê no trabalho de parto. EXAME DOS GENITAIS • Hiperemia de coloração roxinha/violácea na vulva e vagina. • Hiperpigmentação • Varizes e hemangiomas vulvares que podem sangrar! Na gengiva também. TOQUE OBSTÉTRICO • Sempre bidigital. • Fazemos no início da gravidez. Vemos se tem dilatação e o tamanho do útero. • Durante o pré natal não precisa fazer todo mês, só em caso de queixa de dor. • Na 28ª semana fazer pra saber a abertura precoce do colo uterino. • 37 a 38ª semana fazer pra saber se o bebê está encaixado já. • Se palpar o polo cefálico mais alto e não tiver dor, não precisa de toque durante o pré natal. • Durante o trabalho de parto o certo seria 1 a cada 1 hora. Mas no começo não faz porque é incomodo e não precisa. Só na evolução do parto de 8 cm de dilatação. • No puerpério não precisa de toque, só se sangramento abundante ou infecção. • No toque vemos: ○ Consistência do colo. Sinal de Goodell: grávidas tem colo mais amolecido com consistência de lábio (embebição gravídica). Não gestante toque mais fibroelástico. ○ Podemos palpar os fundos de saco laterais, se estiverem os 2 aumentados falam a favor do útero gravídico. ○ No começo da gravidez muitas mulheres ficam com uma depressão acima do umbigo por conta da acentuação do útero em anteversofle ○ O toque também pode avaliar os diâmetros da bacia. ○ Pode dificultar parto vaginal: • Promontório for muito saliente. • Ângulo subpúbico muito agudo deixando a vagina mais estreita. • Espinhas ciáticas muito salientes. DIAGNÓSTICOS DE GRAVIDEZ • Atraso menstrual. Diagnósticosdiferenciais: ○ Hipo e hipertireoidismo. ○ Hiperprolactinoma. ○ Sinéquias uterinas. Aquelas fibroses intrauterinas por curetagem que causam a parada da menstruação, chamada de síndrome de Asher ○ Pseudociese = Gravidez psicológica. ○ Aleitamento pode causar longos períodos sem menstruar. • Aumento do volume abdominal. Diagnósticos diferenciais: ○ Tumor pélvico. ○ Mioma de grandes proporções. • Beta HCG é bem específico da gravidez, uma vez que é produzido pelo sinciciotrofoblasto. • Aquele teste de farmácia não é legal pra ver semanas, pra ver se está grávida serve. • Pode ir dosando beta HCG pra ver se a gravidez é viável e se está evoluindo normalmente, porque ele aumenta em progressão geométrica co a gestação evolui! De 0 a 150 mil nos primeiros 3 meses. Vai dobrando o valor. DIAGNÓSTICO DA IDADE GESTACIONAL • Quanto mais precoce é o USG, mais confiável é pra calcular a idade gestacional. • Amniocentese. Pra casos mais extremos e raros em que não tem USG, a paciente não sabe o tempo da gravidez e ela tá com pressão alta pre decidir se vai parir agora ou não. Avalia o líquido, se é maduro ou não. • Amnioscopia. Cone de vidro que observa pelo colo uterino dilatado o líquido amniótico. Se tiver grumos dispersos no líquido ponde indicar q bebe tá apto a nascer. SINAIS DE ÓBITO FETAL • Parada de movimentos fetais. • Altura uterina não evolui. • Mamas que estavam túrgidas começam a ficar flácidas. • Se não tiver USG, fazer RX se estiver com dúvida. Sinais: ○ Acavalgamento dos ossos do crânio. ○ Hiperflexão da coluna do bebê. • Ar nos grandes vasos fetais. CROMOSSOMOPATIAS • Sexagem fetal: ○ Detecção de partículas fetais no sangue materno. ○ Determina se tem cromossomo Y ou não. ○ A partir da 9ª semana. • NIPT teste pré natal não invasivo. A partir da 10ª semana: ○ Trissomia do cromossomo 21. Síndrome de Down. ○ Trissomia do cromossomo 18. Síndrome de Edwards. ○ Trissomia do cromossomo 13. Síndrome de Patau. ○ Indicado pra mulheres de risco: acima de 40 anos, casos sindrômicos prévios, histórico na família. • USG morfológico: ○ 1º trimestre entre 11 e 13 semanas. Aqui podemos identificara alterações que indiquem risco para cromossomopatia: • Presença do osso nasal. • Translucência nucal. É um edema na nuca. Acima de 2,5 ml tem mais risco pra mal formações. • Ducto venoso. ○ 2º trimestre entre 20 e 24 semanas. ○ Não precisa ficar fazendo vários. ○ Pode fazer outro no final da gravidez. • Ecocardiograma fetal: ○ Avalia o coração do bebê. ○ > 35 anos. ○ História de mal formação anterior. ○ Historia familiar de cardiopatia. ○ Morfológico alterado. • Dopplerfluxometria: ○ Avalia todo o percurso circulatório do útero, placenta e do bebê. ○ Gravidez de baixo risco não precisa! ○ Hipertensas, diabéticas, polidrâmio, restrição de crescimento. • Ultrassom 3D/4D é bom pra identificar mal formações renais ou fenda palatina.