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UNIVERSIDADE PAULISTA 
 
 
 
 
 
Gleiber Rodrigues Soares de Araujo 
Jhonathan Rodrigues Telis 
Nicollas Santos Silva 
Wesley Vinicius da Silva 
 
 
 
 
APLICAÇÃO DO LEAN CONSTRUCTION EM GALPÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Paulo 
2021 
 
Gleiber Rodrigues Soares de Araujo 
Jhonathan Rodrigues Telis 
Nicollas Santos Silva 
Wesley Vinicius da Silva 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÃO DO LEAN CONSTRUCTION EM GALPÃO 
 
 
 
Trabalho de conclusão de curso para 
obtenção do título de graduação em 
Engenharia Civil apresentado à 
Universidade Paulista – UNIP. 
 
 
Orientador: Prof. Dr. Chan Kong Fong 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Paulo 
2021 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Gleiber Rodrigues Soares de Araujo 
Jhonathan Rodrigues Telis 
Nicollas Santos Silva 
Wesley Vinicius da Silva 
 
 
 
 
APLICAÇÃO DO LEAN CONSTRUCTION EM GALPÃO 
 
 
 
Trabalho de conclusão de curso para 
obtenção do título de graduação em 
engenharia civil apresentado à 
Universidade Paulista – UNIP. 
 
 
Aprovado em: 
 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
 
_______________________/__/___ 
Prof. Nome do Professor 
 
 
 
_______________________/__/___ 
Prof. Nome do Professor 
 
 
 
_______________________/__/___ 
Prof. Nome do Professor 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradecemos primeiramente a Deus, por ter dado saúde, força e sabedoria em 
toda a jornada para a conclusão deste trabalho. 
A todos os professores que nos ajudaram durante toda essa trajetória, com 
paciência e dedicação, ajudando sempre que necessário. Em especial, ao Prof. 
Dr. Hélcio Raymundo e ao Prof. Dr. Chan Kong Fong, pela orientação e estímulo 
constante durante todo o período de elaboração do trabalho. 
Aos nossos familiares pela paciência e apoio nos períodos difíceis ao longo da 
faculdade. 
Ao Engenheiro Civil Manuel Messias Alves, diretor da empresa Liceu 
Engenharia, por nos orientar no estudo de caso, e conseguir passar uma visão 
clara do que ocorreu ao longo da construção e diversas reuniões ao longo dos 
estudos. 
A todos que, embora aqui não citados, colaboraram para que este trabalho fosse 
realizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
O planejamento de empreendimento construtivo através do “Lean Construction” 
em galpão é uma abordagem, a partir da definição “Lean”, que visa uma forma 
de trabalho enxuta através de aplicações de ideias e ferramentas teóricas e 
práticas cujo conceito são partilhados por diferentes indivíduos e organizações. 
O objetivo central do trabalho é examinar o tema com sua aplicação em uma 
obra de um galpão comercial e analisar seus efeitos e impactos na sua 
realização desde o planejamento até o momento da finalização. Propõe-se, 
assim, apresentar as reflexões e analisar os benefícios da aplicação desse novo 
conceito que numa visão futura seja uma base para diversos setores diferentes 
da construção civil por sua visão de evitar desperdício e ser enxuta, de modo 
que, gere ganho de tempo e economia financeira. Sob essa ótica, o conceito de 
construção enxuta pode-se considerar como uma evolução dos métodos 
construtivos convencionais. 
Palavras-chave: planejamento; Lean Construction; métodos construtivos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
The planning of a constructive enterprise through Lean Construction in shed is a 
constructive model elaborated from the Lean definition that aims at a lean way of 
working through applications of ideas, theoretical and practical tools whose 
concept is shared by different individuals and organizations. The main objective 
of the work is raise the topic with the application in building of a commercial shed 
and to analyze the effects and impacts at the realization from the planning to 
conclusion. Therefored, It is proposed to present the reflections and analyze the 
benefits of applying this new concept into a future vision, so this will be a basis 
for several different sectors of civil construction due to its vision of avoiding waste 
and being lean, generating time and financial savings. From this perspective, the 
concept of Lean Construction can be considered as an evolution of conventional 
construction methods. 
Keywords: planning; Lean Construction; constructive methods. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE ILUSTRAÇÕES 
 
Figura 1- Modelo de processo do Lean Construction ....................................... 20 
Figura 2- Elementos Pré-Fabricados ................................................................ 30 
Figura 3 - Procedimento de montagem de forma ............................................. 32 
Figura 4 - Preparo das armaduras ................................................................... 33 
Figura 5- Concretagem de elemento estrutural ................................................ 33 
Figura 6 - Esquema de protensão .................................................................... 34 
Figura 7 - Elemento de protensão .................................................................... 34 
Figura 8 - Manuseio de elemento estrutural ..................................................... 35 
Figura 9 - Vistoria em elemento estrutural ....................................................... 36 
Figura 10 - Descrição do lote ........................................................................... 38 
Figura 11 - Fachada do Terreno ....................................................................... 42 
Figura 12 - Localização do Terreno .................................................................. 42 
Figura 13 - Planilha de Curva ABC .................................................................. 46 
Figura 14 - Execução da sondagem ................................................................. 51 
Figura 15 - Execução de Tapumes .................................................................. 51 
Figura 16 - Marcação do terra para início da fundação .................................... 52 
Figura 17 - Início da movimentação de terra .................................................... 52 
Figura 18 - Posicionamento entrada de água, padrão SABESP ...................... 53 
Figura 19 - Início da fundação rasa .................................................................. 53 
Figura 20 - Arrasamento fundação rasa ........................................................... 54 
Figura 21 - Fundação Rasa .............................................................................. 54 
Figura 22 - Montagem das formas para fundação ............................................ 55 
Figura 23 - Montagem das formas in loco ........................................................ 55 
Figura 24 - Concretagem dos blocos de fundação ........................................... 56 
Figura 25 – Alvenaria de fechamento ............................................................... 57 
Figura 26 - Dreno, alvenaria, janelas e portas na área de vendas ................... 57 
Figura 27 - Alvenaria e reboco no escritório ..................................................... 57 
Figura 28 - Hidráulica, drenos, alvenaria e reboco na etiquetagem ................. 58 
Figura 29 - Alvenaria, reboco e dreno na Padaria ............................................ 58 
Figura 30 - Alvenaria, contrapiso e esquadrias na reserva .............................. 59 
Figura 31 - Fachada em finalização ................................................................. 59 
Figura 32 - Pintura em estado final .................................................................. 60 
 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 1 - Níveis de implementação ................................................................ 18 
Tabela 2 - Orçamento ...................................................................................... 45 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
AVCB Auto deVistoria do Corpo de Bombeiro 
Cm Centímetros 
H Altura 
Kg Quilogramas 
m Metros 
mm Milímetros 
m2 Metros quadrados 
MFV Mapa de Fluxo de Valor 
NBR Norma Técnica Brasileira 
PDCA Plan – Do – Check - Act 
PNE Portadores de necessidades especiais 
WCs Sanitários 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 13 
1.1 Objetivo ..................................................................................... 14 
1.1.2 Objetivo geral ..................................................................................................... 14 
1.1.3 Objetivos específicos ...................................................................................... 14 
1.2 Justificativa ............................................................................... 15 
1.3 Estrutura da Monografia ............................................................ 16 
2 METODOLOGIA ................................................................................................................... 16 
2.1. Fontes de pesquisa ................................................................... 17 
2.2. Tipo de estudo .......................................................................... 17 
3 REVISÃO DA LITERATURA .............................................................................................. 18 
3.1 Origem do Lean Construction .................................................... 18 
3.2 Conceitos e definições do Lean Construction ............................ 19 
3.3 Ferramentas do Lean Construction ............................................ 24 
3.3.1 Kanban .................................................................................................................. 25 
3.3.2 Arranjo físico ...................................................................................................... 25 
3.3.3 Operador polivalente ....................................................................................... 26 
3.3.4 Autocontrole ....................................................................................................... 26 
3.3.5 Just in Time e Produção Puxada ............................................................... 27 
3.3.6 Controle visual do processo ......................................................................... 27 
3.3.7 Kaizen/Melhoria de atividades .................................................................... 27 
3.3.8 Mapa de fluxo de valor ................................................................................... 28 
3.3.9 Nivelamento da produção ou Heijunka .................................................... 28 
3.3.10 Sistema 5S ........................................................................................................ 29 
3.4 Métodos construtivos destinados a galpão ................................................ 30 
3.4.1 Estruturas pré-fabricadas .............................................................................. 30 
3.4.2 Denominação de elementos pré-fabricados .......................................... 31 
3.4.3 Produção .............................................................................................................. 32 
4 ESTUDO DE CASO ............................................................................................................. 36 
4.1 Planejamento estratégico ........................................................... 36 
4.2 Estudo de viabilidade ................................................................ 37 
4.2.1 Prospecção do Terreno .................................................................................. 38 
4.2.2 Contato com Proprietário .............................................................................. 39 
4.2.3 Definição de cliente final (rede varejista)............................................... 39 
4.2.4 Layout de Projeto ............................................................................................. 40 
4.2.5 Construção .......................................................................................................... 40 
4.2.6 Resultado do estudo de viabilidade .......................................................... 41 
4.3 Planejamento in loco ................................................................. 43 
4.3.1 Cronograma ........................................................................................................ 44 
4.3.2 Orçamento ........................................................................................................... 44 
4.4 Canteiro de obra – Execução ..................................................... 46 
4.4.1 Técnicas Construtivas .................................................................................... 49 
4.4.2 Aplicações Lean Construction ..................................................................... 49 
4.5 Memorial fotográfico .................................................................. 51 
5 RESULTADO E DISCUSSÃO ............................................................................................ 60 
REFERÊNCIAS BIBLIGRÁFICAS ........................................................................................ 65 
ANEXO A – PLANTA DO GALPÃO ..................................................................................... 68 
ANEXO B – CRONOGRAMA ................................................................................................ 69 
ANEXO C – APROVAÇÃO DO PROJETO ......................................................................... 75 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
 A construção civil é um dos processos mais importantes para o 
desenvolvimento de um país que visa crescimento econômico e populacional de 
maneira organizada e correta, gerando bem-estar para sua população. Para 
garantir um processo menos degradante ao meio ambiente e benéfico a todos, 
ao longo do tempo a engenharia pesquisa métodos de melhoria de eficiência 
(PAULOVICZ; KNOPIK; GOLINHAKI, 2019). 
 De acordo com um levantamento da Escola Politécnica da Universidade 
de São Paulo (MATIAS et al., 2018), referente ao desperdício e retrabalho da 
indústria construtiva brasileira, há um de gasto de até 30% do valor final da obra 
referente desperdício e retrabalho. Tendo essa porcentagem como base, 
entende-se que métodos para diminuir estas despesas são de extrema 
importância para reduzir custos econômicos de uma obra. 
 Um dos métodos desenvolvidos ao longo da história da indústria foi o Lean 
Construction, incialmente aplicado nas montadoras Toyota e em seguida 
desenvolvida nos Estados Unidos, para a construção civil na década de 1960, 
pouco aplicado no Brasil em obras de pequeno e médio porte, porém de grande 
importância em canteiros de obras menores, para uma construção enxuta e mais 
econômica (ARANTES, 2008). 
 Apesar da existência de diversos métodos para facilitar e melhorar a 
maneira como a construção civil desenvolve seus projetos, o Lean Construction 
(construção enxuta) será a base deste trabalho de conclusão de curso. O que 
seria, de fato, o Lean Construction? 
 Surgiu inspirada no Toyotismo que tinha como objetivo a produção 
caracterizado pela produção de acordo com a demanda, objetivando a não 
acumulação de produtos e matérias-primas. Toyotismo, ou acumulação flexível, 
é um modo de produção que sucedeu o Fordismo a partir da década de 1970. 
Ambos os métodos possuem algumas semelhanças como a produção sem 
desperdícios, de forma mais eficiente e econômica. Além disso, o método visa 
também uma construção menos agressiva ao meio ambiente, economizando ou 
reutilizando recursos naturais limitados, menos gastos com recursos significa 
uma economia melhor e um lucro maior em relação ao projeto da obra ou obras.14 
 
De acordo com pesquisas feitas, a área da construção civil possui um índice 
grande de desperdício de recursos e uma das causas desse problema é a mão 
de obra não qualificada que, no Brasil, é alta, não se dispondo de muitos planos 
ou cursos para treinamento de mão de obra qualificada. Se este fosse o caso, o 
desperdício seria reduzido de forma drástica em longo prazo, fazendo com que 
a construção civil tivesse uma evolução considerável. Este é apenas mais um 
exemplo do que podemos fazer para ter uma evolução perceptível na construção 
civil e facilitar a aplicação do Lean Construction na prática de execução de 
projetos de pequeno ou grande porte (MAIA FILHO, 2019). 
 Será utilizado em canteiro de obra às qualidades e benefícios através da 
teoria de construção enxuta, com base no estudo do Lean Construction e suas 
aplicações em diversos setores da construção civil, mais especificamente na 
construção de um galpão comercial, conforme reuniões com engenheiro civil e 
responsável técnico. Entretanto, mesmo visando a excelência, existiu percalços 
durante a execução que serão relatadas ao longo do trabalho que se tornara 
estudos a serem melhorados nas aplicações futuras. 
 
1.1 Objetivo 
 
 Atualmente, é constante a busca por métodos mais econômicos, 
eficientes e menos degradante ao meio ambiente para o desenvolvimento da 
obra, que proporciona atingir o melhor desempenho em menor prazo. Pensando 
nisso, uma obra bem-sucedida começa com um planejamento adequado e um 
bem elaborado projeto, o que se transpõe para todas as etapas seguintes, 
abordando no caso uma obra usando a teoria Lean Construction. 
 
1.1.2 Objetivo geral 
 
 Analisar os efeitos das aplicações práticas de construção enxuta, com 
foco no planejamento e otimização de tempo, por meio do estudo de caso em 
um galpão localizado na cidade de Itapeva. 
 
1.1.3 Objetivos específicos 
 
15 
 
 Para se atingir o objetivo geral, é necessário: 
• Analisar o propósito para se usar esse método construtivo; 
• Analisar a aplicação efetiva em diversos âmbitos da construção; 
• Verificar quais foram as vantagens de se construir com Lean Construction; 
• Analisar o que a obra agregou de conhecimento para obras subsequentes 
através do Lean Construction. 
 
1.2 Justificativa 
 
 A construção civil tem como base a mão de obra, que normalmente não é 
especializada ou que nem completou os ensinos básicos, de acordo com o 
Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos que fez 
um estudo no ano de 2020 para analisar o grau de escolaridade dos profissionais 
e constatou que 47,3% dos trabalhadores formais, ou seja, de carteira assinada, 
e possui o ensino médio completo, enquanto 21,3% possui ensino fundamental 
incompleto e 15,1% ensino fundamental completo. Quando verificamos os dados 
de acordo com o segmento que compõe o setor, temos uma queda brusca na 
parcela que compõe a construção de edifícios, galpões e residências, onde 
apenas 38,3% possuem ensino médio completo, 27,9% possuem o fundamental 
incompleto e 17,1% o fundamental completo, comparando com o setor 
especializado o valor aumenta para 56,4% dos trabalhadores com ensino 
completo (DIEESE, 2020). 
 Por conta da baixa escolaridade dos trabalhadores da construção civil, 
acaba sendo afetada a produtividade dos profissionais no canteiro de obra, 
segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas com o tema “Produtividade 
Brasileira em Canteiro de Obras”, a qual relata que no período entre 2003 e 2013, 
onde a construção civil representava uma média de 6% do Produto Interno Bruto 
brasileiro, momento este que apresentava os maiores índices de crescimento. 
Mesmo assim, no comparativo entre 17 países, o Brasil não acompanhou o 
crescimento em volume de obra entre nenhum dos relacionados. Ao ser 
comparar os trabalhadores brasileiros com os nortes americanos, a 
produtividade nacional alcançou apenas 20% da produtividade dos 
trabalhadores dos estados unidos (FGV/INBRE, 2015). 
16 
 
 As questões de baixa escolaridade dos trabalhadores, atreladas à pouca 
produtividade no Brasil, faz com que procuremos métodos para sanar estas 
dificuldades, e uma das possíveis ferramentas para ao menos diminuir os 
obstáculos encontrado nos profissionais é o Lean Construction, considerando 
que este mecanismo é composto por diversos componentes para melhorar o 
setor da construção civil, sendo um deles a metodologia de melhoria constante, 
na qual a cada problema encontrado é exigida uma solução e repassada a todos 
os profissionais, para que a equipe como um todo evolua junto com a obra, 
causando um aprendizado constante. Por estes motivos, considera-se relevante 
a proposta deste trabalho que implanta e demonstra a execução da metodologia 
Lean Construction em um galpão comercial. 
 
1.3 Estrutura da Monografia 
 
 Esta monografia se dispõe de cinco capítulos incluindo a introdução, e 
está estruturada da seguinte forma: 
• Capítulo 1 – Introdução: este capítulo aborda em âmbitos gerais o que 
será descrito no decorrer da monografia; 
• Capítulo 2 – Metodologia: contém a descrição das etapas de edificação 
do texto base do estudo de caso apresentado nessa monografia; 
• Capítulo 3 – Revisão da Literatura: capítulo que contém todas as 
informações necessárias para se ter o melhor entendimento das práticas e 
aplicações do Lean Construction; 
• Capítulo 4 – Estudo de Caso: esse capítulo está demonstrando todo o 
processo construtivo com aplicação da tese abordada pela monografia; e 
• Capítulo 5 – Projeto: contém as informações de projeto da obra utilizada 
para o estudo de caso. 
 
2 METODOLOGIA 
 
 Este trabalho pode ser classificado com um estudo de caso, dividido em 
três etapas principais: exploratória, descritiva e pesquisa de campo. A realização 
da pesquisa ocorreu na obra de uma empresa “A”. 
17 
 
 Na etapa exploratória foi realizada a pesquisa bibliográfica, com objetivo 
de reunir conceitos e hipóteses iniciais referentes ao tema para um maior 
conhecimento do assunto. Esta etapa está descrita no Capítulo 4, que se inicia 
conceituando o planejamento estratégico comercial da obra. Por meio desse 
conhecimento é possível perceber o que vem por trás de um empreendimento 
civil e o que está à mercê das decisões do investidor e engenheiro, pode ser de 
uma construção similar ou de um galpão comercial como apresentado no estudo. 
 No segundo momento, ocorreu a pesquisa descritiva na qual foram 
coletadas informações obtidas em entrevista com engenheiro executor e 
responsável pela obra. Pesquisa bibliográfica com objetivo de reunir conceitos e 
ferramentas referentes ao tema para um bom embasamento teórico e seleção 
de informações pertinentes, as quais foram realizadas em livros, artigos e outros 
meios que pudessem auxiliar a construir fundamento teórico. 
 Finalmente, a última etapa consistiu na pesquisa de campo, onde foram 
coletados dados diretamente do engenheiro responsável pela realização da 
construção (ITAPEVA GALPÃO). Assim, foram levantados os dados que a 
construtora utiliza para a aplicação do conceito Lean Construction em sua obra, 
com intuito de verificar as oportunidades de melhorias que podem ser aplicadas 
à realidade da empresa. 
 
2.1. Fontes de pesquisa 
 
 A presente pesquisa possui dados e informações extraídas 
documentalmente de arquivos e pastas; materiais inéditos e originais do 
engenheiro; questionários, livros, artigos, entrevistas documentais que estão 
relacionados ao assunto temático do trabalho, ou seja, fontes primárias e 
secundárias. 
 
2.2. Tipo de estudo 
 
 Esta pesquisa possui abordagem qualitativa com finalidade de atribuir 
nota global, conforme tabela 1 para o grau de aplicabilidade do Lean 
Construction no estudo de caso, segundo Kurek et al. 
 
18 
 
Tabela 1 - Níveis de implementação 
Nota Níveis de implementação 
0 A obra não incorpora o item 
1 A obra está buscando incorporaro item (possuem apenas ideias e planos) 
2 A obra incorpora o item parcialmente (iniciativas em implantação) 
3 A obra incorpora o item (é possível encontrar práticas relacionadas ao item que estão efetivamente incorporadas no dia a dia da obra) 
Fonte: Kurek et al (2006) 
Após a coleta de dados, será realizada uma análise crítica, com a nota de 
avaliação de implantação, evidenciando os pontos fracos. Com os resultados 
será possível priorizar os problemas a serem abordados. A nota referente à 
disseminação de cada princípio é dada pela fórmula: Nx = Σ Pnx /kx (1) 
Onde, 
Nx é a nota da atribuída à obra do princípio x; 
Pnx é a nota atribuída à obra na pergunta sobre o quesito n relacionado ao 
princípio x; 
Σ somatório do princípio x; 
kx é número de princípios; 
A nota da global da obra é a média aritmética das notas dos princípios. 
 
3 REVISÃO DA LITERATURA 
 
3.1 Origem do Lean Construction 
 
 O Lean Construction tem como origem o sistema Toyota de produção, que 
tinha como objetivo fazer o Japão, que estava devastado por causa da guerra, 
produzir de forma eficiente. A construção enxuta foi um modo que os donos da 
Toyota encontraram para realizar tal feito, analisando a questão do desperdício 
de produção, gerando o consenso de que era necessário se produzir apenar o 
que era encomendado para o momento e utilizando apenas o mínimo possível 
de matéria-prima. Além disso, havia dois pilares que foram de suma importância 
para o sucesso desta nova maneira de se produzir com menos gastos, que são 
o “Just In Time” e “Jidoka”. O “Just in time”, por sua vez sendo traduzido de forma 
literal significa “na hora certa”, ou seja, produzir apenas o necessário e no 
momento correto, se não possuir demanda não se deve produzir, se possuir 
19 
 
deve-se produzir de forma mais econômica possível. Já o “Jidoka” é uma 
expressão que significa “automação” e sugere uma automação observada pelo 
ser humano, o processo realizado por máquinas, porém com influência humana. 
 Retomando o Lean Construction, observamos que suas raízes vêm de 
processos cujas características indicam uma produção mais eficaz com baixo 
custo e, no caso da construção civil, algumas coisas foram alteradas, porém a 
ideia principal permanece a mesma, por exemplo, não necessariamente são as 
máquinas que fazem todos os processos, mas também contam com uma mão 
de obra qualificada para determinadas funções ou uma matéria prima mais 
barata com a mesma qualidade ou superior, ou até mesmo sendo reutilizada. 
Enfim, no Brasil, a partir da década de 80, observou-se uma tendência de 
aplicação de ferramentas da Gestão de Qualidade Total (Total Quality 
Management – TQM). As empresas de construção se voltaram para isso visando 
melhorar os processos produtivos, além de obter a ISO 9000. 
 Por esse motivo, a partir dos anos 90 um novo referencial teórico foi 
desenvolvido para a gestão de processos na construção civil, objetivando 
adaptar alguns conceitos e princípios da Gestão da Produção ao setor. Esse 
conceito, conhecido como Lean Construction, tem sua origem no trabalho 
Application of the new production philosophy in the construction industry, do 
finlandês Lauri Koskela (1992) e se baseia na filosofia de Lean Production. 
Desde então, foi criado um grupo chamado IGLC (International Group of Lean 
Construction) que tem buscado implantar sistemas de informação e novas 
ferramentas que viabilizem a estabilização do ambiente produtivo, enfocando a 
antecipação de problemas e surpresas ao invés de tentar conviver com 
ambientes de elevado grau de incerteza. Sendo realizadas conferências para 
estabelecer novas ideias e práticas para agregarem ao Lean Construction de 
forma “mundial”, tendo em vista que não se pode ser levado de forma extrema a 
parte enxuta do processo, pois existem passos importantes e insubstituíveis para 
o resultado global. 
 
3.2 Conceitos e definições do Lean Construction 
 
 Como já foi dito, o conceito Lean Construction surge nos anos 90 a partir 
de um sistema produção de realização e gestão de projeto que valoriza a entrega 
20 
 
de valor de forma viável e rápida, e que incita, tal como a Lean Production, a 
crença nas relações de permuta entre tempo, custo e qualidade. O modelo de 
processo da Lean Construction assume que um processo consiste num fluxo de 
materiais, desde a matéria-prima até ao produto, que é constituído por atividades 
de transporte, espera, processamento (ou conversão) e inspeção (Koskela, 
1992), conforme se observa na Figura 1. 
 
Figura 1 - Modelo de processo do Lean Construction 
 
Fonte: Koskela (1992) 
 
 Com esse pensamento são concebíveis as definições propostas por 
Koskela (1992), a saber: 
• Reduzir a parcela de atividades que não acrescenta valor: O princípio 
fundamental da Lean Construction, segundo o qual a eficiência dos processos 
pode ser melhorada e as suas perdas reduzidas não só através da melhoria da 
eficiência das atividades de conversão e fluxo, mas também pela eliminação de 
algumas das atividades de fluxo. Convém salientar que este princípio não pode 
ser levado ao extremo, pois existem diversas atividades que não acrescentam 
valor ao cliente final de forma direta, mas são indispensáveis para a eficiência 
global dos processos, como, por exemplo, a formação de mão-de-obra e a 
instalação de dispositivos de higiene e segurança. Dois exemplos bons sobre 
isso são o estudo e a elaboração de um arranjo físico do estaleiro que minimize 
as distâncias entre os locais de descarga de materiais e o seu respectivo local 
de aplicação, que podem reduzir a parcela das atividades de movimentação. Na 
fase de betonagem, utilizar um vibrador portátil em substituição de um 
convencional permite que apenas um trabalhador execute a tarefa em vez dos 
dois que seriam necessários no processo tradicional (um para segurar o vibrador 
e outro para espalhar); 
21 
 
• Aumentar o valor do produto através da consideração das necessidades 
dos clientes: Segundo Koskela, o valor não é um fator inerente ao processo de 
conversão, mas é gerado como consequência da satisfação dos requisitos dos 
clientes. Este princípio estabelece que devem ser identificadas claramente as 
necessidades dos clientes internos e externos e esta informação deve ser 
considerada no projeto do produto e na gestão da produção. 
• Reduzir a variabilidade da padronização dos procedimentos: É 
normalmente, a melhor forma de reduzir a variabilidade, tanto na conversão 
como no fluxo do processo de produção. A primeira reside no ponto de vista do 
cliente, um produto uniforme em geral traz mais satisfação, pois a qualidade do 
produto corresponde efetivamente às especificações previamente 
estabelecidas. É o caso, por exemplo, da equipe que executa alvenaria, cujo 
serviço é facilitado caso os blocos tenham poucas variações dimensionais. Outra 
razão reside no fato da variabilidade tender a aumentar a parcela de atividades 
que não acrescentam valor e o tempo necessário para executar um produto, 
principalmente pelas seguintes razões: por exemplo, a equipe de alvenaria foi 
deslocada para a execução de chapisco em outra frente de trabalho, pois houve 
um atraso na execução da estrutura e a não aceitação de produtos fora da 
especificação do cliente, resultando na repetição dos trabalhos ou na rejeição 
dos mesmos; 
• Reduzir o tempo de ciclo: A redução do tempo de ciclo é um princípio que 
tem origem na filosofia Just in Time. A redução do tempo de ciclo traz as 
seguintes vantagens: entrega mais rápida ao cliente, uma vez que ao invés de 
se espalharem por toda a obra, as equipes devem-se focar na conclusão de um 
pequeno conjunto de unidades, caracterizando lotes de produção menores. Além 
disto, em alguns segmentos de mercado, a velocidade de entrega é uma 
dimensão competitiva importante, pois os clientes necessitam dos produtos em 
um prazo relativamente curto (por exemplo, construçãode centros comerciais). 
A gestão dos processos torna-se mais fácil: o volume de produtos inacabados 
em stock é menor, o que tende a diminuir o número de frentes de trabalho, 
facilitando o controle da produção e o uso do espaço físico disponível. O sistema 
de produção torna-se menos vulnerável a mudanças de pedidos e pode-se obter 
certo grau de flexibilidade para atendimento das exigências e pedidos, sem 
elevar substancialmente os custos, pois algumas alterações de produto 
22 
 
solicitadas podem ser implantadas com facilidade nos lotes de produção 
subsequentes; 
• Simplificar através da redução do número de passos ou partes: A 
simplificação pode ser entendida como a redução do número de componentes 
num produto ou a redução do número de partes ou estágios num fluxo de 
materiais ou informações. Através da simplificação pode-se eliminar atividades 
que não agregam valor ao processo de produção, pois quanto maior o número 
de componentes ou de passos num processo, maior tende a ser o número de 
atividades que não agregam valor. 
• Aumentar a flexibilidade de saída: O aumento de flexibilidade de saída 
refere-se à possibilidade de alterar as características dos produtos entregues 
aos clientes, sem aumentar substancialmente os custos dos mesmos. Embora 
este princípio pareça contraditório com o aumento da eficiência, muitas 
indústrias têm alcançado flexibilidade mantendo níveis elevados de 
produtividade. A aplicação deste princípio pode ocorrer no uso de mão-de-obra 
polivalente, na finalização detalhada do produto no tempo mais tarde possível, e 
na utilização de processos construtivos que permitam a flexibilidade do produto 
sem grande prejuízo para a produção. (ISATTO, 2000) 
• Aumentar a transparência do processo: O aumento da transparência de 
processos torna os erros mais fáceis de serem identificados no sistema de 
produção, ao mesmo tempo em que aumenta a disponibilidade de informações, 
necessárias para a execução das tarefas, facilitando o trabalho. Um exemplo 
prático de aplicação em obra seria a remoção de obstáculos visuais, tais como 
divisórias e tapumes, bem como o emprego de indicadores de desempenho, que 
tornam visíveis atributos do processo, tais como nível de produtividade, número 
de peças rejeitadas etc.; 
• Focar o controle no processo global: O controle de todo o processo 
possibilita a identificação e a correção de possíveis desvios que venham a 
interferir de forma acentuada no prazo de entrega da obra. Um dos grandes 
riscos das tentativas de melhorias é sub otimizar uma atividade específica dentro 
de um processo, com um impacto reduzido (ou até negativo) no desempenho 
global do mesmo. Esta situação é muito comum em processos de produção 
fragmentados, como é o caso da execução de uma obra na qual existem muitos 
projetistas, subempreitadas e fornecedores independentes. Para aplicação deste 
23 
 
princípio é essencial uma mudança de postura por parte dos envolvidos na 
produção, que devem procurar entender o processo como um todo por oposição 
a um foco restrito de operações. É também fundamental definir quem tem clara 
responsabilidade pelo controle global do processo. Exemplo de aplicação na 
construção: O custo da alvenaria pode ser significativamente reduzido se houver 
um esforço de desenvolvimento integrado com o fornecedor de blocos, no 
sentido de introduzir a paletização. Se a melhoria envolver o processo como um 
todo, pode se obter diversos benefícios, tais como a redução do custo do 
carregamento e descarregamento, entregas com hora marcada, redução dos 
stocks na obra etc. Esta melhoria é muito mais significativa se comparada com 
uma iniciativa individual de paletização, restrita apenas ao estaleiro. 
• Introduzir melhoria contínua no processo: Para Koskela, o esforço de 
redução de perdas e aumento do valor na gestão de processos tem um carácter 
incremental, interno à organização, devendo ser conduzido continuamente, com 
a participação da equipe responsável pelo processo. O trabalho em equipe e a 
gestão participativa constituem os requisitos essenciais para a introdução da 
melhoria contínua. Existem algumas formas de alcançar este objetivo, como por 
exemplo, utilizar indicadores de desempenho, premiar pelo comprimento de 
tarefas e metas e padronizar os procedimentos. 
• Manter um equilíbrio entre melhorias nos fluxos e nas conversões: 
Koskela refere que as melhorias de fluxo e conversão estão intimamente 
relacionadas, uma vez que: melhores fluxos requerem menor capacidade de 
conversão e, portanto, menores investimentos em equipamentos; fluxos mais 
controlados facilitam a implementação de novas tecnologias na conversão; 
novas tecnologias na conversão podem acarretar menor variabilidade e, assim, 
benefícios no fluxo. Deste modo é necessário que exista um equilíbrio entre 
ambas. 
• Fazer referência de ponta (Benchmarking): Consiste num processo de 
aprendizagem a partir das práticas adotadas em outras empresas, tipicamente 
consideradas líderes num determinado segmento ou aspecto específico da 
produção. A competitividade da empresa deve ser o resultado da combinação 
dos seus pontos fortes desenvolvidos principalmente a partir de um esforço de 
melhoria contínua, com boas práticas observadas em outras empresas. São a 
24 
 
seguir apresentadas de forma concisa as seis etapas que habitualmente, 
dividem a prática de benchmarking: 
I Planejamento: 
i Identificação de áreas, processos ou atividades a serem melhoradas. 
ii Definição de critérios e indicadores para medição das atividades. 
iii Identificação de organizações participantes/parceiras. 
II Recolha de dados. 
III Análises e Comparações. 
IV Elaboração e Implementação do Plano de Mudanças. 
V Avaliar Melhorias. 
VI Repetição do Exercício. 
 
3.3 Ferramentas do Lean Construction 
 
 Para ajudar na aplicação dos princípios Lean, faz-se o uso de 
ferramentas. Devido à impossibilidade de abordar todas as ferramentas Lean 
com a devida profundidade, optou-se por fazer uma breve discussão a respeito 
daquelas mais utilizadas e consideradas aplicáveis ao setor da construção civil. 
Abaixo estão listadas as ferramentas que mais se adaptam a essa segmentação: 
• Kanban; 
• Arranjo Físico; 
• Operador Polivalente; 
• Auto Controle; 
• Just in Time (Produção empurrada e puxada); 
• Nivelamento da Produção ou Heijunka 
• Controle Visual do processo; 
• Kaizen/Melhoria de atividades; 
• Mapa de fluxo de valor; 
• Sistema 5S; 
 Estas ferramentas foram selecionadas devido ao fácil entendimento e 
aplicação para área da construção civil, pois elas se encaixam de uma forma 
adequada aos canteiros de obra, diferentemente de outras ferramentas que são 
melhores aplicáveis para a indústria em geral. 
 
25 
 
 
 
3.3.1 Kanban 
 
 O kanban é uma ferramenta que consiste em utilizar cartões que registram 
a liberação de um serviço ou a retirada de materiais que serão utilizados 
(MOURA, 2007 apud CORREIA, 2007). 
 De acordo com Correia (2007), o uso dessa ferramenta ajuda a 
movimentação de materiais, solicitação de serviços e manutenção dos estoques, 
não deixando serviços parados por falta de materiais, além de também 
auxiliarem na continuidade do fluxo de serviços. 
 Segundo Molina (1995) os principais tipos de kanban são os seguintes: 
• De ordem de Produção: determina o número e o tipo de produtos que o 
próximo processo deverá produzir; 
• De movimentação ou requisição: determina a quantidade de produtos ou 
material que devem ser retirados de um processo anterior pelo processo 
posterior. Nenhum material ou produto, sem exceção, pode ser retirado e 
transportado sem estar acompanhado de seu cartão. Este cartão circula entre 
dois centros de produção; 
• De fornecedor: É um kanban de requisição também, pois possui 
informações para o fornecedor entregar os produtos. 
 Segundo Molina (1995), o kanban por meio dos funcionários dá início ao 
processo deprodução apenas quando houver necessidade, sendo que ele 
administra informações sobre os processos, produtos e estoques, avisando 
quando é necessário repor materiais e evitando o excesso. É um mecanismo 
simples de ser utilizado, e permite controle visual de todo o processo. 
 
3.3.2 Arranjo físico 
 
 O arranjo físico significa organizar ou dispor os vários recursos produtivos 
como máquinas, equipamentos, instalações e pessoal, utilizados para produção 
de um bem ou serviço. Existem alguns tipos de arranjo físico: posicional, 
funcional, celular e por produto, e cada um leva em consideração o tipo de 
26 
 
processo (PISKE, 2008). Para a construção civil, os mais interessantes são o 
arranjo físico celular e o arranjo físico posicional. 
 O arranjo físico celular é o agrupamento de peças ou produtos em grupos 
que tem características em comum e utilizam os mesmos recursos de produção. 
Dessa forma, se torna mais simples e fácil a programação da produção, 
movimentação de materiais e o controle (MIYAKE, 2002 apud FILHO, 2011). 
 O arranjo físico posicional traz as estações de trabalho próximas ao 
produto que será transformado. Nesse arranjo vê-se que o produto final não se 
move e sim a matéria-prima, como é o caso da construção de uma casa, 
produção de concreto, dentre outros serviços. Para a construção civil, o arranjo 
físico, seria fazer o layout do canteiro de obra, o qual ajuda a manter a 
organização, rapidez e qualidade dos processos. Segundo Filho (2011), a 
elaboração do layout do canteiro traz alguns benefícios, como por exemplo, a 
diminuição do percurso entre postos de trabalho, eliminando o desperdício do 
tempo em decorrência desse percurso, sendo que o desenvolvimento do mesmo 
envolve um estudo das várias etapas da obra, podendo mudar conforme o 
decorrer dos processos. 
 Para a elaboração do layout do canteiro deve se levar em consideração 
alguns aspectos importantes: a economia de movimento, o fluxo progressivo, a 
flexibilidade e integração, o uso do espaço físico disponível e necessário, a 
satisfação e a segurança. 
 
3.3.3 Operador polivalente 
 
 Essa ferramenta consiste em capacitar os operadores a executar várias 
tarefas, ao invés de se especializar o operador em apenas uma tarefa específica, 
restringindo o trabalho do mesmo, ou seja, o Lean Construction emprega 
trabalhadores de multiqualificações, em todos os níveis da organização 
(WOMACK E JONES, 1998). 
 
3.3.4 Autocontrole 
 
 Para resolver falhas ou erros no processo, essa ferramenta transfere 
algumas decisões da média gerência ou supervisão para a base da organização, 
27 
 
ou seja, dá maior autonomia e responsabilidade aos operadores, exigindo 
qualidade (WOMACK e JONES, 1998). 
3.3.5 Just in Time e Produção Puxada 
 
 A filosofia Just-in-time e o sistema de produção puxada, tem como objetivo 
na construção civil o estoque mínimo, diminuindo a variabilidade, havendo um 
processo longo com o fornecedor, para gerar relações estáveis na entrega de 
matérias. Para ser empregado, é necessário, produção confiável (baixos erros) 
não gerando necessidades pontuais de material de produção que visa 
justamente eliminar desperdícios, principalmente com a produção em excesso. 
 
3.3.6 Controle visual do processo 
 
 O controle visual consiste em expor problemas, ações, metas e níveis de 
desempenho de todo o processo, ou seja, apresentar resultados parciais em 
murais onde todos possam visualizar e acompanhar o processo, assim, permite-
se a rápida e clara imagem do andamento da produção e torna-se o 
gerenciamento do sistema mais ágil (WOMACK e JONES, 1998). 
 Para a construção civil, essa ferramenta é interessante já que a maioria 
dos processos e serviços é artesanal, precisando, assim, manter um nível de 
produção e a qualidade final dos produtos e serviços. Algumas maneiras de 
aplicar essa ferramenta são a elaboração de listas de verificação, ou check-lists, 
bem como a exibição do desempenho da produção ou equipe, onde se podem 
abordar metas e melhorias para os próximos serviços. 
 
3.3.7 Kaizen/Melhoria de atividades 
 
 Segundo Ghinato (2000), Kaizen é a melhoria contínua de uma atividade, 
ou seja, determina onde estão as perdas ou as falhas do processo, e foca na 
eliminação dessas falhas, de tal forma a evitar desperdícios e agregar valor ao 
produto ou atividade. Esta ferramenta funciona com um contínuo monitoramento 
dos processos, o qual pode ser feito através do ciclo PDCA (Plan - Do - Check - 
Act), o que garante uma observação dos erros e possíveis melhorias, ou seja, 
padronização de melhores soluções, tudo isso sem grandes investimentos. 
28 
 
 É de grande importância para esta ferramenta a utilização da 
padronização dos processos, pois só assim se pode lançar o processo para o 
próximo nível de forma sólida e consistente (GHINATO, 2000). 
 
3.3.8 Mapa de fluxo de valor 
 
 Rother e Shook (2003) propõe o mapeamento de cada atividade de todo 
um processo, por meio de elementos gráficos, onde possa se observar com 
clareza o que está acontecendo em cada etapa. Esse mapeamento é 
denominado de Mapa de fluxo de valor (MFV). Para tanto, são representados 
nesse mapa os fornecedores, clientes, estoques, fluxo de informações, 
movimentação de materiais e todas as etapas do processamento do produto. O 
MFV de um produto ajuda a visualizar todo o processo, a partir daí pode-se 
identificar desperdícios, ou seja, identificar as atividades que não estão 
agregando valor ao fluxo e ao produto final. Essa ferramenta ajuda na 
implantação de conceitos e técnicas enxutas, e mostra a relação existente entre 
o fluxo de informação e o fluxo de material (ROTHER e SHOOK, 2003). 
 O passo final dessa ferramenta é elaborar e implantar um plano de ação 
que descreva o que deve e como deve ser melhorado para se alcançar um 
estado desejado, sendo que deve sempre haver uma melhoria contínua no nível 
do fluxo de valor (ROTHER e SHOOK, 2003). 
 
3.3.9 Nivelamento da produção ou Heijunka 
 
 Essa ferramenta consiste em tentar manter constante o volume total 
produzido, uniformizando a produção (WOMACK E JONES, 1998). Por meio 
dessa ferramenta, a programação da produção nivela a demanda dos recursos 
e também permite combinar itens diferentes de forma que se garanta um fluxo 
contínuo de produção. Ela permite produzir em pequenos lotes e minimizar os 
estoques (GHINATO, 2000). 
 
 
 
29 
 
3.3.10 Sistema 5S 
 
Essa é uma das principais ferramentas do Lean muito utilizada desde o 
surgimento do método Lean. Composta por cinco princípios, sendo eles, Seiri; 
Seiton; Seiso; Seiketsu; Shitisuke. Juntos eles compõem o conceito da 
metodologia de organização e otimização do espaço de trabalho buscando a 
máxima eficiência dos processos. Para que essa ferramenta seja usada de forma 
correta, deve ser aplicada corretamente na sua ordem predefinida e em 
sequência uma da outra durante todo o processo. 
Seiri (Utilização): separação das ferramentas que serão utilizadas daquelas que 
não serão necessárias durante aquele processo, mantenha somente aquilo que 
deverá ser utilizado na área de trabalho. 
Seiton (Organização): classificação e organização de todas as ferramentas, 
materiais, recursos e dados de forma que seja fácil sua localização. 
Seiso (Limpeza): Criação de padrões para limpeza. Limpe e remova todo o lixo 
e sujeira. A limpeza fornece um espaço de trabalho seguro e permite a 
visualização de potenciais problemas. 
Seiketsu (Padronização): engaje a mão-de-obra para desempenhar 
sistematicamente os passos anteriores diariamente, para manter o espaço de 
trabalho em perfeita condição, como um processo padronizado. Deve-se 
estabelecer cronogramas e definir expectativas de adesão. 
Shitsuke (Disciplina): criação de compromisso organizacional para que o 5S se 
torne um dos seus valores organizacionais, para que todos possam transformá-
lo em um hábito. 
No Lean Construction o5S auxilia para que onde seja aplicado possa ser um 
ambiente ágil e de fácil manipulação pela mão-de-obra, onde se tenha um 
acesso as ferramentas de forma pratica com um local de trabalho limpo e 
organizado. Se tornando assim uma maneira efetiva contra os desperdícios seja 
eles de tempo, trabalho, movimentação e espaços. 
 
 
30 
 
3.4 Métodos construtivos destinados a galpão 
 
 Os métodos construtivos em galpão, para serem escolhidos de forma 
correta, devem levar em conta alguns fatores, sendo eles: 
• Prazo para execução de obra; 
• Verba disponível; 
• Destinação de ocupação; 
• Materiais e mão de obra disponível na região; 
• Qualidade do solo; e 
• Intempéries da região. 
 Tendo a matriz de projeto definida, procura-se a método construtivo mais 
adequado para tal situação, dentre as quais as opções mais usuais são: 
estruturas pré-fabricadas, estrutura de metal e alvenaria estrutural. 
 
3.4.1 Estruturas pré-fabricadas 
 
 De acordo com o NBR 9062/2017, a denominação de concreto pré-
fabricado corresponde ao elemento pré-moldado executado industrialmente, em 
instalações permanentes de empresa destinada para este fim, que se 
enquadrem e estejam em conformidade com as especificações de 12.1.2. 
“12.1.2 Os elementos estruturais podem ser considerados elementos 
pré-fabricados quando atenderem aos requisitos especificados em 
12.1.2.1 a 12.1.2.5. 
12.1.2.1 A mão de obra é treinada e especializada. 
12.1.2.2 A matéria-prima é previamente qualificada por ocasião da 
aquisição e posteriormente através da avaliação de seu desempenho 
com base em inspeções de recebimento e ensaios (conforme 12.2). 
Dispõe de estrutura específica para controle de qualidade, laboratório 
e inspeção das etapas do processo produtivo que devem ser mantidos 
permanentemente pelo fabricante, a fim de assegurar que o produto 
colocado no mercado atende aos requisitos desta Norma e estão em 
conformidade com os valores declarados ou especificados. O concreto 
utilizado na moldagem dos elementos pré-fabricados deve atender às 
especificações da ABNT NBR 12655, bem como ter um desvio-padrão 
Sd máximo de 3,5 MPa, a ser considerado na determinação da 
resistência à compressão de dosagem (fcj), exceto para peças com 
abatimento nulo (abatimento zero) 
12.1.2.3 A conformidade dos produtos com os requisitos relevantes 
desta Norma e com os valores específicos ou declarados para suas 
propriedades deve ser demonstrada através do atendimento às 
Normas Brasileiras de projeto ou por ensaios de avaliação da 
capacidade experimental, conforme 5.5 e pelo controle de produção de 
fábrica, incluindo a inspeção dos produtos. A frequência de inspeção 
dos produtos deve ser definida de forma a alcançar conformidade 
31 
 
permanente do produto e, quando aplicável, atendendo ao 
especificado em Normas Brasileiras. 
12.1.2.4 Os elementos são produzidos com auxílio de máquinas e de 
equipamentos industriais que racionalizam e qualificam o processo. 
12.1.2.5 Após a moldagem, estes elementos são submetidos a um 
processo de cura com temperatura controlada, conforme 9.6.” (ABNT, 
2017, p. 79) 
 
 El Debs (2017) observa que o uso do concreto pré-fabricado apresenta 
duas diretrizes muito importantes, quais sejam a racionalização da execução de 
estruturas de concreto e a industrialização da construção, acarretando diversos 
benefícios, como por exemplo: 
• Diminuição do tempo de construção; 
• Melhor controle dos componentes pré-fabricados; 
• Redução do desperdício de materiais na construção. 
 As estruturas pré-fabricadas possuem vários campos de aplicação, que 
ajudam a desenvolver a construção civil de forma mais limpa, podendo ser 
aplicada em edificações, infraestrutura urbana e de estrada e diversas outras 
obras cíveis. 
 
3.4.2 Denominação de elementos pré-fabricados 
 
 Os elementos pré-fabricados mais utilizados para a construções de 
galpões são os que se verificam na Figura 2: 
 
Figura 2- Elementos Pré-Fabricados 
Fonte: El Debs (2017, p. 19) 
32 
 
3.4.3 Produção 
 
 Segundo a NBR 9062/2017 a produção de elementos estruturais pré-
fabricados, possui um grande rigor no quesito qualidade, pois a cada 
procedimento existem formas de conferência do serviço executado, tendo como 
prioridade a qualidade acima da média, em comparação com as estruturas 
moldadas in loco, nos canteiros de obras. De acordo com a norma, existem 
diversos procedimentos a serem seguidos como é informado a seguir: 
“Na execução de elementos pré-fabricados, conforme definido em 3.9 
na Seção 12, os encarregados da produção e do controle de qualidade 
devem estar de posse de manuais técnicos cuidadosamente 
preparados pela direção da empresa responsável pelos trabalhos, que 
apresentem, de forma clara e precisa, pelo menos as especificações e 
procedimentos relativos aos seguintes materiais e procedimentos:” 
(ABNT, 2017, p. 68)  
 
• Fôrma: montagem, desmontagem, limpeza e cuidados, conforme Figura 3: 
Figura 3- Procedimento de montagem de forma 
 
 
Fonte: El Debs (2017, p. 58) 
 
33 
 
• Armadura: diâmetro dos pinos para dobramento das barras, manuseio, 
transporte, armazenamento, estado superficial, limpeza e cuidados, 
conforme Figura 4: 
Figura 4 - Preparo das armaduras 
 
Fonte: PRÉ-FABRICAR (2020) 
• Concreto: dosagem, amassamento, consistência, descarga da betoneira, 
transporte, lançamento e adensamento, conforme Figura 5: 
 
Figura 5- Concretagem de elemento estrutural 
 
Fonte: PRÉ-FABRICAR (2020) 
 
34 
 
• Protensão: forças iniciais e finais, medidas das forças e alongamentos, 
manuseio, transporte, armazenamento, estado superficial, limpeza e 
cuidados com fios, barras ou cabos de protensão, conforme Figura 6: 
 
Figura 6 - Esquema de protensão 
 
Fonte: El Debs (2017, p. 54) 
 
• Liberação da armadura pré-tracionada: método de liberação da armadura 
de seus apoios independentes e de seccionamento da armadura exposta 
entre elementos dispostos em linha, no caso de pistas de protensão na 
produção de elementos de concreto pré-fabricados protendidos por pré-
tração, cuidados e segurança contra acidentes, conforme Figura 7: 
 
Figura 7 - Elemento de protensão 
35 
 
 
Fonte: PRÉ-FABRICAR (2020) 
 
• Manuseio e armazenamento dos elementos: utilização de cabos, balancins 
ou outros meios para suspensão dos elementos, pontos de apoio, métodos 
de empilhamento, cuidados e segurança contra acidentes, conforme Figura 
8. 
Figura 8 - Manuseio de elemento estrutural 
 
Fonte: El Debs (2017, p. 58) 
 
• Tolerâncias dimensionais e em relação a defeitos aparentes das fôrmas e 
da armadura, tolerâncias quanto à variação da consistência e defeitos 
36 
 
aparentes do concreto fresco, tolerâncias quanto à discrepância entre a 
medida do alongamento e da força aplicada à armadura protendida, 
tolerância em relação às resistências efetivas do concreto, tolerâncias de 
abertura de fissuras, tolerâncias dimensionais e em relação a defeitos 
aparentes dos elementos pré-fabricados acabados, conforme Figura 9: 
• 
Figura 9 - Vistoria em elemento estrutural 
 
Fonte: PRÉ-FABRICAR (2020) 
 
4 ESTUDO DE CASO 
 
 Este estudo de caso foi desenvolvido através de diversas reuniões com o 
engenheiro civil e responsável técnico, onde explicou cada detalhe, desde a 
concepção do projeto até a entrega do galpão. A proposta da implementação do 
Lean Construction foi trabalhada visando o ganho de qualidade e produtividade 
entre todos os envolvidos na obra, de forma harmônica com o planejamento 
estratégico padrão da construtora A. 
 
4.1 Planejamento estratégico 
 
 Para que fosse iniciada a construção do Galpão, com todas as suas 
particularidades, fossem elas de âmbito organizacional ou financeiro, houve um 
37 
 
estudo desenvolvido por meio do planejamento estratégico da construtora “A”. 
Analisando as matrizes de termômetro do mercado, lançamento dos produtos a 
serem vendidos e resultado futuro das vendas, quenesse projeto foram 
gerenciados pelo portfólio de uma grande rede do ramo alimentício. 
 A estratégia começa a partir da necessidade de uma região que favoreça 
o portfólio com suas vendas e investimento, sendo assim critério alcançado na 
região de Itapeva. Foi considerado também a partir do método do Lean 
Construction, que para o início de um ótimo planejamento da obra seria 
necessário um relacionamento civil e comercial de transparência e confiança do 
investidor e construtora, pois afinal este é o topo de toda gama que faz acontecer 
o projeto. 
 Para isso foi elencado no projeto o contrato com investidor final e 
construtora, que deixa esclarecida toda a frente do projeto, seja ela nos materiais 
que serão utilizados ou as decisões que foram preestabelecidas no início do 
galpão. Isso serve para que nenhuma intervenção do investidor que estava fora 
dos termos determinados em contrato com a construtora venha ser a nova 
projeção do andamento do projeto. 
 Em conjunto à tratativa do contrato entre o investidor e construtora, o 
terreno deve ser analisado desde o início para atender as necessidades de forma 
geral para construção do empreendimento, com isso foi usada a estratégia do 
galpão ser em área comercial onde a região não possua concorrentes em suas 
proximidades, facilitando as vendas, atrelado a isso uma zona de intenso fluxo 
de população, ou seja, localizado no centro da cidade de Itapeva. 
 O planeamento de interesse desta área total de 4.781,20m² sendo 
858,54m2 para o galpão e 3.922,60m2 para o estacionamento, sendo de fácil 
acesso para entrada do maquinário que será utilizado na obra e, futuramente, 
para os clientes que irão usufruir dos serviços. Utilizando o método do Lean 
Construction esses fatores foram planejados desde o início. 
 
4.2 Estudo de viabilidade 
 
 Para realizar o estudo é necessária a utilização de alguns fatores para 
verificar a viabilidade do empreendimento, sendo algum deles o terreno, 
investidor e a construção – visando o melhor custo-benefício em cada fator, para 
38 
 
desenvolver esta análise é importante criar um checklist com o intuito de 
padronizar os comparativos de cada destinação. 
 O Lean Construction denomina esta função como controle visual do 
processo, discriminada no tópico 4.3 deste trabalho. 
 
4.2.1 Prospecção do Terreno 
 
 O terreno situa-se na Avenida Dona Paulina de Moraes, Vila Ophélia, 
Itapevi-SP, com a área de 4.781,20m² e perímetro de 279,53 metros, conforme 
ilustrado na Figura 10. 
Figura 10 - Descrição do lote 
 
Fonte: Elaboração dos autores (2021) 
 
 Ao analisar o terreno é de extrema importância, ficar atento a todos os 
detalhes do lote. Exemplos de itens a serem verificados: 
• Verificar se existem árvores no lote, que não seja permitido a poda ou 
corte, por ser árvore de preservação; 
• Verificar altura dos postes e fiação, pois, dependendo da altura, não será 
possível entrar no terreno com as peças, para montagem; 
• Realizar estudo preliminar, para saber se a área é de preservação 
ambiental, área de mananciais, área de contaminação, se o zoneamento permite 
39 
 
o tipo de empreendimento no local desejado, se existe proximidade com 
córregos e verificar altura de fiação; 
• Verificar pontos críticos que posam causar problemas futuros; 
• Verificar o uso e ocupação do solo, junto à prefeitura; e 
• Certidões negativas referentes ao terreno. 
 Todas as verificações são necessárias para que após a finalização da 
obra não ocorra nenhum problema para obtenção do habite-se, alvará de 
funcionamento, averbação da construção na matrícula, dentre outros. 
 
4.2.2 Contato com Proprietário 
 
 O terreno descrito acima é do próprio investidor, tendo surgido o interesse 
de desenvolver um galpão para gerar lucro com aluguel, tendo uma rentabilidade 
mensal de 0,8% (porcentagem desejada pelo investidor) do valor final da 
construção. 
 
4.2.3 Definição de cliente final (rede varejista) 
 
 Por conta do interesse do investidor, foi oferecido o terreno a diversas 
empresas de pequeno, médio e grande porte, onde a rede varejista encontrou a 
oportunidade para locar o galpão que seria construído, se tornando locatária 
assim que finalizasse o imóvel. Entretanto há exigências para implantação do 
supermercado, sendo elas: 
• Acesso ao supermercado pelas duas vias (Avenida Governador Mario 
Covas x Avenida Paulina de Morais); 
• Preferência sem grandes inclinações ou taludes; 
• Pé direito mínimo de 4,00 m; 
• O imóvel deverá ser equipado pelo sistema de combate a incêndio 
composto de saídas de emergência e sinalização de rota de fuga, iluminação de 
emergência, sistema de alarme de incêndio, sinalização de emergência, 
extintores, reserva de incêndio, bombas de incêndio, rede de hidrante e registro 
de recalque, conforme projeto aprovado junto ao Corpo de Bombeiros da região 
e posterior apresentação de AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiro); 
40 
 
• Projeto de Movimento de terra, Pavimentação e Drenagem deverão ser 
elaborados conforme levantamento cadastral e Projetos de implantação 
fornecidos pelo Locatário; 
• Construção de abrigo de gás; 
• Instalação de Alambrado e Tela practika; 
• Construção da casa de máquinas; 
• Construção da Área do Reservatório de Incêndio; 
• Colocação de brita em área ociosa e área permeável; 
• As áreas das fachadas que receberão assentamento de revestimento 
cerâmico pelo Locador, os pilares deverão ser alinhados na face externa e altura 
mínima h=6,00m no nível mais alto do piso acabado; 
• Fornecimento e instalação de marquise metálica; 
• Execução de infraestrutura elétrica para iluminação, com cabeamento e 
instalação de projetores de uso externo; 
• Execussões referentes as areas de: 
 Louças e Metais Sanitários 
 Portas de madeira 
 Instalações hidráulicas 
Entre outros passos, tarefas e execussões, não menos importantes, que devem 
ser planejados com antecedencia e realizados dentro dos prazos pré-
determinados. 
 
4.2.4 Layout de Projeto 
 
 O layout de projeto foi realizado de forma padronizada da rede varejista, 
para atender todos os clientes que irão usufruir dos serviços prestados. Segue 
layout em anexo. 
 
4.2.5 Construção 
 
 Esta fase de planejamento é realizada para analisar o mercado local, 
referente à qualidade de mão de obra e matérias disponíveis, com o intuito de 
contratar empresas capazes de realizar bons serviços, e não gerar atrasos no 
canteiro de obra. Exemplos de itens a serem analisados: 
41 
 
• Planejar o tipo de solução que será necessária para o canteiro de obra e 
levar em consideração as terceirizações e o uso de pré-moldados; 
• Desenvolver checklist como método de avaliação, com intuído de 
contratar as empresas mais qualificadas. Sempre verificar a companhia como 
um todo, não apenas o menor orçamento, levando em conta métodos de 
treinamento de equipe, atendimento ao cliente, responsabilidade com prazo e 
feedback de outros profissionais. Ao contratar a primeira da lista, deixe a 
segunda de sobreaviso, para caso dê problemas com a contratada existe a 
segunda opção; 
• Uma vez definido o pré-moldado, é necessária a vistoria para realização 
da patolagem, verificação de altura da viação, espaço para içamento no terreno 
perante a construção e planejar percurso de transporte dos perfis pré-moldados, 
além de planejar o percurso do transporte para não ocorrerem problemas, tendo 
a necessidade de verificar inclinação e largura das vias que dão acesso ao 
terreno. 
 
4.2.6 Resultado do estudo de viabilidade 
 
 Ao analisar o local foi constatado que: 
• Não havia vegetação de parte arbórea; 
• Não possui nenhum tipo de córrego, rio ou nascente; 
• Local de fácil acesso para locomoção de grandes estruturas pré-
fabricadas; 
• O zoneamento permite a categoria de uso necessária, para uso e 
ocupação do lote; 
• Não é área de preservação ambiental; 
• Não é área de mananciais; 
• Nãofoi encontrado nenhum empecilho documental, conforme certidões 
realizadas; 
• A companhia de energia tinha disponível energia trifásica para o 
empreendimento, sem necessidade de gastos maiores com gerador; 
• Por conta do vasto espaço do terreno, os cabos de energia na testada do 
lote não dificultaram a montagem da estrutura pré-fabricada e nem para realizar 
a patolagem do guindaste. 
42 
 
 Com todos os anseios e necessidade da rede varejista sanadas, o terreno 
da Avenida Paulina de Moraes, 396, Vila Ophélia, foi aprovado e realizado o 
acordo entre investidor e rede varejista, dando início aos trâmites da obra 
(Figuras 11 e 12). 
 
Figura 11 - Fachada do Terreno 
 
Fonte: Google Maps (2011) 
 
Figura 12 - Localização do Terreno 
 
Fonte: Google Maps® (2011) 
43 
 
4.3 Planejamento in loco 
 
 O planejamento in loco se faz extremamente necessário para se ter um 
fluxo construtivo contínuo, de modo de evitar atrasos ou acúmulos de operações 
acontecendo ao mesmo tempo em determinada fase da obra. Previamente à 
qualquer execução da obra é de extrema importância realizar os cálculos de 
materiais, delimitar prazos e acordar entregas com todas as áreas envolvidas 
nos determinados processos a fim de mitigar os problemas que possam vir a 
ocorrer. 
 Durante a execução da construção do galpão, aplicando a filosofia de 
construção enxuta (Lean Construction), a construtora “A” adotou o processo de 
zero estoque, no qual todos os processos foram previamente planejados para 
que ocorressem as entregas de materiais e execuções dos processos nos prazos 
previamente determinados, evitando assim acúmulo e desperdício de materiais, 
tempo e mão de obra. 
 No planejamento foram decididos os tipos de execuções que seriam 
realizadas em cada etapa construtiva do galpão, exemplificando quatro fases: 
fundação, estrutura, fechamento e cobertura. 
 Na fundação foi utilizada o tipo Estaca Escavada, e aplicando o conceito 
de zero estoque foi executada esse tipo de fundação a modo de ganhar em 
eficiência e agilidade, dado que a aplicação é mecânica e se utiliza de materiais 
que após o uso ainda podem ser reutilizados como o gabarito metálico e as 
formas a fim de se evitar desperdício e acúmulo desnecessário. 
 Para a estrutura foi utilizado a Estrutura Pré-Fabricada que oferece um 
grande ganho de tempo e energia, tendo em vista que se faz a aplicação 
mediante planejamento prévio, aplicando o treinamento para gerar segurança 
aos funcionários, assim, mitigando erros de execução que são muito comuns no 
processo de construção estrutural convencional. 
 Na fase de fechamento, foi utilizada a alvenaria estrutural, cujos blocos 
são muito utilizados pela sua regularidade e acabamento mais refinado, 
facilitando, assim, os cálculos prévios para execução desta etapa. Com o 
planejamento prévio faz-se o cálculo de tamanhos e quantidade de cada bloco a 
ser aplicado na construção. Somente após isso foi realizada a compra para o 
recebimento apenas do material necessário para se aplicar, de modo a se evitar 
44 
 
acúmulo e gasto excessivo ou falta de material que causaria uma trava na 
execução do processo. 
 Para a cobertura foi utilizada a telha trapezoidal sanduíche com estrutura 
pré-fabricada, pensando no mesmo ganho que a construção da estrutura, na 
cobertura foi aplicada esse tipo material para haver um ganho de tempo e 
planejado a forma de se mitigar os erros. 
 
4.3.1 Cronograma 
 
 O cronograma foi desenvolvido para ajudar no controle e andamento da 
construção a fim de que se tenha uma boa visão geral do que está sendo 
executado e qual o próximo passo, tendo como princípio a negociação prévia 
das etapas futuras da construção, executando, assim, a técnica Just in Time 
sendo o método sem estoque na construção enxuta. 
 A obra foi prevista para ser executada em prazo máximo de 270 dias (9 
meses), contados a partir da data de entrega do projeto executivo, que ocorreu 
no dia 18 de abril de 2016. Conforme anexo, no cronograma geral de execução 
foram descritas todas as fases de cada etapa construtiva do galpão, cuja 
finalização e entrega final se deram em 95 dias (3 meses) corridos, na data do 
dia 22 de julho de 2016. 
 Fez-se um acompanhamento no escritório da obra que continha as 
informações de cronograma de fácil acesso para que fosse possível manter o 
acompanhamento das entregas, andamento e da execução de cada fase 
construtiva, garantindo, assim, o processo construtivo contínuo e aplicando o 
método da ferramenta do Lean Construction de Controle Visual do Process 
 
4.3.2 Orçamento 
 
Para a obra, destinada a rede varejista, foi desembolsado uma quantia de R$ 
1.688.714,57 reais, para a realização completa do galão, conforme tabela 2. 
 
45 
 
Tabela 2 - Orçamento 
 
Galpão - Itapeva SP 
 
1 Projetos / Legalização R$ 32.800,00 
1.1 Legalização R$ 12.600,00 
1.2 Projeto Legal R$ 5.800,00 
1.3 Projeto de Arquitetura R$ 600,00 
1.4 Projeto Combate Incêndio R$ 4.000,00 
1.5 Projeto Hidraúlico R$ 3.500,00 
1.6 Projeto Pavimentação R$ 3.500,00 
1.7 Projeto Movimento de terra R$ 2.800,00 
2 Entrada de Energia R$ 26.000,00 
2.1 Protocolo Entrada de Energia R$ 2.500,00 
2.2 Montagem do Padrão Entrada de Energia R$ 7.000,00 
2.3 PADRÃO ENTRADA DE ENERGIA 54 < D <6 R$ 11.000,00 
2.4 Entrada de Água e Esgoto R$ 3.000,00 
2.5 
Material para Montagem do Padrão para ligação de Água e 
esgoto R$ 2.500,00 
2.6 
3 Administração R$ 220.267,23 
3.1 Administração R$ 220.267,23 
4 Serviços iniciais R$ 133.000,00 
4.1 Serviços iniciais R$ 15.000,00 
4.2 Tapumes R$ 9.500,00 
4.3 Conteiners R$ 2.500,00 
4.4 Limpeza de Terreno R$ 9.000,00 
4.5 Movimentação de Terra R$ 95.000,00 
4.6 Sondagem R$ 3.000,00 
5 Fundação Profunda R$ 263.092,34 
5.1 Material e mão de Obra R$ 263.092,34 
6 Estrutura Pré-fabricada + Cobertura R$ 409.160,00 
6.1 Estrutura Pré-fabricada + Cobertura R$ 409.160,00 
7 Mão de Obra e material Civil R$ 155.465,00 
7.1 Topografia R$ 2.400,00 
7.2 Vedação R$ 109.065,00 
7.3 Emboço R$ 44.000,00 
3 Elétrica R$ 100.000,00 
3.1 Tubulação Aerea - interna R$ 34.000,00 
3.2 Cabeamento - Interna R$ 66.000,00 
4 Hidráulica R$ 47.300,00 
4.1 Reservatório de incêndio R$ 34.000,00 
4.2 Aguas Pluviais R$ 3.000,00 
4.3 Esgoto R$ 3.500,00 
4.4 Distribuição Água Fria R$ 3.400,00 
46 
 
4.5 Intalações Contra Incêndio R$ 3.400,00 
5 Pavimentação R$ 118.000,00 
6 Contenção R$ 88.000,00 
7 Pintura MA e MO R$ 32.000,00 
8 Esquadrias Metálicas R$ 38.000,00 
9 Esquadrias Madeira R$ 17.630,00 
10 Limpeza Final R$ 8.000,00 
Total Orçamento R$ 1.688.714,57 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
4.4 Canteiro de obra – Execução 
 
Para que o fluxo do projeto tivesse uma boa transparência e organização, foram 
realizadas formas de interação visual nas dimensões do galpão, através do 
sistema 5S, gerando ganho de nitidez e melhoria na produtividade do galpão. O 
processo foi aplicado em diversos setores e etapas, a partir do início da obra 
com sinalizações de segurança, movimentação, estoque e equipamentos. 
Conforme relatório operacional esse gerenciamento, foi atribuído ao conceito de 
Curvas ABC, conforme figura 13 no qual cada setor e fase tinham seus 
responsáveis no nível de hierarquia, com relevância na execução de cada etapa 
que estava a acontecer, e todos deveriam caminhar juntos e alinhados para o 
cumprimento de cada fase, ocasionando ganho de tempo e menos retrabalho 
com o fácil acesso as ferramentas de forma praticacom um local de trabalho 
limpo e organizado. 
 
Figura 13 – Planilha de Planejamento ABC 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 Com o desenvolvimento de construção enxuta foi dado prioridade em 
determinadas etapas do canteiro de obra para a otimização do tempo, sendo: 
• Projeto Executivo 
 Nesta etapa se executou toda elaboração para a realização da 
construção, desde as cotações de orçamentos a consolidação de todos os 
47 
 
protocolos iniciais. Como sendo a fase inicial, o projeto executivo e todas as suas 
vertentes ocorreram ao mesmo tempo, com a harmonia de todas as frentes 
necessárias, proporcionando um alinhamento excelente para que pudesse 
começar as fases construtivas. 
• Definição de Logística de Canteiro 
 Se baseando na ferramenta de Arranjo Físico Posicional, instituíram cada 
local de utilização comum da obra em pontos estratégicos para um melhor fluxo, 
como por exemplo: portão da obra, WCs, Escritório e Almoxarifado. 
• Reunião de início de obra in loco - Procedimentos, Cronograma, 
Produtividade Esperada / Palestra - Segurança do trabalho. 
 A fase seguinte decorre de um trabalho intensivo de alinhamento e 
treinamento para os funcionários e todos os envolvidos no processo construtivo. 
Essa também é mais uma aplicação prática de conceito de Lean Construction, 
se trata do operador polivalente, que consiga atuar em diversas frentes, fazendo 
que consiga auxiliar outros setores de produção além do seu próprio. 
• Locação de obra 
 A fase de locação foi onde se deu todo o processo de fundação da obra, 
como foi planejada e decidida previamente, desde o modo de execução até os 
fornecedores que serviriam os materiais. O processo se deu sem estoque, 
utilizando um dos principais conceitos de construção enxuta, que é trabalhar sem 
estoque para que se tenha um controle de tempo de execução e construção sem 
que se perca prazo e ocorra qualquer erro por falta de planejamento. Graças a 
esse planejamento, a execução total se deu em apenas duas semanas conforme 
relatório técnico da obra. 
• Estrutura Pré-Fabricada 
Logo após a execução da fundação, já estava planejado o início da construção 
da estrutura pré-fabricada, feito os acordos e a contratação com as empresas 
para que a execução fosse realizada no prazo de 10 dias, entretanto foi possível 
agilizar o processo e concluído em 7 dias. 
• Estrutura de Cobertura 
Para a cobertura foi utilizado os mesmos equipamentos da estrutura pré-
fabricada, com isso houve uma eliminação de atividade no fluxo, pois os 3 dias 
restantes de contrato do pré-fabricado foi realizado para execução. 
• Instalações Hidráulicas 
48 
 
No mesmo tempo que ocorria a etapa descrita aqui anteriormente (estrutura pré-
fabricada), em paralelo se dava a fase de construção das instalações hidráulicas, 
utilizando a ferramenta de Arranjo Físico onde dois processos que tem 
características similares possam ser executados juntos, obtendo-se, assim, um 
grande ganho de tempo e aproveitamento de espaço no momento da execução. 
• Instalações Elétricas 
Na mesma semana que se iniciaram as instalações hidráulicas, deu-se 
início à parte elétrica da obra, com a montagem do padrão de energia da 
concessionária. Existindo setores que necessitavam de mais atenção, por conta 
de serem mais demorados, como a instalação do frame relay e execução de 
cabeamento aéreo com rabichos para iluminação. 
• Materiais de obra 
Este setor é responsável por realizar a alvenaria de vedação e 
acabamento com a colocação de esquadrias, revestimentos, emboço, aplicação 
de gesso, dentre outros serviços. Há a necessidade do engenheiro de segurança 
do trabalho para orientar o serviço em altura. 
• Pintura 
Após finalizar o preparo das paredes e piso para receber a tinta, é iniciada 
a pintura de todo galpão, que foi planejada junto à equipe. Importante salientar 
que a equipe também necessita de acompanhamento do engenheiro de 
segurança do trabalho. 
• Serralheria 
Profissional capacitado para execução das grades, portões, escada 
marinheiro, entre outros serviços, tendo o setor de suprimentos acompanhando 
a quantidade e qualidade do serviço contratado, junto com setor de qualidade. 
• Limpeza 
Última etapa antes da entrega do galpão, para realizar a limpeza de todo 
galpão. 
• Entrega da obra 
Ao entregar a obra, é realizado o check-list de toda construção, momento 
este para reunir toda equipe que realizou os serviços, com a função de 
acompanhar a vistoria junto do setor de qualidade, para não haver a necessidade 
de retornar a obra, por falta de serviços realizados. 
 
49 
 
4.4.1 Técnicas Construtivas 
 
• Estaca Escavada 
 Este método é executado por escavação mecânica, com máquina rotativa, 
com objetivo de perfurar o solo e, em seguida, preencher com concreto 
projetado. A estaca escavada tem característica de resistência elevada, 
facilidade de alterar as dimensões do diâmetro perfurado, praticidade no 
preparo da armadura e não há necessidade de grandes transportes. 
• Pré-fabricado 
 A estrutura pré-fabricada no galpão, foi utilizada para acelerar o 
andamento da obra, por não ser necessário aguardar o tempo de pega do 
concreto, não havendo necessidade do uso de formas e, após a montagem 
da estrutura, já se pode iniciar diversas frentes de trabalho. Este método tem 
como desvantagem o transporte. 
• Alvenaria 
 No fechamento do galpão foi utilizado bloco de concreto vazado, por ser 
mais resistente que o bloco cerâmico, tendo menor desperdício de material e 
maior produtividade, tendo em vista as dimensões maiores. 
• Cobertura 
 Foi utilizada estrutura pré-fabricada com telha trapezoidal sanduíche, a 
pedido da locadora conforme estudo de viabilidade. 
 
4.4.2 Aplicações Lean Construction 
 
 Foram aplicadas em prática alguns conceitos e ferramentas Lean 
Construction, antes e durante a obra do galpão comercial. Primeiramente, o 
planejamento dessas aplicações se desenvolveu sobre as etapas colocadas em 
planilha do cronograma mostrada no anexo e, em seguida, padronizou-se a 
maneira de execução das mesmas de forma semanal, assim a construtora “A” 
com apoio dos seus colaboradores realizou o planejamento da semana seguinte 
de forma antecipada, inserindo as tarefas a serem executadas na semana, 
garantindo o cumprimento da tarefa nas datas previstas para início e conclusão. 
 No planejamento estratégico foi aplicado o conceito do aumento da 
transparência do processo, que teve por finalidade o esclarecimento de toda a 
50 
 
dinâmica e dificuldades que a obra poderia apresentar, com o intuito de 
identificar os possíveis erros e facilitando a interceptação da equipe na tarefa 
caso identificada, além da transparência com investidor, realçando os limites de 
intervenção por meio contratual. 
 O estudo de viabilidade teve o seu papel importante para a construção e, 
com controle visual do processo, foi possível perceber quais facilidades ou 
dificuldades o terreno do galpão teve, o instrumento utilizado para essa 
ferramenta Lean foi o check-lists, ou seja, lista de verificação do terreno que 
trouxe toda a avaliação para a construção enxuta, caso alguma patologia 
constatada no início, a equipe já teria esse laudo para inserir no planejamento 
ou tempo para a escolha de outro terreno, caso fosse necessário. 
 A melhoria contínua dos processos no galpão, conforme descrito no item 
4.2.5, teve como foco principal o monitoramento dos fornecedores, equipe de 
execução e atividades em geral. Foram atribuídas notas para esses serviços, 
colocando em prática a avaliação para obter padronizações na qualidade do 
projeto, ou em futuras obras da construtora e, assim, se alcançou melhoria sólida 
e consistente, eliminando falhas de execução. 
 Outra ferramenta do Lean Construction que foi utilizada na construção do 
galpão é a operação puxada, onde foi fundamental para evitar o desperdício e o 
excesso de materiais espalhados pelo canteirode obras e a falta de 
direcionamento no processo de produção dos operadores, afinal, todo material 
que chegava para realização, era utilizado no decorrer da atividade, e ao final da 
tarefa, novos matérias eram entregues para produção continua de novos 
processos. 
Na execução do pré-fabricado mais a cobertura foi utilizada para as 
ambas as atividades os mesmos equipamentos e ferramentas, com isso houve 
uma eliminação de atividade no fluxo, pois os 3 dias restantes de contrato do 
pré-fabricado foi realizado para execução, graças ao treinamento ao longo da 
obra, tivemos funcionários polivalentes para a realização da estrutura de 
cobertura, gerando redução no tempo de ciclo da produção. 
 
51 
 
4.5 Memorial fotográfico 
 
Figura 14 - Execução da sondagem 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
Figura 15 - Execução de Tapumes 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
52 
 
Figura 16- Marcação da terra para início da fundação 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
Figura 17 - Início da movimentação de terra 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
53 
 
Figura 18 - Posicionamento entrada de água, padrão SABESP 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
Figura 19 - Início da fundação rasa 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
54 
 
Figura 20 – Arrasamento fundação rasa 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
Figura 21 - Fundação Rasa 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
55 
 
Figura 22 - Montagem das formas para fundação 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
Figura 23 - Montagem das formas in loco 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
56 
 
Figura 24 - Concretagem dos blocos de fundação 
 
 Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
 Figura 25 – Alvenaria de fechamento 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
 
 
 
 
57 
 
Figura 26 - Dreno, alvenaria, janelas e portas na área de vendas 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
Figura 27 - Alvenaria e reboco no escritório 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
58 
 
Figura 28 - Hidráulica, drenos, alvenaria e reboco na etiquetagem 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
Figura 29 – Alvenaria, reboco e dreno na Padaria 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
59 
 
Figura 30 - Alvenaria, contrapiso e esquadrias na reserva 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
Figura 31 – Fachada em finalização 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
60 
 
Figura 32 – Pintura em estado final 
 
Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 
 
 5 RESULTADO E DISCUSSÃO 
 
Através do estudo de caso realizado neste trabalho, foi constatado que possuir 
um processo de planejamento obtendo uma equipe polivalente é de vital 
importância para garantir que a obra seja entregue no prazo, com qualidade e 
dentro dos custos planejados. Porém para ser desenvolvido é necessário ter 
engenheiros com interesse de inserir a filosofia Lean Construction na construção 
civil e uma equipe disposta a aprender. 
Podemos obter e observar que a ideia de se aplicar e realizar uma obra com o 
método de Lean Construction é muito mais complexa e trabalhosa do que o 
teórico, entendemos que em diversos momentos e etapas alguns conceitos do 
Lean foram aplicados mesmo que indiretamente, mas não podemos considerar 
que foram exatamente executados corretamente. 
Para chegarmos nessa análise, a seguir apresenta-se a aplicação do formulário 
Kurek et al (2006), especificando o diagnóstico dos serviços na obra, através do 
que foi relatado ao longo do trabalho demostrado na tabela 1. 
 
61 
 
Tabela 1– Formulário de Avaliação 
 
Formulário de Avaliação Nx 
1 Reduzir a parcela de atividades que não agregam valor 1 
1.1 A obra possui um arranjo físico para armazenamento de materiais, visando 
minimizar a distância entre locais de descarga e os respectivos locais de utilização? 0 
1.2 Existem evidências de redução de atividades de movimentação, inspeção e espera 
(utilização de algum dispositivo de melhoria do fluxo do processo)? 2 
2 Aumentar o valor do produto através da consideração das necessidades do cliente 1,333333 
2.1 Os processos são mapeados e identificados os clientes e seus requisitos? 2 
2.2 Existe retroalimentação com projetistas, como reuniões onde são debatidos os 
requisitos dos clientes? 1 
2.3 Existe planejamento das tarefas a fim de garantir requisitos dos clientes internos 
na sequência de atividades? 1 
3 Reduzir a variabilidade 1 
3.1 Existem procedimentos padronizados para execução das tarefas? 2 
3.2 Existem procedimentos padronizados para recebimento dos materiais? 1 
3.3 Existe controle da variabilidade na execução das tarefas? 0 
4 Reduzir o tempo de ciclo da produção 2 
4.1 Existem boas condições de trabalho, com segurança e equipamentos adequados 
aos operários? 2 
4.2 Existe uma divisão dos ciclos de produção (como pacotes de trabalho, conclusão 
de uma metragem especificada, conclusão por pavimento)? 1 
4.3 Existe alguma evidência de eliminação de atividades de fluxo que fazem parte de 
um ciclo de produção? 3 
5 Simplificar através da redução do número de passos ou partes 1,25 
5.1 É evidenciada a utilização de elementos pré-fabricados, kits ou máquinas 
polivalentes no processo de produção? 2 
5.2 Existe um planejamento do processo de produção? 1 
5.3 Existe uma constante avaliação do processo, buscando a melhoria (reuniões, 
discussões para identificação de simplificação das operações?) 1 
5.4 Existe uma organização no canteiro com relação ao armazenamento de 
equipamentos e material visando eliminar ou reduzir a ocorrência de movimentação e 
deslocamento? 
1 
6 Aumentar a flexibilidade de saída 2 
6.1 O processo construtivo permite a flexibilidade do produto, rapidamente, sem 
grandes ônus para a produção (como utilização de divisória de gesso acartonado, lajes 
planas)? 
2 
6.2 As equipes de produção são polivalentes? 2 
62 
 
7 Aumentar a transparência do processo 1,75 
7.1 O canteiro de obras está livre de obstáculos visuais como divisórias? 2 
7.2 No canteiro são utilizados dispositivos visuais, como cartazes, sinalização e 
demarcações de áreas? 2 
7.3 São empregados indicadores de desempenho que tornam visíveis atributos do 
processo? 1 
7.4 São empregados programas de melhoria na organização e limpeza como o 
programa 5S? 2 
8 Focar o controle no processo global 1,5 
8.1 A empresa faz parceria com fornecedores, no sentido de reduzir atividades que 
não agregam valor no momento da entrega e qualidade do material. 2 
8.2 Existem planejamento e controle da produção a fim de garantir a entrega da obra 
no prazo? 1 
9 Introduzir melhoria contínua no processo 1,25 
9.1 Existem evidências, exemplos de dignificação e iniciativas de apoio à mão de obra? 2 
9.2 Existem procedimentos para monitorar as ações corretivas (as causas reais) e a 
eliminação com ações preventivas? 1 
9.3 A gestão é participativa, são aceitas sugestões de funcionários? 2 
9.4 Utilizam-se indicadores de desempenho para monitoramento de processos? 0 
10 Referências de ponta (benchmarking ) 1 
10.1 A empresa conhece seus próprios processos (estão descritos e entendidos?) 2 
10.2 São evidenciados aprendizados a partir de práticas adotadas em outras empresas 
similares? 0 
10.3 Adapta as boas práticas encontradas na sua realidade? 1 
NOTA GLOBAL 1,28030 
 
Conforme apresentado, concluímos que a obra em questão está numa fase entre 
planejamento e incorporação da filosofia Lean Construction, entendemos que a 
rápida conclusão da obra, antes do prazo estipulado em contrato de 270 dias, 
está atrelada ao método construtivo pré-fabricado, que já entrega o produto 
pronto, exigindo apenas a montagem, mas não deixa de ser uma forma de aplicar 
a filosofia Lean Construction, através dos métodos de redução da variabilidade 
diminuição do tempo de ciclo da produção. É importante ressaltar a busca da 
construtora “A”, em qualificar ainda mais a equipe, durante o andamento da obra, 
para que em obras futuras os funcionários se aperfeiçoem neste novo modelo 
de trabalho. 
63 
 
Comopodemos observar, foi constatado pontos a melhorar através da avaliação, 
e mediante a esta análise iremos apresentá-las e sugerir melhoras através das 
ferramentas Lean. 
• Introduzir melhoria contínua no processo: Foi diagnosticado a falta de 
reuniões ao longo do processo construtivo, através do cronograma de 
obra, onde no Lean Construction é importante para monitorar as ações 
corretivas e criar ações preventivas. Sugerimos maiores interações entre 
equipes para verificar se os processos estão sendo executados da 
maneira correta, bem como definir novos procedimentos para 
implementação de indicadores de desempenho. 
• Reduzir a parcela de atividades que não agregam valor: Pela falta de 
arranjo físico da obra e sistema de análise da produção dos operários nós 
não encontramos a redução de parcelas de atividades que não agregam 
valor no dia a dia da obra. Logo sugerimos o uso do mapa de fluxo de 
valor para ser possível analisar e tentar reduzir atividades que não 
agregam ao sistema e conseguir mapear a produção dos operadores com 
um layout da obra e implementar um plano de ação para alcançar o 
objetivo. 
• Diminuir a variabilidade nos processos: Observamos que ainda não há 
um processo que visa minar a variabilidade da aplicação do processo de 
construção, para a empresa seria viável focar no desenvolvimento nas 
próximas obras através do controle de qualidade no momento de 
execução das tarefas através do método Kaizen que busca a 
padronização e melhoria continua dos processos. 
• Aplicar os conceitos teóricos: Sabemos que por ser uma ferramenta 
construtiva nova, podemos considerar o Lean Construction pouco 
explorado na pratica, mas conhecemos seus conceitos e ferramentas que 
devem ser melhores aplicados e para que isso seja mais explorado as 
empresas precisam buscar se aperfeiçoar e adaptar em todos os âmbitos. 
Para a empresa “A” aqui analisada, ficou explicito que entendem muito do 
64 
 
conceito, mas ainda não aplicam em todas as suas áreas, principalmente 
no ambiente corporativo onde as decisões são tomadas. 
Podemos sugerir que apliquem os conceitos de Lean não só no momento 
construtivo, mas sim a partir do seu escritório para que a empresa “A” 
venha a se destacar no mercado podendo se tornar referência quando se 
trata de Lean. 
Há muito o que se destacar na execução desta obra porem, também a muito o 
que melhorar no quesito de mudar a filosofia de execução e realmente começar 
a aplicar os métodos Lean Construction. Aprendemos aqui, que, esse novo 
método construtivo que vem cada vez mais se fazendo necessário pelos seus 
infinitos ganhos de eficácia, eficiência, variabilidade e habilidade de adaptar a 
processos diversos ainda é muito complexo de se aplicar. As empresas e 
principalmente os novos profissionais de construção civil precisam conhecer e 
estudar esse novo método, para que haja cada vez mais estudos e testes de 
aplicação para que o Lean venha ser de fato o principal método construtivo no 
nosso país. Para a empresa do nosso estudo de caso foi aprendido que ainda 
há muito o que melhorar, mas já estão dispostos a aplicar alguns métodos para 
o ganho de eficácia e entenderam que através disso a empresa também tem 
muito a ganhar por ser um conceito novo no Brasil, podem se tornar referência 
do método através do refinamento do aprendizado e amadurecimento da 
aplicação de Lean Construction em suas futuras obras
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIGRÁFICAS 
 
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execução de estruturas de concreto pré-moldado. 3.ed. Rio de Janeiro, 2017. 
Disponível em: 
<http://professor.pucgoias.edu.br/sitedocente/admin/arquivosUpload/14026/mat
erial/NBR9062_2017.pdf>. Acesso em: 01 abr. 2021. 
 
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metodologias. 2008, 108 F. Dissertação submetida para satisfação parcial dos 
requisitos do grau de Mestre em Engenharia Civil — Especialização em 
Construções. Disponível em: 
https://repositorioaberto.up.pt/bitstream/10216/60079/1/000129800.pdf. Acesso 
em: 01 abr. 2021. 
 
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obras de construção civil de pequeno porte. 2007. 68 f. Monografia de 
Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil) - Universidade Federal 
do Ceará. Fortaleza, 2007. Disponível em: 
<https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/22241/3/Constru%C3%A7%C3
%A3oEnxutaObras.pdf>. Acesso em: 15 mar. 2021. 
 
DIEESE (São Paulo). Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos 
Socioeconômicos (org.). A Construção Civil e os Trabalhadores: panorama 
dos anos recentes. 95.ed. São Paulo: Dieese, 2020. 41 p. Disponível em: 
<https://www.dieese.org.br/estudosepesquisas/2020/estPesq95trabconstrucaoc
ivil/index.html?page=2>. Acesso em: 15 mar. 2021. 
 
EL DEBS, Mounir Khalil. Concreto pré-moldado: fundamentos e aplicações. 
2.ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2017. Disponível em: 
<http://ofitexto.arquivos.s3.amazonaws.com/Concreto-pre-moldado-
fundamentos-e-aplicacoes-DEG.pdf>. Acesso em: 01 abr. 2021. 
 
FGV/IBRE (São Paulo). Sinduscon-Sp (org.). Produtividade na construção. 
São Paulo: Fgv/ Ibre, 2015. 36 p. (1). Disponível em: 
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content/uploads/2016/01/Produtividade_estudo.pdf>. Acesso em: 17 mar. 2021. 
 
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com enfoque no processo enxuto. 2011. 59 f. Monografia de Especialização. 
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Tecnologia Conselheiro Lafaiete, 2011. Disponível em: 
<https://docplayer.com.br/7962340-As-ferramentas-de-qualidade-no-processo-
produtivo-com-enfoque-no-processo-enxuto.html>. Acesso em: 15 mar. 2021. 
 
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fisico/4720736/>. Acesso em: 15 mar. 2021. 
 
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imce/Contecc2019/Experi%C3%AAncia%20Profissional/ANALISE%20DA%20A
PLICABILIDADE%20DOS%20ONZE%20PRINCIPIOS%20DO%20LEAN%20C
ONSTRUCTION%20EM%20UMA%20OBRA%20E%20CAXIAS-MA.pdf>. 
Acesso em: 11 mar. 2021. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Arm. Visados
DUPLO DUPLO
DUPLO DUPLO
DUPLO DUPLO
DUPLO DUPLO
FLV
Baixo com
2 Alturas
FLV
Baixo com
2 Alturas
FLV
Baixo com
2 Alturas
FLV
Baixo com
2 Alturas
FLV
Baixo com
2 Alturas
FLV
Baixo com
2 Alturas
SB
SB
CILHA CILHA CILHA CILHACILHA CILHA CILHACILHACILHACILHA
CILHACILHA CILHACILHA CILHA CILHACILHACILHACILHA
BCAR1
ABSABS
Testeira - 1,60 x 0,60 Testeira - 1,30 x 0,60Testeira - 1,30 x 0,60
BP BPBP
BCAR1BCAR1
C4 C4
HI2 HI1
BPBP BP
FATIADORAFATIADORA
SELADORA
FREEZER
HORIZONTAL
M
A
X
I
CILHA
Testeira - 1,30 x 0,60
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
B + 3
0.80
B + 3
0.80
C + 2 C
0.80
B + 7
1.30
B + 6
BBB
1.30
B + 5
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 CB + 5
4 Barra
40 Ganchos
M1C5
0.80
B + 5
0.80
B + 5
AL
0.80
C + 2 C
1.30
B + 5
0.80
B + 6
1.30
B + 6
0.80
B + 6
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
B + 5
0.80
B + 5
0.80
C + 2 C
0.80
C + 2 C
0.80
C + 2 C
0.80
C + 2 C
0.80
C + 2 C
0.80
C + 2 C
0.80
C + 2 C
0.80
C + 2 C
B + 5
1 Barra
5 Ganchos
B + 5
1 Barra
5 Ganchos
1.30
B + 7
0.80
C + 3 C
0.80
B + 7
1.30
B + 7
0.80
B + 7
0.80
B + 7
0.80
B + 4
CHU6
0.80
C + 3 C
0.80
B + 6
0.80
B + 6
0.80
B + 6
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
1.30
B + 5
0.80
B + 6
1.30
B + 6
0.80
B + 6
1.30
B + 6
0.80
B + 6
0.80
B + 6
1.30
B + 5
0.80
B + 5
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
B + 5
0.80
B + 5
0.80
B + 5
0.80
B + 5
0.80
B + 5
0.80
B + 4
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
B + 5
D D D D D
0.80
B + 5
0.80
B + 5
0.80
B + 6
1.30
B + 5
1.30
B + 5
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
C + 3 C
0.80
B + 4
0.80
B + 4
0.80
B + 4
0.80
B + 4
1.30
B + 2
0.80
B + 2
0.80
B + 2
0.80
B + 2
0.80
B + 2
0.80
B + 2
0.80
B + 2
0.80
B + 4
0.80
B + 4
0.80
B + 4
0.80
B + 4
0.80
B + 4
0.80
C + 2 C
0.80
C + 2 C
0.80
C + 2 C
0.80
C + 2 C
0.80
C + 2 C
0.80
C + 2 C
0.80
C + 2 C
0.80
C + 2 C
0.80
C + 2 C
0.80
C + 2 C
1.30
B + 6
0.80
B + 6
1.30
B + 6
0.80
B + 6
1.30
B + 6
1.30
B + 6
0.80
B + 6
0.80
B + 6
3 Estantes
1 Barra
9 Ganchos
3 Cestos
V5
L-3 L-3L-3L-3 L-3L-3L-3 L-3L-3L-3 L-3L-3
1
9
.
3
0
5.91
KS18-B
KS18-BKS18-BKS18-BKS18-B
30.40
3.628.472.867.142.40
Detalhe:
P
A
R
E
D
E
GRELHA
COLARINHO
KS18-B
CLIMATIZADOR
PISO
FORRO ISOPOR
4
0
0
0
m
m
100mm
4
0
0
0
m
m
690*690mm
ABERTURA
100mm
DISTANCIA DO FORRO
Abertura Parede
Detalhe:
ESCALA FOLHA
S/ ESCALA 1 / 1
CLIENTE:
DATA ASSUNTO
TITULO: PLANTA - BAIXA
PROJETISTA
BRUNO
DESENHISTA
BRUNO
REVDATA
24/11/2016 3
NOTAS:
Dia Brasil 578 - DONA PAULINA - ITAPEVA - SP
23/09/2016 00 LAYOUT CLIMATIZADORES
14/10/2016 01 LAYOUT CLIMATIZADORES
28/10/2016 02 ABERTURA PAREDE
24/11/2016 03 LAYOUT LOJA
K
S
1
8
-
B
KS18-B
1.100*1.100*1.000
18.000
1.100W / 4,8A
SAIDA DE AR
SAIDA DE AR
SAIDA DE AR
PARTE
LATERAL DA
MAQUINA
75
C*L*H mm
PESO / Kg
29/11/2016 04 LAYOUT CLIMATIZADORES
Tarefa 02
/0
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20
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/0
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15
/0
8/
20
16
 
20
/0
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20
16
 
Prospecção de Terrenos 5 
Empreendimento (Invest, Client., "match") 3 
Estudo de Viabilidade 
Layout de Projeto 1 
Legalização 2 
Operações (Pré-Estudo Mix Varejo) 2 
Estudo de Viabilidade para Liceu 1 
Pré Orçamento 1 
Apresentação à Liceu 1 
Aprovação Liceu 0 
Estudo de Viabilidade para os Investidores 2 
Apresentação do Estudo aos investidores 1 
Aprovação dos Investidores 1 
Apresentação para Clientes Finais (Dia, etc) 2 
Aprovação dos Clientes Finais (DIA, etc) 2 
Elaboração de contratos DIA x Investidor 3 
Assinatura de Contrato DIA x Investidor 3 
Elaboração de Contrato Liceu x Investidor 4 
Criação SPE 3 
Pré Projeto 
Projeto de Fundação 8 
Projeto Estrutural 8 
Projeto de Instalações Hidráulicas / Incêndio 8 
Projetos de Instalações Elétricas 8 
Projetos Complementares 4 
Projeto Executivo 2 
Execução do Orçamento Geral da Obra 2 
Protocolo de Projeto de Prefeitura 2 
Protocolo de Projeto AVCB 2 
Protocolo Projeto entrada de Energia 2 
Protocolo Projeto Abast de Àgua / Esgoto 2 
Protocolo Projeto Abast. Gás 2 
Protocolos Pontuais (Remoção de Árvores etc.) 2 
Alvarás 
Comunicação de Inicio de Obra 2 
Elaboração de PPRA 2 
Elaboração PCMSO 2 
Execução do Orçamento Base da Obra 2 
Execução de Liberação de Requisições Curva "A" 1 
Execução de Liberação de Requisições Curva "B" 0 
Execução de Liberação de Requisições Curva "C" 0 
Reunião de Inicio de Obra / Definição de Logistica de Canteiro 
Entrega de Material para Execução de Tapume / Portão da Obra 4 
Montagem Tapume / Portão da Obra 1 
Entrega Container escritório,WC's, Almoxarifado/ Vivência 2 
Montagem Escritório, WC's, Almoxarifado /Vivência 2 
Entrega e instalação de Cameras e Móveis / Informática Escritório 2 
Entrega de Pasta de legalização/Alvarás/ Comunicado Inicio de obras/Livro de 
Inspeção/ PPRA /PCMSO/PCMAT 1 
Entrega de Projetos plotados com 2 cópias de cada (os projetos deverão ser 
arquivados em pastas, sendo uma cópia para obra e a outra será mantida em 
arquivo no "mobiliário do Escritório) e entrega de Fluxogramas gerais da Obra e 
Projeto logistico de Canteiro 2 
Entrega e Instalação da Placa da Obra com informações sobre responsáveis 
técnicos e numeros de alvarás 2 
Elaboração de Contratos SPE x Empreiteiros 3 
Assinatura de Contratos SPE x Empreiteiros 2 
Entrega de Documentação ref aos Funcionários dos Empreiteiros 2 
Fornecimento de dados cadastrais dos Empreiteiros para pagamento SPE 2 
Implantação de pedidos "Mãe" conforme contratos dos Empreiteiros na "SPE" 2 
Reunião de inicio de obra in loco - Procedimentos, Cronograma, Produtividade 
Esperada / Palestra - Segurança do trabalho 1 
Entrega de Material para Execução de " Lava - Rodas" 3 
Execução de "Lava Rodas" 1 
Implantação de Eixos Principais e cotas de Niveis 1 
Entrega de Material para Execução de Gabarito Metálico 2 
Execução de Contenções 4 
Movimentação de Terra 4 
Demolições 4 
Retirada de Caçambas de Entulho 2 
Execução de Gabarito Metálico 3 
Locação de obra 1 
Entrega de materiais para Execução da Fundação - AÇO 2 
Mobilização de Equipamento para Execução de Fundação Profunda 2 
Cronograma de Concretagem de Fundação Profunda 1 
Cronograma de Controle tecnológico para Execução da Fundação profunda 1 
Treinamento Fundação Profunda 1 
Execução da Fundação Profunda 4 
Mobilização de Equipamento para Arrasamento mecanizado 2 
Locação e entrega de Equipamento para Arrasamento Manual 2 
Arrasamento e medições das Excentricidades - Soluções 4 
Cronograma de Concretagem "Soluções Excentricidades" 1 
Cronograma de Controle tecnológico para "Soluções Excentricidades" 1 
Entrega de material para execução de Soluções - Excentricidades 2 
Execução de solução "VB's" - Excentricidades 3 
Entrega Materiais para Execução Fundação Rasa - Aço 2 
Entrega Materiais para Execução Fundação Rasa - Madeiramento 2 
Entrega Materiais para Execução Fundação Rasa - "Contra - Barranco" 2 
Cronograma de Concretagem de Fundação Rasa 1 
Cronograma de Controle tecnológico para Execução da Fundação Rasa 1 
Has Built Fundação Profunda 1 
Treinamento Fundação Rasa 1 
Execução da Fundação Rasa ( Atentar para Conferência da locação dos pilares x 
blocos) 1 
Estrutura Pré Moldada 
Entrega de Pilares Pré Moldados 4 
Mobilização de Guincho para Montagem "Pré Moldado" 2 
Entrega de Documentação ref aos Funcionários da Pré Moldagem 1 
Treinamento Montagem Pré Moldado / Segurança do Trabalho 1 
Execução da Montagem do Pré Moldado 8 
Cobertura Metálica 
Entrega Estrutura e Telhas " Cobertura metálica" 2 
Treinamento Montagem Cobertura Metálica / Segurança do Trabalho - "Trabalho 
em Altura" 1 
Montagem das Treliças e Içamento 6 
Instalação e Travamento das Treliças 4 
Colocação de Telhas e Veda Ondas 3 
Entrega e intalação de Rufos 2Entrega e instalação de Eólicos 2 
Instalações Hidráulicas "Tubulações" 
Entrega de Material Ref. Rede de Drenos, Aguas pluviais, Esgoto, Wc's, 
Reservatórios, Cavalete de Entrada de água.Sitema contra Incêndio 2 
Montagem do cavalete de entrada de água 1 
Visita de Aprovação da Concessionária 1 
Execução de Rede de Esgoto e Drenos 4 
Execução de Descidas de águas pluviais 2 
Execução de Rede de Alimentação de Água 2 
Instalação de Reservatórios Superiores 2 
Instalação de Reservatórios de Incêndio 2 
Instalação de Sistema Contra Incêndio (Inclui Fixação de Extintores e Sinalização) 2 
Visita de Aprovação Corpo de Bombeiro 1 
Instalações Hidráulicas "Louças e Metais" 3 
Entrega "Louças e Metais" e Conexões. 
Instalação de louças e Metais - (Vivência e Concessões ) 2 
Proteção Louças e Metais 1 
Instalações Elétricas 
Entrega de Material para Execução do Padrão de Energia - "Concessionária" 2 
Montagem do Padrão de Energia 4 
Visita de Aprovação da Concessionária 1 
Entrega de Cabeamento, perfilados e afins 2 
Entrega do Quadro Geral 2 
Entrega dos Quadros (Evaporativo, Incêndio, Concessões e Nobreack) 2 
Execução de Cabeamento Aéreo e Rabichos para Iluminação 3 
Instalação do Quadro Geral 1 
Instalação dos Quadros Afins 1 
Entrega das Luminárias 2 
Instalação Luminárias 3 
Entrega do Material para Execução do Rack 2 
Instalação de Rack 1 
Execução de Tubulação seca para Frame Relay 1 
Instalação frame Relay 1 
Entrega do Cofre 2 
Instalação do Cofre no Escritório do "Supermercado" 1 
Entrega do Maquinário "Frio + e Frio -" 2 
Instalação de Maquinário "Frio + e Frio - " 6 
Entrega de Postes de Iluminação "Estacionamento" 2 
Instalação de iluminação do Estacionamento 3 
MO CIVIL 
Entrega de Material para execução de Alvenarias de Vedação 2 
Entrega de Esquadrias de madeira 2 
Entrega de Esquadrias de Ferro 2 
Treinamento Execução de Alvenaria / Segurança do Trabalho - "Trabalho em 
Altura" 1 
Marcação e elevação de Alvenarias 15 
Colocação de Portas e janelas (Portas de Enrolar, Janelas c/ Tela Mosquiteiro e etc. 
...) 4 
Entrega de Material p/ Emboço e Aplicação de Gesso Liso 2 
Treinamento Execução de Alvenaria / Segurança do Trabalho - "Trabalho em 
Altura" 1 
Execução de Gesso Liso e Emboço Interno x Externo 12 
Entrega de Revestimentos (Sanitários e Vestiários) 2 
Entrega de Revestimentos (Fachada) 2 
Entrega de Piso (Granito) 2 
Entrega de Piso (Porcelanato, Gail) 2 
Execução de Revestimentos Cerâmicos 4 
Colocação de Pisos 4 
Treinamento Execução de Piso / Segurança do Trabalho - 1 
Entrega de Material para Execução de Piso Externo / Interno (Tela Q92, Lona preta, 
Espaçadores Treliçados) 2 
Entrega de Materiais para Execução de Vagas Permeáveis (Divisórias pré moldadas, 
Brita 1 ou 2 ) 2 
Entrega de Guias (Materiais para Recuperação e ou execução de calçada) 2 
Execução de Piso Externo / Interno 4 
Execução de vagas e ou áreas permeáveis 3 
Execução e ou Recuperação de Calçadas. 4 
Pintura 
Entrega de materiais para pintura Interna e Externa e Demarcações de Vagas. 2 
Treinamento Execução de Pintura / Segurança do Trabalho - "Trabalho em Altura" 1 
Aparelhamento interno e Externo 3 
Pintura "Interna e Externa" 
Serralheria 
Entrega de "Serralheria " ( Escadas marinheiro, Corrimão, Quarda - Corpo, Tampas 
de Caixas de passagem, Portas de enrolar automáticas, janela, Grades para Janelas, 
Telas Mosquiteiro para Janelas, Portões para Estacionamento, potinhola para 
Cavalete d'água, Correntes para Estacionamento, Alçapão para Casa de Máquina, 
Chapa Xadrez e Etc..., ) 2 
Treinamento "Serralheria" / Segurança do Trabalho. 1 
Instalação de "Serralheria" 3 
LimpezaEntrega de Materiais de Limpeza 2 
Treinamento "Execução de limpeza" / Segurança do Trabalho. 1 
Execução de limpeza Grossa 3 
Execução de Limpeza Fina 2 
Entrega de Obra 
Execução de Check list de Finalização de Obra 2 
Execução de Itens Faltantes 2 
Entrega de Obra para Assistencia Técnica "LICEU" 1 
Reunião de Finalização de Obra (Abertura de "P. A's") 1 
Elaboração de Cerimônia de Entrega (Marketing) 2 
Entrega de Obra para Cliente Final 1 
Encerramento de Contratos com Empreiteiros em Geral 2 
Solicitação de "Termo de Quitação" aos Empreiteiros 2 
Montagem e Arquivamento de Pasta de Obra 2 
Execução de DNA da Obra ( Documento com descritivo de todos os fornecedores 
da Obra, bem como as garantias de cada serviço e ou material fornecido para Obra) 3 
Encerramento de Contrato Liceu x Investidores 2 
Fornecimento de Termo de quitação "LICEU" x Investidores 2 
Encerramento da SPE 3 
Obtenção de Alvará de Funcionamento de Galpão Comercial. 4

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