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UNIVERSIDADE PAULISTA Gleiber Rodrigues Soares de Araujo Jhonathan Rodrigues Telis Nicollas Santos Silva Wesley Vinicius da Silva APLICAÇÃO DO LEAN CONSTRUCTION EM GALPÃO São Paulo 2021 Gleiber Rodrigues Soares de Araujo Jhonathan Rodrigues Telis Nicollas Santos Silva Wesley Vinicius da Silva APLICAÇÃO DO LEAN CONSTRUCTION EM GALPÃO Trabalho de conclusão de curso para obtenção do título de graduação em Engenharia Civil apresentado à Universidade Paulista – UNIP. Orientador: Prof. Dr. Chan Kong Fong São Paulo 2021 Gleiber Rodrigues Soares de Araujo Jhonathan Rodrigues Telis Nicollas Santos Silva Wesley Vinicius da Silva APLICAÇÃO DO LEAN CONSTRUCTION EM GALPÃO Trabalho de conclusão de curso para obtenção do título de graduação em engenharia civil apresentado à Universidade Paulista – UNIP. Aprovado em: BANCA EXAMINADORA _______________________/__/___ Prof. Nome do Professor _______________________/__/___ Prof. Nome do Professor _______________________/__/___ Prof. Nome do Professor AGRADECIMENTOS Agradecemos primeiramente a Deus, por ter dado saúde, força e sabedoria em toda a jornada para a conclusão deste trabalho. A todos os professores que nos ajudaram durante toda essa trajetória, com paciência e dedicação, ajudando sempre que necessário. Em especial, ao Prof. Dr. Hélcio Raymundo e ao Prof. Dr. Chan Kong Fong, pela orientação e estímulo constante durante todo o período de elaboração do trabalho. Aos nossos familiares pela paciência e apoio nos períodos difíceis ao longo da faculdade. Ao Engenheiro Civil Manuel Messias Alves, diretor da empresa Liceu Engenharia, por nos orientar no estudo de caso, e conseguir passar uma visão clara do que ocorreu ao longo da construção e diversas reuniões ao longo dos estudos. A todos que, embora aqui não citados, colaboraram para que este trabalho fosse realizado. RESUMO O planejamento de empreendimento construtivo através do “Lean Construction” em galpão é uma abordagem, a partir da definição “Lean”, que visa uma forma de trabalho enxuta através de aplicações de ideias e ferramentas teóricas e práticas cujo conceito são partilhados por diferentes indivíduos e organizações. O objetivo central do trabalho é examinar o tema com sua aplicação em uma obra de um galpão comercial e analisar seus efeitos e impactos na sua realização desde o planejamento até o momento da finalização. Propõe-se, assim, apresentar as reflexões e analisar os benefícios da aplicação desse novo conceito que numa visão futura seja uma base para diversos setores diferentes da construção civil por sua visão de evitar desperdício e ser enxuta, de modo que, gere ganho de tempo e economia financeira. Sob essa ótica, o conceito de construção enxuta pode-se considerar como uma evolução dos métodos construtivos convencionais. Palavras-chave: planejamento; Lean Construction; métodos construtivos. ABSTRACT The planning of a constructive enterprise through Lean Construction in shed is a constructive model elaborated from the Lean definition that aims at a lean way of working through applications of ideas, theoretical and practical tools whose concept is shared by different individuals and organizations. The main objective of the work is raise the topic with the application in building of a commercial shed and to analyze the effects and impacts at the realization from the planning to conclusion. Therefored, It is proposed to present the reflections and analyze the benefits of applying this new concept into a future vision, so this will be a basis for several different sectors of civil construction due to its vision of avoiding waste and being lean, generating time and financial savings. From this perspective, the concept of Lean Construction can be considered as an evolution of conventional construction methods. Keywords: planning; Lean Construction; constructive methods. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1- Modelo de processo do Lean Construction ....................................... 20 Figura 2- Elementos Pré-Fabricados ................................................................ 30 Figura 3 - Procedimento de montagem de forma ............................................. 32 Figura 4 - Preparo das armaduras ................................................................... 33 Figura 5- Concretagem de elemento estrutural ................................................ 33 Figura 6 - Esquema de protensão .................................................................... 34 Figura 7 - Elemento de protensão .................................................................... 34 Figura 8 - Manuseio de elemento estrutural ..................................................... 35 Figura 9 - Vistoria em elemento estrutural ....................................................... 36 Figura 10 - Descrição do lote ........................................................................... 38 Figura 11 - Fachada do Terreno ....................................................................... 42 Figura 12 - Localização do Terreno .................................................................. 42 Figura 13 - Planilha de Curva ABC .................................................................. 46 Figura 14 - Execução da sondagem ................................................................. 51 Figura 15 - Execução de Tapumes .................................................................. 51 Figura 16 - Marcação do terra para início da fundação .................................... 52 Figura 17 - Início da movimentação de terra .................................................... 52 Figura 18 - Posicionamento entrada de água, padrão SABESP ...................... 53 Figura 19 - Início da fundação rasa .................................................................. 53 Figura 20 - Arrasamento fundação rasa ........................................................... 54 Figura 21 - Fundação Rasa .............................................................................. 54 Figura 22 - Montagem das formas para fundação ............................................ 55 Figura 23 - Montagem das formas in loco ........................................................ 55 Figura 24 - Concretagem dos blocos de fundação ........................................... 56 Figura 25 – Alvenaria de fechamento ............................................................... 57 Figura 26 - Dreno, alvenaria, janelas e portas na área de vendas ................... 57 Figura 27 - Alvenaria e reboco no escritório ..................................................... 57 Figura 28 - Hidráulica, drenos, alvenaria e reboco na etiquetagem ................. 58 Figura 29 - Alvenaria, reboco e dreno na Padaria ............................................ 58 Figura 30 - Alvenaria, contrapiso e esquadrias na reserva .............................. 59 Figura 31 - Fachada em finalização ................................................................. 59 Figura 32 - Pintura em estado final .................................................................. 60 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Níveis de implementação ................................................................ 18 Tabela 2 - Orçamento ...................................................................................... 45 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AVCB Auto deVistoria do Corpo de Bombeiro Cm Centímetros H Altura Kg Quilogramas m Metros mm Milímetros m2 Metros quadrados MFV Mapa de Fluxo de Valor NBR Norma Técnica Brasileira PDCA Plan – Do – Check - Act PNE Portadores de necessidades especiais WCs Sanitários Sumário 1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 13 1.1 Objetivo ..................................................................................... 14 1.1.2 Objetivo geral ..................................................................................................... 14 1.1.3 Objetivos específicos ...................................................................................... 14 1.2 Justificativa ............................................................................... 15 1.3 Estrutura da Monografia ............................................................ 16 2 METODOLOGIA ................................................................................................................... 16 2.1. Fontes de pesquisa ................................................................... 17 2.2. Tipo de estudo .......................................................................... 17 3 REVISÃO DA LITERATURA .............................................................................................. 18 3.1 Origem do Lean Construction .................................................... 18 3.2 Conceitos e definições do Lean Construction ............................ 19 3.3 Ferramentas do Lean Construction ............................................ 24 3.3.1 Kanban .................................................................................................................. 25 3.3.2 Arranjo físico ...................................................................................................... 25 3.3.3 Operador polivalente ....................................................................................... 26 3.3.4 Autocontrole ....................................................................................................... 26 3.3.5 Just in Time e Produção Puxada ............................................................... 27 3.3.6 Controle visual do processo ......................................................................... 27 3.3.7 Kaizen/Melhoria de atividades .................................................................... 27 3.3.8 Mapa de fluxo de valor ................................................................................... 28 3.3.9 Nivelamento da produção ou Heijunka .................................................... 28 3.3.10 Sistema 5S ........................................................................................................ 29 3.4 Métodos construtivos destinados a galpão ................................................ 30 3.4.1 Estruturas pré-fabricadas .............................................................................. 30 3.4.2 Denominação de elementos pré-fabricados .......................................... 31 3.4.3 Produção .............................................................................................................. 32 4 ESTUDO DE CASO ............................................................................................................. 36 4.1 Planejamento estratégico ........................................................... 36 4.2 Estudo de viabilidade ................................................................ 37 4.2.1 Prospecção do Terreno .................................................................................. 38 4.2.2 Contato com Proprietário .............................................................................. 39 4.2.3 Definição de cliente final (rede varejista)............................................... 39 4.2.4 Layout de Projeto ............................................................................................. 40 4.2.5 Construção .......................................................................................................... 40 4.2.6 Resultado do estudo de viabilidade .......................................................... 41 4.3 Planejamento in loco ................................................................. 43 4.3.1 Cronograma ........................................................................................................ 44 4.3.2 Orçamento ........................................................................................................... 44 4.4 Canteiro de obra – Execução ..................................................... 46 4.4.1 Técnicas Construtivas .................................................................................... 49 4.4.2 Aplicações Lean Construction ..................................................................... 49 4.5 Memorial fotográfico .................................................................. 51 5 RESULTADO E DISCUSSÃO ............................................................................................ 60 REFERÊNCIAS BIBLIGRÁFICAS ........................................................................................ 65 ANEXO A – PLANTA DO GALPÃO ..................................................................................... 68 ANEXO B – CRONOGRAMA ................................................................................................ 69 ANEXO C – APROVAÇÃO DO PROJETO ......................................................................... 75 13 1 INTRODUÇÃO A construção civil é um dos processos mais importantes para o desenvolvimento de um país que visa crescimento econômico e populacional de maneira organizada e correta, gerando bem-estar para sua população. Para garantir um processo menos degradante ao meio ambiente e benéfico a todos, ao longo do tempo a engenharia pesquisa métodos de melhoria de eficiência (PAULOVICZ; KNOPIK; GOLINHAKI, 2019). De acordo com um levantamento da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (MATIAS et al., 2018), referente ao desperdício e retrabalho da indústria construtiva brasileira, há um de gasto de até 30% do valor final da obra referente desperdício e retrabalho. Tendo essa porcentagem como base, entende-se que métodos para diminuir estas despesas são de extrema importância para reduzir custos econômicos de uma obra. Um dos métodos desenvolvidos ao longo da história da indústria foi o Lean Construction, incialmente aplicado nas montadoras Toyota e em seguida desenvolvida nos Estados Unidos, para a construção civil na década de 1960, pouco aplicado no Brasil em obras de pequeno e médio porte, porém de grande importância em canteiros de obras menores, para uma construção enxuta e mais econômica (ARANTES, 2008). Apesar da existência de diversos métodos para facilitar e melhorar a maneira como a construção civil desenvolve seus projetos, o Lean Construction (construção enxuta) será a base deste trabalho de conclusão de curso. O que seria, de fato, o Lean Construction? Surgiu inspirada no Toyotismo que tinha como objetivo a produção caracterizado pela produção de acordo com a demanda, objetivando a não acumulação de produtos e matérias-primas. Toyotismo, ou acumulação flexível, é um modo de produção que sucedeu o Fordismo a partir da década de 1970. Ambos os métodos possuem algumas semelhanças como a produção sem desperdícios, de forma mais eficiente e econômica. Além disso, o método visa também uma construção menos agressiva ao meio ambiente, economizando ou reutilizando recursos naturais limitados, menos gastos com recursos significa uma economia melhor e um lucro maior em relação ao projeto da obra ou obras.14 De acordo com pesquisas feitas, a área da construção civil possui um índice grande de desperdício de recursos e uma das causas desse problema é a mão de obra não qualificada que, no Brasil, é alta, não se dispondo de muitos planos ou cursos para treinamento de mão de obra qualificada. Se este fosse o caso, o desperdício seria reduzido de forma drástica em longo prazo, fazendo com que a construção civil tivesse uma evolução considerável. Este é apenas mais um exemplo do que podemos fazer para ter uma evolução perceptível na construção civil e facilitar a aplicação do Lean Construction na prática de execução de projetos de pequeno ou grande porte (MAIA FILHO, 2019). Será utilizado em canteiro de obra às qualidades e benefícios através da teoria de construção enxuta, com base no estudo do Lean Construction e suas aplicações em diversos setores da construção civil, mais especificamente na construção de um galpão comercial, conforme reuniões com engenheiro civil e responsável técnico. Entretanto, mesmo visando a excelência, existiu percalços durante a execução que serão relatadas ao longo do trabalho que se tornara estudos a serem melhorados nas aplicações futuras. 1.1 Objetivo Atualmente, é constante a busca por métodos mais econômicos, eficientes e menos degradante ao meio ambiente para o desenvolvimento da obra, que proporciona atingir o melhor desempenho em menor prazo. Pensando nisso, uma obra bem-sucedida começa com um planejamento adequado e um bem elaborado projeto, o que se transpõe para todas as etapas seguintes, abordando no caso uma obra usando a teoria Lean Construction. 1.1.2 Objetivo geral Analisar os efeitos das aplicações práticas de construção enxuta, com foco no planejamento e otimização de tempo, por meio do estudo de caso em um galpão localizado na cidade de Itapeva. 1.1.3 Objetivos específicos 15 Para se atingir o objetivo geral, é necessário: • Analisar o propósito para se usar esse método construtivo; • Analisar a aplicação efetiva em diversos âmbitos da construção; • Verificar quais foram as vantagens de se construir com Lean Construction; • Analisar o que a obra agregou de conhecimento para obras subsequentes através do Lean Construction. 1.2 Justificativa A construção civil tem como base a mão de obra, que normalmente não é especializada ou que nem completou os ensinos básicos, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos que fez um estudo no ano de 2020 para analisar o grau de escolaridade dos profissionais e constatou que 47,3% dos trabalhadores formais, ou seja, de carteira assinada, e possui o ensino médio completo, enquanto 21,3% possui ensino fundamental incompleto e 15,1% ensino fundamental completo. Quando verificamos os dados de acordo com o segmento que compõe o setor, temos uma queda brusca na parcela que compõe a construção de edifícios, galpões e residências, onde apenas 38,3% possuem ensino médio completo, 27,9% possuem o fundamental incompleto e 17,1% o fundamental completo, comparando com o setor especializado o valor aumenta para 56,4% dos trabalhadores com ensino completo (DIEESE, 2020). Por conta da baixa escolaridade dos trabalhadores da construção civil, acaba sendo afetada a produtividade dos profissionais no canteiro de obra, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas com o tema “Produtividade Brasileira em Canteiro de Obras”, a qual relata que no período entre 2003 e 2013, onde a construção civil representava uma média de 6% do Produto Interno Bruto brasileiro, momento este que apresentava os maiores índices de crescimento. Mesmo assim, no comparativo entre 17 países, o Brasil não acompanhou o crescimento em volume de obra entre nenhum dos relacionados. Ao ser comparar os trabalhadores brasileiros com os nortes americanos, a produtividade nacional alcançou apenas 20% da produtividade dos trabalhadores dos estados unidos (FGV/INBRE, 2015). 16 As questões de baixa escolaridade dos trabalhadores, atreladas à pouca produtividade no Brasil, faz com que procuremos métodos para sanar estas dificuldades, e uma das possíveis ferramentas para ao menos diminuir os obstáculos encontrado nos profissionais é o Lean Construction, considerando que este mecanismo é composto por diversos componentes para melhorar o setor da construção civil, sendo um deles a metodologia de melhoria constante, na qual a cada problema encontrado é exigida uma solução e repassada a todos os profissionais, para que a equipe como um todo evolua junto com a obra, causando um aprendizado constante. Por estes motivos, considera-se relevante a proposta deste trabalho que implanta e demonstra a execução da metodologia Lean Construction em um galpão comercial. 1.3 Estrutura da Monografia Esta monografia se dispõe de cinco capítulos incluindo a introdução, e está estruturada da seguinte forma: • Capítulo 1 – Introdução: este capítulo aborda em âmbitos gerais o que será descrito no decorrer da monografia; • Capítulo 2 – Metodologia: contém a descrição das etapas de edificação do texto base do estudo de caso apresentado nessa monografia; • Capítulo 3 – Revisão da Literatura: capítulo que contém todas as informações necessárias para se ter o melhor entendimento das práticas e aplicações do Lean Construction; • Capítulo 4 – Estudo de Caso: esse capítulo está demonstrando todo o processo construtivo com aplicação da tese abordada pela monografia; e • Capítulo 5 – Projeto: contém as informações de projeto da obra utilizada para o estudo de caso. 2 METODOLOGIA Este trabalho pode ser classificado com um estudo de caso, dividido em três etapas principais: exploratória, descritiva e pesquisa de campo. A realização da pesquisa ocorreu na obra de uma empresa “A”. 17 Na etapa exploratória foi realizada a pesquisa bibliográfica, com objetivo de reunir conceitos e hipóteses iniciais referentes ao tema para um maior conhecimento do assunto. Esta etapa está descrita no Capítulo 4, que se inicia conceituando o planejamento estratégico comercial da obra. Por meio desse conhecimento é possível perceber o que vem por trás de um empreendimento civil e o que está à mercê das decisões do investidor e engenheiro, pode ser de uma construção similar ou de um galpão comercial como apresentado no estudo. No segundo momento, ocorreu a pesquisa descritiva na qual foram coletadas informações obtidas em entrevista com engenheiro executor e responsável pela obra. Pesquisa bibliográfica com objetivo de reunir conceitos e ferramentas referentes ao tema para um bom embasamento teórico e seleção de informações pertinentes, as quais foram realizadas em livros, artigos e outros meios que pudessem auxiliar a construir fundamento teórico. Finalmente, a última etapa consistiu na pesquisa de campo, onde foram coletados dados diretamente do engenheiro responsável pela realização da construção (ITAPEVA GALPÃO). Assim, foram levantados os dados que a construtora utiliza para a aplicação do conceito Lean Construction em sua obra, com intuito de verificar as oportunidades de melhorias que podem ser aplicadas à realidade da empresa. 2.1. Fontes de pesquisa A presente pesquisa possui dados e informações extraídas documentalmente de arquivos e pastas; materiais inéditos e originais do engenheiro; questionários, livros, artigos, entrevistas documentais que estão relacionados ao assunto temático do trabalho, ou seja, fontes primárias e secundárias. 2.2. Tipo de estudo Esta pesquisa possui abordagem qualitativa com finalidade de atribuir nota global, conforme tabela 1 para o grau de aplicabilidade do Lean Construction no estudo de caso, segundo Kurek et al. 18 Tabela 1 - Níveis de implementação Nota Níveis de implementação 0 A obra não incorpora o item 1 A obra está buscando incorporaro item (possuem apenas ideias e planos) 2 A obra incorpora o item parcialmente (iniciativas em implantação) 3 A obra incorpora o item (é possível encontrar práticas relacionadas ao item que estão efetivamente incorporadas no dia a dia da obra) Fonte: Kurek et al (2006) Após a coleta de dados, será realizada uma análise crítica, com a nota de avaliação de implantação, evidenciando os pontos fracos. Com os resultados será possível priorizar os problemas a serem abordados. A nota referente à disseminação de cada princípio é dada pela fórmula: Nx = Σ Pnx /kx (1) Onde, Nx é a nota da atribuída à obra do princípio x; Pnx é a nota atribuída à obra na pergunta sobre o quesito n relacionado ao princípio x; Σ somatório do princípio x; kx é número de princípios; A nota da global da obra é a média aritmética das notas dos princípios. 3 REVISÃO DA LITERATURA 3.1 Origem do Lean Construction O Lean Construction tem como origem o sistema Toyota de produção, que tinha como objetivo fazer o Japão, que estava devastado por causa da guerra, produzir de forma eficiente. A construção enxuta foi um modo que os donos da Toyota encontraram para realizar tal feito, analisando a questão do desperdício de produção, gerando o consenso de que era necessário se produzir apenar o que era encomendado para o momento e utilizando apenas o mínimo possível de matéria-prima. Além disso, havia dois pilares que foram de suma importância para o sucesso desta nova maneira de se produzir com menos gastos, que são o “Just In Time” e “Jidoka”. O “Just in time”, por sua vez sendo traduzido de forma literal significa “na hora certa”, ou seja, produzir apenas o necessário e no momento correto, se não possuir demanda não se deve produzir, se possuir 19 deve-se produzir de forma mais econômica possível. Já o “Jidoka” é uma expressão que significa “automação” e sugere uma automação observada pelo ser humano, o processo realizado por máquinas, porém com influência humana. Retomando o Lean Construction, observamos que suas raízes vêm de processos cujas características indicam uma produção mais eficaz com baixo custo e, no caso da construção civil, algumas coisas foram alteradas, porém a ideia principal permanece a mesma, por exemplo, não necessariamente são as máquinas que fazem todos os processos, mas também contam com uma mão de obra qualificada para determinadas funções ou uma matéria prima mais barata com a mesma qualidade ou superior, ou até mesmo sendo reutilizada. Enfim, no Brasil, a partir da década de 80, observou-se uma tendência de aplicação de ferramentas da Gestão de Qualidade Total (Total Quality Management – TQM). As empresas de construção se voltaram para isso visando melhorar os processos produtivos, além de obter a ISO 9000. Por esse motivo, a partir dos anos 90 um novo referencial teórico foi desenvolvido para a gestão de processos na construção civil, objetivando adaptar alguns conceitos e princípios da Gestão da Produção ao setor. Esse conceito, conhecido como Lean Construction, tem sua origem no trabalho Application of the new production philosophy in the construction industry, do finlandês Lauri Koskela (1992) e se baseia na filosofia de Lean Production. Desde então, foi criado um grupo chamado IGLC (International Group of Lean Construction) que tem buscado implantar sistemas de informação e novas ferramentas que viabilizem a estabilização do ambiente produtivo, enfocando a antecipação de problemas e surpresas ao invés de tentar conviver com ambientes de elevado grau de incerteza. Sendo realizadas conferências para estabelecer novas ideias e práticas para agregarem ao Lean Construction de forma “mundial”, tendo em vista que não se pode ser levado de forma extrema a parte enxuta do processo, pois existem passos importantes e insubstituíveis para o resultado global. 3.2 Conceitos e definições do Lean Construction Como já foi dito, o conceito Lean Construction surge nos anos 90 a partir de um sistema produção de realização e gestão de projeto que valoriza a entrega 20 de valor de forma viável e rápida, e que incita, tal como a Lean Production, a crença nas relações de permuta entre tempo, custo e qualidade. O modelo de processo da Lean Construction assume que um processo consiste num fluxo de materiais, desde a matéria-prima até ao produto, que é constituído por atividades de transporte, espera, processamento (ou conversão) e inspeção (Koskela, 1992), conforme se observa na Figura 1. Figura 1 - Modelo de processo do Lean Construction Fonte: Koskela (1992) Com esse pensamento são concebíveis as definições propostas por Koskela (1992), a saber: • Reduzir a parcela de atividades que não acrescenta valor: O princípio fundamental da Lean Construction, segundo o qual a eficiência dos processos pode ser melhorada e as suas perdas reduzidas não só através da melhoria da eficiência das atividades de conversão e fluxo, mas também pela eliminação de algumas das atividades de fluxo. Convém salientar que este princípio não pode ser levado ao extremo, pois existem diversas atividades que não acrescentam valor ao cliente final de forma direta, mas são indispensáveis para a eficiência global dos processos, como, por exemplo, a formação de mão-de-obra e a instalação de dispositivos de higiene e segurança. Dois exemplos bons sobre isso são o estudo e a elaboração de um arranjo físico do estaleiro que minimize as distâncias entre os locais de descarga de materiais e o seu respectivo local de aplicação, que podem reduzir a parcela das atividades de movimentação. Na fase de betonagem, utilizar um vibrador portátil em substituição de um convencional permite que apenas um trabalhador execute a tarefa em vez dos dois que seriam necessários no processo tradicional (um para segurar o vibrador e outro para espalhar); 21 • Aumentar o valor do produto através da consideração das necessidades dos clientes: Segundo Koskela, o valor não é um fator inerente ao processo de conversão, mas é gerado como consequência da satisfação dos requisitos dos clientes. Este princípio estabelece que devem ser identificadas claramente as necessidades dos clientes internos e externos e esta informação deve ser considerada no projeto do produto e na gestão da produção. • Reduzir a variabilidade da padronização dos procedimentos: É normalmente, a melhor forma de reduzir a variabilidade, tanto na conversão como no fluxo do processo de produção. A primeira reside no ponto de vista do cliente, um produto uniforme em geral traz mais satisfação, pois a qualidade do produto corresponde efetivamente às especificações previamente estabelecidas. É o caso, por exemplo, da equipe que executa alvenaria, cujo serviço é facilitado caso os blocos tenham poucas variações dimensionais. Outra razão reside no fato da variabilidade tender a aumentar a parcela de atividades que não acrescentam valor e o tempo necessário para executar um produto, principalmente pelas seguintes razões: por exemplo, a equipe de alvenaria foi deslocada para a execução de chapisco em outra frente de trabalho, pois houve um atraso na execução da estrutura e a não aceitação de produtos fora da especificação do cliente, resultando na repetição dos trabalhos ou na rejeição dos mesmos; • Reduzir o tempo de ciclo: A redução do tempo de ciclo é um princípio que tem origem na filosofia Just in Time. A redução do tempo de ciclo traz as seguintes vantagens: entrega mais rápida ao cliente, uma vez que ao invés de se espalharem por toda a obra, as equipes devem-se focar na conclusão de um pequeno conjunto de unidades, caracterizando lotes de produção menores. Além disto, em alguns segmentos de mercado, a velocidade de entrega é uma dimensão competitiva importante, pois os clientes necessitam dos produtos em um prazo relativamente curto (por exemplo, construçãode centros comerciais). A gestão dos processos torna-se mais fácil: o volume de produtos inacabados em stock é menor, o que tende a diminuir o número de frentes de trabalho, facilitando o controle da produção e o uso do espaço físico disponível. O sistema de produção torna-se menos vulnerável a mudanças de pedidos e pode-se obter certo grau de flexibilidade para atendimento das exigências e pedidos, sem elevar substancialmente os custos, pois algumas alterações de produto 22 solicitadas podem ser implantadas com facilidade nos lotes de produção subsequentes; • Simplificar através da redução do número de passos ou partes: A simplificação pode ser entendida como a redução do número de componentes num produto ou a redução do número de partes ou estágios num fluxo de materiais ou informações. Através da simplificação pode-se eliminar atividades que não agregam valor ao processo de produção, pois quanto maior o número de componentes ou de passos num processo, maior tende a ser o número de atividades que não agregam valor. • Aumentar a flexibilidade de saída: O aumento de flexibilidade de saída refere-se à possibilidade de alterar as características dos produtos entregues aos clientes, sem aumentar substancialmente os custos dos mesmos. Embora este princípio pareça contraditório com o aumento da eficiência, muitas indústrias têm alcançado flexibilidade mantendo níveis elevados de produtividade. A aplicação deste princípio pode ocorrer no uso de mão-de-obra polivalente, na finalização detalhada do produto no tempo mais tarde possível, e na utilização de processos construtivos que permitam a flexibilidade do produto sem grande prejuízo para a produção. (ISATTO, 2000) • Aumentar a transparência do processo: O aumento da transparência de processos torna os erros mais fáceis de serem identificados no sistema de produção, ao mesmo tempo em que aumenta a disponibilidade de informações, necessárias para a execução das tarefas, facilitando o trabalho. Um exemplo prático de aplicação em obra seria a remoção de obstáculos visuais, tais como divisórias e tapumes, bem como o emprego de indicadores de desempenho, que tornam visíveis atributos do processo, tais como nível de produtividade, número de peças rejeitadas etc.; • Focar o controle no processo global: O controle de todo o processo possibilita a identificação e a correção de possíveis desvios que venham a interferir de forma acentuada no prazo de entrega da obra. Um dos grandes riscos das tentativas de melhorias é sub otimizar uma atividade específica dentro de um processo, com um impacto reduzido (ou até negativo) no desempenho global do mesmo. Esta situação é muito comum em processos de produção fragmentados, como é o caso da execução de uma obra na qual existem muitos projetistas, subempreitadas e fornecedores independentes. Para aplicação deste 23 princípio é essencial uma mudança de postura por parte dos envolvidos na produção, que devem procurar entender o processo como um todo por oposição a um foco restrito de operações. É também fundamental definir quem tem clara responsabilidade pelo controle global do processo. Exemplo de aplicação na construção: O custo da alvenaria pode ser significativamente reduzido se houver um esforço de desenvolvimento integrado com o fornecedor de blocos, no sentido de introduzir a paletização. Se a melhoria envolver o processo como um todo, pode se obter diversos benefícios, tais como a redução do custo do carregamento e descarregamento, entregas com hora marcada, redução dos stocks na obra etc. Esta melhoria é muito mais significativa se comparada com uma iniciativa individual de paletização, restrita apenas ao estaleiro. • Introduzir melhoria contínua no processo: Para Koskela, o esforço de redução de perdas e aumento do valor na gestão de processos tem um carácter incremental, interno à organização, devendo ser conduzido continuamente, com a participação da equipe responsável pelo processo. O trabalho em equipe e a gestão participativa constituem os requisitos essenciais para a introdução da melhoria contínua. Existem algumas formas de alcançar este objetivo, como por exemplo, utilizar indicadores de desempenho, premiar pelo comprimento de tarefas e metas e padronizar os procedimentos. • Manter um equilíbrio entre melhorias nos fluxos e nas conversões: Koskela refere que as melhorias de fluxo e conversão estão intimamente relacionadas, uma vez que: melhores fluxos requerem menor capacidade de conversão e, portanto, menores investimentos em equipamentos; fluxos mais controlados facilitam a implementação de novas tecnologias na conversão; novas tecnologias na conversão podem acarretar menor variabilidade e, assim, benefícios no fluxo. Deste modo é necessário que exista um equilíbrio entre ambas. • Fazer referência de ponta (Benchmarking): Consiste num processo de aprendizagem a partir das práticas adotadas em outras empresas, tipicamente consideradas líderes num determinado segmento ou aspecto específico da produção. A competitividade da empresa deve ser o resultado da combinação dos seus pontos fortes desenvolvidos principalmente a partir de um esforço de melhoria contínua, com boas práticas observadas em outras empresas. São a 24 seguir apresentadas de forma concisa as seis etapas que habitualmente, dividem a prática de benchmarking: I Planejamento: i Identificação de áreas, processos ou atividades a serem melhoradas. ii Definição de critérios e indicadores para medição das atividades. iii Identificação de organizações participantes/parceiras. II Recolha de dados. III Análises e Comparações. IV Elaboração e Implementação do Plano de Mudanças. V Avaliar Melhorias. VI Repetição do Exercício. 3.3 Ferramentas do Lean Construction Para ajudar na aplicação dos princípios Lean, faz-se o uso de ferramentas. Devido à impossibilidade de abordar todas as ferramentas Lean com a devida profundidade, optou-se por fazer uma breve discussão a respeito daquelas mais utilizadas e consideradas aplicáveis ao setor da construção civil. Abaixo estão listadas as ferramentas que mais se adaptam a essa segmentação: • Kanban; • Arranjo Físico; • Operador Polivalente; • Auto Controle; • Just in Time (Produção empurrada e puxada); • Nivelamento da Produção ou Heijunka • Controle Visual do processo; • Kaizen/Melhoria de atividades; • Mapa de fluxo de valor; • Sistema 5S; Estas ferramentas foram selecionadas devido ao fácil entendimento e aplicação para área da construção civil, pois elas se encaixam de uma forma adequada aos canteiros de obra, diferentemente de outras ferramentas que são melhores aplicáveis para a indústria em geral. 25 3.3.1 Kanban O kanban é uma ferramenta que consiste em utilizar cartões que registram a liberação de um serviço ou a retirada de materiais que serão utilizados (MOURA, 2007 apud CORREIA, 2007). De acordo com Correia (2007), o uso dessa ferramenta ajuda a movimentação de materiais, solicitação de serviços e manutenção dos estoques, não deixando serviços parados por falta de materiais, além de também auxiliarem na continuidade do fluxo de serviços. Segundo Molina (1995) os principais tipos de kanban são os seguintes: • De ordem de Produção: determina o número e o tipo de produtos que o próximo processo deverá produzir; • De movimentação ou requisição: determina a quantidade de produtos ou material que devem ser retirados de um processo anterior pelo processo posterior. Nenhum material ou produto, sem exceção, pode ser retirado e transportado sem estar acompanhado de seu cartão. Este cartão circula entre dois centros de produção; • De fornecedor: É um kanban de requisição também, pois possui informações para o fornecedor entregar os produtos. Segundo Molina (1995), o kanban por meio dos funcionários dá início ao processo deprodução apenas quando houver necessidade, sendo que ele administra informações sobre os processos, produtos e estoques, avisando quando é necessário repor materiais e evitando o excesso. É um mecanismo simples de ser utilizado, e permite controle visual de todo o processo. 3.3.2 Arranjo físico O arranjo físico significa organizar ou dispor os vários recursos produtivos como máquinas, equipamentos, instalações e pessoal, utilizados para produção de um bem ou serviço. Existem alguns tipos de arranjo físico: posicional, funcional, celular e por produto, e cada um leva em consideração o tipo de 26 processo (PISKE, 2008). Para a construção civil, os mais interessantes são o arranjo físico celular e o arranjo físico posicional. O arranjo físico celular é o agrupamento de peças ou produtos em grupos que tem características em comum e utilizam os mesmos recursos de produção. Dessa forma, se torna mais simples e fácil a programação da produção, movimentação de materiais e o controle (MIYAKE, 2002 apud FILHO, 2011). O arranjo físico posicional traz as estações de trabalho próximas ao produto que será transformado. Nesse arranjo vê-se que o produto final não se move e sim a matéria-prima, como é o caso da construção de uma casa, produção de concreto, dentre outros serviços. Para a construção civil, o arranjo físico, seria fazer o layout do canteiro de obra, o qual ajuda a manter a organização, rapidez e qualidade dos processos. Segundo Filho (2011), a elaboração do layout do canteiro traz alguns benefícios, como por exemplo, a diminuição do percurso entre postos de trabalho, eliminando o desperdício do tempo em decorrência desse percurso, sendo que o desenvolvimento do mesmo envolve um estudo das várias etapas da obra, podendo mudar conforme o decorrer dos processos. Para a elaboração do layout do canteiro deve se levar em consideração alguns aspectos importantes: a economia de movimento, o fluxo progressivo, a flexibilidade e integração, o uso do espaço físico disponível e necessário, a satisfação e a segurança. 3.3.3 Operador polivalente Essa ferramenta consiste em capacitar os operadores a executar várias tarefas, ao invés de se especializar o operador em apenas uma tarefa específica, restringindo o trabalho do mesmo, ou seja, o Lean Construction emprega trabalhadores de multiqualificações, em todos os níveis da organização (WOMACK E JONES, 1998). 3.3.4 Autocontrole Para resolver falhas ou erros no processo, essa ferramenta transfere algumas decisões da média gerência ou supervisão para a base da organização, 27 ou seja, dá maior autonomia e responsabilidade aos operadores, exigindo qualidade (WOMACK e JONES, 1998). 3.3.5 Just in Time e Produção Puxada A filosofia Just-in-time e o sistema de produção puxada, tem como objetivo na construção civil o estoque mínimo, diminuindo a variabilidade, havendo um processo longo com o fornecedor, para gerar relações estáveis na entrega de matérias. Para ser empregado, é necessário, produção confiável (baixos erros) não gerando necessidades pontuais de material de produção que visa justamente eliminar desperdícios, principalmente com a produção em excesso. 3.3.6 Controle visual do processo O controle visual consiste em expor problemas, ações, metas e níveis de desempenho de todo o processo, ou seja, apresentar resultados parciais em murais onde todos possam visualizar e acompanhar o processo, assim, permite- se a rápida e clara imagem do andamento da produção e torna-se o gerenciamento do sistema mais ágil (WOMACK e JONES, 1998). Para a construção civil, essa ferramenta é interessante já que a maioria dos processos e serviços é artesanal, precisando, assim, manter um nível de produção e a qualidade final dos produtos e serviços. Algumas maneiras de aplicar essa ferramenta são a elaboração de listas de verificação, ou check-lists, bem como a exibição do desempenho da produção ou equipe, onde se podem abordar metas e melhorias para os próximos serviços. 3.3.7 Kaizen/Melhoria de atividades Segundo Ghinato (2000), Kaizen é a melhoria contínua de uma atividade, ou seja, determina onde estão as perdas ou as falhas do processo, e foca na eliminação dessas falhas, de tal forma a evitar desperdícios e agregar valor ao produto ou atividade. Esta ferramenta funciona com um contínuo monitoramento dos processos, o qual pode ser feito através do ciclo PDCA (Plan - Do - Check - Act), o que garante uma observação dos erros e possíveis melhorias, ou seja, padronização de melhores soluções, tudo isso sem grandes investimentos. 28 É de grande importância para esta ferramenta a utilização da padronização dos processos, pois só assim se pode lançar o processo para o próximo nível de forma sólida e consistente (GHINATO, 2000). 3.3.8 Mapa de fluxo de valor Rother e Shook (2003) propõe o mapeamento de cada atividade de todo um processo, por meio de elementos gráficos, onde possa se observar com clareza o que está acontecendo em cada etapa. Esse mapeamento é denominado de Mapa de fluxo de valor (MFV). Para tanto, são representados nesse mapa os fornecedores, clientes, estoques, fluxo de informações, movimentação de materiais e todas as etapas do processamento do produto. O MFV de um produto ajuda a visualizar todo o processo, a partir daí pode-se identificar desperdícios, ou seja, identificar as atividades que não estão agregando valor ao fluxo e ao produto final. Essa ferramenta ajuda na implantação de conceitos e técnicas enxutas, e mostra a relação existente entre o fluxo de informação e o fluxo de material (ROTHER e SHOOK, 2003). O passo final dessa ferramenta é elaborar e implantar um plano de ação que descreva o que deve e como deve ser melhorado para se alcançar um estado desejado, sendo que deve sempre haver uma melhoria contínua no nível do fluxo de valor (ROTHER e SHOOK, 2003). 3.3.9 Nivelamento da produção ou Heijunka Essa ferramenta consiste em tentar manter constante o volume total produzido, uniformizando a produção (WOMACK E JONES, 1998). Por meio dessa ferramenta, a programação da produção nivela a demanda dos recursos e também permite combinar itens diferentes de forma que se garanta um fluxo contínuo de produção. Ela permite produzir em pequenos lotes e minimizar os estoques (GHINATO, 2000). 29 3.3.10 Sistema 5S Essa é uma das principais ferramentas do Lean muito utilizada desde o surgimento do método Lean. Composta por cinco princípios, sendo eles, Seiri; Seiton; Seiso; Seiketsu; Shitisuke. Juntos eles compõem o conceito da metodologia de organização e otimização do espaço de trabalho buscando a máxima eficiência dos processos. Para que essa ferramenta seja usada de forma correta, deve ser aplicada corretamente na sua ordem predefinida e em sequência uma da outra durante todo o processo. Seiri (Utilização): separação das ferramentas que serão utilizadas daquelas que não serão necessárias durante aquele processo, mantenha somente aquilo que deverá ser utilizado na área de trabalho. Seiton (Organização): classificação e organização de todas as ferramentas, materiais, recursos e dados de forma que seja fácil sua localização. Seiso (Limpeza): Criação de padrões para limpeza. Limpe e remova todo o lixo e sujeira. A limpeza fornece um espaço de trabalho seguro e permite a visualização de potenciais problemas. Seiketsu (Padronização): engaje a mão-de-obra para desempenhar sistematicamente os passos anteriores diariamente, para manter o espaço de trabalho em perfeita condição, como um processo padronizado. Deve-se estabelecer cronogramas e definir expectativas de adesão. Shitsuke (Disciplina): criação de compromisso organizacional para que o 5S se torne um dos seus valores organizacionais, para que todos possam transformá- lo em um hábito. No Lean Construction o5S auxilia para que onde seja aplicado possa ser um ambiente ágil e de fácil manipulação pela mão-de-obra, onde se tenha um acesso as ferramentas de forma pratica com um local de trabalho limpo e organizado. Se tornando assim uma maneira efetiva contra os desperdícios seja eles de tempo, trabalho, movimentação e espaços. 30 3.4 Métodos construtivos destinados a galpão Os métodos construtivos em galpão, para serem escolhidos de forma correta, devem levar em conta alguns fatores, sendo eles: • Prazo para execução de obra; • Verba disponível; • Destinação de ocupação; • Materiais e mão de obra disponível na região; • Qualidade do solo; e • Intempéries da região. Tendo a matriz de projeto definida, procura-se a método construtivo mais adequado para tal situação, dentre as quais as opções mais usuais são: estruturas pré-fabricadas, estrutura de metal e alvenaria estrutural. 3.4.1 Estruturas pré-fabricadas De acordo com o NBR 9062/2017, a denominação de concreto pré- fabricado corresponde ao elemento pré-moldado executado industrialmente, em instalações permanentes de empresa destinada para este fim, que se enquadrem e estejam em conformidade com as especificações de 12.1.2. “12.1.2 Os elementos estruturais podem ser considerados elementos pré-fabricados quando atenderem aos requisitos especificados em 12.1.2.1 a 12.1.2.5. 12.1.2.1 A mão de obra é treinada e especializada. 12.1.2.2 A matéria-prima é previamente qualificada por ocasião da aquisição e posteriormente através da avaliação de seu desempenho com base em inspeções de recebimento e ensaios (conforme 12.2). Dispõe de estrutura específica para controle de qualidade, laboratório e inspeção das etapas do processo produtivo que devem ser mantidos permanentemente pelo fabricante, a fim de assegurar que o produto colocado no mercado atende aos requisitos desta Norma e estão em conformidade com os valores declarados ou especificados. O concreto utilizado na moldagem dos elementos pré-fabricados deve atender às especificações da ABNT NBR 12655, bem como ter um desvio-padrão Sd máximo de 3,5 MPa, a ser considerado na determinação da resistência à compressão de dosagem (fcj), exceto para peças com abatimento nulo (abatimento zero) 12.1.2.3 A conformidade dos produtos com os requisitos relevantes desta Norma e com os valores específicos ou declarados para suas propriedades deve ser demonstrada através do atendimento às Normas Brasileiras de projeto ou por ensaios de avaliação da capacidade experimental, conforme 5.5 e pelo controle de produção de fábrica, incluindo a inspeção dos produtos. A frequência de inspeção dos produtos deve ser definida de forma a alcançar conformidade 31 permanente do produto e, quando aplicável, atendendo ao especificado em Normas Brasileiras. 12.1.2.4 Os elementos são produzidos com auxílio de máquinas e de equipamentos industriais que racionalizam e qualificam o processo. 12.1.2.5 Após a moldagem, estes elementos são submetidos a um processo de cura com temperatura controlada, conforme 9.6.” (ABNT, 2017, p. 79) El Debs (2017) observa que o uso do concreto pré-fabricado apresenta duas diretrizes muito importantes, quais sejam a racionalização da execução de estruturas de concreto e a industrialização da construção, acarretando diversos benefícios, como por exemplo: • Diminuição do tempo de construção; • Melhor controle dos componentes pré-fabricados; • Redução do desperdício de materiais na construção. As estruturas pré-fabricadas possuem vários campos de aplicação, que ajudam a desenvolver a construção civil de forma mais limpa, podendo ser aplicada em edificações, infraestrutura urbana e de estrada e diversas outras obras cíveis. 3.4.2 Denominação de elementos pré-fabricados Os elementos pré-fabricados mais utilizados para a construções de galpões são os que se verificam na Figura 2: Figura 2- Elementos Pré-Fabricados Fonte: El Debs (2017, p. 19) 32 3.4.3 Produção Segundo a NBR 9062/2017 a produção de elementos estruturais pré- fabricados, possui um grande rigor no quesito qualidade, pois a cada procedimento existem formas de conferência do serviço executado, tendo como prioridade a qualidade acima da média, em comparação com as estruturas moldadas in loco, nos canteiros de obras. De acordo com a norma, existem diversos procedimentos a serem seguidos como é informado a seguir: “Na execução de elementos pré-fabricados, conforme definido em 3.9 na Seção 12, os encarregados da produção e do controle de qualidade devem estar de posse de manuais técnicos cuidadosamente preparados pela direção da empresa responsável pelos trabalhos, que apresentem, de forma clara e precisa, pelo menos as especificações e procedimentos relativos aos seguintes materiais e procedimentos:” (ABNT, 2017, p. 68) • Fôrma: montagem, desmontagem, limpeza e cuidados, conforme Figura 3: Figura 3- Procedimento de montagem de forma Fonte: El Debs (2017, p. 58) 33 • Armadura: diâmetro dos pinos para dobramento das barras, manuseio, transporte, armazenamento, estado superficial, limpeza e cuidados, conforme Figura 4: Figura 4 - Preparo das armaduras Fonte: PRÉ-FABRICAR (2020) • Concreto: dosagem, amassamento, consistência, descarga da betoneira, transporte, lançamento e adensamento, conforme Figura 5: Figura 5- Concretagem de elemento estrutural Fonte: PRÉ-FABRICAR (2020) 34 • Protensão: forças iniciais e finais, medidas das forças e alongamentos, manuseio, transporte, armazenamento, estado superficial, limpeza e cuidados com fios, barras ou cabos de protensão, conforme Figura 6: Figura 6 - Esquema de protensão Fonte: El Debs (2017, p. 54) • Liberação da armadura pré-tracionada: método de liberação da armadura de seus apoios independentes e de seccionamento da armadura exposta entre elementos dispostos em linha, no caso de pistas de protensão na produção de elementos de concreto pré-fabricados protendidos por pré- tração, cuidados e segurança contra acidentes, conforme Figura 7: Figura 7 - Elemento de protensão 35 Fonte: PRÉ-FABRICAR (2020) • Manuseio e armazenamento dos elementos: utilização de cabos, balancins ou outros meios para suspensão dos elementos, pontos de apoio, métodos de empilhamento, cuidados e segurança contra acidentes, conforme Figura 8. Figura 8 - Manuseio de elemento estrutural Fonte: El Debs (2017, p. 58) • Tolerâncias dimensionais e em relação a defeitos aparentes das fôrmas e da armadura, tolerâncias quanto à variação da consistência e defeitos 36 aparentes do concreto fresco, tolerâncias quanto à discrepância entre a medida do alongamento e da força aplicada à armadura protendida, tolerância em relação às resistências efetivas do concreto, tolerâncias de abertura de fissuras, tolerâncias dimensionais e em relação a defeitos aparentes dos elementos pré-fabricados acabados, conforme Figura 9: • Figura 9 - Vistoria em elemento estrutural Fonte: PRÉ-FABRICAR (2020) 4 ESTUDO DE CASO Este estudo de caso foi desenvolvido através de diversas reuniões com o engenheiro civil e responsável técnico, onde explicou cada detalhe, desde a concepção do projeto até a entrega do galpão. A proposta da implementação do Lean Construction foi trabalhada visando o ganho de qualidade e produtividade entre todos os envolvidos na obra, de forma harmônica com o planejamento estratégico padrão da construtora A. 4.1 Planejamento estratégico Para que fosse iniciada a construção do Galpão, com todas as suas particularidades, fossem elas de âmbito organizacional ou financeiro, houve um 37 estudo desenvolvido por meio do planejamento estratégico da construtora “A”. Analisando as matrizes de termômetro do mercado, lançamento dos produtos a serem vendidos e resultado futuro das vendas, quenesse projeto foram gerenciados pelo portfólio de uma grande rede do ramo alimentício. A estratégia começa a partir da necessidade de uma região que favoreça o portfólio com suas vendas e investimento, sendo assim critério alcançado na região de Itapeva. Foi considerado também a partir do método do Lean Construction, que para o início de um ótimo planejamento da obra seria necessário um relacionamento civil e comercial de transparência e confiança do investidor e construtora, pois afinal este é o topo de toda gama que faz acontecer o projeto. Para isso foi elencado no projeto o contrato com investidor final e construtora, que deixa esclarecida toda a frente do projeto, seja ela nos materiais que serão utilizados ou as decisões que foram preestabelecidas no início do galpão. Isso serve para que nenhuma intervenção do investidor que estava fora dos termos determinados em contrato com a construtora venha ser a nova projeção do andamento do projeto. Em conjunto à tratativa do contrato entre o investidor e construtora, o terreno deve ser analisado desde o início para atender as necessidades de forma geral para construção do empreendimento, com isso foi usada a estratégia do galpão ser em área comercial onde a região não possua concorrentes em suas proximidades, facilitando as vendas, atrelado a isso uma zona de intenso fluxo de população, ou seja, localizado no centro da cidade de Itapeva. O planeamento de interesse desta área total de 4.781,20m² sendo 858,54m2 para o galpão e 3.922,60m2 para o estacionamento, sendo de fácil acesso para entrada do maquinário que será utilizado na obra e, futuramente, para os clientes que irão usufruir dos serviços. Utilizando o método do Lean Construction esses fatores foram planejados desde o início. 4.2 Estudo de viabilidade Para realizar o estudo é necessária a utilização de alguns fatores para verificar a viabilidade do empreendimento, sendo algum deles o terreno, investidor e a construção – visando o melhor custo-benefício em cada fator, para 38 desenvolver esta análise é importante criar um checklist com o intuito de padronizar os comparativos de cada destinação. O Lean Construction denomina esta função como controle visual do processo, discriminada no tópico 4.3 deste trabalho. 4.2.1 Prospecção do Terreno O terreno situa-se na Avenida Dona Paulina de Moraes, Vila Ophélia, Itapevi-SP, com a área de 4.781,20m² e perímetro de 279,53 metros, conforme ilustrado na Figura 10. Figura 10 - Descrição do lote Fonte: Elaboração dos autores (2021) Ao analisar o terreno é de extrema importância, ficar atento a todos os detalhes do lote. Exemplos de itens a serem verificados: • Verificar se existem árvores no lote, que não seja permitido a poda ou corte, por ser árvore de preservação; • Verificar altura dos postes e fiação, pois, dependendo da altura, não será possível entrar no terreno com as peças, para montagem; • Realizar estudo preliminar, para saber se a área é de preservação ambiental, área de mananciais, área de contaminação, se o zoneamento permite 39 o tipo de empreendimento no local desejado, se existe proximidade com córregos e verificar altura de fiação; • Verificar pontos críticos que posam causar problemas futuros; • Verificar o uso e ocupação do solo, junto à prefeitura; e • Certidões negativas referentes ao terreno. Todas as verificações são necessárias para que após a finalização da obra não ocorra nenhum problema para obtenção do habite-se, alvará de funcionamento, averbação da construção na matrícula, dentre outros. 4.2.2 Contato com Proprietário O terreno descrito acima é do próprio investidor, tendo surgido o interesse de desenvolver um galpão para gerar lucro com aluguel, tendo uma rentabilidade mensal de 0,8% (porcentagem desejada pelo investidor) do valor final da construção. 4.2.3 Definição de cliente final (rede varejista) Por conta do interesse do investidor, foi oferecido o terreno a diversas empresas de pequeno, médio e grande porte, onde a rede varejista encontrou a oportunidade para locar o galpão que seria construído, se tornando locatária assim que finalizasse o imóvel. Entretanto há exigências para implantação do supermercado, sendo elas: • Acesso ao supermercado pelas duas vias (Avenida Governador Mario Covas x Avenida Paulina de Morais); • Preferência sem grandes inclinações ou taludes; • Pé direito mínimo de 4,00 m; • O imóvel deverá ser equipado pelo sistema de combate a incêndio composto de saídas de emergência e sinalização de rota de fuga, iluminação de emergência, sistema de alarme de incêndio, sinalização de emergência, extintores, reserva de incêndio, bombas de incêndio, rede de hidrante e registro de recalque, conforme projeto aprovado junto ao Corpo de Bombeiros da região e posterior apresentação de AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiro); 40 • Projeto de Movimento de terra, Pavimentação e Drenagem deverão ser elaborados conforme levantamento cadastral e Projetos de implantação fornecidos pelo Locatário; • Construção de abrigo de gás; • Instalação de Alambrado e Tela practika; • Construção da casa de máquinas; • Construção da Área do Reservatório de Incêndio; • Colocação de brita em área ociosa e área permeável; • As áreas das fachadas que receberão assentamento de revestimento cerâmico pelo Locador, os pilares deverão ser alinhados na face externa e altura mínima h=6,00m no nível mais alto do piso acabado; • Fornecimento e instalação de marquise metálica; • Execução de infraestrutura elétrica para iluminação, com cabeamento e instalação de projetores de uso externo; • Execussões referentes as areas de: Louças e Metais Sanitários Portas de madeira Instalações hidráulicas Entre outros passos, tarefas e execussões, não menos importantes, que devem ser planejados com antecedencia e realizados dentro dos prazos pré- determinados. 4.2.4 Layout de Projeto O layout de projeto foi realizado de forma padronizada da rede varejista, para atender todos os clientes que irão usufruir dos serviços prestados. Segue layout em anexo. 4.2.5 Construção Esta fase de planejamento é realizada para analisar o mercado local, referente à qualidade de mão de obra e matérias disponíveis, com o intuito de contratar empresas capazes de realizar bons serviços, e não gerar atrasos no canteiro de obra. Exemplos de itens a serem analisados: 41 • Planejar o tipo de solução que será necessária para o canteiro de obra e levar em consideração as terceirizações e o uso de pré-moldados; • Desenvolver checklist como método de avaliação, com intuído de contratar as empresas mais qualificadas. Sempre verificar a companhia como um todo, não apenas o menor orçamento, levando em conta métodos de treinamento de equipe, atendimento ao cliente, responsabilidade com prazo e feedback de outros profissionais. Ao contratar a primeira da lista, deixe a segunda de sobreaviso, para caso dê problemas com a contratada existe a segunda opção; • Uma vez definido o pré-moldado, é necessária a vistoria para realização da patolagem, verificação de altura da viação, espaço para içamento no terreno perante a construção e planejar percurso de transporte dos perfis pré-moldados, além de planejar o percurso do transporte para não ocorrerem problemas, tendo a necessidade de verificar inclinação e largura das vias que dão acesso ao terreno. 4.2.6 Resultado do estudo de viabilidade Ao analisar o local foi constatado que: • Não havia vegetação de parte arbórea; • Não possui nenhum tipo de córrego, rio ou nascente; • Local de fácil acesso para locomoção de grandes estruturas pré- fabricadas; • O zoneamento permite a categoria de uso necessária, para uso e ocupação do lote; • Não é área de preservação ambiental; • Não é área de mananciais; • Nãofoi encontrado nenhum empecilho documental, conforme certidões realizadas; • A companhia de energia tinha disponível energia trifásica para o empreendimento, sem necessidade de gastos maiores com gerador; • Por conta do vasto espaço do terreno, os cabos de energia na testada do lote não dificultaram a montagem da estrutura pré-fabricada e nem para realizar a patolagem do guindaste. 42 Com todos os anseios e necessidade da rede varejista sanadas, o terreno da Avenida Paulina de Moraes, 396, Vila Ophélia, foi aprovado e realizado o acordo entre investidor e rede varejista, dando início aos trâmites da obra (Figuras 11 e 12). Figura 11 - Fachada do Terreno Fonte: Google Maps (2011) Figura 12 - Localização do Terreno Fonte: Google Maps® (2011) 43 4.3 Planejamento in loco O planejamento in loco se faz extremamente necessário para se ter um fluxo construtivo contínuo, de modo de evitar atrasos ou acúmulos de operações acontecendo ao mesmo tempo em determinada fase da obra. Previamente à qualquer execução da obra é de extrema importância realizar os cálculos de materiais, delimitar prazos e acordar entregas com todas as áreas envolvidas nos determinados processos a fim de mitigar os problemas que possam vir a ocorrer. Durante a execução da construção do galpão, aplicando a filosofia de construção enxuta (Lean Construction), a construtora “A” adotou o processo de zero estoque, no qual todos os processos foram previamente planejados para que ocorressem as entregas de materiais e execuções dos processos nos prazos previamente determinados, evitando assim acúmulo e desperdício de materiais, tempo e mão de obra. No planejamento foram decididos os tipos de execuções que seriam realizadas em cada etapa construtiva do galpão, exemplificando quatro fases: fundação, estrutura, fechamento e cobertura. Na fundação foi utilizada o tipo Estaca Escavada, e aplicando o conceito de zero estoque foi executada esse tipo de fundação a modo de ganhar em eficiência e agilidade, dado que a aplicação é mecânica e se utiliza de materiais que após o uso ainda podem ser reutilizados como o gabarito metálico e as formas a fim de se evitar desperdício e acúmulo desnecessário. Para a estrutura foi utilizado a Estrutura Pré-Fabricada que oferece um grande ganho de tempo e energia, tendo em vista que se faz a aplicação mediante planejamento prévio, aplicando o treinamento para gerar segurança aos funcionários, assim, mitigando erros de execução que são muito comuns no processo de construção estrutural convencional. Na fase de fechamento, foi utilizada a alvenaria estrutural, cujos blocos são muito utilizados pela sua regularidade e acabamento mais refinado, facilitando, assim, os cálculos prévios para execução desta etapa. Com o planejamento prévio faz-se o cálculo de tamanhos e quantidade de cada bloco a ser aplicado na construção. Somente após isso foi realizada a compra para o recebimento apenas do material necessário para se aplicar, de modo a se evitar 44 acúmulo e gasto excessivo ou falta de material que causaria uma trava na execução do processo. Para a cobertura foi utilizada a telha trapezoidal sanduíche com estrutura pré-fabricada, pensando no mesmo ganho que a construção da estrutura, na cobertura foi aplicada esse tipo material para haver um ganho de tempo e planejado a forma de se mitigar os erros. 4.3.1 Cronograma O cronograma foi desenvolvido para ajudar no controle e andamento da construção a fim de que se tenha uma boa visão geral do que está sendo executado e qual o próximo passo, tendo como princípio a negociação prévia das etapas futuras da construção, executando, assim, a técnica Just in Time sendo o método sem estoque na construção enxuta. A obra foi prevista para ser executada em prazo máximo de 270 dias (9 meses), contados a partir da data de entrega do projeto executivo, que ocorreu no dia 18 de abril de 2016. Conforme anexo, no cronograma geral de execução foram descritas todas as fases de cada etapa construtiva do galpão, cuja finalização e entrega final se deram em 95 dias (3 meses) corridos, na data do dia 22 de julho de 2016. Fez-se um acompanhamento no escritório da obra que continha as informações de cronograma de fácil acesso para que fosse possível manter o acompanhamento das entregas, andamento e da execução de cada fase construtiva, garantindo, assim, o processo construtivo contínuo e aplicando o método da ferramenta do Lean Construction de Controle Visual do Process 4.3.2 Orçamento Para a obra, destinada a rede varejista, foi desembolsado uma quantia de R$ 1.688.714,57 reais, para a realização completa do galão, conforme tabela 2. 45 Tabela 2 - Orçamento Galpão - Itapeva SP 1 Projetos / Legalização R$ 32.800,00 1.1 Legalização R$ 12.600,00 1.2 Projeto Legal R$ 5.800,00 1.3 Projeto de Arquitetura R$ 600,00 1.4 Projeto Combate Incêndio R$ 4.000,00 1.5 Projeto Hidraúlico R$ 3.500,00 1.6 Projeto Pavimentação R$ 3.500,00 1.7 Projeto Movimento de terra R$ 2.800,00 2 Entrada de Energia R$ 26.000,00 2.1 Protocolo Entrada de Energia R$ 2.500,00 2.2 Montagem do Padrão Entrada de Energia R$ 7.000,00 2.3 PADRÃO ENTRADA DE ENERGIA 54 < D <6 R$ 11.000,00 2.4 Entrada de Água e Esgoto R$ 3.000,00 2.5 Material para Montagem do Padrão para ligação de Água e esgoto R$ 2.500,00 2.6 3 Administração R$ 220.267,23 3.1 Administração R$ 220.267,23 4 Serviços iniciais R$ 133.000,00 4.1 Serviços iniciais R$ 15.000,00 4.2 Tapumes R$ 9.500,00 4.3 Conteiners R$ 2.500,00 4.4 Limpeza de Terreno R$ 9.000,00 4.5 Movimentação de Terra R$ 95.000,00 4.6 Sondagem R$ 3.000,00 5 Fundação Profunda R$ 263.092,34 5.1 Material e mão de Obra R$ 263.092,34 6 Estrutura Pré-fabricada + Cobertura R$ 409.160,00 6.1 Estrutura Pré-fabricada + Cobertura R$ 409.160,00 7 Mão de Obra e material Civil R$ 155.465,00 7.1 Topografia R$ 2.400,00 7.2 Vedação R$ 109.065,00 7.3 Emboço R$ 44.000,00 3 Elétrica R$ 100.000,00 3.1 Tubulação Aerea - interna R$ 34.000,00 3.2 Cabeamento - Interna R$ 66.000,00 4 Hidráulica R$ 47.300,00 4.1 Reservatório de incêndio R$ 34.000,00 4.2 Aguas Pluviais R$ 3.000,00 4.3 Esgoto R$ 3.500,00 4.4 Distribuição Água Fria R$ 3.400,00 46 4.5 Intalações Contra Incêndio R$ 3.400,00 5 Pavimentação R$ 118.000,00 6 Contenção R$ 88.000,00 7 Pintura MA e MO R$ 32.000,00 8 Esquadrias Metálicas R$ 38.000,00 9 Esquadrias Madeira R$ 17.630,00 10 Limpeza Final R$ 8.000,00 Total Orçamento R$ 1.688.714,57 Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 4.4 Canteiro de obra – Execução Para que o fluxo do projeto tivesse uma boa transparência e organização, foram realizadas formas de interação visual nas dimensões do galpão, através do sistema 5S, gerando ganho de nitidez e melhoria na produtividade do galpão. O processo foi aplicado em diversos setores e etapas, a partir do início da obra com sinalizações de segurança, movimentação, estoque e equipamentos. Conforme relatório operacional esse gerenciamento, foi atribuído ao conceito de Curvas ABC, conforme figura 13 no qual cada setor e fase tinham seus responsáveis no nível de hierarquia, com relevância na execução de cada etapa que estava a acontecer, e todos deveriam caminhar juntos e alinhados para o cumprimento de cada fase, ocasionando ganho de tempo e menos retrabalho com o fácil acesso as ferramentas de forma praticacom um local de trabalho limpo e organizado. Figura 13 – Planilha de Planejamento ABC Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) Com o desenvolvimento de construção enxuta foi dado prioridade em determinadas etapas do canteiro de obra para a otimização do tempo, sendo: • Projeto Executivo Nesta etapa se executou toda elaboração para a realização da construção, desde as cotações de orçamentos a consolidação de todos os 47 protocolos iniciais. Como sendo a fase inicial, o projeto executivo e todas as suas vertentes ocorreram ao mesmo tempo, com a harmonia de todas as frentes necessárias, proporcionando um alinhamento excelente para que pudesse começar as fases construtivas. • Definição de Logística de Canteiro Se baseando na ferramenta de Arranjo Físico Posicional, instituíram cada local de utilização comum da obra em pontos estratégicos para um melhor fluxo, como por exemplo: portão da obra, WCs, Escritório e Almoxarifado. • Reunião de início de obra in loco - Procedimentos, Cronograma, Produtividade Esperada / Palestra - Segurança do trabalho. A fase seguinte decorre de um trabalho intensivo de alinhamento e treinamento para os funcionários e todos os envolvidos no processo construtivo. Essa também é mais uma aplicação prática de conceito de Lean Construction, se trata do operador polivalente, que consiga atuar em diversas frentes, fazendo que consiga auxiliar outros setores de produção além do seu próprio. • Locação de obra A fase de locação foi onde se deu todo o processo de fundação da obra, como foi planejada e decidida previamente, desde o modo de execução até os fornecedores que serviriam os materiais. O processo se deu sem estoque, utilizando um dos principais conceitos de construção enxuta, que é trabalhar sem estoque para que se tenha um controle de tempo de execução e construção sem que se perca prazo e ocorra qualquer erro por falta de planejamento. Graças a esse planejamento, a execução total se deu em apenas duas semanas conforme relatório técnico da obra. • Estrutura Pré-Fabricada Logo após a execução da fundação, já estava planejado o início da construção da estrutura pré-fabricada, feito os acordos e a contratação com as empresas para que a execução fosse realizada no prazo de 10 dias, entretanto foi possível agilizar o processo e concluído em 7 dias. • Estrutura de Cobertura Para a cobertura foi utilizado os mesmos equipamentos da estrutura pré- fabricada, com isso houve uma eliminação de atividade no fluxo, pois os 3 dias restantes de contrato do pré-fabricado foi realizado para execução. • Instalações Hidráulicas 48 No mesmo tempo que ocorria a etapa descrita aqui anteriormente (estrutura pré- fabricada), em paralelo se dava a fase de construção das instalações hidráulicas, utilizando a ferramenta de Arranjo Físico onde dois processos que tem características similares possam ser executados juntos, obtendo-se, assim, um grande ganho de tempo e aproveitamento de espaço no momento da execução. • Instalações Elétricas Na mesma semana que se iniciaram as instalações hidráulicas, deu-se início à parte elétrica da obra, com a montagem do padrão de energia da concessionária. Existindo setores que necessitavam de mais atenção, por conta de serem mais demorados, como a instalação do frame relay e execução de cabeamento aéreo com rabichos para iluminação. • Materiais de obra Este setor é responsável por realizar a alvenaria de vedação e acabamento com a colocação de esquadrias, revestimentos, emboço, aplicação de gesso, dentre outros serviços. Há a necessidade do engenheiro de segurança do trabalho para orientar o serviço em altura. • Pintura Após finalizar o preparo das paredes e piso para receber a tinta, é iniciada a pintura de todo galpão, que foi planejada junto à equipe. Importante salientar que a equipe também necessita de acompanhamento do engenheiro de segurança do trabalho. • Serralheria Profissional capacitado para execução das grades, portões, escada marinheiro, entre outros serviços, tendo o setor de suprimentos acompanhando a quantidade e qualidade do serviço contratado, junto com setor de qualidade. • Limpeza Última etapa antes da entrega do galpão, para realizar a limpeza de todo galpão. • Entrega da obra Ao entregar a obra, é realizado o check-list de toda construção, momento este para reunir toda equipe que realizou os serviços, com a função de acompanhar a vistoria junto do setor de qualidade, para não haver a necessidade de retornar a obra, por falta de serviços realizados. 49 4.4.1 Técnicas Construtivas • Estaca Escavada Este método é executado por escavação mecânica, com máquina rotativa, com objetivo de perfurar o solo e, em seguida, preencher com concreto projetado. A estaca escavada tem característica de resistência elevada, facilidade de alterar as dimensões do diâmetro perfurado, praticidade no preparo da armadura e não há necessidade de grandes transportes. • Pré-fabricado A estrutura pré-fabricada no galpão, foi utilizada para acelerar o andamento da obra, por não ser necessário aguardar o tempo de pega do concreto, não havendo necessidade do uso de formas e, após a montagem da estrutura, já se pode iniciar diversas frentes de trabalho. Este método tem como desvantagem o transporte. • Alvenaria No fechamento do galpão foi utilizado bloco de concreto vazado, por ser mais resistente que o bloco cerâmico, tendo menor desperdício de material e maior produtividade, tendo em vista as dimensões maiores. • Cobertura Foi utilizada estrutura pré-fabricada com telha trapezoidal sanduíche, a pedido da locadora conforme estudo de viabilidade. 4.4.2 Aplicações Lean Construction Foram aplicadas em prática alguns conceitos e ferramentas Lean Construction, antes e durante a obra do galpão comercial. Primeiramente, o planejamento dessas aplicações se desenvolveu sobre as etapas colocadas em planilha do cronograma mostrada no anexo e, em seguida, padronizou-se a maneira de execução das mesmas de forma semanal, assim a construtora “A” com apoio dos seus colaboradores realizou o planejamento da semana seguinte de forma antecipada, inserindo as tarefas a serem executadas na semana, garantindo o cumprimento da tarefa nas datas previstas para início e conclusão. No planejamento estratégico foi aplicado o conceito do aumento da transparência do processo, que teve por finalidade o esclarecimento de toda a 50 dinâmica e dificuldades que a obra poderia apresentar, com o intuito de identificar os possíveis erros e facilitando a interceptação da equipe na tarefa caso identificada, além da transparência com investidor, realçando os limites de intervenção por meio contratual. O estudo de viabilidade teve o seu papel importante para a construção e, com controle visual do processo, foi possível perceber quais facilidades ou dificuldades o terreno do galpão teve, o instrumento utilizado para essa ferramenta Lean foi o check-lists, ou seja, lista de verificação do terreno que trouxe toda a avaliação para a construção enxuta, caso alguma patologia constatada no início, a equipe já teria esse laudo para inserir no planejamento ou tempo para a escolha de outro terreno, caso fosse necessário. A melhoria contínua dos processos no galpão, conforme descrito no item 4.2.5, teve como foco principal o monitoramento dos fornecedores, equipe de execução e atividades em geral. Foram atribuídas notas para esses serviços, colocando em prática a avaliação para obter padronizações na qualidade do projeto, ou em futuras obras da construtora e, assim, se alcançou melhoria sólida e consistente, eliminando falhas de execução. Outra ferramenta do Lean Construction que foi utilizada na construção do galpão é a operação puxada, onde foi fundamental para evitar o desperdício e o excesso de materiais espalhados pelo canteirode obras e a falta de direcionamento no processo de produção dos operadores, afinal, todo material que chegava para realização, era utilizado no decorrer da atividade, e ao final da tarefa, novos matérias eram entregues para produção continua de novos processos. Na execução do pré-fabricado mais a cobertura foi utilizada para as ambas as atividades os mesmos equipamentos e ferramentas, com isso houve uma eliminação de atividade no fluxo, pois os 3 dias restantes de contrato do pré-fabricado foi realizado para execução, graças ao treinamento ao longo da obra, tivemos funcionários polivalentes para a realização da estrutura de cobertura, gerando redução no tempo de ciclo da produção. 51 4.5 Memorial fotográfico Figura 14 - Execução da sondagem Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) Figura 15 - Execução de Tapumes Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 52 Figura 16- Marcação da terra para início da fundação Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) Figura 17 - Início da movimentação de terra Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 53 Figura 18 - Posicionamento entrada de água, padrão SABESP Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) Figura 19 - Início da fundação rasa Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 54 Figura 20 – Arrasamento fundação rasa Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) Figura 21 - Fundação Rasa Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 55 Figura 22 - Montagem das formas para fundação Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) Figura 23 - Montagem das formas in loco Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 56 Figura 24 - Concretagem dos blocos de fundação Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) Figura 25 – Alvenaria de fechamento Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 57 Figura 26 - Dreno, alvenaria, janelas e portas na área de vendas Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) Figura 27 - Alvenaria e reboco no escritório Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 58 Figura 28 - Hidráulica, drenos, alvenaria e reboco na etiquetagem Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) Figura 29 – Alvenaria, reboco e dreno na Padaria Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 59 Figura 30 - Alvenaria, contrapiso e esquadrias na reserva Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) Figura 31 – Fachada em finalização Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 60 Figura 32 – Pintura em estado final Fonte: LICEU ENGENHARIA (2016) 5 RESULTADO E DISCUSSÃO Através do estudo de caso realizado neste trabalho, foi constatado que possuir um processo de planejamento obtendo uma equipe polivalente é de vital importância para garantir que a obra seja entregue no prazo, com qualidade e dentro dos custos planejados. Porém para ser desenvolvido é necessário ter engenheiros com interesse de inserir a filosofia Lean Construction na construção civil e uma equipe disposta a aprender. Podemos obter e observar que a ideia de se aplicar e realizar uma obra com o método de Lean Construction é muito mais complexa e trabalhosa do que o teórico, entendemos que em diversos momentos e etapas alguns conceitos do Lean foram aplicados mesmo que indiretamente, mas não podemos considerar que foram exatamente executados corretamente. Para chegarmos nessa análise, a seguir apresenta-se a aplicação do formulário Kurek et al (2006), especificando o diagnóstico dos serviços na obra, através do que foi relatado ao longo do trabalho demostrado na tabela 1. 61 Tabela 1– Formulário de Avaliação Formulário de Avaliação Nx 1 Reduzir a parcela de atividades que não agregam valor 1 1.1 A obra possui um arranjo físico para armazenamento de materiais, visando minimizar a distância entre locais de descarga e os respectivos locais de utilização? 0 1.2 Existem evidências de redução de atividades de movimentação, inspeção e espera (utilização de algum dispositivo de melhoria do fluxo do processo)? 2 2 Aumentar o valor do produto através da consideração das necessidades do cliente 1,333333 2.1 Os processos são mapeados e identificados os clientes e seus requisitos? 2 2.2 Existe retroalimentação com projetistas, como reuniões onde são debatidos os requisitos dos clientes? 1 2.3 Existe planejamento das tarefas a fim de garantir requisitos dos clientes internos na sequência de atividades? 1 3 Reduzir a variabilidade 1 3.1 Existem procedimentos padronizados para execução das tarefas? 2 3.2 Existem procedimentos padronizados para recebimento dos materiais? 1 3.3 Existe controle da variabilidade na execução das tarefas? 0 4 Reduzir o tempo de ciclo da produção 2 4.1 Existem boas condições de trabalho, com segurança e equipamentos adequados aos operários? 2 4.2 Existe uma divisão dos ciclos de produção (como pacotes de trabalho, conclusão de uma metragem especificada, conclusão por pavimento)? 1 4.3 Existe alguma evidência de eliminação de atividades de fluxo que fazem parte de um ciclo de produção? 3 5 Simplificar através da redução do número de passos ou partes 1,25 5.1 É evidenciada a utilização de elementos pré-fabricados, kits ou máquinas polivalentes no processo de produção? 2 5.2 Existe um planejamento do processo de produção? 1 5.3 Existe uma constante avaliação do processo, buscando a melhoria (reuniões, discussões para identificação de simplificação das operações?) 1 5.4 Existe uma organização no canteiro com relação ao armazenamento de equipamentos e material visando eliminar ou reduzir a ocorrência de movimentação e deslocamento? 1 6 Aumentar a flexibilidade de saída 2 6.1 O processo construtivo permite a flexibilidade do produto, rapidamente, sem grandes ônus para a produção (como utilização de divisória de gesso acartonado, lajes planas)? 2 6.2 As equipes de produção são polivalentes? 2 62 7 Aumentar a transparência do processo 1,75 7.1 O canteiro de obras está livre de obstáculos visuais como divisórias? 2 7.2 No canteiro são utilizados dispositivos visuais, como cartazes, sinalização e demarcações de áreas? 2 7.3 São empregados indicadores de desempenho que tornam visíveis atributos do processo? 1 7.4 São empregados programas de melhoria na organização e limpeza como o programa 5S? 2 8 Focar o controle no processo global 1,5 8.1 A empresa faz parceria com fornecedores, no sentido de reduzir atividades que não agregam valor no momento da entrega e qualidade do material. 2 8.2 Existem planejamento e controle da produção a fim de garantir a entrega da obra no prazo? 1 9 Introduzir melhoria contínua no processo 1,25 9.1 Existem evidências, exemplos de dignificação e iniciativas de apoio à mão de obra? 2 9.2 Existem procedimentos para monitorar as ações corretivas (as causas reais) e a eliminação com ações preventivas? 1 9.3 A gestão é participativa, são aceitas sugestões de funcionários? 2 9.4 Utilizam-se indicadores de desempenho para monitoramento de processos? 0 10 Referências de ponta (benchmarking ) 1 10.1 A empresa conhece seus próprios processos (estão descritos e entendidos?) 2 10.2 São evidenciados aprendizados a partir de práticas adotadas em outras empresas similares? 0 10.3 Adapta as boas práticas encontradas na sua realidade? 1 NOTA GLOBAL 1,28030 Conforme apresentado, concluímos que a obra em questão está numa fase entre planejamento e incorporação da filosofia Lean Construction, entendemos que a rápida conclusão da obra, antes do prazo estipulado em contrato de 270 dias, está atrelada ao método construtivo pré-fabricado, que já entrega o produto pronto, exigindo apenas a montagem, mas não deixa de ser uma forma de aplicar a filosofia Lean Construction, através dos métodos de redução da variabilidade diminuição do tempo de ciclo da produção. É importante ressaltar a busca da construtora “A”, em qualificar ainda mais a equipe, durante o andamento da obra, para que em obras futuras os funcionários se aperfeiçoem neste novo modelo de trabalho. 63 Comopodemos observar, foi constatado pontos a melhorar através da avaliação, e mediante a esta análise iremos apresentá-las e sugerir melhoras através das ferramentas Lean. • Introduzir melhoria contínua no processo: Foi diagnosticado a falta de reuniões ao longo do processo construtivo, através do cronograma de obra, onde no Lean Construction é importante para monitorar as ações corretivas e criar ações preventivas. Sugerimos maiores interações entre equipes para verificar se os processos estão sendo executados da maneira correta, bem como definir novos procedimentos para implementação de indicadores de desempenho. • Reduzir a parcela de atividades que não agregam valor: Pela falta de arranjo físico da obra e sistema de análise da produção dos operários nós não encontramos a redução de parcelas de atividades que não agregam valor no dia a dia da obra. Logo sugerimos o uso do mapa de fluxo de valor para ser possível analisar e tentar reduzir atividades que não agregam ao sistema e conseguir mapear a produção dos operadores com um layout da obra e implementar um plano de ação para alcançar o objetivo. • Diminuir a variabilidade nos processos: Observamos que ainda não há um processo que visa minar a variabilidade da aplicação do processo de construção, para a empresa seria viável focar no desenvolvimento nas próximas obras através do controle de qualidade no momento de execução das tarefas através do método Kaizen que busca a padronização e melhoria continua dos processos. • Aplicar os conceitos teóricos: Sabemos que por ser uma ferramenta construtiva nova, podemos considerar o Lean Construction pouco explorado na pratica, mas conhecemos seus conceitos e ferramentas que devem ser melhores aplicados e para que isso seja mais explorado as empresas precisam buscar se aperfeiçoar e adaptar em todos os âmbitos. Para a empresa “A” aqui analisada, ficou explicito que entendem muito do 64 conceito, mas ainda não aplicam em todas as suas áreas, principalmente no ambiente corporativo onde as decisões são tomadas. Podemos sugerir que apliquem os conceitos de Lean não só no momento construtivo, mas sim a partir do seu escritório para que a empresa “A” venha a se destacar no mercado podendo se tornar referência quando se trata de Lean. Há muito o que se destacar na execução desta obra porem, também a muito o que melhorar no quesito de mudar a filosofia de execução e realmente começar a aplicar os métodos Lean Construction. Aprendemos aqui, que, esse novo método construtivo que vem cada vez mais se fazendo necessário pelos seus infinitos ganhos de eficácia, eficiência, variabilidade e habilidade de adaptar a processos diversos ainda é muito complexo de se aplicar. As empresas e principalmente os novos profissionais de construção civil precisam conhecer e estudar esse novo método, para que haja cada vez mais estudos e testes de aplicação para que o Lean venha ser de fato o principal método construtivo no nosso país. Para a empresa do nosso estudo de caso foi aprendido que ainda há muito o que melhorar, mas já estão dispostos a aplicar alguns métodos para o ganho de eficácia e entenderam que através disso a empresa também tem muito a ganhar por ser um conceito novo no Brasil, podem se tornar referência do método através do refinamento do aprendizado e amadurecimento da aplicação de Lean Construction em suas futuras obras REFERÊNCIAS BIBLIGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9062: Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado. 3.ed. Rio de Janeiro, 2017. Disponível em: <http://professor.pucgoias.edu.br/sitedocente/admin/arquivosUpload/14026/mat erial/NBR9062_2017.pdf>. Acesso em: 01 abr. 2021. 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Visados DUPLO DUPLO DUPLO DUPLO DUPLO DUPLO DUPLO DUPLO FLV Baixo com 2 Alturas FLV Baixo com 2 Alturas FLV Baixo com 2 Alturas FLV Baixo com 2 Alturas FLV Baixo com 2 Alturas FLV Baixo com 2 Alturas SB SB CILHA CILHA CILHA CILHACILHA CILHA CILHACILHACILHACILHA CILHACILHA CILHACILHA CILHA CILHACILHACILHACILHA BCAR1 ABSABS Testeira - 1,60 x 0,60 Testeira - 1,30 x 0,60Testeira - 1,30 x 0,60 BP BPBP BCAR1BCAR1 C4 C4 HI2 HI1 BPBP BP FATIADORAFATIADORA SELADORA FREEZER HORIZONTAL M A X I CILHA Testeira - 1,30 x 0,60 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 B + 3 0.80 B + 3 0.80 C + 2 C 0.80 B + 7 1.30 B + 6 BBB 1.30 B + 5 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 CB + 5 4 Barra 40 Ganchos M1C5 0.80 B + 5 0.80 B + 5 AL 0.80 C + 2 C 1.30 B + 5 0.80 B + 6 1.30 B + 6 0.80 B + 6 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 B + 5 0.80 B + 5 0.80 C + 2 C 0.80 C + 2 C 0.80 C + 2 C 0.80 C + 2 C 0.80 C + 2 C 0.80 C + 2 C 0.80 C + 2 C 0.80 C + 2 C B + 5 1 Barra 5 Ganchos B + 5 1 Barra 5 Ganchos 1.30 B + 7 0.80 C + 3 C 0.80 B + 7 1.30 B + 7 0.80 B + 7 0.80 B + 7 0.80 B + 4 CHU6 0.80 C + 3 C 0.80 B + 6 0.80 B + 6 0.80 B + 6 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 1.30 B + 5 0.80 B + 6 1.30 B + 6 0.80 B + 6 1.30 B + 6 0.80 B + 6 0.80 B + 6 1.30 B + 5 0.80 B + 5 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 B + 5 0.80 B + 5 0.80 B + 5 0.80 B + 5 0.80 B + 5 0.80 B + 4 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 B + 5 D D D D D 0.80 B + 5 0.80 B + 5 0.80 B + 6 1.30 B + 5 1.30 B + 5 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 C + 3 C 0.80 B + 4 0.80 B + 4 0.80 B + 4 0.80 B + 4 1.30 B + 2 0.80 B + 2 0.80 B + 2 0.80 B + 2 0.80 B + 2 0.80 B + 2 0.80 B + 2 0.80 B + 4 0.80 B + 4 0.80 B + 4 0.80 B + 4 0.80 B + 4 0.80 C + 2 C 0.80 C + 2 C 0.80 C + 2 C 0.80 C + 2 C 0.80 C + 2 C 0.80 C + 2 C 0.80 C + 2 C 0.80 C + 2 C 0.80 C + 2 C 0.80 C + 2 C 1.30 B + 6 0.80 B + 6 1.30 B + 6 0.80 B + 6 1.30 B + 6 1.30 B + 6 0.80 B + 6 0.80 B + 6 3 Estantes 1 Barra 9 Ganchos 3 Cestos V5 L-3 L-3L-3L-3 L-3L-3L-3 L-3L-3L-3 L-3L-3 1 9 . 3 0 5.91 KS18-B KS18-BKS18-BKS18-BKS18-B 30.40 3.628.472.867.142.40 Detalhe: P A R E D E GRELHA COLARINHO KS18-B CLIMATIZADOR PISO FORRO ISOPOR 4 0 0 0 m m 100mm 4 0 0 0 m m 690*690mm ABERTURA 100mm DISTANCIA DO FORRO Abertura Parede Detalhe: ESCALA FOLHA S/ ESCALA 1 / 1 CLIENTE: DATA ASSUNTO TITULO: PLANTA - BAIXA PROJETISTA BRUNO DESENHISTA BRUNO REVDATA 24/11/2016 3 NOTAS: Dia Brasil 578 - DONA PAULINA - ITAPEVA - SP 23/09/2016 00 LAYOUT CLIMATIZADORES 14/10/2016 01 LAYOUT CLIMATIZADORES 28/10/2016 02 ABERTURA PAREDE 24/11/2016 03 LAYOUT LOJA K S 1 8 - B KS18-B 1.100*1.100*1.000 18.000 1.100W / 4,8A SAIDA DE AR SAIDA DE AR SAIDA DE AR PARTE LATERAL DA MAQUINA 75 C*L*H mm PESO / Kg 29/11/2016 04 LAYOUT CLIMATIZADORES Tarefa 02 /0 3/ 20 16 06 /0 3/ 20 16 10 /0 3/ 20 16 14 /0 3/ 20 16 19 /0 3/ 20 16 24 /0 3/ 20 16 29 /0 3/ 20 16 03 /0 4/ 20 16 08 /0 4/ 20 16 13 /0 4/ 20 16 18 /0 4/ 20 16 24 /0 4/ 20 16 30 /0 4/ 20 16 06 /0 5/ 20 16 12 /0 5/ 20 16 18 /0 5/ 20 16 24 /0 5/ 20 16 30 /0 5/ 20 16 05 /0 6/ 20 16 11 /0 6/ 20 16 17 /0 6/ 20 16 23 /0 6/ 20 16 29 /0 6/ 20 16 05 /0 7/ 20 16 11 /0 7/ 20 16 17 /0 7/ 20 16 23 /0 7/ 20 16 29 /0 7/ 20 16 04 /0 8/ 20 16 10 /0 8/ 20 16 15 /0 8/ 20 16 20 /0 8/ 20 16 Prospecção de Terrenos 5 Empreendimento (Invest, Client., "match") 3 Estudo de Viabilidade Layout de Projeto 1 Legalização 2 Operações (Pré-Estudo Mix Varejo) 2 Estudo de Viabilidade para Liceu 1 Pré Orçamento 1 Apresentação à Liceu 1 Aprovação Liceu 0 Estudo de Viabilidade para os Investidores 2 Apresentação do Estudo aos investidores 1 Aprovação dos Investidores 1 Apresentação para Clientes Finais (Dia, etc) 2 Aprovação dos Clientes Finais (DIA, etc) 2 Elaboração de contratos DIA x Investidor 3 Assinatura de Contrato DIA x Investidor 3 Elaboração de Contrato Liceu x Investidor 4 Criação SPE 3 Pré Projeto Projeto de Fundação 8 Projeto Estrutural 8 Projeto de Instalações Hidráulicas / Incêndio 8 Projetos de Instalações Elétricas 8 Projetos Complementares 4 Projeto Executivo 2 Execução do Orçamento Geral da Obra 2 Protocolo de Projeto de Prefeitura 2 Protocolo de Projeto AVCB 2 Protocolo Projeto entrada de Energia 2 Protocolo Projeto Abast de Àgua / Esgoto 2 Protocolo Projeto Abast. Gás 2 Protocolos Pontuais (Remoção de Árvores etc.) 2 Alvarás Comunicação de Inicio de Obra 2 Elaboração de PPRA 2 Elaboração PCMSO 2 Execução do Orçamento Base da Obra 2 Execução de Liberação de Requisições Curva "A" 1 Execução de Liberação de Requisições Curva "B" 0 Execução de Liberação de Requisições Curva "C" 0 Reunião de Inicio de Obra / Definição de Logistica de Canteiro Entrega de Material para Execução de Tapume / Portão da Obra 4 Montagem Tapume / Portão da Obra 1 Entrega Container escritório,WC's, Almoxarifado/ Vivência 2 Montagem Escritório, WC's, Almoxarifado /Vivência 2 Entrega e instalação de Cameras e Móveis / Informática Escritório 2 Entrega de Pasta de legalização/Alvarás/ Comunicado Inicio de obras/Livro de Inspeção/ PPRA /PCMSO/PCMAT 1 Entrega de Projetos plotados com 2 cópias de cada (os projetos deverão ser arquivados em pastas, sendo uma cópia para obra e a outra será mantida em arquivo no "mobiliário do Escritório) e entrega de Fluxogramas gerais da Obra e Projeto logistico de Canteiro 2 Entrega e Instalação da Placa da Obra com informações sobre responsáveis técnicos e numeros de alvarás 2 Elaboração de Contratos SPE x Empreiteiros 3 Assinatura de Contratos SPE x Empreiteiros 2 Entrega de Documentação ref aos Funcionários dos Empreiteiros 2 Fornecimento de dados cadastrais dos Empreiteiros para pagamento SPE 2 Implantação de pedidos "Mãe" conforme contratos dos Empreiteiros na "SPE" 2 Reunião de inicio de obra in loco - Procedimentos, Cronograma, Produtividade Esperada / Palestra - Segurança do trabalho 1 Entrega de Material para Execução de " Lava - Rodas" 3 Execução de "Lava Rodas" 1 Implantação de Eixos Principais e cotas de Niveis 1 Entrega de Material para Execução de Gabarito Metálico 2 Execução de Contenções 4 Movimentação de Terra 4 Demolições 4 Retirada de Caçambas de Entulho 2 Execução de Gabarito Metálico 3 Locação de obra 1 Entrega de materiais para Execução da Fundação - AÇO 2 Mobilização de Equipamento para Execução de Fundação Profunda 2 Cronograma de Concretagem de Fundação Profunda 1 Cronograma de Controle tecnológico para Execução da Fundação profunda 1 Treinamento Fundação Profunda 1 Execução da Fundação Profunda 4 Mobilização de Equipamento para Arrasamento mecanizado 2 Locação e entrega de Equipamento para Arrasamento Manual 2 Arrasamento e medições das Excentricidades - Soluções 4 Cronograma de Concretagem "Soluções Excentricidades" 1 Cronograma de Controle tecnológico para "Soluções Excentricidades" 1 Entrega de material para execução de Soluções - Excentricidades 2 Execução de solução "VB's" - Excentricidades 3 Entrega Materiais para Execução Fundação Rasa - Aço 2 Entrega Materiais para Execução Fundação Rasa - Madeiramento 2 Entrega Materiais para Execução Fundação Rasa - "Contra - Barranco" 2 Cronograma de Concretagem de Fundação Rasa 1 Cronograma de Controle tecnológico para Execução da Fundação Rasa 1 Has Built Fundação Profunda 1 Treinamento Fundação Rasa 1 Execução da Fundação Rasa ( Atentar para Conferência da locação dos pilares x blocos) 1 Estrutura Pré Moldada Entrega de Pilares Pré Moldados 4 Mobilização de Guincho para Montagem "Pré Moldado" 2 Entrega de Documentação ref aos Funcionários da Pré Moldagem 1 Treinamento Montagem Pré Moldado / Segurança do Trabalho 1 Execução da Montagem do Pré Moldado 8 Cobertura Metálica Entrega Estrutura e Telhas " Cobertura metálica" 2 Treinamento Montagem Cobertura Metálica / Segurança do Trabalho - "Trabalho em Altura" 1 Montagem das Treliças e Içamento 6 Instalação e Travamento das Treliças 4 Colocação de Telhas e Veda Ondas 3 Entrega e intalação de Rufos 2Entrega e instalação de Eólicos 2 Instalações Hidráulicas "Tubulações" Entrega de Material Ref. Rede de Drenos, Aguas pluviais, Esgoto, Wc's, Reservatórios, Cavalete de Entrada de água.Sitema contra Incêndio 2 Montagem do cavalete de entrada de água 1 Visita de Aprovação da Concessionária 1 Execução de Rede de Esgoto e Drenos 4 Execução de Descidas de águas pluviais 2 Execução de Rede de Alimentação de Água 2 Instalação de Reservatórios Superiores 2 Instalação de Reservatórios de Incêndio 2 Instalação de Sistema Contra Incêndio (Inclui Fixação de Extintores e Sinalização) 2 Visita de Aprovação Corpo de Bombeiro 1 Instalações Hidráulicas "Louças e Metais" 3 Entrega "Louças e Metais" e Conexões. Instalação de louças e Metais - (Vivência e Concessões ) 2 Proteção Louças e Metais 1 Instalações Elétricas Entrega de Material para Execução do Padrão de Energia - "Concessionária" 2 Montagem do Padrão de Energia 4 Visita de Aprovação da Concessionária 1 Entrega de Cabeamento, perfilados e afins 2 Entrega do Quadro Geral 2 Entrega dos Quadros (Evaporativo, Incêndio, Concessões e Nobreack) 2 Execução de Cabeamento Aéreo e Rabichos para Iluminação 3 Instalação do Quadro Geral 1 Instalação dos Quadros Afins 1 Entrega das Luminárias 2 Instalação Luminárias 3 Entrega do Material para Execução do Rack 2 Instalação de Rack 1 Execução de Tubulação seca para Frame Relay 1 Instalação frame Relay 1 Entrega do Cofre 2 Instalação do Cofre no Escritório do "Supermercado" 1 Entrega do Maquinário "Frio + e Frio -" 2 Instalação de Maquinário "Frio + e Frio - " 6 Entrega de Postes de Iluminação "Estacionamento" 2 Instalação de iluminação do Estacionamento 3 MO CIVIL Entrega de Material para execução de Alvenarias de Vedação 2 Entrega de Esquadrias de madeira 2 Entrega de Esquadrias de Ferro 2 Treinamento Execução de Alvenaria / Segurança do Trabalho - "Trabalho em Altura" 1 Marcação e elevação de Alvenarias 15 Colocação de Portas e janelas (Portas de Enrolar, Janelas c/ Tela Mosquiteiro e etc. ...) 4 Entrega de Material p/ Emboço e Aplicação de Gesso Liso 2 Treinamento Execução de Alvenaria / Segurança do Trabalho - "Trabalho em Altura" 1 Execução de Gesso Liso e Emboço Interno x Externo 12 Entrega de Revestimentos (Sanitários e Vestiários) 2 Entrega de Revestimentos (Fachada) 2 Entrega de Piso (Granito) 2 Entrega de Piso (Porcelanato, Gail) 2 Execução de Revestimentos Cerâmicos 4 Colocação de Pisos 4 Treinamento Execução de Piso / Segurança do Trabalho - 1 Entrega de Material para Execução de Piso Externo / Interno (Tela Q92, Lona preta, Espaçadores Treliçados) 2 Entrega de Materiais para Execução de Vagas Permeáveis (Divisórias pré moldadas, Brita 1 ou 2 ) 2 Entrega de Guias (Materiais para Recuperação e ou execução de calçada) 2 Execução de Piso Externo / Interno 4 Execução de vagas e ou áreas permeáveis 3 Execução e ou Recuperação de Calçadas. 4 Pintura Entrega de materiais para pintura Interna e Externa e Demarcações de Vagas. 2 Treinamento Execução de Pintura / Segurança do Trabalho - "Trabalho em Altura" 1 Aparelhamento interno e Externo 3 Pintura "Interna e Externa" Serralheria Entrega de "Serralheria " ( Escadas marinheiro, Corrimão, Quarda - Corpo, Tampas de Caixas de passagem, Portas de enrolar automáticas, janela, Grades para Janelas, Telas Mosquiteiro para Janelas, Portões para Estacionamento, potinhola para Cavalete d'água, Correntes para Estacionamento, Alçapão para Casa de Máquina, Chapa Xadrez e Etc..., ) 2 Treinamento "Serralheria" / Segurança do Trabalho. 1 Instalação de "Serralheria" 3 LimpezaEntrega de Materiais de Limpeza 2 Treinamento "Execução de limpeza" / Segurança do Trabalho. 1 Execução de limpeza Grossa 3 Execução de Limpeza Fina 2 Entrega de Obra Execução de Check list de Finalização de Obra 2 Execução de Itens Faltantes 2 Entrega de Obra para Assistencia Técnica "LICEU" 1 Reunião de Finalização de Obra (Abertura de "P. A's") 1 Elaboração de Cerimônia de Entrega (Marketing) 2 Entrega de Obra para Cliente Final 1 Encerramento de Contratos com Empreiteiros em Geral 2 Solicitação de "Termo de Quitação" aos Empreiteiros 2 Montagem e Arquivamento de Pasta de Obra 2 Execução de DNA da Obra ( Documento com descritivo de todos os fornecedores da Obra, bem como as garantias de cada serviço e ou material fornecido para Obra) 3 Encerramento de Contrato Liceu x Investidores 2 Fornecimento de Termo de quitação "LICEU" x Investidores 2 Encerramento da SPE 3 Obtenção de Alvará de Funcionamento de Galpão Comercial. 4