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Refletir sobre modelo biomédico de atenção à saúde e suas limitações

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CLARETIANO CENTRO UNIVERSITÁRIO
XXXXX – XXXXX
ATIVIDADE NO PORTFÓLIO
Atividade no Portfólio
Objetivos:
Refletir sobre modelo biomédico de atenção à saúde e suas limitações.
Descrição da atividade
Ao longo da Unidade 3 estudamos o modelo biomédico e suas limitações. O modelo biomédico de atenção à saúde, no contexto da história da saúde, passou a fazer parte do cotidiano de todos os profissionais da saúde, mas, atualmente, tem sido substituído pelo modelo psicossocial. Enquanto no modelo biomédico o homem era visto de uma forma mecanicista, o modelo psicossocial avalia o ser humano em todas as suas dimensões (bio/psico/social). Dessa forma, elabore um texto de pelo menos uma página, descrevendo de que forma, na prática como futuro profissional da saúde, você pode superar o modelo biomédico e suas limitações. Através do estudo das Unidades 1 e 2, tivemos acesso ao conhecimento sobre a influência de fenômenos históricos e culturais na esfera da Medicina. Vimos como o saber médico interveio na forma de configuração do social, entrelaçado com a valorização da vida como uma tecnologia de poder própria da modernidade – o biopoder. Foi possível compreender, conceito sociológico de saúde, a saúde como um fenômeno social, fato resultante das interações humanas, produto da vida em sociedade: educação, família, religião. E também as práticas médicas, nas relações entre médico e paciente, principalmente nos 2 últimos séculos, no qual temos tido uma compreensão mais ampla dos sistemas de cura e dos modelos de gestão na saúde.
Nessa unidade, unidade 3, poderemos entender melhor sobre o modelo biomédico, deixando também explicações sobre suas limitações e comparando/explicando com o modelo biopsicossocial. Com o desenrolar do século XX, a expectativa de vida aumentou consideravelmente. Podem ser elencados como fatores fundamentais para tal: o saneamento básico, a melhoria da nutrição, a criação de sistema de esgotos e higiene, a redução das taxas de mortalidade natal e infantil, a melhora na alimentação, a melhora nas condições de habitação e a invenção das vacinas e antibióticos.
O modelo biomédico surgiu embasado na teoria do universo, e segue o modelo de ciência positiva do século XIX. Essa concepção, do universo ser visto como um sistema mecânico, também respingou na concepção de homem que foi tratado como tal pelos médicos da época. As principais limitações do modelo biomédico são as centralizações, apenas na doença e na assistência médica, que visa à cura. Ela fragmenta a ciência médica, pois trata o corpo em partes – também chamado de modelo de teoria mecanicista, pois enxerga o ser humano como uma máquina. Ainda, segundo o modelo biomédico, a saúde constitui a liberdade de doença, dor ou defeito, o que torna a condição humana normal (saudável). O foco desse modelo sobre os processos físicos, tais como patologia, a bioquímica e a fisiologia de uma doença, não leva em conta o papel dos fatores sociais ou subjetividade individual. Nesse, uma pessoa saudável, seria como um relógio funcionando perfeitamente, e em perfeitas condições mecânica, já uma pessoas doente, seria como um relógio com defeito, cujas peças não estão funcionando como deveria.
O modelo biopsicossocial permite que a doença (patologia) seja vista como um resultado da interação de mecanismos celulares teciduais, organísmicos, interpessoais e ambientais. Ele foi elaborado e defendido por Engels em 1977, a partir da crítica à insuficiência da epidemiologia tradicional em abordar a saúde como um fenômeno radicado na organização social, de que a doença não é somente uni casual, como visto no modelo biomédico.
Logo, entendo que para poder superar o modelo biomédico e suas limitações, devo sempre estar ajustando-o, adaptando-o e aceitando-o junto ao modelo biopsicossocial. Fica claro, que, a mente e o corpo podem ser tratados de forma separada. O corpo patológico (doente) pode ser manipulado, investigado e tratado isoladamente sem considerar outros fatores, evidente que o tratamento deve ser prestado somente por médicos/especialistas. Porém, nós como futuros educadores físicos temos a responsabilidade na promoção da educação para a saúde no âmbito da prevenção de comportamentos de risco, tem de ter em conta não só a informação (técnico-científica), mas também, a aquisição de competências para atitudes conscientes para com os riscos em saúde, sendo para tal importante desenvolver os níveis de literacia para a saúde das pessoas e das populações – para uma esperança de vida mais saudável.
Referências Bibliográficas
Sociologia aplicada à saúde / Fernando de Figueiredo Balieiro – Batatais, SP: 
Claretiano, 2015.
https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/7640/1/BM%20%26%20HP%20co
mp-risco.pdf
https://www.researchgate.net/publication/262658753_A_crise_do_modelo_biomedico_
e_a_resposta_da_promocao_da_saud

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