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33 PLANEJAMENTO E ELABORAÇÃO DE CARDÁPIOS Unidade II 3 CARACTERÍSTICAS DO CARDÁPIO O objetivo principal de um cardápio é informar ao cliente a lista de preparações produzidas pelos estabelecimentos comerciais e institucionais, estimulando a venda dos produtos e, consequentemente, gerando lucro para os restaurantes. Você já viu como devem ser a estrutura básica e os atributos de um cardápio para que ele seja atrativo para os clientes e competitivo no mercado. A partir de agora você verá algumas características importantes das preparações que farão parte do cardápio e que devem ser consideradas no momento de planejar a lista de alimentos do cardápio. 3.1 Visual Uma preparação culinária é capaz de despertar os mais variados sentidos: o olfato, o paladar, a memória afetiva e a visão. Diz um ditado popular que “primeiro comemos com os olhos e depois com a boca”. De fato, o aspecto visual de uma preparação culinária e de um prato desperta a vontade de provar os sabores ali presentes. Algumas regras básicas devem ser levadas em consideração em relação ao aspecto visual das preparações que compõem um cardápio. A decoração dos pratos, por exemplo, deverá estar em consonância com a atualidade. Elementos decorativos doces ou salgados, além de melhorar a visualização do prato, podem aportar sabor e texturas extras. A seguir, algumas sugestões de decoração de pratos: • Combinar cores: purês de cores claras podem ser decorados com alimentos de cores fortes, como salsa e cebolinha verde-escuras ou flores de beterraba. • Utilizar diferentes cortes diversifica a aparência da preparação. São exemplos de cortes: — Juliana (tiras). — Burnoise (cubos). — Boleadas. 34 Unidade II — Chiffonade. — Jardineira (torneados). — Macedônia (cubos). — Mirepoix (ralado grosso). — Vichy (em rodelas). — Sticks (bastões). — Cubed (cubos pequenos). — Campesina (losangos planos). — Oblique. • Mesclar legumes de maneira a destacar suas cores: em uma salada de legumes contendo cenoura e vagem, por exemplo, você poderá criar fileiras de cenouras e vagens, destacando suas cores. • Acrescentar frutas e flores em saladas: o mix de frutas e flores em saladas traz um colorido ao prato, que, além de despertar os sentidos, contribui para um maior aporte de vitaminas e minerais na refeição. Lembre-se de que um prato colorido e com alimentos in natura é um prato saudável! • Criar maneiras alternativas de apresentação: por exemplo, no lugar de enrolar crepes, panquecas ou canelones, faça trouxinhas e amarre com uma cebolinha aferventada. • Acrescente sabores, além do aspecto visual: a decoração de um prato não necessita ser meramente visual, ela poderá aportar mais sabor e textura ao prato. Por exemplo, incluir mini croutons (quadradinhos de pão tostado) em um prato de salada, incluir lascas de amêndoas em um arroz branco, incluir rodelas de tomate em um filé de peixe, incluir gergelim torrado sobre um pão de fermentação natural, entre outros, são técnicas que agradam o visual e aportam mais sabor aos pratos. • Harmonizar as cores no cardápio e no prato que será servido: uma refeição composta de macarrão ao sugo, salada de tomate e caqui de sobremesa torna a refeição monótona e baseada na cor vermelha. O ideal seria servir o macarrão ao sugo com salada de folhas verdes escuras e abacaxi com raspas de limão e mel de sobremesa, ou seja, três cores distintas que trazem harmonia no momento da refeição. Não esqueça que a decoração e o aspecto visual dos pratos também devem estar adequados ao tipo de serviço que o restaurante disponibiliza. 35 PLANEJAMENTO E ELABORAÇÃO DE CARDÁPIOS Em um self-service as cubas de comidas prontas para consumo poderão ir para os buffets quentes e frios já decoradas. No entanto, após os primeiros clientes se servirem, o aspecto visual já não será o mesmo para os próximos clientes. Orientar os funcionários a repor as cubas sempre que necessário melhora o aspecto visual das preparações servidas nesses restaurantes. Em serviços especializados em fornecer refeições para jantares, almoços ou festas/eventos, a montagem das ilhas de comidas deve ser realizada pensando no aspecto visual dos alimentos que farão parte daquela ilha. Frequentemente, nesses tipos de evento, a variedade alimentar é grande, assim as preparações devem ser destacadas para apoiar o cliente em sua escolha. Colocar placas ou displays com os nomes das preparações auxilia as pessoas em suas escolhas e traz um aspecto mais profissional ao serviço. Lembrete Ao montar um cardápio, tente inserir preparações que se complementem em relação a visual, textura e paladar. Lembre-se de que comemos primeiro com os olhos, então cuide do visual dos pratos! 3.2 Texturas, temperos e ingredientes Futuramente você aprenderá todas as técnicas de cozinha que são as bases para os métodos de cocção dos alimentos e que irão apoiar você na escolha de preparações que tragam diferentes texturas e cortes aos alimentos. No momento, vamos focar texturas básicas que os pratos deverão apresentar e a combinação entre essas texturas, que são fundamentais para agradar qualquer paladar. É importante incluir no cardápio alimentos de consistência líquida, macia, cremosa, áspera, crocante, úmida, seca, dura, fibrosa e, numa mesma preparação, garantir diferentes texturas. Por exemplo: servir um creme de ervilha de entrada e logo depois um purê de mandioquinha não irá trazer novas sensações ao paladar do cliente em relação à textura e irá remeter à consistência de dietas hospitalares. Saber mesclar preparações com texturas secas e úmidas, cremosas e crocantes, fibrosas e macias será importante, e você terá, futuramente, a oportunidade de testar as mais variadas combinações de texturas. A escolha dos temperos corretos para cada prato também é fundamental na harmonia das preparações e traz características peculiares para cada um deles. Os picles são picantes, o molho à baiana é apimentado, a pizza tem orégano e remete à cozinha italiana, os currys são característicos da cozinha indiana, o wasabi (tempero em pasta), da culinária japonesa. A seguir você verá exemplos de ervas e temperos clássicos e suas aplicações nas preparações culinárias. • Sal: potencializador de sabor, usado em praticamente todas as receitas e algumas vezes em pratos doces para realçar sabor. Saber dosar a quantidade de sal na comida é uma questão importante 36 Unidade II para os chefs e cozinheiros. O excesso de sal na dieta causa sérios problemas de saúde, como a hipertensão, e o brasileiro consome quatro vezes mais sal do que o recomendado (SARNO et al., 2013). O sal pode ser do tipo sal grosso, sal iodado, sal marinho, sal do himalaia, flor de sal. • Pimenta-do-reino: é uma especiaria muito comum na culinária brasileira e conhecida desde a Antiguidade. Pode ser utilizada em carnes, molhos, saladas, purês. Tem uma ampla utilização culinária. • Orégano: erva muito utilizada na cozinha do mediterrâneo, especialmente na Itália. De sabor marcante, pode ser utilizada seca ou fresca em molhos de tomate, pizzas, pães, acompanhando queijos e entradas frias ou quentes. • Tomilho: é um pequeno arbusto com folhas aromáticas que são utilizadas frescas ou secas. Pode ser utilizado em carnes brancas, molhos e marinadas. • Alecrim: erva aromática de sabor bem marcante e, por isso, deve ser utilizado com cuidado. Também pode ser utilizado fresco ou seco em batatas assadas, carnes de porco, cozidos. É uma erva ótima para ir ao forno acompanhando os assados, pois libera aroma quando aquecido. • Hortelã: também conhecida como menta, é uma erva que aporta frescor aos pratos. É muito utilizada na culinária árabe, acompanhando quibes, molhos que serão servidos com cordeiros, entre outros pratos. Também é muito utilizada na culinária brasileira para infusões e decorações de pratos. • Cominho: pode ser utilizado em semente ou moído (pó). É muito apreciado nas culinárias baiana e mexicana, pois tem sabor acentuado e ao mesmo tempo fresco.• Açafrão: originário de uma raiz de cor amarelada, o açafrão é utilizado para dar cor e sabor a pratos como risotos, paellas, cozidos, carnes brancas, entre outros. Na culinária espanhola, os pistilos da planta são muito apreciados em paellas para dar cor ao prato. • Páprica doce: é obtida por meio de uma variedade de pimentão que, depois de seco, é moído. Tem sabor intenso e coloração avermelhada que também aporta cor aos pratos como paellas e molhos. Na culinária espanhola e na mexicana, é um condimento muito utilizado. • Páprica picante: deriva de outra variedade de pimentão mais apimentado que, depois de seco e moído, origina essa variedade de páprica. Seus usos culinários são muito parecidos com os da páprica doce; no entanto, a picante deixa os pratos mais fortes e pode não agradar aqueles que não gostam do sabor apimentado. • Coentro: a erva fresca é muito utilizada na culinária do norte e do nordeste do país. Aporta frescor aos pratos e geralmente é utilizada em pequena quantidade, na finalização dos pratos. As sementes de coentro também são utilizadas como especiarias; quando aquecidas e moídas, liberam um incrível aroma e podem ser utilizadas em pratos como carnes vermelhas, molhos, entre outros. 37 PLANEJAMENTO E ELABORAÇÃO DE CARDÁPIOS • Salsa: a erva fresca é bastante utilizada na Região Sudeste do Brasil para compor molhos vinagrete, pastas e patês, massas, arroz, farofas, carnes de todos os tipos. É uma erva muito versátil e rica em ferro. • Cebolinha: a cebolinha fresca também é bastante utilizada no Brasil, em marinadas, carnes, molhos, para aportar frescor na finalização dos pratos; acompanha peixes crus, guacamole, entre outros. • Sálvia: é uma erva muito utilizada para aromatizar manteigas que irão acompanhar diversas massas. Pode ser utilizada em carnes brancas e suaves, por seu frescor e suavidade. Geralmente ela libera seu aroma quando aquecida e em contato com algum tipo de gordura (manteiga, azeite, óleo). 3.3 Tipos de preparo, temperaturas, viabilidade e nomenclatura clássica As preparações culinárias apresentadas em um cardápio poderão ser bastante variadas em cores, sabores, texturas e tipos de preparação. O importante é possuir uma variedade de preparações ao longo da semana para agradar a todos os tipos de clientes. Futuramente, você verá com detalhes o passo a passo de preparações clássicas e contemporâneas. Por ora, vamos nos ater aos conceitos básicos de preparações que você poderá incluir no seu cardápio. Os alimentos poderão ser apresentados crus, assados, fritos, ensopados, à milanesa, guisados, ao molho, no vapor, gratinados, entre outras opções. Lembre-se que, antes de incluir no cardápio alguma preparação específica, você deve verificar se sua cozinha possui todos os utensílios e equipamentos necessários. Por exemplo, incluir batata frita para 300 pessoas sem possuir uma fritadeira elétrica parece algo insano, ou então servir uma batata gratinada para 500 pessoas sem possuir um forno combinado também poderá ser outro desastre. Quanto à temperatura de servir e também de armazenar as preparações feitas com antecedência, devemos fazer algumas considerações importantes. Em primeiro lugar, os pratos quentes, como sopas, devem ser servidos fumegantes; sorvetes jamais devem ser servidos derretidos; sucos, na maioria das vezes, gelados ou ao gosto do cliente; saladas, na maioria das vezes, frias e frescas, e assim por diante. Alguns cuidados extras em relação à temperatura devem ser tomados por restaurantes do tipo self-service, que deixam as comidas nos balcões térmicos. As temperaturas devem ser sempre superiores a 60 oC para evitar qualquer tipo de proliferação de bactérias e, consequentemente, a contaminação alimentar, assim como deverão ficar o menor tempo possível expostas, segundo a RDC 216, publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa (BRASIL, 2004). Viabilizar significa tornar algo viável, acessível, possibilitar, proporcionar. Pensando em viabilidade aplicada ao planejamento de cardápios, significa proporcionar ou acessar os gêneros alimentícios e insumos que serão utilizados na cozinha para o preparo das refeições que compõem o cardápio. 38 Unidade II É muito comum os restaurantes, na falta de planejamento, ou dependendo da política de compras das empresas, substituir alimentos frescos in natura por enlatados, congelados, em pó, entre outros. Isso acontece, muitas vezes, em regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos, onde a precariedade na distribuição de insumos alimentares é maior. Assim, caberá a você, no momento de compor seu cardápio, valorizar os alimentos regionais aos quais você tem mais acesso e que estejam mais próximos de você. Identificar a rede de produtores mais próxima do estabelecimento pode ser um caminho para viabilizar todas as preparações do cardápio. A viabilidade não atinge somente os insumos, segundo Teichmann (2009), ela pode ser afetada devido à mão de obra, ao número de comensais, ao material do salão, às possibilidades financeiras do cliente, aos equipamentos e utensílios a serem utilizados na área de produção, ao tamanho das câmaras frias etc. O conhecimento das preparações culinárias e nomenclaturas clássicas também é um ponto importante na elaboração e caracterização de um cardápio. A criatividade é um ponto importante no diferencial do cardápio. No entanto, utilizar termos clássicos para designar uma preparação que não tem nada parecido com a receita clássica descaracteriza o serviço e mostra despreparo profissional. Ao montar e planejar um cardápio, o profissional deverá conhecer todos os ingredientes que serão utilizados na preparação clássica e ainda conhecer os pratos que acompanham/guarnições para estas preparações. Conhecer a fundo as receitas clássicas evita que durante o planejamento do cardápio você verifique que na sua região aquele ingrediente não é vendido ou comercializado. Substituir ingredientes de receitas clássicas por outros equivalentes nem sempre funciona, e você acabará criando outra preparação não fiel àquela que desejava. A seguir, alguns exemplos de termos clássicos utilizados em alguns pratos e seus ingredientes principais: • Filé mignon à cubana: filé grelhado, arroz mexido com ovos, batata palha, banana à milanesa, palmito à milanesa e ervilha. • Cassoulet: feijão-branco, molho bechamel, peito de frango, paio, cenouras e cebolas. • Coq au vin: peito, coxa e sobrecoxa braseados no vinho tinto, com cebola, cogumelos e bacon. • Chicken curry (frango indiano): frango em pedaços temperado com sal e empanado com farinha de trigo. Fritar e cozinhar na manteiga, cebola, maçã-verde picada, pó de curry, vinho branco, creme de leite, amido de milho e leite de coco. • Bife à parmegiana: bife à milanesa, coberto com fatias de muçarela e molho de tomate. Leva-se ao forno para finalizar. • Camarão à Thermidor: Camarão cozido em court-bouillon (carcaça de peixes ou carnes brancas cozidas em água, vinagre, vinho e ervas aromáticas, e depois coadas; é um fundo acidulado, utilizado como base para molhos e líquidos de cocção), servido com molho e cebolas, vinho 39 PLANEJAMENTO E ELABORAÇÃO DE CARDÁPIOS branco, velouté (manteiga, farinha de trigo, fundo de ave e sachet d’épices) de peixe e creme, gratinado com queijo e manteiga. Em outro momento do curso você terá contato com as técnicas culinárias clássicas e conhecerá os nomes dos pratos e as receitas que poderá incluir em seus cardápios. Saiba mais Para conhecer mais sobre ervas e temperos regionais, leia o livro: ARAÚJO, M. A. M. As ervas na cozinha. Rev. Antropol., São Paulo, v. 41, n. 2, p. 273-275, 1998. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S0034-77011998000200015&lng=en&nrm= iso>. Acesso em: 29 jun. 2016. 4 MODELOS DE CARDÁPIOS Agora que você já aprendeu os atributos básicos de um cardápio, suas principais características e algumas regras para sua elaboração, você verá alguns exemplos práticospara identificar cardápios dos mais diferentes tipos e saber identificar a sequência de pratos e combinações de alimentos. Na montagem de um cardápio é importante ter conhecimento dos tipos de serviços que compõem uma refeição. Geralmente os tipos de serviços são agrupados segundo as características dos pratos ou preparações. É importante que, ao ler o cardápio, o cliente identifique a ordem dos serviços dos restaurantes, ou seja, logo nas primeiras páginas devem estar descritas as entradas, depois os pratos principais e assim por diante. Veja a seguir um exemplo de uma ordem clássica de serviços com as preparações adequadas a cada tipo de serviço que um estabelecimento comercial poderá oferecer: Quadro 5 – Ordem dos serviços de forma tradicional e de forma atual Ordem tradicional de serviços Ordem contemporânea – Atual 1º Hors-d’oeuvre frio (entrada fria) 1º Entrada2º Sopa 3º Hors-d’oeuvre quente (entrada quente) 4º Pescados 2º Pescado 5º Prato principal 3º Prato principal 6º Entreé 7º Sorbet 8º Assado 40 Unidade II 9º Entremet 4º Sobremesa 10º Queijo 11º Doce 12º Fruta Adaptado de: Teichmann (2009). Entrada, pescado, prato principal, sobremesa e, eventualmente, outro tipo de serviço que irá compor o cardápio deverão possuir uma variedade de preparações sempre que possível. Em restaurantes institucionais ou comerciais do tipo self-service a variação dos alimentos que compõem cada tipo de serviço pode sofrer alteração segundo o esquema a seguir: Quadro 6 – Principais preparações e seus alimentos correspondentes em cardápios institucionais ou comerciais do tipo self-service Preparação Alimento Saladas Verduras cruas Legumes crus Legumes cozidos Maionese de legumes Saladas mistas (legumes e verduras diversos) Prato-base Arroz Feijão Pratos principais (fontes proteicas, na maioria das vezes) Carnes sem osso Carnes com osso Massa Guarnições Verduras cozidas Legumes cozidos Batata frita Batata palha Cremes Massas Sopas Diversas Sobremesas Doces Frutas Molhos Vinagrete Diversos Adaptado de: Abreu, Spinelli e Pinto (2016). 41 PLANEJAMENTO E ELABORAÇÃO DE CARDÁPIOS Lembrete A ordem tradicional de serviços é geralmente utilizada em restaurantes clássicos. Nos restaurantes comerciais os cardápios estão, frequentemente, estruturados em entrada, prato principal, sobremesas e bebidas. Agora veja exemplos de cardápios de acordo com a ordem de serviços, preparações e a descrição de cada preparação: Quadro 7 – Modelo de cardápio Pratos frios Aves Salada mista (Tomate, alface, palmito, cebola, azeitona) Melão com presunto Salpicão de frango Ovos à russa (Ovos recheados com salada russa) Frango brasileirinho (Grelhado, farofa, banana à milanesa, batatas fritas) Frango imperial (Grelhado, purê de batatas, ervilhas e aspargos) Suprema de frango cairo (À milanesa, arroz egípcio) Sopas e cremes Carnes Canja especial (Filé de frango desfiado, cenoura, batata, tomates e arroz) Sopa de ervilhas Creme de mandioquinha Creme de palmito Filé mignon vichy (Grelhado, creme de cenouras, temperos verdes, queijo em fatias, gratinado) Filé mignon saint-jacques (Grelhado, bacon, ervilhas, palmitos, molho estrogonofe) Medalhões de filé ao madeira (Grelhado, purê de batatas, molho madeira) Filé mignon soberana (grelhado, batatas noisettes, abacaxi caramelado e cogumelos) Peixes Sobremesa Filé de linguado cecília (Grelhado, aspargos, molho bechamel, queijo ralado, gratinado) Filé de peixe à espanhola (Grelhado, legumes, molho de tomate, cebolas e pimentão) Filé de peixe à moda da casa (À milanesa, arroz à grega, molho americano) Pudim de laranja Sagu com molho de baunilha Salada de frutas Adaptado de: Teichmann (2009). Ao planejar um cardápio para um prazo específico de tempo, ou seja, uma semana, um mês, quinzenal, finais de semana, uma das ferramentas bastante utilizadas é o planejamento horizontal. 42 Unidade II Como funciona o planejamento horizontal de cardápios? O planejamento horizontal de cardápios é feito em etapas e, com isso, fica mais fácil visualizar todas as preparações que farão parte do cardápio, evitando repetições e monotonia. Nesse modelo, é possível também observar a harmonia de cores, texturas, modos de preparo, temperos e temperaturas dos pratos. No planejamento horizontal, os primeiros itens alimentares a compor o cardápio serão o prato principal, geralmente composto por alimentos de origem animal de fonte proteica (são considerados pratos principais: carne de vaca, carne de porco, carne de peixe, carne de frango, ovos, pratos especiais, como feijoada, estrogonofe, carnes exóticas, embutidos, vísceras, miúdos, proteínas de soja para os vegetarianos). Depois da escolha do prato principal, é a vez de escolher seu acompanhamento/guarnição, depois selecionar todas as entradas frias/saladas, entradas quentes e sopas, e, por último, incluir as sobremesas que irão compor aquele dia de cardápio. A seguir, veja um exemplo clássico de aplicação de um planejamento horizontal de cardápios. O primeiro passo é construir uma planilha com os espaços relativos ao tempo para o qual você deseja planejar o cardápio. Nesse exemplo vamos construir um cardápio de seis dias na semana contendo quatro tipos de serviços. Então: Quadro 8 Serviço Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Entrada Prato principal Guarnição Sobremesa Veja que você poderia ter construído a planilha para uma maior quantidade de dias, mas isso irá depender do planejamento do restaurante, da viabilidade, do tipo do estabelecimento, do processo de compras, entre outros fatores que irão interferir na elaboração do cardápio. O segundo passo é completar o quadro com os pratos principais. Então: Quadro 9 Serviço Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Entrada Prato principal Filé de peixe grelhado Medalhão de filé com bacon Peito de peru assado Bife acebolado Estrogonofe de frango Filé mignon de suíno ao molho de laranja 43 PLANEJAMENTO E ELABORAÇÃO DE CARDÁPIOS Guarnição Sobremesa Uma vez definidos os pratos principais, o terceiro passo é completar o quadro com as guarnições. Então: Quadro 10 Serviço Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Entrada Prato principal Filé de peixe grelhado Medalhão de filé com bacon Peito de peru assado Bife acebolado Estrogonofe de frango Filé mignon de suíno ao molho de laranja Guarnição Tomates à francesa, abacaxi em rodelas grelhado Panaché de legumes: vagem, cenouras em cubos e couve-flor em bouquets Arroz à jardineira, batata- palha Purê de batatas decorado com salsa e cebolinhas frescas Batata sauté, mandioquinha chips Farofa de banana-da- terra, couve com lascas de alho dourado Sobremesa Uma vez definidos os pratos principais e acompanhamentos/guarnições, vamos agora para o terceiro passo, selecionar as entradas frias e quentes e as sopas. Quadro 11 Serviço Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Entrada Salada russa Vol au vent de camarão Mousse de pepino com presunto Salada mista de folhas, tomate, pepino e beterraba ralada Salada Caesar Salada macedônia de legumes com molho vinagrete à parte. Prato principal Filé de peixe grelhado Medalhão de filé com bacon Peito de peru assado Bife acebolado Estrogonofe de frango Filé mignon de suíno ao molho de laranja Guarnição Tomates à francesa, abacaxi em rodelas grelhado Panaché de legumes: vagem, cenouras em cubos e couve-flor em bouquets Arroz à jardineira, batata- palha Purê de batatas decorado com salsa e cebolinhas frescas Batata sauté, mandioquinha chips Farofa de banana-da- terra, couve com lascas de alho dourado Sobremesa Agora, o último passo é incluir as sobremesas no cardápio. 44 Unidade II Quadro 12 Serviço Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Entrada Salada russa Vol au vent de camarão Mousse de pepino com presunto Salada mista de folhas, tomate, pepino e beterraba ralada Salada Caesar Saladamacedônia de legumes com molho vinagrete à parte. Prato principal Filé de peixe grelhado Medalhão de filé com bacon Peito de peru assado Bife acebolado Estrogonofe de frango Filé mignon de suíno ao molho de laranja Guarnição Tomates à francesa, abacaxi em rodelas grelhados Panaché de legumes: vagem, cenouras em cubos e couve- flor em bouquets Arroz à jardineira, batata-palha Purê de batatas decorado com salsa e cebolinhas frescas Batata sauté, mandioquinha chips Farofa de banana-da-terra, couve com lascas de alho dourado Sobremesa Charlotte de nozes Peras flambadas com molho quente Alaska (sorvete tipo cascata com merengue gratinado) Salada de frutas com chantilly Tortinha de morango Laranjas flambadas com sorvete de creme Seu planejamento horizontal de cardápios está pronto! Exemplo de aplicação Pratique o planejamento horizontal de cardápios e tente montar outros esquemas com o mesmo formato do exemplo, mas para 15 e 30 dias! Saiba mais Para saber mais sobre o planejamento horizontal de cardápios, leia o livro: ABREU, E. S.; SPINELLI, M. G. N.; PINTO, A. M. S. Gestão de unidades de alimentação e nutrição: um modo de fazer. 6. ed. São Paulo: Metha, 2016. 4.1 Cardápios tradicionais Os cardápios tradicionais geralmente fazem parte de restaurantes comerciais com serviço do tipo à la carte, no qual o cliente opta pelo prato que deseja. Porém, como na maioria das vezes os pratos principais possuem preços mais elevados, o cliente acaba pedindo somente uma opção, que geralmente é o prato principal. Sendo assim, cardápios tradicionais também podem apresentar opções de empratados. No caso de um empratado, a refeição será composta por uma entrada, um prato principal, um acompanhamento/ guarnição e uma sobremesa. 45 PLANEJAMENTO E ELABORAÇÃO DE CARDÁPIOS No cardápio, o preço do empratado será único para as quatro preparações servidas. Geralmente, as porções servidas serão menores do que aquelas de pratos únicos, já que o cliente irá consumir quatro pratos, às vezes cinco ou seis, dependendo de quantos serviços o restaurante oferecer (por exemplo: entrada, pescados, carnes e aves, queijos, sobremesas, entre outros). É importante, neste cardápio do tipo empratado, garantir a padronização dos pratos na hora de servir. Para isso você poderá utilizar o auxílio de uma ficha técnica com a foto da preparação para se apoiar na montagem do prato. Nos cardápios empratados os chefs podem usar e abusar de sua criatividade, inserindo harmonizações entre os pratos e também bebidas. Veja um exemplo, adaptado de Teichmann (2009), de um cardápio tradicional com opções de empratado: Figura 5 – Exemplo de um cardápio tradicional com opções de empratado 4.2 Cardápios para coquetéis Esse tipo de cardápio é montado, geralmente, para eventos, festas, bodas e recepções. Nesse caso, é o cliente quem decide entre as opções de cardápios que a empresa possui ou aquele que o agrade mais e que esteja dentro do orçamento. Por isso, as empresas que trabalham com eventos devem possuir opções de cardápios com diferentes preços e composições de pratos para agradar a maior variedade de clientes. 46 Unidade II A seguir, alguns exemplos de cardápios de coquetel: Quadro 13 – Coquetel sem prato quente Salgados de festa frios e quentes Tipo Quantidade (por pessoa) Canapés variados 5 Quadradinhos de queijo coalho 2 Torradinhas com patê 2 Discos de queijo 20 g Empadinhas de palmito 2 Croquetezinhos de carne 3 iscas de frango com molho rémoulade 20 g Picadinho misto (queijo/presunto) 10 g Azeitona 5 g Docinhos Tipo Quantidade (por pessoa) Caramelados 1,5 Glaceados 2,5 Bebidas (determinadas pelo cliente) Água mineral Refrigerante Suco de tomate Cerveja Vermute Coquetel de frutas Coquetel de champanhe Uísque (fornecido pelo cliente) Adaptado de: Teichmann (2009). Quadro 14 – Coquetel com prato quente Salgados de festa frios e quentes Tipo Quantidade (por pessoa) Canapés variados 4 Torradinhas de pão preto com peito de peru defumado, queijo roquefort e caviar 1 Empadinhas de palmito 1 Croquetezinhos de frango 1 Minipolenta com ragu de linguiça 1 Bolinhos de bacalhau 1 Espetinho de queijo coalho com melaço 10 g Camarões à milanesa 2 Pratos quentes – todos acompanham arroz branco Tipo Quantidade (por pessoa) Camarões à catupiry (Molho catupiry, juliana de presunto, palmito, azeitonas e temperos verdes) ou 130 g/camarão 47 PLANEJAMENTO E ELABORAÇÃO DE CARDÁPIOS Iscas de filé à king (Molho ferrugem, pimentões coloridos, dados de cebola, amendoim) ou 150 g/filé delícias de frango à bourguignon (molho de vinho tinto, frango desfiado, cenouras, cebolinhas em conserva, bacon em cubos) ou 100 g/ave escalopes de vitela à moda do chef (molho cumberland, cogumelos, cubos de laranja, batatas duquesa) 110 g/vitela Sobremesas Tipo Quantidade (por pessoa) Fios de ovos 30 g Pudim de amêndoas ¼ fatia Pudim de claras e ovos moles ¼ fatia Mousse de café ¼ taça Papos-de-anjo em calda 1 Torta de profiteroles ¼ fatia Taças Rei Alberto ¼ taça Merengues recheados 2 Bebidas (determinadas pelo cliente) Água mineral Refrigerante Suco de tomate Cerveja Vermute Coquetel de frutas Coquetel de champanhe Uísque (fornecido pelo cliente) Coquetel alexander Coquetel half & half Gim tônica Campari Vinhos nacionais Adaptado de: Teichmann (2009). 4.3 Cardápios para buffets: frio e quente Esse tipo de cardápio funciona muito bem em restaurantes comerciais do tipo self-service, em que o cliente procura por variedades e quer comer pratos diferentes a cada dia. Como dissemos anteriormente, os restaurantes do tipo self-service devem ter até 24 pratos, sendo 16 do buffet frio e 8 do buffet quente (REGIOLLI, 2010). Muitas opções levam ao desperdício de comida e requerem maior planejamento e estrutura da cozinha para o preparo de tudo. São exemplos de preparações para o buffet frio, segundo proposta de Silva e Martinez (2008): • Salada de maionese: batata com atum. • Salada e raízes e tubérculos: beterraba imperial. • Saladas de laticínios/frios e conversas: queijo frescal com orégano. • Salada de legumes cozido: abobrinha à italiana. • Salada de grãos e cereais: grão-de-bico ao vinagrete. 48 Unidade II • Salpicão: salpicão de repolho. • Salada de folhas: salada de alface-americana. São exemplos de preparações para o buffet quente, segundo proposta de Silva e Martinez (2008): • Arroz. • Feijão. • Massas: rondelli ao sugo. • Salgadinhos: empadinha de palmito. • Batatas: batata-frita. • Legumes e cremes: creme de milho. • Carnes brancas: filé de frango grelhado. • Carnes vermelhas: carne assada com molho madeira Observação Atenção às quantidades de sal incluídas nas preparações do seu cardápio. O brasileiro já consome uma quantidade excessiva de sal na dieta. Observe isso nas preparações do seu cardápio. 4.4 Cardápios para bares Nos bares é importante que, além de bebidas alcoólicas e não alcoólicas, o cardápio possua opções de tira-gosto e petiscos, salgadinhos, sanduíches e até mesmo pequenos pratos para compartilhar. O cardápio de bar deve sempre harmonizar com a proposta e a decoração do ambiente. Ambientes de bares pedem cores mais fortes, mesas redondas e pequenas, arranjos florais baixos, luzes mais baixas, banquetas ao estilo americano diretamente posicionadas ao lado do balcão. O modelo do cardápio de um bar pode seguir algumas indicações gráficas: • Dimensões: 0,30 m de largura x 0,21 m de altura. • Material: papel cartonado com textura relevo. • Interior: papel gessado. 49 PLANEJAMENTO E ELABORAÇÃO DE CARDÁPIOS 0,21 0,30 Figura 6 Veja a seguir um exemplo de um cardápio de bar, adaptado de Teichmann (2009): Figura 7 – Exemplo de um cardápio de bar 50 Unidade II Observação Não esqueça: planejamento horizontal de cardápios é feito em etapas, e os primeiros itens alimentares a compor o cardápio são o prato principal, geralmente composto por alimentos de fonte proteica,o acompanhamento/ guarnição, as entradas frias e quentes e por último as sobremesas. Resumo Nesta unidade, abordamos que as características importantes das preparações que farão parte do cardápio e que devem ser consideradas no momento de planejar a composição de pratos são: visual (combinar cores, mesclar legumes, acrescentar frutas); texturas, temperos e ingredientes; e tipos de preparo, temperaturas, viabilidade e nomenclatura clássica. Os diferentes tipos de cortes auxiliam no momento de pensar nas preparações do cardápio e trazem um novo visual aos pratos. São exemplos de cortes: Juliana (tiras), Burnoise (cubos), Boleadas, Chiffonade, Jardineira (torneados), Macedônia (cubos), Mirepoix (ralado grosso). Assim, é comum encontrar em cardápios exemplos de nomes de pratos que fazem menção ao tipo de corte, por exemplo, Legumes à Juliana. As ervas e os temperos brasileiros devem ser explorados e com isso reduzir o consumo do sal como único tempero nos pratos. Salsinha, coentro, orégano, manjericão, tomilho, pimenta-do-reino são muito apreciados na nossa culinária, e explorar a infinidade de ervas aromáticas e temperos ajuda na elaboração de um cardápio mais personalizado. A viabilidade diz respeito a possuir todos os ingredientes necessários, mão de obra e equipamentos para poder desenvolver tudo o que foi planejado no cardápio. Nos cardápios planejados para self-service é muito importante ficar atento à quantidade de pratos que vão compor o buffet frio e o buffet quente. Recomenda-se que, para atender aproximadamente 300 pessoas, é necessário possuir até 24 pratos, sendo 16 pratos compondo o buffet frio e 8 compondo o buffet quente. Para a montagem de cardápios comerciais e institucionais, é comum utilizar o modelo de planejamento horizontal de cardápios. Nesse tipo de planejamento, os primeiros itens a compor o cardápio são os de fonte 51 PLANEJAMENTO E ELABORAÇÃO DE CARDÁPIOS proteica e mais caros (carne bovina, suína, aves, peixes etc.). A partir da definição do prato proteico, outros pratos vão compondo o cardápio, guarnições, prato-base, saladas, sobremesas, sempre fazendo composição de cores, texturas, sabores, modos de preparo diversos, para garantir a harmonia do cardápio. Nesse modo de planejamento é possível verificar em uma única planilha todas as preparações daquele cardápio e, com isso, evitar monotonia de cores, sabores, texturas e preparações. Os cardápios mais clássicos podem ser estruturados seguindo uma ordem de entrada dos pratos da maneira tradicional, a qual contempla, por exemplo, 1º Hors-d’oeuvre frio (entrada fria), 2º Sopa, 3º Hors-d’oeuvre quente (entrada quente), 4º Pescados, 5º Prato Principal, 6º Entreé, 7º Sorbet, 8º Assado, 9º Entremet, 10º Queijo, 11º Doce, 12º Fruta. No entanto, nos cardápios de restaurantes comerciais e institucionais, a ordem dos pratos é mais condensada, sendo o mais comum, por exemplo, 1º Entrada, 2º Pescado, 3º Prato principal, 4º Sobremesa. Porém essa ordem não é fixa e vai depender da estrutura da cozinha, do cardápio planejado, do estilo do restaurante, da clientela, entre outros fatores. Em cardápios para coquetéis, os pratos frios e os quentes devem ser harmonizados para garantir que o cliente faça escolhas saudáveis. A variedade de preparações quentes e frias vai depender do tipo e da capacidade do restaurante. Lembre-se de que muitas opções irão demandar uma cozinha com mais equipamentos e funcionários, maior custo e, algumas vezes, gerar mais desperdício pelos próprios clientes. É melhor variar as preparações um maior número de vezes durante a semana do que em um único dia. Os cardápios de bares geralmente são mais enxutos porque o foco são as bebidas alcoólicas e as não alcoólicas. Porém, é importante possuir opções de tira-gostos, petiscos e pratos únicos para acompanhar as escolhas dos clientes. O modelo do cardápio de bar sempre segue as cores e a temática do bar, assim como cardápios de restaurantes devem estar em consonância com a temática do local. Desse modo, para um cardápio ser bem-elaborado, é preciso ter conhecimento das características do público-alvo e da temática do restaurante, das regras de elaboração, dos diferentes tipos de cardápio existentes e de suas funções. 52 Unidade II Exercícios Questão 1. O restaurante X foi ampliado recentemente e o seu cardápio é composto de pratos típicos da culinária brasileira, com um toque autoral, que é alterado frequentemente de acordo com a safra das verduras e frutas, com o intuito de oferecer uma refeição mais saborosa. Considerando o texto e os cuidados na elaboração de um cardápio visando uma boa aceitação, leia as afirmativas a seguir. I – Ofertar alimentos de cores iguais na constituição do prato. Exemplo: batata ao creme, com frango ensopado e couve-flor à milanesa. II – Ofertar diferentes tipos de preparações de alimentos do mesmo grupo alimentar no cardápio. Exemplo: batata cozida, batata frita e purê de mandioca. III – Evitar alimentos com um único meio de preparo no cardápio. Exemplo: alimentos só cozidos, como batata, mandioca e mandioquinha. IV – Estabelecer um tempero único como base para a variedade de pratos ofertados. É correto apenas o que se afirma em: A) I e II. B) I e III. C) II e III. D) II e IV. E) I e IV. Resposta correta: alternativa C. Análise das afirmativas I) Afirmativa incorreta. Justificativa: o visual do prato interfere em sua aceitação, por isso é importante que os alimentos apresentem colorações diferentes. 53 PLANEJAMENTO E ELABORAÇÃO DE CARDÁPIOS II) Afirmativa correta. Justificativa: a variedade de oferta de alimentos do mesmo grupo alimentar aumenta as opções para o cliente, que pode, por exemplo, não gostar de mandioca e gostar de batata. III) Afirmativa correta. Justificativa: a variedade no modo de preparo dos alimentos aumenta a probabilidade de alguma preparação ser a que o cliente deseja. IV) Afirmativa incorreta. Justificativa: um cardápio não deve ser limitado a um tipo de tempero, e sim explorar diferentes sabores nas diferentes preparações. Questão 2. Um restaurante comercial tipo self-service oferece os seguintes alimentos: arroz, feijão, carne, verduras e legumes cozidos, batatas cozidas, alface, rúcula crua, vinagrete, frutas e doces que podem ser classificados como preparação: prato base, prato principal, guarnição, salada, sobremesa e molho. Leia as alternativas a seguir e selecione a que faz a associação correta. A) Prato base – arroz e feijão; prato principal – carne; guarnição – verduras, legumes e batatas cozidas; sobremesa – doce e frutas; molho – vinagrete; salada – alface e rúcula crua. B) Prato base – carne; prato principal – arroz e feijão; guarnição – batatas cozidas; sobremesa – doce e frutas; molho – vinagrete; salada – alface, rúcula crua, verduras e legumes cozidos. C) Prato base – arroz e feijão; prato principal – carne; guarnição – batatas cozidas; sobremesa – doce e frutas; molho – vinagrete; salada – alface, rúcula crua, verduras e legumes cozidos. D) Prato base – carne; prato principal – arroz e feijão; guarnição – verduras, legumes e batatas cozidas; sobremesa – doce e frutas; molho – vinagrete; salada – alface e rúcula crua. E) Prato base – arroz e batatas cozidas; prato principal – carne e feijão; guarnição – verduras e legumes cozidos; sobremesa – doce e frutas; salada – vinagrete, alface e rúcula crua. Resposta correta: alternativa A. Análise das alternativas A) Alternativa correta. Justificativa: o arroz e o feijão são designados prato base; as carnes, prato principal; os vegetais cozidos e tubérculos cozidos, de guarnição; as folhas cruas, de saladas; o vinagrete, de molho; e os doces e frutas, de sobremesas. 54 Unidade II B) Alternativa incorreta. Justificativa: o arroz e o feijão são designados prato base, já as carnes, prato principal. As verduras e os legumes cozidos são chamados de guarnição. C) Alternativa incorreta. Justificativas: as verduras e oslegumes cozidos são chamados de guarnição. D) Alternativa incorreta. Justificativa: o arroz e o feijão são designados prato base; as carnes, prato principal. E) Alternativa incorreta. Justificativa: as batatas cozidas são designadas guarnição, e não prato base. O feijão e o arroz são designados prato base. Já o vinagrete é designado como molho.