Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Lesões fundamentais 
Denominação clínica dada às alterações teciduais. 
Aplicação e uso: 
-Uniformizar e normatizar as alterações; 
-Facilitar a comunicação entre profissionais; 
-Agrupar as lesões em categorias; 
-Relacionar a lesão com o diagnóstico diferencial; 
-Avaliar a fase ou etapa de uma determinada doença; 
-Acompanhar evolução da patologia; 
(A lesão fundamental de uma doença é a lesão inicial) 
 
• Aumentos de volume (Intumescências) 
-Sólido (osso ou tecido) recebe a nomenclatura de nódulo (>3mm) ou 
pápula (>3mm) 
-Líquido (cístico, saliva, sangue, linfa, etc) recebe a nomenclatura de 
vesícula (<3mm) ou bolha (>3mm). 
• Aumento de espessura e alteração de cor 
Placa 
-Aumento de espessura do tecido (extensão maior que altura); 
-Não cede à raspagem (Placa não destaca); 
-Pode ficar esbranquiçado/amarelado (aumento da camada de queratina) 
ou avermelhado; 
Mancha 
-Alteração de cor tecidual, sem aumento da espessura; 
-Pode ser pelo aumento de melanina; 
Membrana 
-Tecido que se destaca frente à raspagem; 
-Tecido que se encontra aderido a uma região; 
(Diferença de membrana e placa: raspagem) 
• Solução de continuidade ou perda epitelial 
 Erosão 
-Perda superficial do epitélio sem exposição do tecido conjuntivo; 
-Mais extensa do que profunda; 
Úlcera 
-Perda de epitélio com perda de tecido conjuntivo; 
-Mais profunda, mas também é extensa; 
Sulco 
-Perda superficial e retilínea do epitélio sem exposição do conjuntivo; 
Fissura 
-Perda retilínea de epitélio com exposição do conjuntivo; 
(Lesão que atingem o tecido conjuntivo como Úlceras e Fissuras, tende a 
ser mais doloridas e sangrantes) 
 
 
 
• Outras lesões fundamentais 
Fistula 
-Conduto patológico que comunica a região infectada com outro sítio 
(meio externo) para permitir drenagem; 
Abcesso 
-Aumento de volume (bolha) com presença de pus de uma região 
infectada; 
-Geralmente envolvendo gengiva ou osso; 
Pústula 
-Vesícula com presença de pus; 
-Espinha; 
-Vesícula contaminada; 
Crosta 
-Região com membrana espessa e ressecada (tecido sanguíneo com fibras 
colágenas) -cicatrização; 
-Depois que você teve uma úlcera começa a formar uma crosta. Essa 
úlcera resseca e forma uma camada em crosta (casquinha); 
 
 
 
 
 
 
Alteração de cor da mucosa 
• Alteração de cor branca 
-Linha alba 
Linha branca de queratinização friccional, localizada na mucosa da 
bochecha paralela à linha de oclusão, relacionada a áreas dentadas. 
Assintomática, apresenta-se, em geral, bilateralmente, com extensão 
variável e não é removível à raspagem. Constitui uma reação à pressão ou 
à sucção da mucosa decorrente da atividade dos dentes posteriores. 
-Leucoedema 
Considerada condição 
hereditária 
caracterizada por área 
esbranquiçada difusa na 
mucosa bucal. É 
diagnosticado pelo 
exame físico de rotina 
em manobra clínica 
quando, ao se distender 
a mucosa, desaparece 
quase totalmente, 
retornando sua coloração normal após o relaxamento, fato que não 
ocorre com outras lesões brancas. 
 
 
-Leucoplasia 
O termo “leucoplasia”, lato sensu, significa crescimento branco que pode 
ser representado por variadas doenças que se iniciam com lesões 
brancas; stricto sensu, é considerada lesão branca com potencial de 
transformação maligna. 
 
-Liquen plano oral 
A etiologia não é conhecida. 
Atualmente é considerada doença 
inflamatória imunomediada, 
caracterizada pelo acúmulo de 
linfócitos T auxiliares e citotóxicos 
no infiltrado inflamatório 
subepitelial, recrutados por algum 
estímulo externo ainda 
desconhecido que causam a 
destruição da camada basal do epitélio pelo fenômeno de liquefação. 
 
 
-Queilite actínica 
Dentre os vários tipos de queilites, a solar é a mais frequente e 
importante, pela possibilidade de transformação maligna em carcinoma. 
 
-Verruga vulgar 
Pápulas em geral sésseis e elevadas, de consistência firme à palpação, 
coloração variada (rosa, branca) e superfície verruciforme. Quando 
acometem a mucosa bucal, são encontradas geralmente nos palatos duro 
e mole e na úvula. 
 
 
 
 
 
 
-Candidíase 
Os aspectos clínicos da 
candidíase pseudomembranosa 
aguda, popularmente 
conhecida por “sapinho”, são 
pápulas ou placas branco-
amareladas de dimensões 
diversas (Figura 7.19), que são 
removidas por simples 
raspagem, deixando área 
eritematosa e, às vezes, sangrante; esta manobra clínica possibilita a 
formulação da hipótese diagnóstica da doença. 
O diagnóstico diferencial inclui queratose irritativa, leucoplasia e líquen 
plano hipertrófico. 
Outras alterações 
■Sífilis recente (secundária) 
■Queimaduras químicas 
■Doença de Darier 
■Psoríase 
■Síndrome de Jadassohn e Lewandowsky (paquioníquia congênita) 
■Doença de Urbach-Wiethe (lipoidoproteinose) 
■Pitiríase rosada de Gilbert 
■Disqueratose intraepitelial benigna hereditária 
■Hábito de fumar Cannabis sativa (maconha). 
• Alterações de cor negra 
-Língua pilosa negra 
Caracteriza-se pela hipertrofia das papilas 
filiformes, o que confere à superfície dorsal da 
língua aspecto alongado e semelhante a pelos, e 
pela alteração de cor, principalmente decorrente 
de pigmentos exógenos oriundos de tabaco, café 
ou chá 
 
-Nevo pigmentado 
Considerada anomalia de 
desenvolvimento e, para 
outros autores, neoplasia 
benigna (multiplicação dos 
melanócitos). Também 
denominado nevo 
melanótico, desenvolve-se 
no epitélio ou no tecido 
conjuntivo, ou em ambos e, 
quando ocorre 
profundamente no tecido 
conjuntivo, tomando suas células aspecto fusiforme, é denominado nevo 
azul. 
 
Melanoma 
O melanoma primário de boca é 
raro comparativamente com os 
de pele. É uma das neoplasias 
malignas mais agressivas, 
podendo levar o indivíduo ao 
óbito em pequeno espaço de 
tempo. 
O diagnóstico diferencial é feito 
nas fases iniciais entre nevo 
pigmentado, nevo azul e, dependendo da sua localização, tatuagem por 
amálgama. 
O diagnóstico é obtido pelo exame histopatológico de material oriundo de 
biopsia incisional. 
O tratamento é de responsabilidade médica, na especialidade de 
oncologia. 
 
 
 
 
 
 
Lesões erosivas e ulcerativas 
Úlceras traumáticas 
A característica mais 
importante dessas lesões, que 
são, talvez, as mais comuns na 
mucosa bucal, é a relação entre 
causa e efeito. O fator 
etiológico mais frequente são 
os traumatismos de natureza 
mecânica: mordeduras (comuns 
em crianças após anestesias 
locais), dentes ou restaurações 
com fraturas, bordas de próteses, aparelhos ortodônticos, instrumentos 
odontológicos diversos, alimentos mais duros etc.; mas há outros fatores. 
Além dessas causas mecânicas, há casos de queimaduras por alimentos 
muito quentes (p. ex., pizza) ou acidentes em consultórios odontológicos 
com instrumentos pontiagudos, aquecidos ou instrumental elétrico, que 
não raro produzem ulcerações nas áreas afetadas. 
 
Mucosite oral 
O dano a mucosa bucal e suas estruturas 
vizinhas, decorrente da radioterapia para 
tratamento de neoplasias da região 
cervicofacial, é bastante conhecido. 
Dependendo da dose de radiação e da 
localização da neoplasia, pode haver menor ou maior dano, não raro, o 
aparecimento de úlceras, devido à atrofia da mucosa, causada pela 
radiação, com evidente prejuízo das glândulas salivares e da capacidade 
de reparação da mucosa afetada; 
 
Ulceração aftosa recorrente 
Avaliar o número 
Multiplicas: fatores sistêmicos, autoimune, vírus; 
Únicas: fator local; bactérias, fungos, câncer bucal. 
Avaliar o estágio da doença (Fase) 
-Localização: 
Epitélio de revestimento (reveste, fino e delicado- soalho de boca, fase 
lingua do rebordo alveolar, mucosa labial ventre lingual, palato mole) – 
afta vulgar; 
Epitélio mastigatório (espesso- mucosa jugal, gengiva, dorso de lingua, 
palato duro) - afta maior. 
-Etiologia: 
-Multifatorial; 
-Infecciosa: streptococus (latente – ativo);-Imunológica (autoimune, imunossupressão (medicamento 
imunossupressora, estresse), alérgica (hipersensibilidade)); 
-Genética (hereditário) – parentes que tinham crise de aftas; 
-Hormonal – (podem afetar a espessura de epitélio); 
-Estresse emocional; 
-Alteração nutricional; 
-Alteração hematológicas – anemia; 
(Imunodesregulação, redução da mucosa, exposiçõa antigênixa) 
 
-Afta vulgar 
-Geralmente acomete epitélio de revestimento (pouco queratinizado, 
mais fino); 
-Única ou múltipla (até 
3); 
-Dolorida; 
-Halo avermelhado – 
presença inflamação; 
-Circular ou ovalada; 
-Permeio esbranquiçado; 
-Regride até 15 dias; 
-Não deixa cicatriz; 
-Diagnóstico clínico 
-Tratamento sintomático (Acetonido de triancinolona) – Corticosteroide 
tópico 
-Suporte -vitaminas (ácido ascórbico ou complexo B) 
-Etiológico (causas conhecidas) 
-Associação; 
 
 
Afta maior – Periadenite mucosa necrótica recorrente cicatrizante 
-Semelhante a afta vulgar, porém mais intensa, maior e mais profunda; 
-Múltiplas; 
-Tamanho > 20 mm; 
-Dor intensa; 
-Duração de > 10 dias (até 
um mês); 
-Linfoadenopatia – 
linfonodo inflamatório; 
-Deixa cicatriz; 
-Pode levar a carência 
alimentar (Mais tempo, 
mais dolorida); 
-Pode ter febre; 
-Diagnostico clínico 
-Tratamento -Acetonido de triancionolona ou colutório = anti-
inflamatório sistêmico ou analgésico. 
-Suporte -vitaminas (ácido ascórbico ou complexo B) 
-Etiológico (causas conhecidas) 
-Associação; 
 
Síndrome de behçet (BC; buceta) 
-Inflamatório orogenital e ocular; 
-Hipersensibilidade; 
-Imunodesregulação contra antígeno (HLA) – olhos (parece conjuntivite– 
Hipópio acúmulo de pus), boca, pele, genitais, sistema nervoso, vascular, 
gastrointestinal; 
-Agente desencadeadores – 
genético, bactérias, vírus, 
metais pesados, 
substâncias (Mais comum 
vírus); 
-Úlceras bucais: múltiplas 
ou extensas; 
-Erupção cutâneas (Diferente dos herpes ela dá dos dois lados) 
-Diagnóstico clínico; 
-Tratamento: Corticotrópico e anti-inflamatório; 
(Diferenciação de afta maior é que a bc da em mais partes do corpo) 
 
Eritema Multiforme 
-Inflamação crônica mucocutânea; 
-Reação de hipersensibilidade; 
-Etiologia viral (herpes) e medicamento (Comum com ibuprofeno); 
-Úlcera bucais; 
-Lesão de pele: forma de alvo círculo concêntricos; 
-Diagnóstico clínico; 
-Tratamento: corticoterapica / imunossupressor; 
-Forma mais agressiva é Síndrome de Stevens Jhonson; 
- NÃO ACOMENTE GENITAL 
-Pode acometer mucosa oftalmica 
 
Lesões Vesicobolhosas 
Infecções virais 
Herpes 
-Infecção primária 
Os sintomas são febre, linfadenopatia localizada, irritabilidade, dor e 
incapacidade de se alimentar. Em adultos, a infecção primária é rara e 
caracterizada por lesões similares, mas pode se limitar à região de palato 
mole e às tonsilas. A infecção primária envolve superfícies queratinizadas 
e não queratinizadas. 
 
Infecção recorrente 
O HSV afeta muitas células, incluindo as epiteliais e as do tecido neural. 
Após resolução da infecção primária oral, o HSV migra através de nervos 
sensitivos até o gânglio trigêmeo, permanecendo ali em estado de latência. 
O vírus latente é reativado por estímulos, como luz solar (radiação 
ultravioleta), febre, traumatismos, imunossupressão intercorrente, ou 
infecção, e é transportado no sentido inverso, podendo infectar as células 
epiteliais causando infecção secundária ou recorrente. Há um período 
prodrômico caracterizado por sintoma de “queimação”, dormência ou 
prurido. Após 24 a 48 h, ocorre a erupção de vesículas, localizadas 
geralmente em região labial e perilabial. As lesões se rompem formando 
crostas em aproximadamente 1 ou 2 dias, e a cura ocorre em 7 a 10 dias 
em pacientes imunocompetentes 
 
 
Mononucleose infecciosa 
Também conhecida como monofebre glandular ou doença do beijo. 
A doença é caracterizada por febre persistente de 2 a 14 dias, 
linfadenopatia, e as lesões orais têm aspecto herpetiforme e de petéquias 
em palato mole e faringe, de autorresolução em 2 a 3 dias, além de 
amigdalite faringiana com exsudato. O diagnóstico deve ser confirmado 
por exames laboratoriais, como hemograma completo, sendo observada 
leucocitose. 
 
 
Fenômenos de retenção de muco 
Mucocele 
Lesão séssil com dimensões que variam de 0,5 a 2 cm de diâmetro, 
situada, na sua maioria, no limite da semimucosa labial com a mucosa 
bucal, principalmente no lábio inferior, de coloração azulada e 
consistência mole à palpação. Ocorre devido a traumatismo ou 
minissialólitos que bloqueiam o ducto excretor, provocando 
extravasamento no tecido conjuntivo, formando então a bolha, que, em 
alguns casos, aumenta ou diminui de volume, referindo incômodo pelo 
paciente e, às vezes, dor. 
 
Rânula 
Ocorre no assoalho bucal, na maioria das vezes unilateralmente, devido a 
traumatismo do ducto da glândula sublingual ou em virtude de sialólito 
impedindo o fluxo salivar normal. Da mesma maneira que na mucocele, 
extravasa-se ao tecido conjuntivo subjacente, formando, então, 
tumefação, de dimensões maiores, que chega a abranger metade do 
assoalho bucal, de coloração azulada, que pode desaparecer se estiver 
muito aprofundada no conjuntivo 
 
Neoplasias benignas 
Papiloma 
Neoplasia epitelial benigna de 
crescimento lento e progressivo, de 
aspecto exofítico, papilar ou 
verrucoso, sendo seu 
desenvolvimento relacionado com 
papilomavírus humano. O aspecto 
clínico é caracterizado por pápula de 
coloração semelhante à do tecido 
local (rosado), de consistência mole, 
podendo ser avermelhada ou, ainda, esbranquiçada, devido à 
queratinização, com superfície mais irregular ou escamosa. Geralmente é 
pedunculada, semelhante a uma verruga, ou com múltiplas projeções 
diminutas, parecendo uma couve-flor 
Fibroma 
Refere-se a uma neoplasia benigna do 
tecido conjuntivo fibroso. A lesão é 
produzida por uma reação a um trauma 
local e constitui uma hiperplasia fibrosa 
focal. Inicialmente apresenta-se como uma 
pápula de coloração rósea e superfície lisa. 
Ao se desenvolver, aumenta de tamanho e 
se transforma em um nódulo bem definido 
e firme à palpação. Em geral é séssil e tem até 2 cm de diâmetro. A 
hiperqueratose secundária ao trauma pode ser responsável pela alteração 
de cor da lesão, quando se torna esbranquiçada. 
 
Hemangioma 
Clinicamente, a lesão pode ser plana ou elevada, 
representada por mácula, pápula, nódulo ou 
tumoração, de coloração vinhosa. A consistência 
elástica ou fibrosa depende da quantidade de 
tecido conjuntivo que se interpõe entre os 
espaços vasculares. Quanto à coloração vermelha 
ou azul-purpúrea, dependerá da profundidade de 
sua localização no tecido. Em geral não é possível 
delimitar a extensão da lesão, que pode assumir desde pequenos até os 
maiores tamanhos. 
Lipoma 
Neoplasia benigna de tecido gorduroso 
mais comum no restante do corpo quando 
em comparação com a cavidade bucal. 
Consiste em nódulo séssil ou 
pedunculado, de consistência mole à 
palpação, circunscrito, que, muitas 
vezes, é delimitado por uma cápsula. 
Em geral sua coloração é amarelada, 
porém, quando situado em profundidade no tecido, apresenta-se rosado. 
 
Hiperplasia fibrosa inflamatória 
Processo de origem inflamatória 
decorrente de estímulos 
proliferativos produzidos pela ação 
de agentes físicos, em geral 
traumatismos crônicos. É mais 
comum em adultos usuários de 
próteses totais ou parciais. 
Geralmente a hiperplasia de células e fibras do tecido conjuntivo afeta a 
mucosa sob variados aspectos quanto a sua localização e extensão. 
Desenvolve-se com mais frequência em gengiva, fundo de sulco, palato e 
mucosa do rebordo alveolar, mantendo em geral a cor do tecido local. 
O tratamento da hiperplasia fibrosa é a remoção cirúrgica do tecido em 
excesso. Outros cuidados devem ser observados, como a resolução dos 
problemas da prótese (p. ex., preenchimentoda câmara de vácuo) ou a 
confecção de uma nova prótese. 
 
Granuloma piogênico 
Representa crescimento tecidual que 
ocorre na mucosa bucal e na pele na forma 
de pápula ou nódulo, consistindo em 
reação excessiva do tecido conjuntivo a 
estímulos variados, como cálculos, corpos 
estranhos e traumatismo. Afeta indivíduos de qualquer idade, embora seja 
mais comum em crianças e adultos jovens do sexo feminino. 
 A lesão é séssil ou pedunculada e de rápido desenvolvimento. Apresenta 
coloração vermelha brilhante que, com o passar do tempo, devido à sua 
maturação, torna-se rósea, resultado de aumento da fibrose e diminuição 
da vascularização. Geralmente é indolor, porém, algumas vezes o tecido 
pode se ulcerar, provocar sangramento e sintomatologia decorrente de 
traumatismo no local. 
 
Lesão periférica de células gigantes 
Lesão nodular de base séssil ou 
pedunculada que se 
desenvolve exclusivamente na 
gengiva ou rebordo alveolar, 
representando a contraparte dos 
tecidos moles da lesão central de 
células gigantes. Sua origem está 
relacionada com o ligamento 
periodontal ou o periósteo. 
Vários aspectos desencadeantes podem ser observados, como traumatismo, 
irritação local e exodontias recentes. À palpação, apresenta-se firme, com 
superfície lisa ou ligeiramente granular, de coloração rosa a castanho-
escura, podendo apresentar cores violáceas em hemorragias tardias; em 
geral é avermelhada, porém, mais azulada que a do granuloma piogênico. 
Quando localizada na papila interdental, pode promover discreta 
reabsorção óssea. 
 
Fibroma ossificante periférico 
Caracterizado por grande número de células, exibindo formação de osso, 
material semelhante a cimento ou calcificação distrófica. 
Lesão nodular de natureza reacional, localizada exclusivamente em gengiva 
inserida e papila interdental. A massa é avermelhada ou rosada, em geral 
séssil, geralmente de tamanho não superior a 2 cm, podendo assumir 
raramente dimensões maiores. Acomete jovens na faixa de 10 a 19 anos de 
idade, com maior frequência em mulheres; tem predileção por maxila e 
região anterior de incisivos e caninos. 
O exame radiográfico auxilia o diagnóstico, visto que focos radiopacos 
centrais, correspondendo a mineralização, associados ou não a discreta 
reabsorção da crista do rebordo em sua base, podem ser identificados