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Júlia Alves Garcia Aspectos Gerais • Genoma de dsDNA linear, com capsídeo icosaédrico, com envelope de glicoproteínas; • Facilmente inativado com detergente, álcool, formaldeído, entre outros... Bovine alphaherpesvirus 1 • BoHV-1.1: rinotraqueíte infecciosa (IBR), abortos • BoHV-1.2a: vulvovaginite pustular/balanopostite pustular infecciosa (IPV/IPB), abortos, infecções do trato respiratório • BoHV-1.2b: doença respiratória leve, IPV/IPB; É uma doença de distribuição ampla, com prevalência no Brasil de 8 a 82%. Sua transmissão pode ser por contato direto e indireto, como secreções (respiratórias, oculares, genitais, sêmen, etc...) Sua reativação é a partir do estresse, pode ser incluído nesse quesito o transporte, desmame, descorne, parto, carências nutricionais graves ou excesso de trabalho e algumas drogas imunossupressoras como os corticosteroide. Os reservatórios são os bovinos, ruminantes silvestres, caprinos e ovinos; Júlia Alves Garcia Na imagem, ocorreu a infecção pelo vírus e em seguida houve uma replicação primária sendo transportado de forma retrógrada até o gânglio trigêmeo (infecções oral ou nasal), ali ele permanece em latência (animal imunossuprimido). Depois demonstra ele sendo transportado de forma anterógrada para as células do nariz e do olho, é realizado multiplicação nas células do nariz e do olho e o vírus novamente é excretado, eliminado nas secreções do animal; 1. Rinotraqueite infecciosa bovina (IBR) (BHV-1.1) Pode haver dispneia (respiração pela boca com salivação excessiva), taquipneia, tosse, descargas nasais serosas e mucopurulentas, mucosa nasal hiperêmica com lesões vesiculares e erosivas, e também pode haver conjuntivite uni ou bilateral; também há aborto e falha reprodutiva (retorno ao cio, endometrite e redução da taxa de concepção). O aborto pode estar relacionado a quadro subclínico, subclínico, conjuntivite; acontece quando a femea prenhe que está suscetível se infecta., pois o vírus atravessa a barreira materno-fetal via veia umbilical. 2. Vulvovaginite pustular (BHV-1.2) Infecção por via genital (são poucos abortinogênicas), vulva hiperêmica e edemaciada, vesículas, pústulas e ulceras, dor ao urinar, elevação da cauda; Júlia Alves Garcia 3. Balanopostite pustular (BHV-1.2) Lesões semelhantes à da fêmea, porem em casos graves há hemorragia na mucosa peniana, e o animal recusa a monta. 4. Mamilite herpética (BHV-2) Tetos com crostas e ulceras, com liquido dentro contendo grande quantia de vírus (importante para o diagnostico). Essas lesões são dolorosas e normalmente o animal não deixa ordenhar. Pode ser presuntivo, diante do histórico da propriedade, analise dos sinais clínicos e das lesões observadas no exame clinico. Pode ser também laboratorial por isolamento viral, técnica de soro neutralização que detecta o anticorpo contra o agente no soro do animal; Com vacinação periódica, principalmente em rebanhos com histórico dessa enfermidade, em confinamentos e alta rotatividade de animais. Também pode é feito teste e descarte em rebanhos de baixo risco e sem histórico da enfermidade ou animais sem sorologia positiva. Júlia Alves Garcia Bovine alphaherpesvirus 5 Acomete 10% das encefalites, é uma doença geralmente fatal, com acometimento de animais jovens e com caracteristicas antigenicas semelhantes ao BoHV-1 (reação cruzada). Com distribuição conhecida, podem haver surtos ou casos isolados, com baixa morbidade e alta mortalidade. Seu reservatório são os bovinos, ovinos e caprinos, acometendo o sistema nervoso, com transmissão direta (respiratória ou genital/monta) ou indireta, via água e fômites contaminados, inclusive o sêmen. O vírus se replica na mucosa (nasal ou genital), o que gera infecção com alto título viral, onde serão eliminados nas secreções, onde é considerada uma via de eliminação altamente contagiosa para os outros animais. O vírus pode migrar via nervos para o sistema nervoso central, onde estará em latência e o vírus pode se replicar dentro dos gânglios e haver alterações neurológicas, quando há algum agente estressante (estresse ao desmame, confinamento, entre outros). Júlia Alves Garcia Andar cambaleante, bruxismo, cegueira, protrusão da língua, salivação, opistótono, convulsões, ataxia, entre outros. As lesões são encefalite não supurativa, infiltração linfocitária focal ou difusa, manguitos perivasculares, corpúsculos de inclusão nos neurônios e necrose neuronal. O diagnostico diferencial abrange as doenças: raiva, listeriose, babesiose, encefalopatia espongiforme. O laboratorial abrange IFA ou IPX, isolamento viral, PCR e sorologia pareada. Quando há quadros neurológicos, pode ser feito amostras de cérebro e bulbo olfatório. Também pode ser coletado secreções do trato respiratório. Júlia Alves Garcia • Forma não-africana: Ovine gammaherpesvirus 2 (OvHV-2) • Forma africana: Alcelaphine gammaherpesvirus 1 (AlHV-1) DNA de fita dupla, envelopado, de tamanho médio e média resistência ambiental. É uma doença de entrada respiratória. Forma africana: Os reservatórios são os Gnus, com reativação por fatores estressantes (parto, eliminação da placenta). O bovino entra em contato com a placenta e é infectado. Esse vírus tem alta mortalidade. Forma não africana: Os reservatórios são os bovinos, ruminantes domésticos e selvagens (ovino por exemplo é um hospedeiro natural, com infecção subclínica e disseminam o vírus durante a parição) e suínos, também com alta mortalidade. Viremia associada a células; há uma perda da regulação funcional de determinadas populações de linfócitos (linfócitos supressores facilitaria a proliferação linfoide e a destruição tecidual devido à atividade descontrolada das células NK). Como sinal clinico podemos citar opacidade córnea, corrimento nasal mucopurulento, ulceras orais e nasais, movimento de pedalagem, convulsões, entre outros. As lesões interferem na mucosa digestiva e respiratória, com ulceras erosivas., no linfonodo há presença de hemorragia e aumento., no epitélio há hiperplasia linfoide e necrose (patognomônico). No cérebro há edema de meninge, manguito perivascular + vasculite generalizada. O diagnostico pode ser feito através dos sinais clínicos, e também perceber indícios de mortalidade no rebanho, o quão próximo é o contato com os ovinos. Também é importante os achados na necropsia, como as lesões ulcerativas por exemplo. Os testes laboratoriais como de imunofluorescência, imuno-histoquímica e PCR também são validos para concluir o diagnóstico. O controle é evitar a criação conjunta de ovinos e bovinos e separar os ovinos durante a parição para não manter a infecção circulante.