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Unidades II INTRODUÇÃO AO AGRONEGÓCIO Prof. Fernando Gorni Cadeias produtivas O conceito de cadeia produtiva ao agronegócio deve levar em consideração que o consumidor é o ponto para onde convergem os produtos dos sistemas agroindustriais. É o consumidor final que adquire os produtos para atender suas necessidades, que variam de acordo com a renda, preferências, faixa etária e expectativa entre outros aspectos. Assim, cadeias produtivas devem ser consideradas como sucessões de atividades ligadas verticalmente, necessárias à produção de um ou mais produtos correlacionados. Por meio da análise da cadeia produtiva dos produtos agropecuários, torna-se possível detectar as inter-relações entre os componentes particulares da cadeia produtiva analisada. Cadeias produtivas A cadeia produtiva deve ser compreendida como um conjunto de etapas consecutivas pelas quais são transferidos e submetidos a transformações os diversos insumos, ao longo de seus ciclos de produção, distribuição e comercialização de bens e serviços. O conceito de cadeia produtiva pressupõe a existência de grupos de trabalho nos quais cada agente ou conjunto de agentes é responsável pela execução de etapas específicas do processo produtivo. Cadeia de Produção Agroindustrial pode ser definida, como a soma de todas as operações de produção e de comercialização que foram necessárias para passar de uma ou várias matérias-primas agroindustriais de base a um produto agroindustrial final. Cadeias produtivas Os sistemas das cadeias produtivas podem ser: Sistema Agroalimentar é o conjunto das atividades que concorrem à formação e à distribuição dos produtos alimentares e, em consequência, o cumprimento da função de alimentação. Sistema Agroindustrial Não Alimentar é o conjunto das atividades que concorrem à obtenção de produtos oriundos da agropecuária, florestas e pesca não destinadas à alimentação, mas aos sistemas energético, madeireiro, couro e calçados, papel, papelão e têxtil. Cadeias produtivas Ao analisarmos um produto específico, tendo em mente a sua produção, normalmente não levamos em conta todos os possíveis agentes econômicos posicionados após a produção, fato compatível com a análise da produção, pois não estamos analisando sua cadeia produtiva. Segundo Araújo (2009), na atualidade, o agronegócio exige que os agentes posicionados após a produção venham a ser incluídos no processo global de produção. Tal exigência fez surgir a ideia de cadeia de valor, um novo conceito mais abrangente da cadeia produtiva. O conceito da cadeia de valor foi criado por Michael Porter, que consiste na criação de um fluxograma dos conjuntos de atividades essenciais para a agregação de valor ao produto ou serviço de determinada empresa. Cadeias produtivas De acordo com o esquema proposto por Porter, a cadeia de valor pode ser dividida em dois principais grupos de atividades: a) Atividades primárias: logística interna; operações; logística externa; marketing; vendas; e serviço (pós-venda). b) Atividades de apoio: aquisição; desenvolvimento de tecnologias; gerência de recursos humanos; e infraestrutura da empresa. Cadeias produtivas Do ponto de vista econômico, o agronegócio é considerado um segmento de grande importância e valor, sendo tal representatividade econômica variável em função da área geográfica ou do país em questão (países mais desenvolvidos tem menor participação do agronegócio na formação de seu PIB). No Brasil, é um dos mais importantes setores da economia, principalmente com respeito à lista de produtos de exportação. Veja no gráfico a seguir o desempenho do agronegócio brasileiro nos últimos anos. Cadeias produtivas Balança Comercial do Agronegócio – 2012/2017 Valores em US$ bilhões Fonte: MDIC - Elaborado pelo autor 95.814 99.967 96.747 88.224 84.934 96.014 1 6 .4 0 9 1 7 .0 6 0 1 6 .6 1 3 1 3 .0 7 3 1 3 .6 2 7 1 4 .1 5 2 0 20.000 40.000 60.000 80.000 100.000 120.000 Exportação Importação Cadeias produtivas A elaboração do projeto agropecuário deve estabelecer metas ou objetivos da atividade em questão, meios a serem usados para atingi-los, comercialização da produção e público consumidor do referido empreendimento. Contudo, na realidade brasileira, a elaboração de tais projetos revela-se limitada, visto que não é uma característica comum aos brasileiros realizar estudos anteriores à implantação de empreendimentos, exceto na hipótese de busca de financiamentos bancários. Resumindo, no Brasil se planeja muito pouco, o que causa necessárias correções quando da execução do projeto, e é comum começar empreitadas sem saber exatamente quanto elas custarão no final. Cadeias produtivas Assim, para se estabelecer um estudo de viabilidade da cadeia de produção de qualquer produto rural, deve-se levar em consideração o objetivo específico que pode ser: a) implantar um sistema de produção; b) propor alternativas produtivas (floresta/pecuária por exemplo); c) aumentar a produtividade; d) expandir o tamanho do negócio agrícola; e) trabalhar a modernização da matriz produtiva; f) propor a diversificação da propriedade; ou g) simplesmente projetar a manutenção da atual configuração produtiva da propriedade. Cadeias produtivas Planejamento é romper com a lógica do improviso ou, ao menos, restringir o improviso ao mínimo possível. Quando nós planejamos estamos exercitando nossa capacidade de pensar o futuro a partir de análises da realidade presente. É fundamental avaliar as experiências passadas, interpretar a realidade presente e saber para onde se deseja ir. A fase de desenvolvimento é onde se observa a materialização de tudo que foi planejado anteriormente. A fase de controle acontece paralelamente ao planejamento operacional e à execução do projeto. Tem como objetivo controlar e acompanhar o que está sendo realizado pelo projeto, de modo a propor ações corretivas e preventivas no menor espaço de tempo possível, após a detecção da anormalidade. Interatividade Um projeto de desenvolvimento rural refere-se a um conjunto de ações articuladas entre si e dirigidas conscientemente por diversos atores sociais para produzir uma intervenção positiva em uma determinada realidade rural, sempre em situação de escassez de recursos e de tempo. No processo de construção de um projeto, é imprescindível o cumprimento de três fases, intrinsecamente conectadas entre si, que são: a) Planejamento, implementação e avaliação. b) Planejamento, controle e avaliação. c) Planejamento, controle e implementação. d) Planejamento, desenvolvimento e avaliação. e) Planejamento, desenvolvimento e controle. Resposta Um projeto de desenvolvimento rural refere-se a um conjunto de ações articuladas entre si e dirigidas conscientemente por diversos atores sociais para produzir uma intervenção positiva em uma determinada realidade rural, sempre em situação de escassez de recursos e de tempo. No processo de construção de um projeto, é imprescindível o cumprimento de três fases, intrinsecamente conectadas entre si, que são: a) Planejamento, implementação e avaliação. b) Planejamento, controle e avaliação. c) Planejamento, controle e implementação. d) Planejamento, desenvolvimento e avaliação. e) Planejamento, desenvolvimento e controle. Cadeias produtivas Tanto em nível federal como estadual, no Brasil, o Estado investe em pesquisa na área agropecuária. Em nível federal, destaca-se no setor de pesquisa a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), empresa pública federal vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, uma das mais respeitadas do mundo. Em nível estadual, representados pelos Estados da Federação, a pesquisa agropecuária é desenvolvida em universidades e secretarias de agricultura. Quanto à iniciativa privada brasileira,ela pouco investe no setor de pesquisa, pois, em geral, as empresas agropecuárias limitam-se a investir em pesquisas quase que exclusivamente em suas respectivas áreas de atuação. Segmento agroindustrial “dentro da porteira” Consideraremos a produção agrícola como todo o conjunto de atividades desenvolvidas na zona rural, que são necessárias ao preparo do solo, ao monitoramento do desenvolvimento da plantação, à colheita, à armazenagem interna da produção e ao gerenciamento das propriedades produtivas. Tais atividades visam à obtenção do máximo de produtos de boa qualidade com o menor custo possível. O gerenciamento da propriedade produtiva torna-se, cada vez mais, importante, pois atualmente os produtores agrícolas não se limitam a dar valor apenas ao ato da produção, e sim consideram prioritária a administração e a gestão da propriedade. Segmento agroindustrial “dentro da porteira” “Dentro da porteira” significa dentro das fazendas, desde as atividades iniciais de preparação para começar a produção até a obtenção dos produtos agropecuários in natura prontos para a comercialização. Importante ressaltar que a produção verticalizada dentro das fazendas (produção de laticínios, açúcar, rapadura, cachaça, doces, polpas etc.) não constituem parte do segmento do agronegócio “dentro da porteira”, mas “depois da porteira”, visto esses produtos serem uma etapa posterior à produção, que é o processamento. Vamos iniciar com as relações que ocorrem no preparo do solo, plantio e cuidados com a plantação. Segmento agroindustrial “dentro da porteira” O preparo do solo refere-se ao processo que o torna propício ao plantio; em geral, tal correção é obtida por meio do uso de corretivos agrícolas e de fertilizantes. Inicia-se pelo processo de desmatamento, seguido da limpeza dos resíduos, como tocos de árvores e raízes. Evidenciando que atualmente, antes de qualquer prática nesse sentido de desmatar uma área, deve-se consultar a legislação ambiental vigente para a região e seguir todos os procedimentos legais. Após o desmatamento e a limpeza, e também as análises do solo, ocorre a parte prática propriamente dita, que muitas vezes inclui: aração ou gradação e uso de corretivos e adubos, aplicação de inseticidas e herbicidas e, finalizando o processo, plantio. Segmento agroindustrial “dentro da porteira” As plantas são classificadas em semiperenes, anuais e perenes, em função direta do ciclo vegetativo da espécie. Assim, denominam-se anuais as espécies dotadas de um ciclo vegetativo de até 12 meses ou 1 ano, período em que o vegetal cresce, dá frutos e morre, e, por consequência, após completar seu ciclo vegetativo, o produtor terá de reiniciar todo o trabalho da lavoura, incluindo desde o preparo do solo, o plantio e os cuidados com a plantação, até finalizar uma nova colheita, fato que terá de ser repetido de forma sucessiva (por exemplo a soja e o milho). Já os vegetais semiperenes possuem ciclo vegetativo que não se completa em cerca de um ano, porém possuem ciclos longos como as culturas perenes. Segmento agroindustrial “dentro da porteira” Assim sendo, tais plantas florescem e se reproduzem algumas vezes antes que seu ciclo vegetativo venha a ser completado, o que ocorre em dois ou três anos (um exemplo de cultura semiperene é a cana-de-açúcar). Os vegetais classificados como perenes apresentam ciclos vegetativos prolongados no tempo. Após nascerem, frutificam e se reproduzem inúmeras vezes, por vários anos, até o final de seu ciclo vegetativo (como no caso do café, que pode chegar a mais de 40 anos). Segmento agroindustrial “dentro da porteira” Quanto aos cuidados com a plantação, estes se referem a ações a serem adotadas pelo produtor para que sua lavoura cresça sem problemas, e incluem ações como combater pragas e doenças que comprometam a produção e a qualidade dos produtos obtidos, manter a lavoura limpa, realizar irrigação na medida certa e aplicar a adubação adequada. A irrigação da plantação pode ser considerada um dos principais cuidados a serem aplicados à lavoura, salientando que corresponde ao ato de fornecer aos vegetais a quantidade de água adequada ao desenvolvimento da plantação, pois tanto o excesso como a carência de água são nocivos à plantação. O último passo em termos de produção agrícola é representado pela colheita. Segmento agroindustrial “dentro da porteira” Já na pecuária, a importância é constatada quando nota-se que essa atividade é exercida em grande parte dos municípios brasileiros, sendo de elevado impacto socioeconômico. A variedade de sistemas de produção e comercialização, de raças, de nível de qualidade e a própria característica de cada região torna essa atividade muito interessante. O conceito de pecuária, refere-se à criação de animais domesticados (gado, aves, suínos, ovinos etc.), incluindo as etapas do processo produtivo, desde os investimentos em instalações, equipamentos, produção de alimentos, cuidados com os rebanhos até a venda dos animais e de seus produtos. Existem três tipos de sistemas de produção: intensivo, extensivo e semi-intensivo. Segmento agroindustrial “dentro da porteira” Na produção extensiva, o gado é criado solto, sem alimentação suplementar, ocupando assim grande área territorial, com baixo rendimento. Na intensiva, a criação é feita por meio de confinamento e alimentação suplementar, ganhando peso e rentabilidade mais rapidamente, no qual o último método supre deficiências adquiridas em períodos de seca. A semi-intensiva, em que a criação pode ser tanto de animais confinados quanto soltos. Conhecer a pecuária, bem como suas opções e os métodos que auxiliam em sua melhoria e no seu crescimento sustentável, é uma obrigação de cada participante dessa fatia do agronegócio brasileiro. Interatividade A pecuária desenvolvida com o gado confinado, utilizando ração, cuidados sanitários constantes, visando a precocidade do crescimento e do abate ou o aumento da produção de leite é conhecida como criação: a) Semi-intensiva. b) Semiextensiva. c) Intensiva. d) Extensiva. e) Natural. Resposta A pecuária desenvolvida com o gado confinado, utilizando ração, cuidados sanitários constantes, visando a precocidade do crescimento e do abate ou o aumento da produção de leite é conhecida como criação: a) Semi-intensiva. b) Semiextensiva. c) Intensiva. d) Extensiva. e) Natural. Segmento “antes da porteira” e seus insumos São todos os insumos necessários para a produção agrícola Segmento “antes da porteira” e seus insumos Máquinas: a produção agropecuária está vinculada à utilização de vários tipos de máquina que facilitam o exercício da atividade tanto para o produtor como para o criador, visto que há máquinas empregadas em ambas as atividades. Aliás, o trator é o símbolo da mecanização na agricultura. Energia elétrica: fundamental para movimentação de máquinas e nos criadouros para iluminação e ventilação. Correção e análise laboratorial do solo: podem ser obtidas por meio do uso de calcário e fertilizantes, a fim de corrigir suas deficiências e torná-los mais férteis. O processo correto para a correção dos solos exige análise laboratorial para que seja possível identificar quais seriam suas deficiências e corrigi-las caso necessário. Segmento “antes da porteira” e seus insumos Mudas e sementes: mudas podem ser geradas diretamente a partir das sementes ou de sua germinação. Inseminação artificial, matrizes e hormônios: têm como meta o melhoramento dos rebanhos por meio da procriação. É comum a escolha de animais que revelem características desejadas, para que sejam geneticamente passadas para as gerações seguintes. Tais animais são denominados matrizes. A coleta do sêmen dos machos e dos óvulos das fêmeas para futurafecundação por inseminação artificial é alternativa à reprodução natural dos animais. Os hormônios são produtos químicos utilizados para acelerar a atividade biológica tanto de animais (zoo-hormônios) como de vegetais (fito-hormônios). Segmento “antes da porteira” e seus insumos Rações: além das pastagens naturais, os animais de criação podem ser alimentados com ração. No mercado, basicamente há dois tipos, denominadas como: volumosos e concentrados. Os concentrados são constituídos de vitaminas, sais minerais e, até mesmo antibióticos. Com relação aos volumosos, basicamente são constituídos de fibras e proteínas. Medicamentos e outros produtos veterinários: estimulantes de apetite, parasiticidas, antibióticos, probióticos e vacinas estão entre os produtos veterinários mais usados. Também é importante avaliar as questões relativas aos subsídios, financiamentos ou empréstimos, infraestrutura de transportes e de comunicações e mão de obra. Segmento “antes da porteira” e seus insumos A infraestrutura interna é relativa à planta física construída na propriedade rural: armazéns, currais, sede da fazenda e outras construções voltadas à produção) e externa e essencial para o agronegócio. No caso da infraestrutura externa, está relacionada particularmente às vias que possibilitam o acesso dos insumos até a fazenda produtora, e a disponibilidade de redes de informação. Segmento agroindustrial “depois da porteira” Depois da porteira se trata da industrialização e comercialização de produtos. O funcionamento da agroindústria necessita obrigatoriamente de insumos em quantidade e qualidade suficientes. Caso o agroindustrial disponha de muita matéria-prima de baixa qualidade, ele poderá até mesmo produzir com esse material, porém tenderá a ser rejeitado pelo próprio mercado. Caso não consiga cumprir com seus contratos de fornecimento, a empresa terá sua imagem maculada no mercado. Interatividade Em relação ao projeto de produção agropecuária, assinale a afirmativa correta: a) Induz o empresário rural a desligar-se das atividades de longo prazo. b) Permite maior orientação organizacional e administrativa, sem considerar aspectos técnicos. c) Orienta, mas dificulta o processo de tomada de decisão por parte do empresário rural. d) Estima necessidades anuais da empresa em termos dos seus recursos produtivos. e) Empresas do elo de insumos agropecuários “antes da porteira” possuem mercado consumidor indefinido. Resposta Em relação ao projeto de produção agropecuária, assinale a afirmativa correta: a) Induz o empresário rural a desligar-se das atividades de longo prazo. b) Permite maior orientação organizacional e administrativa, sem considerar aspectos técnicos. c) Orienta, mas dificulta o processo de tomada de decisão por parte do empresário rural. d) Estima necessidades anuais da empresa em termos dos seus recursos produtivos. e) Empresas do elo de insumos agropecuários “antes da porteira” possuem mercado consumidor indefinido. Segmento agroindustrial “depois da porteira” Na agroindústria é necessário que se encontre formas de assegurar suas matérias-primas em quantidade, qualidade e no prazo certo, a fim cumprir com seus contratos de fornecimento. A comercialização de produtos alimentícios exige cuidados especiais, que vão desde o manuseio até o estabelecimento de prazos de validade muito bem definidos. Deve-se ressaltar que o cumprimento de tais prazos é dependente de atividades secundárias, como o transporte e armazenagem. É necessário uma análise das margens de comercialização dos produtos agrícolas, para ter mais esclarecimento sobre as variações nos preços planejados, pois a natureza da produção agrícola, (variações climáticas, pragas ou doenças), contribui para a instabilidade dos preços finais do produto. Segmento agroindustrial “depois da porteira” Os insumos secundários, os materiais destinados a dar suporte à produção agroindustrial, incluindo, por exemplo, os lubrificantes das máquinas, os aditivos usados nas agroindústrias de produção de alimentos, como conservantes e corantes e os combustíveis. Tais insumos são necessários para que se obtenha uma produção de qualidade. A manutenção da integridade da embalagem e do nível ideal de umidade relativa do ar e seu armazenamento em temperatura ideal, são fatores capazes de alterar a qualidade e a validade dos produtos agropecuários. Segmento agroindustrial “depois da porteira” A autorização de direito de funcionamento das agroindústrias é uma exigência legal, obtida do registro da agroindústria no Ministério da Fazenda (para o devido cálculo do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, além do registro na Junta Comercial, na Secretaria da Fazenda e na Prefeitura; um processo muito burocrático. A marca dos produtos da agroindústria tem de ser registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Outra exigência refere-se às licenças de funcionamento dos órgãos responsáveis pela proteção do meio ambiente. Caso os registros sejam destinados a indústrias agropecuárias da área alimentícia, também será necessário registrá-los nos Ministérios da Saúde e da Agricultura. Segmento agroindustrial “depois da porteira” A Logística de Suprimentos tem como objetivos viabilizar a chegada de insumos e serviços às agroindústrias no tempo certo e reduzir os custos da produção e comercialização. A Logística de Operação visa a uma produção mais eficiente quanto possível. Deverá indicar como operacionalizar para impedir a formação de estoques desnecessários, geradores de ônus para o empreendedor. Sua tarefa é encontrar um meio termo entre o volume de insumos necessários e a produção, tendo uma margem de reserva emergencial. Já a Logística de Distribuição deverá gerenciar os processos de armazenagem e transporte de produtos agropecuários, levando em conta, em alguns casos, a perecibilidade rápida e a sazonalidade da produção. Segmento agroindustrial “depois da porteira” Dependendo do modo de armazenagem dos produtos, eles irão se manter íntegros, por maior ou menor tempo. Cada produto deverá ser considerado individualmente para que se opte pelo método de armazenamento adequado. Exemplificando, alguns precisam ser congelados (carnes em geral, frutas mantidas em baixa temperatura e elevada umidade relativa do ar). Segmento agroindustrial “depois da porteira” Supermercados e hipermercados são grandes lojas que abrigam imensa variedade de produtos, de todos os tipos, preços e qualidade. Trata-se de uma tendência mundial a formação de redes onde o consumidor encontra tudo de que precisa em um único local. Em geral, são representados por grandes redes de elevado capital. O supermercado representa um dos maiores formadores de preços de produtos, às vezes o maior deles. Pequenos comerciantes (mercados, mercadinhos, sacolões e armazéns), são pontos que em geral atendem e tornam-se vinculados a clientes específicos, fisicamente mais próximos de tais estabelecimentos, tem a capacidade de formação de preços pequena, além de contarem com um número limitado de clientes. Segmento agroindustrial “depois da porteira” O mercado internacional exige do vendedor brasileiro produtos de alta qualidade, pontualidade na entrega e competitividade, itens que não podem falhar nem sequer isoladamente, a fim de garantir o sucesso do negócio. Caso consiga se firmar no mercado externo, terá garantido grande volume de vendas e uma ótima rentabilidade, visto que receberá em dólar ou euro. Exportar produtos agrícolas e pecuários é uma tarefa altamente especializada, limitando esse mercado às grandes empresas cujas atividades são direcionadas para essa área. O mercado externo é bem mais exigente que nosso mercado interno. No Brasil,o consumidor gradativamente vem consumindo, cada vez mais, produtos de alta qualidade, prática que no mercado americano e europeu é antiga. Segmento agroindustrial “depois da porteira” Do ponto de vista da formação dos preços, os produtos exportados seguem um preço internacional, de modo que pouco interferem em nosso mercado. Contudo, conforme a “lei da oferta e procura”, se determinado segmento, como a produção de carne brasileira, por exemplo, atinge o reconhecimento internacional, mais e mais produtores e empresários buscarão o mercado externo. Quanto maior o volume de exportações, observar-se-á uma tendência de redução do volume do produto destinado ao mercado interno, o qual pressionará a elevação de preços em nosso mercado. Segmento agroindustrial “depois da porteira” Como comentamos, a formação dos preços dos produtos exportados seguem um preço internacional, e a determinação do preço é influenciada por duas forças que atuam em direções opostas. Por um lado, o custo de produção e a meta de lucro máximo tendem a elevar o preço; por outro, as pressões competitivas no mercado internacional induzem à redução no preço. No caso das commodities, são mercadorias com pouco valor agregado e quase sem diferenciação – que podem portanto ser negociadas globalmente sob uma mesma categoria. Minério de ferro, madeira, carne e frango “in natura” e petróleo são algumas das mais comercializadas. Segmento agroindustrial “depois da porteira” Commodities podem ser vendidas como qualquer mercadoria, mas são normalmente negociadas no mercado futuro, em bolsas de valores. Isso é, produtor e comprador firmam um contrato com um preço fixado hoje para a entrega e pagamento do produto em uma data futura pré-definida. Assim, mesmo antes de ter colhido a soja ou matado o boi, o produtor já tem uma garantia de volume contratado e preço a receber. Aqui cabe um destaque especial à logística para levar o produto ao porto, pois quanto menor for o seu custo, maior o lucro do exportador. O custo de transporte representa a maior parcela dos custos logísticos na maioria das empresas. Interatividade A expressão “tem como objetivos viabilizar a chegada de insumos e serviços às agroindústrias no tempo certo e reduzir os custos da produção e comercialização” é empregada para designar: a) Logística de Suprimentos. b) Logística de Operação. c) Logística de Distribuição. d) Logística Reversa. e) Logística Integrada. Resposta A expressão “tem como objetivos viabilizar a chegada de insumos e serviços às agroindústrias no tempo certo e reduzir os custos da produção e comercialização” é empregada para designar: a) Logística de Suprimentos. b) Logística de Operação. c) Logística de Distribuição. d) Logística Reversa. e) Logística Integrada. ATÉ A PRÓXIMA!