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Unidades II
INTRODUÇÃO AO AGRONEGÓCIO
Prof. Fernando Gorni
Cadeias produtivas
 O conceito de cadeia produtiva ao agronegócio deve levar em 
consideração que o consumidor é o ponto para onde 
convergem os produtos dos sistemas agroindustriais. É o 
consumidor final que adquire os produtos para atender suas 
necessidades, que variam de acordo com a renda, 
preferências, faixa etária e expectativa entre outros aspectos.
 Assim, cadeias produtivas devem ser consideradas como 
sucessões de atividades ligadas verticalmente, necessárias à 
produção de um ou mais produtos correlacionados. Por meio 
da análise da cadeia produtiva dos produtos agropecuários, 
torna-se possível detectar as inter-relações entre os 
componentes particulares da cadeia produtiva analisada.
Cadeias produtivas
 A cadeia produtiva deve ser compreendida como um conjunto 
de etapas consecutivas pelas quais são transferidos e 
submetidos a transformações os diversos insumos, ao longo 
de seus ciclos de produção, distribuição e comercialização de 
bens e serviços. O conceito de cadeia produtiva pressupõe a 
existência de grupos de trabalho nos quais cada agente ou 
conjunto de agentes é responsável pela execução de etapas 
específicas do processo produtivo.
 Cadeia de Produção Agroindustrial pode ser definida, 
como a soma de todas as operações de produção 
e de comercialização que foram necessárias para passar 
de uma ou várias matérias-primas agroindustriais 
de base a um produto agroindustrial final.
Cadeias produtivas
Os sistemas das cadeias produtivas podem ser:
 Sistema Agroalimentar é o conjunto das atividades que 
concorrem à formação e à distribuição dos produtos 
alimentares e, em consequência, o cumprimento da função 
de alimentação. 
 Sistema Agroindustrial Não Alimentar é o conjunto das 
atividades que concorrem à obtenção de produtos oriundos 
da agropecuária, florestas e pesca não destinadas à 
alimentação, mas aos sistemas energético, madeireiro, couro 
e calçados, papel, papelão e têxtil. 
Cadeias produtivas
 Ao analisarmos um produto específico, tendo em mente a sua 
produção, normalmente não levamos em conta todos os 
possíveis agentes econômicos posicionados após a 
produção, fato compatível com a análise da produção, pois 
não estamos analisando sua cadeia produtiva. Segundo 
Araújo (2009), na atualidade, o agronegócio exige que os 
agentes posicionados após a produção venham a ser 
incluídos no processo global de produção. Tal exigência fez 
surgir a ideia de cadeia de valor, um novo conceito mais 
abrangente da cadeia produtiva.
 O conceito da cadeia de valor foi criado por Michael Porter, 
que consiste na criação de um fluxograma dos conjuntos de 
atividades essenciais para a agregação de valor ao 
produto ou serviço de determinada empresa.
Cadeias produtivas
De acordo com o esquema proposto por Porter, a cadeia de 
valor pode ser dividida em dois principais grupos de atividades:
a) Atividades primárias: logística interna; operações; logística 
externa; marketing; vendas; e serviço (pós-venda).
b) Atividades de apoio: aquisição; desenvolvimento de 
tecnologias; gerência de recursos humanos; e infraestrutura 
da empresa.
Cadeias produtivas
 Do ponto de vista econômico, o agronegócio é considerado 
um segmento de grande importância e valor, sendo tal 
representatividade econômica variável em função da área 
geográfica ou do país em questão (países mais desenvolvidos 
tem menor participação do agronegócio na formação de seu 
PIB). No Brasil, é um dos mais importantes setores da 
economia, principalmente com respeito à lista de produtos 
de exportação.
 Veja no gráfico a seguir o desempenho do agronegócio 
brasileiro nos últimos anos.
Cadeias produtivas
Balança Comercial do Agronegócio – 2012/2017
Valores em US$ bilhões
Fonte: MDIC - Elaborado pelo autor 
95.814 99.967 96.747
88.224 84.934
96.014
1
6
.4
0
9
1
7
.0
6
0
1
6
.6
1
3
1
3
.0
7
3
1
3
.6
2
7
1
4
.1
5
2
0
20.000
40.000
60.000
80.000
100.000
120.000
Exportação
Importação
Cadeias produtivas
 A elaboração do projeto agropecuário deve estabelecer metas 
ou objetivos da atividade em questão, meios a serem usados 
para atingi-los, comercialização da produção e público 
consumidor do referido empreendimento. Contudo, na 
realidade brasileira, a elaboração de tais projetos revela-se 
limitada, visto que não é uma característica comum aos 
brasileiros realizar estudos anteriores à implantação de 
empreendimentos, exceto na hipótese de busca de 
financiamentos bancários. Resumindo, no Brasil se planeja 
muito pouco, o que causa necessárias correções quando da 
execução do projeto, e é comum começar empreitadas sem 
saber exatamente quanto elas custarão no final.
Cadeias produtivas
Assim, para se estabelecer um estudo de viabilidade da cadeia 
de produção de qualquer produto rural, deve-se levar em 
consideração o objetivo específico que pode ser:
a) implantar um sistema de produção;
b) propor alternativas produtivas (floresta/pecuária por exemplo);
c) aumentar a produtividade;
d) expandir o tamanho do negócio agrícola;
e) trabalhar a modernização da matriz produtiva;
f) propor a diversificação da propriedade; ou
g) simplesmente projetar a manutenção da atual configuração 
produtiva da propriedade.
Cadeias produtivas
 Planejamento é romper com a lógica do improviso ou, ao 
menos, restringir o improviso ao mínimo possível. Quando nós 
planejamos estamos exercitando nossa capacidade de pensar 
o futuro a partir de análises da realidade presente. É 
fundamental avaliar as experiências passadas, interpretar a 
realidade presente e saber para onde se deseja ir. 
 A fase de desenvolvimento é onde se observa a materialização 
de tudo que foi planejado anteriormente.
 A fase de controle acontece paralelamente ao planejamento 
operacional e à execução do projeto. Tem como objetivo 
controlar e acompanhar o que está sendo realizado pelo 
projeto, de modo a propor ações corretivas e preventivas no 
menor espaço de tempo possível, após a detecção 
da anormalidade.
Interatividade
Um projeto de desenvolvimento rural refere-se a um conjunto de 
ações articuladas entre si e dirigidas conscientemente por 
diversos atores sociais para produzir uma intervenção positiva 
em uma determinada realidade rural, sempre em situação de 
escassez de recursos e de tempo. No processo de construção 
de um projeto, é imprescindível o cumprimento de três fases, 
intrinsecamente conectadas entre si, que são:
a) Planejamento, implementação e avaliação.
b) Planejamento, controle e avaliação.
c) Planejamento, controle e implementação.
d) Planejamento, desenvolvimento e avaliação.
e) Planejamento, desenvolvimento e controle.
Resposta
Um projeto de desenvolvimento rural refere-se a um conjunto de 
ações articuladas entre si e dirigidas conscientemente por 
diversos atores sociais para produzir uma intervenção positiva 
em uma determinada realidade rural, sempre em situação de 
escassez de recursos e de tempo. No processo de construção 
de um projeto, é imprescindível o cumprimento de três fases, 
intrinsecamente conectadas entre si, que são:
a) Planejamento, implementação e avaliação.
b) Planejamento, controle e avaliação.
c) Planejamento, controle e implementação.
d) Planejamento, desenvolvimento e avaliação.
e) Planejamento, desenvolvimento e controle.
Cadeias produtivas
 Tanto em nível federal como estadual, no Brasil, o Estado 
investe em pesquisa na área agropecuária. Em nível federal, 
destaca-se no setor de pesquisa a Empresa Brasileira de 
Pesquisa Agropecuária (Embrapa), empresa pública federal 
vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento, uma das mais respeitadas do mundo. Em 
nível estadual, representados pelos Estados da Federação, a 
pesquisa agropecuária é desenvolvida em universidades e 
secretarias de agricultura. Quanto à iniciativa privada 
brasileira,ela pouco investe no setor de pesquisa, pois, em 
geral, as empresas agropecuárias limitam-se a investir em 
pesquisas quase que exclusivamente em suas respectivas 
áreas de atuação.
Segmento agroindustrial “dentro da porteira”
 Consideraremos a produção agrícola como todo o conjunto de 
atividades desenvolvidas na zona rural, que são necessárias 
ao preparo do solo, ao monitoramento do desenvolvimento da 
plantação, à colheita, à armazenagem interna da produção e ao 
gerenciamento das propriedades produtivas. Tais atividades 
visam à obtenção do máximo de produtos de boa qualidade 
com o menor custo possível.
 O gerenciamento da propriedade produtiva torna-se, cada vez 
mais, importante, pois atualmente os produtores agrícolas não 
se limitam a dar valor apenas ao ato da produção, e sim 
consideram prioritária a administração e a gestão da 
propriedade.
Segmento agroindustrial “dentro da porteira”
 “Dentro da porteira” significa dentro das fazendas, desde as 
atividades iniciais de preparação para começar a produção até 
a obtenção dos produtos agropecuários in natura prontos 
para a comercialização. Importante ressaltar que a produção 
verticalizada dentro das fazendas (produção de laticínios, 
açúcar, rapadura, cachaça, doces, polpas etc.) não constituem 
parte do segmento do agronegócio “dentro da porteira”, mas 
“depois da porteira”, visto esses produtos serem uma etapa 
posterior à produção, que é o processamento. Vamos iniciar 
com as relações que ocorrem no preparo do solo, plantio e 
cuidados com a plantação.
Segmento agroindustrial “dentro da porteira”
 O preparo do solo refere-se ao processo que o torna propício 
ao plantio; em geral, tal correção é obtida por meio do uso de 
corretivos agrícolas e de fertilizantes. 
 Inicia-se pelo processo de desmatamento, seguido da limpeza 
dos resíduos, como tocos de árvores e raízes. Evidenciando 
que atualmente, antes de qualquer prática nesse sentido de 
desmatar uma área, deve-se consultar a legislação ambiental 
vigente para a região e seguir todos os procedimentos legais.
 Após o desmatamento e a limpeza, e também as análises do 
solo, ocorre a parte prática propriamente dita, que muitas 
vezes inclui: aração ou gradação e uso de corretivos e 
adubos, aplicação de inseticidas e herbicidas e, finalizando o 
processo, plantio.
Segmento agroindustrial “dentro da porteira”
 As plantas são classificadas em semiperenes, anuais e 
perenes, em função direta do ciclo vegetativo da espécie. 
Assim, denominam-se anuais as espécies dotadas de um ciclo 
vegetativo de até 12 meses ou 1 ano, período em que o vegetal 
cresce, dá frutos e morre, e, por consequência, após 
completar seu ciclo vegetativo, o produtor terá de reiniciar 
todo o trabalho da lavoura, incluindo desde o preparo do solo, 
o plantio e os cuidados com a plantação, até finalizar uma 
nova colheita, fato que terá de ser repetido de forma 
sucessiva (por exemplo a soja e o milho).
 Já os vegetais semiperenes possuem ciclo vegetativo que não 
se completa em cerca de um ano, porém possuem ciclos 
longos como as culturas perenes.
Segmento agroindustrial “dentro da porteira”
 Assim sendo, tais plantas florescem e se reproduzem algumas 
vezes antes que seu ciclo vegetativo venha a ser completado, 
o que ocorre em dois ou três anos (um exemplo de cultura 
semiperene é a cana-de-açúcar).
 Os vegetais classificados como perenes apresentam ciclos 
vegetativos prolongados no tempo. Após nascerem, frutificam 
e se reproduzem inúmeras vezes, por vários anos, até o final 
de seu ciclo vegetativo (como no caso do café, que pode 
chegar a mais de 40 anos).
Segmento agroindustrial “dentro da porteira”
 Quanto aos cuidados com a plantação, estes se referem 
a ações a serem adotadas pelo produtor para que sua lavoura 
cresça sem problemas, e incluem ações como combater 
pragas e doenças que comprometam a produção e a qualidade 
dos produtos obtidos, manter a lavoura limpa, realizar irrigação 
na medida certa e aplicar a adubação adequada.
 A irrigação da plantação pode ser considerada um dos 
principais cuidados a serem aplicados à lavoura, salientando 
que corresponde ao ato de fornecer aos vegetais a quantidade 
de água adequada ao desenvolvimento da plantação, pois 
tanto o excesso como a carência de água são nocivos à 
plantação.
 O último passo em termos de produção agrícola é 
representado pela colheita.
Segmento agroindustrial “dentro da porteira”
 Já na pecuária, a importância é constatada quando nota-se 
que essa atividade é exercida em grande parte dos municípios 
brasileiros, sendo de elevado impacto socioeconômico. A 
variedade de sistemas de produção e comercialização, de 
raças, de nível de qualidade e a própria característica de cada 
região torna essa atividade muito interessante.
 O conceito de pecuária, refere-se à criação de animais 
domesticados (gado, aves, suínos, ovinos etc.), incluindo as 
etapas do processo produtivo, desde os investimentos em 
instalações, equipamentos, produção de alimentos, cuidados 
com os rebanhos até a venda dos animais e de seus produtos. 
Existem três tipos de sistemas de produção: intensivo, 
extensivo e semi-intensivo.
Segmento agroindustrial “dentro da porteira”
 Na produção extensiva, o gado é criado solto, sem 
alimentação suplementar, ocupando assim grande área 
territorial, com baixo rendimento. 
 Na intensiva, a criação é feita por meio de confinamento e 
alimentação suplementar, ganhando peso e rentabilidade mais 
rapidamente, no qual o último método supre deficiências 
adquiridas em períodos de seca. 
 A semi-intensiva, em que a criação pode ser tanto de animais 
confinados quanto soltos.
 Conhecer a pecuária, bem como suas opções e os métodos 
que auxiliam em sua melhoria e no seu crescimento 
sustentável, é uma obrigação de cada participante dessa fatia 
do agronegócio brasileiro.
Interatividade
A pecuária desenvolvida com o gado confinado, utilizando 
ração, cuidados sanitários constantes, visando a precocidade 
do crescimento e do abate ou o aumento da produção de leite é 
conhecida como criação:
a) Semi-intensiva. 
b) Semiextensiva. 
c) Intensiva. 
d) Extensiva. 
e) Natural.
Resposta
A pecuária desenvolvida com o gado confinado, utilizando 
ração, cuidados sanitários constantes, visando a precocidade 
do crescimento e do abate ou o aumento da produção de leite é 
conhecida como criação:
a) Semi-intensiva. 
b) Semiextensiva. 
c) Intensiva. 
d) Extensiva. 
e) Natural.
Segmento “antes da porteira” e seus insumos
São todos os 
insumos 
necessários 
para a 
produção 
agrícola
Segmento “antes da porteira” e seus insumos
 Máquinas: a produção agropecuária está vinculada à 
utilização de vários tipos de máquina que facilitam o exercício 
da atividade tanto para o produtor como para o criador, visto 
que há máquinas empregadas em ambas as atividades. Aliás, 
o trator é o símbolo da mecanização na agricultura.
 Energia elétrica: fundamental para movimentação de 
máquinas e nos criadouros para iluminação e ventilação.
 Correção e análise laboratorial do solo: podem ser obtidas por 
meio do uso de calcário e fertilizantes, a fim de corrigir suas 
deficiências e torná-los mais férteis. O processo correto para 
a correção dos solos exige análise laboratorial para que seja 
possível identificar quais seriam suas deficiências e 
corrigi-las caso necessário.
Segmento “antes da porteira” e seus insumos
 Mudas e sementes: mudas podem ser geradas diretamente a 
partir das sementes ou de sua germinação.
 Inseminação artificial, matrizes e hormônios: têm como meta o 
melhoramento dos rebanhos por meio da procriação. É comum 
a escolha de animais que revelem características desejadas, 
para que sejam geneticamente passadas para as gerações 
seguintes. Tais animais são denominados matrizes. A coleta do 
sêmen dos machos e dos óvulos das fêmeas para futurafecundação por inseminação artificial é alternativa à 
reprodução natural dos animais. Os hormônios são produtos 
químicos utilizados para acelerar a atividade biológica tanto de 
animais (zoo-hormônios) como de vegetais (fito-hormônios). 
Segmento “antes da porteira” e seus insumos
 Rações: além das pastagens naturais, os animais de criação 
podem ser alimentados com ração. No mercado, basicamente 
há dois tipos, denominadas como: volumosos e 
concentrados. Os concentrados são constituídos de 
vitaminas, sais minerais e, até mesmo antibióticos. Com 
relação aos volumosos, basicamente são constituídos de 
fibras e proteínas. 
 Medicamentos e outros produtos veterinários: estimulantes de 
apetite, parasiticidas, antibióticos, probióticos e vacinas estão 
entre os produtos veterinários mais usados.
 Também é importante avaliar as questões relativas aos 
subsídios, financiamentos ou empréstimos, infraestrutura de 
transportes e de comunicações e mão de obra.
Segmento “antes da porteira” e seus insumos
 A infraestrutura interna é relativa à planta física construída na 
propriedade rural: armazéns, currais, sede da fazenda e outras 
construções voltadas à produção) e externa e essencial para o 
agronegócio. No caso da infraestrutura externa, está 
relacionada particularmente às vias que possibilitam o acesso 
dos insumos até a fazenda produtora, e a disponibilidade de 
redes de informação.
Segmento agroindustrial “depois da porteira”
 Depois da porteira se trata da industrialização e 
comercialização de produtos. O funcionamento da 
agroindústria necessita obrigatoriamente de insumos em 
quantidade e qualidade suficientes. Caso o agroindustrial 
disponha de muita matéria-prima de baixa qualidade, ele 
poderá até mesmo produzir com esse material, porém tenderá 
a ser rejeitado pelo próprio mercado.
 Caso não consiga cumprir com seus contratos de 
fornecimento, a empresa terá sua imagem maculada 
no mercado.
Interatividade
Em relação ao projeto de produção agropecuária, assinale a 
afirmativa correta:
a) Induz o empresário rural a desligar-se das atividades de 
longo prazo.
b) Permite maior orientação organizacional e administrativa, 
sem considerar aspectos técnicos.
c) Orienta, mas dificulta o processo de tomada de decisão por 
parte do empresário rural.
d) Estima necessidades anuais da empresa em termos dos 
seus recursos produtivos.
e) Empresas do elo de insumos agropecuários “antes da 
porteira” possuem mercado consumidor indefinido.
Resposta
Em relação ao projeto de produção agropecuária, assinale a 
afirmativa correta:
a) Induz o empresário rural a desligar-se das atividades de 
longo prazo.
b) Permite maior orientação organizacional e administrativa, 
sem considerar aspectos técnicos.
c) Orienta, mas dificulta o processo de tomada de decisão por 
parte do empresário rural.
d) Estima necessidades anuais da empresa em termos dos 
seus recursos produtivos.
e) Empresas do elo de insumos agropecuários “antes da 
porteira” possuem mercado consumidor indefinido.
Segmento agroindustrial “depois da porteira”
 Na agroindústria é necessário que se encontre formas 
de assegurar suas matérias-primas em quantidade, qualidade 
e no prazo certo, a fim cumprir com seus contratos de 
fornecimento.
 A comercialização de produtos alimentícios exige cuidados 
especiais, que vão desde o manuseio até o estabelecimento de 
prazos de validade muito bem definidos. Deve-se ressaltar que 
o cumprimento de tais prazos é dependente de atividades 
secundárias, como o transporte e armazenagem.
 É necessário uma análise das margens de comercialização dos 
produtos agrícolas, para ter mais esclarecimento sobre as 
variações nos preços planejados, pois a natureza da produção 
agrícola, (variações climáticas, pragas ou doenças), contribui 
para a instabilidade dos preços finais do produto.
Segmento agroindustrial “depois da porteira”
 Os insumos secundários, os materiais destinados a dar 
suporte à produção agroindustrial, incluindo, por exemplo, os 
lubrificantes das máquinas, os aditivos usados nas 
agroindústrias de produção de alimentos, como conservantes 
e corantes e os combustíveis. Tais insumos são necessários 
para que se obtenha uma produção de qualidade.
 A manutenção da integridade da embalagem e do nível ideal 
de umidade relativa do ar e seu armazenamento em 
temperatura ideal, são fatores capazes de alterar a qualidade 
e a validade dos produtos agropecuários.
Segmento agroindustrial “depois da porteira”
 A autorização de direito de funcionamento das agroindústrias 
é uma exigência legal, obtida do registro da agroindústria no 
Ministério da Fazenda (para o devido cálculo do Imposto 
sobre Produtos Industrializados – IPI) e do Desenvolvimento, 
Indústria e Comércio, além do registro na Junta Comercial, 
na Secretaria da Fazenda e na Prefeitura; um processo 
muito burocrático.
 A marca dos produtos da agroindústria tem de ser registrada 
no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Outra 
exigência refere-se às licenças de funcionamento dos órgãos 
responsáveis pela proteção do meio ambiente. Caso os 
registros sejam destinados a indústrias agropecuárias da área 
alimentícia, também será necessário registrá-los nos 
Ministérios da Saúde e da Agricultura.
Segmento agroindustrial “depois da porteira”
 A Logística de Suprimentos tem como objetivos viabilizar a 
chegada de insumos e serviços às agroindústrias no tempo 
certo e reduzir os custos da produção e comercialização.
 A Logística de Operação visa a uma produção mais eficiente 
quanto possível. Deverá indicar como operacionalizar para 
impedir a formação de estoques desnecessários, geradores 
de ônus para o empreendedor. Sua tarefa é encontrar um meio 
termo entre o volume de insumos necessários e a produção, 
tendo uma margem de reserva emergencial.
 Já a Logística de Distribuição deverá gerenciar os processos 
de armazenagem e transporte de produtos agropecuários, 
levando em conta, em alguns casos, a perecibilidade rápida e 
a sazonalidade da produção.
Segmento agroindustrial “depois da porteira”
 Dependendo do modo de armazenagem dos produtos, eles 
irão se manter íntegros, por maior ou menor tempo. Cada 
produto deverá ser considerado individualmente para que se 
opte pelo método de armazenamento adequado. 
Exemplificando, alguns precisam ser congelados (carnes em 
geral, frutas mantidas em baixa temperatura e elevada 
umidade relativa do ar).
Segmento agroindustrial “depois da porteira”
 Supermercados e hipermercados são grandes lojas que 
abrigam imensa variedade de produtos, de todos os tipos, 
preços e qualidade. Trata-se de uma tendência mundial a 
formação de redes onde o consumidor encontra tudo de que 
precisa em um único local. Em geral, são representados por 
grandes redes de elevado capital. O supermercado representa 
um dos maiores formadores de preços de produtos, às vezes 
o maior deles.
 Pequenos comerciantes (mercados, mercadinhos, sacolões e 
armazéns), são pontos que em geral atendem e tornam-se 
vinculados a clientes específicos, fisicamente mais próximos 
de tais estabelecimentos, tem a capacidade de formação de 
preços pequena, além de contarem com um número 
limitado de clientes.
Segmento agroindustrial “depois da porteira”
 O mercado internacional exige do vendedor brasileiro 
produtos de alta qualidade, pontualidade na entrega e 
competitividade, itens que não podem falhar nem sequer 
isoladamente, a fim de garantir o sucesso do negócio. Caso 
consiga se firmar no mercado externo, terá garantido grande 
volume de vendas e uma ótima rentabilidade, visto que 
receberá em dólar ou euro.
 Exportar produtos agrícolas e pecuários é uma tarefa 
altamente especializada, limitando esse mercado às grandes 
empresas cujas atividades são direcionadas para essa área. O 
mercado externo é bem mais exigente que nosso mercado 
interno. No Brasil,o consumidor gradativamente vem 
consumindo, cada vez mais, produtos de alta qualidade, 
prática que no mercado americano e europeu é antiga.
Segmento agroindustrial “depois da porteira”
 Do ponto de vista da formação dos preços, os produtos 
exportados seguem um preço internacional, de modo que 
pouco interferem em nosso mercado. Contudo, conforme a 
“lei da oferta e procura”, se determinado segmento, como a 
produção de carne brasileira, por exemplo, atinge o 
reconhecimento internacional, mais e mais produtores e 
empresários buscarão o mercado externo. Quanto maior o 
volume de exportações, observar-se-á uma tendência de 
redução do volume do produto destinado ao mercado interno, 
o qual pressionará a elevação de preços em nosso mercado.
Segmento agroindustrial “depois da porteira”
 Como comentamos, a formação dos preços dos produtos 
exportados seguem um preço internacional, e a determinação 
do preço é influenciada por duas forças que atuam em 
direções opostas. Por um lado, o custo de produção e a meta 
de lucro máximo tendem a elevar o preço; por outro, as 
pressões competitivas no mercado internacional induzem à 
redução no preço. No caso das commodities, são mercadorias 
com pouco valor agregado e quase sem diferenciação – que 
podem portanto ser negociadas globalmente sob uma mesma 
categoria. Minério de ferro, madeira, carne e frango “in natura” 
e petróleo são algumas das mais comercializadas.
Segmento agroindustrial “depois da porteira”
 Commodities podem ser vendidas como qualquer mercadoria, 
mas são normalmente negociadas no mercado futuro, em 
bolsas de valores. Isso é, produtor e comprador firmam um 
contrato com um preço fixado hoje para a entrega e 
pagamento do produto em uma data futura pré-definida. 
Assim, mesmo antes de ter colhido a soja ou matado o boi, o 
produtor já tem uma garantia de volume contratado e preço a 
receber. Aqui cabe um destaque especial à logística para levar 
o produto ao porto, pois quanto menor for o seu custo, maior 
o lucro do exportador. O custo de transporte representa a 
maior parcela dos custos logísticos na maioria das empresas.
Interatividade
A expressão “tem como objetivos viabilizar a chegada de insumos 
e serviços às agroindústrias no tempo certo e reduzir os custos 
da produção e comercialização” é empregada para designar:
a) Logística de Suprimentos.
b) Logística de Operação.
c) Logística de Distribuição.
d) Logística Reversa.
e) Logística Integrada.
Resposta
A expressão “tem como objetivos viabilizar a chegada de insumos 
e serviços às agroindústrias no tempo certo e reduzir os custos 
da produção e comercialização” é empregada para designar:
a) Logística de Suprimentos.
b) Logística de Operação.
c) Logística de Distribuição.
d) Logística Reversa.
e) Logística Integrada.
ATÉ A PRÓXIMA!

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