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[Digite aqui] Sobremesas e Bolos no Pote 1 3 FORMAÇÃO CONTINUADA Sobremesas e Bolos no Pote Sobremesas e Bolos no Pote Escola SENAI “Horácio Augusto da Silveira” Centro de Tecnologia em Alimentos Rua Tagipuru, 242 – Barra Funda CEP: 01153-000, São Paulo – SP Telefax: (11) 3279-7400 e-mail: senaibarrafunda@sp.senai.br Curso Superior em Tecnologia de Alimentos Curso Técnico de Alimentos Cursos de Formação Continuada Treinamento para Empresas Assessorias Técnica e Tecnológica Informação Tecnológica Escola SENAI “Horácio Augusto da Silveira” about:blank 2 EscolaESsEcNolaAIS“HEoNrAáIcio“HAoruágcuiostAoudgauSstilovedairaS”ilveira ” Sobremesas e Bolos no Pote SENAI-SP, 2020 Trabalho elaborado pela Escola SENAI Horácio Augusto da Silveira – CFP 1.05 do Departamento Regional do SENAI-SP para o curso de Formação Continuada – Sobremesas e Bolos no Pote. Coordenação: Jéssica Meneguelli Meireles Elaboração: Ficha catalográfica SENAI-SP. Escola SENAI Horácio Augusto da Silveira. Sobremesas e Bolos no Pote. São Paulo, 2020. 81 p. CDU 664.683 Escola SENAI “Horácio Augusto da Silveira” Rua Tagipuru, 242 – Barra Funda 01156-000 – São Paulo – SP tel.: (11) 3279-7400 email: senaibarrafunda@sp.senai.br about:blank 3 Sumário CONTAMINAÇÃO EM ALIMENTOS .................................................................................................................... 4 HIGIENE AMBIENTAL NAS ÁREAS DE MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS............................................................... 8 HIGIENE PESSOAL DO MANIPULADOR DE ALIMENTOS ................................................................................... 13 ARMAZENAMENTO DE ALIMENTOS ................................................................................................................ 18 SEGURANÇA NO TRABALHO ........................................................................................................................... 21 MATÉRIAS-PRIMAS ......................................................................................................................................... 26 BALANCEAMENTO .......................................................................................................................................... 34 Calda de caramelo ................................................................................................................................................. 37 Pudim de leite ....................................................................................................................................................... 39 Brownie ................................................................................................................................................................. 41 Brigadeiro .............................................................................................................................................................. 43 Brigadeiro branco .................................................................................................................................................. 45 Rocambole............................................................................................................................................................. 47 Beijinho ................................................................................................................................................................. 49 Massa flora ............................................................................................................................................................ 51 Creme de limão ..................................................................................................................................................... 53 Merengue italiano ................................................................................................................................................. 55 Creme de confeiteiro ............................................................................................................................................ 57 Massa de coco ....................................................................................................................................................... 59 Creme 5 leites ....................................................................................................................................................... 61 Massa branca ........................................................................................................................................................ 63 Creme de paçoca ................................................................................................................................................... 65 Brigadeiro de paçoca ............................................................................................................................................. 67 Praliné de amendoim ............................................................................................................................................ 69 Chantilly cremoso .................................................................................................................................................. 71 Massa de chocolate ............................................................................................................................................... 73 Geleia de morango ................................................................................................................................................ 75 Creme de leite em pó ............................................................................................................................................ 77 Sugestão de montagem .................................................................................................................................. 79 REFERÊNCIA .................................................................................................................................................... 81 4 CONTAMINAÇÃO EM ALIMENTOS Contaminação em alimentos é a presença de todo e qualquer material estranho, inclusive organismos e microrganismos indesejáveis ao produto. E esses materiais estranhos se tornam um perigo quando causam danos à saúde do consumidor. Existem outras situações em que o material contaminante, principalmente estranho ao alimento não causa injúria, e sim sentimentos de ojeriza ou asco ao consumidor, já que o que mais o impacta é ver a contaminação. Esse caso oferece prejuízos de opinião à empresa que o colocou o produto no mercado. Para o manipulador de alimentos, é importante saber que a contaminação pode ser física, química ou biológica; quais podem ser os veículos de contaminação; o que é uma contaminação cruzada e como fazer para evitar a contaminação. Tipos de contaminação A contaminação pode ser física, química e biológica, incluindo-se nesse último tipo a contaminação microbiológica. Contaminação física A contaminação física é representada por objetos estranhos, visíveis, que podem causar qualquer tipo de dano ao consumidor, como metal, vidro, pedra, madeira, plástico, cabelo, pelo e ossos. Contaminação química A contaminação química aparece sob a forma de produtos químicos como: produtos de limpeza, agrotóxicos, metais pesados, aditivos químicos em excesso, drogas veterinárias e componentes químicos de embalagem. Contaminação biológica ou microbiológica A contaminação visível pode ser observada em alimentos infestados com parasitas. Já a contaminação invisível ou microbiológica é provocadapor microrganismos que podem ser visualizados com o auxílio de microscópio. Essa éacontaminação maisperigosa, porque oconsumidornão a enxerga, e só acontecem 5 alterações de sabor, odor e textura no alimento que possam ser notadas e servir de alerta quando o desenvolvimento docontaminante microbiológico é alto ejáconstitui risco à saúde. Classificação de microrganismos na contaminação de alimentos Do ponto de vista da contaminação microbiológica em alimentos, podem-se classificar os microrganismos em dois grupos distintos: deterioradores e patogênicos. Microrganismos deterioradores Os microrganismos deterioradores são aqueles que alteram as características dos alimentos como cor, sabor, odor, textura e aspecto geral que se tornam impróprios para o consumo. Microrganismos patogênicos Os microrganismos patogênicos são os que representam riscos à saúde do homem, causando doenças conhecidas como DTAs (doenças transmitidas por alimentos). Os sintomas mais comuns das DTAs são vômitos e diarreias, podendo também apresentar dores abdominais, dor de cabeça, febre, alteração da visão, olhos inchados; alguns casos são fatais. Classificação das DTAs As DTAs são classificadas como intoxicação ou toxinfecção. A intoxicação é causada pela ingestão de toxina pré-formada no alimento, ou, ainda, pela ingestão de alimentos contaminados por substâncias químicas; a toxinfecção ocorre pela ingestão de alimentos contaminados por um grande número de microrganismos patogênicos que podem se multiplicar no organismo; invadir a parede intestinal; disseminar para outros órgãos ou produzir toxina no intestino, dependendo do patógeno (agente causador de doenças). Atuação dos microrganismos Tanto os microrganismos deteriorados quanto os patogênicos utilizam o próprio alimento como fonte de energia, promovendo alterações indesejáveis que refletem condições precárias de higiene durante a produção, o armazenamento, a distribuição e/ou o manuseio dos alimentos. Alguns microrganismos, quando em condições críticas, como temperaturas muito elevadas ou muito baixas ou ausência de água disponível, têm a capacidade de produzir esporos (proteção resistente), podendo voltar à atividade quando o meio se mostrar favorável. Em se tratando de alimentos, a toxina produzida por alguns microrganismos provoca 6 danos à saúde, e em grande quantidade pode levar à morte. Um exemplo clássico é a toxina botulínica, produzida pelo microrganismo Clostridium botulinum que pode ser encontrada em conservas industriais e caseiras e em enlatados mal processados. Quando ingerida por meio do alimento contaminado, causa vertigem, visão turva ou dupla, perda de reflexo para a luz, dificuldade de deglutição, fala e respiração, boca seca, fadiga, fraqueza, paralisia e gastrenterite, podendo ser fatal. Observação Microrganismos não patogênicos Os microrganismos que são classificados como não patogênicos ou úteis na indústria não estão relacionados a contaminação e são adicionados intencionalmente ao produto com o objetivo de atribuir-lhe características positivas, melhorando as propriedades nutricionais, sensoriais ou ainda os processos tecnológicos. O fermento biológico, utilizado na produção de pão, é o exemplo mais comum nesse caso. Contaminação cruzada É a transferência de substâncias estranhas, que podem ser de origem física, química e/ou biológica, entre alimentos. Exemplos Se uma mesma indústria produz dois tipos de panetones, um contendo açúcar e outro sem adição de açúcar, a masseira que bateu a massa com açúcar, caso não seja higienizada, pode contaminar a massa que não contém açúcar, se esta for processada em seguida. Se uma faca utilizada para cortar carne crua for reutilizada sem ser higienizada, para cortar qualquer outro tipo de alimento, seja ele cru ou processado, provoca contaminação cruzada (Figura 1). Figura 1 – Contaminação cruzada. Até mesmo o resfriamento de produtos que sofreram cocção ou assamento em um ambiente em que produtos crus são manipulados pode acarretar contaminação cruzada. 7 Veículos de contaminação Veículo de contaminação é tudo aquilo que pode levar contaminante para o alimento. O homem, animais, água, ar, utensílios e/ou equipamentos são veículos de contaminação. Por exemplo: cabelo no alimento (contaminação física) – o manipulador é o veículo de contaminação, e o cabelo é o agente contaminante. Medidas decontrole A contaminação pode ser controlada utilizando-se as Boas Práticas de Fabricação (BPF), que estabelecem requisitos essenciais de higiene e de procedimentos a fim de garantir a qualidade sanitária dos alimentos para o consumo humano. Devem ser aplicadas por toda pessoa física ou jurídica que possua estabelecimento onde sejam realizadas atividades de produção, industrialização, fracionamento, armazenamento ou transporte de alimentos. 8 HIGIENE AMBIENTAL NAS ÁREAS DE MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS A higiene ambiental nas áreas de manipulação de alimentos é fundamental para que não haja perdas na produção e para que não comprometam a saúde do consumidor. Entende-se por área de manipulação todo ambiente industrial ou comercial onde ocorrer: recepção de ingredientes, matéria-prima ou produto pronto, estoque, fracionamento, produção ou comercialização de alimentos, segundo a Portaria CVS nº 5 de 2013. Higienização dos utensílios, equipamentos e superfícies Os resíduos de alimentos impregnados nos utensílios, equipamentos e superfícies envolvidos com o processo produtivo favorecem a multiplicação de microrganismos e, consequentemente, a contaminação microbiológica. Essa contaminação compromete a vida útil dos alimentos. A higienização compreende um conjunto de procedimentos para obtenção de superfícies, equipamentos e ambientes limpos e seguros para serem utilizados na manipulação de alimentos. Esses procedimentos dividem-se basicamente em duas fases: limpeza e desinfecção. Limpeza O processo de limpeza elimina até 99% de resíduos orgânicos e minerais presentes no ambiente. A remoção desses resíduos é fundamental para o sucesso da etapa de desinfecção, pois a sua presença protege os microrganismos da ação dos sanificantes e reduz asua eficiência. Os detergentes são produtos de limpeza elaborados com substâncias químicas capazes de retirar os resíduos aderidos às superfícies em razão de suas propriedades físico-químicas. 9 A escolha do detergente deve levar em consideração a natureza do resíduo a ser removido, o tipo de material utilizado na construção dos equipamentos, utensílios e superfícies e o método empregado na limpeza (manual ou mecânico). Fatore scomo concentração do princípio ativo, período de contato do detergente com o resíduo, temperatura da solução, agitação ou ação mecânica influenciam no desempenho dos detergentes. Qualquer que seja o produto, devem-se seguir as recomendações do fabricante referentes à diluição para que os resultados sejam garantidos. Apresenta-se a seguir um exemplo de método de limpeza. Remoção inicial dos resíduos aderidos nas superfícies dos equipamentos, bancadas e utensílios com auxílio de escovas, espátulas e esponja dupla face: enxaguar com água na temperatura entre 35°C e 40°C; aplicar a solução detergente adequada para remoção dos resíduos aderidos de forma manual ou mecânica; enxaguar com água na temperatura entre 35°C e 40°C, eliminando completamente a solução detergente. A avaliação da operação de limpeza pode ser feita por meio da observação de: ausência de resíduos visíveis na superfície limpa e seca pela iluminação direta; ausência de manchas ou impregnações após a fricção de lenço ou de papel branco; ausência de odores. DesinfecçãoA desinfecção é a operação de redução, por método físico e/ou agente químico, do número de microrganismos em um nível que não comprometa a qualidade higiênico- sanitária do alimento. As etapas de desinfecção devem ser realizadas antes do início, durante e ao término das atividades. Os produtos utilizados para desinfecção na indústria de alimentos devem estar regularizados pelo Ministério da Saúde. A diluição, o tempo de contato e o modo de uso/aplicação desses produtos devem obedecer às instruções recomendadas pelo fabricante, e eles devem ser identificados e guardados em local reservado para essa finalidade. Os agentes desinfetantes utilizados na indústria de alimentos são classificados em: agentes físicos: uso de calor na forma de vapor d’água ou água aquecida e o uso de radiação ultravioleta (UV); 10 agentes químicos: substâncias químicas à base de cloro, iodo e amônia quaternária. Fatores como concentração, tempo de contato, pH e temperatura da solução, dureza da água, presença de resíduos orgânicos e tipo de microrganismo a destruir afetam o desempenho dos agentes químicos. Os compostos à base de cloro se destacam porserem eficientes contra muitos tipos de microrganismos, inclusive esporos. Não são afetados pela dureza da água (refere-se à quantidade de sais presentes na água, como magnésio e cálcio), não deixam resíduos, têm dosagem simples e baixo custo. Uma solução clorada com poder sanificante pode ser preparada da seguinte maneira: - 10 ml (1 colher de sopa rasa) de água sanitária para uso geral a 2,0 – 2,5% em 1 litro de água ou 20 ml (2 colheres de sopa rasas) de hipoclorito de sódio a 1,0% em 1 litro de água; Observação Não se permite nos procedimentos de higiene: varrer a seco nas áreas de manipulação; fazer uso de panos para secagem de utensílios e equipamentos; usar escovas, esponjas ou similares de metal, lã, palha de aço, madeira, amianto e materiais rugosos e porosos; reaproveitar embalagens de produtos de limpeza; usar nas áreas de manipulação os mesmos utensílios e panos de limpeza utilizados em banheiros e sanitários. Qualidade da água A água utilizada, tanto no preparo dos alimentos como na limpeza dos utensílios e superfícies que entram em contato com os alimentos, deve ser potável. Sua qualidade deve ser controlada, independentemente das rotinas de manipulação dos alimentos. As condições de higiene das caixas d’água devem ser perfeitas, livres de resíduos na superfície ou no fundo. A higienização é indispensável a cada seis meses e quando houver ocorrência de acidentes que possam contaminar a água (animais mortos, sujeiras, enchentes etc). Manipulação, acondicionamento e eliminação de resíduo O acúmulo de resíduo ou lixo é responsável pelo desenvolvimento de pragas e a proliferação de microrganismos, e, consequentemente, de focos de contaminação dos alimentos. Em razão dessa condição, o lixo deve estar em recipientes constituídos de 11 material de fácil higiene com tampas acionadas por pedais. Esses recipientes devem ser esvaziados e higienizados no mínimo duas vezes ao dia para que não representem risco. O acondicionamento do lixo deve ser em área externa, fechada e de fácil lavagem, exclusiva para esse fim. Ao manipular os recipientes contendo o lixo, o manipulador deve usar luvas de látex. Observação O lixo não deve sair da área de manipulação pelo mesmo local onde entram as matérias-primas. Controle integrado de pragas O Controle Integrado de Pragas é um conjunto de ações preventivas e corretivas que devem ser tomadas com o objetivo de impedir que os vetores como as pragas urbanas causem problemas, incluindo a contaminação dos alimentos. Esse controle deve ser feito por profissionais credenciados de empresas especializadas, devidamente licenciadas e registradas. Entre os tipos de pragas existentes, as baratas, formigas, morcegos, pombos e roedores são as mais preocupantes para a indústria de alimentos, portanto passíveis de controle. Devem-se adotar algumas medidas para evitar os fatores que propiciam a proliferação das pragas: eliminar possíveis pontos de entrada das pragas, tais como portas e janelas malvedadas; ralos sem proteção; colocar cortinas de ar nas portas de maior movimentação; usar portas com dispositivos, como molas, para permanecerem fechadas e vedadas com borrachas na parte inferior; tratar esgotos e bueiros externos. Os produtos utilizados para o controle de pragas devem ser registrados no Ministério da Saúde. O manuseio inadequado dessas substâncias causa contaminação química nos alimentos e sérios danos à saúde do operador. Adequação das instalações O ambiente de trabalho para manipulação de alimentos deveter estrutura física adequada, de acordo com a legislação federal CVS nº 5 de 2013, que estabelece os Parâmetros e Critérios para o Controle Higiênico Sanitário em Estabelecimentos de Alimentos. Alguns itens extraídos dessas normas são apresentados a seguir: 12 cantos arredondados entre paredes e pisos; banheiros com chuveiros, vestiário e armários para funcionários; ralos com sistema de fechamento mecânico e grelhas com cobertura; janelas teladas com abertura máxima de 2 mm; portas com sistemas de abertura e fechamento sem trinco, com molas, e com vão inferior máximo de 1 cm; instalações elétricas devidamente dimensionadas e sem adaptações; pia para lavagem de utensílios com água fria e quente; manutenção e reparo da edificação; luminárias com proteção antiqueda, em caso de quebra; lavatório com sabão líquido e álcool a 70% ou produto higienizante similar, à disposição dos manipuladores dentro da área de produção. 13 HIGIENE PESSOAL DO MANIPULADOR DE ALIMENTOS A falta de higiene pessoal do manipulador de alimentos é prejudicial a sua saúde, como também causa a contaminação dos alimentos, resultando em perdas na produção e danos à saúde dos consumidores. Entende-se por higiene pessoal do manipulador de alimentos um conjunto de procedimentos higiênico-sanitários que podem evitar que o manipulador seja veículo de contaminação. São considerados manipuladores de alimentos todo indivíduo que de maneira direta ou indireta tenha contato com alimentos. Uma pessoa que esteja visitando a área de produção deverá ser tratada como manipulador; o balconista, o entregador, o encarregado de estoque também são considerados manipuladores de alimentos. Higienização corporal O banho é a principal maneira de higienização corporal, já que remove as sujeiras acumuladas, parte dos microrganismos e células resultantes da descamação natural da pele, além de tranquilizar o indivíduo e propiciar-lhe uma sensação de bem- estar físico e mental. O banho deve ser tomado com água limpa na temperatura morna ou fria, preferencialmente no chuveiro. Deve-se começá-lo lavando primeiro a cabeça, massageando o couro cabeludo e os cabelos com xampu e enxaguando-os bem; se forem utilizados cremes e condicionadores, depois de sua aplicação deve-se enxaguar bem os cabelos. Em seguida, deve-se lavar o rosto e ensaboar todo o corpo com sabonete e uma bucha, tomando o cuidado para começar a esfregar do pescoço em direção aos pés. É aconselhável utilizar sabonetes específicos para as partes íntimas, e não é necessária a utilização da bucha. Na sequência, deve-se enxaguar o corpo completamente. 14 Após o banho, o corpo deve ser seco com uma toalha limpa em toda a sua extensão. Deve-se utilizar uma toalha para o rosto e outra para o corpo. Deve-se secar muito bem atrás das orelhas, entre os dedos das mãos e dos pés e principalmente as partes íntimas. Sempre depois do banho, deve-se colocar roupas limpas. O banho deveráser no mínimo diário, e os cabelos deverão ser lavadospelo menosduas vezes por semana. Observações Para ter uma boa higiene corporal devem-se observar ainda os seguintes itens: os cuidados diários com a higiene bucodental devem abranger o uso do fio dental, a escovação dos dentes e da língua e, finalizando, a higienização com o uso de enxaguante bucal, pelo menos três vezes ao dia; os homens devem manter-se barbeados e com bigodes aparados; os pelos tanto do nariz quanto dos ouvidos devem ser aparados com o auxílio de uma tesourinha. Higienização das mãos A pele é um reservatório de diversos microrganismos, e as mãos são as principais vias de contaminação durante a manipulação dos alimentos; por esse motivo, deve-se mantê-las sempre higienizadas. As unhas devem ser mantidas curtas e limpas, pois microrganismos podem causar contaminações graves nos alimentos. Não devem ser esmaltadas, mesmo que com esmalte incolor, para que não se soltem das unhas e venham a contaminar o alimento. Os manipuladores de alimentos devem higienizar as mãos especialmente antes de iniciar o manuseio de alimentos e também: ao chegar ao trabalho e entrar no setor; ao iniciar um novo serviço ou trocar de atividade; depois de utilizar o sanitário; após tossir, espirrar, assoar o nariz, fumar; após se coçar ou levar as mãos aos cabelos; depois de utilizar materiais de limpeza; após recolher o lixo ou outros resíduos; ao manusear alimentos crus ou não higienizados; depois de manusear dinheiro. O processo de higienização das mãos tem as seguintes etapas (Figura 2): molhar as mãos e os braços até a altura dos cotovelos; 15 utilizar sabonete líquido neutro e inodoro, esfregando as mãos e o antebraço por pelo menos 1 minuto; esfregar entre os dedos, a palma e o dorso das mãos até a altura dos cotovelos; enxaguar bem em água corrente; secarcom toalhas de papel descartável não reciclado ousecadores de ar quente; aplicar uma solução antisséptica, que pode ser álcool a 70%, ou outros produtos aprovados pelo Ministério da Saúde para essa finalidade. Figura 2 – Processo de higienização das mãos. A seguir, na Figura 3, pode-se observar o crescimento de microrganismos. As placas utilizadas foram previamente preparadas com substâncias que favorecem a multiplicação dos microrganismos (meios decultura). Com o auxílio de um bastão especial, o material é colhido das mãos do manipulador e colocado nas placas. Depois, as placas são bem vedadas e levadas à estufa na temperatura de 36 °C por pelo menos 24 horas, onde haverá a multiplicação de microrganismos. Não é possível nessa etapa precisar quais são os tipos de microrganismos: o que se pode observar são colônias distintas em sua morfologia (coloração, aspecto, tamanho, forma). Por meio dessas placas pode-se ter uma estimativa do número de microrganismos existentes. Figura 3 – Placas de análise microbiológica das mãos (mãos não lavadas, mãos lavadas com sabão e mãos higienizadas). 16 Regras para evitar contaminação na manipulação de alimentos Para evitar contaminações e acidentes desnecessários durante a manipulação dos alimentos, devem ser observadas algumas regras: o manipulador de alimentos deve se apresentar devidamente uniformizado, trajando uniforme completo. No caso de o manipulador trabalhar na produção, fazem parte do uniforme a calça comprida sem bolsos; camiseta e avental sem adornos, bolsos ou botões que possam cair no alimento; o avental deverá ser de preferência de mangas compridas com elástico no punho; e sapatos. O uniforme deve ser de cor clara, deve estar sempre limpo e em bom estado de conservação. Para cada setor, o uniforme deverá ser adequado ao ambiente de trabalho, por exemplo: as botas e o avental plásticos somente serão usados quando o manipulador estiver trabalhando diretamente em contato com água; os sapatos de segurança devem ser apropriados para cada área de atuação do manipulador, segundo Norma Regulamentadora – NR 6 que regulamenta a utilização de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e devem ter CA (certificado de aprovação) dentro do prazo de validade. Devem ser usados com meias limpas e mantidos em boas condições de higiene e conservação; todos os adornos como joias, bijuterias, relógios e acessórios devem ser retirados e guardados em local apropriado; o manipulador de alimentos não deve tossir, conversar ou espirrar sobre os alimentos. Em caso de necessidade, antes de tossir ou espirrar, deve afastar-se do produto, cobrir a boca e o nariz com lenço de papel e, em seguida, higienizar as mãos para evitar a contaminação; caso o funcionário apresente algum sintoma de doença ou de ser portador de agentes que contaminem os alimentos, deve-se afastá-lo das áreas de manipulação de produtos alimentícios. qualquer pessoa assim afetada deve comunicar imediatamente essa condição ao seu supervisor; o manipulador de alimentos deve estar atento em manter a área detrabalho limpa, evitando colocar qualquer objeto que possa contaminar os produtos, equipamentos e utensílios ou causar algum acidente de trabalho; o uso da touca é obrigatório e está regulamentado pela Portaria SVS/MS no 326/97 e pela Resolução-RDC Anvisa no 275/02; o uso de luvas descartáveis evita o contato direto das mãos do manipulador com os alimentos. Não devem ser utilizadas quando implicarem risco de acidentes de trabalho, como manuseio de fogões, fritadeiras, cilindros, masseiras e outros equipamentos semelhantes. O uso das luvas na manipulação de alimentos deve 17 obedecer às condições de higiene e limpeza. O manipulador deverá higienizar as mãos antes e depois de calçar as luvas. Essa higienização e a necessidade de lavá- las durante o período de trabalho deverão ser as mesmas de quando se está sem as luvas. Não se deve reutilizar o par de luvas; os microrganismos presentes na boca e no nariz são importantes causadores de doenças transmitidas por alimentos (DTAs), como por exemplo o Staphylococcus aureus. A higiene oral adequada minimiza os riscos de contaminação. A máscara, também conhecida como peça facial filtrante, é um Equipamento de Proteção Individual (EPI) e descartável, constituída por fibras de tecido não tecido (TNT) pelas quais o ar atravessa para chegar à zona respiratória do usuário; também possui tiras de fixação e clipe nasal ajustável. Ela pode diminuir a contaminação, contudo não impede a passagem de gotículas de saliva com grande velocidade, como as expelidas pelo espirro, tosse e a conversa (as palavras que têm a letra F, por exemplo, expelem uma maior quantidade de gotículas de saliva). Seu uso correto implica trocá-la em intervalos de 15 a 30 minutos. Deverá cobrir o nariz e a boca, ajustando-se o clipe nasal e fixando as tiras sem cruzá-la, uma acima e outra abaixo da orelha. No caso de máscaras com elásticos para fixação, somente ajustar nas orelhas. Durante seu uso, as mãos não deverão tocá-las. O uso incorreto da máscara descartável pode contribuir significativamente para a contaminação dos alimentos. O calor e a umidade da respiração tornam a máscara um ambiente favorável para a proliferação de microrganismos, pois as fibras ficam menos impermeáveis. Essa umidade causada pelo uso contínuo pode provocar dermatites ao manipulador, que, ao coçar, ocasiona maior contaminação das mãos. É fundamental destacar que o Codex Alimentarius, que é uma comissão que desenvolve normas e diretrizes na área de alimentos criada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), e pela International Commission on Microbiological. Specifications for Foods (Comissão Internacional de Especificações Microbiológicas para Alimentos), não observa em seus textos a recomendação da utilização de máscaras descartáveisna manipu- lação de alimentos como procedimento obrigatório. Quanto à legislação sanitária federal brasileira, a obrigatoriedade da utilização de máscaras também não é reconhecida. Além disso, é importante consultar os serviços de vigilância sanitária dos estados, municípios e do Distrito Federal. Isso porque, de acordo com a Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990, cabe aos estados e ao Distrito Federal estabelecer normas, em caráter suplementar. Aos municípios cabe normatizar complementarmente as ações e serviços públicos de saúde no seu âmbito de atuação. 18 ARMAZENAMENTO DE ALIMENTOS Armazenamento de alimentos é o conjunto de atividades e requisitos que garantem a qualidade pela correta conservação de matérias-primas, ingredientes, embalagens e dos produtos prontos. Para o correto armazenamento de alimentos, deve-se considerar sua estabilidade e a legislação específica que trata das orientações para seu armazenamento. Esses procedimentos fazem com que o alimento seja conservado de acordo com a data de validade especificada na embalagem (vida de prateleira). Estabilidade dos alimentos Estabilidade do alimento é o tempo em que ele permanece armazenado com suas propriedades sensoriais, nutricionais e sanitárias inalteradas. Há alimentos considerados não perecíveis e perecíveis. não perecíveis: são aqueles que possuem tempo de durabilidade longa e devem ser mantidos em condições especiais de temperatura para a sua conservação e que, para que não ocorra o risco de desenvolvimento de microrganismo, devem ser guardados na temperatura recomendada pelo fabricante. perecíveis: são alimentos in natura, produtos semipreparados ou produtos preparados para o consumo cuja conservação, pela sua natureza ou composição, necessita de condições especiais de temperatura. Os perecíveis são considerados aptos para o consumo durante alguns dias se forem conservados em ambiente refrigerado com temperatura ao redor de 4°C, porém não superior a 6°C ou aquecido acima de 65°C. Tipo de alimento Armazenamento Temperatura (°C) Tempo (h) Frutas, verduras e legumes 10 72 Laticínios industrializados e sobremesas 4 72 Carnes e aves 4 72 Peixes 2 24 Peixes cozidos 4 24 Alimentos cozidos 4 72 19 Orientações sobre armazenamento Apresentam-se, a seguir, algumas orientações a serem observadas em relação ao armazenamento dos alimentos: as matérias-primas perecíveis devem ser armazenadas sob refrigeração, em câmaras frias dotadas de termômetros, observando-se os critérios de temperatura; as matérias-primas não perecíveis, como por exemplo os temperos desidratados, devem ficar armazenadas em local fresco e arejado, à temperatura ambiente, adequadamente identificadas e protegidas contra contaminação. Não devem ser guardadas juntamente com produtos químicos ou de limpeza, nem tampouco com produtos de higiene ou com material de embalagem; todo o material empregado na embalagem deve ser armazenado em locais próprios e em condições de sanidade e limpeza, separados das matérias-primas e de produtos químicos; a disposição dos produtos deve obedecer a data de validade, e o primeiro produto a ter a data mais próxima do vencimento é que deverá ser o primeiro a ser utilizado – Primeiro que Vence é o Primeiro que Sai (PVPS); alimentos ou recipientes com alimentos não devem estar em contato com o piso, e sim apoiados sobre estrados ou prateleiras das estantes. Deve-se respeitar o espaçamento mínimo necessário que garanta a circulação de ar (10 cm); alimentos retirados de suas embalagens originais devem ser acondicionados de forma que fiquem protegidos. Para isso devem-se utilizar recipientes adequados para guardar alimentos, devidamente higienizados. Na impossibilidade de manter o rótulo original do produto, as informações devem sertranscritas em etiqueta apropriada. Temperaturas de armazenamento Segundo a Legislação Federal (Portaria CVS n° 5, de 2013), os alimentos podem ser armazenados: sob congelamento – a temperatura igual ou menor que 0°C, de acordo com as recomendações dos fabricantes constantes na rotulagem ou os critérios de uso; sob refrigeração – a temperatura entre 0°C e 10°C, de acordo com as recomendações dos fabricantes constantes na rotulagem ou os critérios de uso; no estoque seco – a temperatura ambiente, segundo especificações no próprio produto e recomendações dos fabricantes constantes na rotulagem; Para exemplificar os critérios de uso que fazem parte da Portaria CVS-5/13, carnes bovina, suína e aves e seus produtos manipulados crus deverão ser armazenados sob temperatura até 4°C por até 72 horas. 20 Vida de prateleira A vida de prateleira, shelf life ou prazo de validade de um alimento, tem duas condições essenciais: segurança e qualidade, ou seja, é o período em que o produto se mantém seguro para o consumo sob as condições adequadas de armazenamento, preservando as características sensoriais, físicas e químicas e garantindo as propriedades nutricionais descritas no rótulo. Durante o armazenamento, a maioria dos produtos sofrem alterações que podem tornar o alimento menos atrativo, menos saboroso e eventualmente impróprio para o consumo. Uma prática comum e aceitável para se avaliar a vida de prateleira é verificar as alterações ocorridas no produto durante um determinado período de tempo. Serão avaliados parâmetros de cor, textura, viscosidade e quantidade de separação de óleo e água, que podem ser indicativos de segurança e qualidade. Outras análises como conteúdo de vitaminas (se houver indicação na embalagem), análises microbiológicas ou determinação de estanho em produtos enlatados, devem ser realizadas. Observação Depois da embalagem aberta, o prazo de validade muda. 21 SEGURANÇA NO TRABALHO A segurança no trabalho pode ser entendida como o conjunto de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, as doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. É constituída por normas e leis. Composição da legislação de segurança No Brasil, a legislação de segurança do trabalho compõe-se de Normas Regulamentadoras (NR), outras leis complementares, como portarias e decretos, e também das convenções internacionais da Organização Internacional do Trabalho – OIT, ratificadas pelo Brasil. Norma Regulamentadora Norma Regulamentadora é uma regra de conduta que regulamenta e fornece orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e à medicina do trabalho no Brasil. No Quadro abaixo estão algumas NRs cujas exigências afetam todos os setores. 22 NR Objeto Foco NR-1 Disposições gerais Trata dos direitos e deveres de empregadores e empregados acerca das medidas de segurança no trabalho. NR-4 SESMT Trata das competências e obrigatoriedades nas empresas do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho. NR-5 CIPA Trata das competências e obrigatoriedade da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA. NR-6 EPI Trata dos procedimentos para aplicação, fornecimento e utilização dos Equipamentos de Proteção Individual – EPIs. NR-7 PCMSO Trata do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. NR-9 PPRA Trata do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. NR-10 Serviços Elétricos Trata da Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. NR-12 Segurança em Máquinas e Equipamentos Trata da Segurança na Operação e Proteção das Máquinas e Equipamentos. NR-15 Atividades e Operações Insalubres Trata dos riscos à saúde nas atividades consideradas insalubres por sua natureza o pela exposição do trabalhador a condições insalubres. NR-17 Ergonomia Trata prioritariamente da condição de trabalho quanto apostura, ritmo e desgastes emocionais nas atividades diárias. NR-28 Fiscalização e Penalidades Prevê penalidades para itens não cumpridos das NRs em vigor. NR-35 Trabalho em Altura Estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção parta o trabalho em altura. Das Normas Regulamentadoras, a NR 06, NR 07, NR 09, NR 12 e NR 17 serão as citadas a seguir com maior ênfase, pois são as que afetam diretamente o manipulador de alimentos. Norma Regulamentadora NR 06 A NR 06 estabelece a aplicação, o fornecimento e a utilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI). Foi aprovada pela Portaria GM n. 3.214, de 08 de junho de 23 1978, e atualizada pela portaria em vigência – Portaria n. 145 de 28 de janeiro de 2010. Conforme a NR 06, Equipamento de Proteção Individual é todo dispositivo de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. Alguns EPIs oferecem proteção para partes específicas do corpo, como, por exemplo, o capacete, usado para proteção da cabeça, ou óculos, para proteção dos olhos. Outros oferecem segurança para todo o corpo, de acordo com a necessidade de cada área de atuação, como por exemplo avental plástico para área molhada. O Equipamento de Proteção Individual, de fabricação nacional ou importada, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação (CA), expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A validade do CA é concedida ao EPI de acordo com suas características, podendo variar de 6 meses a 5 anos. Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) ou à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) recomendar à empresa o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade. Nas empresas desobrigadas de constituir CIPA, o EPI será recomendado por orientação de profissional tecnicamente habilitado. Esse EPI é fornecido aos trabalhadores gratuitamente, em perfeito estado de conservação e funcionamento sempre que as medidas de ordem geral não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho. Quando o equipamento diz respeito ao coletivo, é denominado Equipamento de Proteção Coletiva (EPC), devendo proteger todos os trabalhadores expostos a determinado risco, como por exemplo a ventilação dos locais de trabalho, a proteção de partes móveis de máquinas e equipamentos, a sinalização de segurança, extintores de incêndio, entre outros. Cabe ao empregador adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade; exigir seu uso; fornecer ao trabalhador somente o EPI aprovado pelo órgão nacional e dentro do prazo de validade (número do CA); orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, conservação e guarda; substituir o EPI imediatamente quando danificado, vencido ou extraviado; responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; comunicar ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) qualquer irregularidade observada; registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico. 24 Cabe ao empregado utilizar o EPI apenas para a finalidade a que se destina; responsabilizar-se pela sua guarda e conservação; comunicara o empregador qualquer alteração que o torne impróprio ao uso; cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. Norma Regulamentadora NR 07 A Norma Regulamentadora NR 07 obriga que as empresas implantem um Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) para promoção e preservação da saúde dos trabalhadores, com base nos riscos à saúde desse trabalhador. Responsabilidade do empregador: • custear sem ônus todos os procedimentos. O PCMSO deve incluir, entre outros, a realização obrigatória dos exames médico: • admissional; • periódico; • de retorno ao trabalho; • de mudança de função; • demissional. Norma Regulamentadora NR 09 A Norma Regulamentadora NR 09 obriga que as empresas que admitam trabalhadores como empregados implantem o Programa de Prevenção e Riscos Ambientais (PPRA) visando à preservação da saúde e a integridade dos trabalhadores. Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos (ruídos, temperaturas extremas), químicos (poeira, gases) e biológicos (microrganismos) existentes no ambiente de trabalho que são capazes de causar danos à saúde do trabalhador. É responsabilidade do empregador: • garantir o PPRA como atividade permanente. É responsabilidade do empregado: • colaborar na implantação e execução do programa; • seguir as orientações recebidas; 25 • informar ocorrências que possam implicar riscos à saúde dos trabalhadores. Norma Regulamentadora NR 12 A Norma Regulamentadora NR 12, que teve seu texto alterado e aprovado em dezembro de 2010 pelo MTE define, em seus anexos, as referências técnicas, os princípios fundamentais e as medidas de proteção para garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores, e estabelece requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e doenças do trabalho. A NR 12 exige que as máquinas sejam intrinsecamente seguras para que sua operação não ofereça risco ao operador, sejam à prova de burla (anular de maneira simples o funcionamento normal e seguro de dispositivos ou sistemas da máquina, utilizando para acionamento quaisquer objetos disponíveis) e atendam ao princípio da falha segura. Para isso, essa norma aplica-se à utilização, construção, montagem, instalação, ajuste, operação, limpeza, manutenção, inspeção, desativação e ao transporte e desmonte da máquina ou equipamento. A norma estabelece procedimentos, requisitos específicos de segurança para máquinas de panificação, confeitaria (Anexo VI), açougue e mercearias (Anexo VII), novas, usadas ou importadas, a saber: amassadeiras, batedeiras, cilindros, modeladoras, laminadoras, fatiadoras para pães, moinho para farinha de rosca, serra fita, fatiador de bife, amaciador de bife, moedor de carne, fatiador de frios e ralador de frios. Os operadores dessas máquinas e equipamentos devem ser maiores de 18 anos, salvo na condição de aprendizes. Devem receber capacitação antes do início da função e reciclagem sempre que ocorrerem modificações nas instalações e na operação de máquinas ou troca de métodos, processos e organização do trabalho. Norma Regulamentadora NR 17 A Norma Regulamentadora NR 17 estabelece parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. As características psicofisiológicas referem-se ao comportamento do organismo humano como um todo (emocional e fisicamente). Condições inadequadas de trabalho podem produzir alterações no organismo dos trabalhadores, comprometendo a sua saúde, segurança e produtividade. Exemplos: iluminação inadequada, levantamento e transporte manual de pesos, movimentos viciosos, trabalho de pé, esforço físico intenso, postura inadequada, desconforto acústico, desconforto térmico, mobiliário inadequado e muitos outros fatores. As condições de trabalho devem permitir a execução das atividades profissionais no período de vida ativa do trabalhador, sem prejuízo de sua saúde. 26 MATÉRIAS-PRIMAS GORDURA Definição Produto de origem animal ou vegetal composto de ácido graxo e glicerina. Tipos de Gordura Gordura Animal: Existem três tipos: a banha que é derivada do porco, a manteiga e o creme de leite que são derivados do leite. Gordura Vegetal: são as gorduras extraídas dos vegetais como o milho, a soja, o coco, a azeitona e outros; sãoconhecidas como óleos vegetais e se encontram naturalmente no estado líquido. Quando comercializadas no estado sólido passaram, na maioria dos casos, pelo processo de hidrogenação. Funções aumenta o valor nutritivo do produto; aumenta e ajuda na absorção de líquidos; é responsável pelo tempo de conservação dos produtos; suaviza a textura do produto; facilita o crescimento dos pães; evita o ressecamento das massas (umidade); lubrifica o glúten mantendo-o elástico (maciez); fica 100% presente no produto final. SAL Definição O sal é cientificamente classificado como cloreto de sódio, cuja fórmula química é NaCl. É um produto obtido na própria natureza e levado ao consumo quase que em sua forma original. Sua fonte principal é o mar, mas também pode ser encontrado, mais raramente, em minas terrestres. A extração do sal, no mar, é feita de forma simples e milenar. Faz-se o represamento 27 das águas salgadas do mar, em canteiros chamados “salinas”. Eliminando o movimento das ondas e sob a ação do calor solar, provoca-se uma evaporação do elemento água e o sal bruto fica depositado no solo. Daí é levado diretamente aos processos de industrialização. Das chamadas minas de sal (depósitos de sal no subsolo), a extração é feita pela retirada das “camas de sal”, rochas impuras que são transportadas para serem trituradas e daí para a moagem, limpeza e processamento industrial final. Sob tensão é sensivelmente mais dispendiosa do que o processo de evaporação, sendo por isso mais explorado em regiões distantes do mar. Este tipo de sal, também chamado de “sal grosso” ou “sal de rocha”, contém menor grau de pureza que o seu similar, obtido do mar, e é utilizado no processo de industrialização e conservação de carnes, peixes. Funções - Sensibilizante do paladar; - agente controlador da doçura; - abaixa a temperatura de caramelização da massa; - tem ação bactericida; - ajuda na conservação do pão. LEITE Alimento produzido pelas glândulas mamárias de animais. É considerado completo por possuir elevada quantidade de cálcio, fósforo, gordura, proteína, lactose (açúcar do leite) e vitaminas. Tipos de Leite Leite integral – 3,5% de gordura Leite semidesnatado – 1,5% 0 2% de gordura Leite desnatado – 0,5% de gordura Leite em pó Leite condensado (retira-se 40% de água e acrescenta-se açúcar) Funções do leite Aumenta o valor nutritivo do produto; Favorece na coloração; Saborizante; Agente umedecedor; Fornece estrutura. 28 AÇÚCAR Definição Açúcar é um subproduto obtido da cana de açúcar (sacarose) ou de outros vegetais, principalmente da beterraba e, após refinamento, é apresentado sob a forma de cristais brancos, doces e completamente solúveis. Tipos de açúcares Açúcar Mascavo Açúcar Refinado Açúcar Cristal Açúcar Confeiteiro Açúcar Impalpável (adição de 3% de amido de milho) Açúcar Invertido (é aquecido com um ácido que quebra as moléculas do açúcar; tem a propriedade de resistir à cristalização e é muito utilizado na indústria de balas, confeitos e chicletes. Glicose / Glucose do milho (é naturalmente um açúcar invertido, sendo também adicionada principalmente em caldas para prevenir a cristalização quando o açúcar é levado a altas temperaturas) “Karo” (glicose do milho adicionada de aromatizantes e corantes) Mel (um açúcar invertido natural) Frutose (açúcar proveniente das frutas) Funções confere sabor doce ao produto; interfere no corpo e estrutura do produto; é alimento do fermento biológico; é responsável pela caramelização das massas em geral; auxilia na conservação do produto. ÁGUA Definição É um líquido incolor e inodoro, constituído por dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio. Ingrediente fundamental para a dissolução dos demais ingredientes e para umedecer massas e misturas. 29 Funções Possibilita a formação do glúten; determina a consistência da massa; conduz e controla a temperatura da massa; dissolve os ingredientes sólidos; regula o volume e o tempo de vida do produto. FARINHA DE TRIGO Definição A farinha branca é produto resultante da moagem do grão de trigo, com exceção da casca, do farelo e do gérmen. Nada mais é do que a moagem do endosperma, que é o núcleo branco composto de carboidratos e proteínas. A farinha Integral é o resultado da moagem de todo o grão, inclusive a casca. Este tipo de farinha é usado na fabricação de pães e de produtos integrais em geral. A farinha Especial é obtida das camadas internas do grão, sendo rica em amido, com a melhor qualidade de proteína contida no grão e com baixo teor de minerais. A farinha Comum é obtida a partir das camadas mais externas do grão. Estabelecendo- se uma comparação com a farinha Especial, a farinha Comum apresenta teor proteico e de minerais mais elevados e teor de amido mais baixo. Apesar do teor elevado de proteína a qualidade dessa proteína é inferior ao da Especial. A qualidade de uma farinha depende de sua origem, ou seja, da qualidade do grão. O fato de ser especial não significa que é de qualidade, pois se a proteína do trigo for de baixa qualidade, naturalmente a farinha também o será. Classificação: Grano Duro / Forte: São provenientes de trigos duríssimos e de elevada percentagem de proteína. Própria à fabricação de massas alimentícias. Farinha Dura / Média: possuem um bom teor de proteínas e são provenientes de trigos duros. Têm grande poder de absorção, isto é, bebem muita água e requerem mais trabalho de amassamento e mais tempo de fermentação, indicadas para o fabrico de pães. Farinha Mole / Fraca: Provenientes de trigos moles e consequentemente com menor quantidade e principalmente qualidade de proteína. Absorvem menos água e são chamadas as farinhas dos confeiteiros. Usada na fabricação de bolos e biscoitos. 30 Funções ingrediente construtor da estrutura primária dos pães; fornece a estrutura do pão por meio da formação do glúten (o glúten é uma cadeia; elástica e flexível que dá estrutura às massas, retendo os gases expansores liberados pela fermentação); Água + farinha + batimento mecânico = formação do glúten, o qual é o responsável pela retenção do gás da fermentação. A qualidade da proteína é medida pela capacidade do glúten de se expandir e reter adequadamente o gás, a fim de se produzir um produto satisfatório. AMIDO Definição Substância extraída do milho, arroz, trigo, mandioca e batata; é composta de unidades de açúcares (glicose), ligadas entre si de modo a formar cadeias. Funções - Gelatinização; - Espessante. FERMENTOS Definição Fermentar é fazer crescer uma massa pelo uso de material químico e /ou biológico que produza gás CO2. Funções - Crescer e aerar a massa; - melhorar o aroma e o sabor. Tipos de fermentação Fermentação Química: Agentes químicos ou sais minerais, na presença do calor e da umidade, produzem o gás dióxido de carbono (CO2), expandindo-se sob a ação do calor no forno. Logo, neste tipo de fermentação não existe vida, e sim, expansão ou liberação de CO2 no forno. 31 Fermentação Biológica: “Bio” significa vida. Biológico é aquilo que tem vida, que tem ação por crescimento e reprodução. Os fermentos frescos, secos e instantâneos representam esta classe de fermentos. O fermento fresco tem a sua ação controlada pela refrigeração e o fermento seco, pela retirada de grande parte da umidade, isto é, desidratação, e as células estão, por assim dizer, em estado latente. Sendo uma levedura, necessita de alimentos (encontrados na massa), temperatura (alta temperatura facilita a produção de açúcares que são as fontes de gás) e umidade (massas branda ou mole cresce mais rapidamente que uma massadura) para seu desenvolvimento. OVOS Definição Proveniente da postura das aves, podendo ser encontrado “in natura” (fresco), pasteurizado ou em pó (gema, clara, ovo integral). Funções - fornece estrutura às preparações; - favorece a incorporação de ar na massa (emulsificante natural); - alto valor nutritivo: - confere umidade; - saborizante; - corante (gema). CHOCOLATE Definição É um produto extraído das bagas torradas e moído do fruto do cacau. Tipos de chocolate Amargo Massa / Liquor de Cacau Manteiga de Cacau ½ Amargo Massa / Liquor de Cacau Manteiga de Cacau Açúcar 32 Ao leite Massa / Liquor de Cacau Manteiga de Cacau Leite em pó Açúcar Branco Manteiga de Cacau Leite em pó Açúcar Cobertura Hidrogenada sabor Chocolate (ao leite, ½ amargo, branco) É o “falso chocolate”. Um produto que se parece com o chocolate em que a manteiga de cacau é substituída por outras gorduras vegetais, por isso torna-se mais resistente ao calor, não necessitando de temperagem. Por conter gordura hidrogenada ou fracionada torna-se mais fluído, facilitando a decoração em trabalhos mais elaborados em confeitaria como, por exemplo, raspas filigranas etc. Há três tipos destas coberturas sabor chocolate meio amargo, ao leite e o branco. Este tipo de cobertura “sabor” chocolate é mais comumente utilizado na confecção de decorações, pois é mais fácil de trabalhar e não é preciso fazer a têmpera, entretanto o sabor é comprometido em virtude da presença da gordura vegetal, ficando um sabor residual. Técnicas de preparação do chocolate e coberturas Deve-se conhecer as técnicas de preparação do chocolate e coberturas para que os produtos obtidos não apresentem alterações. Essas alterações podem ser a rancificação, absorção de odores, migração da manteiga de cacau ou do açúcar para a superfície do produto. As principais técnicas de preparação do chocolate são: • derretimento: é necessário que, no derretimento, o chocolate atinja a temperatura de 45°C a 48°C; ele não deve ser superaquecido, pois pode queimar, perder o sabor e o aroma e tornar-se granuloso. O derretimento pode ser efetuado em derretedeira, microondas ou banho-maria; 33 • têmpera ou pré-cristalização: para que ocorra a têmpera ou pré-cristalização do chocolate, o tempo, a temperatura e o manuseio da massa derretida devem ser suficientes para a formação dos cristais estáveis, tornando a mistura homogênea. A temperatura de têmpera varia de acordo com o tipo de chocolate: • chocolate meio amargo: 29°C a 30°C • chocolate ao leite: 28°C a 29°C • chocolate branco: 27°C a 28°C Para as coberturas não têm necessidade da pré-cristalização. Cristalização – a cristalização é o efeito de solidificação do chocolate ou da cobertura. Ocorre sob temperatura de refrigeração para o chocolate e temperatura ambiente para as coberturas. BAUNILHA Definição Proveniente de uma orquídea originária da América Central, cultivada em clima úmido tropical. Sua produção está concentrada em quatro regiões do mundo México, Indonésia, Taiti e África (em Madagascar – 70% da produção mundial). Formas de comercialização da baunilha. Fava inteira – corta-se a fava e retira-se suas sementes para utilização. Extrato de baunilha – obtido através da maceração das favas em solução de álcool de cereais durante meses. Vanilina – é uma forma muito concentrada do extrato, normalmente disponível apenas para profissionais. Usada industrialmente para aromatizar produtos. Essência artificial ou extrato artificial de baunilha – é 100% artificial em sabor e imitação da baunilha. Açúcar de baunilha ou açúcar vanile – é o açúcar aromatizado com baunilha. Pode-se prepará-lo juntando uma fava de baunilha ao açúcar e deixando descansar por pelo menos uma semana. 34 BALANCEAMENTO O balanceamento de formulações consiste em determinar, por meio de cálculos específicos, a quantidade que cada ingrediente deve ter no produto a ser produzido. A formulação é constituída por porcentagens e quantidades dos ingredientes que compõem o produto, além do método que deverá ser seguido. Assim, quando se pretende produzir determinado produto, deve-se em primeiro lugar fazer o balanceamento da formulação. Ao balancear uma formulação, três fatores devem ser considerados: a função que cada ingrediente exerce na massa e no produto final, bem como as porcentagens máximas e mínimas toleráveis; as características internas e externas desejadas para o produto final; os processos e equipamentos a serem utilizados. O balanceamento está diretamente ligado à qualidade dos produtos, pois todas as necessidades do processo estão dimensionadas, garantindo a uniformidade na produção e a identificação de possíveis falhas e suas causas. Também facilita o controle do estoque, evita o desperdício e auxilia na redução de custos. Cálculo de uma formulação Para efetuar os cálculos de uma formulação, utiliza-se uma tabela como a do exemplo a seguir: Formulação de quindim INGREDIENTE % PESO (g) Gema 39,1% 470 Açúcar 36,3% 435 Coco seco 7,8% 94 Leite 7,8% 94 Manteiga 5,1% 60 Ovos 3,9% 47 Total 100% 1200 35 Para calcular o peso dos ingredientes sabendo suas respectivas porcentagens, deve-se: 1. definir a quantidade total de massa que deseja produzir; 2. multiplicar o peso total de massa pelo percentual do ingrediente que deseja saber o peso; 3. dividir o resultado obtido por 100 (total da formulação em %); 4. o resultado final é o peso do ingrediente. Repetir os passos 2 e 3 para cada um dos ingredientes. Exemplo Supondo na formulação do quindim que o peso total de massa seja igual a 1.200g, o cálculo acontecerá da seguinte forma: 1.200 (peso total da massa) vezes 39,1 (% da gema) dividido por 100 (% total de massa) Logo, o peso de gema para a quantidade de 1.200 g de massa será de 470g. Os cálculos deverão ser feitos com todos os outros ingredientes da mesma forma. CÁLCULO DE RENDIMENTO DE UM PRODUTO Para calcular quantas unidades de quindim serão produzidas, ou seja, o rendimento da formulação, deve-se: dividir o total da massa pelo peso de cada quindim (cru); o resultado é a quantidade de quindins produzidos para a formulação. Exemplo Supondo que o peso de cada quindim seja de 50g (cru) e o total de massa de 1.200g o cálculo do rendimento será o seguinte: O rendimento para essa formulação será de aproximadamente 24 quindins. CÁLCULO DE ENCOMENDA DE UM PRODUTO Para calcular uma encomenda de quindim, deve-se: definir o peso do quindim (cru); multiplicar a quantidade de quindim que se deseja produzir pelo peso de cada quindim (cru). 1200 x 39,1 = 470g 100 1200 = 24 unidades 50 36 O resultado será o total da massa. Exemplo Quantidade de quindim × peso do quindim (cru) = total da massa. Após obtido o total de massa deve-se calcular cada um dos ingredientes conforme exemplo do tópico cálculo de formulação. 24 (quindins) x 50 (peso cru) = 1200g 37 Calda de caramelo Ingredientes % Peso Método de Preparo Açúcar refinado 60 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Levar ao fogo, o açúcar, a água e a glicose até ponto de caramelo; 3. Acrescentar a água adicional e ferver até dissolver o caramelo. Observações Limpar sempre a lateral interna da panela com pincel e água para não cristalizar a calda. Não mexer durante a fervura. Acrescentar a água adicional com cuidado para não respingar. Caso não tenha a glicose, utilizar vinagre na mesma porcentagem.Água 15 Glicose 1 Água adicional 24 TOTAL 100 38 ANOTAÇÕES 39 Pudim de leite Ingredientes % Peso Método de Preparo Leite condensado 47 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Bater todos os ingredientes no liquidificador por aproximadamente 5 minutos; 3. Colocar em forma untada e caramelizada; 4. Levar para forno pré aquecido a 180ºC em banho maria. Leite integral liquido 35,2 Ovos inteiros 17,8 Total 100 40 ANOTAÇÕES 41 Brownie Ingredientes % Peso Método de Preparo Chocolate meio amargo 29 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Derreter o chocolate com a manteiga ou margarina; 3. Adicionar a glucose e dissolvê-la na primeira mistura; 4. Em um recipiente a parte, bater os ovos e o açúcar com um fouet; 5. Juntar as duas misturas e adicionar a baunilha; 6. Acrescentar a farinha a massa. 7. Adicionar as nozes picadas (opcional); 8. Colocar em forma untada e enfarinhada; 9. Assar em forno pré aquecido a 180ºC. Açúcar refinado 19 Ovos inteiros 20,5 Farinha de trigo 9 Manteiga ou margarina sem sal 16,4 Glucose liquido 5,8 Essencia de baunilha 0,3 TOTAL 100 Nozes (opcional) 8 42 ANOTAÇÕES 43 Brigadeiro Ingredientes % Peso Método de Preparo Leite condensado 69,9 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Em uma panela adicionar todos os ingredientes, levar ao fogo e cozinhar até o ponto desejavel. 3. Transferir para um recipinte, cobrir com plastico em contato e levar para refrigeração. Creme de leite UHT 17,4 Chocolate em pó 8,7 Farinha de trigo 1,4 Margarina sem sal 2,6 TOTAL 100 44 ANOTAÇÕES 45 Brigadeiro branco Ingredientes % Peso Método de Preparo Leite condensado 69,9 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Em uma panela adicionar todos os ingredientes, levar ao fogo e cozinhar até o ponto desejavel. 3. Transferir para um recipinte, cobrir com plastico em contato e levar para refrigeração. Creme de leite UHT 17,4 Leite em pó 8,7 Farinha de trigo 1,4 Margarina sem sal 2,6 TOTAL 100 46 ANOTAÇÕES 47 Rocambole Massa branca Método de Preparo Ingredientes % Peso Pesar todos os ingredientes separadamente; Massa branca 1. Em uma batedeira com o batedor globo bater os ovos e o açúcar até obter um creme claro e volumoso; 2. Adicionar a essência de baunilha; 3. Fora da batedeira, adicionar a farinha aos poucos utilizando um fouet; 4. Colocar em assadeira forrada com papel manteiga, e com o auxilio de uma espátula nivelar a massa com 0,5cm de espessura; 5. Assar em forno pré aquecido a 200° C. Massa de chocolate 1. Em um recipiente misturar a farinha de trigo e o chocolate em pó e reservar; 2. Em uma batedeira com o batedor globo bater os ovos e o açúcar até obter um creme claro e volumoso; 3. Adicionar a essência de baunilha; 4. Fora da batedeira, adicionar a primeira mistura aos poucos utilizando um fouet; 5. Colocar em assadeira forrada com papel manteiga, e com o auxilio de uma espatula nivelar a massa com 0,5cm de espessura; 6. Assar em forno pré aquecido a 200° C. Ovos 52,4 Açúcar refinado 23,6 Farinha de trigo 23,5 Essência de baunilha 0,5 TOTAL 100 Massa de chocolate Ingredientes % Peso Ovos 52,4 Açúcar refinado 21,6 Farinha de trigo 19,5 Chocolate em pó 6 Essencia de baunilha 0,5 TOTAL 100 48 ANOTAÇÕES 49 Beijinho Ingredientes % Peso Método de Preparo Leite condensado 65,3 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Acrescentar todos os ingredientes em uma panela, levar ao fogo médio e cozinhar até começar a desgrudar do fundo da panela; 3. Transferir para um recipiente, cobrir com plástico em contato e levar para refrigeração. Leite de coco 16,5 Margarina sem sal 5 Coco ralado médio 13,2 TOTAL 100 50 ANOTAÇÕES 51 Massa flora Massa branca Método de Preparo Ingredientes % Peso Pesar todos os ingredientes separadamente; Massa branca 1. Em uma batedeira com o batedor raquete, bater margarina e açúcar em velocidade média até a formação de um creme claro; 2. Adicionar os ovos e a essência, e continuar batendo; 3. Acrescentar a farinha e misturar até a obtenção de uma massa uniforme; 4. Refrigerar por pelo menos 30 min. Massa de chocolate 1. Em uma batedeira com o batedor raquete, bater margarina e açúcar em velocidade média até a formação de um creme claro; 2. Adicionar os ovos e a essência, e continuar batendo; 3. Em um recipiente misturar a farinha e o chocolate em pó peneirado, acrescentar a batedeira e misturar até a obtenção de uma massa uniforme; 4. Refrigerar por pelo menos 30min. Farinha de trigo 51,3 Açúcar refinado 15 Margarina 30,8 Ovo 2,6 Essência 0,3 TOTAL 100 Massa de chocolate Ingredientes % Peso Farinha de trigo 45,3 Açúcar refinado 15 Margarina 30,8 Ovo 2,6 Essência 0,3 Chocolate em pó 6 TOTAL 100 52 ANOTAÇÕES 53 Creme de limão Ingredientes % Peso Método de Preparo Leite condensado 70 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Misturar leite condensado e creme de leite; 3. Adicionar o suco de limão e as raspas de limão; 4. Levar para refrigeração até adquirir consistência. Creme de leite UHT 7 Suco de limão 23 Raspas de limão Q.B TOTAL 100 54 ANOTAÇÕES 55 Merengue italiano Ingredientes % Peso Método de Preparo Açúcar refinado 61 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Em uma batedeira com o batedor globo colocar as claras para bater; 3. Em uma panela misturar açúcar e água e levar ao fogo até 117ºC a 120; 4. Adicionar a calda quente em fio sobre as claras; 5. Deixar bater em velocidade alta até ponto de pico. Água 16 Claras in natura 23 TOTAL 100 56 ANOTAÇÕES 57 Creme de confeiteiro Ingredientes % Peso Método de Preparo Leite liquido integral 51 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Em um recipiente misturar o amido, as gemas, parte do leite ereservar; 3. Em uma panela acrescentar o restante do leite, o leite condensado, a margarina e levar ao fogo até levantar ferfura; 4. Acrscentar a primeira mistura à panela e mexer com o fuet até o cozimento total do creme; 5. Transferir para um recipiente, cobrir com plastico em contato e levar para refrigeração. Leite condensado 36 Gemas 5 Amido de milho 5 Margarina sem sal 2,5 Essência de baunilha 0,5 TOTAL 100 58 ANOTAÇÕES 59 Massa de coco Ingredientes % Peso Método de Preparo Margarina OU manteiga sem sal 11,5 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Bater as claras em neve e reservar; 3. Misturar a farinha e o fermento e reservar; 4. Em uma batedeira com o bateder globo, bater a margarina, o açúcar e as gemas até obter um creme claro; 5. Com a batedeira em velocidade baixa, adicionar a mistura da farinha alternando com o leite de coco; 6. Com o auxilio de um fuet acrescentar as claras em neve delicadamente; 7. Dispor em uma assadeira untada e enfarinhada, e levar para assar em forno pré aquecido a 180ºC. Açúcar refinado 21,8 Fermento quimico 0,9 Claras 6 Gemas 11,5 Farinha de trigo 25,3 Leite de coco 23 TOTAL 100 60 ANOTAÇÕES 61 Creme 5 leites Ingredientes % Peso Método de Preparo Leite condensado 30 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Em um recipiente dissolver o amido no leite; 3. Adcionar a primeira mistura e todos os outros ingredientes em uma panela e levar ao fogo; 4. Mexer com o auxilio de fuet e cozinhar até engrossar; 5. Transferir para um recipiente, cobrir com plastico em contato e levar para refrigeração. Creme de leite UHT 15 Leite liquido integral 15 Amido de milho 1,5 Leite de coco 15 Margarina 1,5 leite em pó 22 TOTAL 100 62 ANOTAÇÕES 63 Massa branca Ingredientes % Peso Método de Preparo Ovos inteiros 16 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Em um recipiente peneira a farinha, o fermento e reservar; 3. No liquididifcador bater ovos, óleo, açúcar e essência; 4. Tranfira o liquido para um recipiente e com o auxilio de um fuet adicione a primeira mistura intercalando com o leite; 5. Dispensar sobre uma assadeira untada e enfarinhada, e assar a 180ºC. Leite integral liquido 21 Óleo de girasol 13,2 Açúcar refinado 24 Farinha de trigo 24,6 Essencia de baunilha 0,2 Fermento quimico 1 TOTAL 100 Observação: Caso queira, a massa pode ser saborizada com raspas de limão, laranja ou canela em pó. 64 ANOTAÇÕES 65 Creme de paçoca Ingredientes % Peso Método de Preparo Chocolate branco 29,5 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Aquecer o creme de leite sem ferver e reservar; 3. Derreter o chocolate, adicionar o creme de leite e homogeneizar; 4. Acrescentar o doce de leite, a paçoca, o xerém e misturar bem; 5. Por fim adicionar o chantilly batido com o auxilio de fuet. Creme de leite uht 6 Doce de leite 12 Paçoca 9 Xerém de amendoim 8 Chantilly 35,5 TOTAL 100 66 ANOTAÇÕES 67 Brigadeiro de paçoca Ingredientes % Peso Método de Preparo Leite condensado 66,9 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Em uma panela, adicionar todos os ingredientes e levar ao fogo; 3. Cozinhar até o ponto desejado, transferir para um recipiente e levar para refrigeração. Creme de leite UHT 17,4 Paçoca 11,7 Farinha de trigo 1,4 Margarina sem sal 2,6 TOTAL 100 68 ANOTAÇÕES 69 Praliné de amendoim Ingredientes % Peso Método de Preparo Amendoim 70 1. Em uma panela colocar o açúcar e levar para caramelizar; 2. Fora do aquecimento, adicionar o amendoim, misturar e dispor sobre uma superficie untada ou tapete de silicone; 3. Depois que esfriar, bater aos poucos no processador ou liquidificador. Açúcar refinado 30 TOTAL 100 70 ANOTAÇÕES 71 Chantilly cremoso Ingredientes % Peso Método de Preparo Chantilly 75 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Em uma batedeira com o batedor globo misturar todos os ingredientes até atingir ponto desejado. Leite em pó 13 Leite condensado 12 TOTAL 100 72 ANOTAÇÕES 73 Massa de chocolate Ingredientes % Peso Método de Preparo Ovos inteiros 16,7 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Em um recipiente peneirar farinha, chocolate em pó, fermento, bicarbonato e sal e reservar; 3. Na batedeira com o batedor globo misturar ovos e açúcar até formar um creme claro; 4. Adicionar aos poucos o óleo e continuar batendo; 5. Com a batedeira em velocidade baixa adicionar aos poucos a mistura dos secos; 6. Ainda em velocidade baixa adicionar a água quente e homogeneizar bem; 7. Dispor em uma assadeira untada e enfarinhada, e assar a 180ºC. Açúcar refinado 24,5 Farinha de trigo 21 Chocolate em pó 8,7 Óleo de girasol 11 Fermento quimico 1 Bicarbonato de sódio 0,3 Sal refinado 0,1 Água quente 16,7 TOTAL 100 74 ANOTAÇÕES 75 Geleia de morango Ingredientes % Peso Método de Preparo Morangos frescos ou congelados 80 1. Em uma panela, misturar todos os ingredientes e cozinhar até o ponto desejável. Açúcar refinado 20 TOTAL 100 76 ANOTAÇÕES 77 Creme de leite em pó Ingredientes % Peso Método de Preparo Leite condensado 22,5 1. Pesar todos os ingredientes separadamente; 2. Em uma batedeira com o batedor globo misturar o leite condensado, leite em pó e o creme de leite até a formação de um creme; 3. Com o auxílio de um fuet adicionar o chantilly. Leite em pó 22,5 Creme de leite sem soro 20 Chantilly batido 35 TOTAL 100 78 ANOTAÇÕES 79 Sugestão de montagem Produto Composição Pudimde leite - Calda de caramelo; - Pudim de leite. Brownie - Massa de Brownie; - Brigadeiro branco; - Brigadeiro; Rocambole Montagem 1: - Massa branca; - Doce de leite. Montagem 2: - Massa branca; - Goiabada. Montagem 3: - Massa de chocolate; - Creme de coco (beijinho + creme de confeiteiro). Tortinhas Montagem 1 - Limão: - Massa flora branca; - Creme de limão; - Merengue italiano. Montagem 2 - Morango: - Massa flora de chocolate; - Creme de confeitero; - Morangos frescos. Bolos no pote Montagem 1 – Bolo de coco: - Massa de coco; - Beijinho; - Creme 5 leites. Montagem 2 – Bolo de paçoca: - Massa branca; - Creme de paçoca; - Brigadeiro de paçoca; - Praliné de amendoim. Montagem 3 – Bolo de limão: - Massa branca (saborizada com raspas de limaõ); - Creme de limão; - Chantilly cremoso; - Merengue italiano. 80 Bolos no pote Montagem 4 – Bolo casadinho: - Massa de chocolate; - Massa branca; - Brigadeiro; - Brigadeiro branco. Montagem 5 – Bolo sensação: - Massa de chocolate; - Brigadeiro; - Brigadeiro branco; - Geleia de morango. Monagem 6 – Bolo de leite em pó com creme de avelã: - Massa de chocolate; - Massa branca; - Creme de avelã (pronto); - Creme de leite em pó. 81 REFERÊNCIA HERMÉ, Pierre. Larousse das sobremesas. São Paulo: Larousse do Brasil, 2005. SEBRAE, Manual de apoio às boas práticas de fabricação – Série: Qualidade e Segurança Alimentar. SENAI, Higiene na manipulação dos alimentos. São Paulo, 2004 SENAI, Noções básicas de confeitaria. São Paulo, 2003