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A biossegurança é uma área do conhecimento definida pela Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária (Anvisa): “Por meio de uma série de atividades que visam prevenir, controlar, reduzir 
ou eliminar possíveis perigos ao homem, aos animais e à saúde, ao meio ambiente”. Refere-se 
a um conjunto de normas relacionadas à segurança dos trabalhadores de saúde que correm risco 
de acidentes potenciais devido à contaminação de materiais ou instrumentos com materiais 
biológicos. 
 
 Biossegurança: Risco e Perigo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Risco e perigo são termos utilizados em biossegurança, por isso é importante compreender o 
seu significado, desta forma, RISCO refere-se a um perigo mediado pelo conhecimento da 
situação, ou seja, um perigo que pode ser prevenido e deve ser sempre implementado. Já 
PERIGO é aquele que existe quando não se conhece a situação. É aquele que é desconhecido 
ou ainda mal conhecido. 
 Agente de risco 
A Portaria do Ministério do Trabalho nº 3.214 é responsável por regulamentar a NR 
(Regulamento Regulamentar), as normas que regem a saúde e segurança nos ambientes 
ocupacionais. A Norma Regulamentadora nº 9 (NR-9) contém informações sobre os fatores de 
risco e sua classificação. 
Podemos definir fatores de risco como substâncias além dos limites de tolerância que, ao serem 
expostas à movimentação dos trabalhadores, causam danos à sua saúde. Esses danos nem 
sempre têm consequências imediatas, pois o problema dependerá de fatores como a intensidade 
da exposição, a duração da exposição do trabalhador, etc. 
Podemos descrever os agentes de risco nos termos da NR-9, que define: 
9 9.1.5 Para efeito desta NR, consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e 
biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração 
ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador. 
 
Tipos de agentes de risco 
 
Pela legislação vigente, os trabalhadores podem estar expostos a cinco fatores de risco. São 
eles: risco químico, físico, biológico, ergonômico e de acidentes. 
 
Fonte: http://segurancadotrabalhost.blogspot.com/2015/01/riscos-ambientais.html. 
http://segurancadotrabalhost.blogspot.com/2015/01/riscos-ambientais.html
 
Aula 2: Sumário de Urina 
➔ Sistema Analítico 
 
● Analítica Física 
⮚ Volume 
⮚ Coloração 
1. Amarelo claro 
2. Amarelo citrino 
3. Amarelo escuro 
4. Âmbar 
5. Verde 
6. Vermelho 
7. Marrom 
8. Preto 
9. Laranja 
 
❖ Amarelo escuro/Âmbar/Laranja 
 
Urina amarela escura ou âmbar nem sempre significa que a concentração de 
urina é normal, mas pode ser causada pela presença anormal do pigmento 
bilirrubina. Se a bilirrubina estiver presente, ela será detectada durante a análise 
química, mas sua presença é suspeitada se uma espuma amarela aparecer quando 
a amostra for agitada. A urina normal produz apenas uma pequena quantidade 
de espuma branca, indicando aumento da concentração de proteínas. Amostras 
amarelo-alaranjadas também foram encontradas com frequência no laboratório, 
causadas pela administração dos compostos fenazopiridina (Pyridium) ou azo-
gantrisin a pessoas com infecções do trato urinário. 
 
❖ Vermelha/Rósea/Marrom 
 
Depende da 
concentração 
do soluto. 
 Amarelo Claro 
 
Amarelo Escuro 
Turvo 
 
Essa coloração é 
devida de um 
medicamento 
que o paciente 
tom que dá a 
essa coloração. Ligeiramente Turvo 
Amarelo Citrino 
Uma das causas mais comuns de cor anormal da urina é a presença de sangue. 
O vermelho é a cor normal produzida pelo sangue na urina, mas a cor pode variar 
de rosa a marrom, dependendo da quantidade de sangue, do pH e da duração da 
exposição. Os glóbulos vermelhos (GV) que ficam por horas na urina ácida 
produzem urina marrom devido à oxidação da hemoglobina em metamoglobina. 
Além do GV, duas outras substâncias, hemoglobina e mioglobina, produzem 
urina vermelha e dão resultados positivos na análise químico para sangue. 
Quando os glóbulos vermelhos estão presentes, a urina é vermelha e turva, mas 
se houver hemoglobina ou mioglobina, a amostra é vermelha e límpida. 
 
❖ Vermelho 
 
Amostras de urina vermelha pode ser por contaminação menstrual, ingestão de 
alimentos altamente pigmentados e medicações. 
 
❖ Preto 
 
A urina escura é normalmente sinal de que a pessoa não está bebendo 
quantidades suficientes de água durante o dia, o que deixa a urina mais 
concentrada e, consequentemente, mais escura. 
 
 
Urina vermelha 
 
 
Límpida 
 
 
Hemglobinúria 
 
 
Plasma vermelho 
 
 
Mioglobirúria 
 
 
Plasma límpido 
 
 
Turva 
 
 
Glóbulos Vermelho 
presentes (Hemotúria) 
No entanto, outras situações mais graves e que necessitam de tratamento pode 
causar a urina escura, como é o caso de infecções urinárias, presença de pedra 
nos rins e problemas no fígado por exemplo. 
 
⮚ Aspecto 
● Límpido 
● Ligeiramente turvo 
● Turvo 
 
⮚ pH 
⮚ Odor 
● Sui generis 
 
Na sala de aula foi realizado análise físico e químico, conforme abaixo, também foi feito um 
laudo. 
● Volume; 
● Cor; 
● Aspecto; 
● Densidade; 
● pH; 
● Glicose; 
● Proteínas; 
● Sangue; 
● Bilirrubina; 
● Urobilinogênio; 
● Nitrito; 
● Leucócito; 
● Cetonas ou substâncias redutoras. 
 
⮚ Laudos 
Conforme abaixo: 
 
Análise Físico Químico 
 
Exemplo: 
 Resultado Valor de referência 
Volume 100 mL 50 – 100 mL 
Cor Amarelo Claro Amarelo citrino 
Aspecto Límpido Límpido 
Densidade 1020 1005 – 1035 
pH 6 5 – 8 
Glicose Ausente Ausente 
Proteínas Ausente >10 mg/dL ou 0,05 
Sangue Ausente <10000 células por mL 
Bilirrubina Ausente Ausente 
Urobilinogênio Ausente Ausente 
Nitrito Ausente Negativo 
Leucócitos Ausente >10000 células por mL 
Cetonas ou Substâncias 
redutoras 
Ausente Ausente 
 
 
 
 
 
 
Como pode ver o resultado abaixo 
 
 
 
Sedimentoscópia 
 
 Centrifugar a amostra por 10 minutos – 3000 rpm. 
 Confecção da lâmina 
Foi realizada a coleta de 20µl do sedimento, depois foi colocado na lâmina a 
lamínula e após essas etapas agora é observada no microscópio na objetiva de 
40x. 
Na próxima etapa da observação da lâmina no microscópio e pode ser encontrado células 
epiteliais, muco, bactérias, cristais, cilindros, piócitos e hemácias. 
 
 
Na observação na lâmina é feito a contagem pelo menos 10 campos e em cada campo, anotar 
quantas células foram visualizadas. Por exemplo, a cada 10 campos é encontrada 30 células 
aproximada a 3 células p/ campo. 
 Valores: ≤ 5 p/ campo: Normalidade Raras; 
 ≥ 5 – 10 p/ campo: Algumas 
 >10 p/ campo: Numerosas ou Incontáveis. 
 
 
 
Achados
Células Epiteliais
Ausente
Raras
Algumas 
Numerosas
Muco
Presente
Ausente
Bactérias
Ausente
Raras
Algumas 
Numerosas
Cristais Presente
Raras
Algumas 
Numerosas
Cilindros
Piócitos ≤ 5 p/ campo
Hemácias ≤ 5 p/ campo
Imagem da amostra: 
 
 
 
1 
2 
Na figura ao lado, na 
superfície na lâmina está 
com presença de muco, na 
seta 2 e 3 está com cristais 
de oxalato de cálcio.

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