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Insuficiencia venosa cronica

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• Homens 
- 3% acometidos até 30 anos 
- 40% acometidos após 70 anos 
• Mulheres 
- 20% acometidas até 30 anos 
- 60% acometidas após 70 anos 
↳ varizes é uma doença crônica e degenerativa 
↳ 75% dos pacientes apresentam doença bilateral; 
↳ incidência aumenta com a idade; 
Fatores de risco. 
↳ sexo feminino em função do estrógeno 
↳ obesidade pelo aumento da pressão intra 
abdominal 
↳ atividades laborais que exijam muito tempo em 
pé ou muito tempo sentado 
↳ DPOC pelo aumento da pressão torácica (cigarro 
não é fator de risco para varizes, mas sim para 
DPOC) 
↳ usar sapatos de salto alto com frequência 
↳ genética: fator não modificável – a chance de ter 
quando um familiar apresenta é 40%, se os pais 
apresentarem a chance é de 60-70% 
Diagnóstico 
↳ Anamnese 
- Sexo feminino 
- Profissão que exigem muito tempo em 
ortostase ou sentado 
- Início dos sintomas – 3ª década de vida e 
mais prevalente a partir da 4ª 
- Doenças congênitas – síndrome de Klippell 
Trenaunay, 
- Traumas 
- Varizes 
Quadro clínico mais comum: 
 
VASCULAR – AULA 4 DR. CARLOS EDUARDO 
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↳ pode ter também episódios de varicorragia, 
formação de coágulo nas varizes superficiais 
(tromboflebite superficial) 
 
↳ varicorragia: veia superficial com sangramento – 
colocar gaze, fazer uma bandagem com fita crepe 
por cima e fazer uma compressa, colocar paciente 
de 5 a 10 min com pernas para cima 
CEAP 
• Clínica 
• Etiologia 
• Anatomia 
• Patofisiologia 
 
Classificação: 
↳ vai de 0 a 6: 
 
• C0 – sem doença venosa 
• C1 – microvarizes (telangectasias) “varicoses” 
 
• C2 – Varizes (Tronculares / Reticulares) – 
veias tortuosas, dilatadas 
 
• 3 – Varizes com Edema – insuficiência 
venosa crônica 
 
• 4 – Dermatite Ocre 
➔ 4a – dermatite ocre ou eczema: 
hiperpigmentação mais acastanhada nas 
extremidades justamente pela hipertensão 
venosa e na face medial pela anatomia pois 
é onde passa aveia safena magna e onde 
tem maior quantidade de perfurantes e 
refluxo é mais intenso 
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➔ 4b - lipodermatoesclerose 
• 5 – Ulcera Cicatrizada 
 
• 6 – Ulcera Aberta 
 
 
Anatomia – acometimento das veias: 
• Superficiais 
• Profundas 
• Perfurantes 
Patofisiologia 
• Refluxo 
• Obstrução 
• Mista (refluxo + obstrução) 
Provas diagnósticas 
↳ Rima, Brodie e Trendelemburg – eram 
amarrados garrotes nas topografias dos tornozelos, 
joelho, e iam soltando esses garrotes 
progressivamente → se tivesse refluxo ele ia ter 
trajeto descendente e dilatar a safena junto das 
varizes 
↳ Perthes: colocava o pacinete para deambular e 
avaliava as veias perfurantes 
↳ Schwarz: para verificar se tinha insuficiência 
valvar → colocava a mão na veia e fazia a 
percussão dela para sentir o deslocamento 
sanguíneo 
 
Exames complementares 
↳ Duplex-scan – ultrassom 
 
↳ Pletismografia – mais utilizada em caso de 
pesquisa 
↳ AngioCT ou AngioRNM – utilizada em casos de 
obstruções e compressões mais proximais 
↳ Flebografia – obstruções ou compressões 
Métodos complementares 
 
Por que é pedido ultrassom? Pois por meio dele 
consegue ver anatomia, morfologia, parte funcional, 
ver se tem refluxo ou não,tem melhor sensibilidade 
diferentemente da flebografia que ve somente a 
parte morfológica e se tem obstrução, e da 
pletismografia que vê somente a parte funcional e 
não anatômica 
 
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↳ Exames contrastados: são fotos do momento, 
são estáticas, não tem como saber se existe 
refluxo 
• Angiotomografia 
• Angioressonancia 
 
 
Tratamento 
• Medidas gerais 
• Medicamentos; 
• Elastocompressão; 
• Esclerose; 
• Cirurgia. 
Medidas gerais 
• Fortalecimento da bomba 
• Hidratantes 
• Vestes adequadas 
• Emagrecimento 
• Repousos programados 
• Elevação dos membros 
Medicamentoso 
↳ Tratamento medicamentoso melhora a 
sintomatologia e não o curso natural da doença, 
mas não impede da doença se tornar uma úlcera 
Elastocompressão 
↳ tratamento paliativo 
↳ cicatriza ulceração 
 pressão compartimentos das pernas 
força da bomba muscular 
refluxo sistema venoso superficial 
 fluxo sistema profundo 
 
 calibre das veias 
 eficiência das válvulas 
venosas 
 a drenagem linfática 
 formação de edema 
 nutrição da derme – 
não tem mais transudato 
 edema, dor e 
desconforto 
 
 
 
Meias complementares 
↳ Microvarizes e veias reticulares 
• 10 a 20 mmHg – baixa compressão 
• Varizes tronculares: média compressão 20 
a 30 mmHg 
• Síndrome Pos-Trombótica: em pacientes 
que já tiveram acometimento do sistema 
venoso profundo como TVP de 30 a 40 
mmHg. 
• Contra-indicação: Insuficiência arterial grave: 
pé cianótico, frio, sem pulso 
Bota de Unna 
↳ Bota de Unna: pacientes com ferida crônica nos 
quais não se faz tratamento cirúrgico definitivo 
↳ Criada pelo dermatologista alemão - Paul 
Gerson Unna; 
↳ Pasta de Unna: 
• Óxido de zinco - bacteriostático 
• Água – hidratação da pele 
• Glicerina 
• Gelatina 
 
 
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Tratamento cirúrgico 
↳ FLEBECTOMIAS: Retirada de varizes com mini 
incisões 
 
Safenectomia 
↳ Safenectomia – pacientes que já demonstraram 
no ultrassom refluxo de sistema venoso superficial 
de safena magna ou safena parva pode proceder 
com safenectomia convencional aberta. A 
desvantagem é um corte mais traumático na região 
inguinal, faz ligadura de todos os ramos da crossa da 
veia safena (crossectomia – fazer ligadura de todos 
os ramos e separar a safena): dor e sangramento 
no pós op. e aumento de lesão do nervo safeno → 
paciente tem demora no retorno de atividades 
laborais 
 
 
Terapia endovenosa 
↳ método mais recente: 2013 
↳ indicado em caso de refluxo de veia safena 
magna, refluxo de veia safena parva e nas colaterais 
→ sem necessidade de cortes inguinais 
↳ faz punção guiada da veia → posicionamento 
adequado para fazer intumescência perivenosa → 
joga anestésico próximo ao compartimento safênico 
e soro gelado, afastando a veia do nervo e da pele 
→ menos chance de lesão do nervo e de 
queimaduras na pele 
↳ melhor recuperação pós op, sem muitos 
hematomas, etc 
↳ tratamento gold standart (padrão ouro) – mais 
moderno 
 
↳ desvantagem: comprar o cateter que tem alto 
custo, levar aparelho → custo mais alto 
 
Escleroterapia 
↳ com espuma 
↳ tratamento mais feito – mas não é padrão ouro 
↳ método de tratamento ambulatorial, paciente vai 
para casa no mesmo dia, é rápido 
↳ tem taxa de recanalização de 1 ano: 
aproximadamente 20% - porém nem todo paciente 
que recanaliza se torna sintomático novamente 
 
 
Ecoesclerose 
 
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Síndrome pós trombótica 
↳ Alteração dos tecidos decorrentes do refluxo 
crônico adquirido após uma Trombose Venosa 
Profunda 
↳ Trombose Venosa Profunda 
• Recanalização 
• Lesão valvular 
• Espessamento parietal 
• Obstrução venosa 
Cirurgias 
↳ Cirurgias: feitas para restauração de válvula 
↳ não são mais feitas hoje em dia 
a) Obstrução - Cirurgia de derivação em ponte, 
com ou sem fístula arteriovenosa; 
b) Refluxo - Cirurgia de transplante ou interposição 
de segmentos venosos valvulados; 
c) Refluxo - Cirurgia valvular direta ou valvuloplastias 
internas e externas 
d) Ligadura de perfurantes insuficientes – Linton e 
Felder 
↳ Valvuloplastia: 
• Operação de Psathakis – tendão do M 
Grácil 
• Operação de Kistner e Raju 
• Auto-transplante Venovenoso 
↳ Desvios venosos: 
• Operação de Palma 
• Enxertia de Pele – Úlceras 
 
 
 
↳ síndrome de Cockett: compressão da veia ilíaca 
comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita 
→ canaliza e coloca stent 
Cuidados pós operatórios 
• Profilaxia de nova TVP 
• Anticoagulação per-operatória 
• Anticoagulação pós-operatória 
• Cuidados gerais (meia elástica) 
Diagnóstico diferencial 
↳ Linfedema: inchaço da

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