A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
12 pág.
Dor Oncológica

Pré-visualização | Página 1 de 6

1- Dor oncológica: 
 
 Tipos 
 Etiologia 
 Fisiopatologia 
 Quadro clínico 
Fontes: Livro Dor- princípios e práticas Current 
 A dor neoplásica, ou oncológica é resultado da 
percepção dolorosa associada à incapacidade física, 
isolamento social e familiar, preocupações financeiras, 
medo da morte... 
 As dores físicas e psíquicas são intimamente 
relacionadas interdisciplinaridade na 
abordagem do paciente com dor oncológica 
 OMS classificou a dor associada às neoplasias como 
emergência médica mundial; 
 1/3 dos pacientes apresentam dor no momento do 
diagnóstico e 2/3 com a doença no estágio avançado 
50% de todos os pacientes portadores de neoplasia 
maligna apresentam dor em alguma fase de sua doença, 
70% quando estão em estágios avançados 
 Exibe alta taxa de mortalidade e morbidade 
ETIOLOGIA 
 A realidade brasileira é o diagnóstico em fase avançada 
 por isso a alta incidência de síndrome dolorosa por 
câncer; 
 62 – 78%: devido ao tumor (por infiltração ou invasão 
tumoral direta ou metástases) 
 19-28%: devido ao diagnóstico e tratamento (iatrogenia 
por ex) 
 3-10%: não relacionada ao tumor, nem ao tratamento; 
Dor Causada pelo Tumor 
 Infiltração óssea: metástases ósseas são mais comuns 
nos cânceres de mama, próstata e pulmão, sendo a dor 
decorrente de estimulação nociva nos nociceptores no 
periósteo ou fraturas secundárias pelo crescimento 
tumoral, como pressão, tração ou laceração das estruturas 
nervosas, ocasionando dor isquêmica, dor neuropática 
periférica ou dor mielopática; 
 Se manifesta localmente ou como dor referida, 
com sensação de dolorimento constante, 
profundo e incidental (ao movimento); 
 Compressão ou infiltração de nervos periféricos: acontece 
principalmente em neoplasias de cabeça e pescoço, ou lesões 
metastáticas para linfonodos cervicais, onde se comprime os 
plexos cervicais; 
 Se manifesta como aguda, em queimação, 
contínua, hiperestesia, disestesia, irradiada para 
região de nuca, ombro ou mandíbula; 
 Infiltração do neuroeixo (SNC): dor por invasão tumoral na 
medula, encéfalo ou meninges, sendo a compressão medular 
de emergência médica (tratamento com radioterapia ou 
descompressão cirúrgica) 
 Se manifesta com dor radicular, alteração motora, 
sensitiva e autonômica, fraqueza de membros 
inferiores, diminuição do tato e disfunção dos 
esfíncteres; 
 Infiltração e oclusão de vasos sanguíneos e linfáticos: pode 
ocorrer vasoespasmo, linfangite, irritação de nervos aferentes 
perivasculares, isquemia arterial ou estase venosa 
decorrente da infiltração de células tumorais nos vasos 
sanguíneos e linfáticos 
 Se manifesta com dor nas pernas (isquemia), 
edema (estase), difusa e intensidade progressiva 
com a evolução do problema; 
 Infiltração de vísceras ocas ou sistemas ductais de vísceras 
sólidas: pode ocorrer oclusão dos sistemas digestório, urinário 
e reprodutivo, com obstrução do esvaziamento, contratura da 
musculatura lisa, espasmo e isquemia; 
 Se manifesta com dor visceral difusa constante 
(tipo cólica), sensação de peso, localizada ou 
referida nas áreas de inervação 
Dor causada pelo tratamento do câncer 
 Pós-cirúrgica: na fase aguda, se manifesta pelo processo 
inflamatório traumático da cirurgia, mas na crônica pelo 
câncer recidivado no local; 
 Trauma ocasionado em estruturas nervosas 
durante o procedimento cirúrgico pode causar a 
neuralgia pós cirúrgica de origem traumática ou 
por fibrose cicatricial; 
 Dor fantasma; 
 Pós-radioterapia: apresenta-se como exacerbação aguda 
de dor crônica relacionada ao posicionamento para terapia, 
queimaduras cutâneas, neuropatia actínica, mucosite bucal, 
esofagite, tumores primários de nervos periféricos, obstrução 
intestinal, infarto ou isquemia; 
 Também pode ocorrer fibrose de forma lenta e 
progressiva, ocasionando lesão nas adjacências dos 
nervos, com dor em queimação e disfunção do 
sistema somatossensorial; 
 Pós- quimioterapia: relacionada com polineuropatias 
periféricas causadas pelas drogas imunossupressoras 
(oxaliplatina, paclitaxel) ou pelos corticoides (espasmos 
vesicais, necrose asséptica da cabeça do fêmur); 
T3M13 
 Pode ser de caráter transitório ou definitivo; 
Dor não relacionada ao tumor, nem ao tratamento 
 Podem ser causadas por osteomielite, migrânea, cefaleia 
tensional, osteoartrite, osteoporose, neuropatia diabética, 
pós-alcoolismo, hérnia discal, entre outras, sem relação com a 
dor ocasionada pelo câncer 
FISIOPATOLOGIA 
 possíveis mecanismos que explicam a complexa e 
múltipla fisiopatologia: 
- sensibilização do nociceptor aferente primário (por fatores 
inflamatórios, acidose induzida pelo tumor, compressão de 
tecidos por invasão tumoral) 
- nocicepção aguda (pós-operatório) 
- compressão 
- ou lesão de tecido nervoso e hiperalgesia devido a 
sensibilização central 
Fonte: Recursos fisioterapêuticos no controle da dor 
oncológica 
- O câncer pode lesar os receptores de dor e provocar 
dor somática, visceral, neuropática ou por desaferentação, 
através da invasão direta do tecido pela neoplasia, ou pela 
lesão do SNC e SNP 
- Os nociceptores podem ser ativados por estímulos 
nocivos, sejam eles: mecânicos, térmicos ou químicos e, 
sensibilizados por estímulos químicos endógenos, como a 
serotonina, substância P, bradicinina, prostaglandinas e 
histamina, liberados após lesão tecidual 
TIPOS DE DOR 
Aguda ou Crônica 
 Aguda: causada por procedimentos invasivos, intervenções 
diagnósticas, efeitos da quimioterapia e outros tratamentos  
mucosite ou susceptibilidade à dor óssea; 
 Crônica: com envolvimento dos ossos, tecidos moles, 
vísceras e sistema nervoso  metástases  contínua ou 
recorrente por meses ou anos 
 Dor somática em latejamento e pulsação; 
 Dor visceral tipo cãimbra ou cólica; 
Nociceptiva ou Neuropática 
 Excesso de nocicepção: é a forma mais comum no câncer, 
onde são gerados estímulos aferentes de grande intensidade, 
nocivos ou lesivos, por processos inflamatórios ou infiltração 
de tecidos cutâneos e profundos pelo tumor  atingem o alto 
limiar e geram a dor pelos nociceptores 
 Dolorida ou em pontada; 
 Neuropática: mantida por processos somatossensoriais 
anormais no SNC e SNP, por invasão tumoral ou pelo 
tratamento do câncer (quimioterápicos, cirurgia, radio)  
disfunção das vias transmissão crônica dos sinais dolorosos 
 Latejante, queimação, choque ou ferroadas 
Psicogênica 
  Psicogênica: evidência positiva de que os fatores 
psicológicos predominam na manutenção do sintoma sem 
nenhuma evidência de causa orgânica; 
Incidente, espontânea ou ao final do efeito da última dose 
  Incidental: ocorre associado a atividades específicas como 
tossir ou caminhar; 
 Deve-se fazer uso de analgésicos de ação rápida e 
duração curta antes de realizar essas atividades; 
 Espontânea: ocorre de modo imprevisível sem relação com 
o tempo ou atividade; mais difícil de controlar 
 Deve-se usar analgésicos coadjuvantes para dor 
neuropática e analgésico opioide potente de início 
rápido; 
 Dor ao final do efeito da última dose: refere-se à dor que 
ocorre perto do final do intervalo habitual entre as doses de 
um analgésico administrado regularmente, quando o controle 
da dor basal é alcançado, mas ainda ocorrem picos de dor de 
início súbito e agudo; 
 Atribuído à diminuição dos níveis sanguíneos do 
analgésico de ação prolongada, pouco antes da 
administração ou da captação da próxima dose 
programada; 
 Deve-se aumentar a dose ou diminuir de intervalo; 
TRATAMENTO 
 Inicialmente o tratamento primário do câncer: cirurgia, 
radioterapia, quimioterapia, hormonoterapia...; 
 Fármacos analgésicos com base na escala analgésica da 
OMS: Antiinflamatórios não hormonais, opioides fracos e 
fortes e coadjuvantes; 
 Métodos não-farmacológicos:

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.