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INTERPRETAÇÃO PRÉ-VESTIBULAR 111PROENEM.COM.BR FUNÇÕES DA LINGUAGEM05 Em um sistema de comunicação, reconhecemos os elementos básicos: o emissor, o receptor e a mensagem. Além desses elementos, temos o código pelo qual a mensagem é decodificada e o canal, que é o suporte físico que sustenta a comunicação. O ar, por exemplo, é o canal mais comum. O último elemento desse sistema de comunicação é o contexto ou referente. Quando se dá uma comunicação, damos ênfase a um desses elementos, o que determina uma função a essa linguagem. Segundo um modelo proposto pelo linguista Roman Jakobson, são seis as funções da linguagem: A ênfase no fator: Emissor ð Emotiva ou Expressiva Receptor ð Apelativa ou Conativa Referente ð Referencial Mensagem ð Poética Código ð Metalinguística Canal ð Fática A FUNÇÃO EMOTIVA Quando a intenção do produtor do texto é posicionar-se em relação ao que está abordando, é expressar seus sentimentos e emoções e o texto resultante é subjetivo, temos a função emotiva. Uma autobiografia, um diário são exemplos desses textos. Veja outros exemplos: (QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 2002.) Velha infância Você é assim Um sonho pra mim E quando eu não te vejo Eu penso em você Desde o amanhecer Até quando eu me deito Eu gosto de você E gosto de ficar com você Meu riso é tão feliz contigo O meu melhor amigo é o meu amor [...] (ANTUNES, A. / BROWN, C. / MORAES, D. / MONTE, M. / BABY, Pedro. CD Tribalistas. EMI. 2002.) Ainda que de gêneros diferentes, os dois textos – a tira de Quino e a música dos Tribalistas – apresentam uma linguagem centrada na 1ª pessoa, dando ênfase à expressividade, à subjetividade do emissor. A FUNÇÃO APELATIVA Quando a intenção do produtor da mensagem é influenciar, envolver, persuadir o destinatário; quando a mensagem se organiza em forma de ordem, chamamento, apelo ou súplica, temos a função conativa ou apelativa da linguagem. A linguagem publicitária utiliza essencialmente essa função da linguagem: (Veja) Veja que o anúncio se constrói a partir de um apelo ao leitor para que experimente a tinta da HP. Repare, também, nos verbos no Imperativo [ouse, invente]. O foco da mensagem está centrada no receptor. O uso do imperativo é representativo dessa função da linguagem. A FUNÇÃO REFERENCIAL A função referencial centra-se na informação. Quando a intenção é transmitir ao interlocutor dados da realidade de uma forma direta e objetiva, sem ambiguidades, com palavras empregadas em seu sentido denotativo. Portanto, essa é a função que predomina em textos técnicos, institucionais, jornalísticos – informativos por excelência. Veja um exemplo: China quer investir na produção de soja no país A China, maior importador mundial de soja, está promovendo uma ofensiva em várias frentes e em vários Estados no Brasil visando aumentar a sua presença na cadeia produtiva da cultura no país, informam Fabiano Maisonnave e Estelita Hass Carazzai. A estratégia será concretizada por meio de acordos de exportação com os agricultores, investimentos em indústrias e compra de terras. (www.folhauol.com.br) PRÉ-VESTIBULARPROENEM.COM.BR112 INTERPRETAÇÃO 05 FUNÇÕES DA LINGUAGEM A FUNÇÃO POÉTICA Quando a intenção do produtor do texto está voltada para a própria mensagem, mas não com a informação somente, e sim com a construção dessa mensagem, com uma melhor arrumação das palavras, quer na escolha, quer na combinação delas, temos a função poética. Assim, a função poética abarca elementos fundamentais expressivos como a sonoridade, o ritmo, o belo e o inusitado das imagens, valores conotativos, figuras de palavras. Esse belo poema de Manuel Bandeira dispensa comentários maiores. Apenas absorva a beleza de sua linguagem e de suas imagens poéticas: Belo belo I Belo belo belo, Tenho tudo quanto quero. Tenho o fogo de constelações extintas há milênios. E o risco brevíssimo — que foi? passou — de tantas estrelas cadentes. A aurora apaga-se, E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora. O dia vem, e dia adentro Continuo a possuir o segredo grande da noite. Belo belo belo, Tenho tudo quanto quero. Não quero o êxtase nem os tormentos. Não quero o que a terra só dá com trabalho. As dádivas dos anjos são inaproveitáveis: Os anjos não compreendem os homens. Não quero amar, Não quero ser amado. Não quero combater, Não quero ser soldado. — Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples. A linguagem publicitária frequentemente utiliza a função poética em seus anúncios. Repare a imagem poética gerada pela palavra “princípio” em uma campanha veiculada na década de 90: Ética: uma questão de princípio. A FUNÇÃO METALINGUÍSTICA Quando a preocupação do emissor está voltada para o próprio código utilizado, ou seja, o código é o tema da mensagem ou é utilizado para explicar o próprio código, temos a função metalinguística. Veja os exemplos: Gosto da palavra fornida. É uma palavra que diz tudo o quer dizer. Se você lê que uma mulher é bem fornida, sabe exatamente como ela é. Não gorda, mas cheia, roliça, carnuda. E quente. Talvez seja a semelhança com forno. Talvez seja apenas o tipo de mente que eu tenho. (Luis Fernando Verissimo) Fornido [part. De fornir.] Adj. 1. Abastecido, provido. 2. Robusto, carnudo, nutrido, alentado. HOLLANDA, Aurélio Buarque de. Dicionário Aurélio Eletrônico. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996.) Repare que nos dois exemplos temos uma metalinguagem. O cronista escreve um texto em que utiliza o código da língua portuguesa exatamente para falar da língua portuguesa; já o verbete do dicionário é o exemplo típico, uma vez que as palavras se organizam para explicar as próprias palavras. A FUNÇÃO FÁTICA A preocupação do emissor em manter o contato com o interlocutor, prolongando uma comunicação ou então testando o canal com frases do tipo “Veja bem...” ou “Olha...” ou “Entende?” caracteriza a função fática. Assim, o início, a retomada e final de uma conversação centram-se numa função fática. Veja um trecho da canção Sinal Fechado, de Paulinho da Viola, que caracteriza essa função: – Olá, como vai? – Eu vou indo. E você, tudo bem? – Tudo bem, eu vou indo correndo pegar meu lugar no futuro e você? – Tudo bem, eu vou indo em busca de um sono tranquilo, quem sabe... – Quanto tempo. – Pois é. Quanto tempo. [...] PROTREINO EXERCÍCIOS 01. Explique no que consiste a função emotiva e apresente um exemplo. 02. Apresente dois exemplos de função apelativa. 03. Justifique por que as propagandas usam essencialmente a função apelativa. 04. Explique o que é função referencial e apresente dois exemplos. 05. Apresente uma característica da função fática. PROPOSTOS EXERCÍCIOS 01. Desabafo Desculpem-me, mas não dá pra fazer uma cronicazinha divertida hoje. Simplesmente não dá. Não tem como disfarçar: esta é uma típica manhã de segunda-feira. A começar pela luz acesa da sala que esqueci ontem à noite. Seis recados para serem respondidos na secretária eletrônica. Recados chatos. Contas para pagar que venceram ontem. Estou nervoso. Estou zangado. CARNEIRO, J. E. Veja, 11 set. 2002 (fragmento). Nos textos em geral, é comum a manifestação simultânea de várias funções da linguagem, com o predomínio, entretanto, de uma sobre as outras. No fragmento da crônica Desabafo, a função da linguagem predominante é a emotiva ou expressiva, pois a) o discurso do enunciador tem como foco o próprio código. b) a atitude do enunciador se sobrepõe àquilo que está sendo dito. c) o interlocutor é o foco do enunciador na construção da mensagem. d) o referente é o elemento que se sobressai em detrimento dos demais. e) o enunciador tem como objetivo principal a manutenção da comunicação. PRÉ-VESTIBULAR PROENEM.COM.BR 05 FUNÇÕES DA LINGUAGEM 113 INTERPRETAÇÃO 02. Assinale a alternativa que contenha a sequência correta sobre as funções da linguagem, importantes elementos da comunicação: 1. Ênfase no emissor (lª pessoa) e na expressão direta de suas emoçõese atitudes. 2. Evidencia o assunto, o objeto, os fatos, os juízos. É a linguagem da comunicação. 3. Busca mobilizar a atenção do receptor, produzindo um apelo ou uma ordem. 4. Ênfase no canal para checar sua recepção ou para manter a conexão entre os falantes. 5. Visa à tradução do código ou à elaboração do discurso, seja ele linguístico ou extralinguístico. 6. Voltada para o processo de estruturação da mensagem e para seus próprios constituintes, tendo em vista produzir um efeito estético. ( ) função metalinguística. ( ) função poética. ( ) função referencial. ( ) função fática. ( ) função conativa. ( ) função emotiva. a) 1, 2, 4, 3, 6, 5. b) 5, 2, 6, 4, 3, 1. c) 5, 6, 2, 4, 3, 1. d) 6, 5, 2, 4, 3, 1. e) 3, 5, 2, 4, 6, 1. 03. O exercício da crônica Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, de preferência colhido no noticiário matutino, ou da véspera, em que, com as suas artimanhas peculiares, possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida emocionalmente despertados pela concentração. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. MORAES, V. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. São Paulo: Cia. das Letras, 1991. Predomina nesse texto a função da linguagem que se constitui a) nas diferenças entre o cronista e o ficcionista. b) nos elementos que servem de inspiração ao cronista. c) nos assuntos que podem ser tratados em uma crônica. d) no papel da vida do cronista no processo de escrita da crônica. e) nas dificuldades de se escrever uma crônica por meio de uma crônica. 04. Há o hipotrélico. O termo é novo, de impensada origem e ainda sem definição que lhe apanhe em todas as pétalas o significado. Sabe-se, só, que vem do bom português. Para a prática, tome-se hipotrélico querendo dizer: antipodático, sengraçante imprizido; ou talvez, vicedito: indivíduo pedante, importuno agudo, falta de respeito para com a opinião alheia. Sob mais que, tratando- se de palavra inventada, e, como adiante se verá, embirrando o hipotrélico em não tolerar neologismos, começa ele por se negar nominalmente a própria existência. (ROSA, G. Tutameia: terceiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001) (fragmento). Nesse trecho de uma obra de Guimarães Rosa, depreende-se a predominância de uma das funções da a) metalinguística, pois o trecho tem como propósito essencial usar a língua portuguesa para explicar a própria língua, por isso a utilização de vários sinônimos e definições. b) referencial, pois o trecho tem como principal objetivo discorrer sobre um fato que não diz respeito ao escritor ou ao leitor, por isso o predomínio da terceira pessoa. c) fática, pois o trecho apresenta clara tentativa de estabelecimento de conexão com o leitor, por isso o emprego dos termos “sabe- se lá” e “tome-se hipotrélico”. d) poética, pois o trecho trata da criação de palavras novas, necessária para textos em prosa, por isso o emprego de “hipotrélico”. e) expressiva, pois o trecho tem como meta mostrar a subjetividade do autor, por isso o uso do advérbio de dúvida “talvez”. 05. O telefone tocou. — Alô? Quem fala? — Como? Com quem deseja falar? — Quero falar com o sr. Samuel Cardoso. — É ele mesmo. Quem fala, por obséquio? — Não se lembra mais da minha voz, seu Samuel? Faça um esforço. — Lamento muito, minha senhora, mas não me lembro. Pode dizer-me de quem se trata? (ANDRADE, C. D. Contos de aprendiz. Rio de Janeiro: José Olympio, 1958.) Pela insistência em manter o contato entre o emissor e o receptor, predomina no texto a função a) metalinguística. b) fática. c) referencial. d) emotiva. e) conativa. 06. (ENEM) Ler não é decifrar, como num jogo de adivinhações, o sentido de um texto. É, a partir do texto, ser capaz de atribuir- lhe significado, conseguir relacioná-lo a todos os outros textos significativos para cada um, reconhecer nele o tipo de leitura que o seu autor pretendia e, dono da própria vontade, entregar-se a essa leitura, ou rebelar-se contra ela, propondo uma outra não prevista. LAJOLO, M. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 1993. Nesse texto, a autora apresenta reflexões sobre o processo de produção de sentidos, valendo-se da metalinguagem. Essa função da linguagem torna-se evidente pelo fato de o texto a) ressaltar a importância da intertextualidade. b) propor leituras diferentes das previsíveis. c) apresentar o ponto de vista da autora. d) discorrer sobre o ato de leitura. e) focar a participação do leitor. 07. (ENEM) Canção do vento e da minha vida O vento varria as folhas, O vento varria os frutos, O vento varria as flores... E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De frutos, de flores, de folhas. [...] O vento varria os sonhos E varria as amizades... O vento varria as mulheres... E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De afetos e de mulheres. O vento varria os meses E varria os teus sorrisos... O vento varria tudo! E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De tudo. BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967. PRÉ-VESTIBULARPROENEM.COM.BR114 INTERPRETAÇÃO 05 FUNÇÕES DA LINGUAGEM Predomina no texto a função da linguagem: a) fática, porque o autor procura testar o canal de comunicação. b) metalinguística, porque há explicação do signifi cado das expressões. c) conativa, uma vez que o leitor é provocado a participar de uma ação. d) referencial, já que são apresentadas informações sobre acontecimentos e fatos reais. e) poética, pois chama-se a atenção para a elaboração especial e artística da estrutura do texto. 08. (ENEM) A biosfera, que reú ne todos os ambientes onde se desenvolvem os seres vivos, se divide em unidades menores chamadas ecossistemas, que podem ser uma tem mú ltiplos mecanismos que regulam o nú mero de organismos dentro dele, controlando sua reproduç ã o, crescimento e migraç õ es. DUARTE, M. O guia dos curiosos. Sã o Paulo: Companhia das Letras, 1995. Predomina no texto a funç ã o da linguagem a) emotiva, porque o autor expressa seu sentimento em relaç ã o à ecologia. b) fá tica, porque o texto testa o funcionamento do canal de comunicaç ã o. c) poé tica, porque o texto chama a atenç ã o para os recursos de linguagem. d) conativa, porque o texto procura orientar comportamentos do leitor. e) referencial, porque o texto trata de noç õ es e informaç õ es conceituais. 09. (ENEM) TEXTO I Fundamentam-se as regras da Gramática Normativa nas obras dos grandes escritores, em cuja linguagem as classes ilustradas põem o seu ideal de perfeição, porque nela é que se espelha o que o uso idiomático estabilizou e consagrou. LIMA, C. H. R. Gramática normativa da língua portuguesa. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989. TEXTO II Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie — nem sequer mental ou de sonho —, transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritmos verbais, ou os escuta de outros. Estremeço se dizem bem. Tal página de Fialho, tal página de Chateaubriand, fazem formigar toda a minha vida em todas as veias, fazem-me raivar tremulamente quieto de um prazer inatingível que estou tendo. Tal página, até, de Vieira, na sua fria perfeição de engenharia sintáctica, me faz tremer como um ramo ao vento, num delírio passivo de coisa movida. PESSOA, F. O livro do desassossego.São Paulo: Brasiliense, 1986. A linguagem cumpre diferentes funções no processo de comunicação. A função que predomina nos textos I e II a) destaca o “como” se elabora a mensagem, considerando-se a seleção, combinação e sonoridade do texto. b) coloca o foco no “com o quê” se constrói a mensagem, sendo o código utilizado o seu próprio objeto. c) focaliza o “quem” produz a mensagem, mostrando seu posicionamento e suas impressões pessoais. d) orienta-se no “para quem” se dirige a mensagem, estimulando a mudança de seu comportamento. e) enfatiza sobre “o quê” versa a mensagem, apresentada com palavras precisas e objetivas. 10. (ENEM) Poema tirado de uma notícia de jornal João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número. Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro Bebeu Cantou Dançou Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado. BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980. No poema de Manuel Bandeira, há uma ressignifi cação de elementos da função referencial da linguagem pela a) atribuição de título ao texto com base em uma notícia veiculada em jornal. b) utilização de frases curtas, características de textos do gênero jornalístico. c) indicação de nomes de lugares como garantia da veracidade da cena narrada. d) enumeração de ações, com foco nos eventos acontecidos à personagem do texto. e) apresentação de elementos próprios da notícia, tais como quem, onde, quando e o quê. 11. O texto é uma propaganda de um adoçante que tem o seguinte mote: Mude sua embalagem. A estratégia que o autor utiliza para o convencimento do leitor baseia- se no emprego de recursos expressivos, verbais e não verbais, com vistas a: a) ridicularizar a forma física do possível cliente do produto anunciado, aconselhando-o a uma busca de mudanças estéticas; b) enfatizar a tendência da sociedade contemporânea de buscar hábitos alimentares saudáveis, reforçando tal postura. c) criticar o consumo excessivo de produtos industrializados por parte da população, propondo a redução desse consumo; d) associar o vocábulo “açúcar” à imagem do corpo fora de forma, sugerindo a substituição desse produto pelo adoçante; e) relacionar a imagem do saco de açúcar a um corpo humano que não desenvolve atividades físicas, incentivando a prática esportiva. 12. As atrizes Naturalmente Ela sorria Mas não me dava trela Trocava a roupa Na minha frente E ia bailar sem mais aquela Escolhia qualquer um Lançava olhares Debaixo do meu nariz Dançava colada Em novos pares Com um pé atrás Com um pé a fi m Surgiram outras Naturalmente Sem nem olhar a minha cara Tomavam banho Na minha frente Para sair com outro cara Porém nunca me importei Com tais amantes [...] Com tantos fi lmes Na minha mente É natural que toda atriz Presentemente represente Muito para mim CHICO BUARQUE. Carioca. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2006 (fragmento) PRÉ-VESTIBULAR PROENEM.COM.BR 05 FUNÇÕES DA LINGUAGEM 115 INTERPRETAÇÃO Na canção, Chico Buarque trabalha uma determinada função da linguagem para marcar a subjetividade do eu lírico ante as atrizes que ele admira. A intensidade dessa admiração está marcada em: a) "Naturalmente/ Ela sorria/ Mas não me dava trela". b) "Tomavam banho/ Na minha frente/ Para sair com outro cara". c) "Surgiram outras/ Naturalmente/ Sem nem olhar a minha cara". d) "Escolhia qualquer um/ Lançava olhares/ Debaixo do meu nariz". e) "É natural que toda atriz/ Presentemente represente/ Muito para mim". 13. Entre as funções de um cartaz, está a divulgação de campanhas. Para cumprir essa função, as palavras e as imagens desse cartaz estão combinadas de maneira a a) evidenciar as formas de contágio da tuberculose. b) mostrar as formas de tratamento da doença. c) discutir os tipos da doença com a população. d) alertar a população em relação à tuberculose. e) combater os sintomas da tuberculose. 14. 14 coisas que você não deve jogar na privada Nem no ralo. Elas poluem rios, lagos e mares, o que contamina o ambiente e os animais. Também deixa mais difícil obter a água que nós mesmos usaremos. Alguns produtos podem causar entupimentos: • cotonete e fi o dental; • medicamento e preservativo; • óleo de cozinha; • ponta de cigarro; • poeira de varrição de casa; • fi o de cabelo e pelo de animais; • tinta que não seja à base de água; • querosene, gasolina, solvente, tíner. Jogue esses produtos no lixo comum. Alguns deles, como óleo de cozinha, medicamento e tinta, podem ser levados a pontos de coleta especiais, que darão a destinação fi nal adequada. MORGADO, M.; EMASA. Manual de etiqueta. Planeta Sustentável, jul.-ago. 2013 (adaptado). O texto tem objetivo educativo. Nesse sentido, além do foco no interlocutor, que caracteriza a função conativa da linguagem, predomina também nele a função referencial, que busca a) despertar no leitor sentimentos de amor pela natureza, induzindo-o a ter atitudes responsáveis que benefi ciarão a sustentabilidade do planeta. b) informar o leitor sobre as consequências da destinação inadequada do lixo, orientando-o sobre como fazer o correto descarte de alguns dejetos. c) transmitir uma mensagem de caráter subjetivo, mostrando exemplos de atitudes sustentáveis do autor do texto em relação ao planeta. d) estabelecer uma comunicação com o leitor, procurando certifi car-se de que a mensagem sobre ações de sustentabilidade está sendo compreendida. e) explorar o uso da linguagem, conceituando detalhadamente os termos utilizados de forma a proporcionar melhor compreensão do texto. 15. TEXTO 1 TEXTO 2 Como já visto, a propaganda emprega a função apelativa numa intenção persuasiva. É o que acontece com esta propaganda do projeto “Brasil — um país de todos”: Nessa propaganda, para expressar a necessidade de erradicação do trabalho escravo, as ferramentas apresentam um valor simbólico representado como: a) armas de defesa que sugerem medo de transformações; b) grades de prisão que marcam a intensidade da exploração; c) instrumentos de luta que mostram o poder dos exploradores; d) objetos de tortura que expressam a insignifi cância do trabalho. 16. (EPCAR (AFA) 2020) Em 1934, um redator de Nova York chamado Robert Pirosh largou o emprego bem remunerado numa agência de publicidade e rumou para Hollywood, decidido a trabalhar como roteirista. Lá chegando, anotou o nome e o endereço de todos os diretores, produtores e executivos que conseguiu encontrar e enviou-lhes o que certamente é o pedido de emprego mais efi caz que alguém já escreveu, pois resultou em três entrevistas, uma das quais lhe rendeu o cargo de roteirista assistente na MGM. Prezado senhor: Gosto de palavras. 1Gosto de palavras gordas, untuosas, como lodo, torpitude, glutinoso, bajulador. Gosto de palavras solenes, como pudico, ranzinza, pecunioso, valetudinário. 2Gosto de palavras espúrias, enganosas, como mortiço, liquidar, tonsura, mundana. Gosto de suaves palavras com “V”, como Svengali, avesso, bravura, verve. Gosto de palavras crocantes, quebradiças, crepitantes, como estilha, croque, esbarrão, crosta. 3Gosto de palavras emburradas, carrancudas, amuadas, como furtivo, macambúzio, escabioso, sovina. 4Gosto de palavras chocantes, exclamativas, enfáticas, como astuto, estafante, requintado, horrendo. Gosto de palavras elegantes, rebuscadas, como estival, peregrinação, Elísio, PRÉ-VESTIBULARPROENEM.COM.BR116 INTERPRETAÇÃO 05 FUNÇÕES DA LINGUAGEM Alcíone. Gosto de palavras vermiformes, contorcidas, farinhentas, como rastejar, choramingar, guinchar, gotejar. Gosto de palavras escorregadias, risonhas, como topete, borbulhão, arroto. Gosto mais da palavra roteirista que da palavra redator, e por isso resolvi largar meu emprego numa agência de publicidade de Nova York e tentar a sorte em Hollywood, mas, antes de dar o grande salto, fui para a Europa, onde passei um ano estudando, contemplando e perambulando. Acabei de voltar e ainda gosto de palavras.Posso trocar algumas com o senhor? Robert Pirosh Madison Avenue, 385 Quarto 610 Nova York Eldorado 5-6024. (USHER, Shaun .(Org) Cartas extraordinárias: a correspondência inesquecível de pessoas notáveis. Trad. de Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.p. 48.) Analisando a forma e o objetivo do texto, é correto afirmar que a) a linguagem utilizada é acentuadamente formal, já que o remetente está em um contexto que necessita desse tipo de tratamento. b) para convencer o destinatário, Robert utilizou, ao longo da carta, discurso direto, caracterizando assim um tom de proximidade e amizade com o receptor. c) o texto é marcadamente denotativo, possibilitando ao destinatário perceber a versatilidade linguística do remetente. d) a carta se utiliza de elementos da função emotiva – centrada no emissor – ainda que a intenção predominante do autor seja a função apelativa – conquistar o receptor. 17. (PUCSP 2017) Segundo o crítico Araripe Jr., referindo-se à produção de Alencar no romance Iracema, “os assuntos pouco interessavam à sua musa fértil; a linguagem era tudo”. Ou seja, o como se diz é mais importante do que aquilo que se diz. Assim, é correto afirmar que, na linguagem da obra, a) predomina a função poética, ou seja, a que se volta para a construção do texto, a partir dos aprocedimentos de seleção e combinação vocabular, marcado por princípio estético. b) predomina a função emotiva, em detrimento da referencial, já que é sob a ótica de Iracema que se constrói a narrativa. c) a função referencial, de caráter histórico, é que dá chão firme para o desenvolvimento do romance que alegoriza a fundação do Ceará. d) há largo uso da função apelativa, visto que é forte a intervenção do narrador sobre os sentimentos das personagens. 18. (EPCAR (CPCAR) 2017) Leia o texto a seguir e responda à questão. O Sal da Terra Anda! Quero te dizer nenhum segredo Falo desse chão, da nossa casa Vem que tá na hora de arrumar Tempo! Quero viver mais duzentos anos Quero não ferir meu semelhante Nem por isso quero me ferir Vamos precisar de todo mundo Pra banir do mundo a opressão Para construir a vida nova Vamos precisar de muito amor A felicidade mora ao lado E quem não é tolo pode ver A paz na Terra, amor O pé na terra A paz na Terra, amor O sal da Terra! És o mais bonito dos planetas Tão te maltratando por dinheiro Tu que és a nave nossa irmã Canta! Leva tua vida em harmonia E nos alimenta com seus frutos Tu que és do homem, a maçã Vamos precisar de todo mundo Um mais um é sempre mais que dois Pra melhor juntar as nossas forças É só repartir melhor o pão Recriar o paraíso agora Para merecer quem vem depois Deixa nascer, o amor Deixa fluir, o amor Deixa crescer, o amor Deixa viver, o amor O sal da terra GUEDES, Beto. www.mundojovem.com.br/musicas/o-sal-da-terra-beto-guedestransito. Acesso em 18/04/2016. Assinale a opção que contém uma informação correta sobre a canção “O Sal da Terra”. a) A função apelativa é predominante no texto. b) Apenas a linguagem padrão foi empregada em toda a canção. c) Foi utilizado, no texto, apenas pronome de segunda pessoa gramatical para se referir à Terra. d) A canção foi escrita apenas para dois interlocutores: a Terra e o Tempo. 19. (IFCE 2016) Leia os textos abaixo e indique a alternativa que contém, respectivamente, a classificação correta quanto à função da linguagem neles predominante. Texto I “Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se de poeta quem apenas verseje por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê de inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.” (Carlos Drummond de Andrade) Texto II “Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em apreender a atmosfera íntima de uma pessoa. Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes. Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos. Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais”. (Clarice Lispector) Texto III a) Referencial – apelativa – poética. b) Fática – poética – apelativa. c) Metalinguística – emotiva – poética. d) Poética – metalinguística – emotiva. e) Metalinguística – referencial – emotiva. PRÉ-VESTIBULAR PROENEM.COM.BR 05 FUNÇÕES DA LINGUAGEM 117 INTERPRETAÇÃO 20. (IFSP 2016) Observe o texto adaptado abaixo. O zika vírus foi identificado no Brasil pela primeira vez no final de abril por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Pertencente à mesma família dos vírus da dengue e da febre amarela, o zika é endêmico de alguns países da África e do sudeste da Ásia. Veja perguntas e respostas sobre a doença: Como ocorre a transmissão? Assim como os vírus da dengue e do chikungunya, o zika também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A prevenção, portanto, segue as mesmas regras aplicadas a essas doenças. Evitar a água parada, que os mosquitos usam para se reproduzir, é a principal medida. Quais são os sintomas? Os principais sintomas da doença provocada pelo zika vírus são febre intermitente, erupções na pele, coceira e dor muscular. Segundo a infectologista Rosana Richtmann, a boa notícia é que o zika vírus é muito menos agressivo que o vírus da dengue: não há registro de mortes relacionadas à doença. A evolução é benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em um período de 3 até 7 dias. Como é o tratamento? Não há vacina nem tratamento específico para a doença. Segundo informações do Ministério da Saúde, os casos devem ser tratados com o uso de paracetamol ou dipirona para controle da febre e da dor. Assim como na dengue, o uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) deve ser evitado por causa do risco aumentado de hemorragias. É correto afirmar que, no que tange às funções da linguagem, o texto acima é um exemplo de Função a) Referencial ou Denotativa. b) Expressiva ou Emotiva. c) Apelativa ou Conativa. d) Fática. e) Metalinguística 05. APROFUNDAMENTO EXERCÍCIOS DE 01. (UFU 2018) Considerando-se o total de 140.350 relatos de violência à Central de Atendimento à Mulher, escreva um parágrafo com, no máximo 10 linhas, a partir do texto II, cuja função da linguagem predominante seja a referencial. 02. (UFPE 2013) Em todo texto, predomina uma determinada finalidade comunicativa. Escreva um comentário, no qual você apresente a finalidade comunicativa predominante no texto acima, e pelo menos três características ou recursos da linguagem nele utilizada, em função dessa finalidade. 03. (UFU 2016) O Brasil conheceu em 2015 a pior epidemia de dengue de sua história. Segundo o Ministério da Saúde, foram notificados mais de 1,5 milhão de possíveis casos da doença, que resultaram em 811 mortes. Viu, além disso, a chegada do vírus zika, que rapidamente se espraia pelo território. Dados oficiais estimam em ao menos 500 mil o número de possíveis contaminações por esse agente infeccioso. A princípio considerado pouco perigoso, o zika tornou-se motivo de inquietação após ser confirmada a relação entre o vírus e o nascimento de bebês com microcefalia. Tais números evidenciam as diversas falhas no combate ao mosquito transmissor dos dois patógenos, o famigerado Aedes aegypti. Como se não bastasse, é provável que esse quadro se agrave em 2016. Dados oficiais mostram 199 municípios sob risco de novas epidemias de dengue, zika e chikungunya e 665 em situação de alerta – cifras mais expressivas do que as registradas no ano passado. Diante de tal situação, seria de se esperar que as autoridades buscassem com máxima presteza todos os meios para enfrentar a doençae o seu transmissor. O sentido de urgência, entretanto, parece não contaminar a burocracia nacional. Folha de S. Paulo, 11 de dezembro de 2015 (fragmento). Com base no texto acima, faça o que se pede. Qual é a função da linguagem predominante desse texto, levando em consideração os recursos linguísticos empregados pelo autor? Justifique sua resposta com fragmentos do texto. 04. (FUVEST 2010) Leia estas duas estrofes da conhecida canção “Asa-Branca”, de Luís Gonzaga e Humberto Teixeira. Quando olhei a terra ardendo Qual fogueira de São João, Eu perguntei a Deus do céu, ai Por que tamanha judiação. Quando o verde dos teus olhos se espalhar na plantação, eu te asseguro, não chores não, viu, eu voltarei, viu, meu coração. a) Na segunda estrofe, substitua a palavra “viu” por outra que cumpra a mesma função comunicativa que ela tem no texto. b) Nessas estrofes, os únicos recursos poéticos utilizados são rima e ritmo? Justifique sua resposta. PRÉ-VESTIBULARPROENEM.COM.BR118 INTERPRETAÇÃO 05 FUNÇÕES DA LINGUAGEM 05. (UERJ 2005) TEXTO I COPLAS1 I O GERENTE - Este hotel está na berra2! Coisa é muito natural! Jamais houve nesta terra Um hotel assim mais tal! Toda a gente, meus senhores, Toda a gente ao vê-lo diz: Que os não há superiores Na cidade de Paris! Que belo hotel excepcional O Grande Hotel da Capital Federal! CORO - Que belo hotel excepcional, etc... II O GERENTE - Nesta casa não é raro Protestar algum freguês: Acha bom, mas acha caro Quando chega o fim do mês. Por ser bom precisamente, Se o freguês é do bom-tom Vai dizendo a toda a gente Que isto é caro mas é bom. Que belo hotel excepcional! O Grande Hotel da Capital Federal! CORO - Que belo hotel excepcional, etc... O GERENTE (Aos criados) - Vamos! Vamos! Aviem-se! Tomem as malas e encaminhem estes senhores! Mexam-se! Mexam-se!... (Vozerio. Os hóspedes pedem quarto, banhos, etc... Os criados respondem. Tomam as malas, saem todos, uns pela escadaria, outros pela direita.) CENA II O GERENTE, depois, FIGUEIREDO O GERENTE (Só.) - Não há mãos a medir! Pudera! Se nunca houve no Rio de Janeiro um Hotel assim! Serviço elétrico de primeira ordem! Cozinha esplêndida, música de câmara durante as refeições da mesa redonda! Um relógio pneumático em cada aposento! Banhos frios e quentes, duchas, sala de natação, ginástica e massagem! Grande salão com um plafond3 pintado pelos nossos primeiros artistas! Enfim, uma verdadeira novidade! - Antes de nos estabelecermos aqui, era uma vergonha! Havia hotéis em S. Paulo superiores aos melhores do Rio de Janeiro! Mas em boa hora foi organizada a Companhia do Grande Hotel da Capital Federal, que dotou esta cidade com um melhoramento tão reclamado! E o caso é que a empresa está dando ótimos dividendos e as ações andam por empenhos! (Figueiredo aparece no topo da escada e começa a descer.) Ali vem o Figueiredo. Aquele é o verdadeiro tipo do carioca: nunca está satisfeito. Aposto que vem fazer alguma reclamação. (AZEVEDO, Arthur. A Capital federal. Rio de Janeiro: Serviço Nacional de Teatro, 1972.) 1espécie de estrofe 2estar na moda 3teto O texto I faz parte de uma peça de teatro, forma de expressão que se destacou na captação das imagens de um Rio de Janeiro que se modernizava no início do século XX. a) Aponte o gênero de composição em que se enquadra esse texto e um aspecto característico desse gênero. b) A fala do gerente revela atitudes distintas, quando se dirige aos criados e quando está só. Identifique o modo verbal e a função da linguagem predominantes na fala dirigida aos criados. GABARITO EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01. B 02. C 03. E 04. A 05. B 06. D 07. E 08. E 09. B 10. E 11. D 12. E 13. D 14. B 15. B 16. D 17. A 18. A 19. C 20. A EXERCÍCIOS DE APROFUNDAMENTO 01. Para atender às exigências da linguagem referencial, as ocorrências relatadas à Central de Atendimento à Mulher, que infringem as disposições legais enunciadas no texto I, o parágrafo deve apresentar objetividade, imparcialidade e clareza. Como sugestão, poderia ser redigido o seguinte: O gráfico apresentado revela que o percentual de relatos relativos à violência física supera todos os outros que atingem a mulher de variadas formas. A violência psicológica, forma subjetiva de agressão por ferir a autoestima, abrange um terço das ocorrências, em um universo em que figuram também as de ordem moral e sexual, assim como as que resultam em cárcere privado, violação de patrimônio e tráfico de pessoas. 02. O conteúdo do texto e o próprio título, associados à fotografia de um jovem com síndrome de Down, incitam o receptor da mensagem a participar na construção de um mundo mais justo, aceitando a diversidade, a convivência pacífica com as diferenças e a união cada vez maior dos que abraçam essa causa. Assim, a função conativa ou apelativa, cujo objetivo é de influenciar e convencer o receptor de alguma coisa por meio de uma ordem ou pedido, usa verbos no imperativo (“mostre”, “junte”, “seja”) ou conjugados na 3ª pessoa, enfaticamente repetidos na expressão “se você acredita”, para defender a inclusão social das pessoas portadoras dessa deficiência e,assim, ajudar a construção de um mundo mais justo. 03. A função da linguagem predominante no trecho é referencial, uma vez que o destaque dado pelo autor é o assunto. Portanto, são esperados fatos concretos (“O Brasil conheceu em 2015 a pior epidemia de dengue de sua história. Segundo o Ministério da Saúde, foram notificados mais de 1,5 milhão de possíveis casos da doença, que resultaram em 811 mortes.”) descritos de forma objetiva e impessoal (“A princípio considerado pouco perigoso, o zika tornou-se motivo de inquietação após ser confirmada 04. a) No contexto, o termo “viu” assinala a função fática da linguagem em que o emissor deseja chamar a atenção do receptor para se certificar que existe contato entre ambos e equivale a tá? ouviu? entendeu? b) Além da rima e do ritmo marcado pelo predomínio do verso redondilho maior, o poeta usou figuras de estilo que traduzem a sua emoção: decepção, na primeira estrofe e anseio de regresso, na segunda. A comparação (“a terra ardendo/Qual fogueira de São João”), a metáfora (“Quando o verde dos teus olhos/se espalhar na plantação”) e a metonímia (”meu coração”) revelam a preocupação do eu lírico em transmitir sentimentos de forma original e concisa, como é típico da linguagem poética. 05. a) Gênero dramático. Podemos citar como características desse gênero: - ausência de narrador - presença de rubricas - predomínio de diálogos - personagens encarnados por atores - encenação dos episódios em um palco b) Modo imperativo. Função apelativa ou conativa. ANOTAÇÕES