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/ 1 Maria Eduarda Franco I FISIOPATOLOGIA I Medicina Cirrose INTRODUÇÃO Gordura no fígado também “produz” cirrose Causa disparada: alcoólica A cirrose é um processo caracterizado por formações de fibrose difusa e anormalidade da estrutura do parênquima, podendo ser o estágio final de qualquer doença hepática. È o resultado da desorganização difusa da arquitetura hepática normal. As suas etiologias principais são: ✓ Infecciosa ✓ Alcoólica ✓ Autoimune ✓ Metabólica ✓ Obstrutiva (obstrução das vias biliares, por exemplo) FISIOPATOLOGIA Em países desenvolvidos, a maioria dos casos é secundária ao abuso de álcool ou à hepatite viral crônica C. A lesão nos ductos biliares também pode resultar em cirrose, como ocorre na obstrução mecânica dos ductos biliares, na colangite biliar primária e na colangite esclerosante primária. A cirrose de causa desconhecida (cirrose criptogênica) está se tornando cada vez menos comum à medida que muitas causas específicas (p. ex., hepatite C crônica e esteatose hepática) estão sendo identificadas. ✓ Hepatites b e c ✓ Hepatopatia alcoolica ✓ Esteatose hepatica não alcoolica ✓ Hepatite autoimune ✓ Hemocromatose ✓ Doenças biliares (atresia, colangite ) ✓ Medicamentosa (metotrexato, tamoxifeno, izoniazida) ✓ Doença isquemica isquemica ✓ Doença de wilson (cobre não pe eliminado) ✓ Outras. Existem 2 fatores primários: ✓ Fibrose hepática ✓ Regeneração de células hepáticas Células de Kupffer são células que recobrem, junto com o as células endoteliais típicas, as placas hepatocelulares. São capazes de fagocitar substâncias estranhas presentes no sangue dos seios hepáticos, sangue esse que chega até os sinusóides pela veia porta. Os sinusóides hepáticos são os canais entre os cordões de hepatócitos, por onde o sangue passa até atingir a veia hepática terminal. As células de Kupfer, ao sofrerem injúrias por uma série de toxinas (o que inclui álcool, drogas, medicamentos), passam a secretar uma série de citocinas inflamatórias. Essas citocinas agem agora nas células de Ito as quais normalmente produzem Vit. K, mas que sob estímulo das citocinas passam a sintetizar colágeno. / 2 Maria Eduarda Franco I FISIOPATOLOGIA I Medicina Há a chamada capilarização dos sinusoides, pois eles perdem suas fenestrações, o que afeta as trocas gasosas entre o sangue e os hepatócitos. Além desse dano no sinusoide, as células estreladas tornam-se miofobriblastos, se contraindo e diminuindo o diâmetro dos sinusoides, explicando porque a cirrose pode evoluir com hipertensão portal intra-hepática. Acontece desestruturação do parênquima hepático, gerando feixes de fibrose (devido à essa síntese de colágenos) além de nódulos de regeneração, pois como haverá danos aos capilares hepáticos, o sangue não consegue chegar adequadamente aos hepatócitos e eles acabam morrendo e depois se regenerando de uma forma totalmente anárquica. OBS: Células de kupffer: fagocitose Começam a produzir colágeno e ele começa a obstruir a fenestração e a célula morre Paciente só interna se for descompensado, ou se tiver sintomas graves Maioria são assintomáticos, mas que virão a se tornar sintomáticos CIRROSE HEPATICA COMPENSADA 40% são assintomáticos,diagnosticados em exames clínicos de rotina que se observa alteração persistente de parâmetros da função hepática. Sintomáticos com manifestações gerais e inespecíficas: anorexia, adinamia, diminuição ou falta de libido, fadiga,perda de peso, febrícula, artralgia e dor abdominal. CIRROSE HEPATICA DESCOMPENSADA ✓ Edema membros ✓ Asciste ✓ Anasarca (edema generalizado, hipoalbumina) ✓ Constipação ✓ Distenção abdominal ✓ Circulação colateral ✓ Episodios hemorragicos ( hematemeses, melena, hematoquezia) ✓ Confusão mental ( encefalopatia hepatica) ✓ Ictericia ✓ Eritema palmar ✓ Halito hepático: cheiro de maçã podre ✓ Hernia umbilical, inguinal, edema de bolsa escrotal Vasos acometidos primeiramente: os microvasos ✓ Cabeça de medusa ASCITE Vasodilatação até certo ponto, depois extravasa —> ascite ou edema de membros inferiores Vasodilatação compensatória inicial, retenção de liquido. Extravasão de liquido p/ a cavidade peritoneal CIRCULAÇÃO COLATERAL Varizez da regiao umbilical por estase na região do sistema porta. Com insuficiencia cronica. A esplenomegalia também pode estar presente e é indicativa de hipertensão portal. / 3 Maria Eduarda Franco I FISIOPATOLOGIA I Medicina Cabeça de medusa VARIZES ESOFÁGICAS Aumento da pressão O crescimento das varizes é influenciado pelo aumento de pressão e fluxo da circulação portal, pois com esses aumentos elas crescem e aumentam o seu risco de ruptura. A formação de varizes esofágicas leva à descompressão do sistema porta, transportando o sangue para a circulação sistêmica, o gradiente venoso portal normal é de 1 a 5 mmHg, quando o gradiente de pressão venosa portal ultrapassa 10 mmHg pode ocorrer a formação de varizes esofágicas. ERITEMA PALMAR Apresenta no inicio do quadro HIPERESTROGENISMO HIPOANDROGENISMO Os homens podem ter perda de cabelo no peito e abdome, ginecomastia e atrofia testicular, Diminuição do libido. MULHERES: AMENORREIA, INFERTILIDADE. ENCEFALOPATIA HEPÁTICA ✓ Não eliminação de toxina: amônia ✓ Tratamento: eliminação de desencadeadores A encefalopatia hepática é a deterioração da função cerebral que ocorre em pessoas com / 4 Maria Eduarda Franco I FISIOPATOLOGIA I Medicina doença hepática grave, porque substâncias tóxicas normalmente eliminadas pelo fígado se acumulam no sangue e chegam ao cérebro. A encefalopatia hepática ocorre em pessoas com doença hepática prolongada (crônica). As substâncias que são absorvidas para a circulação sanguínea provenientes dos intestinos passam pelo fígado, onde são normalmente eliminadas as toxinas. Muitas dessas toxinas (como A AMONIA) são produtos de decomposição normais, resultantes da digestão das proteínas. No caso da encefalopatia hepática, as toxinas não são eliminadas porque a função hepática está afetada. Além disso, algumas toxinas podem se desviar completamente do fígado por conexões anormais (denominadas vasos colaterais) que se formam entre o sistema venoso portal (que fornece sangue ao fígado) e a circulação geral. Esses vasos se formam como resultado de doença hepática e hipertensão portal (pressão sanguínea alta na veia porta, que é uma veia grande que leva o sangue do intestino para o fígado). TRATAMENTO Eliminação de desencadeadores Eliminação de substâncias tóxicas do intestino Os médicos tentam eliminar qualquer fator desencadeante da encefalopatia, como uma infecção ou um medicamento. Lactulose: a lactulose, um açúcar sintético administrado por via oral, age como laxante, acelerando a passagem dos alimentos. Devido a esse e a outros efeitos, ela diminui a quantidade de amoníaco absorvido pelo organismo. PROGNÓSTICO ✓ De 3 meses a 2 anos • Fase 1: Cirosse compensada sem varizes esofágicas: mortalidade de 1% por ano; • Fase 2: Cirrose compensada com varizes: mortalidade anual 3%; • Fase 3: Cirrose descompensada com varizes: mortalidade anual 20%; • Fase 4: Cirrose descompensada com sangramento gastrointestinal: mortalidade > 50% ao ano. O desenvolvimento de encefalopatia é um sinal de mau prognóstico, porque a taxa de mortalidade associada de um ano é de até 64%. MORTE: EPISODIOS HEMORRAGICOS, ENCEFALOPATIA HEPATICA E INSUFICIENCIA RENAL (síndrome hepatorrenal). SÍNDROME HEPATORENAL A síndrome hepatorrenal (SHR) decorre do desenvolvimento de insuficiência renal em pacientes com doença hepática crônica anterior, sem evidência clínica ou laboratorial de doença renal.ALTERAÇÕES POR FALTA DE FUNIONALIDADE HEPATICA Plaquetopenia, leucopenia, anemia (hiperesplenismo) Rni prologando (falta de produção de fatores pró –tromboticos e antitrombotico (que causa sangamentos e trombos imprevisiveis) Hipoalbunemia: diminuição da síntese hepática de albumina ocasiona a hipoalbuminemia com diminuição da pressão oncótica plasmática, favorecendo o fluxo de líquido para o interstício. / 5 Maria Eduarda Franco I FISIOPATOLOGIA I Medicina