Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ CAMPUS TOLEDO Centro de Engenharias e Ciências Exatas Curso de Engenharia Química COLISÕES ELÁSTICAS BIDIMENSIONAIS Disciplina Física Geral e Experimental II Prof. Dr. Fernando Rodolfo Espinoza Quiñones Guilherme Fiuza Heron Ghellere Slovinski Link do Video: https://youtu.be/LBoknNka_jY heronslovinski@hotmail.com guicf26@hotmail.com Prática: 14/06/2021 Entrega do Relatório:29/06/2021 https://youtu.be/LBoknNka_jY Sumário RESUMO............................................................................................................ 4 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................ 5 2. EMBASAMENTO PRÉVIO .......................................................................... 7 2.1. ERROS E MEDIDAS NO MÉTODO CIENTÍFICO .................................... 7 2.2. MOMENTO LINEAR E ENERGIA CINÉTICA ........................................... 9 2.3. CONSERVAÇÃO DE MOMENTO .......................................................... 11 2.4. COLISÕES ELÁSTICAS BIDIMENSIONAIS .......................................... 11 2.5. PARTÍCULAS DE MASSAS DIFERENTES............................................ 12 2.6. PARTÍCULAS DE MASSAS IGUAIS ...................................................... 13 2.7. VELOCIDADE ESCALAR MÉDIA E TEMPO DE VOO .......................... 14 3. MATERIAIS E MÉTODOS ........................................................................ 15 3.1. MATERIAIS ............................................................................................ 15 Conjunto para Lançamentos Horizontais Möller ........................................ 15 Esferas Metálicas ...................................................................................... 15 Papel Carbono .......................................................................................... 15 Papel milimetrado ..................................................................................... 16 Fita Adesiva .............................................................................................. 16 Lápis, Régua e Transferidor ...................................................................... 16 3.2. MÉTODOS ............................................................................................. 16 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES .............................................................. 18 4.1. LANÇAMENTO LIVRE (SEM COLISÃO) ............................................... 18 4.2. LANÇAMENTO COM COLISÃO ............................................................ 19 4.3. DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE E TEMPO DE QUEDA ANTES DA COLISÃO ......................................................................................................... 20 4.4. DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE DAS ESFERAS PÓS-COLISÃO . 20 4.5. CONSERVAÇÃO DO MOMENTO LINEAR ............................................ 20 4.6. CONSERVAÇÃO DA ENERGIA CINÉTICA ........................................... 21 5. CONCLUSÃO ........................................................................................... 22 6. REFERÊNCIAS ......................................................................................... 23 7. ANEXOS ................................................................................................... 24 7.1. Cálculo da Velocidade Média e tempo de queda para o lançamento livre e suas incertezas ................................................................................................ 24 7.2. Cálculo da Velocida Média para as esferas pós colisão ......................... 25 7.3. Cálculo da conservação do momento linear ........................................... 26 7.4. Cálculo da conservação da energia cinética .......................................... 26 RESUMO O experimento realizado teve como principal objetivo a utilização do método de lançamento horizontal de uma partícula para a verificação da conservação do vetor quantidade de movimento linear total e do escalar energia cinética total, no processo de colisão elástica. Nesta prática, foram realizadas colisões com duas esferas metálicas de massa idêntica repetidas vezes, para a confirmação que através da colisão bidimensional, entre duas partículas de mesma massa, o ângulo formado pelas suas trajetórias finais é de 90°, caso não haja perda de momento ou energia cinética. A primeira esfera era lançada de uma rampa de madeira de altura constante e colidia com a segunda esfera apoiada sobre um parafuso, na saída da rampa. Após a colisão, as esferas caiam livremente sobre uma folha de papel carbono apoiada sobre uma folha de papel milimetrado para que deixassem uma marcação no local de impacto. A partir da análise dos pontos e considerando a conservação do momento e da energia cinética, pode-se verificar se a afirmação descrita anteriormente aplicou-se aos experimentos. Palavras-chave: colisões, conservação de momento, conservação de energia cinética. 1. INTRODUÇÃO No âmbito da Física segundo a definição apresentada por Halliday Resnick & Walker, no livro “Fundamentos da Física 1”, uma colisão é um evento isolado de interação entre duas ou mais partículas cuja duração é extremamente curta na escala de tempo humana e onde há troca de momento linear e energia. Essa definição pode ser aplicada em situações reais da vida, como em um choque entre dois corpos, como um acidente entre automóveis, ou em um jogo de sinuca, que é o que mais se aproxima de uma situação criada em laboratório. Entretanto, nem sempre o contato entre dois corpos é necessário para uma colisão, já que elas podem ocorrer entre partículas minúsculas, como em um átomo. É possível ainda separá-las em dois tipos, as elásticas, que tem seu momento linear e energia cinética conservadas, e as inelásticas. Como citado anteriormente, é possível estudar as colisões em um jogo de sinuca, onde duas bolas de bilhar se chocam, pode-se ocorrer que o choque não altere a direção dos corpos, seguindo a mesma linha direcional antes e depois da colisão, sendo chamada de colisão. Diferentemente, quando as bolas seguem direções diferentes após o choque, denomina-se a colisão como bidimensional (MENTZ, Luciano). Figura 1- Esquematização de uma colisão bidimensional elástica Como citado anteriormente, uma colisão bidimensional ocorre também em níveis microscópicos, em interações entre partículas, um exemplo disso são as bombas atômicas, que tem seu mecanismo realizado microscopicamente, onde, por meio da fissão nuclear, ocorrem colisões entre nêutrons com um núcleo atômico instável, provocando a sua ruptura. Sob determinadas condições, essa fissão pode resultar em uma reação em cadeia, em que os nêutrons liberados continuam bombardeando outros núcleos atômicos na vizinhança, liberando cada vez mais nêutrons e mais energia (FOGAÇA, Jennifer). Dessa forma, este experimento tem como objetivo a utilização do método de lançamento horizontal de uma partícula para a verificação da conservação do vetor quantidade de movimento linear total e do escalar energia cinética total, no processo de colisão elástica. 2. EMBASAMENTO PRÉVIO 2.1. ERROS E MEDIDAS NO MÉTODO CIENTÍFICO Um dos princípios básicos da física é que não se consegue medir uma grandeza física com precisão absoluta, ou seja, para qualquer medição realizada é necessária a propagação dos erros nas medidas e cálculos realizados, pois existem diversos fatores e variáveis que podem prejudicar a precisão, dessa forma, qualquer medição pois mais exata que seja, sempre é considerada aproximada. (Toguinho Filho, Andrello; 2009) Para melhor entender a propagaçãodos erros é possível classificá-los em três diferentes grupos: os erros sistemáticos, erros grosseiros ou ainda os erros aleatórios. Os sistemáticos acontecem principalmente em experimentos que se utilizam da mudança de temperatura, pressão e umidade, que são mudanças relacionadas ao ambiente, ou ainda relacionados a defeitos e falhas de instrumentos de medida; os grosseiros que são ocasionados pela falha do responsável pelo procedimento; e por último os erros aleatórios que são causados por causas desconhecidas e indeterminadas que prejudicam os dados obtidos. (Toguinho Filho, Andrello; 2009) Partindo das definições apresentadas anteriormente uma equação para o cálculo do erro de um certo experimento pode ser utilizada. Primeiramente, como a repetição de experimentos é recomendada para que seja diminuído o intervalo de confiança, a média aritmética é inicialmente aplicada: 𝑀é𝑑𝑖𝑎 𝐴𝑟𝑖𝑡𝑚é𝑡𝑖𝑐𝑎 = 1 𝑛 ∑ 𝑛 𝑖=1 𝑋𝑖 1 Porém, o valor médio estimado deve estar sempre acompanhado dos erros, proveniente de diferentes variáveis possíveis, as quais unidas formam a variância e o desvio padrão que são medidas de dispersão utilizadas para indicar a regularidade de um conjunto de dados em função da média aritmética. Podendo ainda ser calculados de forma relativa ao método ou relativa às medidas. A determinação da variância é feita através da observação da população de valores ou repetições N, sendo determinada pela equação: 𝑉𝑎𝑟𝑖â𝑛𝑐𝑖𝑎 = 1 𝑁 − 1 ∑ 𝑁 𝑖=1 [𝑋𝑖 − 𝑋𝑚é𝑑𝑖𝑜]² 2 O desvio padrão é determinado através da raiz quadrada da variância, e é o parâmetro mais comum para se analisar erros, isso ocorre pela variância se apresentar em unidades quadradas em relação às analisadas e o desvio padrão não. Ainda por outro lado, o desvio relativo às medidas segue outra linha de raciocínio, a medida pode ser considerada uma função dependendo de seus parâmetros. A variância global é considerada a derivada parcial em relação a cada uma de suas variáveis. Seja 𝜃 a função representante da medida e 𝛼, 𝛽, 𝛾, 𝑒 𝛿 suas variáveis dependentes, a variância pode ser expressa como: 𝑉𝑎𝑟 𝜃 = |𝑑𝜃|2 = | 𝜕𝑓 𝑑𝛼 𝑑𝛼 + 𝜕𝑓 𝑑𝛽 𝑑𝛽 + 𝜕𝑓 𝑑𝛾 𝑑𝛾 … + 𝜕𝑓 𝑑𝛼 𝑑𝛿|² 3 O desenvolvimento desses quadrados resulta em: 𝑉𝑎𝑟 𝜃 = |𝑑𝜃|2 = ( 𝜕𝑓 𝑑𝛼 ) 2 𝑑𝛼 + ( 𝜕𝑓 𝑑𝛽 ) 2 𝑑𝛽 … + 𝜕𝑓 𝑑𝛼 𝜕𝑓 𝑑𝛽 √𝑑𝛼𝑑𝛽 … 4 Entretanto, os termos √𝑑𝛼𝑑𝛽 são chamados de covariâncias, e quando os parâmetros são independentes entre si, como ocorre em medidas, esse termo é nulo, logo, a variância é dada por: 𝑉𝑎𝑟 𝜃 = |𝑑𝜃|2 = ( 𝜕𝑓 𝑑𝛼 )²𝑑𝛼 + ( 𝜕𝑓 𝑑𝛽 )²𝑑𝛽 + ( 𝜕𝑓 𝑑𝛾 )²𝑑𝛾 … + ( 𝜕𝑓 𝑑𝛼 )²𝑑𝛿 5 Como o desvio padrão é a raiz quadrada da variância, tem-se a incerteza global como: 𝑑𝜃 = √( 𝜕𝑓 𝑑𝛼 )²𝑑𝛼 + ( 𝜕𝑓 𝑑𝛽 )²𝑑𝛽 + ( 𝜕𝑓 𝑑𝛾 )²𝑑𝛾 … + ( 𝜕𝑓 𝑑𝛼 )²𝑑𝛿 6 Desta forma, o peso da diferencial de cada um dos parâmetros (𝑑𝛼, 𝑑𝛽 e etc.) é relativo ao valor que essa medida tem na estimativa do parâmetro 𝜃 de interesse. Além da atenção ao relatar e ajustar os erros dos métodos e suas medidas existe ainda a propagação quando inseridos em calculos. Essa propagação também segue regras que são ditadas por parâmetros diversos da literatura, como descritos abaixo: 𝑆𝑢𝑏𝑡𝑟𝑎çã𝑜: 𝑍 ± 𝛥𝑧 = (𝑥 ± 𝛥𝑥) − (𝑦 ± 𝛥𝑦) = (𝑥 − 𝑦) ± (𝛥𝑥 + 𝛥𝑦) 7 𝐴𝑑𝑖çã𝑜: 𝑍 ± 𝛥𝑧 = (𝑥 ± 𝛥𝑥) + (𝑦 ± 𝛥𝑦) = (𝑥 + 𝑦) ± (𝛥𝑥 ± 𝛥𝑦) 8 𝑀𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎çã𝑜: 𝑍 ± 𝛥𝑧 = (𝑥 ± 𝛥𝑥). (𝑦 ± 𝛥𝑦) = (𝑥. 𝑦) ± (𝑥. ∆𝑦 + ∆𝑥. 𝑦) 9 𝐷𝑖𝑣𝑖𝑠ã𝑜: 𝑍 ± 𝛥𝑧 = (𝑥 ± 𝛥𝑥) (𝑦 ± 𝛥𝑦) = ( 𝑥 𝑦 ) ± ( 𝑥. ∆𝑦 + ∆𝑥. 𝑦 𝑦2 ) 10 𝑀𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎çã𝑜 𝑝𝑜𝑟 𝑢𝑚𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒: 𝑍 ± 𝛥𝑧 = 𝑐(𝑥 ± 𝛥𝑥) = 𝑐𝑥 ± 𝑐𝛥𝑥 11 𝑃𝑜𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎: 𝑍 ± 𝛥𝑧 = (𝑥 ± 𝛥𝑥)𝑛 = 𝑥𝑛 ± 𝑛𝑥𝑛−1. 𝛥𝑥 12 Por último, depois de todo o tratamento dos dados realizado, existe ainda o cuidado com a apresentação desses resultados e ainda com seus algarismos significativos. É importante que os valores medidos tenham pelo menos a mesma quantidade de algarismos significativos que a incerteza, demonstrando o quão preciso é o valor. Se a incerteza vai até a unidade dos inteiros, o valor médio deve ser arredondado até a casa dos inteiros também. A união desses conceitos é o que permite que o experimento seja aceito, confiável e possa representar com precisão os fenômenos da natureza em uma escala experimental. 2.2. MOMENTO LINEAR E ENERGIA CINÉTICA Em um sistema de partículas onde as leis de Newton são válidas, é possível afirmar que todo o sistema está sujeito a forças e à influência do meio externo. Dessa forma, é possível descrever e prever o comportamento das partículas em ordens matemáticas a partir de grandezas físicas. Todas as vezes que ocorre uma interação entre duas partículas ou corpos, e um deles estando em movimento ou adquirindo esse movimento, tem-se uma quantidade de movimento no sistema. �⃗� = 𝑚�⃗� 13 A quantidade de movimento (�⃗�) é uma grandeza vetorial determinada linearmente pela massa do corpo (𝑚) multiplicada pelo seu vetor velocidade (�⃗�). Sua forma vetorial garante simplicidade ao entender variações ou perturbações no movimento das partículas. 𝑘 = 1 2 𝑚𝑣2 14 A energia cinética (k) é outra grandeza que também pode ser relacionada com o movimento das partículas, porém, ela relaciona a massa da partícula com sua velocidade de modo não linear, conforme a equação 14, e seu valor é definido por um escalar. Ainda, se torna possível relacionar essas duas grandezas para que seja possível obter uma a partir da outra isolando a velocidade na equação 13 e substituindo o resultado na equação 14, como demonstrado abaixo: 𝑘 = 1 2 𝑚 ( �⃗� 𝑚 ) 2 15 𝑘 = 1 2 𝑚�⃗�2 𝑚2 16 𝑘 = �⃗�2 2𝑚 17 Isolando a quantidade de movimento na equação 18, obtém-se: �⃗� = √2𝑚𝑘 18 É visto assim, que a variação de uma grandeza pode ocorrer dependendo da outra. Se apenas a energia cinética for trabalhada, informações como direção e sentido se perdem, visto que é uma grandeza escalar, dessa forma, a quantidade de movimento complementa essa grandeza para dar coerência ao movimento observado por ser uma grandeza vetorial e fornecer as informações de direção e sentido do movimento. 2.3. CONSERVAÇÃO DE MOMENTO A conservação da quantidade de movimento é levada em consideração quando se emprega um sistema de partículas e esse sistema esteja isolado do universo ao seu redor, dessa forma, não podendo transmitir ou receber energia ou momento linear do seu entorno. As únicas trocar possíveis no momento linear ocorrem apenas no interior dele, ao se aproximarem uma da outra, ocorre a troca de energia entre as partículas, uma ou mais perdendo energia e outra recebendo essa energia. Dessa forma, a quantidade total de energia do sistema permanece invariável. �⃗�𝑖 = �⃗�𝑓 19 𝑚�⃗�𝑖 = 𝑚�⃗�𝑓 20 Em que �⃗�𝑖 e �⃗�𝑖 são a quantidade de movimento e velocidade iniciais do sistema, �⃗�𝑓 e �⃗�𝑓 são a quantidade de movimento e velocidade finais do sistema e 𝑚 é a massa total do sistema. 2.4. COLISÕES ELÁSTICAS BIDIMENSIONAIS Colisões são interações isoladas nas quais uma força relativamente intensa age sobre um ou mais corpos fazendo com que esses interajam entre si por um período de tempo relativamente pequeno (HALLIDAY). Durante esse período podem ocorrer trocas de energia, momento linear, massa, entre outras grandezas desses corpos. No caso das colisões elásticas, não ocorre transferência ou perda de massa entre as partículas envolvidas na colisão. Em outras palavras, não acontecem deformações permanentes em suas estruturas devido a suas forças internasrestauradoras, que fazem com que a partícula retorne espontaneamente a sua condição de equilíbrio. Em sistemas isolados, essas colisões seguem a terceira lei de Newton, resultando que a soma de todas essas forças internas sobre o sistema seja nula. Nesse caso, pode-se dizer que há conservação de momento e de energia cinética, visto que não ocorre troca de energia com o meio externo. Quando duas partículas colidem lateralmente ou com uma angulação diferente de 0° sobre um mesmo plano, ocorre a formação de um ângulo θ entre as trajetórias finais das partículas, resultando no que é chamado de uma colisão bidimensional. 2.5. PARTÍCULAS DE MASSAS DIFERENTES Numa colisão elástica bidimensional entre partículas de massas distintas em um sistema isolado, os vetores posição e velocidade de cada partícula devem ser analisados, antes e depois da colisão. Seguindo as leis de conservação de momento e energia cinética, temos que: �⃗�1𝑖 + �⃗�2𝑖 = �⃗�1𝑓 + �⃗�2𝑓 21 𝑘1𝑖 + 𝑘2𝑖 = 𝑘1𝑓 + 𝑘2𝑓 ⇒ �⃗�1𝑖 2 2𝑚1 + �⃗�2𝑖 2 2𝑚2 = �⃗�1𝑓 2 2𝑚1 + �⃗�2𝑓 2 2𝑚2 22 Nas quais, �⃗�1𝑖 e �⃗�1𝑓, �⃗�2𝑖 e �⃗�2𝑓 são as quantidades de movimento iniciais e finais das partículas 1 e 2, respectivamente; 𝑘1𝑖 e 𝑘1𝑓, 𝑘2𝑖 e 𝑘2𝑓 são os valores de energia cinética iniciais e finais de cada partícula, e 𝑚1 e 𝑚2 são as massas das partículas 1 e 2. Para simplificar a análise de colisões bidimensionais, pode-se considerar o uso de um sistema de referência inercial acompanhando uma das partículas, que então, teria como sua condição inicial o repouso. �⃗�1𝑖 = �⃗�1𝑓 + �⃗�2𝑓 23 𝑘1𝑖 = 𝑘1𝑓 + 𝑘2𝑓 ⇒ �⃗�1𝑖 2 2𝑚1 = �⃗�1𝑓 2 2𝑚1 + �⃗�2𝑓 2 2𝑚2 24 Dessa forma, reduz-se o número de variáveis das equações, pois tanto o momento linear inicial, quanto a energia cinética dessa partícula seriam nulos, como mostram as equações 23 e 24. Quando as massas das partículas são diferentes, as suas trajetórias após a colisão podem formar ângulos distintos θ1 e θ2, medidos a partir de um eixo traçado a partir do ponto de ocorrência da colisão, dependendo da proporção de suas características antes da colisão. 2.6. PARTÍCULAS DE MASSAS IGUAIS Existem ainda os casos de colisões bidimensionais elásticas onde as duas partículas existentes no sistema possuem os mesmos valores de massa. Nessa situação, espera-se que o ângulo formado pelas trajetórias das partículas após a colisão seja de 90°, ou seja, perpendiculares. Observando a partir de um referencial inercial que acompanha a partícula 2 pode-se atingir esse resultado ao comparar as equações de momento linear e de energia cinética, considerando as massas das partículas iguais (𝑚1 = 𝑚2): 𝑘1𝑖 = 𝑘1𝑓 + 𝑘2𝑓 ⇒ �⃗�1𝑖 2 2𝑚1 = �⃗�1𝑓 2 2𝑚1 + �⃗�2𝑓 2 2𝑚2 25 [�⃗�1𝑖] 2 = [�⃗�1𝑓] 2 + [�⃗�2𝑓] 2 26 Para realizar a comparação é necessário fazer a quadratura da equação da conservação da quantidade de movimento utilizando o produto escalar de dois vetores: [�⃗�1𝑖]. [�⃗�1𝑖] = [�⃗�1𝑓 + �⃗�2𝑓]. [�⃗�1𝑓 + �⃗�2𝑓] 27 [�⃗�1𝑖] 2 = [�⃗�1𝑓] 2 + [�⃗�2𝑓] 2 + 2. �⃗�1𝑓 . �⃗�2𝑓 28 Substituindo o termo [�⃗�1𝑖] 2 na equação 27: [�⃗�1𝑓] 2 + [�⃗�2𝑓] 2 = [�⃗�1𝑓] 2 + [�⃗�2𝑓] 2 + 2. �⃗�1𝑓 . �⃗�2𝑓 29 ∴ �⃗�1𝑓 . �⃗�2𝑓 = 0 30 A equação 30 representa que o produto escalar entre os vetores quantidade de movimento finais das duas partículas é igual a 0, em outras palavras, o único meio de que o produto de dois vetores seja escalar é se eles forem perpendiculares entre si. 2.7. VELOCIDADE ESCALAR MÉDIA E TEMPO DE VOO Para encontrar as velocidades médias das esferas nos lançamentos livres e pós-colisão, foi utilizado a Equação 31: 𝑉 = 𝑑�⃗� 𝑑𝑡 31 Onde 𝑑𝐴 é o alcance das esferas em lançamento sobre o plano cartesiano, e 𝑑𝑡 o tempo de voo até chegar ao alcance. Para o tempo que um corpo leva para cair de uma altura H, partindo do repouso das esferas, após saírem da rampa de lançamento, foi utilizado a equação 32: 𝑡𝑣𝑜𝑜 = √ 2ℎ 𝑔 32 Onde ℎ é a altura do plano cartesiano até a base da rampa, e 𝑔 é a constante da gravidade, utilizada como 9,81 𝑚/𝑠2. Partindo do tempo descoberto na equação 33, a velocidade na direção î é dada por: 𝑉𝑥 = 𝑋 √ 2ℎ 𝑔 33 Onde X é o alcance da esfera na direção î. 3. MATERIAIS E MÉTODOS 3.1. MATERIAIS Para a determinação do o vetor quantidade de movimento linear e escalar de energia cinética, foi utilizada um conjunto para Lançamentos Horizontais Möller composto por: tripé e três sapatas niveladoras amortecedoras; rampa de lançamentos com escala de posicionamento vertical, haste, suporte regulável de apoio da esfera alvo, e prumo removível; uma balança semianalítica, duas esferas idênticas metálicas, duas folhas de papel carbono, folhas de papel milimetrado A3, fita adesiva, lápis, régua e transferidor. Conjunto para Lançamentos Horizontais Möller O moller utilizado é composto por um tripé e três sapatas niveladoras e amortecedoras, rampa de lançamentos com escala de posicionamento vertical, haste, suporte regulável de apoio a esfera e alvo e prumo removível. Foi utilizada para realizar o lançamento de uma das esferas e colidir com a segunda esfera no final da rampa de lançamento. Balança semi- analítica Utilizada para a retirada de grandezas sob condições de ambiente, aparenta uma precisão menor se comparada a uma balança analítica, porém em laboratórios voltados a física a balança semi analítica tem maior utilização. Este tipo de balança registra dois dígitos após a vírgula. Esferas Metálicas Duas Esferas de chumbo de tamanho e massas idênticas foram utilizadas como partículas as quais sofrem colisão. Papel Carbono É um papel de seda, muito impregnado de tinta numa das faces. Foi empregado nesse experimento para demarcar o alcance das esferas no papel milimetrado que havia logo abaixo. Papel milimetrado Tamanho A3, utilizado para analisar as marcas que as esferas junto com o papel carbono fizeram e fazer notações de distância e ângulos. Fita Adesiva Usada para fixar o papel milimetrado sobre a bancada para que não haja deslocamento e consequentemente alteração nos dados do experimento. Lápis, Régua e Transferidor Utilizados para traçar retas para a análise de distâncias e angulação. 3.2. MÉTODOS Para o início do experimento a base do Conjunto de Lançamentos Horizontais Möller teve a sua base nivelada, em seguida as massas das duas esferas metálicas foram aferidas e analisadas sendo idênticas. Ajustou-se também o papel milimetrado sobre a bancada e fixou-o com fita adesiva. O papel carbono foi colocado em cima do papel milimetrado. A primeira esfera foi sempre solta do topo da rampa, tentando sempre manter a mesma posição e a segunda esfera permaneceu sempre fixada no nível zero da rampa. O teste de colisão consistiu na primeira esfera sendo solta na rampa e ao descer colidiu com a segunda na base, ambas foram lançadas no papel carbono deixando uma marca no papel milimetrado. O processo foi feito repetidamente, para atestar a confiabilidade dos dados obtidos. Após isso, a propagação do aglomerado de pontos foi traçada no papel milimetrado, e retas para auxiliar a análise da distância do aglomerado em relação a projeção da base da rampa. A angulação dos pontos demarcados pelas esferas deve fazer um ângulo de 90 graus em relação a projeção do final da rampa no papel milimetrado. 4. RESULTADOS EDISCUSSÕES Antes da realização do experimento, foram pesadas as esferas utilizadas e as massas de ambas foram iguais a 64,37 ± 0,01 𝑔 e seus diâmetros iguais a 25,02 ± 0,01 𝑚𝑚. 4.1. LANÇAMENTO LIVRE (SEM COLISÃO) Primeiramente, foram realizados dez lançamentos das esferas na rampa - devido a imperfeição da canaleta da rampa, para obter uma maior estimativa do alcance médio de quando a esfera deixa a rampa - sem colisão, para analisar o alcance no papel milimetrado, utilizando o papel carbono para marcação. A figura 2 demonstra o resultado do processo realizado. Figura 2: Alcance da esfera em lançamento livre. Foi encontrado o alcance médio de 22,3 𝑐𝑚 para o lançamento livre das esferas. 4.2. LANÇAMENTO COM COLISÃO Após, foram realizadas 3 tentativas de lançamento das esferas em colisão com outra esfera sobre um suporte, como explicado no método experimental, de modo que a cada tentativa foi regulado os materiais para melhor exatidão nos resultados. Assim, foi possível obter a marcação no mesmo papel milimetrado utilizado anteriormente, para o alcance das esferas após a colisão, como mostra o sistema feito na figura 3. Figura 3: Sistema de colisões das esferas. Podemos observar que medindo o alcance das esferas pós colisão, com o auxílio de uma régua, foi encontrado um deslocamento de 18,5 ± 0,6 𝑐𝑚 para a esfera 1 e 15,5 ± 0,6 𝑐𝑚 para a esfera 2, onde estas formaram um ângulo de 90º. O deslocamento da esfera antes da colisão em lançamento livre foi de 22,3 ± 0,6 𝑐𝑚. Nota-se que na figura 02, também está evidenciado o parâmetro de impacto das esferas que é igual a 20 𝑚𝑚 ou 2 𝑐𝑚. Os ângulos pós-colisão das esferas em relação a linha de impacto entre elas, foi de 39º ± 2º e 51º ± 2º, para as esferas 1 e 2, respectivamente. 4.3. DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE E TEMPO DE QUEDA ANTES DA COLISÃO Para análise de dados, foi necessário encontrar a velocidade inicial das esferas antes da colisão, partindo de uma altura ℎ = 27,5 ± 0,05 𝑐𝑚 , da superfície até a base da rampa, e o deslocamento da esfera em 𝑋î = 22,3 ± 0,6 𝑐𝑚, logo a velocidade inicial média na direção 𝑖̂ segundo a Equação 33, foi de 𝑣1 = 1,01 ± 0,12 𝑚/𝑠 . Como temos ℎ, e assumindo 𝑔 = 9,81 𝑚/𝑠2, o tempo de queda foi encontrado utilizando a equação 32 como 𝑡 = 0,23 ± 0,02 𝑠. A propagação dos erros foi calculada conforme as equações 9 e 10, para o tempo de queda das esferas e sua velocidade média. Cálculos realizado em anexo na seção 7. 4.4. DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE DAS ESFERAS PÓS- COLISÃO Foi necessário também encontrar as velocidades médias das esferas após terem colidido. Como possuem tempo de queda iguais, o que variou foi apenas seus deslocamentos, como mostra a figura 02. Assim a velocidade para a esfera 1 foi 𝑣1 = 0,80 ± 0,1 𝑚/𝑠 e para a esfera 2, 𝑣2 = 0,67 ± 0,1 𝑚/𝑠 4.5. CONSERVAÇÃO DO MOMENTO LINEAR Para comprovar a conservação do momento linear, foram utilizadas as equações 19 e 20. Como as massas das esferas utilizadas foram iguais, podemos simplificar a equação obtendo: 𝑣1 = 𝑣2 + 𝑣3 Como após a colisão, as esferas se afastaram com um ângulo em relação ao eixo de impacto, a conservação do momento linear utilizará os ângulos que foram comentados em 4.2, conforme a equação a seguir. 𝑣1. cos 𝜃 = 𝑣2. cos 𝜃 + 𝑣3. cos 𝜃 Logo, encontramos: 𝑣1 = 1,04 ± 0,2 𝑚/𝑠 Como podemos analisar, a velocidade antes da colisão está dentro do intervalo da velocidade pós-colisão, evidenciando assim, a conservação de momento linear. 4.6. CONSERVAÇÃO DA ENERGIA CINÉTICA Para comprovar a conservação da energia cinética, foi utilizada a equação 22: 𝑘1𝑖 + 𝑘2𝑖 = 𝑘1𝑓 + 𝑘2𝑓 Logo, 1 2 𝑚𝑣1 2 = 1 2 𝑚𝑣2 2 + 1 2 𝑚𝑣3 2 Como anteriormente, as massas das esferas são iguais, logo é possível simplificar, obtendo a velocidade final da conservação de enérgica cinética com sua respectiva incerteza, calculada conforme as equações 8 e 12: 𝑣1 2 = 𝑣2 2 + 𝑣3 2 𝑣1 2 = (0,80 ± 0,1)2 + (0,67 ± 0,1)2 𝑣1 = 1,09 ± 0,3 𝑚/𝑠 Logo, como encontrado, o intervalo de velocidade da conservação da energia cinética também está dentro do intervalo encontrado na velocidade das esferas pós-colisão. Evidenciando a coerência dos resultados obtidos através da análise analítica Vale ressaltar, que todos os cálculos realizados estão em anexos no final do relatório. 5. CONCLUSÃO Os experimentos de colisões bidimensionais são ótimos artifícios para testar e comprovar as leis de conservação de energia e de momento linear. Após esse processo, pode-se concluir através de cálculos da energia cinética e do momento linear dos corpos antes e após a colisão, que essa se tratava de uma colisão perfeitamente elástica. Um dos métodos a se utilizar para comprovar tais leis, foi a visualização do ângulo formado entre as esferas que deveria ser 90º, o qual contatou-se no experimento. Realizando o procedimento analítico, utilizando equações que comprovam a conservação da energia cinética e do momento linear, foi possível encontrar resultados muito próximos dentro dos intervalos e os erros, porém não equivalentes. Logo, é importante o extremo cuidado e manuseio nos materiais utilizados, visto que podem haver possíveis erros sistemáticos e aleatórios presentes no experimento realizado. 6. REFERÊNCIAS FOGAÇA, Jennifer. Bomba Atômica. Disponível em: <http://manualdaquimica.uol.com.br/fisico-quimica/bomba-atomica.htm>. HALLIDAY, D.; RESNICK, R; WALKER, J.. Fundamentos de física. 9ª Edição. Rio de Janeiro: LTC. Vol 1. MENTZ, Luciano. Conservação do Momento Linear. Disponível em: <http://www.if.ufrgs.br/tex/fis01043/20042/Luciano/colisoes.html>. TOGINHO FILHO, D. O., ANDRELLO, A.C., Catálogo de Experimentos do Laboratório Integrado de Física Geral, Departamento de Física, Universidade Estadual de Londrina, 2009. REFERÊNCIAS FIGURAS ROMERO, Nadilson. Colisões elásticas em duas dimensões. Disponível em: <http://www.fisica.ufpb.br/~romero/gpea/nadilson/elastica%20em%20duas%20 dimensoes.htm>. http://manualdaquimica.uol.com.br/fisico-quimica/bomba-atomica.htm http://www.if.ufrgs.br/tex/fis01043/20042/Luciano/colisoes.html http://www.fisica.ufpb.br/~romero/gpea/nadilson/elastica%20em%20duas%20dimensoes.htm http://www.fisica.ufpb.br/~romero/gpea/nadilson/elastica%20em%20duas%20dimensoes.htm 7. ANEXOS 7.1. Cálculo da Velocidade Média e tempo de queda para o lançamento livre e suas incertezas Utilizamos a equação 33, logo: 𝑉𝑥 = 𝑋 √ 2ℎ 𝑔 Para o cálculo da velocidade da esfera 1 em lançamento livre, os dados foram reajustados de 𝑐𝑚 para 𝑚, visto que a unidade de velocidade é 𝑚/𝑠. 𝑉𝑥 = 0,223 ± 0,006 √ 2 . 0,275 ± 0,05 9,81 𝑉𝑥 = 0,223 ± 0,006 √0,056 ± 5,7. 10−4 𝑉𝑥 = 0,223 ± 0,006 0,23 ± 0,02 𝑉𝑥 = 1,01 ± 0,12 𝑚/𝑠 O tempo de queda foi igual para todas as esferas por serem lançadas na mesma altura sob mesma gravidade, logo segundo a equação 32: 𝑡𝑣𝑜𝑜 = √ 2ℎ 𝑔 𝑡𝑣𝑜𝑜 = √ 2 . 0,275 ± 0,05 9,81 𝑡𝑣𝑜𝑜 = 0,23 ± 0,02 𝑠 Cálculo para o erro, utilizando as equações 10 e 11: 𝑐(𝑥 ± 𝛥𝑥) = 𝑐𝑥 ± 𝑐𝛥𝑥 2 (0,275 ± 0,05 ) = 2 . 0,275 ± 2 . 0,05 0,55 ± 0,1 (𝑥 ± 𝛥𝑥) (𝑦 ± 𝛥𝑦) = ( 𝑥 𝑦 ) ± ( 𝑥. ∆𝑦 + ∆𝑥. 𝑦 𝑦2 ) 0,55 ± 0,1 9,81 = 0,55 9,81 ± 0,55 . 0 + 0,1 . 9,81 9,812 0,056 ± 5,7. 10−4 (𝑥 ± 𝛥𝑥) (𝑦 ± 𝛥𝑦) = ( 𝑥 𝑦 ) ± ( 𝑥. ∆𝑦 + ∆𝑥. 𝑦 𝑦2 ) 0,223 ± 0,006 0,23 ± 0,02 = 0,233 0,23 ± 0,233 . 0,02 + 0,1 . 9,81 9,812 1,01 ± 0,12 7.2. Cálculo da Velocida Média para as esferas pós colisão O calculo para as esferas 1 e 2 pós colisão, foram realizados utilizando-se a Equação 31: 𝑉 = 𝑑𝐴 𝑑𝑡 Logo, para a esfera 1: 𝑉 = 0,185 ± 0,006 0,23 ± 0,02𝑉 = 0,80 ± 0,1 𝑚/𝑠 Para o erro, foi utilizado a equação 10: 0,185 ± 0,006 0,23 ± 0,02 = 0,185 0,23 ± 0,185 . 0,02 + 0,23 . 0,006 0,232 0,80 ± 0,1 O mesmo procedimento foi efetuado para a esfera 2 7.3. Cálculo da conservação do momento linear Para a conservação do momento linear, foram utilizadas as equações 19 e 20: �⃗�𝑖 = �⃗�𝑓 𝑚�⃗�𝑖 = 𝑚�⃗�𝑓 Porém, como a massa é igual para todas as esferas, �⃗�𝑖 = �⃗�𝑓 Assim, utilizando-se os ângulos entre as esferas pós-colisão, 𝑣1. cos 𝜃 = 𝑣2. cos 𝜃 + 𝑣3. cos 𝜃 𝑣1 . cos 0 = 0,67 ± 0,1 . cos 51º ± 2º + 0,80 ± 0,1 . cos 39º ± 2º 𝑣1 = 1,04 ± 0,2 𝑚/𝑠 7.4. Cálculo da conservação da energia cinética Para o cálculo da conservação da energia cinética, foi utilizado a equação 22: 𝑘1𝑖 + 𝑘2𝑖 = 𝑘1𝑓 + 𝑘2𝑓 Desenvolvendo, 1 2 𝑚𝑣1 2 = 1 2 𝑚𝑣2 2 + 1 2 𝑚𝑣3 2 Como as massas são iguais, podemos desconsiderá-las e simplificando obtemos: 𝑣1 2 = 𝑣2 2 + 𝑣3 2 Logo, substituindo os valores e resolvendo: 𝑣1 2 = (0,80 ± 0,1)2 + (0,67 ± 0,1)2 𝑣1 = 1,09 ± 0,3 𝑚/𝑠