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183015-70658-simulado-marco-2022-R3-QUESTOES

Simulado R3 de cirurgia (mar/2022): conjunto de questões objetivas com gabarito nas áreas de Cirurgia Geral, Aparelho Digestivo, Urologia, Cirurgia Vascular, Cirurgia Plástica, Cirurgia Infantil, Torácica e Cabeça e Pescoço.

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Questões resolvidas

Homem, 65 anos de idade, sem comorbidades, apresenta melanoma cutâneo em dorso, com espessura de Breslow de 1,5 mm na biópsia excisional. Qual é a conduta adequada?
A) Esvaziamento linfonodal.
B) Seguimento com dermatoscopia.
C) Ampliação de margens e biópsia do linfono-do sentinela.
D) Quimioterapia sistêmica com a dacarbazina.

Uma paciente de cinquenta anos de idade, com antecedente de lesão raquimedular, há trinta anos, por ferimento de arma de fogo, é dependente de lavagem intestinal para evacuar. Há cerca de três dias, iniciou quadro de febre e queda do estado geral. Ao exame físico, apresentava-se consciente, contactuante, desorientada, taquipneica, desidratada 3+/4, descorada +/4, com frequência cardíaca de 120 bpm, pressão arterial de 100 x 70 mmHg e perfusão periférica de 3 s. À inspeção, observou-se hiperemia em todo o períneo, com crepitação à palpação. No toque retal, havia laceração da pele do canal anal com cerca de 3 cm de extensão.
Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que a melhor conduta é realizar:
A) tomografia computadorizada de abdome e pelve, com contraste endovenoso.
B) ressonância nuclear magnética de pelve.
C) o debridamento em centro cirúrgico e a confecção de sigmoidostomia em alça.
D) o debridamento em centro cirúrgico e a confecção de sigmoidostomia terminal.
E) o debridamento em centro cirúrgico.

Paciente procura avaliação na Unidade Básica de Saúde, no 3º mês pós-operatório de hernioplastia inguinal pela técnica de Lichtenstein, por apresentar hipoestesia cutânea inferiormente à cicatriz e endurecimento da região à palpação. Durante o exame físico, paciente está afebril e sem alterações à inspeção. À palpação, é possível sentir discreto aumento de consistência de toda a região inguinal, indolor e sem alteração à movimentação e ao esforço físico abdominal. Testículos normais bilateralmente. Qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
A) Fibroplasia normal da tela.
B) Recidiva da hérnia.
C) Infecção do sítio cirúrgico tardia por corpo estranho.
D) Rejeição da tela.

A respeito das técnicas operatórias para hernioplastia inguinal, assinale a alternativa correta.
A) Lichtenstein é uma técnica consagrada, porém está caindo em desuso devido aos incomparáveis benefícios da laparoscopia.
B) Lichtenstein continua sendo uma das técnicas de escolha para o tratamento da hérnia inguinal, mesmo com o surgimento da laparoscopia. A escolha da técnica deve ficar a cargo da expertise e experiência do cirurgião.
C) TAPP é a técnica na qual se utiliza a laparoscopia para correção de hérnia inguinal sem violar a cavidade abdominal.
D) Na correção de hérnia por laparoscopia, obrigatoriamente deve-se utilizar grampos para fixar a tela.

Em relação às infecções hospitalares, assinale a alternativa INCORRETA:
A) O uso de antibioticoterapia profilática prolongada (até 5 dias) é eficaz para diminuir a incidência de infecções hospitalares em pacientes cirúrgicos eletivos.
B) A lavagem das mãos antes e após a manipulação dos pacientes é a melhor maneira de se prevenir infecções cruzadas nas enfermarias cirúrgicas.
C) Os bacilos Gram negativo aeróbicos e o Staphylococcus aureus são os principais agentes responsáveis pelas infecções hospitalares em pacientes graves.
D) Posição elevada de pacientes de 30-45 graus diminui a incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica.

Paciente chega à UPA com queixa de dor abdominal em fossa ilíaca esquerda de início súbito, refere ter uma hérnia inguinal no local. Ao exame, é detectada uma hérnia inguinal dolorosa e redutível à palpação. Qual a conduta mais adequada?
A) Correção cirúrgica da hérnia inguinal em caráter de urgência.
B) Analgesia e encaminhamento para correção cirúrgica da hérnia após avaliação pré-operatória com exames laboratoriais.
C) Analgesia e liberação do paciente, com orientação de repouso.
D) Redução da hérnia e encaminhamento à cirurgia imediata.

Para realizar herniorrafia por videolaparoscopia, é necessário saber que o ducto deferente se une aos vasos gonadais somente no:
A) orifício inguinal externo
B) orifício inguinal interno
C) triângulo da dor
D) canal femoral

Menino, 10 meses de idade, hígido, iniciou com quadro de obstrução intestinal há 8 horas, sugestivo de invaginação intestinal, confirmado no intraoperatório. Ao se desfazer a investigação, notou-se segmento necrótico de cerca de 10 cm. Feita a ressecção do segmento necrosado, anastomose primária e lavagem da cavidade abdominal com soro fisiológico 0,9% morno.
Qual a classificação intraoperatória do potencial de contaminação para esta cirurgia?
A) Limpa.
B) Potencialmente contaminada.
C) Infectada.
D) Contaminada.

Vítima de ferimento abdominal por arma branca, um paciente apresenta evisceração de delgado, conforme mostrado na foto abaixo.
Qual a conduta recomendada?
A) Indicar ultrassom de abdome; se não tiver líquido livre intraperitoneal, reduzir a víscera herniada e suturar o ferimento da parede abdominal.
B) Indicar tomografia; se não tiver líquido livre intraperitoneal, reduzir a víscera herniada e suturar o ferimento da parede abdominal.
C) Lavar bem a região, reduzir a víscera herniada e suturar a parede abdominal.
D) Exploração cirúrgica do abdome.

Um rapaz de 19 anos foi vítima de desabamento de uma construção, tendo caído uma viga sobre suas costas. Após ter sido avaliado e estabilizado na sala de emergência, fez tomografia de corpo inteiro, que mostrou fratura de corpo vertebral da coluna lombar e hematoma peripancreático. Não foi achado líquido livre na cavidade peritoneal nem foram identificadas outras lesões. Não tem déficits neurológicos. Está hemodinamicamente estável. Não há evidências tomográficas de lesões cranianas, torácicas ou em outro segmento da coluna vertebral.
Conduta em relação ao achado abdominal:
A) Acompanhamento clínico.
B) Ultrassom endoscópico (Ecoendoscopia).
C) Laparotomia exploradora.
D) Laparoscopia.
E) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) ou ressonância nuclear magnética de abdome superior.

Paciente do sexo feminino, 42 anos, obesidade grau 3, comparece no Pronto Socorro referindo dor em hipocôndrio direito de moderada intensidade. Ao exame físico apresentava-se em regular estado geral, PA 110x80 mmHg, FC: 101 bpm, descorada 1+/4+. Laboratorialmente Hb de 9 e 12350 leucócitos. Realizou a TC abaixo.
Qual a principal hipótese diagnóstica:
A) Colecistite Aguda com abscesso hepático
B) Abscesso hepático
C) Colangiocarcinoma
D) Adenoma hepático com sangramento espontâneo

Paciente do sexo feminino, 28 anos, comparece no Pronto Socorro referindo dor em hipocôndrio direito de moderada intensidade. Realizou tomografia de abdome com contraste, cujo achado é compatível com rompimento espontâneo de adenoma hepático no segmento IV, com presença de blush arterial.
Em relação a abordagem terapêutica, assinale a melhor opção:
A) Se estabilidade hemodinâmica indica-se embolização com programação de ressecção após 6 meses do insulto agudo
B) Se estabilidade hemodinâmica indica-se embolização com programação de ressecção após 6 meses do insulto agudo se adenoma > 5cm
C) Se instabilidade hemodinâmica indica-se embolização com programação de ressecção após 6 meses do insulto agudo
D) Se instabilidade hemodinâmica indica-se embolização com programação de ressecção após 6 meses do insulto agudo se adenoma > 5cm

Paciente do sexo masculino 58 anos, portador de cirrose hepática por álcool. Comparece ao ambulatório em consulta após convocação devido aumento de MELD de 18 para 28. Ao exame físico, ictérico 2+/4+, abdome ascítico e indolor.
Quais as condutas para investigação desse aumento do MELD?
A) TC doppler abdome, TGO, TGP, bilirrubinas e função renal
B) Hemocultura, urocultura, USG doppler de abdome, análise do líquido ascítico
C) Função renal, função hepática, análise do líquido ascítico
D) Hemocultura, urocultura, USG doppler de abdome, função hepática

Paciente 58 anos, diagnosticado com tumor de papila duodenal. Submetido a gastroduodenopancreatectomia há 1 dia. O residente que o avalia notou o dreno abdominal que vigia a anastomose pancreatojejunal com débito de aspecto leitoso; solicitada amilase do dreno que veio com valor 3000 U/ml, enquanto a amilase sérica foi de 250 U/ml.
Em relação ao caso podemos afirmar que:
A) Trata-se de uma fístula pancreática, uma vez que a dosagem de amilase é 3x superior ao valor sérico
B) Trata-se de uma fístula pancreática do tipo B segundo a classificação da ISGPF
C) Trata-se de uma fístula pancreática do tipo C segundo a classificação da ISGPF
D) Trata-se de uma fístula pancreática do tipo A segundo a classificação da ISGPF

Em relação a pancreatite crônica, podemos afirmar que:
A) O pseudocisto é um achado associado muito frequente
B) A insuficiência exócrina ocorre quando 50% do parênquima está acometido
C) A cirurgia é uma modalidade terapêutica que oferece bons resultados no controle da insuficiência pancreática
D) A cirurgia é uma modalidade terapêutica que oferece bons resultados no controle da dor

Paciente do sexo feminino, 70 anos, hígido e sem comorbidades. Realizou tomografia de abdome devido episódio de nefrolitíase onde, além de cálculo ureteral, observou-se lesão cística em cabeça pancreática de 2,0 cm. Prosseguiu investigação com RM abdominal, onde lesão cística de 2,0 cm comunica-se com ducto pancreático secundário e ducto pancreático principal com diâmetro de 0,7cm. Ca-19.9 de 50 U/ml (valor de referência 30 U/ml).
Qual a melhor opção dentre as alternativas:
A) Gastroduodenopancreatectomia, visto dilatação de ducto pancreático principal
B) Ecoendoscopia com punção e análise citológica da lesão
C) Observar, visto tratar-se de lesão cística mucinosa
D) Observar, visto tratar-se de lesão cística serosa

Paciente, sexo feminino, 56 anos, portadora de adenocarcinoma de cabeça pancreática, com estadiamento clínico T2N0M0 e em programação de gastroduodenopancreatectomia. Traz junto aos exames pré-operatórios dosagem de bilirrubina de 30 mg/dL. Não tem sinais infecciosos.
Em relação ao caso pode-se afirmar que:
A) Prosseguir com a cirurgia após avaliação de risco perioperatória
B) Reestadiar paciente visto que esse nível de bilirrubina é fortemente associada à metástase
C) Prosseguir com cirurgia após drenagem de via biliar
D) Prosseguir com cirurgia sem drenagem de via biliar visto ausência de sinais de colangite

A doença do refluxo gastroesofágico é comum, e o tratamento de eleição é medicamentoso, acompanhado de medidas comportamentais. Todavia, em algumas situações, o tratamento cirúrgico está indicado. Das alternativas abaixo, qual a que consiste em indicação cirúrgica absoluta?
A) Alívio dos sintomas com inibidores de bomba de prótons.
B) Pneumonia aspirativa de repetição.
C) Esofagomanometria alterada.
D) Dor torácica.

Paciente sexo feminino, 58 anos, não-etilista e não-tabagista. Refere disfagia progressiva para alimentos sólidos com necessidade de coluna d'água há 9 meses. Perda ponderal de 2 kg no período. Paciente com IMC de 29 kg/m2.
Em relação ao caso, qual a principal hipótese diagnóstica e quais os exames a serem solicitados?
A) Acalásia. EDA, EED, Manometria.
B) Acalásia. EDA e manometria
C) Divertículo de Zenker. EDA. EED
D) Divertículo de Zenker. EDA

Paciente de 76 anos, sexo masculino Comparece em consulta referindo disfagia e engasgo (aponta região cervical lateral esquerda). Perda ponderal de 20kg em 6 meses. Queixa-se também de halitose.
Qual o provável diagnóstico e a melhor conduta terapêutica dentre as alternativas:
A) Síndrome de Plummer-Vinson - Esofagectomia sem linfadenectomia
B) Divertículo de Zenker - Diverticulopexia sem miotomia
C) Síndrome de Plummer Vinson - Ruptura endoscópica
D) Divertículo de Zenker - Miotomia com diverticulopexia

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Questões resolvidas

Homem, 65 anos de idade, sem comorbidades, apresenta melanoma cutâneo em dorso, com espessura de Breslow de 1,5 mm na biópsia excisional. Qual é a conduta adequada?
A) Esvaziamento linfonodal.
B) Seguimento com dermatoscopia.
C) Ampliação de margens e biópsia do linfono-do sentinela.
D) Quimioterapia sistêmica com a dacarbazina.

Uma paciente de cinquenta anos de idade, com antecedente de lesão raquimedular, há trinta anos, por ferimento de arma de fogo, é dependente de lavagem intestinal para evacuar. Há cerca de três dias, iniciou quadro de febre e queda do estado geral. Ao exame físico, apresentava-se consciente, contactuante, desorientada, taquipneica, desidratada 3+/4, descorada +/4, com frequência cardíaca de 120 bpm, pressão arterial de 100 x 70 mmHg e perfusão periférica de 3 s. À inspeção, observou-se hiperemia em todo o períneo, com crepitação à palpação. No toque retal, havia laceração da pele do canal anal com cerca de 3 cm de extensão.
Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que a melhor conduta é realizar:
A) tomografia computadorizada de abdome e pelve, com contraste endovenoso.
B) ressonância nuclear magnética de pelve.
C) o debridamento em centro cirúrgico e a confecção de sigmoidostomia em alça.
D) o debridamento em centro cirúrgico e a confecção de sigmoidostomia terminal.
E) o debridamento em centro cirúrgico.

Paciente procura avaliação na Unidade Básica de Saúde, no 3º mês pós-operatório de hernioplastia inguinal pela técnica de Lichtenstein, por apresentar hipoestesia cutânea inferiormente à cicatriz e endurecimento da região à palpação. Durante o exame físico, paciente está afebril e sem alterações à inspeção. À palpação, é possível sentir discreto aumento de consistência de toda a região inguinal, indolor e sem alteração à movimentação e ao esforço físico abdominal. Testículos normais bilateralmente. Qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
A) Fibroplasia normal da tela.
B) Recidiva da hérnia.
C) Infecção do sítio cirúrgico tardia por corpo estranho.
D) Rejeição da tela.

A respeito das técnicas operatórias para hernioplastia inguinal, assinale a alternativa correta.
A) Lichtenstein é uma técnica consagrada, porém está caindo em desuso devido aos incomparáveis benefícios da laparoscopia.
B) Lichtenstein continua sendo uma das técnicas de escolha para o tratamento da hérnia inguinal, mesmo com o surgimento da laparoscopia. A escolha da técnica deve ficar a cargo da expertise e experiência do cirurgião.
C) TAPP é a técnica na qual se utiliza a laparoscopia para correção de hérnia inguinal sem violar a cavidade abdominal.
D) Na correção de hérnia por laparoscopia, obrigatoriamente deve-se utilizar grampos para fixar a tela.

Em relação às infecções hospitalares, assinale a alternativa INCORRETA:
A) O uso de antibioticoterapia profilática prolongada (até 5 dias) é eficaz para diminuir a incidência de infecções hospitalares em pacientes cirúrgicos eletivos.
B) A lavagem das mãos antes e após a manipulação dos pacientes é a melhor maneira de se prevenir infecções cruzadas nas enfermarias cirúrgicas.
C) Os bacilos Gram negativo aeróbicos e o Staphylococcus aureus são os principais agentes responsáveis pelas infecções hospitalares em pacientes graves.
D) Posição elevada de pacientes de 30-45 graus diminui a incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica.

Paciente chega à UPA com queixa de dor abdominal em fossa ilíaca esquerda de início súbito, refere ter uma hérnia inguinal no local. Ao exame, é detectada uma hérnia inguinal dolorosa e redutível à palpação. Qual a conduta mais adequada?
A) Correção cirúrgica da hérnia inguinal em caráter de urgência.
B) Analgesia e encaminhamento para correção cirúrgica da hérnia após avaliação pré-operatória com exames laboratoriais.
C) Analgesia e liberação do paciente, com orientação de repouso.
D) Redução da hérnia e encaminhamento à cirurgia imediata.

Para realizar herniorrafia por videolaparoscopia, é necessário saber que o ducto deferente se une aos vasos gonadais somente no:
A) orifício inguinal externo
B) orifício inguinal interno
C) triângulo da dor
D) canal femoral

Menino, 10 meses de idade, hígido, iniciou com quadro de obstrução intestinal há 8 horas, sugestivo de invaginação intestinal, confirmado no intraoperatório. Ao se desfazer a investigação, notou-se segmento necrótico de cerca de 10 cm. Feita a ressecção do segmento necrosado, anastomose primária e lavagem da cavidade abdominal com soro fisiológico 0,9% morno.
Qual a classificação intraoperatória do potencial de contaminação para esta cirurgia?
A) Limpa.
B) Potencialmente contaminada.
C) Infectada.
D) Contaminada.

Vítima de ferimento abdominal por arma branca, um paciente apresenta evisceração de delgado, conforme mostrado na foto abaixo.
Qual a conduta recomendada?
A) Indicar ultrassom de abdome; se não tiver líquido livre intraperitoneal, reduzir a víscera herniada e suturar o ferimento da parede abdominal.
B) Indicar tomografia; se não tiver líquido livre intraperitoneal, reduzir a víscera herniada e suturar o ferimento da parede abdominal.
C) Lavar bem a região, reduzir a víscera herniada e suturar a parede abdominal.
D) Exploração cirúrgica do abdome.

Um rapaz de 19 anos foi vítima de desabamento de uma construção, tendo caído uma viga sobre suas costas. Após ter sido avaliado e estabilizado na sala de emergência, fez tomografia de corpo inteiro, que mostrou fratura de corpo vertebral da coluna lombar e hematoma peripancreático. Não foi achado líquido livre na cavidade peritoneal nem foram identificadas outras lesões. Não tem déficits neurológicos. Está hemodinamicamente estável. Não há evidências tomográficas de lesões cranianas, torácicas ou em outro segmento da coluna vertebral.
Conduta em relação ao achado abdominal:
A) Acompanhamento clínico.
B) Ultrassom endoscópico (Ecoendoscopia).
C) Laparotomia exploradora.
D) Laparoscopia.
E) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) ou ressonância nuclear magnética de abdome superior.

Paciente do sexo feminino, 42 anos, obesidade grau 3, comparece no Pronto Socorro referindo dor em hipocôndrio direito de moderada intensidade. Ao exame físico apresentava-se em regular estado geral, PA 110x80 mmHg, FC: 101 bpm, descorada 1+/4+. Laboratorialmente Hb de 9 e 12350 leucócitos. Realizou a TC abaixo.
Qual a principal hipótese diagnóstica:
A) Colecistite Aguda com abscesso hepático
B) Abscesso hepático
C) Colangiocarcinoma
D) Adenoma hepático com sangramento espontâneo

Paciente do sexo feminino, 28 anos, comparece no Pronto Socorro referindo dor em hipocôndrio direito de moderada intensidade. Realizou tomografia de abdome com contraste, cujo achado é compatível com rompimento espontâneo de adenoma hepático no segmento IV, com presença de blush arterial.
Em relação a abordagem terapêutica, assinale a melhor opção:
A) Se estabilidade hemodinâmica indica-se embolização com programação de ressecção após 6 meses do insulto agudo
B) Se estabilidade hemodinâmica indica-se embolização com programação de ressecção após 6 meses do insulto agudo se adenoma > 5cm
C) Se instabilidade hemodinâmica indica-se embolização com programação de ressecção após 6 meses do insulto agudo
D) Se instabilidade hemodinâmica indica-se embolização com programação de ressecção após 6 meses do insulto agudo se adenoma > 5cm

Paciente do sexo masculino 58 anos, portador de cirrose hepática por álcool. Comparece ao ambulatório em consulta após convocação devido aumento de MELD de 18 para 28. Ao exame físico, ictérico 2+/4+, abdome ascítico e indolor.
Quais as condutas para investigação desse aumento do MELD?
A) TC doppler abdome, TGO, TGP, bilirrubinas e função renal
B) Hemocultura, urocultura, USG doppler de abdome, análise do líquido ascítico
C) Função renal, função hepática, análise do líquido ascítico
D) Hemocultura, urocultura, USG doppler de abdome, função hepática

Paciente 58 anos, diagnosticado com tumor de papila duodenal. Submetido a gastroduodenopancreatectomia há 1 dia. O residente que o avalia notou o dreno abdominal que vigia a anastomose pancreatojejunal com débito de aspecto leitoso; solicitada amilase do dreno que veio com valor 3000 U/ml, enquanto a amilase sérica foi de 250 U/ml.
Em relação ao caso podemos afirmar que:
A) Trata-se de uma fístula pancreática, uma vez que a dosagem de amilase é 3x superior ao valor sérico
B) Trata-se de uma fístula pancreática do tipo B segundo a classificação da ISGPF
C) Trata-se de uma fístula pancreática do tipo C segundo a classificação da ISGPF
D) Trata-se de uma fístula pancreática do tipo A segundo a classificação da ISGPF

Em relação a pancreatite crônica, podemos afirmar que:
A) O pseudocisto é um achado associado muito frequente
B) A insuficiência exócrina ocorre quando 50% do parênquima está acometido
C) A cirurgia é uma modalidade terapêutica que oferece bons resultados no controle da insuficiência pancreática
D) A cirurgia é uma modalidade terapêutica que oferece bons resultados no controle da dor

Paciente do sexo feminino, 70 anos, hígido e sem comorbidades. Realizou tomografia de abdome devido episódio de nefrolitíase onde, além de cálculo ureteral, observou-se lesão cística em cabeça pancreática de 2,0 cm. Prosseguiu investigação com RM abdominal, onde lesão cística de 2,0 cm comunica-se com ducto pancreático secundário e ducto pancreático principal com diâmetro de 0,7cm. Ca-19.9 de 50 U/ml (valor de referência 30 U/ml).
Qual a melhor opção dentre as alternativas:
A) Gastroduodenopancreatectomia, visto dilatação de ducto pancreático principal
B) Ecoendoscopia com punção e análise citológica da lesão
C) Observar, visto tratar-se de lesão cística mucinosa
D) Observar, visto tratar-se de lesão cística serosa

Paciente, sexo feminino, 56 anos, portadora de adenocarcinoma de cabeça pancreática, com estadiamento clínico T2N0M0 e em programação de gastroduodenopancreatectomia. Traz junto aos exames pré-operatórios dosagem de bilirrubina de 30 mg/dL. Não tem sinais infecciosos.
Em relação ao caso pode-se afirmar que:
A) Prosseguir com a cirurgia após avaliação de risco perioperatória
B) Reestadiar paciente visto que esse nível de bilirrubina é fortemente associada à metástase
C) Prosseguir com cirurgia após drenagem de via biliar
D) Prosseguir com cirurgia sem drenagem de via biliar visto ausência de sinais de colangite

A doença do refluxo gastroesofágico é comum, e o tratamento de eleição é medicamentoso, acompanhado de medidas comportamentais. Todavia, em algumas situações, o tratamento cirúrgico está indicado. Das alternativas abaixo, qual a que consiste em indicação cirúrgica absoluta?
A) Alívio dos sintomas com inibidores de bomba de prótons.
B) Pneumonia aspirativa de repetição.
C) Esofagomanometria alterada.
D) Dor torácica.

Paciente sexo feminino, 58 anos, não-etilista e não-tabagista. Refere disfagia progressiva para alimentos sólidos com necessidade de coluna d'água há 9 meses. Perda ponderal de 2 kg no período. Paciente com IMC de 29 kg/m2.
Em relação ao caso, qual a principal hipótese diagnóstica e quais os exames a serem solicitados?
A) Acalásia. EDA, EED, Manometria.
B) Acalásia. EDA e manometria
C) Divertículo de Zenker. EDA. EED
D) Divertículo de Zenker. EDA

Paciente de 76 anos, sexo masculino Comparece em consulta referindo disfagia e engasgo (aponta região cervical lateral esquerda). Perda ponderal de 20kg em 6 meses. Queixa-se também de halitose.
Qual o provável diagnóstico e a melhor conduta terapêutica dentre as alternativas:
A) Síndrome de Plummer-Vinson - Esofagectomia sem linfadenectomia
B) Divertículo de Zenker - Diverticulopexia sem miotomia
C) Síndrome de Plummer Vinson - Ruptura endoscópica
D) Divertículo de Zenker - Miotomia com diverticulopexia

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SIMULADO R3 - MARÇO/22
• QUESTÕES •
Licenciado para: MarÍlia F G Galiza | bibigaliza@hotmail.com | 04534994303 | Protegido por AlpaClass.com #6F7NXGDi0e
2 | MAR 22
GABARITO SIMULADO R3 - MARÇO 2022
CIRURGIA GERAL
QUESTÃO RESPOSTA
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
CIRURGIA DO APARELHO 
DIGESTIVO
QUESTÃO RESPOSTA
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
UROLOGIA
QUESTÃO RESPOSTA
21
22
23
24
25
CIRURGIA VASCULAR
QUESTÃO RESPOSTA
26
27
28
29
30
CIRURGIA PLÁSTICA
QUESTÃO RESPOSTA
31
32
33
34
35
CIRURGIA INFANTIL
QUESTÃO RESPOSTA
36
37
38
39
40
CIRURGIA TORÁCICA
QUESTÃO RESPOSTA
41
42
43
44
45
CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO
QUESTÃO RESPOSTA
46
47
48
49
50
Licenciado para: MarÍlia F G Galiza | bibigaliza@hotmail.com | 04534994303 | Protegido por AlpaClass.com #6F7NXGDi0e
SIMULADO R1 - CIRURGIA GERAL MAR 22 | 3
QUESTÃO 1
Homem, 65 anos de idade, sem comorbidades, apre-
senta melanoma cutâneo em dorso, com espessura de 
Breslow de 1,5 mm na biópsia excisional. Qual é a con-
duta adequada?
A) Esvaziamento linfonodal.
B) Seguimento com dermatoscopia.
C) Ampliação de margens e biópsia do linfono-
do sentinela.
D) Quimioterapia sistêmica com a dacarbazina.
QUESTÃO 2
Uma paciente de cinquenta anos de idade, com an-
tecedente de lesão raquimedular, há trinta anos, por 
ferimento de arma de fogo, é dependente de lavagem 
intestinal para evacuar. Há cerca de três dias, iniciou 
quadro de febre e queda do estado geral. Ao exame 
físico, apresentava-se consciente, contactuante, deso-
rientada, taquipneica, desidratada 3+/4, descorada +/4, 
com frequência cardíaca de 120 bpm, pressão arterial 
de 100 x 70 mmHg e perfusão periférica de 3 s. À ins-
peção, observou-se hiperemia em todo o períneo, com 
crepitação à palpação. No toque retal, havia laceração 
da pele do canal anal com cerca de 3 cm de extensão. 
Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar 
que a melhor conduta é realizar:
A) tomografia computadorizada de abdome e pelve, 
com contraste endovenoso.
B) ressonância nuclear magnética de pelve.
C) o debridamento em centro cirúrgico e a confecção 
de sigmoidostomia em alça.
D) o debridamento em centro cirúrgico e a confecção 
de sigmoidostomia terminal.
E) o debridamento em centro cirúrgico.
CIRURGIA GERAL
QUESTÃO 3
Paciente procura avaliação na Unidade Básica de Saú-
de, no 3º mês pós-operatório de hernioplastia inguinal 
pela técnica de Lichtenstein, por apresentar hipoeste-
sia cutânea inferiormente à cicatriz e endurecimento 
da região à palpação. Durante o exame físico, pacien-
te está afebril e sem alterações à inspeção. À palpação, 
é possível sentir discreto aumento de consistência de 
toda a região inguinal, indolor e sem alteração à mo-
vimentação e ao esforço físico abdominal. Testículos 
normais bilateralmente. Qual é a hipótese diagnóstica 
mais provável?
A) Fibroplasia normal da tela.
B) Recidiva da hérnia.
C) Infecção do sítio cirúrgico tardia por corpo estranho.
D) Rejeição da tela.
QUESTÃO 4
A respeito das técnicas operatórias para hernioplastia 
inguinal, assinale a alternativa correta.
A) Lichtenstein é uma técnica consagrada, porém está 
caindo em desuso devido aos incomparáveis bene-
fícios da laparoscopia.
B) Lichtenstein continua sendo uma das técnicas de 
escolha para o tratamento da hérnia inguinal, mes-
mo com o surgimento da laparoscopia. A escolha 
da técnica deve ficar a cargo da expertise e experi-
ência do cirurgião.
C) TAPP é a técnica na qual se utiliza a laparoscopia 
para correção de hérnia inguinal sem violar a cavi-
dade abdominal.
D) Na correção de hérnia por laparoscopia, obrigato-
riamente deve-se utilizar grampos para fixar a tela.
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SIMULADO R1 - CIRURGIA GERAL4 | MAR 22
QUESTÃO 5
Em relação às infecções hospitalares, assinale a alterna-
tiva INCORRETA:
A) O uso de antibioticoterapia profilática prolonga-
da (até 5 dias) é eficaz para diminuir a incidência 
de infecções hospitalares em pacientes cirúrgi-
cos eletivos.
B) A lavagem das mãos antes e após a manipulação dos 
pacientes é a melhor maneira de se prevenir infec-
ções cruzadas nas enfermarias cirúrgicas.
C) Os bacilos Gram negativo aeróbicos e o Staphylo-
coccus aureus são os principais agentes responsáveis 
pelas infecções hospitalares em pacientes graves.
D) Posição elevada de pacientes de 30-45 graus dimi-
nui a incidência de pneumonia associada à ventila-
ção mecânica.
QUESTÃO 6
Paciente chega à UPA com queixa de dor abdominal 
em fossa ilíaca esquerda de início súbito, refere ter uma 
hérnia inguinal no local. Ao exame, é detectada uma 
hérnia inguinal dolorosa e redutível à palpação. Qual a 
conduta mais adequada?
A) Correção cirúrgica da hérnia inguinal em caráter 
de urgência.
B) Analgesia e encaminhamento para correção cirúr-
gica da hérnia após avaliação pré-operatória com 
exames laboratoriais.
C) Analgesia e liberação do paciente, com orientação 
de repouso.
D) Redução da hérnia e encaminhamento à cirur-
gia imediata.
QUESTÃO 7
Para realizar herniorrafia por videolaparoscopia, é ne-
cessário saber que o ducto deferente se une aos vasos 
gonadais somente no:
A) orifício inguinal externo
B) orifício inguinal interno
C) triângulo da dor
D) canal femoral
QUESTÃO 8
Menino, 10 meses de idade, hígido, iniciou com qua-
dro de obstrução intestinal há 8 horas, sugestivo de 
invaginação intestinal, confirmado no intraoperatório. 
Ao se desfazer a investigação, notou-se segmento necró-
tico de cerca de 10 cm. Feita a ressecção do segmento 
necrosado, anastomose primária e lavagem da cavidade 
abdominal com soro fisiológico 0,9% morno. Qual a 
classificação intraoperatória do potencial de contami-
nação para esta cirurgia?
A) Limpa.
B) Potencialmente contaminada.
C) Infectada.
D) Contaminada.
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SIMULADO R1 - CIRURGIA GERAL MAR 22 | 5
QUESTÃO 9
Vítima de ferimento abdominal por arma branca, um 
paciente apresenta evisceração de delgado, conforme 
mostrado na foto abaixo Qual a conduta recomendada?
A) Indicar ultrassom de abdome; se não tiver líquido 
livre intraperitoneal, reduzir a víscera herniada e su-
turar o ferimento da parede abdominal.
B) Indicar tomografia; se não tiver líquido livre intra-
peritoneal, reduzir a víscera herniada e suturar o 
ferimento da parede abdominal.
C) Lavar bem a região, reduzir a víscera herniada e su-
turar a parede abdominal.
D) Exploração cirúrgica do abdome.
QUESTÃO 10
Um rapaz de 19 anos foi vítima de desabamento de 
uma construção, tendo caído uma viga sobre suas cos-
tas. Após ter sido avaliado e estabilizado na sala de 
emergência, fez tomografia de corpo inteiro, que mos-
trou fratura de corpo vertebral da coluna lombar e he-
matoma peripancreático. Não foi achado líquido livre 
na cavidade peritoneal nem foram identificadas outras 
lesões. Não tem déficits neurológicos. Está hemodi-
namicamente estável. Não há evidências tomográficas 
de lesões cranianas, torácicas ou em outro segmento 
da coluna vertebral. Conduta em relação ao acha-
do abdominal:
A) Acompanhamento clínico.
B) Ultrassom endoscópico (Ecoendoscopia).
C) Laparotomia exploradora.
D) Laparoscopia.
E) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica 
(CPRE) ou ressonância nuclear magnética de ab-
dome superior.
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SIMULADO - CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO6 | MAR 22
QUESTÃO 11
Paciente do sexo feminino, 42 anos, obesidade grau 3, 
comparece no Pronto Socorro referindo dor em hipo-
côndrio direito de moderada intensidade. Ao exame fí-
sico apresentava-se em regular estado geral, PA 110x80 
mmHg, FC: 101 bpm, descorada 1+/4+. Laborato-
rialmente Hb de 9 e 12350 leucócitos. Realizou a TC 
abaixo. Qual a principal hipótese diagnóstica:
A) Colecistite Aguda com abscesso hepático
B) Abscessohepático
C) Colangiocarcinoma
D) Adenoma hepático com sangramento espontâneo
QUESTÃO 12
Paciente do sexo feminino, 28 anos, comparece no 
Pronto Socorro referindo dor em hipocôndrio direito 
de moderada intensidade. Realizou tomografia de ab-
dome com contraste, cujo achado é compatível com 
rompimento espontâneo de adenoma hepático no seg-
mento IV, com presença de blush arterial. Em relação a 
abordagem terapêutica, assinale a melhor opção:
A) Se estabilidade hemodinâmica indica-se emboliza-
ção com programação de ressecção após 6 meses do 
insulto agudo
B) Se estabilidade hemodinâmica indica-se emboliza-
ção com programação de ressecção após 6 meses do 
insulto agudo se adenoma > 5cm
C) Se instabilidade hemodinâmica indica-se emboli-
zação com programação de ressecção após 6 meses 
do insulto agudo
D) Se instabilidade hemodinâmica indica-se emboliza-
ção com programação de ressecção após 6 meses do 
insulto agudo se adenoma > 5cm
QUESTÃO 13
Paciente do sexo masculino 58 anos, portador de cirro-
se hepática por álcool. Comparece ao ambulatório em 
consulta após convocação devido aumento de MELD 
de 18 para 28. Ao exame físico, ictérico 2+/4+, abdome 
ascítico e indolor. Quais as condutas para investigação 
desse aumento do MELD?
A) TC doppler abdome, TGO, TGP, bilirrubinas e 
função renal
B) Hemocultura, urocultura, USG doppler de abdo-
me, análise do líquido ascítico
C) Função renal, função hepática, análise do líquido 
ascítico
D) Hemocultura, urocultura, USG doppler de abdo-
me, função hepática
CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO
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SIMULADO - CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO MAR 22 | 7
QUESTÃO 14
Paciente 58 anos, diagnosticado com tumor de papila 
duodenal. Submetido a gastroduodenopancreatectomia 
há 1 dia. O residente que o avalia notou o dreno abdo-
minal que vigia a anastomose pancreatojejunal com dé-
bito de aspecto leitoso; solicitada amilase do dreno que 
veio com valor 3000 U/ml, enquanto a amilase sérica foi 
de 250 U/ml. Em relação ao caso podemos afirmar que:
A) Trata-se de uma fístula pancreática, uma vez que a 
dosagem de amilase é 3x superior ao valor sérico
B) Trata-se de uma fístula pancreática do tipo B se-
gundo a classificação da ISGPF
C) Trata-se de uma fístula pancreática do tipo C se-
gundo a classificação da ISGPF
D) Trata-se de uma fístula pancreática do tipo A se-
gundo a classificação da ISGPF
QUESTÃO 15
Em relação a pancreatite crônica, podemos afirmar que:
A) O pseudocisto é um achado associado muito fre-
quente
B) A insuficiência exócrina ocorre quando 50% do pa-
rênquima está acometido
C) A cirurgia é uma modalidade terapêutica que ofe-
rece bons resultados no controle da insuficiência 
pancreática
D) A cirurgia é uma modalidade terapêutica que ofere-
ce bons resultados no controle da dor
QUESTÃO 16
Paciente do sexo feminino, 70 anos, hígido e sem co-
morbidades. Realizou tomografia de abdome devido 
episódio de nefrolitíase onde, além de cálculo urete-
ral, observou-se lesão cística em cabeça pancreática de 
2,0 cm. Prosseguiu investigação com RM abdominal, 
onde lesão cística de 2,0 cm comunica-se com ducto 
pancreático secundário e ducto pancreático principal 
com diâmetro de 0,7cm. Ca-19.9 de 50 U/ml (valor 
de referência 30 U/ml). Qual a melhor opção dentre 
as alternativas:
A) Gastroduodenopancreatectomia, visto dilatação de 
ducto pancreático principal
B) Ecoendoscopia com punção e análise citológica da 
lesão
C) Observar, visto tratar-se de lesão cística mucinosa
D) Observar, visto tratar-se de lesão cística serosa
QUESTÃO 17
Paciente, sexo feminino, 56 anos, portadora de adeno-
carcinoma de cabeça pancreática, com estadiamento 
clínico T2N0M0 e em programação de gastroduodeno-
pancreatectomia. Traz junto aos exames pré-operatórios 
dosagem de bilirrubina de 30 mg/dL. Não tem sinais 
infecciosos. Em relação ao caso pode-se afirmar que:
A) Prosseguir com a cirurgia após avaliação de risco 
perioperatória
B) Reestadiar paciente visto que esse nível de bilirrubi-
na é fortemente associada à metástase
C) Prosseguir com cirurgia após drenagem de via biliar
D) Prosseguir com cirurgia sem drenagem de via biliar 
visto ausência de sinais de colangite
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SIMULADO - CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO8 | MAR 22
QUESTÃO 18
A doença do refluxo gastroesofágico é comum, e o trata-
mento de eleição é medicamentoso, acompanhado de me-
didas comportamentais. Todavia, em algumas situações, o 
tratamento cirúrgico está indicado. Das alternativas abai-
xo, qual a que consiste em indicação cirúrgica absoluta?
A) Alívio dos sintomas com inibidores de bomba 
de prótons.
B) Pneumonia aspirativa de repetição.
C) Esofagomanometria alterada.
D) Dor torácica
QUESTÃO 19
Paciente sexo feminino, 58 anos, não-etilista e não-ta-
bagista. Refere disfagia progressiva para alimentos sóli-
dos com necessidade de coluna d'água há 9 meses. Per-
da ponderal de 2 kg no período. Paciente com IMC de 
29 kg/m2. Em relação ao caso, qual a principal hipó-
tese diagnóstica e quais os exames a serem solicitados?
A) Acalásia. EDA, EED, Manometria.
B) Acalásia. EDA e manometria
C) Divertículo de Zenker. EDA. EED
D) Divertículo de Zenker. EDA
QUESTÃO 20
Paciente de 76 anos, sexo masculino Comparece em con-
sulta referindo disfagia e engasgo (aponta região cervical 
lateral esquerda). Perda ponderal de 20kg em 6 meses. 
Queixa-se também de halitose. Qual o provável diagnós-
tico e a melhor conduta terapêutica dentre as alternativas:
A) Síndrome de Plummer-Vinson - Esofagectomia 
sem linfadenectomia
B) Divertículo de Zenker - Diverticulopexia sem 
miotomia
C) Síndrome de Plummer Vinson - Ruptura endoscópica
D) Divertículo de Zenker - Miotomia com diverticu-
lopexia
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SIMULADO - UROLOGIA MAR 22 | 9
UROLOGIA
QUESTÃO 21
Homem de 32 anos apresentou queda de altura de 3 
metros, com trauma em dorso. Chega ao pronto-so-
corro deambulando, com dor em flanco direito. Nega 
sangramento na urina. Encontra-se em prancha rígida, 
com colar cervical, estável hemodinamicamente. Ana-
lise as seguintes afirmações:
I. A principal hipótese é de trauma renal, sendo o pa-
drão-ouro para o diagnóstico a realização de tomo-
grafia com contraste endovenoso.
II. Devido à estabilidade hemodinâmica e à ausência de 
sangramento visível, a tomografia não está indicada.
III. Como não há hematúria, o grau de injúria renal 
deve ser leve. 
Assinale a alternativa que apresenta apenas a(s) afirma-
tiva(s) correta(s).
A) II e III.
B) I e II.
C) I.
D) I, II e III.
QUESTÃO 22
Homem de 30 anos refere trauma escrotal em motoci-
cleta durante frenagem. Após 3 horas, passou a ter dor 
local intensa, com aumento de volume da bolsa. Exame 
físico: estável hemodinamicamente, sem outros locais 
de traumatismo. Exame genital: aumento importante 
de volume da bolsa direita, sem definição exata do tes-
tículo e intensa dor local.
Assinale a alternativa correta.
A) Trata-se de um trauma escrotal fechado, e a condu-
ta conservadora é a primeira opção, com analgesia e 
compressa fria, sendo a cirurgia reservada em casos 
de complicações.
B) A pesquisa de ruptura testicular deve ser realiza-
da e, se persistir a dúvida, a orquiectomia dever 
ser indicada.
C) Pequenas hematoceles podem ser manejadas de for-
ma conservadora; porém, quando de grande volu-
me, a exploração cirúrgica é aconselhável.
D) A abordagem cirúrgica precoce está associada a 
maiores taxas de orquiectomia, quando comparada 
à abordagem tardia.
QUESTÃO 23
Mulher de 41 anos apresenta massa adrenal medindo 
11 cm de diâmetro. O indicador de malignidade mais 
confiável é
A) a invasão capsular.
B) a presença de metástases.
C) o pleomorfismo nuclear acentuado e a anaplasia.D) a presença de necrose.
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SIMULADO - UROLOGIA10 | MAR 22
QUESTÃO 24
As afecções urológicas pediátricas são bastante importantes 
e a avaliação adequada é imprescindível para diagnóstico 
e tratamento. Em relação ao tema, podemos afirmar que:
A) A ultrassonografia de rins e vias urinárias tem pou-
ca utilidade, uma vez que a presença de alterações 
anatômicas nos casos de estenose de JUP e megau-
réter são bastante raras.
B) A cintilografia DTPA é importante para avaliar a 
função dos rins e se há presença de cicatrizes renais.
C) O refluxo vesico-ureteral é a principal causa de pie-
lonefrite aguda em crianças.
D) Nos casos de criptorquidia, o diagnóstico deve ser 
precoce e a cirurgia feita dentro do 1° mês de vida.
QUESTÃO 25
Em estudo urodinâmico, realizado durante o segui-
mento ambulatorial de um paciente de 32 anos vítima 
de trauma raquimedular há oito anos, verificou-se ca-
pacidade cistométrica máxima de 100mL e complacên-
cia vesical de 6mL/cmH2O. Na presente situação, o 
melhor tratamento a ser oferecido é:
A) Cistoplastia de aumento.
B) Tratamento com anticolinérgico e agonista beta-
3 adrenérgico.
C) Estimulação transcutânea do nervo tibial.
D) Implante de neuromodulador sacral.
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SIMULADO - CIRURGIA VASCULAR MAR 22 | 11
CIRURGIA VASCULAR
QUESTÃO 26
Mulher de 62 anos foi submetida à revascularização fe-
moropoplítea com uso de dacron por isquemia crítica 
em membro inferior direito. A paciente evoluiu com 
infecção da ferida e após 5 dias apresentou pequeno 
sangramento na região da inguinotomia. Qual a con-
duta recomendada neste caso?
A) Curativos diários e antibioticoterapia de lar-
go espectro.
B) Ligadura da artéria femoral e amputação transfe-
moral imediata.
C) Remoção da prótese e confecção de ponte extra-a-
natômica com material autógeno.
D) Remoção da prótese e realizar ponte com veia safe-
na no mesmo trajeto.
QUESTÃO 27
Mulher de 81 anos, portadora de hipertensão arterial 
sistêmica de longa data. Relata tabagismo prévio e 
abstinente há 10 anos. Chega ao Pronto Atendimento 
com sintomas de amaurose fugaz em olho esquerdo (3 
episódios nos últimos 2 dias com 3 minutos de duração 
cada), e um episódio há 1 hora de perda da capacidade 
de fala, com recuperação em 10 minutos. Ao exame 
físico as bulhas cardíacas são normofonéticas e o ritmo 
é regular. O que se espera encontrar no exame físico 
e qual o primeiro exame complementar indicado para 
identificar a provável etiologia da doença?
A) Perda de campo visual e tomografia de crânio.
B) Sopro cervical à esquerda e ultrassonografia com 
doppler de carótidas.
C) Sopro cervical à direita e ultrassonografia com do-
ppler de carótidas.
D) Sopro cervical à direita e tomografia de crânio.
QUESTÃO 28
Homem de 22 anos, vítima de trauma automobilístico 
é trazido ao hospital pelo resgate. Após a avaliação e es-
tabilização iniciais, detecta-se desalinhamento ao nível 
da coxa no membro inferior direito e ausência de pulsos 
distais neste membro. Escolha a alternativa com a sequ-
ência recomendada das condutas abaixo mencionadas:
A) paciente deve ser submetido a exame de imagem 
não invasivo e se confirmada lesão vascular subme-
tido a reconstrução do leito arterial.
B) paciente deve ter o membro alinhado e, caso o pul-
so não volte após esta manobra ser submetido a exa-
me de imagem invasivo que, se positivo, indica a 
reconstrução arterial.
C) após o alinhamento do membro, não havendo re-
torno dos pulsos distais deve-se proceder a recons-
trução arterial imediata.
D) deve-se alinhar o membro e aguardar por pelo me-
nos 6 horas para que eventuais espasmos sejam re-
vertidos antes de qualquer outra conduta, princi-
palmente em pacientes jovens.
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SIMULADO 1 - CIRURGIA VASCULAR 12 | MAR 22
QUESTÃO 29
Um paciente de 55 anos retorna em consulta de rotina 
para reavaliação de prótese endovascular após correção 
por aneurisma de aorta abdominal há 3 anos. Apresen-
ta-se assintomático, em uso de carvedilol, atorvastati-
na e AAS. O exame físico é sem particularidades. O 
paciente traz consigo uma angiotomografia solicitada 
na última consulta, a qual revela a seguinte imagem na 
porção proximal da prótese:
A respeito do achado tomográfico:
A) O achado tomográfico é de prótese bem posiciona-
da, sem particularidades. A conduta é a observação 
clínica, manutenção de terapia medicamentosa e 
retorno anual com controle tomográfico.
B) O achado é um endoleak (extravasamento de con-
traste de prótese) proximal tipo I. A conduta para o 
caso é correção cirúrgica.
C) Trata-se de uma prótese infectada, com densifi-
cação de planos adjacentes à prótese. A conduta 
é cirúrgica em caráter de emergência, com troca 
de prótese.
D) O paciente apresenta um endoleak (extravasamento 
de contraste de prótese) tipo II, cuja conduta será 
solicitar nova tomografia contrastada em 6 meses.
QUESTÃO 30
Há alguns meses, estudos epidemiológicos indicaram 
uma maior incidência de alterações vasculares em pa-
cientes que fizeram uso de fluorquinolonas como an-
tibiótico nó tratamento de infecções. Qual alternativa 
abaixo contempla as principais alterações?
A) Isquemia mesentérica e abdome agudo perfurativo.
B) Ineficácia do tratamento e amputação do membro 
em tratamento.
C) Aneurisma e dissecção de aorta.
D) Vasculite primária e oclusão arterial aguda.
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SIMULADO - CIRURGIA PLÁSTICA MAR 22 | 13
QUESTÃO 31
Sobre o enxerto de gordura, é correto afirmar que
A) o sucesso depende do número de adipócitos trans-
feridos. 
B) são transferidos somente adipócitos.
C) a coleta pela técnica de Coleman é a melhor a longo 
prazo. 
D) é utilizado para correção de deformidades do con-
torno corporal.
E) A necessidade de re-enxertia é rara.
QUESTÃO 32
A otoplastia para correção de orelhas proeminentes 
visa a remodelar o pavilhão auricular por meio de 
manipulação da pele e da cartilagem, seja utilizan-
do suturas, excisões ou desgastes pontuais. Dentre as 
estruturas anatômicas que compõem o pavilhão auri-
cular, aquela que não é acometida em pacientes com 
orelhas proeminentes e, portanto, não é abordada na 
cirurgia de otoplastia é:
A) Lóbulo.
B) Cruz superior da antélice.
C) Cruz inferior da antélice.
D) Concha auricular.
QUESTÃO 33
Analise as alternativas:
I. Palatino
II. Nasal
III. Esfenoide
IV. Lacrimal
V. Etmoide
VI. Vômer
VII. Maxila
VIII. Frontal
IX: Zigoma
Quantos ossos citados acima não fazem parte da órbita?
A) 1
B) 2
C) 3
D) 4
E) 5
CIRURGIA PLÁSTICA
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SIMULADO - CIRURGIA PLÁSTICA14 | MAR 22
QUESTÃO 34
Homem de 25 anos queixa-se de visão dupla, cinco 
dias após receber um soco no olho esquerdo. Exame 
físico: alteração da mobilidade ocular esquerda, com 
restrição para olhar para cima, ausência de degraus ou 
deformidades no rebordo orbital esquerdo. A hipótese 
diagnóstica é
A) Lesão do IV e VI pares cranianos à esquerda.
B) Fratura de zigomático.
C) Lesão do III par craniano à esquerda.
D) Fratura tipo blow-out.
E) Nenhuma das alternativas anteriores
QUESTÃO 35
Acerca dos traumas de face, assinale a correta:
A) O exame padrão-ouro para avaliar fraturas é a resso-
nância magnética.
B) A fratura de maxila Le Fort I é caracterizada pela 
disjunção craniofacial.
C) Na fratura de órbita tipo blow-out ocorre fratura da 
parede lateral e também do assoalho da órbita.
D) Na fratura nasal não se observam sinais clínicos, 
sendo o diagnóstico feito exclusivamente por meio 
de exame de imagem.
E)Nenhuma das alternativas anteriores
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SIMULADO - CIRURGIA INFANTIL MAR 22 | 15
QUESTÃO 36
Neonato de termo, ao nascer tem ausência de ânus e 
é observada saída de mecônio na região peno-escrotal 
(fotografia).
Qual conduta cirúrgica que deve ser instituída para tra-
tar esta criança? Assinale a resposta correta.
A) Colostomia.
B) Anorretoplastia sagital posterior.
C) Proctoplastia por via perineal.
D) Dilatações sucessivas.
QUESTÃO 37
Neonato logo após o nascimento apresentou insufici-
ência respiratória grave, palidez, cianose necessitando 
intubação imediata. Ao exame físico ausência de mur-
múrio vesicular a esquerda e abdômen escavado. Ra-
diografia realizada (fotografia).
Qual o provável diagnóstico? Assinale a resposta certa.
A) Sequestro pulmonar.
B) Hérnia de Morgagni.
C) Eventração diafragmática.
D) Hérnia diafragmática congênita.
CIRURGIA INFANTIL
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SIMULADO - CIRURGIA INFANTIL16 | MAR 22
QUESTÃO 38
Recém-nascido masculino, a termo, com diagnóstico 
pré-natal de megabexiga e oligoâmnio. Ao nascimen-
to, foi observado: alteração abdominal (Figura abaixo), 
bexigoma e aumento das escórias urinárias. Pode-se 
afirmar que:
A) Trata-se da síndrome de Eagle-Barret com hipopla-
sia vesical e pulmonar.
B) Esta síndrome tríplice caracteriza-se por hidrone-
frose, hipoplasia da parede abdominal e insuficiên-
cia renal.
C) Trata-se de síndrome de Prune-Belly com criptor-
quidia, hipoplasia pulmonar e hidronefrose.
D) Pode estar associado à estenose de uretra, displasia 
renal e infecção urinária de repetição.
QUESTÃO 39
Sobre doença de Hirschsprung, pode-se afirmar que:
A) A aganglionose ocorre frequentemente em retossig-
moide. 
B) A colostomia seguida de abaixamento endoanal é o 
procedimento de Duhamel.
C) Nas formas clássicas há predomínio do sexo feminino. 
D) A manometria anorretal define o diagnóstico em 
95% dos casos.
QUESTÃO 40
Recém-nascido pré-termo, 35 semanas, Lactente, 7 meses 
de idade, submeteu-se à correção de atresia de esôfago ao 
nascer, sem fístula brônquica associada. Há 1 mês, ao ini-
ciar transição alimentar para alimentos salgados amassa-
dos, o ganho de peso diminuiu, passando a ser menor que 
o esperado para sua curva e idade. Apresenta irritabilidade 
e tosse durante a alimentação, além de episódios de regur-
gitação. Qual é o diagnóstico mais provável e a conduta?
A) Estenose de anastomose esofágica; dilatação endos-
cópica. 
B) Estenose de anastomose esofágica; cirúrgica.
C) Refluxo gastroesofágico; medidas posturais e ali-
mentos espessantes.
D) Traqueomalacea; expectante.
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SIMULADO - CIRURGIA TORÁCICA MAR 22 | 17
QUESTÃO 41
Paciente de 24 anos com hipertensão arterial pulmonar 
tipo 1, apresenta 5ª episódio de derrame pleural volu-
moso no último mês. Apesar da boa condição clínica e 
estando otimizada do ponto de vista medicamentoso 
refere ter sido submetida a 4 toracocenteses e uma dre-
nagem. Traz consigo análise do liquido pleural eviden-
ciando: PH 7,6; LDH 51; Glicose 97; Proteínas 1,2. 
Exames laboratoriais mostravam: Hb 11.2, Leucogra-
ma: 11.500, Proteínas totais 6.2, albumina 3.5, LDH 
230. Radiografia de tórax após a última drenagem (es-
querda) e atual (direita).
CIRURGIA TORÁCICA
Assinale a alternativa que melhor representa o diagnós-
tico e a conduta:
A) Transudato – Toracocentese de repetição
B) Exsudato – videotoracoscopia
C) Exsudato – pleurodese química
D) Transudato – dreno de longa permanência
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SIMULADO - CIRURGIA TORÁCICA18 | MAR 22
QUESTÃO 42
Paciente 25 anos, moradora de rua, vem trazida pelos 
bombeiros. Avaliação na cena paciente em PCR com 
retorno a circulação espontânea após intubação orotra-
queal e um ciclo de RCP. Avaliação na sala de choque: 
A- intubada com tubo orotraqueal n° 8.0, presença de 
sangue no interior do tubo. SpO2 71%, FIO2 100%. 
B- Tórax assimétrico com redução volumétrica de terço 
superior do hemotórax direito, sem estigmas de trau-
ma. C- FC 110, sem exteriorização de sangramento, 
abdome plano, flácido, pelve fechada e estável, toque 
retal com fezes de aspecto habitual. D- Sedado, GCS 
10T. E- sangue em cavidade oral e nasal. Sem sinais de 
trauma. Rx na sala de trauma:
Sobre o caso em questão assinale a alternativa correta.
A) Trata-se mais provavelmente de quadro de hemor-
ragia digestiva alta e deve ser realizada endoscopia 
digestiva de urgência após estabilização e medi-
das clínicas.
B) Deve ser realizada tomografia de corpo inteiro ime-
diatamente, tendo em vista que não se conhece o 
mecanismo do trauma.
C) Avaliação endoscópica respiratória de urgência deve 
ser realizada afim de prosseguir com intubação sele-
tiva para esquerda e proteger a via aérea.
D) Intoxicação aguda por cumarínico é a principal 
etiologia para esse tipo de quadro clínico e lava-
gem gástrica com carvão ativado deve ser realizada 
de urgência.
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SIMULADO - CIRURGIA TORÁCICA MAR 22 | 19
QUESTÃO 43
Paciente 54 anos, assintomático, encaminhado para 
avaliação com cirurgião torácico por achado radiológi-
co durante exame de rotina. Na consulta, paciente nega 
sintomas como dispneia, tosse, perda ponderal ou ou-
tros sintomas sistêmicos. Nega comorbidades. Refere 
queda de laje há cerca de 3 anos com fratura de fêmur 
à esquerda. Exame físico com redução de murmúrio 
vesicular em terço inferior de hemitórax esquerdo.
Assinale a alternativa correta:
A) Nesse caso deve-se realizar PET-CT afim comple-
mentar estadiamento clínico não invasivo do tu-
mor em lobo inferior esquerdo.
B) O paciente apresenta uma hérnia diafragmática 
traumática e deve ser submetido a tratamento ci-
rúrgico mesmo assintomático.
C) O principal diagnóstico diferencial é a eventração 
diafragmática, todavia nesse caso não há necessida-
de de diferenciação uma vez que ambos diagnósti-
cos têm indicação cirúrgica.
D) Nesses casos a correção cirúrgica deve ser realizada 
por via abdominal videolaparoscópica, não haven-
do indicação de abordagem por acesso torácico.
QUESTÃO 44
Homem, 48a, foi encaminhado para serviço de cirurgia 
torácica para avaliação de derrame pleural complicado 
após drena em em selo d’á ua. Deu entrada consciente, 
orientado, eupneico e contactuante. Considerando a 
imagem abaixo, constatou-se que:
A) O frasco de drenagem não deve ficar preso na maca 
de transporte.
B) Se hou er or ulhamento no selo d’á ua, constata-se 
fístula broncopleural.
C) O frasco está localizado em nível inadequado.
D) O sistema de drenagem não está conectado no lo-
cal correto.
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SIMULADO - CIRURGIA TORÁCICA20 | MAR 22
QUESTÃO 45
Criança de 3 anos trazida à emergência em insuficiência 
respiratória aguda, apresentando cianose, taquipneia e 
SpO2 70%. Realizada radiografia de tórax e intubação 
orotraqueal com auxílio de fibroscopia.
 
 
Sobre o caso acima é correto afirmar:
A) A deterioração respiratória decorre do efeito es-
paço morto, o que não ocorre no pós-operatório 
de pneumonectomia.
B) Deve-se prosseguir com drenagem torácica à es-
querda afim de evacuar o derrame pleural volumo-
so e melhorar a dinâmica ventilatória.
C) A avaliação endoscópica com aparelho rígido é a 
forma mais segura de tratamento uma vez que ga-
rante um melhor controle da via aérea.
D) A gravidade do caso é explicada pela presença de 
pneumotórax à direita, uma vez que a atelectasias 
completa de um pulmão não justificariaa falên-
cia respiratória.
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SIMULADO - CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO MAR 22 | 21
QUESTÃO 46
Um paciente de 55 anos de idade, com queixa de ce-
faleia e diminuição da acuidade visual há um ano, re-
alizou ressonância magnética de crânio, que revelou 
tumor em sela túrcica de 3 cm, compatível com macro-
adenoma hipofisário. Com base nessa situação hipo-
tética, assinale a alternativa que apresenta o resultado 
que mais provavelmente será encontrado no exame de 
campo visual do paciente.
A) defeito binasal
B) hemianopsia bitemporal
C) escotoma arqueado
D) escotoma central
E) constrição do campo visual periférico
QUESTÃO 47
Uma paciente de 54 anos de idade, com quadro de disfo-
nia há trinta dias, professora, tabagista (trinta anos/maço), 
ao exame de laringoscopia, apresenta lesão vegetoinfiltra-
tiva de terço médio de prega vocal esquerda, com redução 
da mobilidade. Com base nessa situação hipotética, é cor-
reto afirmar que a melhor conduta diagnóstica será
A) indicar a biópsia da lesão, para estabelecimento do 
tipo histológico, do estadiamento e do tratamento.
B) o seguimento da lesão, com encaminhamento para 
a fonoterapia para reabilitação vocal.
C) orientar a cessação do tabagismo, com encaminha-
mento para a fonoterapia.
D) a ressecção da lesão, com radioterapia pós-operatória.
E) a ressecção completa da lesão, por meio de cordec-
tomia ampliada com margem de segurança oncoló-
gica, congelando essas margens.
QUESTÃO 48
Mulher, 35 anos, apresenta carcinoma de células esca-
mosas do soalho da boca diagnosticado há 45 dias. A 
paciente nega histórico de tabagismo e etilismo, e a le-
são está localizada no soalho da boca à esquerda, esten-
dendo-se ainda cerca de 1,0 cm além da linha média no 
assoalho anterior e mede cerca de 25 x 30 mm e fixa a 
língua. A lesão tem ainda cerca de 2,5 cm de profundi-
dade e acomete o músculo milo-hioideo à tomografia 
computadorizada contrastada. Não são evidenciados 
linfonodos sugestivos de doença metastática. Sobre o 
tratamento dessa paciente, assinale a alternativa correta.
A) O tratamento é cirúrgico e compreende a ressecção 
transoral da lesão e pesquisa de linfonodo sentinela.
B) O tratamento é cirúrgico e compreende a ressecção 
da lesão via cheek-flap e o esvaziamento cervical sele-
tivos dos níveis I, II e III a direita e radical a esquerda.
C) O tratamento é cirúrgico e compreende a ressecção 
da lesão via pull-through e o esvaziamento cervical 
seletivos dos níveis I, II e III bilateral.
D) Dada a idade da paciente e as grandes sequelas fun-
cionais do tratamento cirúrgico, a paciente deve 
receber quimioterapia de indução seguida de radio-
terapia concomitante a platina.
QUESTÃO 49
Uma criança no berçário apresenta um orifício na 
borda anterior músculo esternocleidomastoideo di-
reito, com saída de secreção em pequena quantidade. 
Assinale a alternativa correta, quanto ao diagnóstico 
mais provável:
A) Fístula branquial.
B) Atresia de esôfago.
C) Torcicolo Congênito.
D) Tuberculose congênita.
CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO
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SIMULADO - CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO22 | MAR 22
QUESTÃO 50
Em relação aos nódulos em tireoide, é correto afirmar:
A) A maioria é assintomática, e muitas vezes, é achado 
incidental de exames de imagem.
B) Devem ser rastreados independentemente de seu 
tamanho e localização.
C) São potencialmente sujeitos a evolução cancerígena 
quando não tratados precocemente.
D) Quando aumentados, frequentemente ocasionam 
elevação de T4, TSH e calcitonina.
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www.grupomedcof.com.br/
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