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DimensionamentoInstalaçõesHidráulicas (1)

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material que é constituída a tubulação. 
𝑣 = 4000 ×
𝑄 
𝜋 ×𝑑2
 Eq. 8 
Onde: 
𝑣 – Velocidade, em m/s; 
𝑄 – Vazão estimada, em L/s; 
𝑑 – Diâmetro interno da tubulação, em mm. 
A perda de carga total é obtida multiplicando o comprimento da tubulação pela perda de carga 
unitária. No entanto as tubulações possuem peças especiais e conexões. A perda de carga nesses 
elementos é calculada pelo método dos comprimentos virtuais ou equivalentes, que compara a 
perda de carga produzida por uma peça especial ou conexão com a mesma perda de carga 
produzida por um comprimento equivalente de um tubo de mesmo material e diâmetro. Tais 
valores são encontrados na Tabela 8 e 9. A perda de carga em registro de gaveta aberto é 
desconsiderada por apresentar valores baixos (MACINTYRE, 1996). 
24 
 
 
Tabela 8 – Perda de carga em conexões – Comprimento equivalente para tubo rugoso
 
Fonte: ABNT NBR 5626 (1998). 
Tabela 9 – Perda de carga em conexões – Comprimento equivalente para tubo liso 
 
Fonte: ABNT NBR 5626 (1998). 
A Equação 9 calcula a perda de carga em válvulas de pressão (torneiras e registros de pressão) 
e o valor do coeficiente de perda de carga, presente na equação, é dado pela Tabela 10. A ABNT 
NBR 5626:1998 indica a norma NBR 10071:1994 para obter a Tabela 10 com o valor do 
coeficiente K, mas ela fora substituída pela ABNT NBR 15704-1:2011. 
ℎ𝑓 = 8 × 10
6 × (
𝐾×𝑄
𝜋×𝐷2
)
2
 Eq. 9 
Onde: 
ℎ𝑓 – Perda de carga, em kPa; 
𝐾 – Coeficiente de perda de carga; 
𝑄 – Vazão, em L/s; 
𝐷 – Diâmetro, em mm. 
25 
 
 
Tabela 10 – Valores máximos do coeficiente K da perda de carga 
 
Fonte: ABNT NBR 15704-1 (2011). 
Verifica-se a pressão disponível em cada ponto de utilização e na rede. A pressão na rede não 
deve ser inferior a 5 kPa (0,5 m.c.a.), 10 kPa (1 m.c.a.) para os pontos de utilização, com 
exceção da válvula de descarga que deve ser de no mínio 15 kPa (1,5 m.c.a.). Com esse método 
calcula-se o diâmetro das tubulações do barrilete, colunas, ramais e sub-ramais, atendendo as 
exigências da norma ABNT NBR 5626:1998. 
4.2 INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO 
O dimensionamento das instalações prediais de esgoto sanitário pode ser realizado pelo método 
hidráulico ou pelo método das unidades de Hunter, que são mencionados e explicados pela 
norma ABNT NBR 8160:1999. 
O sistema de esgoto sanitário trabalha sempre que possível com escoamento livre, mas quando 
se trata de dimensionamento se torna complexo visto a ocorrência de escoamento gradualmente 
e bruscamente variado no interior das tubulações. A unidade Hunter é um valor que 
correlaciona a probabilidade de simultaneidade de uso da vazão dos aparelhos sanitários em 
hora de contribuição máxima, assim foram criadas várias tabelas para facilitar o 
dimensionamento do sistema esgoto sanitário (BAPTISTA, 2010). 
A Unidade Hunter de Contribuição (UHC) equipara à descarga de um lavatório residencial, 
onde numericamente representa 0,15 L/s. Assim foi confeccionada a Tabela 11 que relaciona 
os aparelhos sanitários com os diâmetros mínimos dos ramais de descarga (NETTO, 2015). 
 
 
 
26 
 
 
Tabela 11 – Unidades de Hunter de contribuição dos aparelhos sanitários e diâmetro nominal 
mínimo dos ramais de descarga 
 
Fonte: ABNT NBR 8160 (1999). 
4.2.1 DIMENSIONAMENTO DOS DESCONECTORES 
Os desconectores devem garantir o fecho hídrico de altura de 50 mm e o orifício de saída deve 
ter diâmetro igual ou maior que os dos ramais de descarga conectados a ele. Netto (2015) 
relaciona o diâmetro da caixa sifonada com a UHC, apresentando a Tabela 12. O valor máximo 
de UHC por caixa sifonada é de 15 UHC, caso ultrapasse é preciso a implementação de uma 
outra caixa sifonada. 
Tabela 12 – Dimensionamento dos desconectores
 
Fonte: Netto (2015). 
Bacia sanitária 6 100
Banheira de resiência 2 40
Aparelho sanitário
Número de unidades de 
Hunter de contribuição
Diâmetro nominal mínimo do 
ramal de descarga
Lavatório
2 40
4 40
De residência 
ColetivoChuveiro
Bebedouro 0,5 40
Bidê 1 40
2 40
2 50
6 75
5 50
1 40
2 40
4 50
Tanque de lavar roupas 3 40
Pia de cozinha residencial 3 50
3 50
Máquina de lavar louças 2 50
Máquina de lavar roupas 3 50
De residência 
De uso Geral
Mictório
Válvula de descarga
Caixa de descarga
Descarga automática
De calha
Pia de cozinha industrial
Preparação 
Lavagem de panelas
de 10 a 15 UHC DN 150 mm (6")
DN 100 mm (4")
Número de unidades Hunter 
de contribuição
Diâmetro
até 6 UHC
de 6 a 10 UHC DN 125 mm (5")
acima de 15 UHC acrescentar outra caixa 
27 
 
 
O ramal de esgoto de uma caixa sifonada é dimensionado segundo a Tabela 13 que relaciona o 
diâmetro do ramal de descarga com a UHC para os aparelhos sanitários que não estão presentes 
na Tabela 11 (ABNT NBR 8160:1999). 
Tabela 13 – Unidades de Hunter de Contribuição para aparelhos não mencionados na Tabela 
11 
 
Fonte: ABNT NBR 8160 (1999). 
4.2.2 DIMENSIONAMENTO DOS RAMAIS DE DESCARGA E ESGOTO 
A norma brasileira ABNT NBR 8160:1999 indica a Tabela 11 para o dimensionamento dos 
ramais de descarga. Caso algum aparelho sanitário não esteja presente na Tabela 11 o mesmo 
é dimensionado pela Tabela 13. Já no caso dos ramais de esgoto é utilizado a Tabela 14 que 
relaciona o diâmetro nominal mínimo do ramal com o número máximo de UHC. 
Tabela 14 – Dimensionamento de ramais de esgoto
 
Fonte: ABNT NBR 8160 (1999). 
50 3
75 5
100 6
40 2
Diâmetro nominal mínimo do
ramal de descarga
Número de unidades de Hunter
de contribuição
DN UHC
Diâmetro nominal 
mínimo do tubo
Número máximo de unidades de
Hunter de contribuição
DN UHC
40 3
50 6
75 20
100 160
28 
 
 
4.2.3 DIMENSIONAMENTO DOS TUBOS DE QUEDA 
O dimensionamento do tubo de queda é realizado para o total de UHC que o mesmo deverá 
receber e não por trechos, pois o mesmo deve ter diâmetro uniforme em toda sua extensão. O 
mesmo é dimensionado pela Tabela 15 que relaciona o diâmetro nominal do tubo de queda com 
o número máximo de UHC em duas situações, sendo a primeira para prédios de até três 
pavimentos e segunda para prédios com mais de três pavimentos (NETTO, 2015). 
O diâmetro do tubo de queda deve ser maior ou igual ao da tubulação a ele ligada. O diâmetro 
mínimo recomendado para tubo de queda que recebem efluentes fecais é de 100 mm, já para 
efluentes de pias de cozinha é de no mínimo 75 mm, salvo em edificações de até dois andares 
que recebem até 6 UHC, neste caso o diâmetro mínimo do tubo de queda é de 50 mm 
(BAPTISTA, 2010). 
Tabela 15 – Dimensionamento de tubo de queda 
 
Fonte: ABNT NBR 8160 (1999). 
A ligação entre o ramal de esgoto e o tubo de queda deverá ser realizada com junção a 45º 
simples ou dupla, devendo sempre estar atento para as zonas de sobrepressão em tubos de queda 
com a presença de detergentes (NETTO, 2015). 
4.2.4 DIMENSIONAMENTO DO COLETOR PREDIAL E SUBCOLETORES 
O coletor predial tem o diâmetro mínimo de 100 mm. O dimensionamento dos coletores e 
subcoletores é por meio da Tabela 16 que relaciona o diâmetro nominal de uma tubulação com 
a UHC em função da declividade da tubulação. Ao dimensionar prédios residenciais deve ser 
Número máximo de unidades de Hunter de contribuição
Diâmetro nominal de tubo
DN Prédio de até três pavimentos Prédio com mais de três pavimentos
40 4 8
50 10 24
75 30 70
100 240 500
150 960 1 900
200 2 200 3 600
250 3 800 5 600
300 6 000 8 400
29 
 
 
computada apenas o aparelho de maior descarga