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Clínica Médico Cirurgica
de Pequenos animais/ 
Dermatologia
Seborréia e disqueratinização
• MV, MSc, PhD Guilherme De Caro Martins
• Residência I e II em Clínica Médico Veterinária UFMG
• Pós-graduado em dermatologia veterinária pela 
ANHEMBI MORUMBI/SP
Definição
• Seborréia
Sebo + rreia
(sebum) (rhoia)
“Aumento no fluxo de sebo”
Classificação confusa e pouco 
representativa/explicativa
Disqueratinização
– Quadros descamativos, com 
pelame ressequido, sem 
untuosidade ao toque e 
tampouco com odor de ranço
– Escamas brancacentas
– Quadros primários
– Causas secundárias
Seborréia
– Pelame oleoso, graxento, 
com intenso odor de 
ranço, com presença de 
cilíndros foliculares
– Poucas escamas
– Escamas 
amareladas/alaranjadas
Lucas e Larsson, 2015
Classificação proposta
Fisiologia
Epidermopoiese
Processo ativo, contínuo, 
de renovação celular
Diferenciação
Proliferação
Escamação
23 
dias
Etiopatogenia
Renovação X Morte celular
“A esfoliação normal invisível do 
estrato córneo torna-se identificável”
Diagnóstico
� 90% dos casos existe uma causa de base
◦ Ou seja, na maioria das vezes a seborréia é secundária
� Não existe um teste específico para identificar os 
distúrbios de queratinização e seborréicos
ØAnamnese 
ØExame físico (avaliar o tipo de escama)
ØExames complementares
ØExame histopatológico auxilia nos distúrbios primários
Dermatopatias que 
cursam com escamação
Dermatopatias parasitárias Dermatopatias alérgicas
Dermatopatias nutricionais
PRIMÁRIAS
ü Genéticas
ü Idiopáticas
Seborréia primária
Ictiose
Adenite sebácea
SECUNDÁRIAS
Dermatopatias endócrinas
Dermatopatias infecciosas
Dermatopatias ambientais
Neoplasias
Síndrome dos comedos
em Schnauzer
Hiperqueratose naso-digital
Dermatose marginal das orelhas
Hiperplasia da glândula da cauda
Dermatose responsiva ao zinco
Acne
Imunomediadas Metabólicas
Síndromes primárias
Ø Adenite sebácea
Ø Síndrome dos comedos em Schnauzer
Ø Hiperqueratose naso-digital
Ø Dermatose marginal da orelha
Ø Hiperplasia da glândula da cauda
• “Reação inflamatória que resulta na 
destruição das glândulas sebáceas”
• Identificação do paciente
– Raças predispostas (Akita, Standard poodle, Golden, Visla)
• Anamnese
– Histórico de perda na qualidade de volume do pelame com 
escamação, sem prurido
Adenite sebácea
Adenite sebácea
• Exame físico
– Alopecia + escamação + pelo ressequido e sem brilho
– “plugs de queratina” aderidos, agrupando os pelos 
(cilindro folicular, lesão em pincel)
– Lesões em bordas de orelha, face, região dorsal, cauda
– Atentar para presença de infecções secundárias
– Pouco prurido
PELAME LONGO x PELAME CURTO
Larissa Silveira Botoni
Guilherme De Caro Martins
e
Daniela Rios
Guilherme De Caro Martins
Guilherme De Caro Martins
Adenite sebácea
• Diagnóstico
- Presença de “cilíndros foliculares”?
- Confirmado por histopatológico
• Diagnósticos diferenciais
– Seborréia primária, dermatose responsiva à 
vitamina A, demodicidose, dermatofitose
Adenite sebácea
• Tratamento
– Sistêmico X Tópico (diversos protocolos)
– Eliminar infecções secundárias
Adenite sebácea
• Terapia tópica (2 vezes por semana)
1) Banho com ácido salicílico 2% + enxofre 2% + alcatrão 14,8% (SEBOLYTIC) 
10min
2) Enxague
3) Aplicação de óleo mineral de bebê no corpo todo e deixar por 2 horas
4) Novamente banhos com Sebolytic e enxague
Adenite sebácea
• Óleo mineral de bebê + ciclosporina diluída
– 2-3 cápsulas de Sandimmun/neoral de 100mg 
diluídas em 100ml de óleo johnson.
– 2-3 vezes na semana
– Deixar agir por no mínimo 40min
– Banhar com shampoo desengordurante com ácido 
salicílico 2%, enxofre 2% e alcatrão 14,8% 
(Sebolitic)
Tratamentos sistêmicos
• Ciclosporina microemulsificada
– 5mg/kg/24h
• Vitamina A
– 10.000-30.000 IU/24h
• Ômegas
• Tetraciclina + niacinamida (cada 8 horas)
– 250mg + 250mg (<10kg)
– 500mg + 500mg (>10kg)
Pós terapia tópica
Síndrome dos comedos do 
Schnauzer
• Alteração de cornificação dos folículos
– Acúmulo de queratina intrafolicular
• Lesões em região dorsal
– Comedos, pápulas
• Geralmente sem prurido
Porém...
Infecções secundárias
Hnilica, 2010i
Peróxido 
de 
benzoíla
2,5-3,5%
Hiperqueratose nasal/digital
§ Quadro idiopático
§ Predisposição racial
• Cocker Spaniel, Beagle, Buldogue inglês, Basset hound
• Descrito com maior frequência em cães velhos
§ O espelho nasal se torna seco e firme com aspecto semelhante à 
calçamento de pedras. 
§ Infecção secundária culminando em dor e prurido
Deposição excessiva 
de queratina “mole” 
Tratamento
• Hidratantes potentes
– Propilenoglicol 50%
– Ácido salicílico 6,5%
– Uréia 10%
• Cirurgia?
• Criocirurgia?
30 dias após o uso de pomada 
hidratante
Dermatose marginal de Orelha
� Raça
◦ Dachshund
� Clinicamente: acúmulo de escamas e alopecia em 
borda de pavilhão auricular, associado à crostas, 
fissuras e erosões
� Diferencial: vasculite, farmodermias, leishmaniose
� Diagnóstico clínico, porém pode-se confirmar com 
dermatohistopatologia
Tratamento
� Pentoxifilina
◦ 10mg/kg/BID
� Corticosteróides tópicos podem 
ocasionar na diminuição da inflamação
◦ Porém efeitos colaterais indesejáveis com o 
uso crônico
Antes Depois
Hiperplasia da glândula da 
cauda
• Sinonímia: “cauda de garanhão”
• Lesão alopécica, hiperplásica e untuosa
Em felinos as glândulas se dispõem 
linearmente por todo o dorso da cauda
Guilherme De Caro Martins
Guilherme De Caro Martins
Peróxido de 
benzoíla 2,5-
3,5%
Felino
Seborréia e 
disqueratinização
como alteração 
secundária
Guilherme De Caro Martins
Guilherme De Caro Martins
Guilherme De Caro Martins
Guilherme De Caro Martins
“Dermatose genérica 
alimentar”
• “Mal de cuia”
• Trata-se de múltiplas deficiências nutricionais
• Animais que comem ração de baixa qualidade
• Mais evidente em raças de crescimento rápido
• Escamas grosseiras em plano nasal, junções mucocutâneas
associados à linfadenomegalia, depressão e pirexia.
• Histopatologico: dermatite perivascular hiperplásica com 
hiperqueratose paraceratótica
TRATAMENTO
IDENTIFICAÇÃO E 
CONTROLE DA CAUSA 
PRIMÁRIA
TRATAMENTO
• Tratamento auxiliar no caso de ser alteração 
secundária
IDENTIFICAÇÃO E 
CONTROLE DA CAUSA 
PRIMÁRIA
Shampoos_princípios básicos
• A tricotomia auxilia o tratamento tópico
• Banhos prévios “limpadores”
• Frequência inicial
– 2-3 vezes por semana
– Manutenção 1-2 vezes por semana
• Tempo de ensaboamento 10 min
• Taquifilaxia à substância
Shampoos
• Queratolíticos
– Atua na camada córnea
– Causa dano ao queratinócito
– Controla a descamação
• Ex: peróxido de benzoíla
Shampoos
• Queratoplástico
– Atua na camada basal
– Diminui índice mitótico
– Diminui síntese de DNA
– Retarda a epidermiose
• Ex: alcatrão
Princípio ativo [] Ação Sinergismo Desvantagens
Ácido láctico 1-5% Hidratante, acidificante Não desengordurante
Enxofre 1-5% Queratolítico, queratoplástico, 
fungicida, bactericida, acaricida 
(5%)
Ácido 
salicílico
Odor desagradável
Ácido salicílico
0,5-3% Queratolítico, queratoplástico,
bacteriostático, antipruriginoso
Enxofre Não desengordurante
Peróxido de 
benzoíla
2,5-5% Queratolítico, comedolítico, 
bactericida e desengordurante
Ressecante, pode irritação 
em 10% dos pacientes, 
instável
Alcatrão 0,5-4% Queratoplástico e 
desengordurante
Enxofre e 
ácido 
salicílico
odor desagradável, 
potencial de irritação
Sulfeto de 
selênio
1-2,5% Queratolítico, queratoplástico,
desengordurante (2,5%) e 
fungicida
Ressecante, ruivogênico, 
não combina com outras 
moléculas
Cetrimida 17,5% Queratolítico, desengordurante,
adstringente, bactericida
Usar em casos de seborréia
refratária Fonte: adaptado de Larsson e Lucas, 2015
Caso 1
Opções
1- ácido láctico( 4%)
2- ácido salicílico (2%) e enxofre (2%)
Disqueratinização leve
Caso 2
Disqueratinização intensa
Opções1- ácido salicílico (2%) e enxofre (2%) 
Caso 3
Seborréia (oleosidade discreta)
Opções
1-Peróxido de Benzoíla 2,5% 
2- Alcatrão em baixa concentração (1%)
Caso 4
Seborréia (oleosidade moderada)
Opções
1- Maior concentração de alcatrão (4%)
2- Sulfeto de selênio 2,5%
Caso 6 Seborréia intensa
Geralmente associada com 
malasseziose
Opções
1- Maior concentração de 
alcatrão (4%)
2-Sulfeto de selênio 2,5%
3- Cetrimida 17,5%
Obrigado

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