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As aranhas de interesse veterinário no Brasil pertencem aos gêneros Loxosceles e Phoneutria. Loxosceles é responsável por 40% dos acidentes humanos no Brasil e apresenta veneno de elevada toxicidade. (Aranhas-marrons) A síndrome clínica produzida pela picada dessa aranha é denominada de loxoscelismo e pode desenvolver-se de duas formas distintas: Cutânea: alterações clínicas locais, com uma ferida dermonecrótica de difícil cicatrização Cutâneo-visceral: insuficiência renal aguda e distúrbios de coagulação sanguínea com risco de óbito. Enzimas do veneno: fosfolipase-D, hialuronidase e metaloproteases. A trombose da microvasculatura é provavelmente o evento inicial para a formação da ferida. A ação dos polimorfonucleares tem importância fundamental na inflamação e necrose. Loxoscelismo cutâneo Em cerca de 80% dos acidentados e, na maior parte das vezes, é caracterizada por uma lesão dermonecrótica. A picada geralmente é indolor, porém, nas primeiras horas após o acidente, no local da picada, observam-se dor, provavelmente devido à isquemia, prurido, edema, eritema, e áreas de hemorragia que precedem o local da necrose. A ferida evolui para uma úlcera geralmente dolorida e de difícil cicatrização. Loxoscelismo cutâneovisceral Choque, icterícia, hemólise intravascular, hematúria hemoglobinúria, trombocitopenia, leucocitose e insuficiência renal aguda. A observação de leucócitos é variável e dependente. Geralmente, observa-se leucopenia relacionada à neutropenia nas primeiras horas após o acidente. A insuficiência renal aguda é a causa mais frequente de óbito. Diagnóstico O diagnóstico definitivo do loxoscelismo dificilmente é baseado na identificação da aranha. Tratamento Não há tratamento específico com soro antiloxoscélico disponível para uso veterinário. Terapia baseada nos sinais clínicos (Fluidoterapia, diuréticos, corticosteroides (casos sistêmicos).