A endocardite infecciosa é uma doença associada a elevada morbimortalidade em pacientes idosos, podendo apresentar manifestações clínicas inespecíficas que dificultam o diagnóstico precoce. Alterações degenerativas valvares, procedimentos invasivos, imunossenescência e a presença de comorbidades constituem fatores predisponentes importantes. Dentre os principais agentes etiológicos, destaca-se o Staphylococcus aureus, cuja capacidade de adesão ao endotélio lesado favorece a instalação e a progressão do processo infeccioso. A evolução da doença pode resultar em destruição das estruturas cardíacas, embolização sistêmica, insuficiência cardíaca e resposta inflamatória exacerbada, com consequentes alterações estruturais e funcionais do tecido cardíaco. Em pacientes idosos, a apresentação clínica pode ser atípica, contribuindo para atraso no diagnóstico e pior prognóstico. Um paciente de 78 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2, foi admitido com quadro de febre intermitente, fadiga progressiva, anorexia e dispneia aos esforços. Ao exame físico, apresentava sopro cardíaco e sinais de congestão pulmonar. As hemoculturas foram positivas para Staphylococcus aureus, e a ecocardiografia evidenciou alterações compatíveis com o quadro infeccioso. Durante a internação, o paciente evoluiu com piora da função cardíaca e sinais clínicos compatíveis com insuficiência cardíaca. Fonte: Adaptado de CUNHA, B. A. et al. Endocardite infecciosa em idosos: características distintas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2021. Com base no texto e em seus conhecimentos de Fisiopatologia, responda: A) Explique como as alterações provocadas pela endocardite infecciosa podem comprometer o funcionamento do coração e justificar a evolução para insuficiência cardíaca. Em sua resposta, descreva as principais consequências dessa condição para o organismo e os sinais e sintomas que podem ser observados no paciente.