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aula de parto1-1

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o suboccipital vai se colocar sobre a arcada púbica, a sutura sagital orienta-se em sentido anteroposterior;
•	Se processa por movimento de DEFLEXÃO.
100
(REZENDE, 2013)
3. DESPRENDIMENTO
101
(REZENDE, 2013)
 ROTAÇÃO EXTERNA DA CABEÇA
Imediatamente após desvencilhar-se, a cabeça sofre novo e ligeiro movimento de flexão (restituição).
 ROTAÇÃO INTERNA DAS ESPÁDUAS
Chegando ao assoalho pélvico, sofrem rotação, até orientar o biacromial na direção ânteroposterior da saída do canal.
 DESPRENDIMENTO DAS ESPÁDUAS
A espádua anterior transpõe a arcada púbica. Para libertar o ombro posterior, o tronco sofrerá uma flexão lateral. Continuando a progredir, desprende-se a espádua posterior.
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Desprendimentos das Espáduas
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Dilatação – Trabalho de Parto
•	Contrações			uterinas modificam	o	colo	e
que termina
quando o colo dilata 10 cm;
•
Formação	do
apagamento
canal	do	parto- do
colo	ou
desaparecimento	do	espaço
cervical, incorporação da cavidade uterina;
•	Fase premonitória x Fase ativa
http://embarazo.cuidadoinfantil.net/las-fases-del-parto.html
(REZENDE;MONTENEGRO, 2013)
K.T ®
K.T ®
K.T ®
Período premonitório
◾ Antecede o T.P em média 15 dias;
◾ Descida do fundo uterino;
◾ Adaptação do polo proximal do feto ao estreito superior da bacia, estiramento das articulações da pelve;
◾ Perda do tampão mucosos;
◾ Contrações uterinas – Braxton-Hicks
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		FALSO	VERDADEIRO
	Dilatação cervical	Ausente	Presente
	Localização da dor	Geralmente abdominal	Inicia-se nas costa e irradia-se para frente
	Palpação uterina	Útero relaxado com contrações indeterminadas	Útero rígido quando as contrações ocorrem
	Contrações	Duração e ritmo irregular	Duração e ritmo regular
	Eventos associados	Mudança de posição ou atividade provocam contrações	Formação de Bolsa da águas ou BR e um pequeno sangramento
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INTERNAÇÃO
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O internamento deve acontecer na fase ativa
Categorias profissionais que podem realizar internamento:
 Cirurgião-dentista, médicos, enfermeiros obstetras
Enfermeiras obstetras: Enfermeiro graduado + Especialização + Inscrição no COFEN – Cadastro Nacional de Enfermeiros Obstetras (CNEO) + Cadastro no CNES da unidade
	Inspeção de pele e mucosas	Palidez	Confrontar com Hb/Ht – possível anemia
		Cianose	Verificar SpO2, FC e FR, possível choque ou insuficiência cardíaca
		Hidratação	Questionar sobre êmese, possível desidratação
		Edema	Verificar PA e riscos para HAS gestacional
		Lesões dérmicas	Avaliar dermatoses ou violência doméstica
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	Avaliação Muscular e óssea	Pelve	Observar a deambulação, respiração, extensão, abdução e rotação
		Sistema Muscular	Avaliar a musculatura, elasticidade e plasticidade, relaxamento do períneo e movimento do diafragma
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	Inspeção da região abdominal	Aumento do volume uterino	Medir altura uterina com fita métrica
			Realizar manobra de Leopold para
confirmação da presença do feto, Situação (longitudinal, transversa ou obliqua); Apresentação (cefálico, pélvico ou côrmico); Posição (direita ou esquerda materna)
		Ausculta do BCF	Realizar ausculta fetal com sonar durante
1 minuto inteiro para determinar BCF adequado
		Presença de cicatrizes
na região abdominal	Questionar a mulher sobre a cirurgias
anteriores na região abdominal
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	Inspeção de aparelho genito- urinário	Observar a vulva, canal vaginal e uretral	Visualizar se há presença de condilomas, úlceras e secreções – conduta de abordagem sindrômica e cuidados especiais
		Toque vaginal	Realizar o toque vaginal na presença de contração uterina, procurando conhecer a altura da apresentação, variedade de posição, dilatação cervical, apagamento do colo, condições da bolsa amniótica
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O exame de toque vaginal:
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•		Fundamental	para	avaliação	do	progresso	do	trabalho	de parto;
•	Definir a dilatação do colo uterino, posição, consistência e tamanho do colo,
•	Apresentação, atitude e posição fetal;
•	Presença de bossa e grau de cavalgamento ósseo do crânio fetal;
•	Relação entre a apresentação e o colo uterino;
•	Características da bacia óssea materna;
•	Presença	de	membranas	e	sua	reação	às	contrações uterinas.
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Toque Vaginal
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• Na prática: unicamente avaliar a dilatação do colo uterino.
• Uso indiscriminado, desrespeitoso e rotineiro: O toque encontra-se entre alguns dos procedimentos que são rejeitados pelas mulheres pelos desconfortos físicos e psicossociais que lhes produzem.
Linha Púrpura
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É uma mancha de coloração arroxeada que se inicia na região perianal das mulheres em trabalho de parto e que, à medida que a dilatação cervical progride, avança no sentido ascendente pela fissura interglútea em direção à junção sacro-coccígea, como o mercúrio em um termômetro que se eleva com o aumento da temperatura
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Verificações
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• Objetiva: Tamanho da Linha Purpura – O tamanho corresponde a dilatação. Ex: 5cm de linha purpura = 5cm de dilatação
• Subjetiva: A medida que há a descida fetal ocorre a descoloração da linha púrpura. Observa-se que a descoloração foram verificadas nos níveis De Lee +1 e +2
Assistência técnica ao período de dilatação
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•Anamnese e exame físico;
•Sinais vitais: 4/4h;
intensidade	(fraca,
•Dinâmica	uterina:	avaliar moderada		ou	forte),
duração	(medida	em
segundos) e frequência (nº de contrações em 10’);
•Avaliação do BCF: a cada 30’;
•Avaliar cor de L.A;
•Abertura do Partograma.
•Uso de métodos não farmacológicos
ATENÇÃO
Em caso de BR atentar para alterações na temperatura materna- Risco para Infecção!
Verificar Temperatura a cada 2h
Assistência Individualizada e Humanizada
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Prover	e	promover	ambiente	calmo,	livre	de	estressores	e
acolhedor
	Deve interferir o mínimo possível no processo do trabalho de parto e parto
	Deve garantir:
 Privacidade
 Ambiência semelhante ao lar (aninhamento)
 Segurança
Assistência Individualizada e Humanizada
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 Garantir a privacidade da parturiente e seu acompanhante;
 Proporcionar	condições	que	permitam	a	deambulação	e
movimentação ativa da mulher;
 Proporcionar acesso a métodos não farmacológicos e não invasivos de alívio à dor e de estímulo à evolução fisiológica do TP;
 Possibilitar que os períodos clínicos do parto sejam assistidos no
mesmo ambiente.
Parto domiciliar
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K.T ®
K.T ®
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Assistência Individualizada e Humanizada
DIETA:
Orientação clássica:
 Dieta zero durante todo o trabalho de parto => abstenção de líquidos e alimentos.
 O objetivo é prevenir a aspiração do conteúdo gástrico na eventualidade de anestesia geral
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Assistência Individualizada e Humanizada
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DIETA:
Questionamentos e comprovações científicas:
 Restrição da ingesta de líquidos e alimentos durante o TP não garante menor conteúdo
 Risco de aspiração – relacionado ao risco de anestesia geral
 Esse risco é mínimo no parto de baixo-risco
 Efeitos deletérios do jejum para o binômio mãe-feto
Assistência Individualizada e Humanizada
DIETA:
Efeitos deletérios do jejum
•	Desidratação e cetose
•	Hipoglicemia materna
•	Comprometimento do bem-estar fetal
•	Frequente tratamento com solução glicosada
•	Problemas associados à infusão excessiva de soro glicosado
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Assistência Individualizada e Humanizada
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DIETA:
Problemas com o jejum
• Aumento da glicemia fetal – redução do pH da artéria umbilical
• Hiperinsulinismo fetal => HIPOGLICEMIA NEONATAL e aumento de lactato
• Hiponatremia materna e neonatal
• Esses eventos são bem mais freqüentes que o risco teórico de aspiração do conteúdo gástrico na anestesia geral
Assistência Individualizada e Humanizada
DIETA:
RECOMENDAÇÕES (OMS)
• Avaliar risco anestésico (há possibilidade de anestesia geral?)
• Avaliar necessidade de repor as fontes de energia para garantir o bem-estar materno e fetal
• Permitir ingesta à gestante de baixo-risco (líquidos claros, alimentos leves)
• Respeitar as concepções populares regionais
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Assistência Individualizada