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REANIMAÇÃO NEONATAL (Resumo SBP 2022)

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controlado a fluxo e limitado a pressão 
- para funcionamento do ventilador é preciso de uma fonte de 
ar comprimido 
- o fluxo de gás é dirigido ao RN quando o orifício da tampa da 
peça T é ocluído 
- a concentração de O2 suplementar fornecido é ajustável 
 
* é capaz de fornecer pressão de distensão contínua de vias 
aéreas (CPAP) e pressão expiratória final positiva (PEEP) 
-> o uso do ventilador mecânico fornece pressão inspiratória (determinada pelo fluxo de gás e pelo tempo de oclusão da peça T), 
volume corrente e tempo inspiratório de forma consistente e apresente menor potencial de causar barotrauma 
 
!! o uso do ventilador mecânico não é ausente de riscos 
- pode ocorrer elevada resistência inspiratória 
- contribui para a espiração incompleta 
 
 
 
 
 
O risco de morte ou morbidade aumenta em 16% a cada 30 segundos de 
demora para iniciar a VPP, de modo independente do peso ao nascer, da 
idade gestacional ou de complicações na gravidez ou no parto. 
 
Interfaces para VPP 
* máscara facial 
- interface mais utilizada na reanimação neonatal 
 
Dificuldades máscara facial: 
* escape de até 50-70% de ar pela região perioral 
* volume corrente irregular 
*reflexo trigeminal-cardíaco 
 
 
* máscara laríngea 
- atinge maior sucesso na reanimação neonatal do que a máscara facial 
- evita o escapa de gás entre a máscara e a face 
- inserção em até 5s 
- o ILCOR em 2022 sugere que é possível utilizar a máscara laríngea como interface para VPP 
no RN >34 semanas que necessita de reanimação após o nascimento 
 
!! SBP recomendação 2022: 
no contexto da reanimação neonatal a partir de 2022, recomenda-se iniciar a VPP com 
máscara facial em RN >34 semanas. 
 
- a máscara laríngea pode ser considerada como interface para a VPP antes da 
intubação traqueal, a depender da disponibilidade do material e da capacitação do 
profissional para a inserção da máscara laríngea e para a intubação traqueal. 
 
* cânula traqueal 
- interface para reanimação avançada do RN na sala de parto 
- sucesso da intubação depende da habilidade do médico 
!! a inabilidade de colocar corretamente a cânula pode levar a morte ou lesão 
hipóxico-isquêmica 
- múltiplas tentativas de colocar a cânula levam a: lesão glótica, subglótica e 
traqueal 
* objetivo da intubação é inserir a cânula traqueal de tal modo que sua extremidade distal 
fique localizada no terço médio da traqueia 
- não é possível confirmar com exames de imagem a correta colocação da cânula 
- recomenda-se para verificar se a cânula está posicionada de forma correta: 
 
 
usar a idade gestacional e o peso estimado para 
calcular o comprimento da cânula a ser inserido na 
traqueia, considerando a distância entre a ponta da 
cânula e a marca, em centímetros, a ser fixada no 
lábio superior 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A cabeça do bebê tende a rolar durante a IOT, assim, 
estabilizá-la, torna a intubação mais rápida e fácil. 
(Difficult Neonatal Intubation - The Airway Jedi) 
https://airwayjedi.com/2018/06/04/difficult-intubation-in-a-newborn/
INÍCIO DA VENTILAÇÃO COM PRESSÃO POSITIVA 
* iniciar a VPP com máscara facial – tanto no uso de balão autoinflável quanto no uso da ventilação mecânica 
 
antes de iniciar a VPP 
- verificar se o pescoço do RN está em leve extensão e aplicar 
a masca facial no sentido do queixo para o nariz 
 
!! o ajuste entre a máscara e a face é crítico para o sucesso da 
ventilação 
 
início da VPP 
Balão autoinflável 
* ventilar na frequência de 40-60 movimentos/ minuto, de 
acordo com a regra prática “aperta/solta/solta” 
* à pressão a ser aplicada, esta deve ser individualizada para que 
o RN alcance e mantenha FC >100 bpm. 
* iniciar com pressão inspiratória ao redor de 25 cmH2O, 
- pressões de 30-40 cmH2O são raramente necessárias (apenas 
em pacientes com pulmões doentes) 
* após as primeiras 3-5 ventilações, reajustar a pressão inspiratória de modo a visualizar o movimento torácico leve e auscultar a 
entrada de ar nos pulmões. 
- é recomendável monitorar a pressão oferecida pelo balão com o manômetro 
- a válvula de escape deve estar funcionando durante a VPP 
 
!! Lembre-se: iniciar a VPP sempre com ar ambiente. 
- na prática, é prudente deixar o balão conectado à fonte de O2, caso este seja necessário, mas manter o fluxômetro desligado 
 
* o indicador mais importante de que a VPP está sendo efetiva é o aumento da FC, 
- geralmente ocorre nos primeiros 15 segundos de ventilação 
 
 a cada 10 RN que recebem VPP com máscara facial ao nascer 9 melhoram e não precisam de outros procedimentos de reanimação 
 
Falha da VPP: FC < 100 bpm OU RN não retorna à respiração espontânea rítmica e regular 
a. primeiro verifica-se o ajuste da máscara, se as vias aéreas estão pérvias (aspirando secreções e mantendo a boca aberta) e 
aumentar a pressão inspiratória 
b. verificar também se o equipamento (balão ou ventilador mecânico) estão funcionando de forma adequada 
-> apenas após a correção da técnica é que se inicia o O2 suplementar 
c. iniciar a suplementação de O2 de forma gradativa 
 
!! em neonatos que necessitem de VPP por um período prolongado é recomendado o uso de sonda orogástrica para diminuir a 
distensão gástrica e proporcionar a expansão adequada dos pulmões 
 
-> se o RN ainda assim não melhorar está indicado o uso de uma interface alternativa para a VPP 
Máscara laríngea: 
* posicionar de forma correta no RN 
* verificar se há melhora da FC (>100 bpm) e respiração espontânea regular 
SIM? Retirar o dispositivo 
NÂO? Iniciar IOT 
 
Cânula traqueal (endotraqueal) 
Indicações: 
- VPP com máscara não efetiva (FC < 100 bpm após correção de problemas) 
- VPP com máscara prolongada (RN não retoma a respiração normal de forma espontânea) 
- necessidade de aplicação de massagem cardíaca 
- RN com hérnia diafragmáticas (nesses casos a IOT deve ser realizada imediatamente, sem o uso de VPP por máscara) 
 
* por ser um processo de emergência não é possível realizar acesso venoso para administração de analgésicos antes da IOT na sala 
de parto 
 
!! o melhor indicador de que a cânula está na traqueia é o aumento da FC 
- na prática costuma verificar a posição da cânula pela inspeção do tórax, ausculta e FC (isso pode demorar até 60 segundos) 
- assim, recomenda-se a detecção de CO2 exalado (confirma a posição da cânula em 10 segundos) 
a detecção de CO2 exalado é mais acurada e rápida do que a detecção clínica da posição da cânula 
 
uma vez iniciada a ventilação com cânula traqueal, após 30 segundos avaliar: FC, respiração e SatO2. 
RN com FC >100 bpm, movimentos respiratórios espontâneos e regulares? 
SIM: ventilação é suspensa e o RN extubado. 
 
NÃO: verificar a posição da cânula, se as vias aéreas estão pérvias e a pressão que está sendo aplicada no balão ou no VMM com 
peça T, corrigindo o que for necessário. 
-> Se o RN mantém apneia ou respiração irregular, continuar a VPP por cânula traqueal e titular o O2 suplementar de acordo com a 
SatO2 pré-ductal alvo 
 
* a não melhora do RN com a VPP por cânula traqueal ou uma breve melhora seguida de piora súbita deve alertar para: 
- deslocamento ou obstrução da cânula traqueal 
- mau funcionamento do balão ou do VMM com peça T 
- desconexão do dispositivo de ventilação da interface ou da fonte de gases 
- pneumotórax 
 
-> se após tudo isso o RN apresentar FC < 60 bpm -> INICIAR MASSAGEM CARDÍACA COORDENADA COM A VENTILAÇÃO 
 
MASSAGEM CARDÍACA 
* a asfixia no RN pode levar a vasoconstrição periférica, hipoxemia tecidual, diminuição da contratilidade miocárdica, bradicardia e, 
eventualmente, assistolia -> a correta ventilação corrige esse quadro na maioria dos pacientes 
* em casos em que a VPP não consegue sozinha reverter o quadro, muito provavelmente, a hipóxia e acidose metabólica do RN 
estejam levando a: 
insuficiência do fluxo sanguíneo para as coronárias -> comprometimento

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