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CUIDADOS CONTINUADOS PÒS
–ALTA AO PACIENTE CIRÚRGICO
Professora – Rita Porto
CONCEITO
Paciente cirúrgico é a pessoa que irá ser submetida a uma cirurgia.
Esse paciente não é apenas uma incisão cirúrgica, mas, sim, uma
pessoa que deve estar idealmente na melhor forma física e mental
possível.
Os enfermeiros são parte integrante do planejamento de alta da
unidade de atendimento ao paciente. Seus deveres são essenciais e
apreciados, coordenando um plano de cuidados que permite ao
paciente obter os melhores resultados assistenciais após a alta.
FLUXO OPERACIONAL DO SAEP
PERÍODO PÓS -OPERATÓRIO
Compreende todo período após a realização do procedimento
anestésico-cirúrgico, que se subdivide em 3 momentos, são eles
1 – Recuperação pós-anestésica
Desde a chegada na SRPA até sua alta a unidade de origem. É importante salientar
que paciente submetidos a cirurgias de grande porte, são encaminhados para UTI.
2 – Pós-operatório imediato (POI)
São as primeiras 24h após a intervenção anestésico-cirúrgica. A permanência na
SRPA ou UTI está aqui enquadrada, assim como sua recuperação no domicílio, nos
casos de pacientes submetidos a procedimento ambulatorial.
3 – Pós-operatório mediato (POM)
Inicia-se após as primeiras 24h que se seguem à cirurgia até a alta do paciente ao
seu domicílio. O tempo dessa etapa é variável, segundo o procedimento ao qual o
paciente foi submetido.
RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA
Local destinado a receber o paciente no pós-operatório imediato até que recupere a consciência e tenha seus
sinais vitais estáveis. Portaria 400 do Ministério da Saúde - 1977 funcionamento e atribuições da SRPA.
• Insumos e equipamentos – SRPA
• Maca de recuperação com grade
• Esfigmomanômetro
• Laringoscópio adulto e infantil
• Capnógrafo
• Ventilador pulmonar adulto e infantil
• Aspirador estetoscópio
• Fonte de oxigênio, ar comprimido e vácuo
• Monitor cardíaco
• Oxímetro de pulso
• Eletrocardiógrafo
• Termômetro
SRPA
Corpo funcional:
médico anestesiologista
enfermeiro (1 enfermeiro: 8 leitos)
técnicos enfermagem (1 técnico: 3 leitos)
Capacidade operativa: Número mínimo de leitos igual ao número de
salas de cirurgia + 1 (RDC 50) Obs: cirurgias de alta complexidade e/ou
paciente grave, a recuperação pode se dar diretamente na UTI.
CUIDADOS - SRPA
• Monitorizar dados vitais
• Aplicar o índice de Aldrete e Kroulik
• Diagnosticar intercorrências
• Relatar intercorrências aos demais integrantes da equipe SRPA
• Providenciar destino aos pacientes de alta médica
• Escala de Aldrete - Atualmente a escala, também conhecida como
índice de Aldrete & Kroulik, é o critério mais utilizado
para avaliação do paciente em POI nas SRPAs. A
referida escala valoriza a avaliação de condições fisiológicas, e foi
inspirada na escala de Apgar para avaliação de recém-nascidos.
OBJETIVOS
• Restabelecer ao máximo a função fisiológica normal e assegurar sua
volta às atividades normais;
• Evitar complicações e desconforto pós-operatório tardio e pós-alta.
ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA APLICAÇÂO DA
SAEP
RECOMENDAÇÕES DO ENFERMEIRO NO PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO
Durante o período pós-operatório o enfermeiro
realiza ações com o objetivo de auxiliar na
recuperação anestésica e prevenir possíveis
complicações, como: admissão do paciente na sala
de recuperação, avaliar o nível de consciência,
avaliar condição dos curativos e dos drenos,
controle da dor, monitorização dos sinais vitais,
aplicação da Escala de Aldrete, administração de
medicações, controle das eliminações, balanço
hídrico, entre outros.
COMPLICAÇÕES NO PÓS-OPERATÓRIO
As complicações pós-operatórias podem também ser gerais, especiais ou
específicas. A complicação geral é aquela que pode acontecer com qualquer
paciente, independentemente do tipo de procedimento cirúrgico como hemorragia,
atelectasia pulmonar, insuficiência renal aguda e doença tromboembólica.
As complicações especiais acometem pessoas com condição clínica prévia à
intervenção cirúrgica. Por fim, as complicações específicas estão relacionadas ao
órgão operado, sendo mais ou menos recorrente em função do tipo de anestesia, da
afecção clínica associada, do grau de injúria e dos cuidados pós-cirúrgicos.
Algumas complicações recorrentes:
A febre é uma das complicações pós-operatórias mais comuns. Dentre as principais
causas dessa, tem-se: A atelectasia, que costuma ocorrer nas primeiras 24hrs;
 flebite, nas primeiras 48hrs; infecção do trato urinário, em até 72hrs; infecção da
ferida operatória em até 5 dias após; e abcesso/coleção intracavitária com um
período de até 7 dias depois. 
COMPLICAÇÕES NO PÓS-OPERATÓRIO
✔ As complicações respiratórias são muito comuns:
A insuficiência respiratória (hipoxêmica ou hipercápnica) é uma delas, que pode ser tratada pela doença de base, com
suplementação de O2 e ventilação invasiva;
A atelectasia, uma complicação respiratória que pode causar febre, taquipneia, taquicardia e tosse, pode ser tratada
com fisioterapia respiratória, oxigenoterapia e broncoscopia em casos extremos;
A pneumonia também pode causar febre, taquipneia e tosse produtiva e o tratamento é feito com fisioterapia respiratória
e antibioticoterapia;
O tromboembolismo pulmonar pode causar hemoptise, síncope e embolia maciça. O tratamento consiste no uso de
trombolíticos
✔ As complicações pós-operatórias relacionadas a feridas são:
Seroma, por acúmulo de linfa ou grandes descolamentos que geram um acúmulo de líquidos entre as camadas da pele;
Hematoma, causado pela coleção de sangue ao redor da ferida cirúrgica, que resulta na formação de coágulo,
causando desconforto no nível da ferida e, assim, diminuindo a resistência à infecção. Pode advir de uma hemostasia
inadequada, pelo uso de distúrbios ou drogas que interferem na cascata de coagulação (como AAS e heparina) ou de
doenças apresentadas pelo paciente;
Deiscência, que é uma disjunção parcial ou total de qualquer camada da ferida, consiste em uma complicação na qual a ferida não
cicatriza ou abre ao longo de sua linha de incisão após a cirurgia. É caracterizada como uma emergência cirúrgica devido aos riscos
associados. Pode estar associada à fatores como: técnica inadequada, infecção, paciente imunodeprimidos, que fazem uso de corticoides,
radioterapia ou possuem diabetes mellitus, bem como tabagistas, obesos e desnutridos integram o grupo de risco.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
• Controlar rigorosamente SSVV (15/15’);
• Manter paciente calmo;
 • Colocar paciente em Tendreleburg;
• Manter vias respiratórias livres;
• Manter medicação de emergência à mão
• Planejamento de alta hospitalar pela enfermagem consiste na
identificação das necessidades do paciente, e na educação e/ou
orientação de todos os envolvidos no cuidado, paciente e familiar
com intuito de continuidade da assistência com qualidade no
domicílio.
CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS(CCI)
OBJETIVOS
CUIDAR
 ATUAR SOBRE O ESTADO DE SAÚDE
PREVENIR O AGRAVAMENTO
ATUAR SOBRE A CAPACIDADE FUNCIONAL
REABILITAR
PREVENIR O AGRAVAMENTO ATUAR SOBRE A
CAPACIDADE FUNCIONAL
 REABILITAR
PROMOÇÃO DA AUTONOMIA
ADAPTAÇÃO À INCAPACIDADE
QUALIDADE DE VIDA
PACIENTE E FAMÍLIA COMO UNIDADE DE
ATENÇÃO
LEMBRETE
Embora as mãos pareçam limpas, existem milhões de
bactérias e micróbios que podem se esconder, mesmo
depois de lavar as mãos com bastante água. Por isso,
lavar as mãos deve se tornar um hábito de vida, e deve
ser realizado pelo cuidador e por todas as pessoas da
família.
LAVAR SEMPRE:
− ANTES e DEPOIS de preparar e dar alimentos ao
paciente (sonda ou boca);
− ANTES e DEPOIS de aspirar, medicar, fazer curativos,
colocar comadre/papagaio e outros cuidados;
− ANTES de usar o banheiro (para se proteger)
− DEPOIS de usar o banheiro, fazer higiene no paciente
e tocar em animais domésticos.
MUITO OBRIGADA!!!!

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