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Guia de Exame Neurológico

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Giovana Paula 
 
 
ANAMNESE 
ID, QP, HMA (quando os sintomas começaram? Foi 
agudo? Ou já vem há tempos? Tem períodos de 
melhora ou piora? Como evoluíram? Como se sente 
hoje?), HP (história prévia de traumas, doenças crônicas, 
tratamentos atuais) 
EXAME FÍSICO 
1) Avaliar o paciente desde que ele entra na sala 
o Já observar as marchas, fácies de dor, se é 
cooperativo 
 
2) Aferir a PA nos 2 membros e fazer a ausculta 
cardíaca e respiratória 
o É normal que haja diferença de 10mmHg entre os 
membros 
 
3) Auscultar as carótidas 
o Não é normal que haja sopros 
 
4) Avaliar a função cognitiva 
o Nível de consciência: alerta, confuso, sonolento, 
torporoso, comatoso 
o Orientação pessoal, tempo e espaço; atenção e 
concentração; estado de espírito e afeto, 
julgamento; memória 
o Linguagem e fala (afasia, disfasia, disartria) 
 Disartria: reflete uma disfunção na execução 
motora da palavra (articulação) Fraqueza nos 
músculos usados para fala, o que muitas vezes 
faz com que a fala fique arrastada ou lenta 
 Afasia: disfunção na elaboração da linguagem, 
além de afetar outras funções como leitura e 
escrita 
 Agnosia: perda da capacidade de 
reconhecimento (gnosis: conhecimento) Por 
exemplo: agnosia visual “enxerga e não vê” 
 Apraxia: comprometimento da capacidade de 
realizar movimentos, gestos ou habilidades 
previamente aprendidos, espontaneamente 
e/ou ao comando, seguido de uma disfunção 
e/ou lesão cerebral, cujos sistemas envolvidos na 
execução da ação estão intactos (ausência de 
distúrbios motores) e com plena consciência do 
ato a cumprir 
o Avaliar déficits neurológicos: central ou periférico? 
 
 
o Avaliar possíveis paralisias faciais: Lesão periférica x 
lesão central? 
 
Giovana Paula 
 
 A: Paralisia facial central: poupa a metade 
superior da face Ex: AVC 
 B: Paralisia de Bell: acomete toda a hemiface 
 
o Avaliar perda de consciência 
 Perguntas importantes (testemunha): 
- Início (idade); Frequência; Duração 
- Fatores precipitantes (cefaleia, vômitos, déficits 
motores, traumas) 
- Antecedentes pessoais e familiares (DM, HAS, LES, 
dç articular, IVAS, abortamentos, rins policísticos, 
HIV, neoplasias, drogas, hábitos – álcool, tabagismo, 
uso de medicamentos) 
- Posição ou decúbito no início do quadro 
- Sintomas associados 
- Descrição minuciosa da crise 
 Consciência: perfeito conhecimento de si 
mesmo e do meio que o circunda. 
 As alterações podem ser do estado de alerta ou 
nas esferas afetivas e cognitivas. 
 Alterações estado de alerta: letargia, estupor, 
torpor, obnubilação, sonolência, coma. 
 Coma: ausência ou extrema diminuição do 
estado de alerta, apesar de estímulo externos 
(sonoros, dolorosos), em que o paciente 
permanece sem resposta. 
 Estado de alerta: integração do córtex, 
diencéfalo e tronco cerebrais – Sistema reticular 
ativador ascendente (SARA) – região tegmental 
paramediana da porção posterior da ponte e 
mesencéfalo, estendendo para tálamo e 
hipotálamo 
 
o GCS (escala de coma de Glasgow) 
 ABERTURA OCULAR 
 
 RESPOSTA VERBAL 
 
 RESPOSTA MOTORA 
 
 A pontuação é feita pela melhor pontuação 
possível – 15 pontos (O 4 V 5 e M 6) 
 A menor pontuação possível = 3 pontos. 
 Se uma área não puder ser avaliada, nenhuma 
pontuac ̧ão numérica será dada aquela região e 
será considerada não testável. 
 Pontuação ≦ 8 - lesão cerebral grave; de 9 a 12 
- lesão moderada e de 13 a 15 - lesão leve. 
 Para melhorar a avaliação de prognóstico, foi 
proposta a GCS associada à avaliação pupillar 
(GCS- Pupils ou GCS- P) 
 
 
Exame físico: Paciente em coma:
A- Vias aéreas
B- Respiração 
C- Circulação 
D- Consciência (GCS) 
E- Exposição 
Giovana Paula 
Em suma: 
 
o Mini mental (MEEM) 
5) Avaliação das marchas 
o É feita desde que o paciente entra 
o Descalço e semi-despido 
o Olhos abertos e olhos fechados 
o Alguns tipos: 
 Marcha anserina: ocorre acentuac ̧ão da 
lordose lombar e inclinac ̧ão do tronco ora p/ 
direita ora p/ esquerda, alternados. Encontrada 
em doenças. musculares e traduz diminuic ̧ão da 
forç̧a dos músculos pélvicos e das coxas 
 Marcha tabética: para se locomover, a pessoa 
mantém o olhar fixo no chão; os MMII são 
levantados abrupta e explosivamente e, ao 
serem recolocados no chão, os calcanhares 
tocam o solo com força. Quando de olhos 
fechados, a marcha piora acentuadamente ou e ́ 
impossibilitada. Indica a perda da sensibilidade 
proprioceptiva por lesão do cordão posterior 
da medula 
 Marcha espástica: ocorre hipertonia da 
musculatura extensora e as pernas se cruzam 
uma na frente da outra, os pés se arrastam – 
lesão piramidal; pode ser uni ou bilateral 
 Marcha escarvante: paralisia da musculatura 
dorsiflexora dos artelhos e pe ́, inervada pelo 
nervo fibular; pode ser uni ou bilateral 
 Marcha atáxica cerebelar (“marcha ebriosa”): 
lembra indivíduo em estado de embriaguez 
alcoólica – distúrrbio cerebelar. A marcha 
ocorre com ampliação da base de sustentação, 
instabilidade, passos irregulares e mais lentos, 
lateropulsão e tremor na amplitude de 
movimento 
 
6) Exame dos pares cranianos e exame do fundo de 
olho (citar) 
 
7) Motricidade 
o Involuntária 
 Avaliar tônus muscular  movimentos passivos 
nos 4 membros 
 Classificar 
 Normal 
 Hipotônica 
 Hipertonia elástica (em canivete- síndromes 
piramidais - AVE) 
 Hipertonia: Rigidez plástica (sinal da roda 
dentada – síndrome extrapiramidais – Parkinson) 
o Voluntária 
 Testar flexão e extensão dos artelhos, pés e 
pernas 
 Testar flexão e extensão dos dedos, mãos e 
braços 
 Avaliar movimentos finos como abotoar a roupa 
 Observar se há alguma dificuldade respiratória 
o Força muscular 
 Repetir os movimentos anteriores sob resistência 
 Graduar a fraqueza muscular 
Grau Contração Característica do movimento 
0 Nula Ausência de contração muscular 
1 Esboçada Esboço de contração, ausência de 
movimento 
2 Fraca Movimento realizado desde que não 
haja ação da gravidade 
3 Regular Movimento executado, contra a ação 
da gravidade, mas não vence 
resistência do examinador 
4 Boa Vence alguma resistência do 
examinador 
5 Normal Vence o máximo de resistência 
oposta pelo examinador 
 Quanto à intensidade: 
 paresia= fraqueza 
 plegia: incapacidade total de realizar 
movimento 
 Quanto à distribuição da anormalidade: 
 monoparesia/monoplegia: 1 membro afetado 
 diparesia/diplegia: 2 membros/2 hemifaces 
 paraparesia/paraplegia: MMII 
 hemiparesia/hemiplegia: 1 lado do corpo 
 tetraparesia/tetraplegia: 4 membros 
Giovana Paula 
 
 Manobra dos braços estendidos: o paciente 
sentado ou em pé mantém os membros superiores 
estendidos para frente no plano horizontal, com os 
dedos afastados entre si. Essa posição deve ser 
mantida por 2 minutos e permite constatar déficits 
distais, proximais ou globais 
 
 MMII: Manobra de Mingazzini: indivíduo, em 
decúbito dorsal, mantém as coxas fletidas, formando 
ângulo reto com o tronco, as pernas fletidas sobre as 
coxas, horizontalmente, formando ângulo reto com 
as coxas, e os pés formando ângulo reto com as 
pernas na vertical. Normalmente, essa posição pode 
ser mantida por 2 minutos. Em condições em que há 
déficit, ocorrem oscilações ou quedas progressivas 
do pé, da perna ou da coxa, combinadas ou isoladas, 
caracterizando déficits distais, proximais ou 
combinados 
 
8) Sensibilidade 
o Subjetiva: paciente traz a queixa 
o Objetiva: olfação, visão, gustação, audição (pares 
cranianos) 
o Geral 
 Superficial: tátil (anestesia, hipoestesia, 
hiperestesia), térmica, dolorosa (analgesia, 
hipoalgesia e hiperalgesia) 
 Profunda: vibratória, pressão, cinético-postural 
e dolorosa 
o Sempre avaliar bilateralmente e de forma 
comparativa 
 
9) Reflexos 
o Superficiais 
 Reflexo cutâneo-plantar:

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