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DISSÍDIOS COLETIVOS

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Corte, o Banco Reclamado pugnou pela ratificação dos termos do recurso extraordinário proferido em face da decisão da 3ª Turma, não havendo, portanto, falar em trânsito em julgado ante a perda do objeto do recurso extraordinário.
Registrou que a adesão ao PDI ocorreu em 2001, de livre e espontânea vontade e que a matéria concernente a adesão antes da vigência do acordo coletivo de 2002/2004 não foi objeto de análise no TRT, o que faz incidir o óbice da Súmula 297 do TST.
A decisão agravada, por sua vez, afastou a suscitada contrariedade à OJ nº 270 da SBDI-1 do TST.
Com efeito, a Orientação Jurisprudencial dispõe que:
PROGRAMA DE INCENTIVO À DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. TRANSAÇÃO EXTRAJUDICIAL. PARCELAS ORIUNDAS DO EXTINTO CONTRATO DE TRABALHO. EFEITOS. A transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho ante a adesão do empregado a plano de demissão voluntária implica quitação exclusivamente das parcelas e valores constantes do recibo.
Consoante assevera o acórdão embargado, a 3ª Turma deu provimento ao recurso de revista interposto pelo Reclamante por entender que a adesão ao PDI implicava quitação apenas das parcelas constantes do recibo, nos termos da supratranscrita Orientação Jurisprudencial.
Após a interposição do recurso extraordinário pelo Reclamando, o processo foi sobrestado na Vice-Presidência em face do reconhecimento de repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal.
Assim, o STF firmou entendimento no sentido de que a adesão voluntária ao PDI com origem em norma coletiva confere quitação ampla, geral e irrestrita das parcelas objeto do contrato de trabalho (RE 590415-6/SC, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 29/05/2015).
Ante a decisão, a Vice-Presidência desta Corte, determinou o retorno dos presentes autos a egrégia 3ª Turma para possível juízo de retratação em relação ao tema, na esteira do artigo 543-B, § 3º, do CPC/73.
Inexiste controvérsia nos autos acerca de que o Agravante conferiu quitação de todos os direitos oriundos do contrato de trabalho. Ressalte-se que a data de adesão ao PDI não tem o condão de invalidar o termo de quitação, ressalvadas as hipóteses de vício de vontade, o que não ocorre no presente caso.
Dessa forma, verifica-se que a decisão embargada deu-se em consonância com o entendimento sufragado pelo Supremo Tribunal Federal, o que afasta a suscitada contrariedade à OJ 270 desta SBDI-1.
Nesse sentido os seguintes precedentes desta Subseção:
AGRAVO REGIMENTAL EM EMBARGOS. BESC. O fundamento adotado pela Turma consistente no trânsito em julgado do acórdão em relação aos efeitos da adesão do empregado ao PDI do BESC não permite divisar confronto com a OJ 270 da SbDI-1 do TST, que trata precisamente desses efeitos. Agravo regimental a que se nega provimento. EMBARGOS DA RECLAMANTE. PDI/2001 DO BESC. PARCELA "P2". COMPENSAÇÃO INDEVIDA. O Tribunal Superior do Trabalho decide reiteradamente que a parcela denominada "P2", constante do termo de rescisão contratual efetuado por meio de adesão ao PDV do Besc, insere-se na OJ 356 da SbDI-1 do TST, porquanto se destina apenas a compensar a perda do emprego, não podendo ser considerada para fins de quitação das verbas decorrentes do contrato de trabalho, uma vez que nomeia, de forma aleatória, algumas parcelas e respectivos percentuais no recibo de quitação, desatendendo, assim, à exigência de discriminação do valor prevista no artigo 477, § 2º, da CLT e na Súmula 330 do TST. Embargos de que se conhece e a que se dá provimento. (AgR-E-RR - 869800-72.2007.5.12.0036 , Relator Ministro: Márcio Eurico Vitral Amaro, Data de Julgamento: 08/08/2019, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: DEJT 16/08/2019);
RECURSO DE EMBARGOS SOB A ÉGIDE DA LEI Nº 11.496/2007 - BANCO DO BRASIL S.A. (SUCESSOR DO BANCO DO ESTADO DE SANTA CATARINA S.A. - BESC) - PLANO DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO - PDI - TRANSAÇÃO - QUITAÇÃO AMPLA E IRRESTRITA DO CONTRATO DE TRABALHO - DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO RE 590.415 - JUÍZO DE RETRATAÇÃO - ART. 1.040, II, DO CPC. 1. Esta Subseção não conheceu do recurso de embargos do BESC quanto ao tema "Plano de Incentivo ao Desligamento - Transação", por estar o acórdão embargado em consonância com a Orientação Jurisprudencial nº 270 da SBDI-1. 2. Ratificadas as razões do recurso extraordinário interposto pelo reclamado, a Vice-Presidência determinou o dessobrestamento do feito e seu retorno ao órgão competente para eventual juízo de retratação. 3. Por meio da decisão da Presidência do TST, publicada em 20/2/2019, contra a qual não houve interposição de recurso, foi confirmado o encaminhamento dos autos a este relator. 4. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a transação extrajudicial que importa na rescisão do contrato de trabalho, ainda que autorizada por norma coletiva e efetuada mediante a adesão do empregado a programa de demissão incentivada, não acarreta a sua quitação plena (Orientação Jurisprudencial nº 270 desta Subseção). 5. Contudo, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário nº 590.415, com repercussão geral reconhecida, fixou, por unanimidade, a tese de que a transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho, em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada, enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego, caso essa condição tenha constado expressamente do acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado. 6. Ressalvado o entendimento pessoal deste relator, impõe-se adotar o posicionamento externado pelo Supremo Tribunal Federal na referida decisão, dotada de efeito vinculante, e que trata da mesma situação fático-jurídica ora examinada. 7. Juízo de retratação exercido, nos termos do art. 1.040, II, do CPC/2015 para prover os embargos. Recurso de embargos conhecido e provido. (E-ED-RR - 20600-81.2005.5.12.0010 , Relator Ministro: Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, Data de Julgamento: 27/06/2019, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: DEJT 02/08/2019);
EMBARGOS - JULGAMENTO ANTERIOR PELA C. SDI-1 - DEVOLUÇÃO COM A FINALIDADE DE APRECIAÇÃO DE EVENTUAL JUÍZO DE RETRATAÇÃO - BESC - ADESÃO AO PLANO DE DISPENSA INCENTIVADA (PDI) - APROVAÇÃO EM ACORDO COLETIVO - EFEITOS 1. O E. Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que "a transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego, caso essa condição tenha constado expressamente do acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado" (RE 590.415/SC, Relator Ministro Luís Roberto Barroso, DJe de 29/5/2015). 2. O precedente de repercussão geral é plenamente aplicável à hipótese, em que o Reclamante declarou concordar com todas as regras e estar ciente de que a adesão ao Plano de Demissão Incentivada instituído em 2001 pelo Banco do Estado de Santa Catarina implicaria extinção e quitação plena do seu contrato de trabalho, conforme previsto em cláusula do Acordo Coletivo de Trabalho 2002/2004, de validade reconhecida pelo E. STF. 3. Essas premissas fáticas autorizam a aplicação do entendimento do E. STF e afastam a aplicação da Orientação Jurisprudencial nº 270 da SDI-1. 4. Esta C. Subseção entende ser o caso de exercer juízo de retratação para reconhecer que a adesão voluntária do Reclamante ao plano de dispensa incentivada implicou quitação plena do contrato de trabalho. Embargos conhecidos e providos. (E-ED-RR - 626600-70.2005.5.12.0035 , Relatora Ministra: Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, Data de Julgamento: 06/06/2019, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: DEJT 14/06/2019);
 EMBARGOS EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO DE REVISTA. RECURSO DE EMBARGOS INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DA LEI Nº 11.496/2007. DECISÃO ANTERIOR DA SBDI. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS PARA EVENTUAL JUÍZO

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