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Patologia Cirúrgica - Colo uterino, endométrio, ovário, mama, próstata, testículo, rim

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Patologia cirúrgica
Aula 2
Patologia do Corpo Uterino
● Perimétrio/serosa
● Miométrio (camada muscular)
● Endométrio — Revestimento epitelial interno do útero + Estroma (fibroblastos, células
inflamatórias, vasos e criptas glandulares penetrantes); contínuo ao epitélio da
endocérvice (colo uterino). Essa região é intensamente influenciada pelos hormônios
sexuais:
○ Fase folicular: Estradiol → Maturação do folículo ovariano
■ Microscopia: células glandulares com citoplasma eosinofílico e figuras
de mitose (dada a proliferação).
○ Ovulação: o aumento do LH (hormônio luteinizante) e do FSH (hormônio folículo
estimulante) provoca ruptura do folículo germinativo e liberação do ovócito
secundário para que este, passando pela tuba uterina, chegue ao corpo do útero.
○ Fase lútea: forma-se o Corpo Lúteo, remanescente do folículo germinativo após a
ovulação; este ainda involui e forma, em seguida, o Corpo Albicans. Ainda nesta,
o aumento da progesterona leva à preparação do endométrio pela secreção de
substâncias fundamentais à nidação do óvulo.
■ Microscopia: produzindo muco, as células glandulares assumem
vilosidades mais tortuosas e citoplasmas alongados.
Patologias benignas do corpo uterino
● Endometritis — Acontecem, usualmente, em situação de pós-aborto, puerpério, uso de
DIU, infecção por clamídia ou gonococo.
● Pólipo endometrial — Comum em mulheres pós-menopáusicas, trata-se de uma lesão
séssil (base larga) de 0,5 a 3 cm; causa muito frequente de sangramento anormal.
● Hiperplasia de endométrio — O excesso de estrogênio (por uso exógeno, tumor ovariano
ou secundário à obesidade) induz uma proliferação endometrial exagerada, fazendo
com que este adquira aspecto de queijo suíço (por dilatação glandular e aumento do
número de fibroblastos no estroma).
1. Simples (sem atipias)
2. Atípica → Pior prognóstico
● Endometriose — Descreve a presença de tecido endometrial em localização ectópica,
uma vez que as células do endométrio, em vez de desabarem e serem expelidas com a
menstruação (posto que a ovulação não foi seguida por fecundação), são retidas e se
espalham. Migrando através das tubas uterinas em direção aos ovários, essas células
podem atingir a cavidade abdominal. Nestes sítios, continuam a se multiplicar e formam
acúmulos ectópicos dessa mucosa nos espaços e órgãos do abdômen.
○ Multifocal → O espalhamento das células epiteliais costuma atingir a serosa
uterina, o ovário (levando à formação de cistos endometrióides), as tubas, o
peritônio, a parede abdominal, o intestino, a bexiga, os pulmões e linfonodos da
cavidade abdominal. Quando esse acúmulo de células glandulares ocorre dentro
do corpo uterino, recebe o nome de adenomiose.
■ Adenomiose → A proliferação de glândulas e de estroma endometrial no
próprio endométrio provoca a distensão do útero, que adquire aparência
globosa e consistência endurecida (dado que evolui com hipertrofia
reativa do miométrio).
○ Manifestações clínicas: sangramentos intensos durante a menstruação, dor
pélvica difusa (nos períodos pré-menstrual e menstrual), infertilidade, fadiga
crônica, alterações do TGI e urinárias, dentre outras.
○ Possíveis causas: fluxo retrógrado, diferenciação celômica e disseminação
linfática.
● Leiomioma → Tumor benigno uterino mais comum, é constituído de feixes de músculo
liso sem atividade mitótica e acomete principalmente mulheres em período reprodutivo
e/ou que fazem uso de ACO/reposição de estrógeno.
○ Lesões múltiplas (normalmente);
○ Regride na menopausa e pode sofrer aumento abrupto durante a gestação;
○ Manifestações clínicas: desconforto uterino, aumento do volume do órgão,
menorragia (sangramento uterino intenso durante o período menstrual) e
metrorragia (sangramento do útero fora da época apropriada do ciclo
menstrual).
○ Morfologia: massas circunscritas branco-acinzentadas e turbilhonadas.
○ Classificação por localização: intramural (na intimidade do miométrio),
submucoso (logo abaixo do endométrio) e subseroso.
○ Microscopia: feixes musculares orientados de forma anárquica, células com
aspecto alongado (formato de charuto), sem atipias nucleares, sem figuras de
mitose e necrose.
○ Macroscopia: por ser benigno, o leiomioma cresce e comprime os territórios
vizinhos (provocando, inclusive, abaulamento do útero), mas não invade/infiltra
as estruturas adjacentes com a projeção de “dedos tumorais” ou o
desprendimento de células neoplásicas infiltrantes.
○ Mioma parasita → Leiomioma subseroso que se desprende da parede do útero
Patologias malignas do corpo uterino
Manifestações clínicas: dor, metrorragia, menorragia
● Leiomiossarcoma → Sendo a variante maligna do leiomioma, costuma ser uma lesão
solitária e de aspecto infiltrativo, com necrose e figuras de mitose.
○ Frequentemente, se apresenta com metástases pulmonares já no momento do
Dx;
○ Sobrevida em 5 anos de ≅ 40%.
● Carcinoma do endométrio → Principal câncer do trato genital feminino nos países
desenvolvidos (onde o câncer de colo uterino não é tão prevalente); acomete,
principalmente, mulheres em fase pós-menopáusica (55-65a), sendo raro em mulheres
jovens (>40a).
○ Fatores de risco (situações que levam ao hiperestrogenismo): DM, obesidade,
HAS, infertilidade e nuliparidade, TRH, tumores ovarianos e Dx de Câncer de
Mama (visto que há uma associação com o gene BRCA1)
○ Síndromes de Cowden e do Câncer de Cólon Não-Polipóide Hereditário
○ Morfologia
■ Endometrióide → Relacionado aos distúrbios de estrógeno, ocorre na
faixa etária típica de 50 a 60 anos (perimenopausa e menopausa) em
decorrência de uma mutação no gene PTEN. O prognóstico tende a ser
positivo, desde que a neoplasia seja detectada precocemente.
■ Seroso → Acomete mulheres mais velhas (em idade pós-menopáusica,
>80a) e se caracteriza por atrofias, presença de pólipos, mutação no P53,
arranjo papilar. Sendo uma doença mais agressiva, o prognóstico é
negativo.
● Neoplasias mistas
1 - Qual a definição de endometriose?
A endometriose descreve a situação clínica na qual as células do endométrio, em vez de
desabarem e serem expelidas com a menstruação (uma vez que, nesse caso, a ovulação não
foi seguida por fecundação), são retidas e se espalham no espaço uterino e migram pela tuba
uterina em direção aos ovários, podendo atingir a cavidade abdominal. Nestes sítios, essas
células epiteliais continuam a se multiplicar, formando acúmulos da mucosa uterina nos
espaços e órgãos do abdômen. As manifestações clínicas da condição são: sangramentos
intensos durante a menstruação, dor pélvica difusa (nos períodos pré-menstrual e menstrual),
infertilidade, fadiga crônica, alterações do TGI e urinárias, dentre outras.
2 - Quais os tipos histológicos mais comuns de carcinoma de endométrio e quais suas
principais diferenças clínicas e prognósticas?
Quanto à morfologia, os carcinomas de endométrio se dividem em:
● Endometrióide → Relacionado aos distúrbios de estrógeno, ocorre na faixa etária
típica de 50 a 60 anos (perimenopausa e menopausa) em decorrência de uma
mutação no gene PTEN. O prognóstico tende a ser positivo, desde que a neoplasia
seja detectada precocemente.
● Seroso → Acomete mulheres mais velhas (em idade pós-menopáusica, >80a) e se
caracteriza por atrofias, presença de pólipos, mutação no P53, arranjo papilar. Sendo
uma doença mais agressiva, o prognóstico é negativo.
3 - Quais as localizações mais frequentes dos leiomiomas uterinos?
Os leiomiomas podem ser classificados, conforme o sítio de crescimento tumoral, em: (1)
submucosos, (2) intramurais e (3) subserosos. Por último, há também o que chamamos de
mioma parasita, que descreve o desprendimento de uma massa de leiomioma da parede do
útero, fazendo com que este ocupe um espaço da cavidade abdominal.
4 - Quais as características macroscópicas da adenomiose?
A adenomiose, que descreve a proliferação de glândulas e de estroma endometrial no próprio
endométrio, provoca a distensão do útero, que adquire aparência globosa e consistência
endurecida (dado que evolui com hipertrofia reativa do miométrio).
5 - Quais características

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