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RESUMO GERAL DE ELETROCARDIOGRAMA E EMERGÊNCIAS (COMPLETO)

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de coma de glasgow (GCS) ≤ 8
instabilidade hemodinâmica grave ou parada
cardiorrespiratória
PROTOCOLO 7P
(7 passos para fazer uma intubação adequada)
PREPARAÇÃO: Avaliar via aérea (LEMON)/checar
aspirador/testar o tubo/acesso venoso
PRÉ - OXIGENAÇÃO: O2 -100% por 3min, sem
ventilar/acoplar adequadamente o ambu
PRÉ- TRATAMENTO: Analgesia- fentanil1-3ug/kg
PARALISIA: Hipnótico e relaxante muscular
POSICIONAMENTO: Alinhamento eixo oral/faríngeo e
faríngeo
PASSAGEM DO TUBO: Segurar tubo mão direita e
laringoscópio com mão esquerda/colocar laringo pela rima
labial direita e deslocar língua para esquerda/tracionar
laringe para cima e para frente/passar tubo sob visão direta
PÓS-INTUBAÇÃO: Ausculta- checar posição do
tubo/Fixação/rxde tórax
TEM QUE VER A PASSAGEM DO TUBO:
**TUBO DENTRO: dentro da via aérea
**TUBO FORA: fora da via aérea , paciente satura errado
1- PREPARAÇÃO: realizado antes de começar o processo de
intubação para saber se consegue intubar sozinho ou vai
precisar de ajuda
● AVALIAÇÃO DA DIFICULDADE= tentar ter noção de
como vai ser a intubação; sensação de ver um paciente e
estimar como vai ser a intubação
ex: vozinho sem pescoço
ex: paciente com tórax próximo do pescoço
● LEMON:
*L: olhar o paciente e avaliar se pode ter alguma dificuldade.
Impressão do médico sobre a dificuldade da intubação.
Essa impressão pode ser devido a deformidades
anatômicas, sangramentos, obesidade, paciente agitado,
pescoço curto, pós trauma de face com sangue.
Se tiver sangue deve pedir para a enfermagem preparar
aspiração”
*E: avaliar a mobilidade da língua (3-3-2)
A avaliação (3-3-2) remete a abertura adequada da boca
(3cm), distância tireomentoniana (3 cm) e distância entre
o osso hióide e tireoide (2cm). A avaliação prediz a
possibilidade de deslocamento adequado da língua e a
glote está a uma distância que permita visualização das
cordas vocais
*M: mallampati: classificação de abertura da boca conforme
visibilização do palato mole e úvula; reflete a relação
entre e abertura da boca, tamanho da língua e tamanho
da orofaringe.
Avalia se vai ser uma intubação fácil ou não
Mallampati 3 ou 4 está associada com mais falhas de
intubação
*O: obstrução: obstrução de via aérea superior é um marcador
importante de via aérea difícil. Os 4 sinais cardinais são:
voz abafada, salivação excessiva, estridor e dispnéia
N: mobilidade do pescoço: possibilidade de hipertensão
adequada do pescoço. Deve-se posicionar o pescoço
para alinhar e ficar mais fácil de ver a via aérea.
Ex: paciente travado ou sem pescoço a mobilidade vai ser ↓
pela ausência de mobilidade / flexibilidade = preditor de
dificuldade
O QUE É O 3-3-2:
● 3: pedir ao paciente para abrir a boca no máximo que
consegue e inserir 3 dedos se encaixar é um bom sinal,
significa que o tamanho da boca vai fazer com que o
manuseio do laringo seja adequada
ex: paciente com boca de peixe, pequena = intubação
desfavorável
● 3: distância tireomentoniana (tireoide até mento): se tiver
três dedos facilita o manuseio do laringo, se tiver menos
que 3 dedos indica entubação mais difícil
● 2: distância da cartilagem cricóide até a tireoide, se tiver
dois dedos é suficiente para ficar tranquilo na hora de
entubar
MALLAMPATI: pedi para o paciente fazer a abertura bucal
maior que conseguir, para tentar visualizar as estruturas
(palato duro, palato mole e úvula)
● mallampati 1: conseguir visualizar completamente a
úvula, palato mole e palato duro → intubação tranquila /
fácil
● mallampati 2: a língua impede que consiga ver a úvula
complemente , mas vê o palato mole e palato duro →
intubação tranquila / fácil
● mallampati 3: só vê palato mole → marcador de
intubação difícil
● mallampati 4: só vê palato duro, não vê nem o palato
mole → marcador de intubação difícil
RESUMO DA PREPARAÇÃO: olha o paciente + abertura da
boca (3-3-2) + mallampati + testar se o aspirador está
funcionando + checar veia boa para medicação + checar o
tubo (insuflar o balonete antes, o balonete fica na traqueia do
paciente, quando não está insuflado tem espaço entre o tubo
e a traquéia podendo passar conteúdo para a via aérea. Assim
se o paciente vomitar o balonete veda, ou seja, impede que o
vômito passe para o pulmão
O QUE É TESTAR O TUBO: antes de fazer a passagem dele,
insuflar o balonete com a seringa, pois pode estar furado
2- PRÉ - OXIGENAÇÃO: somente encostar /acoplar ambu
ligado a fonte de oxigênio na boca do paciente. NÃO precisa
ventilar, somente vedar por 3 minutos. O objetivo é fazer
oferta de oxigênio antes de iniciar o procedimento
● 02 100% por 3 minutos sem ventilar / acoplar
adequadamente o ambu
3- PRÉ-TRATAMENTO = ANALGESIA:
● é um procedimento doloroso por isso exige analgesia
● tem risco de quebrar o dente e fazer sangramento
● droga de escolha: fentanil (analgesico opioide potente)
1-3 ug/kg
● fentanil NÃO é sedativo e sim analgesico
MAIOR FALHA DE INTUBAÇÃO:
NÃO SEDAR / PARALISAR O PACIENTE DIREITO
4- PARALISIA= hipnótico (sedativo) + relaxante muscular
● mesmo que o paciente está sem dor, se não estiver
sedado vai lembrar do procedimento
● precisa estar sedado para não reagir ao colocar o tubo
● sedativo: dormonid (midazolam) ou propofol
● relaxamento muscular: bloqueador no qual os músculos
param de funcionar por determinado tempo, paralisando
os músculos da respiração.
PRÉ TRATAMENTO PARALISIA PARALISIA
ANALGESIA HIPNÓTICO BLOQUEIO
NEUROMUSCULAR
(relaxamento
muscular)
FENTANIL MIDAZOLAM SUCCINILCOLINA
(quelicin)
(1-3 ug/kg EV) (0,3 mg/ kg EV) (1-1,5 mg/kg EV)
5- POSICIONAMENTO:
● existe uma angulação que facilita colocar o tubo
● se o alinhamento não estiver bem adequado o trajeto vai
direto para o esofago → estufando o estomago → volta
comida / conteudo gastrico
● fio guia: + fácil para manusear, fornece rigidez para
passar com mais facilidade o tubo
● Alinhamento: existem 3 eixos
- oral = da boca
- faríngeo
- laríngeo
● fazer coxim, ou seja, deixar um pouquinho mais alto a
cabeça → após → pequena elevação do mento →
ficando bem alinhado o eixo oral/laringe e faringe
6- PASSAGEM DO TUBO
● Segurar tubo mão direita e laringoscópio com mão
esquerda/colocar laringo pela rima labial direita e
deslocar língua para esquerda/tracionar laringe para
cima e para frente/passar tubo sob visão direta
● INTUBAÇÃO ÀS CEGAS: não vê onde o tubo foi e parou
no esofago
● OBRIGATÓRIO: na passagem do tubo ver as cordas
vocais até o final
● só colocar o tubo quando tiver certeza, para não ter risco
de ir no estômago → paciente vomitar → dificultando a
intubação
7- PÓS INTUBAÇÃO:
● Colocar o esteto na região epigástrica, na hora de
ambuzar se ouvir borbulho isso significa que o ar está
entrando no estômago e intubação está errada
● Ausculta- checar posição do tubo/Fixação/rxde tórax
COMPLICAÇÕES IOT
● Intubação esofágica não reconhecida: entubou não
checou percurso→ foi para o esofago
● Hipoxemia, hipercapnia: demora demais para intubar a
oxigenação cai → evoluindo para PCR, ou ao entubar
errado não ventila e a oxigenação cai
● Vômitos e aspiração (síndrome de mendelson) quando
faz pneumonia aspirativa = paciente vomita e o conteúdo
cai na árvore pulmonar. Isso pode acontecer no paciente
com colecistite + rebaixamento do nível de consciência +
nauseado ou não sedou direito paciente → ao colocar
laringo → reflexo de vômito; ao vomitar e aspirar =
síndrome de mendelson. A consequência da síndrome de
mendelson: é uma pneumononite que evoluiu para
pneumonia
● Trauma nos dentes, lábios e cordas vocais. É comum
paciente sair da UTI rouco ou fanho, pois durante a
intubação lesionou a corda vocal
● Exacerbação de lesão em cervical
LÂMINA IDEAL: no adulto 6-7 e na criança 3
TUBO ADULTO: entre 7-8 (quanto maior o tubo melhor)
CLINICAMENTE A VIA AÉREA FALHA PODE SE
APRESENTAR DE 2 MANEIRAS
1- “não intubo, não ventilo”: não há tempo suficiente para
planos de resgate e a via aérea deve ser obtida imediatamente
devido a incapacidade de se manter uma oxigenação
adequada. Neste cenário, o médico pode tentar dispositivos
supraglóticos preparando-se

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