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Pratica pedagogica trabalho

Trabalho sobre práticas pedagógicas (diretiva, não diretiva, sócio‑interacionista). Contém resumo, sumário, introdução, desenvolvimento e conclusão; traz histórico da educação (Homero, Grécia, Idade Média) e discussão sobre Comenius, Rousseau e Paulo Freire.

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“Práticas pedagógicas (diretiva, não 
diretiva, sócio-interacionista)” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
•Autora: Micaela Marini Alves Fidilio. 
•instituição: MULTIVIX. 
•Data: 19/04/2022. 
•Local: Vitória 
Resumo 
A educação sempre foi livre, o educando tinha a liberdade de escolher ou não ser educado, até 
o fim da idade média não existia nenhuma obrigação para ir à escola. Hoje porém, existe a 
obrigação estatal do ensino, onde a escola não tem por objetivo mais as artes liberais e a 
educação, mas sim encontrar um modo de estudar coletivamente os modismos politicamente 
corretos e apresentar-lhe o mundo através de histórias manipuladas e compartilhamento de 
experiências. 
Existem portanto escolas de três tipos: uma com uma pedagogia diretiva, o clássico, onde o 
professor tem autonomia e autoridade na turma, mantendo ordem e respeito. A outra é a 
pedagogia não diretiva, onde o aluno tem total liberdade na sala de aula, a criança não 
estudada e com o conteúdo mínimo toma a frente de sua educação. O último é a pedagogia 
sócio interacionista, é comum nas escolas modernas onde aluno é professor tem os 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
• Página 1: Título 
• Página 2: Resumo 
• Página 3: Sumário 
•Página 4: Introdução 
•Página 5: Desenvolvimento 
•Página 9: Conclusão 
•Pagina l0: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
Pitágoras chamou de filosofia a busca da sabedoria, filosofia é o amor ao conhecimento, 
denominou também os que antes eram chamados de sábios, “amantes da sabedoria” e por fim 
definiu a filosofia como a disciplina “das coisas que são verdadeiras e que possuem substância 
imutável”.¹ 
Na antiga Grécia temos a educação Homérica, que podemos encontrar nas obras de Homero, 
um grande autor da antiguidade, seus livros são documentos muito antigos que retratam de 
maneira fantasiosa a forma de pensar e agir dos antigos gregos. Os meninos nessa época 
queriam ser como o grande Aquiles, criado por Pátroclo, que lhe ensinou a lira, as artes 
marciais, a medicina, equitação, cortesia, dardo, caça, etc. A educação Homérica era uma 
educação cavalheiresca, o homem grego, para Homero nunca seria feliz sem a sua honra, o 
seu valor é vindo principalmente do reconhecimento de suas obras que quase sempre 
acabavam em uma gloriosa morte. 
A educação espartana também tem esse viés do tutor e seu herói, assim como várias outras 
culturas. A educação na Idade Média, teve seus altos e baixos, com certeza muito mais altos do 
que baixos. Foi nesse período que formaram-se as universidades, a arte gótica, a arte 
renascentista. 
O fato é que a nem sempre existiram escolas com matérias, existia de uma forma livre o 
estudo das coisas, movido pela filosofia. O estudo era dividido em categorias de 
conhecimento, mais especificamente: lógica ( arte de pensar), gramática (arte de inventar e 
criar símbolos), retórica (arte de comunicar), aritmética ( teoria do número), música (aplicação 
da teoria do número), geometria ( teoria do espaço), astronomia ( aplicação da teoria do 
espaço).² Na Idade Média, o período de ouro, criaram as universidades onde os jovens mais 
interessados iam para formar-se profissionalmente, eram poucas opções: medicina, direito, 
teologia e engenharia. E tinham também as escolas de belas artes (arquitetura, música 
instrumental, escultura, pintura, literatura, teatro e dança). Aristóteles ,1140 a, In Ética a 
Nicômaco diz : “ A arte é uma capacidade de produzir com raciocínio reto. É produção e não 
ação. A carência de arte é uma disposição acompanhada de falso raciocínio. 
 
Como então viemos parar numa sociedade onde o aluno pouco sabe sobre artes, sobre 
disciplina, sobre valores e ética, comparar-se ao professor em conhecimento? A resposta é 
Comenius, Rousseau, Paulo Freire, e outros manipuladores da verdade, do correto que a 
sociedade moderna exalta como gênios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desenvolvimento 
 
O ensino tradicional começou a ser “modernizado” de pouco a pouco no 
século XIV, isso por conta do humanismo, e do teólogo Jean Amos 
Comenius (1592-1670). Em sua principal obra, a Magna Didactica, que 
rejeita de forma bonita a educação clássica, as artes e toda a parte mais 
tradicional da educação. 
Em um documento ( Comenius et les Sources de l’ idéologie pedagogique) 
Comenius diz: 
— “ Ouso prometer uma grande didática, uma arte universal, que permita 
ensinar a todos com resultado infalível, ensinar rapidamente, sem 
preguiça ou aborrecimento para alunos e professores, ao contrário, com o 
mais vivo prazer. Dar um ensino sólido, sobretudo não superficial ou 
formal, o qual conduza os alunos à verdadeira ciência, tudo isso a priori, 
com base na natureza das coisas. Assim como de uma nascente correm os 
pequenos riachos que vão unir-se no fim num único rio, assim também 
estabeleci uma técnica universal que permite fundar escolas universais” — 
 
E Foi daí que começou a ideia de que o aluno com suas características e 
diferenças como um riacho e suas margens vá para o grande rio, a escola e 
se encontra com os outros riachos, fazendo parte assim do mesmo leito, e 
alí já não possuem mais suas características, curvas, identidade, pois foi 
misturado com outra água e todos viraram um só seguindo o mesmo 
fluxo. E é exatamente isso que acontece hoje nas escolas, professores e 
alunos seguindo o mesmo fluxo, seguindo uma única teoria, uma única 
agenda, sem religião pois o estado é laico, sem cultura, aliás com as 
culturas selecionadas já que ensinam as religiões de matriz africanas mas 
as Cristãs fazem pouco caso, levam os alunos em aldeias indígenas mas 
não em igrejas ou belas catedrais. 
O que acontece é uma liberdade seletiva mascarada de liberdade total e 
democracia. 
 
Rousseau também contribuiu para que a escola se tornasse a escola sócio-
interacionista como é hoje, a pedagogia de Rousseau é uma paródia 
daquilo que Santo Agostinho fez, Rousseau pegou tudo e inverteu, copiou 
os títulos e escreveu os conteúdos contradizendo tudo, que autoridade ele 
tinha pra isso? Nenhuma visto que ele nem sequer foi professor para 
comentar sobre pedagogia. Rousseau nasceu em Genebra em 1712 e 
morreu em 1776, na Suíça francesa, em Genebra uma República Calvinista 
teocrática protestante. Ele é órfão de mãe e seu pai um relojoeiro 
burguês. 
Ele conta em seu livro “Confissões” que por obra do acaso leva o mesmo 
nome que o livro Confissões de Santo Agostinho, que passava noites 
inteiras de sua infância lendo livros com o pai, principalmente as obras de 
Plutarco. Porém, ele também escreve o seguinte: 
— “ Em pouco tempo graças a esse método prejudicial, eu conquistei não 
somente uma grande capacidade em ler mas também a compreender a 
mim mesmo, mas também uma compreensão das paixões extraordinárias 
para a minha idade”— 
Ou seja, em seu livro, o grande filósofo da educação diz que a leitura é um 
método prejudicial. 
Quando ele tinha dez anos, o pai e ele foge de Genebra, e ele fica com 
alguns parentes, enfrenta problemas financeiros, passa por empregos 
instáveis e depois foge para Savóia onde encontra um Pároco que 
encontrou uma viúva que lhe deu um abrigo e o encaminhou para o 
Instituto de catecumenos em Turim. Em 1740, ele vai para Paris as custas 
da viúva. Num trecho da obra “ Dicionário de Rousseau” , no Verbete da 
Educação, ele diz: 
— Em 1740, através dos empréstimos da Senhora, foi oferecido a 
Rousseau o cargo de preceptor dos dois filhos de Jean Bonet de Mabli, um 
nobre chefe de polícia em Lion, segundo todos os depoimentos Rousseau 
não era muito bem sucedido como preceptor faltava-lhe a necessária 
paciência e capacidade para conquistar a confiança de seus pupilos” — 
E essa foi a única experiência como educador que Rousseau já teve. 
Ainda em Paris ele conhece enciclopedistas e filósofos iluministas , e ele vivede transcrever 
músicas pois também era músico. 
Ele foi trabalhar na embaixada da França em Veneza e é demitido por insolência. Nesse 
período ele se apaixona e se casa com a costureira Teresa Lavasser com quem ele tem cinco 
filhos, e não cria nenhum deles, ele coloca todos em um orfanato “ orfanato Trovatelli”. 
Como alguém que não quis criar nem próprios filhos pode saber sobre educação? Eu não sei, 
mas mesmo assim se tornou um dos pais da educação moderna. 
Em 1749 , Rousseau volta para Paris e concorre ao primeiro concurso literário que o torna 
famoso, a academia a seguinte questão: “ Se as ciências e as artes cooperam para a 
purificação dos costumes” e ele ganha com a tese “Não”. 
Em 1753, a mesma academia lança um concurso onde Rousseau escreve seu discurso sobre as 
origens e os fundamentos da desigualdade entre os homens. E ele cita o famoso “ o homem 
nasce bom mas a sociedade o corrompe”. 
Ele viu que ganhou certa fama por seus escritos e começou a escrever sobre educação 
também. 
Rousseau também inaugura a ideia de que não podemos olhar a criança do ponto de vista do 
adulto, e inventou a ideologia alunocentrica. Existe porém uma malandragem por trás disso, os 
revolucionários só pensam assim quando convém, pois na hora de introduzir, por exemplo a 
educação sexual nas escolas eles não pensam em respeitar a idade da criança. Da mesma 
forma podemos relacionar isso com as redes sociais e escolas/universidades atuais onde o 
governo, o Ministério da Educação, os diretores, professores etc, dizem lutar pela liberdade e 
democracia mas na hora que alguém conservador, ou aponta o lado oposto da situação como 
a opinião tradicional da sexualidade, vacina , outro... eles censuram ou banem a ideia, aí já 
nasce essa incoerência na educação e princípios. Até mesmo Voltaire que também é iluminista 
criticou Rousseau em uma carta escrita para o mesmo: 
—” Monsieur, recebi o seu livro, contra o gênero humano, ninguém jamais pintou com cores 
tão fortes os horrores da sociedade humana, do qual a nossa ignorância e a nossa fraqueza se 
prometem tantas consolações. Ninguém jamais empregou tanto espírito em querer tornar o 
homem uma besta quadrada a gente tem até vontade de caminhar a quatro patas quando lê o 
seu livro, apesar disso, como já faz mais de sessenta anos que perdi esse hábito, eu sinto 
infelizmente que me é impossível retomá-lo, deixo esta ilusão da bondade natural àqueles 
que sejam mais dignos do que eu e você “— 
Em 1761 e 1962 Rousseau se recolhe em alguns lugares bricólicos, é acolhido por uma família 
maçônica que lhe dá apoio financeiro. E ele escreve “O Contrato Social” e “Emílio”. Ele escreve 
sobre educação mas não é educador , ele investe na pedagogia como método de preparação 
política para o mundo. 
A ideia em “Contrato social” é que o ser humano quando os homens se juntam para formar a 
sociedade, eles abrem mão da sua liberdade do estado de natureza que eles imaginam 
hipoteticamente que os homens eram livres e que agora tem outro tipo de liberdade que são 
as liberdades civis. Rousseau diz em seu contrato social que o homem passa a pertencer à 
sociedade e continua tão livre quanto antes, só que pra isso ele abre mão de sua liberdade do 
estado de natureza para constituir aquilo que ele chama de vontade geral”. Ele diz que a 
vontade geral. 
Essa é a contribuição total manipuladora e nada democrática que Rousseau teve na educação. 
Ele modernizou um pouco mais a ideia que Comenius teve sobre o Rio e seus riachos dizendo 
isso de forma mais explícita e concreta, dando de fato uma ênfase maior a essa mistura de 
autoridade e subordinados em um só. 
Paulo Freire trouxe ao Brasil essa ideia , e fez florescer por aqui a pedagogia sócio 
interacionista. Por exemplo, no livro “Pedagogia do Oprimido” Paulo Freire fala sobre a 
politização da sala de aula, ele, como ele mesmo diz nunca teve a pretensão de ser original em 
suas questões, como os outros tentou e conseguiu fazer da escola um lugar onde se aprende o 
politicamente correto e na maioria das vezes só isso. Ele alcançou um prestígio mundial, e 
aplicou a seu modo um marxismo um tanto vulgar, e colocação o aluno como o oprimido da 
educação, mas a realidade é que a educação que está sendo assassinada ao longo dos séculos, 
se é que ainda existe educação na maioria das escolas, já que não há mais hierarquia. Ninguém 
fala sobre o aluno formar sua própria opinião e a escola respeitar qualquer que ela seja, se fala 
sobre o aluno ser tomado de seu lar a certa idade e aprender a ser humano na escola, se os 
pais pensarem diferente, eles estão errados, o governo controla os pais, a criança não tem 
mais respeito por seus superiores pois não existem mais superiores. 
Inclusive, para Paulo Freire a violência contra a ordem é legítima defesa em seu livro ele cita “ 
A revolução é criadora de vida, ainda que para cria-la, sejam obrigados a deter vidas que 
proíbam a vida”, para ele quem deve decidir quem vive ou morre são os próprios 
revolucionários . Como não é natural esse desejo de revolução do indivíduo, quem acende isso 
neles são os professores que nesse caso não respeitam a tal da democracia de ser ao mesmo 
nível do aluno e fazer a tal pedagogia sócio interacionista. 
 
 
Conclusão 
Falei sobre os três tipos de pedagogia, quem foram os precursores e como foram aplicadas na 
sociedade e como ainda são aplicadas. Posso concluir então que na pedagogia diretiva , as 
pessoas esperam que um tutor possa lhe dizer o que fazer, pois toda nossa economia depende 
dessa lição, nenhum bebê nasce sabendo governar um país, nem sabendo fazer um grande 
debate, a não ser que esse bebê seja Jesus. Tudo desmoronaria se as crianças não fossem 
ensinadas a serem dependentes, se cada um fosse por si não existiriam os serviços sociais, um 
creio, restaurantes fechariam pois cada um faria a própria comida, a televisão não existiria pois 
cada um estaria por conta do próprio entretenimento, lojas fechariam pois as pessoas fariam 
suas próprias roupas. Nós somos dependentes de tudo, e o mais velho na pedagogia diretiva 
está ali para auxiliar e direcionar a pessoa no caminho correto. Na pedagogia não-diretiva o 
aluno toma esse lugar e acaba ensinando aos adultos sobre sua curta experiência de vida que 
nem ele ainda amadureceu, e na pedagogia sócio interacionista o professor se coloca no 
mesmo lugar do aluno deixando que suas “horas de vida se comparem aos séculos vida que ele 
mesmo viveu”. 
 
Legenda 
•O Trivium, Irmã Miriam Joseph, 1937 
•Emburrecimento programado, John Taylor Gatto, 1991 
•História da educação na Antiguidade, Henri Irenee Marrou,1904 
•Didascalion, Hugo de São Vitor, edição de 2018 
•Video: A verdade sobre a Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire, Brasil Paralelo 
https://youtu.be/6bdq2vwBz2A 
•Vídeo : episódio 1 Rousseau e a pedagogia, prof. Felipe Neri 
https://youtu.be/dpKBv5KVWHw 
 
 
https://youtu.be/6bdq2vwBz2A

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