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VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C 
Desenvolvimento mamário, Afecções benignas da 
mama e Tumores da mama 
Desenvolvimento das glândulas mamárias 
 As glândulas mamárias são tipos de glândulas sudoríparas modificadas e altamente especializadas. 
 Os brotos mamários começam a se desenvolver durante a sexta semana em direção ao mesênquima subjacente. 
 Os brotos mamários se desenvolvem a partir das cristas mamárias. 
 As cristas mamárias surgem durante a quarta semana (por conta de remanescentes das cristas mamárias, algumas 
pessoas podem apresentar mamas acessórias). 
 Broto mamário primário dá origem aos brotos mamários secundários que se desenvolvem em ductos lactíferos. 
 As glândulas crescem na puberdade em decorrência da gordura e tecidos conjuntivos influenciados pelo estradiol. 
 Os sistemas de ductos e lobos crescem devido aos níveis aumentados de estrógenos e progesterona circulantes. 
 
 
 
 
VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C 
 Muito importante a drenagem linfática da mama  75% da drenagem ocorre via vasos linfáticos que drenam lateral 
e superiormente para os linfonodos axilares. 
 Importante fazer palpação supra e infraclavicular, além de palpação axilar. 
 Inervação é feita por ramos do II ao VI nervos intercostais. Cuidado com o nervo de Bell, se for lesado cai a escápula 
e compromete a movimentação do braço. 
 Ligamento de Cooper: é puxado para cima em cirurgias plásticas para elevar a mama. 
 
 
 
AFECÇÕES BENIGNAS DA MAMA 
 “Doenças benignas da mama” engloba um grupo heterogêneo de lesões: ampla variedade de sinais e sintomas e faixas 
etárias variadas. 
 A incidência aumenta durante a segunda década de vida (elevação de estrógeno que estimula a mama), com picos na 
quarta e quinta década. 
 Alteração na mama acarreta grande sofrimento e angústia às pacientes, o bom profissional deve saber diferenciar as 
doenças mamárias malignas das benignas. 
 
 
1) NÓDULO DE MAMA 
 Uma das queixas mais comuns nos consultórios de mastologia, 60% das consultas. 
 Tumor presente na glândula mamária, palpável ou não ao exame clínico, podendo ter conteúdo cístico ou sólido. 
 Os nódulos palpáveis mais comuns são os cistos (líquido) e os fibroadenomas (sólido). 
 Raros: tumor filoides, lipomas e hamartomas. 
 
VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C 
 
 Os fibroadenomas ocorrem em pacientes mais jovens, após a menarca pela influência hormonal. Tendem a involuir 
após a menopausa (pela queda hormonal). 
 
 
 Cistos: Entre a 40ª década e a menopausa. Não são palpáveis (microcistos). 
 Podem surgir por conta de traumas -> hematomas. 
 
 
Diagnóstico de nódulo de mama: 
 Anamnese: idade, status hormonal, fatores associados ao nódulo (dor, alteração cutânea, linfadenomegalia axilar ou 
supraclavicular – para descartar câncer) e utilização de medicamentos (anticoncepcionais, terapia hormonal), fatores 
de risco para câncer de mama. 
 Propedêutica mamária engloba três pilares: exame físico, radiológico e cito/histopatológico !! 
 Exame físico: 
- Após a menstruação. 
- Completo: inspeção estática e dinâmica, palpação e avaliação de linfonodos axilares e supraclaviculares. 
- As características que devem ser descritas são: consistência, limites (aderência ou não a planos musculares), 
regularidade (maligno tem bordas irregulares), tamanho e localização. 
 
 
 
VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C 
 
 
 USG é melhor no diagnósticos de nódulos, pois eles ocorrem em pacientes mais jovens e as mamas jovens são densas. 
 
 
 
 Se é sólido (fibroadenoma)  Agulha grossa (como retira material tecidual, permite estudo histoquímico – saber se 
responde ou não a estímulo de estrógeno e progesterona). 
 Se é líquido (cisto)  PAAF. 
 Biópsia excisional  tira tudo. 
Cisto simples tem sombra acústica 
 
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- A diferenciação é feita pela histologia. 
 
 
 
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2) DOR MAMÁRIA ou MASTALGIA 
 Queixas mais comuns nos consultórios de mastologia. 
 Acometendo 60% a 70% das mulheres, principalmente em sua idade reprodutiva. 
 Interfere diretamente na vida emocional, social e profissional da mulher, angústia e ansiedade (cancerofobia). 
 Causa da dor mamária não é totalmente conhecida. 
 Dividida em cíclica, quando relacionada com o ciclo menstrual, ou acíclica, sem interferência com o ciclo. 
 Mastalgia acíclica: hipertrofia mamária, macrocistos, nódulos de grande dimensão, cirurgia mamária prévia, ectasia 
ductal, mastites, trauma, medicamentos, entre outras. 
 Dor extramamária: dor muscular, costocondrite, neurite intercostal, bursite escapular, herpes-zóster, fibromialgia, 
dor torácica atípica e trauma (cinto de segurança). 
 
 
- Tamoxifeno: inibidor do receptor de estrógeno. 
 
 
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3) FLUXO PAPILAR 
 Avaliado durante a última parte do exame físico (expressão mamilar). 
 Chamados de descarga ou derrame papilar. 
 Exteriorização espontânea de material fluido pela papila mamária fora do ciclo gravídico-puerperal. 
 Representam 5% a 10% das queixas no ambulatório de mastologia. 
 90% a 95% têm origem benigna. 
 Comum durante o menacme. 
 Paciente idosa: suspeitar de doença neoplásica. 
 
 
 
 
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4) PROCESSOS INFLAMATÓRIOS DA MAMA 
 Denominados de mastites. 
 Infecções que se instalam no tecido mamário. 
 
VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C 
 Complexidade em realizar o diagnóstico diferencial entre as diversas mastites. 
 Confusão de diagnóstico entre processos infecciosos e neoplasia maligna (carcinoma inflamatório). 
 Incidência é inversamente proporcional à qualidade do atendimento básico de saúde (quanto mais humilde = mais 
problemas de higiene e saneamento básico = mais mastite): dependentes de fatores higiênicos, de saneamento e 
dietéticos da população. 
 Qualquer faixa etária e em todas as fases da vida da mulher. 
 Mais comuns na faixa etária entre 18 e 50 anos. 
 
 
 
Cesarianas eletivas: o corpo da 
mulher não estava preparado para 
o parto e amamentação. 
 
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CÂNCER DE MAMA 
 Uma questão de saúde pública mundial, incidência vem aumentando em todas as regiões do planeta. 
 Brasil: 58 mil casos novos anualmente, com incidência de 56,20 casos a cada 100 mil mulheres (INCA 2018). 
 Maior o tumor = maior a chance de metástase para linfonodo = menor a sobrevida. 
 
 Detecção precoce duas estratégias: 
A) Diagnóstico precoce: significa abordagem de pessoas com sinais e/ou sintomas da doença. 
B) Rastreamento: aplicação de teste ou exame numa população assintomática, aparentemente saudável, com o 
objetivo de identificar lesões suspeitas de câncer em estádio pré-clínico. 
 
 Importante: 
- Abordagem clínica das lesões mamárias palpáveis e não palpáveis permanece complexa e multifatorial. 
- Condutas individualizadas com base em aspectos clínicos e genéticos. 
- Características morfológicas e histológicas da lesão. 
- Disponibilidade do seguimento radiológico, entre outros fatores. 
- Indicar a biópsia da lesão independentemente do tamanho ou da idade da paciente. 
 
 
 
 
Antecedentes familiares, menarca, etnia, gravidez, menopausa 
 
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 Categoria 1: Seguimento anual. 
 Categoria 2: Seguimento anual. 
 Categoria 3: Seguimento anual ou em 6 meses. 
 Categoria 4: Complementação com outros exames para ter certeza (ex: biópsia). 
 Categoria 5: Indicação de biópsia para estadiamento. 
 Categoria 6: Certeza que é câncer. 
 
 
 
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- Atualmente: cirurgia conservadora. 
Terapia de Reposição Hormonal 
 
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