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Principais Patologias Radiograficas do S. Oesteoarticular ESTRUTURA ÓSSEA Diafise: região mais alongada Metafase: região de transição para epifises. É onde tem a produção de celulas (parte do osso metabolicamente ativa) Epifese: parte que vai entrar em contato com a região articular Cartilagem fisaria: presente em animais jovens - Linha de crescimento - As superfícies internas e externas dos ossos são recobertas por células osteogênicas e tecido conjuntivo que, constituem o endósteo e o periósteo, respectivamente. Eles tem funções relacionadas a nutrição e oxigenação do tecido ósseo RESPOSTA ÓSSEA A LESÃO/ DOENÇA Opacidade reduzida - O osso fica mais escuro (mais radioluscente) - Pode ocorrer por perda de mineralização Osteopenia - É o início da retirada de minerais do osso e da perda de massa óssea. - Tem início com o desequilíbrio entre as células de absorção e de regeneração, ou seja, os osteoclastos passam a agir mais rapidamente, degradando osso com maior velocidade do que os osteoblastos são capazes de repor Osteoporose - É a perda progressiva da densidade óssea, onde o osso fica cheio de poros e com isso se torna frágil e quebradiço. Osteólise - São reações de destruição do osso, ocorrendo ruptura óssea devido a uma reabsorção de parte do tecido ósseo por células especializadas (osteoclastos) Aumento de opacidade - O osso fica mais claro (mais radiopaco) - Comum de encontrar em superfícies do osso Esclerose - Ocorre nas bordas do osso (na periferia no osso) devido um atrito no osso que causa o acumulo de tecido na região, fazendo a densidade do osso aumentar - Caracteriza-se por endurecimento, engrossamento ou aumento da densidade, principalmente causada por lesões como osteoartrite e osteoma. Linhas de retardo de crescimento - O osso não cresce de forma adequada, acumulando tecidos minerais no osso. - É o menos comum de ocorrer Reação periosteal - Mediante a um estímulo, a camada interna do periósteo pode reagir de forma proliferativa, produzindo osso (neoformações ósseas), ocorrendo por traumatismos diretos ou por processos inflamatórios de estruturas adjacentes. - Na fase inicial ou aguda, o periósteo desprende-se da cortical óssea, ocorrendo acúmulo de sangue e/ou pus. Já a fase crônica é caracterizada pelo surgimento de neoformações ósseas, notadamente osteófitos e exostoses Osteófitos são pequenas neoformações ósseas de superfície e que se originam frequentemente na região pericodral e/ou no espaço articular. Exostoses são neoformações ósseas maiores e mais regulares, também superficiais, geralmente com base ampla. Regular - É típica de traumas focais em que há hematoma subperiosteal e parte do periósteo se distancia do córtex. É uma reação característica de processos crônicos. Lamelar ou casca de cebola - É caracterizada pela deposição de múltiplas camadas ósseas recém-formadas, paralelas à cortical do osso, que podem assumir o aspecto de “cascas de cebola”, resultante de repetidos estímulos, processos irritativos e traumas. Paliçada ou Espicular - Caracteriza-se como uma neoformação óssea que se irradia perpendicularmente ao córtex do osso longo. É observada frequente�mente na osteopatia hipertrófica e ocasionalmente, na osteomielite. Amorfa ou explosiva - Não tem forma determinada, sendo comparada a “raios de sol”. Caracteriza-se por espículas ósseas que se irradiam de uma lesão osteolítica ou osteoprodutiva agressiva, frequentemente nos tumores ósseos primários Triangulo de codman - Reação caracterizada pela elevação do periósteo, resultando em neoformação óssea subperiosteal em forma triangular. Ocorre com frequência nas neoplasias malignas primárias, embora também possa ser visibilizado nas osteomielites. ESTRUTURA ARTICULAR - É a estrutura que desenvolve movimento ao osso ANATOMIA RADIOGRÁFICA - Projeção ventro-dorsal (entrou pelo ventre e saiu pelo dorso) - Projeção lateral direita - Projeção crânio-caudal - Projeção médio-lateral - Projeção dorso-plantar (pois é no pé) Se fosse na mão seria dorso palmar - Projeção médio-lateral - Projeção caudo- cranial - Escapulo umeral é a única articulação que é feita dessa maneira - Posição médio-latera - Projeção crânio caudal - Projeção médio-lateral PATOLOGIAS DO SISTEMA ÓSSEO - Patologias do desenvolvimento - De origem traumática - De origem degenerativa - De origem inflamatória - De origem neoplásica - Doenças ósseas metabólicas Patologias de origem traumática Luxações - É o deslocamento anormal das extremidades articulares de dois ossos contíguos, sendo completa ou total quando as superfícies articulares perdem totalmente o contato entre si, e incompleta ou subluxação quando as superfícies articulares mantêm contato parcial. - Perda total da relação articular - Ruptura de ligamentos - Lesão de cápsula articular - Lesão cartilaginosa Os sinais radiográficos são: Superfícies articulares deslocadas e que não se articulam Podem estar relacionadas a fraturas Subluxações são difíceis de avaliar. As vezes necessita de projeções sobre estresse ou compressão - 1° Luxação da articulação coxo femoral esquerda. Traumática - 2° Luxação da articulação coxo femoral esquerda. Secundaria a uma doença, nesse caso a uma displasia - Luxação da articulação femulo tíbio patelar - Luxação medial de patela. A patela esta voltada para dentro. - Luxação medial de patela - Luxação secundaria a ruptura a ligação. É uma projeção feita sobre estresse. Fraturas - Resultantes de traumatismos ou enfraquecimento do osso por doenças (fratura patológica) Classificação das fraturas Completa ou incompleta: completa é quando envolve as duas corticais, e incompleta quando envolve apenas uma cortical Fechada ou aberta: fechada quando o osso quebra mas não consegue visualizar a olho nu, e aberta quando é visto a olho nu (fratura exposta) Simples ou cominutiva : simples quando só tem uma linha de fratura ou cominutiva quando existem vários focos de fratura, vários pedaços de ossos Transversa Obliqua Espiral Avulsão/em chip: o tendão rompe e leva um pedaço do osso. É em animais jovens Impactada/sobreposta: animal sofre uma pressão no osso, diminuindo de tamanho Patológica/por estresse Diafisaria ou epifisária: quando ocorre na diáfise ou epífise do osso. A epifiária também é chamada de salter-harris - Fratura obliqua de rádio e ulna, no terço distal - Fratura obliqua - Fratura em aspiral - Fratura por avulsão - Fratura cominutiva aberta - Fratura cominutiva de fêmur direito - Fratura patológica secundaria a um osteosarcoma - Fraturas de salter harris (epifisária): acontece em animal jovem, que ocorre partindo a linha de crescimento Tipo I - Separação das epífises Tipo II - Separação epifisária com envolvimento da metáfise. Tipo III - Da superfície articular até a placa fisaria. Tipo IV – Superfície articular, placa fisaria e metáfise. Tipo V – Placa fisaria é esmagada entre a epífise e a metáfise. Reparação de fraturas Controle da Osteossíntese - União das extremidades dos fragmentos ósseos fraturados e sua manutenção em posição anatómica correta com auxílio de placas, fios, pregos, parafusos, etc. Formação de calo ósseo Remodelamento ósseo Fraturas consolidadas Osteomielite Patologias do desenvolvimento Doenças do crescimento = doenças de animais jovens Oesteocondrose - De forma simples o espessamento da cartilagem articular gera necrose na região (pois devido o espeçamento a área para de recebersangue) fazendo com que um pedaço da cartilagem articular se desprenda do osso, gerando uma má formação da região da articulação, ocorrendo geralmente no ombro - Dentre os sinais clínicos estão claudicação, dor na palpação, reluta em querer apoiar o membro no chão e entre outros - Acomete mais raças de porte grande a gigante pois são animais que crescem muito rápido - O pedaço do osso se desprendeu da cartilagem na segunda imagem - Um lado da articulação é possível ver que está bem arredondado, já onde está a seta está faltando um pedaço e é possível ver mais em baixo um pedacinho da cartilagem mineralizada depois que se desprendeu solta dentro da cartilagem - Inclusive essa mesma imagem é uma causa de displasia do cotovelo Displasia do cotovelo - Anomalia no desenvolvimento causando má formação da articulação úmero-rádio-ulnar. Ela pode ser causada por várias afecções - As causas mais comuns são a fragmentação do processo coronoide (onde ele se esfarela), a não união do processo ancôneo, a oesteocontrose do côndilo medial do úmero e raramente pode ocorrer por crescimento assimétrico entra rádio e ulna (onde o rádio cresce mais do que a ulna) - Não união do processo ancôneo - É a causa mais comum a fragmentação do processo coronoide, deixando o osso mais claro (mais radiopaco) devido as farelos do osso - Da pra diagnosticar até 5 meses, após isso o animal só vai evoluir pra osteoartrose Displasia coxofemoral - É uma das principais doenças do crescimento, muito visto nos enxames de imagem, por ser bem recorrente - Afeta articulações coxofemorais de cães de grande porte. Causas - Lassidão das articulações – quando a articulação é frouxa, os ligamentos são frouxos causando instabilidade da articulação resultando em doença articular - Instabilidade - Doença articular degenerativa secundária Métodos Utilizados no exame radiográfico Método PENNHIP - Não é um método para diagnostico - É usado para tentar diagnosticar a frouxidão das articulações - Ele não diagnostica a displasia, apenas dá a probabilidade do animal ter a doença. Pode ser feito entre 6 semanas e 9 meses - não é todo veterinária pode realizar, apenas os que realizam um curso Compressão: Vê se a cabeça do fêmur encaixa no acetábulo Distração: objetivo de retirar a cabeça do fêmur de dentro do acetábulo. Se ele tiver um ligamento frouxo a cabeça do fêmur vai sair Extenção Ângulo de norberg - Método oficial feito a partir de um ano de idade sendo um diagnóstico paliativo e com diagnóstico definitivo com 2 anos A: normal B: em torno de 100 a 105 - leve C: 100 a 90 - moderado D: em torno de 90 - grave E: bem ruim. Mesmo ângulo menor que 90 - acima de 105 = ângulo normal - quanto mais pra fora a cabeça do fêmur for menor vai ser o ângulo Ângulo grau a = normal * Linha que margeia a borda do acetábulo - Animais com displasia grau E - Essa foto é um zoom da imagem anterir - Isso é uma luxação, a displasia está sendo mostrada do outro lado Necrose asséptica da cabeça do fêmur - Mais ocorrente em cãesde raça pequena ou miniaturas em crescimento. - É a necrose (ausência de vascularização) asséptica (sem processo infeccioso) na região da cabeça do fêmur doença degenerativa e não infecciosa. - A imagem radiográfica fica com aspecto mais escuro (radioluscente) e bem irregular na cabeça do fêmur - Não se tem ainda uma causa exata que leva a necrose na cabeça do fêmur Sinais radiográficos: - Aumento do espaço articular - Diminuição da opacidade da cabeça e colo femoral - Perda do contorno arredondado da cabeça do fêmur - Arrasamento acetabular. - Cabeça do fêmur toda desregular, sem formato - Pode ser confundido com uma displasia coxofemoral mas o que diferencia é que na cabeça do fêmur tem algumas áreas radiolucentes, que são áreas de necrose - Quando ocorre de forma unilateral é ainda mais fácil de identificar, pois é possível notar a diferença gritante de uma cabeça de fêmur para outra Patologias de origem degenerativa Osteoartrose - É a destruição e perda da cartilagem articular de forma repetitiva o que gera uma instabilidade articular resultando no remodelamento das superfícies ósseas da articulações. O osso começa a ser remodelado pra tentar manter a articulação estável Gera muita dor, porque vai está forçando a articulação que está degenerada - É assim chamado porque nunca vem só a articulação alterada, mas o osso também - Pode evoluir para uma luxação Sinais radiográficos Efusão articular = acumulo de liquido na articulação, o liquido sinovial aumento de volume. É o primeiro sinal de uma doença articular degenerativa Formação de osteófitos/enteseófitos = é a formação de novos ossos, de novas estruturas ósseas mineralizadas. É a tentativa da articulação de manter sua estabilidade, sem se mexer muito No raio x o osteofito e o enteseófito terá a mesma imagem mas didaticamente o primeiro vem do periósteo e o segundo vem de inserção de ligamentos no osso O osteofito é uma proliferação em ponta Diminuição do espaço articular = o liquido sinovial vai diminuindo e assim o espaço também vai ficando menor, por causa disso vai aumentar o atrito das estruturas ósseas causando esclerose Esclerose do osso subcondral = é o desgaste do osso devido ao atrito entre as estruturas ósseas Remodelamento ósseo = é a mudança anatômica do osso devido os demais processos. Seria o último sinal 1= efusão articular 2= formação de osteofito, que é é uma proliferação de ponta 3= formação de enteseofitos, pois é uma irregularidade óssea em inserção de ligamento e de tendão 4= remodelamento da região articular 5= mineralização intrarticular = mineralização de estruturas que estão dentro da articulação 6= Esclerose do osso subcondral 7= Cisto ósseo intrarticular = é uma perfuração no osso Síndrome lombossacra - É uma doença articular degenerativa na coluna que causa problema nas ultimas vertebras lombares e nas vertebras sacrais - É uma instabilidade na região, causando um processo degenerativo na região de L7 e S1 e ainda podem causar compressões nervosas - É possível ver um osteófito entre as vertebras L7 e S1. A bordas dos ossos estão com esclerose, além de alteração de espaço Espondilose - É a degeneração das vertebras caracterizada pela nova formação óssea nos aspectos cranioventral e caudoventral dos corpos vertebrais. - Esse é o famoso bico de papagaio - Quando se tem vários osteófitos juntos um do outro nos espaços intervetebrais se chama espondilose deformante Sinais radiográficos: Pequenas projeções semelhantes a ganchos, no aspecto cranioventral e caudoventral e presença de pontes ósseas completas. Patologias de origem inflamatória - As doenças osteoarticulares inflamatórias se dão de forma infecciosa ou não infecciosa Artrite - São lesões bem agressivas quando estão estaladas na articulação pois ela destrói o osso, e não apenas retida cálcio do osso como em outras doenças - Pode ser infecciosa ou não infecciosa A artrite não infecciosa: são de origem sistêmica, geralmente de caráter auto imune, onde o próprio organismo se defende contra suas próprias células. Tende a afetar diversas articulações de uma vez, por ser algo que via corrente sanguínea A artrite infecciosa: apresenta um foco de lesão onde a bactéria pode migrar para a articulação. Geralmente elas são locais, em uma articulação só porque existe um foco de lesão naquela articulação - Geram grave claudicação, aumento de volume da articulação, temperatura e dor a palpação Sinais radiográficos: - Podem estar ausentes e normalmente apresentam apenas aumento de volume articular - Se for uma artrite muito no início não serávisto nada, mas se for uma artrite já instalada é possível ver um aumento do volume articular - Tendem a causar lesões destrutivas no osso, destruindo a articulação e as estruturas ósseas que estão próximas dela. É uma lesão bem agressiva quando está instalada na articulação Artrite neoplasia - A diferença de neoplasia para artrite é que a artrite sai destruindo tudo. As neoplasias ósseas comumente respeitam os limites ósseos atacando um osso apenas O termo usado então é que artrites são piliostoticas e neoplasias são monostoticas - Algumas artrites além de causar a lise óssea (destruição óssea) ainda causa reações proliferativas como a da imagem que é uma reação periostial lamelar que está “revestindo” o osso para evitar que a inflamação saia dessa região, é uma tentativa de proteger o osso Patologias de origem neoplásicas - As neoplasias ósseas são incomuns. É mais fácil achar uma osteoartrose do que neoplasias - Incomum em cães e gatos, sendo mais comum em cães de grande porte - Osteossarcoma é a neoplasia óssea mais comum. Sinais radiográficos: - Destruição Óssea - Neoformação óssea = região proliferativa do osso - Contorno Indefinido - Reação periosteal - Aumento de volume dos tecidos moles - Normalmente se originam nas extremidades ósseas, principalmente na região metafisária - Uma neoplasia óssea comumente vai causar metástase não no osso que está perto dele, mas em órgãos que estão longe (via sanguínea), principalmente ossos bem vascularizados como pulmão, fígado e baço. - Exemplos de ostossarcoma Patologias de origem metabólicas - São lesões bem raras de serem encontradas Hipervitaminose A - Doença de felinos alimentados com Fígado. Caracterizado por anquiloses cervicais e cervicotoracicas Raquitismo - Falha da mineralização dos discos epifisários - Aspectos radiográficos: Aumento dos discos epifisários Hiperparatireoidismo primário e secundário - Primário = Deficiência Nutricional (baixa de Ca+ e excesso de P+) Diminuição generalizada da radiopacidade óssea. Comum em animais silvestres e exóticos. - Secundário = Insuficiência Renal Crônica (Retenção de Potassio) Diminuição da radiopacidade óssea do crânio (Mandíbula de Borracha) Fraturas patológicas Osteodistrofia hipertrófica - Acomete raças grandes a gigantes superalimentadas - Aumento de volume das articulações, dor e febre - Proliferação óssea periosteal importante, com aumento de volume Osteopatia craniomandibular - Animais jovens, com aumento de volume mandibular - Doença dos Wests - Neoproliferações ósseas irregulares em mandíbula *Osteopatia Hipertrófica Pulmonar - Lesão óssea secundária a lesões pulmonares crônicas. - Sinais radiográficos: Proliferação óssea em paliçada bilateralmente.