Prévia do material em texto
Palavra de origem grega que se origina das expressões an (privação) e aísthesis (sensação) → perda total ou parcial da sensibilidade, sobretudo, tátil Objetivos da anestesia: o Suprimir a sensibilidade dolorosa do paciente durante todo o procedimento, mantendo ou não a sua consciência o Promover relaxamento muscular o Proporcionar condições ideais de atuação para médicos-cirurgiões Indicação da Anestesia: anestesiologistas o Procedimento cirúrgico: tipo, duração e posicionamento o Condições fisiológicas, mentais e psicológicas do paciente o Doenças preexistente o Recuperação pós-operatória o Na avaliação pré-operatória investigar: história da doença atual, estado de saúde, doenças preexistentes, medicamentos, reações adversas a drogas e alergias, antecedentes familiares, tabagismo, uso de drogas e álcool, cirurgias e anestesias anteriores o SAKLAD (1941) elaborou uma classificação de estado físico, considerando-se as condições clinicas pré-operatórias associadas o Esta classificação foi adotada pela Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA) e é empregada universalmente Classificação Definição Exemplos ASA I Paciente saudável Saudável, não fuma, não é etilista ou faz uso mínimo de álcool ASA II Paciente com doença sistêmica leve Doenças leves sem limitação funcional, tabagismo, etilismo, obesidade, diabetes mellitus, HAS bem controlada, doença pulmonar leve, gravidez ASA III Paciente com doença sistêmica grave Apresenta limatões funcionais: dependência ou abuso de álcool, hepatite ativa, obesidade mórbida, DM ou HAS mal controlada, DPOC, uso de marca-passo, insuficiência renal crônica em dialise regular ASA IV Paciente com doença sistêmica grave com ameaça constante à vida Infarto agudo do miocárdio, AVC recente, disfunção valvar grave, isquemia cardíaca em atividade, sepse, IRC sem diálise regular ASA V Paciente moribundo que não sobreviverá sem a cirurgia Aneurisma torácico ou abdominal roto, hemorragia intracraniana, disfunção de múltiplos órgãos e sistemas, isquemia intestinal ASA VI Paciente com morte cerebral cujos órgãos estão sendo removidos para doação E Paciente que requer cirurgia de emergência Qualquer uma das classes no caso de haver necessidade de realização de uma intervenção cirúrgica de emergência Avaliação das vias aéreas: Classificação de Mallampati Assistência de Enfermagem: indução anestésica, monitorização, extubação, segurança do paciente, situações de emergência o Reduzir a ansiedade e o medo o Sedação, amnésia recente, analgesia o Reduzir secreções das vias aéreas o Efeito antiemético, redução do volume gástrico, aumento do pH o Reduzir as necessidades de anestésicos o Facilitar a indução da anestesia Tipos: 1. Benzodiazepínicos: ansiolíticos, sedativos, amnéstico, anticonvulsivante e relaxante muscular o Diazepam (Compaz, Dienpax, Valium) o Lorezepam (Lorax, Lorium, Mesmerim) o Midazolan (Dormine/ Dormoni)) 2. Barbitúricos: sedativos (na presença de dor produzem agitação) o Secobarbital o Pentobarbital o Metohexital 3. Opioides (analgesia pré-operatória) o Morfina o Meperidina (analgesia pré-operatória) ANESTESIA GERAL o Estado de consciência reversível caracterizado por: analgesia, inconsciência, relaxamento neuromuscular e controle sistêmico autonômico, resultando da ação de uma ou mais drogas no sistema nervoso o Necessidade de vias aéreas permeáveis Fases: o Indução: administração de drogas até o início da incisão cirúrgica o Manutenção: início até o fim do procedimento cirúrgico o Despertar: reversão da anestesia para transferir paciente para RA Sequência: 1. Pré-oxigenação (máscara facial + O2 100% de 3 a 5 minutos) 2. Administração de drogas pelo anestesista 3. Intubação traqueal Equipamentos de anestesia: o Secção de fluxo continuo: é a parte do aparelho de anestesia com função de misturar gases ou vapores anestésicos e a serem fornecidos o Sistema respiratório: é o conjunto através do qual os gases ou vapores anestésicos podem ser direcionados de forma controlada, por dispositivos em conexões com via aérea do cliente a ser anestesiado o Respirador/ Ventilador: é o aparelho com função de complementar ou fornecer a ventilação pulmonar o Vaporizador: equipamento destinado a promover a mudança de estado líquido para vapor de um agente anestésico, e liberar ao fluxo de gases que se dirigem ao indivíduo de maneira quantificada e controlada o Cal sodada: absorve o CO2 ANESTESIA GERAL INALATÓRIA o Agentes anestésicos voláteis são utilizados sob pressão o São os mais utilizados na manutenção da anestesia, em razão da precisão no controle do nível de profundidade anestésica o Moléculas lipossolúveis pequenas, que atravessa com grande facilidade a membrana alveolar e atingem a corrente sanguíneas Anestésicos mais usados: o Éter o Óxido nitrosos → no SNC: inconsciência, analgesia fraca e potencializa o efeito de hipnoanalgésicos e dos barbitúricos → cardiovascular: vasodilatação periférica → respiratório: hipoxia o Halogenados: halotano, enflurano, isoflurano, sevoflurano o Forane: → Agente anestésico liquido não inflamável para uso em anestesia geral inalatória, por meio da vaporização → Líquido claro e incolor, sem aditivos ou conservantes químicos → Odor similar ao éter o Sevorane: → Derivado do éter isoprilmetil → Em crianças o sevoflurano despertam mais rapidamente do que com o halotano → Ambos são bem tolerados em indução anestésica Complicações: o Hepatotoxicidade: o metabolismo dos anestésicos inalatórios faz-se predominantemente no fígado. O halotano é cerca de 20% (há casos de hepatite tóxica) o Nefrotoxicidade: metroxiflurano e enflurano causam disfunção renal o Teratogenicidade: 30% de aborto, 20% de anormalidade congênitas em profissionais de CC Controle da poluição ambiental no ambiente cirúrgico: o Coleta e remoção de gases não utilizados pelo paciente o Eliminar vazamentos nos equipamentos utilizados o Empregar técnicas anestésicas não poluentes o Assegurar um eficiente sistema de ventilação da sala de operação ANESTESIA GERAL VENOSA o Administração de drogas através de acessos venosos o Anestésicos não opioides: barbitúricos, cetamina, droperidol, etomidato, propofol e benzodiazepínico o Anestésicos opioides: fentanil, alfentanil, sulfentanil e remifentanil; bloqueadores neuromusculares o Mais usado: Propofol ✓ Causa inconsciência ✓ Perda do reflexo palpebral ✓ O despertador ocorre em 4-8 minutos ✓ Dor à injeção, que pode ser evitada com a administração previa de um opiáceo ou lidocaína no próprio anestésico Vantagens: o Os pulmões não são usados como órgão de captação e eliminação dos agentes o Evita-se poluição ambiental com gases em SO Anestesia Geral Inalatória Endovenosa Balanceada: o Não há toxicidade renal e hepática a nenhum dos agentes venosos o Melhor manuseio dos computadores da anestesia, hipnose, analgesia, relaxamento muscular o Maior estabilidade hemodinâmica e redução do estresse cirúrgico o Requer atenção do anestesista para determinação da concentração ideal para cada paciente ANESTESIA GERAL BALANCEADA o É a combinação dos agentes inalatórios e intravenosos ANESTESIA REGIONAL Perda reversível da sensibilidade, decorrente da administração de um agente anestésico para bloquear ou anestesiar a condução nervosa a uma extremidade ou região do corpo ANESTESIA ESPINHAL/RAQUIANESTESIA o Anestésico é injetado no espaço subaracnóide e se mistura com o líquido cefalorraquidiano (LCR), produzindo bloquei autonômico, sensorial e motor o O paciente apresenta vasodilatação e pode se tornarhipotenso devido ao efeito autonômico ANESTESIA PERIDURAL o O anestésico é injetado na região peridural (entre o ligamento amarelo e a dura-máter) o Anestésico não se mistura com o LCR e o início da anestesia é mais lento o Fibras motoras e sensoriais são bloqueadas o Pode ser realizada dose única ou contínua Anestesia Regional Espinhal Peridural Observação: PARTO Cesárea: raquianestesia Parto normal: anestesia peridural (efeito analgésico) ANESTESIA LOCAL o Infiltração de um anestésico local que bloqueiam a condução dos impulsos nervosos o Drogas: lidocaína, bupivacaína e ropivacaína o Também pode ser tópica em mucosas o Alguns anestésicos devem ser armazenados na geladeira em temperatura entre 2° e 8°C, protegidos da luz o Estima-se uma perda de 8% da potência, se o medicamento for mantido à 30%, pelo período de um mês o Há necessidade de mais de 3 tentativas, ou, duração superior a 10 minutos para o correto posicionamento do tubo traqueal, utilizando- se a laringoscopia convencional o Situação clínica na qual um médico treinado tenha dificuldade em intubar um paciente, manter a ventilação sob máscara facial, ou ambos o Preditores: história de ronco ou apneia de sono, IMC > 26 Kg/m2 (sobrepeso), presença de barça, ausência de dentes, idade > 55 anos o Assistência de enfermagem ao paciente com via aérea difícil o Auxilio no estabelecimento da via aérea pérvia: o Posicionamento do paciente o Treinamento da equipe o Organização e controle dos materiais o Unidade móvel de via aérea difícil: implementação e manutenção