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MODELOS AVANÇADOS DE GESTÃO AULA 4 Prof. Roberto Maximilian Staudacher 2 GESTÃO PARA RESULTADOS CONVERSA INICIAL Durante a história da evolução empresarial, a busca pela melhoria de atendimento ao cliente ligada à redução de gastos e ao aumento da lucratividade, tem assumido o primeiro lugar das discussões, de forma disparada. Nesta longa jornada da busca pela melhoria contínua, a gestão de processos surgiu como um pilar de grande impacto para a gestão empresarial. O gerenciamento de processos é de uma ferramenta poderosa para a identificação de gaps e melhorias que podem ser realizadas, em busca do alto desempenho empresarial. Tratando de processos, todos os recursos da empresa estão envolvidos, do mais alto cargo até as operações de baixa complexidade – absolutamente todos farão parte das atividades e melhorias que são tratadas pelos processos e pela gestão empresarial. Quando pensamos em gestão de processos, a primeira informação que vem à nossa cabeça refere-se a grandes empresas de engenharia ou montadoras, gerenciando linhas de produção, ou mesmo grandes empresas de tecnologia, gerenciando servidores e grandes máquinas que tornam nossas vidas mais fáceis. Isto não está errado; porém, o gerenciamento dos processos vai muito além disso, pois tem a ver com o mapeamento das atividades diárias de uma empresa, a fim de garantir mais produtividade a todos os setores. Em uma simples loja on-line, por exemplo, um dos procedimentos é a compra. Ela tem início com o pedido do cliente, passando pelo registro do produto e pelo pagamento, até chegar à entrega. Por meio do mapeamento de processos poderão ser identificadas melhorias de performance, que por sua vez são medidas através dos Key Performance Indicators (KPIs), ou Indicadores de Medição de Performance. Imagine que você está no cockpit de um avião; você é o piloto e está prestes a decolar; junto de você há mais 200 passageiros ansiosos para chegarem aos seus destinos. Como executar uma decolagem e um voo seguro sem os devidos instrumentos e indicadores para lhe informar se tudo está em ordem? Então, os KPIs são para o executivo o que o cockpit é para o piloto do avião. 3 Dessa maneira, o executivo ou o empresário podem ter uma boa visualização dos pontos que estão bons e devem ser mantidos, ou avaliar aqueles que estão precisando de melhoria, e através das modelagens de processos alavancar os resultados aos patamares desejados. O gerenciamento dos processos, ou BPM (Business Process Management), como também é chamada a ação, serve para garantir eficiência e eficácia. Com a melhoria dos processos, certamente haverá maior assertividade nas demandas desprendidas pelo cliente, o que trará muito mais sucesso para a organização. Sejam bem-vindos ao conhecimento do gerenciamento por processos para a otimização de resultados. CONTEXTUALIZANDO Podemos dizer que o mapeamento dos processos consiste em duas fases, como o processo é na atualidade, também conhecido como “as is”, e a segunda fase, já devidamente trabalhada: “to be”. Quando comparadas, fica muito fácil enxergar as diferenças e melhorias que o “to be” tem sobre o “as is”. A partir daí, é hora de definir planos de ação, 5w2h, metas, indicadores (KPIs), fluxos de trabalho, controle, integração dos sistemas, e outros pontos importantes para a gestão de processos organizacionais. O gerenciamento de processos é essencial para rever, melhorar e estruturar uma instituição como um todo. Para isso, é necessário traçar estratégias e implantar novos sistemas, de modo a apontar com simplicidade os bons resultados. Uma vez que os processos são identificados, mapeados, melhorados e colocados em prática, devemos procurar pelas vantagens que trazem. Vejamos alguns benefícios importantes da gestão de processos: • Conhecimento e registro dos processos pelas equipes; • Ganho de tempo nas rotinas operacionais; • Redução de gastos; • Melhoria do clima organizacional; • Racionalização dos trabalhos; • Limpeza e organização no ambiente de trabalho; 4 • Possibilidade de gestão de resultados por KPIs. É importante ressaltar ainda que o mapeamento dos processos de gestão não deve ser um exercício único. A empresa deve também realizar avaliações contínuas dos mecanismos e incluir cada vez mais ações a fim de melhorar o fluxo das estratégias. Em pouco tempo, isso resultará em uma empresa mais organizada e, consequentemente, mais lucrativa. TEMA 1 – CONCEITUANDO PROCESSOS Processos são constituídos pelo conjunto das atividades inter- relacionadas ou interativas que transformam insumos, chamados de “entradas”, em produtos, chamados de “saídas”. Ou, em uma abordagem mais técnica, é um conjunto de atividades preestabelecidas que, executadas em uma sequência determinada, conduzem a um resultado esperado, que assegure o atendimento das necessidades e expectativas dos clientes e de outras partes interessadas. Os processos de uma organização têm como objetivo maior transformar insumos em produtos de valor para o cliente – esse pode ser interno ou externo. Os requisitos de um processo representam as necessidades dos clientes. Figura 1 – Processo 5 TEMA 2 – DIFERENÇA ENTRE GESTÃO “DE” PROCESSOS E “POR” PROCESSOS 2.1 Gestão por processos De acordo com a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ, 2019, p. 8-12), para uma organização ser considerada de classe mundial, ou seja, ter uma gestão de excelência, não basta somente ter uma Gestão DE Processos. Isso significa que há processos sendo monitorados, mantidos sob controle e que estão funcionando conforme foi planejado. No entanto, oferece uma visão limitada da organização. Mais do que implementar sistemas de trabalho com descrições e medições de cada atividade, a Gestão POR Processos necessita de visão sistêmica. Sem ela, é impossível perceber como o todo significa muito mais do que uma simples soma das partes. Diferentemente da tradicional Gestão DE Processos, que prevê os detalhes em cada sistema em operação, uma Gestão POR Processos pode ser descrita como um trabalho dinâmico e em rede. Quando se fala em Gestão POR Processos, procura-se ver a organização de forma mais ampla. Exemplificando: dentro de uma organização existe a área de suprimentos, de logística, de produção, comercial, entre outras, e cada uma tem o seu processo controlado. No conceito mais tradicional, cada área procura ter a gestão do seu processo e otimizar sua performance. A Gestão POR Processos implica trabalhar esse conjunto sob a ótica da visão sistêmica, enfim, gerir considerando a interação entre os macroprocessos e entre esses e o ecossistema. Na prática, as organizações de maneira geral operam de forma híbrida, isto é, com a GESTÃO “POR” e “DE” PROCESSOS. Uma organização avançada do mundo real tende a ser um híbrido entre os dos dois modelos: Gestão POR Processos e Gestão DE Processos. Em termos conceituais, podemos dizer que uma organização na qual prevalece a Gestão DE Processos é chamada de Organização Funcional. Já as empresas com uma visão mais sistêmica são chamadas Organizações Orientadas a Processos. 6 Figura 2 – Diferenças entre organização funcional e organização orientada a processo Organização funcional Organização orientada a processo Não entende como uma visão interfuncional de processos pode trazer benefícios à organização. Entende a importância dos processos para atingir objetivos estratégicos e rompe a visão intrafuncional Foco primário é no gerenciamento do departamento. Foco primário é no gerenciamento do processo Apoia iniciativas isoladas de BPM Envolve BPM na estratégia Entende que processo é importante pelos problemas que causa Alta administração possui foco em processos Pode possuir alguns processos modelados Possuiclara visão de seus processos e há donos de processos designados Estrutura da organização reflete departamentos Estrutura da organização reflete processos Mentalidade de punição Mentalidade de melhorar o processo e treinar pessoas Funcionalidades não cruzam departamentos Dono de processo com responsabilidade interfuncional Recompensas com base em metas departamentais Recompensas com base em metas de processos 2.2 Organização funcional e organização por processos 2.2.1 Organização vertical clássica A Figura 3 representa uma estrutura organizacional convencional, já ultrapassada, baseada em funções, com muitos níveis hierárquicos e não orientada por processos. 7 Figura 3 – Estrutura organizacional convencional Na organização funcional, a visão é departamentalizada, ou seja, cada processo é executado de forma independente, sem considerar a inter-relação dos outros processos. 2.2.2 Organização horizontal genérica Já a Organização por Processos possui uma estrutura horizontal. A Figura 4 representa esquematicamente o tombamento organizacional com foco na transversalidade operacional, no qual o resultado global está acima do ótimo isolado. Neste tipo de organização, um processo ponta a ponta “desobedece” a estrutura hierárquica clássica, perfazendo um caminho crítico diferenciado e que, normalmente, tem seu começo com alguma iniciativa de um stakeholder e seu fim também beneficia algum stakeholder. Ou seja, os processos são transversais a toda organização. 8 Figura 4 – Tombamento organizacional Em uma organização assim, o processo de compras, por exemplo, envolve a área financeira, que depois envolve a área de manufatura e, em alguns casos, pode envolver o P&D. A equipe é formada por pessoas que podem estar em diferentes departamentos. Na organização na qual prevalece a Gestão POR Processos, o gerenciamento interfuncional é um dos principais fundamentos. O planejamento envolve todos os gestores de departamentos/unidades para que a execução seja realizada pelas equipes funcionais orientadas aos objetivos globais. Os resultados são checados em conjunto com todos os gestores e as ações de correção são implementadas em cada departamento/unidade pelas suas respectivas equipes. 9 TEMA 3 – CONSTRUINDO A CADEIA DE VALOR A cadeia de valor refere-se à identidade da empresa, ou seja, reflete a essência do seu core-business, também conhecido como núcleo do negócio. É necessária uma visão holística para que possamos identificar todas as fases pelas quais a empresa é constituída, desde a negociação de seus insumos (matéria prima), passando por produção, qualidade, testes e entrega do produto ou serviço ao consumidor final. Em poucas palavras, trata-se do macroprocesso do negócio. A cadeia de valor reflete a forma como a empresa organiza os seus diversos macroprocessos, com o objetivo de criar valor para as partes interessadas e assegurar seu posicionamento estratégico atual e futuro. São processos relativos às operações principais do negócio e a operações de apoio. A cadeia de valor é um sistema vivo, pois é formada por um conjunto de processos inter-relacionados que se retroalimentam com o feedback dos clientes e da sociedade. As crenças e os valores da organização devem permear a execução de todas atividades diretas e indiretas, para que seja percebido o valor da organização por todas as partes interessadas em cada comportamento. Para desdobrar a cadeia de valor, deve-se ter uma ideia da necessidade e da expectativa dos clientes, além, é claro, de termos uma mensuração do tamanho dos processos e da qualidade dos controles que serão implantados, a fim de priorizarmos e cadenciarmos a implantação das melhorias e atividades da performance. A hierarquia de processos é uma abordagem que permite à organização mensurar qual o esforço, time, ferramentas e o orçamento que será desdobrado para que os objetivos sejam atingidos. Desta forma, o chamado business plan assume sua função para validar e garantir que a operação e a estratégia estejam unidades. Para iniciar o desdobramento, indicamos usar a Matriz SIPOC, que é uma forma de visualização geral do processo. O SIPOC é composto pelos seguintes campos (FNQ, 2019, p. 16): • Suppliers (“Fornecedores”) – aqueles que fornecem as entradas; • Inputs (“Entradas e Insumos”) – o que entra no processo para ser processado como: documentos, materiais; • Process (“Processos”) – a atividade de transformação que, aplicada a uma entrada, vai gerar uma saída; 10 • Outputs (“Saídas”/”Resultados”) – resultado de um processo de transformação; • Consumers or customers (“Consumidores ou clientes”) – Clientes do processo, podendo incluir outras partes interessadas. Figura 5 – SIPOC TEMA 4 – GRANDEZA DE DOCUMENTOS E COMO UTILIZÁ-LOS A documentação da qualidade é fundamental para que os processos permaneçam ativos. Através do registro das informações na documentação da qualidade, uma gestão apurada da qualidade, e por resultados, pode ser executada. Porém, quais são os tipos de documentos que dispomos para nos ajudar nesta gestão? Quando e como utilizá-los? Figura 6 – Pirâmide da documentação da qualidade 11 4.1 Manual da qualidade No topo da pirâmide, temos o chamado Manual da qualidade, que é o documento mestre que rege o sistema de qualidade das organizações. O manual da qualidade é o documento que descreve o SGQ no geral, seus processos e a inter-relação entre esses processos. Ele pode tanto conter como fazer referência a procedimentos documentados mais detalhadamente. O manual deve ser útil para facilitar a compreensão do Sistema de Gestão da Qualidade. A organização não deve ficar restringida a um formato específico para o conteúdo do manual. Convém que o formato e o conteúdo sejam desenvolvidos de maneira a descrever o real funcionamento do Sistema de Gestão da Qualidade da organização. 4.2 Políticas da qualidade Logo abaixo do Manual da Qualidade, estão as políticas e normativos, que tratam das diretrizes macro da empresa. Tais diretrizes são os primeiros documentos a serem redigidos durante a construção da documentação da qualidade da empresa, pois nelas estão contidos os pilares pelos quais a empresa conduzirá suas atividades. Por exemplo, dentro da área de Suprimentos de uma empresa, será necessário a existência de uma “Política de Compras”, que trará informações que podem nortear os colaboradores a saberem qual caminho tomar quando se depararem com situações do dia a dia. Também fica definido na política de compras que nenhum colaborador poderá aceitar suborno ou favorecimento de qualquer forma em suas negociações, ou mesmo efetuar compras de empresas que não cumpram com a legislação em vigor, ou ainda, que tenham atividades de trabalho infantil. Percebam que a política não traz informações precisas, tais como, “faça isso” ou “faça aquilo”, porém, ela traz direcionamentos e regras para que o jogo seja tratado. Normalmente, o tempo de revisão de uma política não deve ser muito curto, ou seja, uma política deve normalmente ser revisada de ano em ano. Se há revisões constantes, isso pode indicar que a empresa não tem ainda seus pilares sólidos, e assim pode estar passando por algumas modificações de gestão significativas. 12 4.3 Procedimentos Os procedimentos constituem os fluxos de processos, hoje muito difundidos e conhecidos, através da metodologia de BPM – Business Process Management. Os fluxos de processos refletem atividades e tarefas interligadas entre o início e fim da operação tratada. É muito comum nas empresas o mapeamento de processos considerados críticos, a fim que de sejam espelhadas as atividades relevantes durante a execução do “as is”, possibilitado a posterior identificação das melhoriasatravés do “to be”. Na Figura 7 vemos uma demonstração. Figura 7 – Fluxo de processo 4.4 Exemplos de fluxos de processos Área de logística: • Conferência de volumes; • Descarregamento de cargas; • Liberação de caminhões na portaria (segurança). Atendimento a clientes: • Triagem de pacientes; • Cadastro de clientes; • Arquivamento de documentos. 13 O tempo de revisão dos processos são mais curtos que o das políticas, pois os processos são constantemente revisados e otimizados – padrão seguido pelo Kaizen, também conhecido como melhoria contínua. 4.5 Instruções de trabalho As instruções de trabalho, comumente chamadas de IT (Instruções de Trabalho), ou mesmo POP ou PO (procedimento operacional padrão), são documentos de menor grandeza dentro da pirâmide da qualidade, mas não de menor importância! As instruções de trabalho são desdobramentos dos fluxos de processos, ou seja, cada “caixinha” do fluxograma pode vir a se tornar um POP. Mas quando devemos fazer um POP? Quando identificarmos que uma atividade (caixinha) dentro do fluxo seja uma atividade “crítica”; ou seja, se diferentes pessoas forem executá-la, poderão fazê-la de formas diferentes, e assim comprometerem o resultado de todo o fluxo do processo. Por exemplo, se eu pedir a você para fazer café, e logo depois pedir para um colega seu fazer café, provavelmente vocês farão café de formas diferentes, com materiais diferentes e medidas de insumos diferentes; ou seja, se eu não disser a vocês como gosto do meu café, certamente tomarei cafés diferentes. Para isso que servem as instruções de trabalho. Lembrando que esses documentos devem ter linguagem simples, objetiva, se possível com muitas fotos para ilustrar as tarefas. A seguir, observe dois exemplos. 14 Figura 8 – Procedimento ilustrativo Figura 9 – Procedimento descritivo 15 4.6 Registros Quando falamos de registros, podemos considerá-los como “fotos”. Imagine que um documento é um rolo de filme “em branco”, colocado dentro de uma máquina fotográfica, e o registro trata desse mesmo rolo de filme, porém a foto é batida. Imagine que, em sua empresa, existe o departamento financeiro, que sempre precisa das justificativas dos gastos dos funcionários, quando eles voltam de suas viagens. Enquanto os formulários de reembolso ainda estão “em branco”, ou seja, não foram preenchidos, são chamados de documentos. Porém, uma vez que foram preenchidos, passam a ser registros da qualidade. Os registros são muito úteis para controles e auditorias, assim como para manter uma gestão de análise histórica de dados, para que os processos futuros sejam otimizados. TEMA 5 – PROJETOS DE MELHORIA 5.1 PDCA O ciclo PDCA foi criado na década de 20 por Walter Andrew Shewart, um físico norte-americano conhecido por ser pioneiro no controle estatístico de qualidade. Na década de 50 ele foi popularizado no mundo todo por outro americano, o professor William Edwards Deming, conhecido como guru do gerenciamento de qualidade e reconhecido por sua importância para a melhoria dos processos produtivos nos EUA durante a segunda guerra e também por seu trabalho de consultoria com executivos japoneses. O ciclo PDCA é assim chamado devido ao nome em inglês de cada uma das etapas que o compõem: a. P: do verbo “Plan”, ou planejar. b. D: do verbo “Do”, fazer ou executar. c. C: do verbo “Check”, checar, analisar ou verificar. d. A: do verbo “Action”, agir de forma a corrigir eventuais erros ou falhas. A metodologia PDCA é largamente utilizada por corporações que desejam melhorar seu nível de gestão através do controle eficiente de processos e atividades internas e externas, padronizando informações e minimizando as chances de erros na tomada de decisões importantes. Importante ressaltar que, uma vez implantado, o ciclo PDCA deve tornar-se uma constante dentro da empresa, um verdadeiro círculo virtuoso objetivando sempre a melhoria contínua. Para compreender melhor o que é ciclo PDCA, confira uma breve explicação sobre cada um dos seus quatro estágios: • Planejamento: Um projeto bem elaborado é primordial para o ciclo PDCA, pois impede falhas futuras e gera um enorme ganho de tempo. Paute o planejamento de acordo com a missão, visão e os valores da empresa, estabelecendo metas e objetivos e definindo o melhor caminho para atingi-los. 16 • Execução: Após fazer um planejamento cuidadoso, coloque-o em prática e à risca, ou seja, procure não queimar etapas tampouco improvisar, para não comprometer todo o ciclo PDCA. A fase da execução é subdividida em outras três etapas: treinamento de todos os funcionários e gestores envolvidos no projeto, seguido da realização propriamente dita e da “colheita” de dados para uma posterior avaliação. • Checagem: É o estágio do ciclo PDCA em que são identificadas possíveis brechas no projeto. As metas alcançadas e resultados obtidos são mensurados através dos dados coletados e do mapeamento de processos ao final da execução. A checagem pode e deve ser feita de duas maneiras: paralelamente à execução, de modo a ter certeza que o trabalho está sendo bem feito, e ao final dela, para uma análise estatística mais abrangente que permita os ajustes e acertos necessários. • Ação: A “última” etapa, na qual são aplicadas ações corretivas de modo a estar sempre e continuamente aperfeiçoando o projeto. É simultaneamente fim e começo, pois após uma minuciosa apuração do que tenha causado erros anteriores, todo o ciclo PDCA é refeito com novas diretrizes e parâmetros. (Oliveira, 2014). Figura 10 – PDCA 5.2 SDCA Muitas pessoas confundem ou não sabem a diferença entre o PDCA e o SDCA. Outras pessoas apenas conhecem o PDCA, que é o “primo rico”, mas esquecem do SDCA, que é tão importante quando o PDCA. Mas qual a diferença e para que serve cada uma? O PDCA é aplicado para melhoria de resultados, enquanto o SDCA para a manutenção. Bom, já que estamos falando de diferenças, temos que prestar atenção nas siglas das metodologias, uma vez que o P do PDCA é de Planejamento (Planning), o S do SDCA trata-se de Padronização (Standard). 17 Figura 11 – SDCA Como executar o SDCA Passo 1 – Definir a meta padrão A definição da meta padrão é o início para definirmos aonde queremos chegar e quais os processos serão acionados para que possamos atingir tal objetivo. São exemplos de meta padrão: • Elevar índice de satisfação de cliente para 95% em 6 meses; • Reduzir erros de expedição de 5% em e meses; Passo 2 – Definir o Procedimento Operacional Padrão (POP) Depois de definirmos qual processo será padronizado e qual resultado será mantido, precisamos descrever detalhadamente como o processo deve ser realizado para garantir que o resultado seja mantido. O Procedimento Operacional Padrão (POP) é um documento que explica minuciosamente como executar os processos que envolvem o resultado. O POP tem objetivo de garantir que todas as pessoas estejam alinhadas sobre o que fazer e como fazer as tarefas que envolvem o processo. Além disso, ele também reduz a complexidade, variabilidade e os custos operacionais, criando um cenário perfeito para a manutenção dos resultados. É importante lembrar que, para garantir a boa execução dos padrões, eles devem ser elaborados em linguagem compatível com a dos executores e baseado no consenso. 18 Passo 3 – Cumprir o POP Após a elaboração, divulgação do Procedimento Operacional Padrão, é hora de cumprirmos o que está exatamente escrito no POP. Disciplina é fundamental neste processo, assim como, uma boa supervisão operacional principalmente no início faz-se necessária para auxiliar e corrigir as pequenas arestas que ainda possam restar após o treinamento teórico e hands on. Passo 4 – Diagnosticar o cumprimento dos padrões Uma das ferramentas muito utilizadas para que se mantenhaa performance do cumprimento dos procedimentos operacionais é a DTO, também conhecida como diagnóstico do trabalho operacional. A DTO trata-se de um padrão pré-definido que ajudará na verificação e identificação das anomalias caso o processo esteja sendo descumprido. Mas além disto, ajudará também a criar e acionar contramedidas que servirão para atacar as causas raiz dos problemas afim de que o processo não venha a sofrer mais interferências e prossiga em sua normalidade. Passo 5 – Confirmar a efetividade do POP Uma vez que os padrões estejam estáveis, ou seja, que os resultados foram atingidos e estão devidamente sólidos, entra o Keizen, ou mais conhecido como melhoria contínua. Na Figura 12, a fase do SDCA, temos a perfeita visão de que, se os resultados estão “lineares”, é porque sua implementação teve sucesso, e assim estamos prontos para implementar novas melhorias através de projetos, como o PDCA. Figura 12 – SDCA 19 Passo 6 – Remover os sintomas e tratar as anomalias Podem existir casos em que os POPs foram seguidos com perfeição, porém, os resultados dos KPIs não foram atingidos. O que fazer nesse caso? Sempre que temos uma situação dessas, a grande possibilidade de acerto é que a causa raiz do problema não tenha sido identificada corretamente, ou ainda, que o processo para a solução do problema, ou a montagem do POP, tenha sido feito de forma incorreta. Assim, é necessário maior profundidade no negócio, além de um bom desenvolvimento e conhecimento de ferramentas da qualidade e gestão para sanar o problema e reiniciar o ciclo de melhoria. Passo 7 – Definir padrões Muitas empresas e profissionais acreditam que apenas o PDCA é a grande “estrela do show” quando falamos em alcançar resultados, mas na verdade, quem segura o trabalho todo, sustentando resultados, é o SDCA; então, não podemos desmerecer, ou mesmo dar menos crédito ao “primo pobre”, o SDCA (Elaborado com base em Mascarenhas, 2018). 5.3 DMAIC O DMAIC é um roteiro utilizado para guiar os Projetos Lean Six Sigma, que significa definir medir, analisar, melhorar e controlar. Quando falamos em melhorar um processo ou produto, falamos em mudar a maneira pela qual as coisas são feitas. Todos sabem que não há melhorias se não há mudanças. O que poucos sabem é que nem todas as mudanças resultarão em melhoria. Diversos roteiros de melhoria foram propostos ao longo dos anos. O roteiro DMAIC é o que visualizamos como melhor roteiro para os projetos de melhoria. DMAIC é um anagrama de 5 palavras que representam cinco etapas pelas quais devemos passar ao longo de um projeto. Se essas etapas forem bem estruturadas, há uma grande probabilidade de que as mudanças resultarão em melhorias. Os principais objetivos do método DMAIC são: • Melhorar processos e a gestão da empresa; • Buscar a melhoria contínua na gestão e produtos e serviços; • Reduzir custos e desperdícios; • Aumentar a produtividade. 20 5.3.1 Definição (define) É necessário definir qual é o problema que você visa resolver e tudo que é esperado do projeto. Essa etapa é fundamental para o sucesso de todo projeto DMAIC, portanto, leve-a com seriedade e com a devida atenção. Caso algo saia errado nessa etapa, as chances de problemas mais a frente são grandes. Definições necessárias: • Qual é o problema a ser resolvido? • Esse problema tem relevância financeira e é viável? • Qual a meta e ganho esperados? • Qual time irá trabalhar no projeto? • Qual o cronograma do projeto? Aqui você também cria o chamado “contrato de projeto”, que é um documento que formaliza todo o projeto de melhoria, com informações importantes, como: a equipe com que irá trabalhar, escopo do projeto, indicadores utilizados, cronograma. O objetivo desse contrato é informar todos os envolvidos no projeto, desde a sua equipe até os patrocinadores da melhoria. Além disso, dependendo da melhoria que a equipe irá aplicar, o processo pode acabar levando semanas ou meses. Sendo assim, o contrato serve também para garantir o comprometimento e a orientação da equipe. Algumas ferramentas que você pode utilizar nesta etapa do DMAIC são: contrato de projeto; escopo do projeto; SIPOC; mapa de raciocínio. 5.3.2 Medir (measure) Nesta fase, será necessário observar como é o processo atual e quais são seus resultados. Seguem pontos simplificados a serem tratados fase: • Avaliar o desempenho do processo e analisar os números; • Levantar dados e informações sobre os processos; • Levantar possíveis causas dos problemas. É possível fazer estas medições de forma qualitativa e/ou de forma quantitativa. https://www.negociosemfoco.com/noticias-corporativas/ 21 Na forma qualitativa, a equipe vai mais a fundo na causa de cada problema ou processo, buscando descobrir sua causa. Sua equipe mapeia as informações mais detalhadas e importantes para a identificação do problema. Na forma quantitativa, a equipe coleta dados em massa e utiliza um indicador para analisar comportamentos e estatísticas. O objetivo final é o mesmo: identificar as causas dos problemas mais importantes e selecionados pelo projeto. Algumas ferramentas que você pode utilizar nesta etapa do são: matriz causa e efeito; mapa de processo; diagrama de Ishikawa; pareto; histograma; boxplot. 5.3.3 Analisar (analyze) Nesta fase, a equipe deverá analisar os dados medidos na etapa anterior e assim ter um cenário claro do estado atual do processo. Na etapa de análise do método DMAIC, você precisa basicamente: • Pensar nas causas raiz dos problemas que pretende resolver; • Comprovar estas causas raiz com gráficos, análise estatística ou análise de risco; • Analisar as melhores formas de combater estes problemas; • Criar oportunidades de melhoria. Seguem pontos simplificados a serem tratados nesta fase: diagrama de dispersão; análise de modos de falhas e seus efeitos; testes de hipóteses. 5.3.4 Melhorar (improve) Nesta etapa, será necessário priorizar as causas raiz e então implementar um plano de ação para colocar em prática as melhorias. Além disso, nessa etapa também são avaliados os resultados e impactos das melhorias que forem implantadas. Dependendo da melhoria selecionada, o processo de mudança pode ser demorado, e provavelmente esta será a etapa mais demorada da sua rodada de DMAIC. Na etapa de melhorar do método DMAIC, você precisa basicamente: • Testar possíveis ações, observando prós e contras; 22 • Executar o plano de ação de acordo com as necessidades de cada processo; • Implementar as mudanças; Algumas ferramentas que você pode utilizar nesta etapa do DMAIC são: Matriz de Priorização; 5W2H; 5S. 5.3.5 Controlar (control) Nesta fase, será necessário monitorar e controlar os resultados das melhorias implementadas e definir controles que irão manter estes resultados. O controle é vital para garantir que a melhoria conquistada será sustentável e irá se manter na prática. É comum que os gestores foquem mais nos resultados obtidos e deixem de lado as práticas para garantir que eles continuem acontecendo. Então, nesta etapa, sua equipe irá montar um “plano de controle”, que é composto de formas que garantem que os resultados obtidos sejam constantes. Alguns exemplos de planos são: treinamentos, revisões de procedimentos e medição de resultados. Na etapa de controle do método DMAIC, você precisa basicamente: • Monitorar o plano de ação; • Verificar se a meta foi alcançada e será mantida; • Estabelecer critérios de controle – checklists; • Analisar o desempenho geral dos retornos do processo. Algumas ferramentas que você pode utilizar nesta etapa do DMAIC são: cartas de controle; poka yoke; Procedimento Operacional Padrão (POP). Figura 13 – DMAIC https://www.nomus.com.br/blog-industrial/5w2h/ 23 5.4 Gestão de projetos PMI O que é gerenciamento de projetos?Mais especificamente, o que é um projeto? É um conjunto de atividades temporárias, realizadas em grupo, destinadas a produzir um produto, serviço ou resultado únicos. Um projeto é temporário no sentido de que tem um início e fim definidos no tempo, e, por isso, um escopo e recursos definidos. E um projeto é único no sentido de que não se trata de uma operação de rotina, mas um conjunto específico de operações destinadas a atingir um objetivo em particular. Assim, uma equipe de projeto inclui pessoas que geralmente não trabalham juntas – algumas vezes vindas de diferentes organizações e de múltiplas geografias. O desenvolvimento de um software para um processo empresarial aperfeiçoado, a construção de um prédio ou de uma ponte, o esforço de socorro depois de um desastre natural, a expansão das vendas em um novo mercado geográfico – todos são projetos. E todos devem ser gerenciados de forma especializada para apresentarem os resultados, aprendizado e integração necessários para as organizações dentro do prazo e do orçamento previstos. O Gerenciamento de Projetos, portanto, é a aplicação de conhecimentos, habilidades e técnicas para a execução de projetos de forma efetiva e eficaz. Trata-se de uma competência estratégica para organizações, permitindo com que elas unam os resultados dos projetos com os objetivos do negócio – e, assim, melhor competir em seus mercados. Os grupos de processos do gerenciamento de projetos são 5: • Início; • Planejamento; • Execução; • Monitoramento e controle; • Encerramento; O conhecimento em gerenciamento de projetos é composto de dez áreas: • Gerenciamento da integração; • Gerenciamento de escopo; • Gerenciamento de custos; • Gerenciamento de qualidade; • Gerenciamento das aquisições; • Gerenciamento dos recursos; • Gerenciamento das comunicações; • Gerenciamento de risco; • Gerenciamento do cronograma; • Gerenciamento das partes interessadas; É claro que todos os gerenciamentos dizem respeito a isso. Mas o gerenciamento de projetos traz um foco único delineado pelos objetivos, recursos e a programação de cada projeto. O valor desse foco é comprovado pelo rápido crescimento em todo mundo do gerenciamento de projetos. (PMI, 2019) 24 Figura 14 – 10 áreas de gerenciamento de projetos TROCANDO IDEIAS Dicas para a implantação da gestão por processos 1. Otimize a gestão do tempo Saber administrar o tempo pode parecer difícil em muitos setores, no entanto, saber o que é prioridade e tomar atitudes efetivas para aumentar as tarefas é essencial. Isso porque reduzir o tempo e a quantidade de recursos significa aumentar a produtividade. Dessa forma, é possível eliminar retrabalhos e automatizar algumas missões. Com isso, há uma melhor distribuição e organização de processos, facilitando o mapeamento das atividades rotineiras ou mesmo as mais complexas. Quer um exemplo simples de como fazer? Uma boa forma de fazer isso é reduzir o número de reuniões em sua empresa, liberando sua equipe para atividades mais importantes. Já falando de ferramentas de gestão de processos de tempo, é possível utilizar o 5W2H, um checklist das atividades que precisam ser desenvolvidas em sua empresa. 2. Integre as áreas Integrar as áreas é um ponto importante dentro das organizações, pois facilita as relações interpessoais e torna mais fácil a identificação de problemas de diferentes setores. Além disso, com essa ação os colaboradores podem dar sugestões que agreguem para suas áreas e atividades. Nesse ponto, é 25 fundamental para o colaborador entender a necessidade de padrões de excelência em seus serviços, a fim de melhorar os projetos e garantir mais resultados. 3. Tome decisões rápidas Durante a análise dos dados e procedimentos, é possível mensurar resultados e obter informações importantes para a tomada de decisões corretas. Além disso, também existe a possibilidade de escolher as prioridades e conduzir a melhoria dos processos corretamente em todas as áreas. Parece um pouco confuso, mas não é. Imagine uma fábrica de calçados na qual o procedimento é a fabricação, e para que o produto chegue às lojas elas devem solicitá-los. Para facilitar esse sistema e evitar falhas de comunicação, a empresa pode ter a habilidade de antecipação e enviar aos compradores e-mails e outros comunicados a fim de garantir a chegada do pedido. Com essa antecipação e respondendo às necessidades do mercado em menos tempo, a empresa consegue potencializar suas oportunidades de negócios. Essa rapidez é necessária quando se trata de qualquer mudança no negócio, desde novas contratações, até a mudança de sistemas ou fornecedores. 4. Crie fluxogramas Um fluxograma é a representação gráfica de uma série de atividades ou tarefas interligadas que compõe um processo. Este processo sempre deverá possuir um início ou fim. A representação deste processo através da ferramenta de fluxograma serve para elucidar várias atividades que nem sempre são vistas no todo, ou seja, geralmente são vistas apenas por aqueles que a executam, ficando assim prejudicada. Com um profissional bem treinado na elaboração de fluxogramas, em certo período de tempo, e com todos os envolvidos no processo presentes, facilmente é montado um fluxograma. Com a criação do fluxograma inicial, também chamado de “as is”, temos uma representação de uma “foto” da situação atual do processo, o segundo passo será identificar as melhorias e criar-se a versão “to be”. A versão “to be” será tomada como base para que planos de ação sejam implementados e as melhorias executadas e acompanhadas (Ideal marketing, 2019). 26 NA PRÁTICA Todo sistema de gestão da qualidade tem como objetivo criar ferramentas, processos e rotinas que garantam a previsibilidade do resultado final daquele negócio. Em outras palavras, ele quer garantir que ao final do dia, o gestor possa garantir que a seu produto está dentro das especificações, que o processo seja sempre igual, que os serviços estejam bem executados e por assim por diante, de acordo com o negócio! Como a maioria dos métodos, conceitos e princípios de gestão, a Gestão da Qualidade Total é um termo muito bonito, porém, sua implementação não é tão fácil como imaginamos, apenas com muita disciplina, conhecimento, treinamento e apoio da gestão é que este processo se faz possível (Borges, 2018). FINALIZANDO A Gestão por Resultados é um modelo de administração de negócios, conhecido também pelos termos em inglês Management by Objectives (MBO) ou Management by Results (MBR). O conceito teve sua origem na década de 1950, na obra The Practice of Management, do austríaco Peter Drucker, considerado o “pai da administração moderna”. Como o próprio nome sugere, a gestão de resultados organizacionais é uma forma de administrar uma empresa tendo os resultados como foco principal das atuações de todos os profissionais envolvidos nos negócios. Dessa forma, busca-se uma melhoria no desempenho da organização ao voltar os olhares para as metas a serem atingidas. https://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Drucker 27 REFERÊNCIAS BORGES, L. Gestão da qualidade total: 7 ferramentas da qualidade. Luz, 14 mar. 2018. Disponível em: <https://blog.luz.vc/como-fazer/gestao-da-qualidade- total-7-ferramentas-da-qualidade/>. Acesso em: 21 maio 2019. FNQ – Fundação Nacional de Qualidade. Gestão por Processos. Disponível em: < http://www.fnq.org.br/informe-se/publicacoes/e-books>. Acesso em: 21 maio 2019. MASCARENHAS, M. Método SDCA: mantenha altos resultados de forma contínua e padronizada. Rock Content, 29 maio 2018. Disponível em: <https://rockcontent.com/blog/procedimento-operacional-padrao/>. Acesso em: 21 maio 2019. OLIVEIRA, W. Entenda o que é ciclo PDCA e como aplicá-lo na gestão de melhoria e qualidade na sua empresa. Venki, 22 nov. 2014. Disponível em: <https://www.venki.com.br/blog/o-que-e-ciclo-pdca/>.Acesso em: 21 maio 2019. PMI – Project Management Institute. O que é gerenciamento de projetos? Disponível em: <https://brasil.pmi.org/BRAZIL/ABOUTUS/WHATISPROJECTM ANAGEMENT.ASPX/>. Acesso em: 21 maio 2019. TUDO o que você precisa saber sobre gestão de processos organizacionais. Ideal Marketing, 25 abr. 2019. Disponível em: <https://www.idealmarketing.com.br/blog/gestao-de-processos/>. Acesso em: 21 maio 2019. GESTÃO PARA RESULTADOS Conversa inicial Contextualizando Trocando ideias Dicas para a implantação da gestão por processos 1. Otimize a gestão do tempo 2. Integre as áreas 3. Tome decisões rápidas 4. Crie fluxogramas NA PRÁTICA FINALIZANDO REFERÊNCIAS