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�PAGE � �PAGE �18� Sumário 1 INTRODUÇÃO 4 2 EMENTA 7 2.1 Alegação de Inépcia da Petição Inicial 8 3 SÍNTESE DOS FATOS......................................................................... 8 4 EMBASAMENTO LEGAL E DOUTRINÁRIO DAS POSIÇÕES ASSUMIDAS 10 5 ANÁLISE CRÍTICA DA DECISÃO 15 REFERÊNCIAS 20 � 1. INTRODUÇÃO A humanidade busca se organizar e se aprimorar a todo tempo, mas isso só acontece por que a sociedade vive em desorganização social e política. Isso cria situações conflitantes, ou seja, provocam vários tipos de violências, essas sempre em evidência nas sociedades sejam de forma física, psicológica, verbal, sexual, omissiva, animal, etc. O trabalho acadêmico tem como objetivo avaliar os Direitos de terceira geração, sendo o objeto, a violência contra animais, e mais especificamente a prática de rinha de galos, nome popular. Essa prática de rinhas de galos são um verdadeiro atentado contra a fauna, os galos desde os primeiros meses de idade são criado em gaiolas apertadas, privados do cruzamento, são jogados para o alto para que caiam ou são puxados para trás em forma de oito com suas pernas separadas para se fortalecerem, nos ringues as lutas chegam durar ate uma hora e meia de pura crueldade, homens ganham dinheiro e se divertem com o instinto natural de rivalidade das aves. Com o conceito de Direito sendo abrangido e o princípio não retroativo, a proteção dos animais têm sido algo muito discutido, principalmente porque é um caso que interessa a todos. A sociedade tem criado ONG’s de proteção aos animais e têm lutado incansavelmente pelos Direitos deles, apesar de não terem o dom da linguagem, não se pode maltratá-los, colocá-los em situações degradantes, e os seres humanos dotados de inteligência são os principais responsáveis pela tutela deles. Em nosso caso específico é uma barbárie colocar galos em uma espécie de ringue, para que briguem até a morte, e com isso apostadores ganhem dinheiro, pois em todas as rinhas envolvem apostas. A abolição dessa prática fundamentada em nossa Constituição Federal, no artigo 225, inciso VII, e regularizada pela lei 9.605/98, proibiu as práticas que coloquem em risco as funções ecológicas ou submetam a crueldade á fauna, não tem intimidado os promotores das rinhas, pois elas vêm acontecendo na clandestinidade como se pode constatar em reportagens feitas pela mídia. No programa Profissão Repórter a reportagem trata de diversos jogos ilegais inclusive a briga de galos, onde jornalistas gravam em um bairro de fortaleza as rinhas, e que não são combatidas, simplesmente por que o Tenente-Coronel que em tese deveria fazer cumprir a lei tem um estabelecimento que promove a violência com os galos e na filmagem o galo que perdeu a briga, morreu�. Em outra reportagem repercutida no Jornal da Band, a blitz da polícia conseguiu acabar com uma promoção da rinha, e além da situação degradante dos galos, os apostadores usavam nas brigas esporas e bico de metal além de estimulante, as apostas movimentavam trinta mil reais por mês, apostadores se sentindo realizados promovendo violência e dor �, mesmo que tal promoção seja contra um animal que é naturalmente programado para o confronto, o que caracteriza uma crueldade maior ainda se aproveitarem da natureza do animal pra provocar um show de crueldade (caso os dois galos que brigam em uma rinha se encontrem na natureza, isso sim seria normal, pois é natural). O que se vê são seres racionais lucrando e se divertindo a custas de seres irracionais que apesar de não terem o dom da linguagem, expressão seus sentimentos pela dor, visivelmente constado na reportagem ao observar os movimentos e olhos da ave. Não podemos negar que o ambiente que construímos e onde vivemos nossas atitudes contribui primordialmente para o processo evolutivo ou retroativo da violência, no âmbito social, seja qual for ela. Contudo, em contrapartida há aqueles que alegam a cultura, que está prática acontece no Brasil há cerca de 500 anos, e que já se tornou um esporte, e há pessoas de todas as classes sociais nesta categoria de adepto de violência da fauna. Até mesmo representantes do nosso sistema organizacional entram em controvérsia sobre regularização ou não da briga de galos, existem figuras públicas que são a favor dessa cultura barbárie e nesse meio de preservação de uma cultura de meio milênio afrontando o que nos temos de concepção de Direitos a serem garantidos no século XXI pretende-se analisar o julgamento de uma ADI – Ação Direta de Inconstitucionalidade – contra a lei fluminense do Rio de Janeiro que tornou a prática de exposição e briga de galos por norma infraconstitucional legal. O trabalho terá como critério a forma de apresentação: a primeira parte tratará da ementa que será completamente transcrita; a seguir uma síntese dos fatos e dos fundamentos do acordão, essa apresentará de forma breve os artigos, leis e argumentos que os ministros se basearam para julgamento, aquela um resumo de como o processo de julgamento foi julgado e os atos praticados; depois disso o embasamento legal e doutrinário das posições assumidas que consiste em aprofundar nas questões jurídicas envolvidas e por último uma avaliação crítica da decisão e dar um veredito sobre a decisão se foi acertada ou não. 2. EMENTA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - BRIGA DE GALOS (LEI FLUMINENSE Nº 2895/98)- LEGISLAÇÃO ESTADUAL QUE, PERTINENTE A EXPOSIÇÕES E A COMPETIÇÕES ENTRE AVES DAS RAÇAS COMBATENTES, FAVORECE ESSA PRÁTICA CRIMINOSA - DIPLOMA LEGISLATIVO QUE ESTIMULA O COMETIMENTO DE ATOS DE CRUELDADE CONTRA GALOS DE BRIGA - CRIME AMBIENTAL (LEI Nº 9605/98, ART. 32)- MEIO AMBIENTE - DIREITO À PRESERVAÇÃO DE SUA INTEGRIDADE (CF, ART. 225)- PRERROGATIVA QUALIFICADA POR SEU CARÁTER DE METAINDIVIDUALIDADE - DIREITO DE TERCEIRA GERAÇÃO (OU DE NOVÍSSIMA DIMENSÃO) QUE CONSAGRA O POSTULADO DA SOLIDARIEDADE - PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL DA FAUNA (CF, ART.225, § 1º, VII)- DESCARACTERIZAÇÃO DA BRIGA DE GALO COMO MANIFESTAÇÃO CULTURAL - RECONHECIMENTO DA INCONSTITUIONALIDADE DA LEI ESTADUAL IMPUGNADA - AÇÃO DIRETA PROCEDENTE. LEGISLAÇÃO ESTADUAL QUE AUTORIZA A REALIZAÇÃO DE EXPOSIÇÕES E COMPETIÇÕES ENTRE AVES DAS RAÇAS COMBATENTES - NORMA QUE INSTITUCIONALIZA A PRÁTICA DE CRUELDADE CONTRA A FAUNA - INCONSTITUCIONALIDADE. - A promoção de briga de galos, além de caracterizar prática criminosa tipificada na legislação ambiental, configura conduta atentatória á Constituição a República, que veda a submissão de animais a atos de crueldade, cuja natureza perversa, à semelhança da “farra do boi” (RE 153.531/SC), não permite sejam eles qualificados como inocente manifestação cultural, de caráter meramente folclórico. Precedentes. - A proteção jurídico-constitucional dispensada à fauna abrange tanto os animais silvestres quanto os domésticos ou domesticados, nesta classe incluídos os galos utilizados em rinhas, pois o texto da Lei Fundamental vedou, em cláusula genérica, qualquer forma de submissão de animais a atos de crueldade. - Essa especial tutela, que tem por fundamento legitimador a autoridade da constituição da República, é motivada pela necessidade de impedir a ocorrência de situações de risco que ameacem ou que façam periclitar todas as formas de vida, não só a do gênero humano, mas, também, a própria vida animal, cuja integridade restaria comprometida, não fora a vedação constitucional, por práticas aviltantes, perversas e violentas contra os seres irracionais, como os galos de briga (gallus-gallus). Magistério da doutrina. 2.1 Alegação De Inépcia Da Petição Inicial - Não se revela inepta a petição inicial, que, ao impugnar a validade constitucional de lei estadual, (a) indica, de forma adequada, a norma de parâmetro, cuja autoridade teria sido desrespeitada, (b) estabelece, de maneira clara, a relação de antagonismo entre essa legislação de menor positividade jurídica e o texto da Constituição República, (c) fundamenta, de modointeligível, as razões consubstanciadoras da pretensão de inconstitucionalidade deduzida pelo autor e (d) postula, com objetividade, o reconhecimento da procedência do pedido, com a consequente declaração de ilegitimidade constitucional da lei questionada em sede de controle normativo abstrato, delimitando, assim, o âmbito material do julgamento a ser proferido pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (Órgão Julgador Tribunal Pleno, Supremo Tribunal Federal, julgamento em 26/05/2011, Relator ministro Celson de Melo, DJe nº198 divulgação 13/10/2011 Publicação 14/10/2011.) 3. SÍNTESE DOS FATOS O Estado do Rio de Janeiro promulgou a lei 2.895/98, denominada Lei Fluminense, com o objetivo da regularização da prática chamada rinha de galos a qual consiste em colocar galos de raça genético da espécie Gallus-Gallus em um “ringue” para brigarem (a briga só ocorre por que é um instinto natural do galo brigar com o outro). Tal prática ocorre há 500 anos e muitos classificam essa prática, chamada de rinha de galos, como algo cultural, pois aproxima comunidades e é praticado veementemente pelos cariocas, considerado um esporte e, além disso, gera empregos, pois no Estado do Rio de Janeiro existem 100 rinhas de galos e 70 centros esportivos. O Procurador-Geral da República com sua devida legalidade conferida pelo artigo 103 da Constituição da República entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade da referida lei, pois ela estaria indo contra o artigo 225, § 1 inciso VII – Da Ordem Social – Do Meio Ambiente. “Tal artigo com o objetivo de proteção da fauna e da flora, proibidas na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem extinção da espécie ou submetam os animais a crueldade”. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro manifestou, por ser solicitadas informações – oficio 336/p - contra a ação direta, afirmando que a norma foi promulgada e bem fundamentada em diferentes aspectos reconhecendo assim a plena validade constitucional. Também houve pedido de informação ao governador, ofício 337/p, que seguindo a Casa Legislativa do referido Estado não enxerga como a lei 2.895/98 possa de alguma forma agredir o meio ambiente e alega que a petição inicial seja indeferida como comanda o artigo 295, incisos I, II, III, pois a petição se baseou somente em “crueldade animal” e não há provas para essa argumentação. Em 03/09/1998 houve o deferimento do pedido de medida cautelar pelo tribunal Pleno, feito pelo Procurador da República, por “unanimidade dos votos”, da suspenção da aplicabilidade da lei 2.895/98 até o fim do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade, entendendo que o dispositivo normativo submete os animais a tratamento cruel, votou o ministro relator Carlos Veloso, Maurício Correa e Moreira Alves. O Advogado Geral da União é de comum acordo com os fundamentos da Assembleia e do Governador, reclama pela improcedência do pedido. O Ministério Público apoiou os fundamentos do Procurador-Geral da República e atesta a inconstitucionalidade de todo o texto da lei 2.895/98. Sendo comunicado o pedido de liminar deferido á Assembleia Legislativa e ao governador no dia 08/09/1998. Em 02/06/1999 houve a substituição do ministro relator Carlos Veloso pelo ministro, agora, relator Celson de Mello. No dia 03/10/2001 pela segunda vez requere, em petição avulsa, o julgamento da ADIN. Sendo no dia 26/05/2011 por unanimidade rejeitou as preliminares arguidas e julgou procedente a adin contra a lei 2.895/98, votou o Presidente Ministro Cezar Peluso. Publicado o acordão em 14/10/2011. Sendo os votos dos ministros baseados no artigo 225, § 1, inciso VII da constituição que tem a proteção da fauna e da flora proibindo práticas que coloquem em risco a sua função ecológica ou provoque a extinção da espécie ou submissão dos animais à crueldade. Apesar dessa entra em conflito com a garantia constitucional do artigo 215 que também garanti as manifestações e os exercícios culturais a todos os grupos participantes do processo civilizatório nacional, esse artigo é menor de potencialidade, pois a prática de rinha de galos submete os animais à crueldade e o dever do STF como guardião da constituição sobrepor o artigo 225, §1, inciso VII a aquele mencionado, pois é justamente a crueldade da prática legislada por uma norma infraconstitucional que caracteriza a inconstitucionalidade da lei Fluminense. Ainda para impedir os maus tratos aos animais a lei 9.605/98 em seu artigo 32 traz detenção de três meses a um ano e multa para quem prática maus tratos aos animais silvestre, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. 4. EMBASAMENTO LEGAL E DOUTRINÁRIO DAS POSIÇÕES ASSUMIDAS. O Brasil é uma República Federativa que é regida pela Constituição Federal aprovada pelo poder constituinte originário de 1988 e tem como funcionamento competência de forma centrípeta. A Constituição Federal como norma superior e regimento da união faz com que todas as normas infraconstitucionais estejam de acordo com ela, como diz Celson Ribeiro Bastos: ““... Não se dá conteúdo à Constituição a partir das leis. A fórmula a adotar-se para a explicitação de conceitos opera sempre 'de cima para baixo', o que serve para dar segurança em suas definições. O postulado da supremacia da Constituição repele todo o tipo de interpretação que venha de baixo, é dizer, repele toda a tentativa de interpretar a Constituição a partir da lei. O que cumpre ser feito é sempre o contrário, vale dizer, procede-se à interpretação do ordenamento jurídico a partir da Constituição (BASTOS, 1999, p.101/102).”� E nesse texto constitucional dotado de supremacia tutelou-se o Direito de Terceira Geração, mais especificamente em nosso trabalho o Direito ao meio Ambiente á qual Marcelo Dias Varella define assim: ““... A preservação de um meio ambiente ecologicamente equilibrado é reconhecida como direito de todos, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida. “Deste modo, cabe ao poder público e a toda a coletividade defender e preservar o meio ambiente (VARELLA, 1998, p.101)”.� Contudo, para que se ache uma segurança e interpretação correta frente à constituição é necessário um órgão de fiscalização e guardião. Assim sendo, no artigo 102 da constituição conferiu ao STF – Supremo Tribunal Federal – tais atributos para a harmonia do ordenamento jurídico, cabendo então a ele umas das importantes atividade, o controle de constitucionalidade que é julgado por meio de uma ADI (ação declaratória de inconstitucionalidade) ou uma ADC (ação declaratória de constitucionalidade) ou uma ADPF (arguição de descumprimento de preceito fundamental), esses visa atos ou leis no âmbito federal ou estadual.� Podendo apenas os legitimados do artigo 103 da constituição propor tais ações, e em nosso estudo da jurisprudência se trata de uma ADI. E nesse órgão de cúpula do poder judiciário adentraremos no embasamento legal que determinou em decisão unânime a inconstitucionalidade da lei 2895/98 que configura um ato contrário à constituição regulando um direito tutelado pela constituição. A petição inicial de inconstitucionalidade da lei 2.895/98 aceita pelo STF teve sua integridade questionada pelo governado do Rio de Janeiro que pediu a inépcia com base no artigo 295 e incisos I, II e III do CPC da lei 5869 de 73 que diz: “a petição inicial será indeferida se ela for inepta, proposta por parte ilegítima ou quando carecer de interesse pessoal”, também alegou que a petição se baseou somente e suposta “crueldade animal” e não apresentou o ônus da prova. Pedido esse que não foi aceito no dia do julgamento, pois o governador provavelmente não sabia que a lei que rege o processo de ADI é a lei 9.868/99 e a petição elaborada pelo Procurador Geral da República atende as formalidades exigidas e não há nenhum tipo de vício, pois a petição indica de forma adequada e clara a norma constitucional desrespeitada, fundamenta de forma sólida as razões de que o meio ambiente deve ser protegido em relação afraca ideia de preservação cultural e alega de forma clara a inconstitucionalidade da lei no controle normativo abstrato de efeito erga omnes delimitando a matéria de julgamento do STF. E quanto ao ônus da prova, não é necessário que se apresente provas por que é evidente para todos que a prática de rinha de galo os coloca em situações cruéis, o próprio nome dado a esse tipo de “cultura”, briga de galos, deixa explícito a crueldade animal, pois esses galos da espécie gallus-gallus como dito anteriormente na introdução são programados para brigar com seus rivais por disputa de território. Mesmo que o artigo 295 alegado pelo governado fosse aplicável á admissibilidade de uma ADI não carecia dos vícios e causas de inépcia alegados conforme descrito abaixo: Artigo 295 do CPC diz a petição será indeferida: Quando for inepta – Um Procurador Geral da República com certeza tem habilidade e aptidão para realizar a petição da ADI, pois foi conferido a ele no artigo 103 da CR/88. Quando a parte for ilegítima – Como Poderia O PGR ser ilegítimo se novamente o artigo 103 confere ao excelentíssimo tal poder. Quando o autor carece de interesse pessoal – foi alegada tal afirmação, mas não se apresentou provas. Ao analisar o conteúdo da lei 2895/98 tomou-se cuidado de regular alguns quesitos como proibir a entrada de menores em locais que realizam a briga dos galos, regula as competições internacionais é obrigatório atestado médico do galo, obrigatório o veterinário. Todas essas precauções tomadas se analisada sem enfoque, leva á crer que a lei não é inconstitucional, mas dando enfoque a lei e aplicação ao caso concreto fica clara a sua ineficiência diante do proposto, pois todo cuidado expresso, ainda assim, no fim quando os galos estiverem em combates é onde se caracterizará a crueldade, pois, a interferência humana na briga é evidente e a espécie de “ringue” utilizada para a briga não deixa opção para o galo senão a briga, em um ambiente natural a briga seria justa porque é a natureza. É nesse quesito que a prática regulamentada vai de encontro controverso da constituição. O conceito de meio ambiente definido por José Afonso da Silva: “meio ambiente seria a interação do conjunto de elementos naturais, artificiais e culturais que propiciem o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas”�, dentro dessa concepção estaria então a fauna seja ela domesticada ou silvestre. Repare que é a “interação do conjunto para o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as formas”, as mesmas palavras chaves descrita por Marcelo Dias Varella, em nenhum momento houve uma colocação de um direito cultural sádico em cima do direito do meio ambiente e sim uma correlação, sendo o direito ambiental um direito de produção à natureza e à vida, dotado de instrumentos peculiares que se projetam em diversas áreas do direito,� definido pelo Paulo Afonso Leme Machado. Ainda de acordo com a lei infraconstitucional 9605/98 obedecendo ao artigo 225, § 1º, inciso VII, prevê em seu artigo 32 a proibição de abuso (os galistas, adeptos a prática da rinha, coloca os galos para brigar e ganham dinheiro), maus tratos (os galos para ser um bom brigador desde a sua infância são privados do seu comportamento sexual, fica preso em uma pequena caixa sem luz, são jogados para o alto e puxados pelo rabo etc.), ferir ou mutilar (os galos em um confronto eles se mutilam e se ferem por si só, mas a intervenção do homem em colocá-los em um lugar fechado para somente a finalidade da briga, usar esporas de ferro, bicos de aço e estimulantes está agindo de forma dolosa, portanto estende-se aos galistas a culpa de mutilação, ferimento e causador da morte). Visto o que foi relatado no parágrafo anterior às praticas da briga de galos que é a finalidade da lei questionada coloca a função ecológica da fauna domesticada em risco e submetem os animais a crueldade, explicitamente proibidas na forma da lei – proibida pela lei 9605/98 – definida no inciso VII, § 1º artigo 225 da constituição. Outro embasamento doutrinário alegado pelo Estado que o inciso VII, § 1º e artigo 225 baseado no argumento de José Afonso da Silva que esse seria um artigo de eficácia limitada e necessitando assim de uma legislação para a sua complementação, assim sendo, na ausência da lei abriu se preceito para a regulamentação da lei 2895 de 98 pelo Estado, pois no artigo 23 e inciso VII da C.F. diz que é competência concorrente legislar sobre a fauna, flora e floresta e no inciso VI proteção do meio ambiente. Mas os votos do ministro de forma unânime não reconheceu tal teoria, pois o artigo 225 por si só é objetivo: “proteger a fauna e flora, vedadas, na forma da lei as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécie ou submetem os animais a crueldade.” Se não bastar esse argumento o que seria então a lei 9605/98 que também foi citada acima que condena as atividade e condutas lesivas ao meio ambiente e em nosso caso no artigo 32 definido a pena, se não bastar essa lei por que ela é de natureza penal, cita-se aqui a lei 6938/81 que dispõem sobre a política nacional do meio ambiente, entende-se no artigo: 3º - Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por: I - meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abrigam e regem a vida em todas as suas formas; II - degradação da qualidade ambiental, a alteração adversa das características do meio ambiente; Percebe-se a relação dos artigos acima com a própria definição de José Afonso da Silva: “meio ambiente seria a interação do conjunto de elementos naturais, artificiais e culturais que propiciem o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas”�. E somado a todos os argumentos acima junta se o artigo: Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para os presentes e futuras gerações. Essencial á sadia qualidade de vida não se restringe somente a um ambiente, concreto, ecologicamente (Meio ambiente. Relativo à ecologia. Estudo da relação seres vivos com seu meio natural e adaptação�) equilibrado, más também ao ambiente harmonioso em abstrato, relação animal e homem, homem e homem, ou seja, em um ambiente de violência não se pode formar uma sociedade fraterna, mesmo tal violência sendo animal, pois qualquer prática violenta em uma sociedade atrapalharia alcançar uma sociedade justa com princípios fraternos. Estudos dizem seguramente que quem é cruel com animais são homem de caráter ruim, pelo lado psicológico a psicóloga Íris Franco diz que quem causa sofrimento animal exercita seu lado sádico, prazer covarde e criminoso. Tais atos levam a dessensibilização é o que diz a doutora em teoria política e filosofia moral Sônia Felipe, pois a prática reiterada leva á indiferença a ponto de maltratar pessoas do ponto de vista psicanalítico. Um estudo do FBI diz que 80% dos assassinos em série americanos começaram maltratado animais, um exemplo, no Brasil é o conhecido maníaco do parque que já abusa sexualmente de cadelas�. Simples, a fauna é objeto tutelado pelo estado e sociedade e não há então qualquer vício, irregularidades ou brechas no ordenamento jurídico para dar constitucionalidade à vexatória lei 2895/98 e ela deve ser protegida enquanto integrante do meio ambiente e proteção dos animais e construção de uma sociedade igualitária justa pautada nos principio fraternos, sem preconceitos fundadas na harmonia social comprometida. 5. ANÁLISE CRÍTICA DA DECISÃO Os argumentos acima descritos só foram possíveis por causa da evolução da concepção de direitos a se garantirem. É certo que para o Estado legislar uma lei específica em relação ao meio ambiente, em nosso caso a proteção dos animais, não foi de fácil aprovação e muito menos o julgamento da ADI 1856rj, pois levou 13 anos parase declarar a inconstitucionalidade da lei 2895/98 e resguardar o Direito ao Meio Ambiente. A discussão sobre animais ter direitos ou não começa á IV A.C. com o filósofo Aristóteles, com uma visão antropocêntrica, afirmando que os animais são seres irracionais e que só se expressão através do prazer e dor, e os homens por ter o dom da palavra, da razão, tem o direito de escravizar, naturalmente, os animais, assim como fazem com os escravos, aqueles que não fazem uso da razão� (Aristóteles, p. 10). O filósofo René Descartes também seguiu a linha de raciocínio alcançando um racionalismo culminante – “Cogito ergo sum – penso, logo existo”, o que acabou alienando o homem da natureza e dos demais seres, isso provocou uma desordem econômica, injusta divisão de bens etc. e disseminação a prática de vivissecção, que significa realizar experimento com animais vivos. Também houve filósofos que defenderam o respeito aos animais como Motaigne, assim como também Rousseau que criticava experimentos com animais vivo. Mas, o que se predominou foi à filosofia do direito individual moderno, que tem a linguagem a essência formadora da relação social e política excluindo assim os animais do contrato social, com Locke a natureza não humana fica subjugada a mercê da posse do Homem. Uma característica é a declaração universal do homem, onde não se faz nenhuma referência à natureza não humana, somente duzentos anos mais tarde a UNESCO, publica a Declaração dos Direitos dos Animais com artigos referentes os direitos de existência, direito a respeito, direito de não ser exterminado pelo homem, não ser submetido a maus tratos, etc�. Peter Singer no seu livro; Ética Prática trata da ética usando o princípio da igualdade em controvertidas questões do meio social como a discriminação de raça, sexo, aborto, eutanásia, embriões, responsabilidade com o meio ambiente e igualdade aos animais. O que se discute nesse livro é que a igualdade deve ser levada em conta por interesses de cada individuo e não agrupá-las por características de raças ou sexo ou deficiência ou espécie, e este interesse está estritamente ligado a não sentir dor, seja dor física ou metal para que se alcance uma vida boa/agáton, ou seja, uma dignidade alcança por direitos garantidos. Assim, o autor cita exemplos de como aplicar a igualdade não em agrupamentos, mas de forma individual, veja no caso em que se trata da defesa dos direitos dos animais, na superficialidade parece insolente dizer que o princípio da igualdade deve ser aplicado aos animais. Contudo, quando se analisado o interesse e não o agrupamento verá que não se trata de uma loucura. De certo que o ser humano dotado de inteligência/linguagem detém cidadania, capaz de eleger um representante, comprar e vender, realizar todas as atividades concernentes à linguagem, só realiza tais atividades porque se entende que esses direitos são inerentes ao homem, também é certo que um deficiente tem direito, entretanto a depender de sua deficiência ele poderá votar ou não, realizar contratos ou não, exerce uma atividade ou ser privado dela, como por exemplo, quando chamamos um bombeiro para salvar uma criança dentro de uma casa pegando fogo não esperamos que chegue um bombeiro em uma cadeira de rodas ou quando se chama a polícia para um conflito armado não se espera que chegue um militar cego, contudo também não quer dizer que ele não terá de ter direitos resguardados e muitas das vezes terá um grau de importância maior, prioridade ou exclusividade diante do ser humano sem deficiência, como as políticas de ações afirmativas. Então seria razoável estender o princípio da igualdade por analogia aos animais, não se contesta que são espécies bem distintas, seres humanos e animais, um tem o dom da linguagem e da liberdade o outro programado pela natureza e não tem o dom da linguagem, mas ambos não são seres vivos? E por serem seres vivos não tem algo em comum? Sim, é claro que sim, o em comum é a dor e o prazer, como afirmava o filosofo Aristóteles que os animais são irracionais, mas se expressão pelo prazer e dor, esses, no que diz respeito aos animais, significa dizer não ser submetido à caça, à extinção, a maus tratos, respeito ao seu meio natural, não interferência humana, etc., no que diz respeito a seres humanos com a finalidade de satisfação de se realizar cada qual com sua dignidade seja por garantias a cidadanias, o direito de moradia, emprego, liberdade, inviolabilidade da vida privada, economia, etc. Quando se traz o princípio da igualdade aos animais não significa dizer, como afirma os ignorantes, que os animais iram ter título de eleitor, ter um emprego (embora os cavalos da cavalaria da polícia tenham a jornada de trabalho calculada para o tempo de descanso, tem veterinários, tem alimentação saudável tudo para evitar os maus tratos), ir à escola, cursar uma faculdade, etc. significa dizer que por serem seres vivos necessitam de direitos que garantam a eles o mínimo de uma dignidade que é a busca do prazer e não a dor, direito a não ser espancado até a morte, ser amarrado e puxado por um carro, ser jogado no chão, ser chicoteado, ser sobre carregado com peso, ser molestado, ser tirado da natureza quando se sobrevive somente nela, for extinto por causa da caça, etc. quando se defende os direitos dos animais é disso que se fala, como por exemplo, a declaração universal dos animais feita pela UNESCO. “Talvez chegue o dia em que a restante criação animal venha a adquirir os direitos de que só puderam ser privados pela mão da tirania. Os franceses já descobriram que o negro da pele não é razão para um ser humano ser abandonado sem remédio aos caprichos de um torcionário. É possível que um dia se reconheça que o número de pernas, a vilosidade da pele ou a terminação do sacrum são razões igualmente insuficientes para abandonar um ser sensível ao mesmo destino.”� (Singer, 1993, p. 43) Os galistas por mais que adote o discurso que a prática é uma cultura, que estão preservando a espécie, pois são eles que criam a raça gallus-gallus, que tomam todos os cuidados com o galo antes e depois da briga, na verdade o que eles fazem é causar sofrimento e dor aos galos quando praticam tal “esporte”, sendo verdadeiros especismo� (singer, 1993, p. 47), visto que não é necessário ser um gênio para saber que os galos se mutilam até a morte nessas rinhas organizadas por galistas que desrespeitam o ordenamento jurídico e como consequências trazem desigualdades e violência para o seio da sociedade. Assim sendo, como reproduz Felipe Adriano Saraiva do texto de Singer; “Se um ser sofre, não pode haver justificação moral para desprezar esse sofrimento ou para recusar considerá-lo de forma igual ao sofrimento de qualquer outro ser”.� Talvez a pergunta que não cala é como se sabe que um animal sente dor? Simples, observe as expressões corporais e os olhos de um animal sendo maltratado, assim como uma criança está sendo maltratada e não diz uma palavra sabe-se que isso causa dor física e psicológica e se constata na face e nos olhos da criança, então como não dizer que um animal, um galo para ser específico, em uma briga não sente dor quando que são formados por carne assim como humanos, e sangram assim como humanos, são privados do comportamento sexual, são injetados estimulantes, são usados bicos e esporas de aço e no final da brigam morrem agonizantes. As condições descritas acima descreve um tratamento cruel e degradante que só alguém com um lado sádico e irracional poderia vir a fazer em nome da cultura, o Senhor Ministro Cesar Peluso em seu voto para a procedência da ADI afirma com convicção que tal tratamento atenta contra a dignidade, não só dos animais, como o da pessoa humana pois tais praticas diminui e ofende o ser humano e o STF como a suprema corte e guardião da constituição não pode em hipóteses nenhuma ser conivente com práticas que incentivam as ações e reações que atenta a dignidade humana. O que caracteriza a igualdade, foi dito, é o prazer e a dor, seja seres vivos (deficientes ou não,preto ou branco, americano ou coreano, mulher ou homem) ou animais, existe um mínimo de dignidade que todos buscam o prazer e a recusa da dor, e quem hoje em um Estado Democrático de Direito, tem o dever de tutela dos animais é o Poder Público e a sociedade, como diz Marcelo Dias Varella e a Senhora Ministra Cármen Lúcia em seu voto, respaldado no artigo 225 da C.F. “cabe ao poder público e a toda coletividade defender e preservar o meio ambiente”, o Estado na forma do legislativo legislando lei para a proteção da fauna que é parte integrante do meio ambiente, os Tribunais no resguardo para o cumprimento da lei e da sociedade enquanto tutores dos animais, pois assim como os escravos, na escravatura, estavam sujeitos ao poder do branco os animais hoje estão sob o domínio dos homens que os utilizam como querem extrapolando os limites como por exemplos usando os instintos naturais do gallus-gallus para brigarem até a morte e ganharem dinheiro. A ADI teve por uma analogia o seu julgamento procedente enunciado pelo voto do Senhor Ministro Gilmar Mendes que acompanhou o Senhor Ministro Relator Celso de Mello, na declaração de inconstitucionalidade da lei 2895/98, por já haver sido julgado uma ADI procedente contra a legalização “da farra do boi” (RE 153.531/SC) nessa linha ele também defende que qualquer que seja uma lei que vise legalizar um tipo de cultura que esconde o tratamento cruel contra os animais deve inconstitucional. A constituição brasileira conhecida como uma constituição cidadã é conhecida com uma das mais completas do mundo no quesito a direitos humanos. Os direitos ali expressos quando garantidos visam muito além do que se pode ser percebido a vistas grossas, como por exemplo, a possiblidade de uma qualidade de vida como uma meta da dignidade da pessoa humana, não haverá como garantir esse se não houver um desenvolvimento sustentável, pois no futuro próximo as doenças pulmonares (uma das causas) serão um causador da dor e não do prazer. A garantia de um direito depende do outro resguardado, é nesse sentido que o artigo 225 da C.F. § 1, inciso VII vem a proteger a fauna e a flora enquanto integrantes do meio ambiente ecologicamente equilibrado, a qual todos têm direito, sendo esse essencial à sadia qualidade de vida. Somando a isso quando se proibi a rinha de galo e declara tal lei inconstitucional está, de certo modo, não só protegendo apenas os galos protege-se também a dignidade da pessoa humana, pois a violência da rinha provoca as pulsões mais primitivas e irracionais do ser humano como definiu o Senhor Presidente Ministro Cezar Peluso. Diante disso, a constitucionalidade da briga de galos seria uma aparidade e não uma equidade, visto que a busca é por uma sociedade cada vez mais justa e igualitária. A decisão do STF para com a inconstitucionalidade da lei 2895/98 é um passo importante na proteção dos animais enquanto reconhecimento de seres com direitos inerentes que necessitam de resguardo do ordenamento jurídico e não só deles como também a dignidade da pessoa humana que é o alicerce do Estado Brasileiro. REFERÊNCIAS Aristoteles. POLITICA. 2. ed. Brasília, DF: Editora UnB. 1985. Singer, Peter. ÉTICA PRÁTICA. Tipografia lugo ltda. 1993. Pag.43 – Foram lidos os capítulos: A igualdade e as suas implicações; As bases da igualdade; Diferenças sexuais e igualdade sexual, Diferenças raciais; Igualdade para os animais?; Racismo e especismo ; Racismo e especismo; Como sabemos que os animais sentem dor? http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?numero=1856&classe=ADI&origem=AP&recurso=0&tipoJulgamento=M http://gerry.jusbrasil.com.br/noticias/159886731/declaracao-universal-dos-direitos-dos-animais?ref=topic_feed http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?numero=1856&classe=ADI&origem=AP&recurso=0&tipoJulgamento=M http://fragiolli.jusbrasil.com.br/artigos/111629271/crimes-contra-a-fauna-breves-apontamentos-acerca-da-lei-de-crimes-ambientais?ref=topic_feed http://mais.uol.com.br/view/s70pk4i6az2h/blitz-da-policia-acaba-com-rinha-na-grande-sao-paulo-04020E193962C8C14326?types=A& http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/revista/rev_77/artigos/Randala-rev77.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/revista/rev_77/artigos/Randala-rev77.htm http://www.stf.jus.br/portal/cms/vertexto.asp?servico=sobreStfConhecaStfInstitucional http://fragiolli.jusbrasil.com.br/artigos/111629271/crimes-contra-a-fauna-breves-apontamentos-acerca-da-lei-de-crimes-ambientais?ref=topic_feed http://fragiolli.jusbrasil.com.br/artigos/111629271/crimes-contra-a-fauna-breves-apontamentos-acerca-da-lei-de-crimes-ambientais?ref=topic_feed http://fragiolli.jusbrasil.com.br/artigos/111629271/crimes-contra-a-fauna-breves-apontamentos-acerca-da-lei-de-crimes-ambientais?ref=topic_feed http://www.dicionarioinformal.com.br/ecol%C3%B3gico/ http://garbi.com.br/animais/violencia.htm http://jus.com.br/artigos/21412/igualdade-para-os-animais-especismo-e-sofrimento-animal-sob-a-perspectiva-utilitarista-singeriana � http://g1.globo.com/platb/programaprofissaoreporter/2008/09/07/nesta-terca-facam-suas-apostas/ � http://mais.uol.com.br/view/s70pk4i6az2h/blitz-da-policia-acaba-com-rinha-na-grande-sao-paulo-04020E193962C8C14326?types=A& � http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/revista/rev_77/artigos/Randala-rev77.htm � http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/revista/rev_77/artigos/Randala-rev77.htm � http://www.stf.jus.br/portal/cms/vertexto.asp?servico=sobreStfConhecaStfInstitucional � http://fragiolli.jusbrasil.com.br/artigos/111629271/crimes-contra-a-fauna-breves-apontamentos-acerca-da-lei-de-crimes-ambientais?ref=topic_feed � http://fragiolli.jusbrasil.com.br/artigos/111629271/crimes-contra-a-fauna-breves-apontamentos-acerca-da-lei-de-crimes-ambientais?ref=topic_feed � http://fragiolli.jusbrasil.com.br/artigos/111629271/crimes-contra-a-fauna-breves-apontamentos-acerca-da-lei-de-crimes-ambientais?ref=topic_feed � http://www.dicionarioinformal.com.br/ecol%C3%B3gico/ � http://garbi.com.br/animais/violencia.htm � Resumo; A Política, Aristóteles. pag. 10. � Declaração Universal dos Direitos dos Animais. � Singer, Peter. Ética Prática. Tipografia lugo ltda. 1993. Pag.43 � Singer, Peter. Ética Prática. Tipografia lugo ltda. 1993. Pag.47; Especismo é a pratica humana que explora, escraviza, maltrata e submete outras espécies por serem inferiores. � http://jus.com.br/artigos/21412/igualdade-para-os-animais-especismo-e-sofrimento-animal-sob-a-perspectiva-utilitarista-singeriana �������������������