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As doenças crônicas não-transmissíveis são a causa de mutas mortes em todo o mundo. Ainda que o componente genético tenha grande influência para o desenvolvimento dessas doenças, destaca-se outros componentes relevante para desencadeá-las. A partir desse contexto, aponte quais são os principais fatores que influenciam diretamente no desenvolvimento das doenças crônicas não-transmissíveis, destacando os benefícios do exercício físico para a saúde dos indivíduos acometidos por essas patologias. Doenças crônicas não transmissíveis (DCNT): Doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) Doenças crônicas são aquelas com progresso de lenta e longa duração, que muitas vezes levamos por toda a vida. Podem ser silenciosas ou sintomáticas, comprometendo a qualidade de vida. Nos dois casos, representam risco para o paciente Entre as principais DCNT estão: doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas (bronquite, asma, DPO, rinite), hipertensão, câncer, diabetes e doenças metabólicas (obesidade, diabetes, dislipidemia). Fatores que influenciam para o desenvolvimento das doenças crônicas não transmissíveis: Sedentarismo - O sedentarismo é o quarto maior fator de risco de mortalidade global, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Atualmente, cerca de 3,2 milhões de mortes por ano podem ser atribuídas à falta da prática de atividades físicas. Tabagismo - O hábito de fumar é um fator de risco para várias doenças diferentes, sendo responsável por maior porcentagem dos casos de câncer no pulmão e de ¼ dos casos de doenças vasculares. Além de ser um dos principais fatores de risco para doenças crônicas, o tabagismo ainda impõe um alto custo financeiro para a sociedade. Obesidade - Um em cada cinco brasileiros enfrenta hoje problemas com o excesso de peso. É o que indicam os dados mais recentes da pesquisa Vigitel, que aponta um crescimento de 67,8% no índice de obesidade no Brasil entre 2006 e 2018. Considerada uma epidemia mundial pela OMS, a obesidade é um dos principais fatores de risco para doenças crônicas como hipertensão, intolerância à glicose, dislipidemia, doenças cardiovasculares, diabetes, osteoartrite e mais 13 tipos de câncer Hipertensão - Além de ser uma patologia crônica por si só, a hipertensão arterial sistêmica (HAS) é fator de risco preponderante para doenças cardíacas e outros males do aparelho circulatório (como o AVC), além de diabetes e doenças renais. Praticamente um em cada quatro brasileiros (24,7%) vivem hoje com um diagnóstico de hipertensão, segundo dados da pesquisa Vigitel 2018. Diabetes - Assim como a hipertensão, o diabetes tipo 2 é outro mal crônico que afeta milhões de pessoas e que pode desencadear problemas ainda mais graves, como insuficiência cardíaca e AVC. Pouca gente sabe, mas as doenças cardiovasculares são hoje a principal causa de morte entre os diabéticos. Além disso, o diabetes pode provocar lesões renais, lesões oculares (glaucoma, catarata e retinopatia), lesões neurológicas, problemas nos pés (neuropatia e má circulação), doenças dentárias e disfunção sexual. Alcoolismo - A OMS estima que o consumo nocivo do álcool é responsável por 5,9% do total de mortes no mundo. Além de estar relacionado a mortalidade e incapacidade causadas por acidentes e violência, este hábito é um fator de risco para mais de 200 doenças e lesões, como vários tipos de câncer, cirrose hepática e distúrbios neurológicos e maior exposição. Como o consumo de álcool costuma iniciar na adolescência, o público jovem deve ser um dos principais focos nas ações de prevenção do alcoolismo. Má alimentação - A má alimentação já é considerada a principal causa de mortes em todo o mundo, sendo responsável por um em cada cinco óbitos registrados no planeta, segundo pesquisa publicada recentemente na revista médica The Lancet. O principal problema, segundo os pesquisadores, é que as pessoas estão comendo quantidades excessivas de açúcar e sódio, enquanto consomem cereais, grãos, frutas e legumes em quantidade insuficiente. A importância da atividade física na prevenção contra as doenças crônicas: A atividade física ajuda e reforça na reconstrução e no fortalecimento do nosso corpo como um todo, traz benefícios como um melhor condicionamento físico, maior resistência muscular, maior concentração e efetividade dos pulmões, ajuda no controle do sódio e da glicose na prevenção para o desenvolvimento de doenças crônicas. Para evitar o desenvolvimento de doenças crônicas e reduzir os riscos trazidos pelo envelhecimento, a OMS recomenda que uma pessoa adulta pratique ao menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade intensa por semana, e adolescentes que obtenham uma prática de atividades de ao menos 300 minutos por semana. Por fim, atividade física não se trata apenas aperfeiçoamento estético, mas também para manutenção e reestruturação da nossa saúde.