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Consistency_and_interval_recovery_analys

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 E X E R C Í C I O
volume 04 - número 01 � Jan/Dez 2005 www.at lant icaedi tora.com.br
R e v i s t a B r a s i l e i r a d e
F I S I O L O G I A
DO E X E R C Í C I O
Órgão Oficial da Sociedade Brasileira de Fisiologia do Exercício
B r a z i l i a n J o u r n a l o f E x e r c i s e P h y s i o l o g y
ISSN 16778510
FLEXIBILIDADE
� Flexibilidade de mulheres submetidas 
a alongamento em grupo
� Acúmulo de lactato e flexibilidade
em lutadores de Wushu
ESPORTE
� Treinamento de força aplicado 
em praticantes de hidroginástica
� Volume de exercícios com pesos 
para exaustão mediante variações 
de componentes sanguíneos
HIPERTENSÃO ARTERIAL
� Efeitos do treinamento, mecanismos 
hipotensivos e respostas a programas 
de exercícios
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5
Editorial
Carta ao leitor, Prof. Dr. Paulo Tarso Veras Farinatti ..................................................................................................... 3
Artigos Originais
Análise do intervalo de recuperação e consistência no teste de 1RM, 
José Eduardo Lattari Rayol Prati, Sergio Eduardo de Carvalho Machado, André Pinheiro, 
Mauro César Gurgel de Alencar Carvalho, Estélio Henrique Martin Dantas ................................................................. 4
Desempenho funcional de idosos asilados, Rodrigo Barbosa de Albuquerque, 
Amandio A. Rihan Geraldes .......................................................................................................................................... 7
Efeito agudo dos alongamentos estático e FNP sobre o desempenho da força 
dinâmica máxima, h iago Matassoli Gomes, Ercole da Cruz Rubini, Homero da SN Junior, 
Jeff erson da Silva Novaes, Alexandre Trindade ............................................................................................................. 13
Predição do volume de exercícios com pesos para promoção da exaustão em três grupos 
musculares de atletas mediante variações de componentes sanguíneos, 
Carlos Alexandre Fett, Fábio Lera Orsatti, Roberto Carlos Burini................................................................................ 17
Utilização do teste de 1RM na prescrição de exercícios resistidos: vantagem ou desvantagem? 
Alex Souto Maior, Adriana Lemos, Nélson Carvalho, Jéferson Novaes, Roberto Simão ............................................... 22
Correlação entre o acúmulo de lactato e a fl exibilidade medida pelo teste de sentar 
e alcançar em lutadores de Wushu, Rafael Reimann Baptista, Alexsander dos Anjos Ramos, 
Bruno Fraga da Silva, Bruno Ogodai S. D. de Castro .................................................................................................. 27
Efeitos de um treinamento de força aplicado em mulheres praticantes de hidroginástica, 
Luiz Fernando Martins Kruel, Roberta Eilert Barella, Fabiane Graef, 
Michel Arias Brentano, Paulo Poli de Figueiredo, Ananda Cardoso, Carla Rosana Severo ............................................ 32
Avaliação da fl exibilidade em mulheres submetidas a exercícios de alongamento em grupo, 
Daniela Cristina Bianchini Nogueira Moreno Perea, h ais Renata Conejo, 
Silvia Maria de Mendonça, Renata Munari, Maria Cristina Strabelli Titto ................................................................... 39
Revisões
Questionário de Prontidão para Atividade Física (PAR-Q) 
Leonardo Gomes de Oliveira Luz, Paulo de Tarso Veras Farinatti ................................................................................ 43
Hipertensão arterial: uma abordagem direcionada aos efeitos do treinamento, 
mecanismos hipotensivos e respostas a programas de exercícios, 
Kalline Russo, Walace Monteiro .................................................................................................................................. 49
Resumos
Anais do IV Workshop em Fisiologia do Exercício – UFSCar e I Congresso 
Paulista da Sociedade Brasileira de Fisiologia do Exercício ........................................................................................... 58
Normas de Publicação .................................................................................................................................. 68
Sumário
volume 4 número 1 - janeiro/dezembro 2005
R e v i s t a B r a s i l e i r a d e
F I S I O L O G I A
DO E X E R C Í C I O
Órgão Oficial da Sociedade Brasileira de Fisiologia do Exercício
B r a z i l i a n J o u r n a l o f E x e r c i s e P h y s i o l o g y
Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício - Volume 4 Número 1 - janeiro/dezembro 20052
© ATMC - Atlântica Multimídia e Comunicações Ltda - Nenhuma parte dessa publicação pode ser reproduzida, arquivada 
ou distribuída por qualquer meio, eletrônico, mecânico, fotocópia ou outro, sem a permissão escrita do proprietário do copyri-
ght, Atlântica Editora. O editor não assume qualquer responsabilidade por eventual prejuízo a pessoas ou propriedades ligado à 
confiabilidade dos produtos, métodos, instruções ou idéias expostos no material publicado. Apesar de todo o material publicitário 
estar em conformidade com os padrões de ética da saúde, sua inserção na revista não é uma garantia ou endosso da qualidade ou 
do valor do produto ou das asserções de seu fabricante.
Atlântica Editora edita as revistas Fisioterapia Brasil, Enfermagem Brasil, Neurociências, Nutrição Brasil e MN-Metabólica.
I.P. (Informação publicitária): As informações são de responsabilidade dos anunciantes.
Editor executivo
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jeanlouis@atlanticaeditora.com.br
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Editora Assistente
Guillermina Arias
Editoração e arte
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Redação e administração
Todo o material a ser publicado deve 
ser enviado para o seguinte endereço por 
correio ou por email aos cuidados de:
Guillermina Arias
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20021-180 - Rio de Janeiro - RJ
artigos@atlanticaeditora.com.br 
Rio de Janeiro
Rua da Lapa, 180/1103 
20021-180 – Rio de Janeiro – RJ
Tel/Fax: (21) 2221-4164 / 2517-2749
E-mail: atlantica@atlanticaeditora.com.br
www.atlanticaeditora.com.br
São Paulo
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Pinheiros – 05406-200 – São Paulo – SP
Tel: (11) )3816-6192
Recife
Monica Pedrosa Miranda
Rua Dona Rita de Souza, 212
52061-480 – Recife – PE
Tel.: (81) 3444-2083 / 9204-0346
E-mail: monica@atlanticaeditora.com.br
Assinaturas
1 ano – R$ 175,00
Rio de Janeiro: (21) 2221-4164
São Paulo: (11) 3361-5595
Email: melloassinaturas@uol.com.br
Recife: (81) 3444-2083
Sociedade Brasileira de Fisiologia do Exercício
Corpo Diretivo: Paulo Sérgio C. Gomes (Presidente), Vilmar Baldissera, PatríciaBrum, Pedro Paulo da Silva Soares, 
Paulo Farinatti, Marta Pereira, Fernando Augusto Pompeu
R e v i s t a B r a s i l e i r a d e
F I S I O L O G I A
DO E X E R C Í C I O
Órgão Oficial da Sociedade Brasileira de Fisiologia do Exercício
B r a z i l i a n J o u r n a l o f E x e r c i s e P h y s i o l o g y
Editor Chefe
Paulo de Tarso Veras Farinatti
Conselho Editorial
Antonio Carlos Gomes (PR)
Antonio Cláudio Lucas da Nóbrega (RJ)
Dartagnan Pinto Guedes (PR)
Emerson Silami Garcia (MG)
Fernando Pompeu (RJ)
Francisco Martins (PB)
Jacques Vanfraechem (BEL)
Luiz Fernando Kruel (RS)
Martim Bottaro (DF)
Patrícia Chakour Brum (SP)
Paulo Sérgio Gomes (RJ)
Rolando Baccis Ceddia (CAN)
Robert Robergs (USA)
Rosane Rosendo (RJ)
Sebastião Gobbi (SP)
Steven Fleck (USA)
Yagesh N. Bhambhani (CAN)
Vilmar Baldissera (SP)
3Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício - Volume 4 Número 1 - janeiro/dezembro 2005
Editorial
Carta ao Leitor
Caros(as) Colegas,
A Sociedade Brasileira de Fisiologia do Exercício (SBFEx) 
foi fundada em 2002 por pesquisadores de diversas regiões do 
país, que desejavam criar um fórum de discussão e fomento 
da área que não fosse vinculado a quaisquer categorias pro-
fi ssionais. Uma das iniciativas em que se investiu foi a criação 
da Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício (RBFEx), 
doravante órgão ofi cial da SBFEx. A RBFEx foi publicada 
entre os anos 2002 e 2004 quando, em virtude de falta de 
interesse da editora à qual estava vinculada, teve sua periodi-
cidade interrompida. 
Após dois anos de negociações, encontramos na Editora 
Atlântica as condições estruturais e de profi ssionalismo com-
patíveis com os ideais que estavam na origem da criação da 
RBFEx. Estamos, portanto, diante do desafi o de recuperar 
o tempo perdido e fazer da revista um veículo de divulgação 
da produção científi ca em fi siologia do exercício, respeitado 
e procurado pelos pesquisadores que militam nesse campo 
de conhecimento.
Em um primeiro momento serão lançados dois volumes, 
contemplando os anos de 2005 e 2006, período em que a 
publicação da revista viu-se interrompida. Além de artigos 
originais e de revisão, são disponibilizados os Anais do II 
Encontro Regional de Fisiologia do Exercício, realizado em 
São Carlos. Em seguida, os números relacionados ao volume 
de 2007 serão lançados com a periodicidade que a RBFEx 
tinha, qual seja, quadrimestral. 
Este volume, portanto, marca a retomada de um projeto 
caro a muitos profi ssionais, pesquisadores e docentes, que nele 
investiram tempo e energia. Fica aqui o agradecimento a todos 
que vêm colaborando com a RBFEx, seja na sua concepção 
ou na revisão de artigos. Um obrigado especial aos colegas 
que, mesmo sabendo de todos os problemas pelos quais a 
revista passou, nela continuaram acreditando e enviaram 
suas colaborações. Sem eles, certamente a RBFEx não mais 
existiria. Enfim, convidamos todos a participar do sonho 
de termos no Brasil uma revista especificamente voltada 
para as questões da fisiologia do exercício, prestigiando-
nos com sua escolha para a divulgação de resultados de 
pesquisas e estudos!
Prof. Dr. Paulo Tarso Veras Farinatti
Editor-Chefe da RBFEx
Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício - Volume 4 Número 1 - janeiro/dezembro 20054
Artigo original
Análise do intervalo de recuperação 
e consistência no teste de 1RM
Consistency and interval recovery analysis in 1RM test
José Eduardo Lattari Rayol Prati*, Sergio Eduardo de Carvalho Machado**, André Pinheiro***, Mauro César Gurgel de Alen-
car Carvalho****, Estélio Henrique Martin Dantas*****
*Mestrando em Saúde Mental - Laboratório de Mapeamento Cerebral e Integração Sensório-Motora - IPUB/UFRJ, **Mestrando 
em Saúde Mental - Laboratório de Mapeamento Cerebral e Integração Sensório-Motora - IPUB/UFRJ, Bolsista Capes, ***Professor 
- Academia West Fitness Club, ****Doutorando em Engenharia Civil - Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia 
- COPPE/UFRJ, *****Professor, Laboratório de Biociências da Motricidade Humana - LABIMH - UCB/RJ
Resumo
O presente estudo verifi cou se 10 minutos de intervalo no teste 
de 1RM foram sufi cientes para a recuperação total de força e fi dedig-
nidade de seu re-teste 10 minutos após sua aplicação. A amostra foi 
composta de 20 homens saudáveis e treinados, sem histórico de lesão, 
com média de idade (23,5 ± 3,69), peso (73,1 kg ± 9,93) e estatura 
(1,76 m ± 0,05). Para analisar o intervalo de recuperação entre os 
testes de 1RM utilizou-se um teste t pareado, já para a análise da 
fi dedignidade utilizou-se o coefi ciente de correlação intra-classe (CCI) 
para determinar a consistência interna. Somente foi verifi cado um alto 
índice de CCI, atingindo a fi dedignidade (p = 0,000). Conclui-se 
que o teste de 1RM realizado em um mesmo dia e 10 minutos após 
apresenta um alto índice de CCI para o exercício de supino em homens 
familiarizados ao teste, mostrando-se sufi ciente para o intervalo de 
recuperação para restabelecimento total da força.
Palavras-chave: intervalo de recuperação, consistência interna, 
força, 1RM.
Abstract
h e present study verifi ed if 10 minutes of interval in the 1RM 
test had been enough for recovery the total of strength and reliability 
of its re-test 10 minutes after application. Sample was composed by 
20 health trained male without history of lesion, aging (23.5 ± 3.69), 
weight (73.1 kg ± 9.93) and stature (1.76 m ± 0.05). To analyze 
the recovery interval between 1RM tests a paired t test was used, 
and for the reliability analysis the intraclass correlation coeffi cient 
(ICC) was used to determine the internal consistence. Only a high 
ICC indices was verifi ed, reaching the reability (p = 0.000). We 
concluded that 1RM test carried out in a same day and 10 minutes 
after presenting a high ICC index for bench press exercise to male 
that are familiar to the test, showed adequate recovery interval to 
restore strength.
Palavras-chave: recovery interval, internal consistency, strength, 
1RM.
Recebido em 12 de outubro de 2005; aceito em 10 de dezembro de 2005.
Endereço de correspondência: Sergio Eduardo de Carvalho Machado, Rua Professor Sabóia Ribeiro, 69/104, Leblon, 22430-130 Rio 
de Janeiro RJ, E-mail: secm80@yahoo.com.br 
Introdução
O teste de 1RM representa por si só um esforço máximo 
e, conseqüentemente, um desgaste é gerado. Apesar da ne-
cessidade de familiarização, até o presente momento, o teste 
de uma repetição máxima (1RM) tem sua confi abilidade 
bem consolidada como corroboram alguns estudos [1-4], 
sendo esse teste (1RM) muito utilizado para se verifi car o 
nível de força dinâmica máxima do indivíduo [5]. Outro 
grande questionamento sobre o uso do teste de 1RM é 
sobre as alterações da carga provocadas com diferentes po-
pulações [4], diferentes idades [6], grupamento muscular 
utilizado [1] e a confi abilidade inter e intra-avaliadores [4]. 
O intervalo de recuperação é outra importante variável 
5Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício - Volume 4 Número 1 - janeiro/dezembro 2005
podendo-se comprometer o desenvolvimento da força [7]. 
Em condições de intervalos mais longos permitiram-se volu-
mes de repetições mais elevadas [8]. Corroborando com tal 
afi rmação estão os estudos de Willardson [9,10], mostrando 
que intervalos de descanso mais longos tendem a acarretar 
em maiores aumentos da força, aumentando dessa maneira 
a consistência das repetições executadas para cada série no 
exercício de supino.
Dessa maneira, o objetivo do seguinte estudo foi verifi car 
se 10 minutos de intervalo é sufi ciente para recuperação da 
força total no teste de 1RM e a fi dedignidade do teste de 1RM 
através do seu re-teste 10 minutos após a primeira aplicação 
em homens treinados.
Métodos
Amostra
A amostra foi composta por 20 homens saudáveis, com 
idade média de 23,5 anos (± 3,69), peso de 73,1 kg (± 9,93) 
e estatura de 1,76 m (± 0,05). Ambos praticantes de treina-
mento de força, com um mínimo de 6 meses, com atividade 
regularde pelo menos 3 vezes por semana, sem histórico de 
lesão. Os indivíduos, após serem previamente esclarecidos 
sobre os propósitos da investigação e procedimentos aos quais 
seriam submetidos, assinaram um termo de consentimento 
livre e esclarecido. Este estudo está de acordo com as normas 
da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde sobre 
pesquisa envolvendo seres humanos.
Procedimentos quanto ao teste de 1RM
Foi realizado um teste de 1RM no supino, sendo este 
precedido por uma série de aquecimento (10 repetições). Tal 
procedimento foi repetido no máximo de três tentativas, com 
5 minutos de intervalo entre cada tentativa, determinando a 
carga referente a uma única repetição máxima [11]. Após um 
período de descanso de dez minutos foi realizado um re-teste 
de 1RM (1RM 10 min).
Para a redução de erros de execução foram realizados os 
seguintes procedimentos:
a) todos os participantes da pesquisa foram devidamente 
instruídos quanto aos procedimentos dos testes e técnicas 
de execução no exercício de supino reto, já que diferentes 
técnicas de execução dos exercícios que envolvam angula-
ções diversas, principalmente nas posições iniciais destes, 
devem ser rigorosamente controladas, pois podem afetar 
a carga levantada [12];
b) só foram aceitos os testes de 1RM em que a angulação 
entre braço e antebraço ultrapassasse o de 90º, com a barra 
tocando levemente ao peito;
c) todos os testes foram realizados no mesmo horário para o 
mesmo indivíduo.
Análise estatística
Para análise da diferença de cargas do teste entre teste (1RM) 
e re-teste (1RM 10 min) utilizou-se um teste t pareado. Para a 
análise da fi dedignidade do teste e re-teste, no mesmo dia, para 
um mesmo avaliador, utilizou-se o coefi ciente de correlação intra-
classe (CCI) para determinar a consistência interna [13,14].
Resultados
Através da análise dos dados, verifi cou-se a média e o 
desvio padrão dos testes de 1 RM em seus dois momentos, 
conforme se pode observar na Tabela I. 
Tabela I - Média e desvio padrão do teste de 1RM em seus dois 
momentos.
Testes Média (kg) Desvio Padrão (kg)
1RM 87.80 18.95
1RM 10 min 88.00 18.95
RM = repetição máxima; min = minutos; kg = quilos.
a) Quanto ao intervalo de recuperação no teste de 1RM
Os resultados encontrados (média = 0,20 kg, desvio pa-
drão = ± 0,89 kg) mostraram que através do teste t pareado 
não houve diferença signifi cativa entre o teste e re-teste de 
1RM, obtendo-se um p = 0.330.
b) Quanto à fi dedignidade no teste de 1RM após 10 minutos 
de intervalo
Os resultados encontrados através do coefi ciente de con-
sistência interna (CCI = 0,99) mostram que a fi dedignidade 
do teste de 1RM foi atingida, obtendo-se um p = 0,000.
Discussão
O objetivo do seguinte estudo foi verifi car se 10 minutos 
de intervalo é sufi ciente para recuperação da força total no 
teste de 1RM e a fi dedignidade do teste de 1RM através do 
seu re-teste 10 minutos após a primeira aplicação em homens 
treinados. De acordo com nossos resultados, verifi cou-se que 
10 minutos de intervalo foi sufi ciente para a recuperação total 
de força no teste de 1RM, mostrando-se fi dedigno após 10 
minutos de sua aplicação.
a) Quanto ao intervalo de recuperação no teste de 1RM
Dentre os diversos estudos que investigaram a infl uência 
do intervalo sobre o desempenho de força no supino, talvez 
um dos pioneiros seja o estudo de Weir [15]. Este investigou 
o comportamento da força dinâmica máxima no teste de 
1RM, em 16 homens treinados no exercício de supino em 
intervalos de 1, 3, 5 e 10 minutos. Os resultados mostraram 
que não houve diferença signifi cativa para os diferentes in-
tervalos de recuperação. Porém, houve insucesso de apenas 
2 sujeitos quando aplicado um intervalo de 5 minutos e 1 
sujeito quando aplicado um intervalo de 10 minutos.
Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício - Volume 4 Número 1 - janeiro/dezembro 20056
Sabe-se que um longo intervalo de descanso é necessário 
para a recuperação do sistema neural e energético. Sustentando 
essa hipótese, o estudo de Pincivero [16] mostrou que os mús-
culos posteriores de coxa responderam de forma mais efi ciente 
à um programa de treinamento de força isocinético, quando 
foram aplicados longos intervalos de descanso intra-sessão. 
Quanto ao tempo de recuperação do sistema nervoso 
central, a incompleta recuperação desse sistema pode reduzir 
o recrutamento de unidades motoras [17]. Tal fato pode estar 
atribuído à fadiga de origem neurobiológica ou psicológica 
ligada a mudanças neuroquímicas que afetam o processo de 
contração muscular.
Entretanto, todos os estudos citados anteriormente são de 
efeitos agudos sobre a força. Dessa maneira, pode-se dizer que 
estudos investigando os efeitos do intervalo de recuperação 
sobre a força muscular em estudos longitudinais ainda são 
escassos na literatura [18].
b) Quanto à fi dedginidade no teste de 1RM
Em relação à fi dedignidade do teste de 1RM, Pereira e 
Gomes [3] relatam que esta mostrou-se de moderada a alta, 
variando entre 0,79 e 0,99 de correlação, de acordo com o 
gênero dos sujeitos e exercícios realizados.
Porém, a maioria dos estudos verifi caram a estabilização 
de cargas com testes sendo realizados em dias diferentes [2], 
populações adversas [4,6,19,20] e diferentes grupamentos 
musculares [1]. Um outro importante ponto a ressaltar, é que 
todos os estudos citados realizaram análises estatísticas com 
coefi ciente de correlação de Pearson. Tal coefi ciente é utilizado 
para verifi car a variação entre as médias obtidas entre grupos, 
diferentemente de nosso trabalho que utilizou o coefi ciente 
de correlação intra-classe (CCI), responsável em verifi car essas 
possíveis alterações intra-grupo [13,14]. 
A estabilização da carga máxima no exercício de supino neces-
sita de três a quatro sessões, conforme estudo de Dias et al. [2]. Em 
nosso estudo foram realizados teste e re-teste dentro do mesmo 
dia, apresentando um alto coefi ciente de correlação intra-classe, 
havendo somente realização de testes dentro do mesmo dia. O 
que sugere uma rápida estabilização devido ao uso do exercício 
de supino cujo estudo de Cronin e Henderson [1] demonstrou 
ser mais rápido para o grupamento muscular do peitoral. 
Conclusão
Conclui-se que o teste de uma repetição máxima (1RM) 
realizado dentro do mesmo dia apresentou um alto índice de 
correlação intra-classe em homens bem familiarizados ao teste, 
demonstrando excelente reprodutibilidade. E demonstrou 
também que o intervalo de recuperação foi sufi ciente para o 
restabelecimento total da força.
Sugere-se que sejam realizadas novas investigações, veri-
fi cando a confi abilidade de testes com diferentes números 
de repetições máximas, levando em consideração os fatores 
que podem interferir nessa análise como idade, grupamento 
muscular utilizado e tempo de familiarização. 
Referências
1. Cronin JB, Henderson M. E. Maximal strength and power 
assessment in novice weight trainers. J Strength Cond Res 
2004;18(1):48–52.
2. Dias RM, Cyrino ES, Salvador EP, Caldeira LFS, Nakamura FY, 
Papst RR, et al. Infl uência do processo de familiarização para 
avaliação da força muscular em teste de 1-RM. Rev Bras Med 
Esporte 2005;11(1):34-38.
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7Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício - Volume 4 Número 1 - janeiro/dezembro 2005
Artigo original
Desempenho funcional de idosos asilados
Functional performance in institutionalized old subjects 
Rodrigo Barbosa de Albuquerque*, Amandio A. Rihan Geraldes**
*Graduado em Educação Física, NUPAFIDES-EDF-UFAL , Maceió AL, **Professor Assistente da Universidade Federal de Alago-
as, NUPAFIDES-EDF-UFAL, Departamento de Educação Física, Maceió AL
Resumo
O objetivo do presente estudo foi identifi car o nível de autono-
mia funcional de idosos asilados, através da avaliação do desempenho 
em tarefas funcionais selecionadas. Participaram da pesquisa deze-
nove idosos, sendo 12 homens (média de idade = 70,45 ± 6,02) e 
7 mulheres (média de idade = 79,42 anos ± 10,65). As medidas do 
desempenho funcional de cada uma das variáveis estudadas foram 
acessadas através do tempo mínimo gasto para realizar as seguintes 
tarefas: 1) caminhada de 10 metros (C10); 2) “Timed Up And Go 
Test” (TUGT); 3) tempo para tirar e recolocar uma chave em uma 
fechadura (CF); 4) tempo para tirar e recolocar uma lâmpada (RL). 
De acordo com os resultados, 84% dos indivíduos conseguiram 
realizar todas as tarefas propostas. No desempenho da tarefa C10, 
enquanto os homens gastaram 8,74 seg. (± 2,5) para a realização 
desta tarefa, as mulheres levaram um tempo médio de 24,41 seg. (± 
14,50). Este tempo não é sufi ciente para atravessar uma rua padrão 
em vários países desenvolvidos, como por exemplo, nos EUA (1,22 
m/s) ou na Suécia (1,4 m/s). Para as outras tarefas o tempo médio, 
gasto por homens e mulheres, respectivamente foi de: 14,96 seg. 
(± 3,90) e 28,24 seg. (± 15) para TUGT; 10,16 seg. (± 18,90) e 
8,93 seg. (± 9,90) para a CF e 13,78 seg. (± 18,90) e 8,93 seg. (± 
9,90) para a RL. Esses achados sugerem a premente necessidade de 
intervenções, sejam públicas ou privadas, que objetivem a melhora 
do desempenho funcional desta população e, conseqüentemente, 
aumento da qualidade de vida. 
Palavras-chave: idosos, autonomia funcional, asilos, sarcopenia.
Abstract
h e purpose of this study was to identify the level of functio-
nal autonomy in elderly, through functional skills evaluation. h e 
sample was composed by nineteen elderly, twelve men (aged 70.45 
± 6.02) and seven women (79.42 ± 10.65). Outcomes variable in-
cluded the functional performance measured by minimal time that 
the individuals have to accomplish the following tasks: 1) the 10 
meter walk test; 2) “Timed Up And Go Test” (TUGT); 3) time to 
remove and to place a key in the lock (KL); 4) time to remove and 
to put a lamp (PL). h e results suggest that 84% of the individuals 
have accomplished all tasks. In the 10 meter walk while men spent 
8.74 ± 2.5 seconds to accomplish this task, women spent 24.41 ± 
14.5 seconds. h e duration is not enough for pedestrians to cross 
a street in developed countries such as USA (1.22 m/s) or Sweden 
(1.44 m/s). For the other tasks the average time for the TUGT was 
14.96 ± 3.90 and 28.24 ± 15.1 for man and woman, respectively; 
10.16 ± 18.90 and 8.93 ± 9.90 for the KL and 13.78 ± 18.90 and 
8.93 ± 9.90 for the PL. h ese fi ndings suggest the need of public or 
private interventions aiming at improving functional performance 
of this population and consequently better life quality. 
Key-words: elderly, functional autonomy, asylums, sarcopenia.
Recebido 27 de fevereiro de 2005;aceito 12 de julho de 2005.
Endereço para correspondência: Rodrigo Barbosa de Albuquerque, Rua Tupinambás, 78, Ponta Grossa, 57014820 Maceió AL, E-
mail: albuquerque.1@superig.com.br 
Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício - Volume 4 Número 1 - janeiro/dezembro 20058
Introdução
O crescimento populacional e, conseqüentemente, o au-
mento da expectativa de vida têm acontecido em quase todos 
os países do mundo, promovendo alterações relevantes no 
estilo de vida de todas as sociedades. No Brasil, o segmento 
populacional que mais cresce é o de idosos [1]. Em 9 anos (de 
1991 a 2000) o número de idosos (indivíduos com 60 anos 
ou mais) aumentou duas vezes e meia, enquanto o restante 
da população do país aumentou apenas 14% [2,3]. Ramos 
[4] reporta que nos EUA, em 2020, aproximadamente 20% 
da população será formada por sujeitos com mais de 65 anos. 
No mesmo país, em 2040, cerca de 1,3 milhão de sujeitos 
serão centenários. Levando em consideração esse cresci-
mento, estudos recentes [1,5-9] têm se dedicado a, além de 
dar melhorares condições de saúde para a população idosa, 
propor estratégias preventivas contra os efeitos deletérios do 
envelhecimento.
Roubenoff [10] observa que uma das principais carac-
terísticas do processo de envelhecimento é a sarcopenia. O 
autor complementa a observação lembrando que este termo 
é o nome dado a esperada perda da massa e força muscular, 
principalmente, devido à diminuição do número de fi bras 
musculares do Tipo II. Segundo Ehrlich & Livtak [11], a 
partir dos 60 anos, a perda de força muscular pode atingir 
cerca de 10% por década.
Embora não possa ser classificada como doença, a 
sarcopenia tem sido responsabilizada, juntamente com a 
inatividade física, por grande parte, do aumentado risco 
para limitações no desempenho em tarefas motoras, das 
mais simples às complexas, como levantar de uma cadeira, 
por exemplo. Lima-Costa, Barreto & Giatti [12] observam 
que, em se tratando da funcionalidade de idosos, esta pode 
ser dimensionada em termos de desempenho funcional 
em determinadas atividades importantes para a autonomia 
funcional do dia-a-dia. 
Chaimowicz & Greco [5] lembra que, concomitante-
mente com o envelhecimento, aumentam a incidência e 
prevalência das doenças crônico-degenerativas. Estas do-
enças, associadas a sarcopenia e à inatividade física, além 
de poderem levar à fragilidade e dependência funcional, 
aumentao risco de necessidade de internamento e institu-
cionalização. Cançado [13] observa que quanto mais alta 
for a idade, menor será a probabilidade do idoso se manter 
independente. Estas ocorrências aumentam o tamanho dos 
desafi os dos serviços públicos de saúde, em gerar um bom 
serviço e qualidade de vida para esse segmento da população. 
Nobrega et al. [14] estima que, com o envelhecimento da po-
pulação, por volta de 2020, o número de idosos brasileiros, 
portadores de moderada ou grave incapacidade funcional, 
aumentará entre 84 a 167%. Felizmente, essas constatações 
não são de todo desanimadoras, desde que, os resultados de 
vários estudos [9,15-21] têm demonstrado que o aumento 
dos níveis de atividade física pode desempenhar importante 
papel como coadjuvante na prevenção e manutenção da 
funcionalidade e autonomia do idoso. 
O exposto demonstra a relevância investida no desen-
volvimento de estudos que visem a verifi cação dos níveis de 
desempenho funcional de populações idosas, especialmente, 
aquelas nas quais o risco de diminuição da funcionalidade 
é incontestavelmente elevado, como a deste estudo. Sendo 
assim, o presente estudo teve como objetivo principal a ve-
rifi cação dos resultados de desempenho funcional de idosos 
que vivem em asilos públicos da cidade de Maceió, em tarefas 
motoras selecionadas.
Esta pesquisa se insere na linha de pesquisa: Aptidão física, 
Autonomia Funcional e Qualidade de Vida Para Idosos, fazen-
do parte da produção do Núcleo de Pesquisa em Atividades 
Físicas, Desempenho e Saúde do Departamento de Educação 
Física da Universidade Federal de Alagoas (NUPAFIDES-
EDF-UFAL).
Métodos
Seleção e características dos sujeitos
Neste estudo, de caráter descritivo, utilizou-se uma 
amostra composta por 19 sujeitos (12 homens e 7 mulheres) 
com idades compreendidas entre 61 e 99 anos (X = 70,45 
DP = ± 6,02), selecionados dentre os idosos que residiam, há 
mais de três anos, em três das instituições asilares públicas da 
cidade de Maceió. Foi selecionado como critério de exclusão, 
ter menos de 60 anos de idade, e apresentar evidências que 
incapacitasse os idosos na realização das tarefas, como, por 
exemplo: estar sob tratamento com drogas que embotassem 
a atenção ou impedissem a realização das tarefas e, ou, apre-
sentassem evidências de doenças neurológicas, cardíacas, 
ósteo-mio-articulares, dentre outras.
Tabela I - Características físicas dos sujeitos.
HOMEM (n = 12) (Vm – VM) MULHER (n = 7)
M DP M DP
IDADE (anos) 70,45 6,02 61 99 79,42 10,65
ESTATURA (cm) 159,56 7,78 138,2 172,2 145,94 5,24
PESO (Kg) 64,57 8,92 41,1 78 49,01 10,92
IMC (Kg/m2) 24,53 2,94 19,2 31,01 22,7 4,18
IMC = Índice de Massa Corporal; M = Média; DP = Desvio Padrão; Vm= Valor mínimo; VM = Valor Máximo.
9Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício - Volume 4 Número 1 - janeiro/dezembro 2005
Para a caracterização antropométrica da amostra, utili-
zaram-se as medidas da massa corporal, estatura e Índice de 
Massa Corporal (Tabela I).
Após a explicação dos objetivos, procedimentos experi-
mentais, importância e relevância do estudo e possíveis riscos, 
derivados do experimento, leu-se para todos os idosos o con-
teúdo da carta de consentimento. Ao fi m da leitura os idosos 
que se propuseram a participar do experimento, assinaram 
ou a puseram as digitais de seus polegares sobre o termo de 
consentimento. Além disso, a presente pesquisa respeitou os 
preceitos e normas ditadas pelo Conselho Nacional de Saúde 
(resolução n° 01/88) (CNS, 1995).
Medidas da funcionalidade
Na maioria dos asilos estudados, os testes foram realiza-
dos em um único dia. Entretanto, em alguns asilos, houve 
a necessidade de se utilizar dois dias consecutivos para as 
avaliações.
Para acessar o desempenho funcional dos idosos, mediu-se 
o tempo gasto para a realização de quatro das atividades ou 
tarefas motoras importantes para o cotidiano, utilizadas como 
testes em estudos anteriores, descritos a seguir.
Caminhar 10 metros
Este teste, utilizado em estudos anteriores [6,22], desti-
na-se a medir a velocidade de caminhada para uma distância 
equivalente a largura de uma rua padrão. O teste consiste em 
caminhar em linha reta, uma distância equivalente a 10 (dez) 
metros, o mais rápido possível, sem correr. 
“Timed Up & Go Test”
Este teste, dentre outras variáveis, destina-se a medir, 
principalmente a coordenação motora e o equilíbrio. Segun-
do Podsiadlo & Richardson [23], pode ser utilizado como 
preditor para a funcionalidade e morbi-mortalidade. O teste 
é iniciado com o sujeito sentado em uma cadeira. O avaliado 
deve levantar-se da cadeira, sem auxílio dos braços, caminhar 
em linha reta, o mais rapidamente possível sem correr, uma 
distância de três metros, ao fi m dos quais, deve fazer meia 
volta, percorrer o mesmo percurso e mais uma vez sentar.
Tirar e colocar a chave em uma fechadura
Esse teste foi proposto e utilizado por Lundgren-Lindquist 
& Sperling [24] para avaliar a habilidade manual de indivídu-
os idosos. O teste consiste em, se partindo-se da posição inicial 
em pé, em frente ao equipamento, colocado a uma altura de 
95 a 100 cm do chão, onde está a fechadura foi marcado o 
tempo para tirar e recolocar a chave.
Tirar e recolocar uma lâmpada em um bocal
Esse teste, também proposto por Lundgren-Lindquist & 
Sperling [24], destina-se à avaliação da habilidade manual 
de idosos.
Tratamento estatístico
Com o objetivo de organizar e apresentar à análise os 
dados estudados, utilizaram-se os seguintes recursos da esta-
tística descritiva: média, desvio padrão, freqüência absoluta 
e freqüência relativa e delta percentual (Δ%). 
Resultados
Apresentação dos resultados no desempenho funcional
Os resultados do desempenho funcional em cada uma das 
tarefas selecionadas podem ser observados na Tabela II.
Resultados do teste: caminhar 10 metros.
Neste teste, os homens e mulheres que compuseram a 
amostra gastaram, respectivamente, um tempo médio de 
8,74s (± 2,2) e 24,41s (± 14,5) para a realização da tarefa, o 
que corresponde a uma velocidade média de 1.31 m/s (DP= 
± 0,31) para os homens e 0,54 m/s (DP = ± 0,3) para as 
mulheres. 
Resultados do teste: “Timed Up & Go Test”
Quando analisamos o TUGT, é pertinente lembrar que as 
autoras do mesmo, Podsiadlo & Richardson [23], reportam 
que, em termos funcionais, enquanto os indivíduos que con-
seguem realizar essa tarefa em tempo inferior a 10 segundos 
Tabela II - Desempenho nas habilidades funcionais selecionadas.
HOMENS (n = 12) (Vm – VM) MULHERES (n = 7)
n M DP n M DP
TTRL(seg) (11) 13,78 ± 7,73 6,3 – 50,16 (7) 21,57 ± 15,18
TTEC(seg) (11) 10,16 ± 18,9 1,67 – 66,39 (7) 8,93 ± 9,9
TUAGT(seg) (12) 14,96 ± 3,9 9,64 – 52,74 (6) 28,24 ± 15,1
TC 10m(seg) (12) 8,74 ± 2,5 5,11 – 46,84 (7) 24,41 ± 14,5
TTCL = Tempo para retirar e recolocar uma lâmpada; TTEC = Tempo para retirar e recolocar a chave; TUAGT = “Timed Up And Go Test” ; TC 10 m = Tempo 
para realizar a Caminhada de 10 metros, n = número de participantes, M = Média, DP = Desvio Padrão, Vm = Valor Mínimo, VM = Valor Máximo.
Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício - Volume 4 Número 1 - janeiro/dezembro 200510
são classifi cados como funcionalmente independentes; os 
sujeitos que realizam o teste em um período de tempo superior 
a 10 segundos e inferior a 20 segundos são classifi cados como 
parcialmente independentes. Finalmente, os indivíduos que 
realizam o teste em tempo superior a 30, ou não o conseguem 
realizar, são classifi cados como funcionalmente dependentes, 
tendendo a necessitar de assistência de outras pessoas. Dessa 
forma, pôde-se observar que, todos os sujeitos do sexo mas-
culino foram classifi cados como parcialmente independentes. 
Entretanto, dentre as mulheres, observou-se a ocorrência das 
três classifi cações. Ou seja, uma delas foi considerada fun-
cionalmente dependente, desde que não conseguiu realizar 
o mesmo; três foram consideradas parcialmente indepen-
dentes, uma foi considerada funcionalmente independentee três como dependentes da assistência de outras pessoas para 
realizarem esta atividade motora. 
Resultados do teste: retirar e recolocar uma lâm-
pada em um bocal
Neste teste, embora 100% das mulheres fossem capazes 
de desempenhar a tarefa, três delas (43%), demonstraram 
signifi cativas difi culdades na realização da tarefa. Dentre os 
homens, neste mesmo teste, três sujeitos (25%) apresentaram 
difi culdade na realização do teste, enquanto um deles (8,3%) 
foi incapaz de realizar a tarefa. 
Resultados do teste: retirar e recolocar a chave 
em uma fechadura
Nessa tarefa, mais uma vez, 100% das mulheres foram 
capazes de terminar a tarefa, entretanto, duas delas (28,5%) 
apresentaram difi culdades na realização da mesma. Dentre 
os homens, dois sujeitos (16,6%) demonstraram difi culdades 
para realização da tarefa, enquanto um dos indivíduos (8,3%) 
não foi capaz de completar o teste. 
Discussão
Os resultados do presente estudo corroboram com 
afi rmações de publicações anteriores [25] de que o grau do 
declínio na capacidade funcional de idosos asilados é mais 
elevado, quando comparado com idosos não asilados, apesar 
das limitações existentes no presente estudo como o limitado 
tamanho da amostra e outras.
Vários estudos longitudinais [27,9] têm demonstrado que 
os efeitos deletérios do envelhecimento, sobre os diferentes 
sistemas corporais, podem levar o indivíduo à invalidez. Melo 
et al. [26] lembra que tais constatações demonstram que o 
envelhecimento populacional e seus efeitos geram maior 
responsabilidade e maiores gastos, com programas médicos 
e sociais, para os serviços de saúde, desde que, os idosos 
apresentam como características: consumir mais serviços de 
saúde, apresentam maior e mais freqüente necessidade de 
internações hospitalares e, quando internados, apresentam 
um tempo de ocupação do leito maior que o de outras faixas 
etárias [12]. 
Indivíduos idosos que vivem em instituições asilares têm 
demonstrado menores níveis de atividade e aptidão física, 
quando comparados com os idosos que vivem na comuni-
dade. Sendo mais frágeis, esses idosos apresentam maiores 
riscos para doenças crônico-degenerativas, limitações fun-
cionais e quedas [25]. No Distrito Federal, Melo et al. [26] 
investigando o nível de atividade física em instituições que 
cuidam de idosos, observou que nenhuma das instituições 
estudadas oferecia qualquer programa de atividade física 
orientada. Mais uma vez no Brasil, em um estudo feito na 
região sul do país, Benedetti & Petroski [25] constataram que 
as instituições asilares, devido ao declínio do organismo e a 
uma maior fragilidade dos indivíduos, têm dado preferência 
às atividades que requeiram menor esforço físico. A autora 
observou a ocorrência de um fenômeno interessante que, se-
gundo a mesma, termina convertendo-se em um ciclo vicioso: 
à medida que há o incremento da idade, o indivíduo tende 
a tornar-se menos ativo, por conseguinte suas capacidades 
físicas diminuem, começa a aparecer o sentimento de velhice, 
que pode por sua vez causar estresse, depressão e levar a uma 
redução da atividade física e, conseqüentemente, à aparição 
de doenças crônico-degenerativas, que por si só, contribuem 
para o envelhecimento. 
Os resultados da presente pesquisa demonstram que, 
em todas as atividades motoras realizadas, as mulheres apre-
sentaram desempenho médio inferior (tempo maior para a 
realização da tarefa) ao dos homens. No teste de caminhada 
de 10 metros, as mulheres apresentaram o resultado inferior 
(p = 0,000). Esperava-se este resultado, pois segundo [28], 
quando se comparam idosos de mesma idade e características, 
os do sexo feminino, tendem a apresentar menor desempenho 
funcional em tarefas que exijam esforços físicos moderados 
ou vigorosos, quando comparadas com homens.
Quando comparados com os resultados de estudos 
semelhantes [29,6,30], realizados com idosos não insti-
tucionalizados, de mesmas características e faixa etária, as 
mulheres e homens que compuseram esta pesquisa apresen-
taram uma velocidade de caminhada menor. Entretanto, 
quando comparados com outros estudos [31], as mulheres 
continuam apresentando menores resultados, enquanto os 
homens apresentam resultados semelhantes. Estes resultados 
são compatíveis com os apresentados por outros estudos, 
como, por exemplo, o de [28], no qual os autores, além de 
confi rmarem estes achados, complementam observando que, 
dentre os idosos, as mulheres tendem a apresentar maior 
fragilidade e necessidade de assistência na realização das ati-
vidades motoras do cotidiano. No Teste TUGT é interessante 
notar que, quando comparados com os resultados do estudo 
de Podsiadlo & Richardson [23], realizados com sujeitos de 
média de idade superior (79,5 anos), a presente amostra, 
embora apresentando média de idade inferior, apresentou 
11Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício - Volume 4 Número 1 - janeiro/dezembro 2005
um tempo médio para a realização dessa tarefa muito maior. 
Segundo as autoras do teste, este fato pode evidenciar que, 
em termos funcionais, os sujeitos asilados, mesmo quando 
comparados, com idosos mais velhos, apresentam maiores 
défi cits funcionais. Os resultados encontrados nas tarefas 
de avaliação da habilidade manual (teste da lâmpada e da 
chave) foram menores que os observados em outros estudos 
(Barbosa, dados não publicados), realizado com uma amos-
tra composta por idosas não institucionalizadas, com média 
de idade de 67,9 anos. Isso demonstra a maior fragilidade 
existente entre as idosas asiladas, quando comparadas a não 
institucionalizadas. 
É importante relatar que, de acordo com os questionários 
utilizados para acessar e avaliar a independência funcional 
nas AMBDD e AMIDD, nenhuma das mulheres poderia 
ter sido considerada plenamente independente, enquanto 
dentre os homens, quatro deles (21%) foram classifi cados 
como plenamente independentes e três (25%) demonstraram 
défi cit cognitivo. 
Conclusão
Respeitando-se as possíveis limitações metodológicas, os 
resultados obtidos no presente estudo, demonstraram que os 
idosos que vivem em instituições asilares na cidade de Ma-
ceió apresentaram baixa autonomia nas tarefas selecionadas, 
principalmente quando comparados com indivíduos não 
institucionalizados. Esses resultados levam a crer que existe 
a necessidade de políticas específi cas e dos responsáveis por 
essas instituições aplicarem intervenções que venham a me-
lhorar, ou em alguns casos manter, o nível de aptidão física 
fornecendo para essas pessoas uma vida mais independente 
e melhorando assim a qualidade de vida desses sujeitos, vi-
sando desacelerar os efeitos do envelhecimento que, segundo 
Matsudo [30], ocorre por imobilidade e má adaptação e não 
por doença crônica. 
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13Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício - Volume 4 Número 1 - janeiro/dezembro 2005
Artigo original
Efeito agudo dos alongamentos estático e FNP sobre 
o desempenho da força dinâmica máxima 
Acute effect of static and PNF stretching 
on maximal dynamic strength performance
h iago Matassoli Gomes*, Ercole da Cruz Rubini**, Homero da SN Junior**, Jeff erson da Silva Novaes***, Alexandre Trindade***
*Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Ciência da Motricidade Humana - PROCIMH / UCB-RJ, Laboratório de Biociên-
cias da Motricidade Humana - LABIMH, Universidade Estácio de Sá - RJ, **Universidade Estácio de Sá - RJ, *** Programa de 
Pós-graduação Stricto Sensu em Ciência da Motricidade Humana - PROCIMH / UCB-RJ, Laboratório de Biociências da Motrici-
dade Humana - LABIMH, UFRJ / EEFD
Resumo
O objetivo deste estudo foi verifi car o efeito agudo dos alonga-
mentos estático passivo e facilitação neuromuscular proprioceptiva 
sobre o desempenho da força dinâmica máxima. O estudo foi 
realizado com 21 voluntários do sexo masculino (24,1 ± 1,7 anos) 
treinados em força há pelo menos dois anos. Para auferição da 
força dinâmica máxima foi utilizado o protocolo de teste e re-teste 
de uma repetição máxima (1RM) no supino horizontal. Todos os 
sujeitos participaram de todas as situações experimentais, sendo: a) 
alongamento estático + 1RM (EP); b) alongamento FNP + 1RM 
(FNP); c) teste de 1RM sem alongamento (GC). A ordem de par-
ticipação nos protocolos experimentais foi determinada de forma 
aleatória. O resultado da ANOVA com medidas repetidas mostrou 
diferenças signifi cativas com relação à situação controle, tanto na 
situação EP (p = 0,00) quanto na situação FNP (p = 0,00). Onde 
a média nas condições experimentais EP (95 ± 12,3 kg) e FNP (92 
± 11,2 kg) foi signifi cativamente menor do que GC (99,2 ± 11,4 
kg). Conclui-se que uma sessão de alongamento estático ou FNP 
executada imediatamente antes do treinamento de força provocou 
uma diminuição do desempenho.
Palavras-chave: flexibilidade, teste de 1 RM, rendimento, 
treinamento concorrente.
Abstract
h e purpose of this study was to verify the acute eff ect of static 
and proprioceptive neuromuscular facilitation stretching on maxi-
mal dynamic strength performance. h e study was comprised by 
twenty-one trained male (24.1 ± 1.7 years). To measure the maximal 
dynamic strength it was used the one maximal repetition test (1RM) 
and retest protocols in a horizontal chest press. All subjects were ran-
domly assigned to static stretching (EP), PNF stretching (FNP) and 
nonstretching (GC) protocols before strength testing. h e ANOVA 
with repeated measures revealed signifi cantly decreases (p < 0.05) in 
maximal dynamic strength. Static and proprioceptive neuromuscular 
stretching reduced the maximal strength (p = 0.00) when compared 
with nonstretching group. h e mean in experimental conditions EP 
(95 ± 12.3 kg) and FNP (92 ± 11.2 kg) was signifi cantly smaller 
than GC (99.2 ± 11.4 kg). h ese results indicated that both static 
and proprioceptive neuromuscular facilitation stretching impairs 
maximal dynamic force production.
Key-words: flexibility, 1RM test, performance, concurrently training. 
Recebido 15 de julho de 2005; aceito em 10 de outubro de 2005.
Endereço para correspondência: Thiago Matassoli Gomes, Rua Delfina Enes, 365, Penha, 21011-400 Rio de Janeiro RJ, Tel: (21) 
8807-9459, E-mail: thiagogom@gmail.com 
Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício - Volume 4 Número 1 - janeiro/dezembro 200514
Introdução
O ACSM [1] coloca a força e a fl exibilidade, juntamente 
com a potência aeróbia e a composição corporal como os 
quatro componentes mais importantes da aptidão física, 
devendo estes estar embutidos em qualquer programa de 
atividade física relacionado à saúde. 
Exercícios de alongamento são tradicionalmente utilizados 
como parte integrante doaquecimento para a atividade prin-
cipal, sob a alegação de promover melhoras no desempenho, 
diminuir o risco de lesões e diminuir o aparecimento de dores 
musculares tardias. Porém, parece não existir sustentação 
científi ca para tais afi rmações [2-8]. 
Trabalhos recentes mostram uma diminuição no de-
sempenho da força isométrica e isotônica [9-15], nos saltos 
verticais [16-19] e na força isocinética [20-22] quando estas 
são precedidas por exercícios de alongamento. Na literatura, 
a maioria dos trabalhos se apresenta verifi cando os efeitos da 
fl exibilidade sobre a força em membros inferiores [9-14,16-
19]. Entretanto, dos estudos relacionados acima apenas dois 
trabalhos [15,21] reportam o comportamento da força nos 
membros superiores. Demonstrando uma lacuna a ser preen-
chida, que é saber se os resultados encontrados em membros 
inferiores podem ser reproduzidos nos membros superiores.
Portanto, o objetivo deste estudo foi verifi car o efeito 
agudo dos métodos de alongamento estático passivo (EP) 
e facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP) sobre o 
desempenho da força dinâmica máxima de membros supe-
riores. 
Materiais e métodos
Amostra
Participaram do estudo 21 voluntários do sexo masculino 
(24,1 ± 1,7 anos; 172 ± 2,8 cm; 76,4 ± 3,6 kg) com expe-
riência de, no mínimo, dois anos em treinamento de força. 
Foi adotado como critério de exclusão a presença de qualquer 
lesão osteomioarticular ou cirurgia nas articulações envolvidas 
no estudo e o uso de suplementos e esteróides anabólicos ou 
quaisquer outras drogas que pudessem interferir nos resultados 
dos testes. Todos assinaram termo de consentimento livre e 
esclarecido conforme resolução 196/96 do Conselho Nacional 
de Saúde para experimentos com humanos.
Desenho experimental
Todos os sujeitos realizaram cinco visitas não consecutivas 
com intervalo de 48 horas entre as mesmas. Todos fi zeram os 
testes no mesmo período do dia durante todo o procedimento 
experimental. Nas duas primeiras visitas foram realizadas as 
mensurações da composição corporal (estatura e massa cor-
poral), aplicado o questionário PAR-Q e o teste e o re-teste 
de 1RM. Da terceira a quinta visitas os voluntários foram 
divididos aleatoriamente nas seguintes situações experimen-
tais: a) alongamento estático + 1RM (EP); b) alongamento 
FNP + 1RM (FNP); c) teste de 1RM sem alongamento prévio 
(GC). Todos foram instruídos a não realizar qualquer tipo de 
treinamento de força e de fl exibilidade para o grupamento 
muscular envolvido no teste 48 horas antes do início dos 
mesmos. 
Determinação de 1RM
Para a avaliação da força dinâmica máxima foi realizado 
o exercício supino horizontal em um pórtico da Technogym® 
(Itália), no qual o avaliado deitava-se no banco em posição 
supina, posicionando a barra na linha do ponto meso-ester-
nal. A distância das mãos deveria corresponder à posição em 
que o úmero fi casse horizontal em relação ao solo e o ângulo 
formado entre o braço e o antebraço fosse de 900 no fi nal da 
fase excêntrica do movimento, angulação que foi auferida por 
um goniômetro. O exercício supino horizontal foi realizado 
da seguinte maneira: a) Posição inicial – fase excêntrica do 
movimento, sua execução era iniciada com os cotovelos em 
extensão; b) Posição intermediária – fase concêntrica do 
movimento, com os cotovelos formando um ângulo de 900 
de fl exão com o úmero em paralelo ao solo (limitador de 
amplitude), retornando então a posição inicial.
O protocolo do teste seguiu as instruções do ACSM [23], 
podendo ser realizadas até três tentativas, sendo o peso ajusta-
do sempre antes de cada tentativa. O tempo de recuperação 
entre as tentativas foi padronizado em cinco minutos. Quando 
o avaliado não conseguia mais realizar o movimento de forma 
correta, o teste era interrompido, sendo registrado como peso 
máximo, aquele obtido na última execução completa.
Protocolo de alongamento
Para o tratamento com o método estático passivo, utilizou-
se três séries com 30 segundos de manutenção na posição, 
no qual o movimento era levado até uma posição de ligeiro 
desconforto. Para o método FNP foi realizado seis segundos de 
contração seguido de 30 segundos de manutenção na posição, 
também com três séries. Entre as séries de alongamento foi 
realizado um intervalo de 30 segundos (Figura 1).
Figura 1 - Posição de alongamento.
15Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício - Volume 4 Número 1 - janeiro/dezembro 2005
Análise de dados
Todos os resultados estão apresentados em média ± desvio 
padrão. Para determinar os efeitos dos dois tratamentos sobre 
a variável dependente (1RM), foi realizada uma ANOVA para 
medidas repetidas com três entradas (GC X EP X FNP). Para 
determinar as diferenças específi cas foi realizado o teste post 
hoc de Bonferoni. As análises estatísticas foram realizadas a 
partir do pacote de programas estatísticos SPSS 14.0 (SPSS 
Inc., EUA). Para todas as análises foi adotado um nível crítico 
de signifi cância de p < 0,05. 
Resultados
A ANOVA para medidas repetidas mostrou reduções 
signifi cativas (p = 0,00) na força tanto na situação EP quan-
to FNP em relação ao grupo controle, no qual a média nas 
condições experimentais EP (95 ± 12,3 kg) e FNP (92 ± 11,2 
kg) foi signifi cativamente menor que a média obtida no grupo 
controle (99,2 ± 11,4 kg) (Gráfi co 1). 
Gráfi co 1
Todos os fatores supracitados (número de exercícios, tem-
po e número de séries diferentes) por muitas vezes geram um 
tempo total de estímulo que excedem o que normalmente é 
feito na prática e acabam por diminuir a aplicabilidade dos 
estudos. Porém, apesar de no presente trabalho o volume 
total de estímulo ter sido menor e estar sendo obedecido o 
recomendado [1], também foi verifi cada a diminuição no 
desempenho da força quando a mesma foi precedida por 
exercício de alongamento. 
Marek et al. [22] verifi caram diminuições no pico de 
torque máximo (2,8%) e na potência muscular (3,2%) em 
velocidade lenta (600.s-1) e rápida (3000.s-1) para o músculo 
vasto lateral. Assim como no presente estudo, a magnitude 
no défi cit da força em decorrência dos métodos de alonga-
mento foi a mesma, tanto para o método estático quanto 
para o FNP.
Possíveis explicações são utilizadas para justifi car a di-
minuição do desempenho da força quando precedida por 
exercícios de alongamento. Fowles et al. [10] verifi caram uma 
diminuição de 28% na ativação das unidades motoras e na 
atividade eletromiográfi ca. Além disso, observaram que este 
efeito perdurou por até 60 minutos. Esta diminuição pode 
ser explicada pela inibição gerada pelos órgãos tendinosos de 
golgi, que contribui para uma diminuição da excitabilidade 
dos motoneurônios alfa. 
Avela et al. [24] mostraram uma redução de 23,2% na 
contração voluntária máxima da musculatura do tríceps sural. 
Tal diminuição possivelmente ocorreu por uma redução na 
sensitividade dos fusos musculares, reduzindo a atividade das 
fi bras aferentes de grande calibre. Uma inibição dos moto-
neurônios alfa gerada pelos receptores articulares tipo III e 
tipo IV, também pode justifi car a diminuição no desempenho 
da força [25]. 
Alterações nas propriedades viscoelásticas da unidade mús-
culo-tendinosa reduzem a tensão passiva e a rigidez [26,27]. 
Como uma das funções do tendão é transferir a força produzida 
pela musculatura esquelética para os ossos e articulações, uma 
unidade músculo-tendinosa menos rígida transmitirá de forma 
menos efi ciente as alterações de tensão na musculatura. Tais 
alterações viscoelásticas podem colocar o componente contrátil 
em uma posição menos favorável em termos de produção de 
força nas curvas de força-comprimento e força-velocidade, que 
acarreta conseqüentemente em uma insufi ciente transmissão de 
força do músculo para o sistema esquelético[26,27]. 
É importante enfatizar que a posição de alongamento 
utilizada, apesar de ser bastante comum nas academias e 
clubes de ginástica provavelmente interferiu na resposta da 
produção de força. Com os cotovelosestendidos não se isola 
o alongamento para a musculatura do peitoral. No entanto, 
mesmo com essa limitação foi observada uma diminuição no 
desempenho da força. A hipótese é que com o exercício de 
alongamento sendo conduzido com os cotovelos fl exionados 
(isolando assim o grupamento muscular alongado), a dimi-
nuição no desempenho da força poderá ser ainda maior. 
Discussão
Os resultados do presente estudo estão em concordância 
com outros que também verifi caram diferença estatisticamente 
signifi cativa entre os valores do desempenho da força quando 
precedida por exercícios de alongamento [9-22]. Apesar de 
na maioria desses estudos terem sido realizados mais de um 
tipo de exercício de alongamento e o número de séries, bem 
como o tempo de manutenção na posição de alongamento, 
nem sempre obedecerem o recomendado [1]. 
Fowles et al. [10] e Behm et al. [11] utilizaram 135 e 45 
segundos de manutenção na posição de alongamento respec-
tivamente. A variação no número de séries também foi muito 
grande, enquanto Tricoli e Paulo [14] utilizaram três séries, 
Fowles et al. [10] utilizaram apenas uma e Behm et al. [11] 
utilizaram cinco séries.
Alguns trabalhos [17-19] não demonstraram diminuição 
no desempenho dos saltos verticais quando estes foram pre-
cedidos por exercícios de alongamento. Porém, novamente os 
protocolos de alongamento não respeitavam o recomendado 
[1], sendo utilizado apenas quinze segundos de manutenção 
na posição de alongamento. 
Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício - Volume 4 Número 1 - janeiro/dezembro 200516
Conclusões 
Os resultados demonstraram uma diminuição da força 
dinâmica máxima quando esta foi precedida por exercício de 
alongamento. Tanto para o método estático passivo quanto 
para o método de facilitação neuromuscular proprioceptiva. 
Esses resultados somam-se aos dados já existentes na literatura, 
mostrando haver uma diminuição no desempenho da força 
independentemente do segmento corporal envolvido e do 
número de exercícios realizados.
Atletas e técnicos devem considerar os dados do presente 
estudo antes de acrescentar em suas rotinas de aquecimento 
exercícios de alongamento. Ainda mais, nas atividades físico-
desportivas que dependerem diretamente do desempenho 
da força. 
Futuros estudos devem procurar investigar os possíveis 
mecanismos relacionados à diminuição do desempenho da 
força. Faz-se necessária a elaboração de outros estudos que 
envolvam diferentes variáveis, entre elas: o número de séries, 
o tempo de sustentação da posição de alongamento e popu-
lações com diferentes idades. Sugere-se, ainda, que se observe 
os efeitos crônicos sobre as variáveis apresentadas.
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17Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício - Volume 4 Número 1 - janeiro/dezembro 2005
Artigo original
Predição do volume de exercícios com pesos para 
promoção da exaustão em três grupos musculares de 
atletas mediante variações de componentes sanguíneos 
Prediction of exercise volume with weight to promote exhaustion in three 
major muscular-groups of athletes through variation of blood markers
Carlos Alexandre Fett*, Fábio Lera Orsatti**, Roberto Carlos Burini***
*Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, **Professor de EducaçãoFísica, Centro de Meta-
bolismo em Exercício e Nutrição (CeMeNutri) – Departamento de Saúde Pública da Faculdade de Medicina Botucatu/SP-UNESP, 
Mestrando em Ginecologia, Setor de Climatério e Menopausa – Faculdade de Medicina (UNESP), Botucatu (SP), ***Professor 
Titular, Centro de Metabolismo em Exercício e Nutrição – CeMENutri – Depto de Saúde Pública da Faculdade de Medicina da 
Unesp – Botucatu (SP)
Resumo 
Com o objetivo de avaliar o impacto do teste de exaustão (TE), 
com exercícios resistidos em três grupamentos musculares distintos, 
sobre a magnitude das alterações sangüíneas de atletas, foram estu-
dados 12 indivíduos (23 ± 4 anos) do sexo masculino (79 ± 10kg), 
atletas de musculação e voluntários ao estudo. Após 4 semanas de 
treinamento e dieta ajustada para 1,5g/kg/dia e 30 kcal/g prot., foi 
aplicado o TE que iniciava com 80% de 1 RM e redução de 20% até a 
fadiga (não execução da repetição). O TE foi realizado para: 1) supino 
reto; 2) agachamento na máquina Hack®; 3) remada baixa no pulley, 
sem descanso entre os exercícios. Foram realizadas coletas de sangue, 
antes e após a realização dos três TE, para dosagens hemogasimétricas 
e bioquímicas. Após o TE, aumentaram as atividades das enzimas 
(U/L) creatino-quinase (CK), creatino-quinase isoenzima cardíaca 
(CK-MB), lactato desidrogenase (LDH), alanina aminotransferase 
(ALT), aspartato aminotransferase (AST) e os valores de glicose, Ca+, 
Na+ , PO
2
,
 
hematócrito, osmolalidade. Por outro lado, houve redução 
signifi cativa do pH, HCO
3 e 
pCO
2 
e variação não signifi cativa do 
ácido úrico. Não houve correlação do teste de RM com o somatório 
das repetições no TE. Os indicadores isolados mais sensíveis ao vo-
lume de exercícios foram a PCO
2
 e a AST que predizem até 50% e 
40% das repetições, respectivamente. A associação da PCO
2
, pressão 
parcial de oxigênio (PO
2
), hematócrito (Ht), creatina quinase por-
ção cérebro-músculo (CK-MB) e bicarbonato (HCO
3
), têm o nível 
preditivo máximo de aproximadamente 92%. O teste exaustivo dos 
3 grupamentos musculares leva a alterações sanguíneas indicativas de 
estresse metabólico em que variações de pO
2
, pCO
2
, HCO
3
-, Ht, e 
CKMB predizem 92% do esforço dispendido no TE. 
Palavras-chave: marcadores bioquímicos, teste de exaustão, 
grupos musculares.
Abstract
h e responses of blood markers of fatigue -stress to exhaustive 
strength training were investigated in three diff erent groups of 
muscles of 12 males (23 + 4 yrs) volunteers, body builders. After 4 
weeks of training (5d/wk, 3x6-12 rep. 70-85% of RM, 30-60 seg 
rest among series) and dietary intake adjusted to 1.5g prot/kg/d 
and 30kcal/g prot they were submitted to the exhaustion test (ET) 
beginning with 80% of 1RM downgrading 20% up to fatigue. h e 
ET was conducted for muscular groups through 1) bench press, 2) 
squad and 3) seated row, without resting between exercises. Blood 
samples were drawn immediately before and after the ET and 
processed for hemogasimetric and biochemistry assays. h e ET 
resulted in increased activities of enzymes (CK, CK-MB, LDH, AST 
and ALT), levels of osmolality (Osm), Na+, Ca++, Ht, glucose and 
pO
2
. h e ET reduced the values of pH, HCO
3
 and pCO
2
, without 
aff ecting the concentration of uric acid. h ere was no relationship 
between the loading for 1RM (kg) and the number of repetitions 
to reach the ET. Blood pCO
2
 and plasma AST showed (negative) 
signifi cant relationship with exercise volume for ET predicting 
50% and 40% of the achieved exercise repetitions, respectively. By 
associating both with pO
2
, CK-MB and HCO
3
 the predictive value 
increased to 92%. h us the responses of blood markers predict up 
to 92% of the volume of exhaustive strength exercise in the three 
major groups of user muscles during ET in athletes.
Key-words: biochemistry markers, exhaustion test, muscular-
groups.
Recebido em 12 de abril de 2005, aceito em 15 de março de 2005.
Endereço para correspondência: Roberto Carlos Burini, Rua Distrito de Rubião Júnior, s/n-UNESP/FM/BOTUCATU, 18618-970 
Botucatu SP, Tel: (014) 3811-6128, E-mail: burini@fmb.unesp.br
Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício - Volume 4 Número 1 - janeiro/dezembro 200518
Introdução
Os grandes grupamentos musculares estão envolvidos, em 
geral, nos esportes de alta intensidade, causando exaustão e es-
tresse, com repercussões sistêmicas. Entretanto, grande parte dos 
estudos relativos à fadiga muscular utiliza contrações isométricas 
de pequenos grupamentos musculares, bem defi nidos. Além 
disso, para defl agração da fadiga são usados estímulos elétricos, 
sem artefatos externos, ou envolvimento de movimento articular. 
Assim, as cinéticas inerentes ao trabalho muscular são relaciona-
das mais aos fatores limitantes periféricos que aos fatores centrais 
ou sistêmicos. Portanto, muito menor atenção tem sido dada ao 
estabelecimento da fadiga em grandes grupamentos musculares 
no exercício dinâmico e sua infl uência sistêmica [1].
Atividades intensas, especialmente as excêntricas estão associa-
das à lesão muscular [2] e a lesão associa-se a exaustão do músculo, 
prejudicando a função contrátil pela resposta infl amatória. 
Por outro lado, o treinamento físico leva a adaptações in-
dividualmente em cada sistema (cardiorespiratório, muscular 
e neural), promovendo coordenação entre os sistemas para 
minimizar a quebra da homeostase em resposta ao exercício. 
Assim, o treinamento tem relevância direta para o tipo de 
observação na resposta especifi ca ou não especifi ca ao estresse 
submetido [3]. Para tanto, é necessário que o teste físico de 
sobrecarga seja adequado quanto às alterações metabólicas 
envolvidas que se deseja observar. 
A capacidade de sustentar ações musculares repetidas é 
chamada de resistência (endurance) muscular. A endurance 
muscular aumenta com a força, modifi cações metabólicas lo-
cais e função circulatória. Estas alterações melhoram o desem-
penho muscular em atividades específi cas contra resistência, 
tanto no aumento da força quanto da resistência muscular. 
Uma força simples de estimar a endurance muscular é verifi car 
quantas repetições se consegue desempenhar em um dado 
percentual do teste de uma repetição máxima (1RM) [4].
Portanto, nosso objetivo foi desenvolver um teste de exer-
cícios resistidos exaustivos, que fosse representativo da maior 
parte do volume muscular total, a fi m de observar as alterações 
sistêmicas induzidas representadas por indicadores sanguíneos 
após indução pelo teste de exaustão muscular.
Material e métodos
Foram estudados doze indivíduos (23 ± 4 anos), praticantes 
de exercícios resistidos. Os critérios de exclusão eram fumo, etilis-
mo, usuários de esteróides anabólicos ou similares e histórico de 
doenças metabólicas. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética 
em Pesquisa da Faculdade de Medicina da UNESP de Botucatu 
e todos assinaram declaração de consentimento esclarecido. 
Protocolo dietético
Após investigação dos hábitos alimentares, obtidos 
por meio do registro alimentar de 3 dias e calculando-se a 
composição centesimal dos nutrientes, a partir do softwere 
de nutrição (NutWin, UNIFESP, 2003, a dieta habitual foi 
ajustada para a oferta de 1,5g de proteína/kg de peso/dia com 
30 kcal não protéicas por grama de proteína. 
Protocolo de exercício
O treinamento foi de 5 dias semanais, sendo 3 dias de treino 
contínuo, um de descanso e mais 2 dias, carga entre 70-85% 
do RM, tempo de recuperação entre 30s e 1min, baseado em 
combinações de metodologia para hipertrofi a. As sessões en-
volviam os grupamentos musculares: 1) – peito, ombro, tríceps 
e abdome; 2) – costa, bíceps, antebraço; 3) – coxas, glúteos, 
lombar e panturrilha; 4) – os mesmos grupamentos da sessão 
1 e 2; 5) – os mesmos grupamentos da sessão 3 [5].
Após um mês de treinamento, foi aplicado o teste de exaus-
tão (TE). O teste consistiu de aplicação de carga descendentes 
a iniciar-se com 80% de 1 repetição máxima (RM) execu-
tando-se o maior

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