Buscar

AULA 2 AVALIAÇÃO-FISICA-E-PRESCRIÇÃO-DE-EXERCÍCIO

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 3, do total de 41 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 6, do total de 41 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 9, do total de 41 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Prévia do material em texto

1 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................ 2 
2 ANTROPOMETRIA ......................................................................................... 3 
3 BIOMPEDÂNCIA (BIA) .................................................................................... 4 
3.1 Bioimpedância de frequência única .......................................................... 6 
3.2 Bioimpedância de multi-frequência ........................................................... 7 
3.3 Bioimpedância segmentar ........................................................................ 8 
3.4 Limitações do método ............................................................................... 9 
4 TESTES ........................................................................................................ 11 
4.1 Força Muscular ....................................................................................... 11 
4.2 Teste de força: Abdominais .................................................................... 14 
4.3 Resistência Muscular .............................................................................. 16 
4.4 Teste de flexibilidade .............................................................................. 17 
5 A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO E APTIDÃO FÍSICA .............................. 20 
5.1 Avaliação Física ..................................................................................... 21 
5.2 Anamnese .............................................................................................. 22 
6 PRESCRIÇÃO DE EXERCÍCIOS FÍSICOS .................................................. 22 
6.1 Prescrição de exercícios físicos para crianças e adolescente ................ 22 
6.2 Prescrição de exercícios físicos para gestantes ..................................... 24 
6.3 Prescrição de exercícios físicos para idosos .......................................... 26 
6.4 Prescrição de exercícios físicos para cardiopatas .................................. 28 
6.5 Prescrição de exercícios físicos para diabéticos .................................... 30 
6.6 Prescrição de exercícios físicos para Hipertensos ................................. 31 
BIBLIOGRAFIA ................................................................................................... 34 
 
 
2 
 
1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante ao 
da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um aluno 
se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma pergunta, 
para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum é que esse aluno 
faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a resposta. No espaço 
virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas poderão ser 
direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa 
disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das 
avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que 
lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser seguida 
e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
3 
 
2 ANTROPOMETRIA 
 
Fonte: horadotreino.com.br 
O termo antropometria tem sua origem do grego e, anthropo significa homem e 
metry, medida. Por definição, a antropometria é a determinação objetiva das proporções 
e medidas físicas do corpo humano (PETROSKI, 2011). A partir da antropometria, é 
possível identificar a composição corporal e especificar a relação desta aos processos 
de saúde, doença e qualidade de vida do indivíduo (ROSSI et. al, 2015). 
A antropometria é definida como a ciência que estuda as mensurações da forma, 
tamanho e composição corporal humana, devido à facilidade na aplicação e melhor 
aceitação da população é o método de maior utilização na prática clínica e estudos 
epidemiológicos (MATHEUS et. al, 2015). 
Destaca-se o popular cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) que é um dos 
indicadores antropométricos mais utilizados na identificação de risco nutricional, como 
também a mensuração das dobras cutâneas (DC), circunferência da cintura (CC), 
relação cintura-estatura (RCE), diâmetro abdominal sagital (DAS), índice de conicidade 
(IC) e relação cintura-quadril (RCQ) entre outros. No entanto, estas medidas 
antropométricas não são capazes de diagnosticar a gordura visceral separadamente da 
gordura abdominal subcutânea (MORAIS et. al, 2013). 
Antes de iniciar a descrição das técnicas antropométricas, é necessário entender 
alguns aspectos que são inerentes a realização da avaliação antropométrica. A 
antropometria deve ser: 
 
4 
 
• Planejada e sua periodicidade vinculada ao monitoramento da intervenção 
nutricional, sendo, portanto, um processo contínuo e sistemático (LOPES; RIBEIRO, 
2014); 
• Conduzida por profissionais qualificados, que devem estar aptos a escolher o 
protocolo adequado, que tenham habilidade e domínio da técnica de mensuração e 
utilizem índices que condizem com o objetivo proposto (ROSSI et. al, 2015). 
• Interpretada e transmitida ao avaliado de maneira adequada, pois medir não é 
avaliar. É a etapa mais importante, pois é o momento determinante para a adesão à 
intervenção (TIRAPEGUI; RIBEIRO, 2009); 
• Realizada em local adequado. A dimensão do espaço deve acomodar o 
avaliado e o profissional de maneira que consiga executar a técnica de mensuração de 
forma confortável e o ambiente deve dispor de pia para higienização das mãos. A 
iluminação deve ser de qualidade para visualizar todos os pontos a serem medidos e 
fazer boa leitura dos equipamentos. A temperatura deve ser agradável e evitar 
desconforto ao avaliado durante a coleta das medidas, devendo estar entre 20º e 25ºC. 
O piso deve ser sem desníveis ou imperfeições que possibilitem a queda do avaliado e, 
é de bom grado a presença de piso emborrachado para evitar que o avaliado fique 
descalço, em contato direto com o chão. Para manter a conversação clara e a 
concentração durante a avaliação é importante um local com baixa interferência sonora. 
E para evitar constrangimentos, é imprescindível que durante a avaliação não haja 
trânsito de pessoas no local (LOPES et. al, 2015); 
• Realizada em indivíduos que estejam utilizando roupas adequadas, ou seja, 
que o ponto anatômico a ser medido esteja desprovido de roupas, acessórios ou 
calçados (ROSSI et. al, 2015); 
• Realizada com equipamentos em perfeito funcionamento e que passem por 
manutenção e calibração periódica, a fim de refletir com exatidão e reprodutibilidade os 
valores medidos (ROSSI et. al, 2015); 
3 BIOIMPEDÂNCIA (BIA) 
A balança bioimpedância (BIA) é um instrumento utilizado para analisar o 
funcionamento do organismo, através do levantamento de dados como de percentual de 
gordura, músculo, hidratação e peso do indivíduo (LEITE, 2017). 
 
5 
 
A avaliação da composição corporal por meio dos resultados da bioimpedância 
elétrica baseia-se no fato de que os tecidos com elevados conteúdo de água e 
de eletrólitos apresentam elevada capacidade de condução elétrica, ao passo de 
que os tecidos com baixas concentrações de água apresentam alta resistência 
à passagem de corrente (FREITAS, 2019). 
A avaliação por bioimpedância também é utilizada para estimar a composição 
corporal dos indivíduos em diversas circunstâncias, e tem como vantagem a simplicidade 
da medida. É considerado um método indireto, prático e não invasivo, capaz de identificar 
variáveis como massa muscular esquelética (MME), massa gorda (MG), área de gordura 
visceral, entre outros elementos, analisados através de uma corrente elétrica aplicada 
no corpo por sistemade eletrodos (COUTO et. al, 2016). 
Atualmente, a Bia tem sido validada e utilizada para estimar a composição 
corporal e o estado nutricional de indivíduos não somente saudáveis, mas também em 
diversas situações clínicas. É um método indireto utilizado para avaliar a composição 
corporal, que estima compartimentos de massa muscular, gordura, hídrico e também 
avalia a área de gordura visceral (AGV) (EICKEMBERG et. al, 2013). É amplamente 
utilizada para obter estimativas da composição corporal, nas quais se incluem a 
estimativa da massa gorda (MG) e da massa livre de gordura (MLG) corporais. Esta 
técnica tem como base as diferentes propriedades condutoras dos tecidos corporais e 
consiste na passagem de uma corrente elétrica de baixa intensidade, aplicada com 
eletrodos ou através de superfícies condutoras em contato com a pele, permitindo medir 
a resistência e a reatância. Estes valores introduzidos em equações matemáticas 
permitem obter estimativas dos diferentes compartimentos corporais: MG, MLG e água 
corporal total (SANTOS, 2018). 
Tipos de balança bioimpedância (BIA): 
 
6 
 
3.1 Bioimpedância de frequência única 
 
Fonte: iteclux.s3-sa-east-1.amazonaws.com 
Em 1985 a BIA reportada em alguns estudos, ganhou destaque na sociedade 
científica operando apenas a uma frequência, desde então tem sido vastamente 
utilizada. Esta análise de bioimpedância elétrica de frequência única (UF-BIA) concentra-
se exclusivamente à frequência de 50kHz (WARD, 2018). A corrente de 50kHz é passada 
por norma, entre os elétrodos colocados na superfície da mão e no pé, numa disposição 
tetrapolar, entretanto, existem equipamentos que utilizam elétrodos colocados pé-a-pé 
ou elétrodos mão-a-mão numa disposição bipolar (FOUCART et. al, 2017). 
 Usualmente os dados brutos de BIA (R e Xc) retirados a 50kHz são utilizados 
para estimar vários componentes corporais através de equações de regressão 
estatística previamente derivadas de dados de referência. A título de exemplo, 
uma equação para predizer a ACT é desenvolvida através de uma medição 
prévia da diluição de deutério (considerado o atual método de referência) numa 
amostra homogenia de uma população em estudo, submetendo posteriormente 
a nova equação a um processo de validação. Após este processo anteriormente 
referido, hoje em dia, a UF-BIA é considerada razoavelmente precisa na medição 
da ACT em indivíduos normalmente hidratados (FRANCISCO, 2019). 
Segundo Mulasi et al., (2015) é limitada na distinção de água corporal total (ACT) 
em água extracelular (AEC) e água intracelular (AIC) uma vez que ao emitir apenas uma 
frequência de 50kHz torna a penetração no espaço intracelular reduzida. No fundo, a 
UF-BIA não mede estritamente a ACT, mas sim uma soma ponderada da resistividade 
da AEC e AIC sem conseguir detectar alterações na AIC. Isto significa que, em indivíduos 
com alterações no rácio AEC/AIC (por exemplo, com edema, desnutrição, obesidade, 
insuficiência renal, etc), a UF-BIA pode sobrestimar a ACT. Esta comprovação é de 
 
7 
 
extrema importância, pois a UF-BIA permite ainda estimar a massa isenta de gordura 
(MIG) derivada da quantidade de água corporal total (ACT) que por sua vez pode estar 
sobrestimada. Igualmente, a MIG pode ser estimada assumindo uma hidratação 
constante de 73.2%. 
Em seguida, é possível determinar a MG pela diferença entre o peso corporal total 
e a MIG (Peso corporal = MIG + MG). A assunção de um valor padronizado para a 
hidratação da MIG assume-se como a principal limitação da UF-BIA, uma vez que, esse 
percentual varia entre diferentes indivíduos e populações para além do cálculo do ACT 
poder estar inclinado em populações com distúrbios hídricos (FRANCISCO, 2019). 
3.2 Bioimpedância de multi-frequência 
 
Fonte: spaiva.com.br 
A bioimpedância multi-frequência (MF-BIA) é uma otimização mais recente da 
tecnologia BIA. Tal como a UF-BIA, a MF-BIA utiliza regressões estatísticas para predizer 
a ACT, massa isenta de gordura (MIG), água intracelular (AIC) e AEC, mas emprega 
várias frequências limitadas e definidas, por exemplo, 5, 50, 100, 200 ou 500kHz. A uma 
frequência de 50 kHz o acesso principal utilizado pela correte elétrica é a extracelular, o 
que significa que a impedância é dada principalmente pela AEC uma vez que a 
membrana celular atua como isolante, permitindo apenas pequenas penetrações no 
espaço intracelular (YAMADA et al., 2017). 
Consequentemente, com a possibilidade de emitir frequência de intensidade 
superior a 50kHz, a MF-BIA consegue superar a capacidade isolante da membrana 
 
8 
 
celular, e assim aferir a ACT. A MF-BIA surge para colmatar a incapacidade de discernir 
os diferentes compartimentos hídricos, representando uma potencialidade importante 
para estudar o balanço hídrico, sendo está a maior vantagem comparativamente com a 
UF-BIA. Teoricamente, as frequências ótimas para avaliar os espaços da AEC e ACT 
são zero e infinito, respetivamente. Na prática, não é possível realizar tais medições. 
Com frequências mais baixas (1 e 5kHz) a penetração para o espaço intracelular através 
das membranas celulares não é possível, como tal, assume-se que a resistência 
oferecida às frequências baixas representa a resistência oferecida no espaço 
extracelular. Contrariamente as frequências altas (100, 200 e 500kHz) conseguem 
ultrapassar as membranas celulares e a condução no espaço intracelular aumenta até 
se tornar totalmente condutiva (FRANCISCO, 2019). 
Assim, Mulasi et al., (2015) considera que a resistência oferecida a frequências 
mais elevadas representa a resistência oferecida pela ACT. Posteriormente, a AIC é 
medida pela diferença entre a ACT e a AEC. Dadas as potencialidades da MF-BIA, esta 
substitui muitas vezes a UF-BIA na avaliação da ACT, pois consente através de 
frequências bem acentuadas separadamente (por exemplo, 5, 50, 100, 200 e 500kHz) 
estimar para além da ACT, a AEC e AIC (FRANCISCO, 2019). 
3.3 Bioimpedância segmentar 
 
Fonte: img.medicalexpo.com 
A BIA segmentar aborda aspectos da análise da composição corporal que podem 
eliminar certas inconsistências existentes na avaliação da massa corporal total, 
 
9 
 
analisando o corpo por segmento, ou seja, essa técnica determina isoladamente a massa 
dos membros e do tronco. A BIA segmentar tem sido utilizada para determinar a 
distribuição de fluidos em certas doenças (ascite, insuficiência renal, cirurgias) 
(ARAÚJO, 2015). 
Para realização da BIA os seguintes passos devem ser respeitados (ARAÚJO, 
2015): 
• Os pacientes devem ter sua altura e peso aferidos no momento do exame; 
• O paciente deve estar em decúbito dorsal, descalço e com os membros 
inferiores afastados, ficando os pés distantes um do outro em cerca de 30 cm. A 
dificuldade de afastar a coxa de pessoas obesas (mórbidas) deve ser um fator de 
dificuldade de análise dos resultados. O paciente deve permanecer em decúbito dorsal 
em repouso por pelo menos 10 minutos antes do exame; 
• O paciente deve retirar objetos de metal presos ao corpo, como anéis e brincos; 
• As condições que dizem respeito à posição do corpo e dos eletrodos devem 
ser respeitadas. Isto é, os eletrodos devem ser uniformemente posicionados; 
• O paciente deve suspender o uso de medicamentos diuréticos no mínimo 24 
horas antes da realização do teste; 
• O consumo de alimentos e bebidas deve ser evitado até 4 horas antes de se 
realizar o teste. Apesar de existir consenso de que o paciente deve estar em jejum de 4 
horas e esvaziar a bexiga antes do exame, ainda não há, na literatura, a confirmação de 
que o jejum por 4 horas seja realmente necessário; 
• O exame deve ser feito com o paciente em repouso e a prática de exercícios 
até 8 horas anteriores não é recomendada; 
• Medicamentos que cursem com retenção hídrica, se possível, devem ser 
retirados para a realização do exame. 
3.4 Limitações do método 
Estudos mostram que podem ser obtidos resultadosvariáveis e contraditórios pela 
BIA em várias doenças. Essas discrepâncias se devem não só às limitações do método, 
mas também pela própria diferença entre a condutividade do tecido entre indivíduos 
saudáveis e acometidos por alguma doença (ARAÚJO, 2015): 
 
10 
 
• Pacientes gravemente malnutridos ou anoréticos nervosos (IMC<16 kg/m²) têm 
resultados afetados pelo grau de hidratação corporal e devem ser interpretados com 
cuidado durante a realimentação; 
• Em obesos, a bioimpedância mostra resultados confiáveis em IMC até 34 
kg/m², ocorrendo erros de medição consideráveis acima desse índice. A análise 
bioimpedância em pacientes com sobrepeso e obesidade deve ser cautelosa, pois tende 
a subestimar a porcentagem de gordura do corpo quando esta é maior que 25% em 
homens e 33% em mulheres; 
• A bioimpedância também não é apropriada para situações de hidratação 
anormal dos tecidos, como nos edemas, ascites ou balanço iônico alterado; 
• Em doenças neuromusculares, a bioimpedância requer equações validadas 
específicas, e o seu uso pode ser recomendado para seguimento a longo prazo; 
• O exame de análise da bioimpedância não é apropriado para detecção de 
mudanças na composição corporal após um programa de perda de peso, porque 
pequenas alterações fisiológicas na composição corporal podem não ser detectadas com 
acurácia; 
• Doenças que cursam com alterações dermatológicas extensas, como o 
mixedema no hipotireoidismo, podem invalidar o exame de bioimpedância devido às 
alterações na resistência elétrica da pele; 
• Não foi verificada interferência da bioimpedância em marca-passos e 
desfibriladores, mas há a possibilidade de o campo criado pela corrente afetá-los. 
Portanto, recomenda-se monitorização cardíaca nesses casos, e na impossibilidade de 
monitorização, a bioimpedância deve ser contraindicada.; 
• Em pacientes com doenças neuromusculares (por exemplo, distrofia muscular 
de Duchene, hemiplegia) as equações utilizadas necessitam de maior validação. O uso 
da BIA segmentar nestes casos seria melhor recomendado; 
• Em pacientes em curso de diálise ou com ascite, atualmente, o uso da BIA 
parece não ter acurácia suficiente para determinar as alterações de volume decorrentes 
da diálise ou paracentese. 
Recomendações 
De acordo com Heyward e Stolarczyl, a validade e a precisão do método de 
bioimpedância são influenciadas por alguns fatores, sendo eles: 
 
11 
 
Tipo de instrumento, nível de hidratação, colocação do eletrodo, alimentação e 
prática de exercícios anteriores ao teste e ciclo menstrual, temperatura ambiente e 
equação de predição. Além disso, também é recomendado alguns cuidados prévios para 
o não comprometimento do resultado da análise, sendo elas: não comer ou beber quatro 
(4) horas antes do teste, não fazer exercícios 12 horas antes do teste, urinar 30 minutos 
antes do teste, não consumir bebidas alcoólicas 24 horas antes do teste, não fazer uso 
de medicamentos diuréticos nos últimos sete (7) dias, não estar com retenção de líquido 
devido ao ciclo menstrual (FERRARINI et al., 2017). 
4 TESTES 
4.1 Força Muscular 
 
Fonte:googleusercontent.com/proxy 
Força muscular é a capacidade que o indivíduo tem de poder levantar ou suportar 
em algum movimento, ou exercício realizando uma contração dos músculos que estão 
sendo utilizados. 
 “[…] a capacidade (ou força) é definida como o peso máximo que o indivíduo 
pode levantar de uma só vez. Isso é conhecido como 1 repetição máxima, ou 1 
RM.” (KENNEY et al., 2013). 
O teste de uma repetição máxima é uma forma de avaliar a força muscular nas 
extremidades superiores e inferiores. Sua aplicação é segura, prática e de baixo custo 
operacional e dependendo dos objetivos do indivíduo, será prescrito o treinamento com 
 
12 
 
pesos. Portanto, são necessários os cuidados para com a sua aplicação desde a correta 
execução do movimento e determinação da carga inicial, deve-se atentar para sua 
aplicação para que o avaliado não seja exposto a situações que possam acarretar lesões 
(SOUZA et al., 2013). 
Existe outro método de avaliação da força muscular máxima conhecido como 
teste neuromuscular, no qual vem sendo aplicado por investigadores, visto que a longo 
prazo o 1-RM apresenta riscos de lesão, mas provavelmente são maiores para os grupos 
mais inexperientes ou frágeis. Os testes podem ser aplicados a uma variedade de 
situações e diferentes públicos. Além disso, é recomendado para a prescrição do 
treinamento resistido em adultos saudáveis em prol do desenvolvimento da força, 
resistência de força, hipertrofia e potência muscular (OLIVEIRA, 2018). 
Existem inúmeras variáveis que podem influenciar na execução do Teste de 1-
RM, superestimando ou subestimando o resultado da carga tais como a influência do 
estímulo verbal (EV), efeito da desidratação, programas de flexibilidade, a técnica 
utilizada durante o teste, a familiarização e a privação visual (COSTA et al., 2013). 
Para Santos, 2014, o EV também é conhecido como um aspecto motivacional que 
pode influenciar positivamente no desempenho neuromuscular de praticantes de 
exercícios com pesos. Entretanto, na literatura científica é escasso as investigações com 
relação ao controle do tipo e intensidade do estímulo verbal padronizado (EV) na 
otimização do desempenho neuromuscular em treinamento utilizando pesos (EP). 
A motivação é definida como um processo ativo proposto e direcionado para um 
objetivo específico que vai depender dos fatores intrínsecos e extrínsecos. Vale destacar 
que o EV está inserido dentro da motivação que é definida por Pina et al. (2014), “como 
a energia que faz uma pessoa agir”, assim como um comportamento de combinação de 
fatores decidido intrinsecamente e extrinsecamente. 
A motivação Intrínseca (MI) explica a relação de prazer e satisfação do indivíduo 
executar determinada atividade sem nenhum ganho. Por exemplo, atletas que 
tem o desejo em aprender determinados movimentos específicos da 
modalidade. A MI pode ser dividida em dimensões: MI para saber, MI para 
realizar e MI para estimulação da experiência. A MI para saber relata o prazer 
quando o indivíduo tende a querer aprender algo novo e fica satisfeito com a 
experiência. A MI para realizar é definida pelo prazer e satisfação da ação 
vivenciada. Por exemplo, tentar o domínio de determinadas técnicas no esporte 
praticado pelo indivíduo. A MI para estimulação da experiência é quando ocorre 
o experimento das sensações advindas da experiência da alegria, divertimento 
e prazer através de uma atividade (COIMBRA et. al, 2013). 
 
13 
 
A motivação extrínseca (ME) refere-se ao comportamento do indivíduo no 
reconhecimento de sucesso através dos familiares, técnicos e entre outros. O que 
caracteriza a regulação externa é o fato da procura de estímulos externos à prática, ou 
seja, a realização de trabalho do indivíduo é no intuito de obter algo ou evitar penalidade. 
A motivação, por sua vez, diz respeito a falta de empenho do indivíduo diante de suas 
atividades, devido a não importância de sua própria capacidade de executar as suas 
ações, ou seja, ocorre uma sensação de incapacidade e perda de controle (COIMBRA 
et al., 2013). 
Para Prestes (2010), a força muscular, pode se manifestar na forma de força 
absoluta, força máxima, resistência de força e força explosiva (rápida ou potência): 
1. Força absoluta: É a máxima quantidade de força que um músculo pode gerar 
quando todos os mecanismos inibitórios e de defesa são removidos. Em geral, ocorre 
em situações extremas, principalmente em emergências, hipnose ou mediante auxílios 
ergogênicos. 
2. Força máxima: É a quantidade máxima de tensão que um músculo ou grupo 
muscular pode gerar durante uma repetição em determinado exercício. É também a força 
máxima gerada por uma contração muscular, podendo ser desenvolvida por meio de 
ações concêntricas, excêntricas e isométricas. O meio mais utilizado para se avaliara 
força máxima em aparelho de musculação convencional é o teste de uma repetição 
máxima ou 1RM. 
3. Resistência de força: É a habilidade de manter a produção de força por um 
tempo prolongado ou durante muitas repetições em determinados exercícios. É uma 
manifestação da força importante para que a pessoa tenha capacidade física para 
realizar as tarefas do dia a dia. Também contribui substancialmente para modalidade 
como lutas, ciclismo, natação e fisiculturismo. 
4. Força explosiva: É o produto da força e da velocidade do movimento [potência 
= (força x distancia) /tempo]. Também é considerado a habilidade de movimentar o corpo 
e/ou um objeto no menor “período” ou “tempo”. De modo geral, esse termo é conhecido 
como potência muscular. É uma forma de manifestação da força determinante para 
várias modalidades esportivas, como o arremesso de peso, lançamento de dardo e salto 
em distância, e para idosos que apresentam lentificação dos movimentos (PRESTES et 
al., 2010). 
 
14 
 
4.2 Teste de força: Abdominais 
Os músculos abdominais estão envolvidos em quase todas as tarefas que 
realizamos, quer seja estabilizar o movimento do tronco ou segmentos do tronco, durante 
perturbações externas ou gerar movimentos. Anatomicamente, a parede abdominal é 
formada por vários músculos, que foram moldados para servir diferentes funções 
(CROMMERT, et al., 2018). 
A força abdominal, embora possa ser avaliada em diversos grupos etários, 
nomeadamente em crianças, jovens e em pessoas adultas, é geralmente nas crianças e 
jovens que a sua avaliação é efetuada de forma regular em contexto escolar. A avaliação 
da força abdominal, neste contexto, é conduzida através de um teste geralmente incluído 
em baterias de avaliação da aptidão física. São exemplos destas baterias o Fitnessgram 
e o Eurofit Physical Teste Battery. 
O exercício de sit-up é o mais comumente usado e prescrito para melhorar a força 
e avaliar o desempenho de acordo com a especificidade. Eles também se tornaram as 
principais formas de avaliar a resistência abdominal. O sit-up pode ser realizado com as 
pernas esticadas ou fletidas a 90º, sendo o movimento começado com uma elevação da 
cabeça e flexão da coluna dorsal, seguidamente da coluna lombar. Ao contrário do sit-
up, o curl-up apenas eleva a cabeça e a coluna cervical (CORREIA, 2012). No entanto, 
os sit-up e até mesmo os curl-up, são menos indicados para a resistência e mais 
indicados para a força muscular ou potência muscular (STRAND, 2014). 
O teste de prancha horizontal que tem sido sugerido como promissor numa 
avaliação mais precisa. O mecanismo para essa eficácia por o teste ser mais simples de 
observar se existem erros de execução e o avaliador dá uma instrução mais objetiva (ex: 
estica as pernas, sobe a bacia). Um exemplo disso é a diferença entre testes isométricos 
e dinâmicos. Os testes de curl-up e sit-up são dinâmicos, exigindo um movimento e uma 
determinação subjetiva de adequação de cada repetição. Enquanto o teste da prancha, 
é iniciado numa posição e o término do teste é determinado, em parte, quando a técnica 
se desvia o suficiente da posição inicial correta. Conclui-se que, menos determinações 
subjetivas precisam de ser feitas no teste de prancha, promovendo maior validade 
(STRAND, 2014). 
As duas categorias mais comuns de avaliação muscular, incluem a força e testes 
de resistência, em que a resistência muscular é definida como a capacidade de 
sustentar um determinado nível de produção de força ao longo do tempo, 
 
15 
 
enquanto a força muscular é definida como a força máxima exercida pelo 
músculo ou grupo muscular. Além disso, algumas pesquisas sugeriram que a 
resistência muscular, é funcionalmente mais importante para a musculatura de 
suporte do core do que a força muscular, por isso os testes devem-se concentrar 
mais na resistência (STRAND, 2014). 
A prancha é um exercício tradicional de peso corporal isométrico, que se baseia 
na manutenção do alinhamento do corpo, com apoio em superfícies reduzidas dos 
membros superiores e inferiores. Esse alinhamento, e especificamente a estabilização 
do conjunto bacia – coluna vertebral – tórax, é garantido pela contração isométrica da 
musculatura do tronco, principalmente, dos grupos musculares que têm ação fixadora 
naqueles segmentos corporais. Devido à natureza estática dessa contração e à sua 
duração prolongada, os músculos mais profundos apresentam características adaptadas 
a contrações de natureza tônica. Assim, a prancha solicita predominantemente músculos 
como, a massa comum e os músculos mais profundos da parede ântero-lateral do 
abdômen, como o pequeno oblíquo e o transverso (CORREIA, 2012). 
A prancha pode apresentar variantes, no que respeita à posição do corpo, o 
exercício pode ser executado na posição ventral e na posição lateral. Nestas posições, 
os músculos do tronco como, o transverso e o grande reto do abdominal, assumem um 
papel essencial. A sua contração isométrica é importante para a estabilidade das origens 
dos músculos intervenientes na fixação dos membros inferiores e dos membros 
superiores, como o grande glúteo, o reto femoral, o grande dorsal e o grande peitoral 
(CORREIA, 2012). 
O exercício de prancha, é um exercício isométrico que trabalha os músculos da 
parede abdominal como o abdominal transverso, oblíquo interno e externo, reto 
abdominal, deltoide; e músculos da bacia como o quadricípite crural e o psoas ilíaco. O 
exercício é efetuado com o aluno mantendo uma posição propensa em que o peso 
corporal é suportado pelos dedos dos pés e antebraços. Os cotovelos debaixo dos 
ombros, fazendo um L com os braços, empurra o chão e ergue-se sobre os dedos dos 
pés, mantendo as mãos e os cotovelos no chão e as costas direitas, como se fosse uma 
tábua. Têm de manter uma posição neutra da coluna vertebral e da bacia e respirar 
normalmente durante o teste. A força deve estar concentrada no abdominal e nas pernas, 
com estas completamente esticadas. O teste é interrompido quando o aluno sobe ou 
desce a bacia 5 cm, ou mais tendo como duração máxima de 3 minutos. O teste é 
interrompido quando o aluno não consegue manter a posição correta ou a sua bacia 
 
16 
 
sobe, ou desce 5 cm ou mais. O aluno pode também, conseguir aguentar o tempo de 
teste na posição correta de prancha (NHANES, 2012). 
4.3 Resistência Muscular 
 
Fonte: crownbrazil.com.br 
A resistência muscular pode ser definida como, a capacidade que o sistema 
muscular tem em manter uma força ou reagir a uma resistência devido a um número de 
repetições, ou a um determinado “período” ou “tempo, sem que ocorra a diminuição da 
qualidade do trabalho realizado, na frequência, velocidade e na força de execução 
resistindo ao surgimento da fadiga muscular localizada (BORGES et al., 2017). 
A resistência muscular localizada (RML) é uma variável importante para 
mensuração da função neuromuscular, a ser relacionada com aspectos da saúde e do 
desporto (CESAR, 2013). A RML pode ser usada como protocolo de avaliação de função 
neuromuscular, bem como aptidão motora, fatores estes ligados diretamente a aspectos 
da saúde (SOUZA et al., 2015). Os testes de RML, continuam sendo necessários e 
adequados para avaliação e classificação de saúde das populações, dentre jovens até 
idosos, diz também que o objetivo da avaliação é orientar a prática em nível adequado 
ao praticante, acompanhar a evolução, bem como, criar referências para valores a serem 
atingidos, análise de assimetria entre membros ou grupos musculares, e influenciar de 
forma positiva em políticas públicas relacionadas à saúde. 
A RML é um importante parâmetro da função neuromuscular que tem recebido 
pouca atenção da literatura, mas que pode fornecer uma medida mais prática da 
 
17 
 
função muscular relacionada às atividades da vida diária, do que a força 
muscular. Com o intuito de avaliar os testes de força máxima e submáxima, 
acham necessáriomais estudos para ficar clara a relação da força muscular com 
a resistência muscular, pois segundo esses autores, muitos estudos publicados, 
correlacionam diretamente a capacidade de força máxima com a resistência do 
músculo, dificultando assim a diferença de ambos (JUNIOR et al., 2012). 
Souza et al., (2015) constatou em sua revisão sistemática que são poucos os 
estudos que usam testes ou intervenções com RML, usando um procedimento 
experimental adequado, em seu artigo cita que os estudos até realizam a intervenção, 
porém com grupo único, ou descritivos, comparando apenas com tabelas de referências, 
todavia, destaca que é notória a relevância desses métodos de avaliação para 
resistência muscular localizada, visto que essa variável influência de forma significativa 
na saúde e no desempenho esportivo. Para analisar de forma independente a resistência 
muscular, é necessário um protocolo de análise que seja validado, preferencialmente de 
fácil aplicação em ambiente clínico e com valores de referência para a população em 
geral. 
De acordo com Pereira (2018), a resistência muscular localizada é a capacidade 
de produzir uma ação muscular por um maior espaço de tempo, abrangendo os esforços 
musculares sendo realizados com certa continuidade preservando a intensidade da 
contração. Independentemente se a condição é aeróbia ou anaeróbia. 
4.4 Teste de flexibilidade 
 
Fonte:acheiacura.blogspot.com.br 
 
18 
 
Para Keteyian e Foss (2010), a flexibilidade é dividida em dois tipos, flexibilidade 
estática e dinâmica, a estática é a amplitude do movimento ao redor de uma articulação 
e pode ser medida com um instrumento denominado flexímetro. A dinâmica define-se 
como a oposição ou a resistência de uma articulação ao movimento, são forças que se 
opõem ao movimento por meio de qualquer amplitude, e não apenas a amplitude em si. 
Flexibilidade é a capacidade de realizar movimentos em certas articulações com 
amplitude de movimento adequada (PAULA JÚNIOR; MONTANINI, 2018). A flexibilidade 
vem sendo muito importante na realização de certas tarefas, os últimos progressos em 
medicina física e reabilitação mostra que é igualmente importante para a saúde geral e 
a aptidão física, os exercícios de flexibilidade vêm sendo prescrito com sucesso para 
alívio da tensão neuromuscular generalizada, das lombalgias e os atletas mantendo um 
grau satisfatório de flexibilidade ficam menos sujeitos a certos tipos de lesões 
musculares. (KETEYIAN; FOSS, 2010). 
Os exercícios mais comumente utilizados para aumentar a flexibilidade, são os 
exercícios de alongamento, podendo também ser utilizadas outras variações que agem 
sobre as articulações e grupos musculares (KETEYIAN; FOSS, 2010). 
“O alongamento é uma forma de trabalho que visa a manutenção dos níveis de 
flexibilidade obtidos e a realização dos movimentos de amplitude articular normal 
com o mínimo de restrição possível” (BADARO et al., 2007, apud PAULA et al., 
2018). 
O alongamento é uma manobra terapêutica utilizada para aumentar o 
comprimento (alongar) de tecidos moles que estejam encurtados, além de ser uma 
técnica, para aumentar a extensibilidade musculotendinosa e do tecido conjuntivo 
periarticular, de tal modo contribuindo para aumentar a flexibilidade articular. Tais 
exercícios, podem ser passivos, ativos, balísticos ou estáticos (PAULA et al., 2018). 
O alongamento ativo é aquele onde os músculos antagonistas se contraem, 
ocorrendo o alongamento de músculos, tendões e ligamentos nos agonistas, já o 
alongamento passivo requer outra pessoa no auxílio, para realização de força para 
mover o segmento corporal até o limite da amplitude do movimento (ADM). Alongamento 
balístico, aquele que consiste em séries de alongamentos rápidos e vigorosos e tende a 
estimular a contração muscular dos músculos alongados levando ao extremo da ADM. 
Já no alongamento estático são realizados movimentos lentos e controlados, levando 
até a amplitude desejada mantendo durante 10 a 30 segundos. Os benefícios dos 
exercícios de alongamento são vários, dentre eles: melhora contra o encurtamento 
 
19 
 
musculotendíneo, diminuição dos riscos de lesões musculotendíneas, aumentam a 
flexibilidade, eliminam o incômodo provocado por nódulos musculares, aumenta o 
relaxamento muscular e melhora a circulação sanguínea, melhora a coordenação, 
evitando esforços adicionais no trabalho e no esporte, reduzem a tensão dos músculos 
antagonista e aproveitam de forma econômica a força dos músculos agonistas, 
diminuem o excesso de rigidez e possibilitam melhor a simetria muscular e evitam 
problemas posturais que alteram o centro de gravidade que provocam desvio 
musculoarticular (ABDLAH, 2010). 
Vale ressaltar, que cada indivíduo reage de diferentes formas ao mesmo estímulo 
de treinamento, não existem indivíduos exatamente iguais, sendo que cada um tem 
diferenças físicas, bioquímicas, fisiológicas e funcionais, que caracterizam o princípio da 
individualidade. Com isso, podem ocorrer diferentes resultados quando se trata de 
realizar um alongamento antes de um treinamento de força, positivo ou negativo em 
relação ao ganho de força (KENNEY et al., 2013). 
Nem todos os atletas possuem a mesma habilidade de responder a uma série 
de exercícios agudos ou a mesma capacidade inata de responder ao treinamento 
físico. A hereditariedade desempenha um papel importante na determinação da 
resposta do corpo a uma série de exercícios isolados, bem como às mudanças 
crônicas diante de um programa de treinamento. Esse é o princípio da 
individualidade (KENNEY et al., 2013). 
A flexibilidade e a força, são importantes componentes em programas de 
treinamento físicos voltados para atletas que buscam o máximo desempenho esportivo 
e, também, para promover ou manter a saúde e qualidade de vida. Com isso é comum 
a prescrição de treinamentos utilizando ambos os métodos, onde alongamento e 
treinamento de força podem ser combinados (PAULA, 2018). 
 
 
 
20 
 
5 A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO E APTIDÃO FÍSICA 
 
Fonte: encrypted-tbn0.gstatic.com 
Segundo Abad (2012) e Heyward (2013) a atividade física deve ser determinada 
por avaliação física prévia para averiguar o nível de saúde e aptidão física do indivíduo. 
Para o planejamento e prescrição de exercícios, as informações obtidas e coletadas por 
meio de avaliações físicas fornecerão as ferramentas necessárias. Portanto, a avaliação 
física é uma ferramenta que o profissional de educação tem à sua disposição para ajudar 
no planejamento e prescrição de exercícios para os indivíduos praticantes de atividade 
física, proporcionando prevenção de lesões, resultados a longo prazo, intensidade de 
treinamento e aplicação adequada da atividade física (SILVA et al., 2018). 
Por meio da avaliação, são colhidas informações das aptidões 
cardiorrespiratórias, neuromuscular, composição corporal e flexibilidade que 
serão utilizados como parâmetros para identificar o estado de saúde e/ou 
performance do indivíduo (SILVA et al., 2018). 
Para Machado e Abad (2012), a aptidão cardiorrespiratória é definida como a 
capacidade máxima que os sistemas cardiovascular e respiratório que durante o 
exercício físico conseguem transportar oxigênio para atender a demanda dos tecidos 
ativos. Os indivíduos que apresentam baixa capacidade respiratória, possuem maior 
probabilidade desenvolver doenças cardiovasculares. Já aptidão neuromuscular está 
diretamente relacionada com a força máxima e resistência muscular. 
[...] a força máxima é a capacidade máxima de um músculo ou grupamento 
muscular gerar tensão máxima. Dentre os protocolos utilizados para 
determinação da força máxima, o teste de uma repetição máxima (1RM) é o mais 
 
21 
 
utilizado, operacionalmente este teste é definido como a maior carga que pode 
ser movida por uma amplitude específica de movimento, na correta execução 
em apenas uma repetição. Por outro lado, a resistência muscular localizada écaracterizada pela capacidade de um músculo ou grupamento muscular tem de 
gerar força submáxima por um determinado período de tempo. Os protocolos 
para avaliar a resistência muscular podem variar de acordo com a necessidade 
e objetivo do indivíduo (SILVA et al., 2018). 
Estão relacionados diretamente a saúde, os componentes que caracterizam a 
aptidão física, devido a alguns fatores: funcional, morfológico, funcional, fisiológico e 
motor. A função muscular, flexibilidade e cardiorrespiratória, citam ao fator motor, 
funcional e fisiológico, já a composição corporal ao fator morfológico. A prescrição do 
exercício para melhora desses elementos oferece benefícios para a qualidade de vida, 
saúde e/ou performance (HEYWARD, 2013) 
Atividades aeróbicas como caminhada, corrida, natação e ciclismo são essenciais 
para melhorar a aptidão cardiorrespiratória. Exercícios destas modalidades devem ser 
executados com uma intensidade determinada pela frequência cardíaca, de forma 
regular, intermitente ou contínua. Devido às características do condicionamento 
neuromuscular, o exercício resistido é a forma de condicionamento mais recomendada. 
(ACSM 2014). 
São recomendáveis exercícios com alta intensidade para a melhora de força 
máxima e intensidade leve a moderada para resistência muscular, porém, a 
variação da intensidade, o número de exercícios e a frequência irão depender 
das características do indivíduo como nível de treinamento, idade e sexo 
(PRESTES et al., 2015). 
A ACSM, (2014) relata que a composição corporal é considerada um fator 
relacionado à saúde, devido à relação entre a quantidade e a distribuição de gordura 
corporal e o estado de saúde das pessoas. Exercícios aeróbios e resistidos são 
prescritos para alterar a composição corporal, reduzindo a massa gorda (gordura) e/ou 
aumento massa magra (muscular e óssea). 
5.1 Avaliação Física 
A avaliação física fornece informações para que os profissionais possam 
acompanhar, diagnosticar e verificar a evolução durante o processo de treinamento por 
meio da avaliação, de forma objetiva ou subjetiva, é possível identificar e classificar 
inicialmente o processo em que um indivíduo se encontra, sendo este um procedimento 
 
22 
 
essencial para constituir objetivos importantes para prescrição do exercício físico e 
reajustes durante o processo do treinamento (HEYWARD, 2013). 
Através da avaliação encontram-se questões a serem enfatizados durante o 
programa de exercício seja para performance ou parâmetros de saúde (MACHADO; 
ABAD, 2012). A avaliação não consiste somente em testes e protocolos de investigações 
das aptidões físicas, mas também em questionários que investiguem a fim de colocar e 
captar o máximo de informações do indivíduo analisado. 
5.2 Anamnese 
Segundo Guedes, (2006) citado por Silva, (2018) 
[...] a anamnese é um questionário investigativo sobre informações de hábitos e 
históricos do indivíduo, sendo um instrumento importante para alertar o 
profissional de educação física sobre possíveis pontos que necessitem de 
atenção especial. Neste questionário é indagado sobre sintomas, histórico 
familiar e possíveis fatores relacionados às doenças de risco. 
Diferentes de questionários médicos, este deve ser direcionado para o público 
geral ou específico (sexo, idade, patologias, esporte) (SILVA et al., 2018). De caráter 
geral, a anamnese deve conter os seguintes pontos: identificação, hábitos, histórico 
familiar, histórico clinico e nível de atividade física do indivíduo (ACSM, 2014). 
6 PRESCRIÇÃO DE EXERCÍCIOS FÍSICOS 
6.1 Prescrição de exercícios físicos para crianças e adolescente 
Segundo Moreira et al., (2017), o nível de aptidão física do indivíduo é 
determinante no desenvolvimento de habilidades como agilidade, equilíbrio, 
coordenação e potência. Nesse sentido, além de aprimoramento do repertório motor da 
criança, a prática de atividade física regular quando realizada de forma lúdica e inclusiva 
desperta o gosto da criança por esportes e por um estilo de vida mais ativo. 
Paes et al., (2015), demonstram em suas pesquisas que os benefícios do 
exercício físicos para crianças com sobrepeso e obesidade, são possíveis desde que 
seja sistematizada e orientada. Sendo assim, a prática provocará mudanças no 
metabolismo, no perfil lipídico e mudanças na composição corporal de forma geral. 
 
23 
 
A Base Nacional Comum Curricular – BNCC, norteia as atividades físicas que se 
encaixam para crianças de 7 a 10 anos. Incluem jogos, danças, elementos da ginástica 
geral e iniciação aos fundamentos nos diversos esportes. Os jogos de esforços ou 
exergames. Estes jogos captam os movimentos dos jogadores, uma opção já bem 
conhecida que pode ser uma ferramenta com aspectos lúdicos que contribui para se 
exercitar de maneira mais interativa (BARROS; NEVES, 2012). 
Barros e Neves (2012) ainda destacam que este tipo de jogo foi programado para 
trabalhar várias musculaturas, elevar a frequência cardíaca e promover gasto calórico. 
Programa de exercícios físicos sistematizados, orientação nutricional e qualidade de vida 
com crianças obesas dentro desta faixa etárias e mostram eficazes desde que sejam 
atividades de natureza lúdica. Embora os exercícios resistidos desempenhem bons 
resultados nas intervenções e controle de peso, em trabalhos com crianças torna-se 
inviável devido à dificuldade na quantificação de cargas a ser empregadas (PAES et al., 
2015). 
A OMS recomendação que entre 5 a 17 anos de idade, as crianças tenham 60 
minutos por dia de atividade física moderada à vigorosa, no mínimo 3 vezes por semana, 
em sua maior parte com exercícios de natureza aeróbia (BATISTA et al., 2017). 
Identificar os elementos que levam aos fatores de risco associados ao sobrepeso 
e obesidade vai além das questões fisiológicas. Gonçalves et al., (2019) ressaltam, em 
sua dissertação, que há uma relação direta entre obesidade na infância e comportamento 
parental. Quanto mais sedentários forem os familiares, mais as crianças tendem a 
modular este comportamento. 
O comportamento infantil para ser formado precisa de bons modelos para ser 
exemplo. Os profissionais que exercem maiores influências na vida das crianças, como 
verificado por Santos et al., (2014), são os de Educação Física, mas dentro do ambiente 
escolar, onde o contato com os alunos é somente duas vezes por semana, a influência 
desse profissional ainda é limitada dentro dos "muros da escola”. Na formação 
acadêmica deste profissional, seus conhecimentos se baseiam também na formação e 
cuidados preventivos de saúde, mas apresentam uma lacuna na atuação escolar e 
atuação fora da escola para o público infantil. 
Quando a Base Nacional Curricular – BNCC, estabelece como devem ser as aulas 
de Educação Física dentro desta faixa etária (7 a 10 anos), levam em conta as fases e 
maturidade para aderirem às atividades propostas, não significa apenas que esta 
 
24 
 
intervenção seja apenas dentro do ambiente escolar. Paes et al., (2015) realizaram esta 
análise mostrando que as atividades de natureza lúdica de forma sistematizada 
ocasionam mudanças significativas na composição corporal da criança, mostrando 
também de acordo com o perfil destas crianças, não há como atuar com exercícios 
resistidos, porque quantificar cargas para este grupo é inviável. 
6.2 Prescrição de exercícios físicos para gestantes 
 
Fonte: anjosqv.com.br 
 
A prática de exercício físico tem sido vastamente utilizada como estratégia não 
medicamentosa para o tratamento de doenças e manutenção da saúde. Podendo, 
também, ser aplicada em condições especiais, como a gestação. Sabe-se que diversas 
modalidades e modelos de atividades e/ou exercícios físicos são aplicados na condição 
gestacional, destacando-se entre esses, a caminhada, a hidroginástica, exercícios 
funcionais e treinamento com pesos. Tais atividades são reconhecidas por minimizar as 
mudanças no processo gestacional no organismofeminino e promover ganhos paralelos 
à saúde do feto e da gestante. 
No treinamento de gestantes o critério principal a ser considerado é a segurança 
da mesma junto ao seu filho, a grávida pode e deve praticar treinamentos resistidos 
(musculação) e treinos aeróbicos, pois cada um deles irá contribuir de maneira específica 
e significativa para o bem-estar e saúde da praticante atuando no fortalecimento da 
musculatura alongamento, resistência, sistema cardiorrespiratório e outros aspectos 
 
25 
 
psicossociais muito importantes para prevenir patologias como, por exemplo, depressão 
pós-parto (MONTENEGRO, 2014). 
Nas prescrições iniciais de exercício aeróbio deveriam ser incluídas, no mínimo, 
três sessões semanais, com dias intercalados de exercício, cada uma com duração de 
30 a 45 minutos. A intensidade de exercícios empregada deve manter uma média estável 
da frequência cardíaca não excedendo 140 batimentos por minutos. A frequência mínima 
e de três vezes na semana e programados em diferentes atividades, duração e 
intensidade (MONTENEGRO, 2014). 
Também é importante que a gestante não faça atividades físicas em locais 
demasiadamente quentes ou debaixo de sol forte, evitando assim uma elevação 
exagerada da temperatura corpórea que pode até levar a uma hipertermia fetal, 
e associado a manutenção dessa temperatura respeitar que no treino de 
frequência cardíaca (aeróbico) a gestante deve evitar ultrapassar os 140 Bpm. 
Outro fator importante é a hidratação que a gestante deve ter cuidado extra 
durante a prática de exercício, mantendo-a adequada antes, durante e após a 
prática de exercícios (MONTENEGRO, 2014). 
Como seleção de exercícios deve-se escolher os que trabalhem grandes grupos 
musculares, com baixo impacto e evitar exercícios que necessitem de equilíbrio e 
exercícios de membros superiores que ultrapassem 90°, pois irão ajudar no aumento da 
lordose lombar gerando uma possível hiperlordose e consequentemente uma lombalgia 
para a gestante. Vale ressaltar que a grávida, apresenta nos últimos meses uma grande 
dificuldade de retorno venoso, perceptível com os inchaços nos pés, por isso o trabalho 
de fortalecimento de panturrilhas torna-se bem interessante para auxiliar em uma melhor 
circulação sanguínea, consequentemente, em um melhor retorno venoso 
(MONTENEGRO, 2014). 
Segundo o Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia (ACOG), a prescrição 
de treinamento para gestantes deve manter as recomendações similares a prescrição 
para população de adultos saudáveis, devendo apenas acrescentar uma atenção maior 
aos sintomas, aos desconfortos e as capacidades da mulher durante a gravidez 
avaliando de forma individual sua capacidade de respostas ao planejamento do treino 
em cada fase da gestação (JÚNIOR et al., 2017). 
 
26 
 
6.3 Prescrição de exercícios físicos para idosos 
 
Fonte: portalidea.com.br 
Em idosos a diminuição da capacidade de realizar exercício físico contribui para 
um déficit na massa e força muscular e consequentemente para perda de equilíbrio. Esta 
inatividade física está relacionada a um descondicionamento gerando um ciclo vicioso 
de declínio da função física, o que favorece a incapacidade e predispõe o idoso a 
internações, morbidades e mortalidade (HERNANDES et al., 2013). 
Segundo Owen et al. (2010), para além de aumentar o tempo de prática, é 
importante reduzir o tempo que o idoso passa sentado ou a realizar qualquer outra 
atividade sedentária, no sentido de melhorar a sua capacidade física e a sua saúde. 
Elevados riscos de doenças cardíacas e depressão estão associados a longos períodos 
de atividades sedentárias. 
Segundo o American College of Sports Medicine ACSM (2013), um treino 
multicomponente consiste em treinar as diferentes capacidades físicas do indivíduo, 
desde a resistência aeróbia, a coordenação, o equilíbrio, a agilidade, a força e a 
flexibilidade. A ACSM (2018) recomenda que o treino aeróbio seja realizado 3 a 5 vezes 
por semana para uma combinação de intensidade moderada e vigorosa, com uma 
duração de 30 a 60 minutos por sessão. Este treino deve englobar exercícios como 
caminhar, andar de bicicleta, dançar, nadar, e hidroginástica, privilegiando os grandes 
grupos musculares. 
De acordo com o ACSM (2018), devem ser incluídos exercícios de reforço 
muscular com frequência de pelo menos 2 vezes por semana, com duração de 60 
 
27 
 
minutos, de 8 a 10 repetições cada exercício, sendo recrutados os grandes grupos 
musculares, necessários na realização das atividades diárias. O ACSM sugere que os 
exercícios de equilíbrio devem ter a duração de 10 a 30 segundos, com 2 a 3 repetições 
para cada exercício, concluindo um total entre 10 a 15 minutos. O ACSM (2018) 
recomenda que a frequência mínima dos exercícios de flexibilidade deverá ser de pelo 
menos 2 vezes por semana. 
O trabalho de fortalecimento muscular, deve ser realizado entre 2 a 3 vezes por 
semana, executando 8 a 10 exercício que estimulem os principais grupos musculares de 
1 a 3 séries e de 8 a 10 repetições, numa intensidade acima dos 60% de 1 Repetição 
Máxima (RM), devendo haver um período de recuperação entre 24 a 48 horas entre 
treinos do mesmo grupo muscular. 
 A frequência mínima dos exercícios de reforço muscular deverá ser 2 a 3 dias por 
semana, executando 8 a 10 exercícios de 1 a 3 séries, com numa intensidade de 40-
60% de 1RM. As pessoas que sofrem de hipertensão devem realizar treinos combinados 
de exercício aeróbio e de reforço muscular. É importante que o treino seja isotônico e 
que o indivíduo não realize o bloqueio respiratório (ACSM, 2018). 
A ASCM (2018) recomenda que o treino de força seja realizado entre 2 a 3 dias 
por semana, em dias não sucessivos, executando 23 exercícios de 8 a 12 repetições, 
com 2 a 4 séries, numa intensidade de 60-70% de 1RM. Para idosos que sofram de 
osteoartrite e artrite reumatoide, recomenda treinos 2 a 3 vezes por semana, 8 a 10 
exercícios, 2 a 4 séries de 8 a 12 repetições, numa intensidade de 60-80% de 1RM. Em 
idosos que sofram de osteoporose, sugere que o treino de força seja realizado 2 a 3 
vezes por semana, executando 8 a 10 exercícios, de 2 séries, de 8 a 12 repetições. 
De acordo com o ACSM (2019), uma sugestão de recomendações de exercício 
físico para pessoas com demência é de pelo menos 150 minutos/semana de resistência 
aeróbia, ou seja, atividades de intensidade moderada como uma caminhada rápida, 
ciclismo leve, dança ou exercícios aquáticos. Esta capacidade deverá ser trabalhada 5 
dias por semana, com duração de 30 a 60 minutos totais ao longo do dia. A força deve 
ser trabalhada pelo menos 2 vezes por semana, com exercícios de 3 séries de 8 a 10 
repetições. A flexibilidade deve ser trabalhada pelo menos 2 vezes por semana e devem-
se realizar exercícios com duração entre 30 a 60 segundos. Por fim, o equilíbrio deve ser 
também trabalhado, pois reduz a probabilidade de queda. Exercícios como caminhar 
 
28 
 
sobre os calcanhares, ficar de pé (sem ajuda), ficar em pé apenas sobre um apoio, 
caminhar sobre uma linha ou usar uma plataforma de instabilidade são aconselhados. 
6.4 Prescrição de exercícios físicos para cardiopatas 
Um programa de exercício físico prescrito e acompanhado de forma adequada 
pode contribuir de forma significativa na melhora das capacidades funcionais de um 
cardiopata. No infarto agudo do miocárdio, por exemplo, o exercício após o evento é 
favorável à modulação de alterações deletérias referentes ao metabolismo miocárdico, 
minimizando a rigidez cardíaca elevada, além de outros aspectos anormais da diástole 
intercorrentes nesses casos. Clinicamente, também ocorre melhora em anormalidades 
identificadas no ecocardiograma, por exemplo. Trata-se de efeitos do exercício que 
promovem alterações estruturais e funcionais do miocárdio (MCARDLE et. al, 2018). 
Tanto os indivíduos cardiopatas quanto os “saudáveis” demonstram respostas ao 
exercício físico medianteajustes fisiológicos que solicitam menor esforço cardíaco, 
considerando qualquer carga de trabalho. A frequência cardíaca e a pressão arterial 
baixa durante a prática de exercício, por exemplo, representam duas variáveis essenciais 
que determinam o esforço do miocárdio, e sinalizam alterações que indicam a redução 
do trabalho cardíaco. Na relação do produto da frequência cardíaca pela pressão arterial 
diastólica, a diminuição de qualquer das duas previne a angina de peito, permitindo 
esforços mais intensos e com maior duração. Nos casos em que os cardiopatas realizam 
predominantemente atividades com os braços, tanto o programa de exercício quanto os 
testes devem dar ênfase específica aos músculos utilizados, tendo em vista a 
especificidade dos benefícios do exercício físico (MCARDLE et al., 2018). 
Os cardiopatas requerem muitos cuidados em relação à definição de testes de 
esforço progressivo, devido a altos riscos e, sobretudo, contraindicações em muitos 
casos. Para auxiliar na decisão da viabilidade do teste, o American College of Sports 
Medicine (ACSM, 2014) disponibiliza uma relação de contraindicações absolutas e 
relativas para o teste de exercício. Indivíduos que podem ser submetidos a testes são 
monitorizados por ecocardiograma (ECC) de 12 derivações, em tempo intervalado, 
durante o teste, enquanto várias derivações vão sendo demonstradas no osciloscópio. A 
pressão arterial durante o teste de esforço progressivo, além de vários outros sinais, 
também é registrada. O teste é interrompido quando são identificados valores muito além 
 
29 
 
da frequência cardíaca máxima, depressão do segmento ST do ECC, angina de peito e 
sintomas que indicam patologias. Dependendo do resultado do teste, o indivíduo pode 
ser conduzido a outros testes que também avaliam as funções cardíacas em repouso e 
no exercício, ou a angiografias com contraste, para evidenciar possíveis bloqueios 
arteriais. 
Todos os testes classificam o risco de cada indivíduo como baixo, intermediário 
ou alto. Esses resultados definem a indicação ou não para a prática de exercício físico 
como adjuvante no processo de reabilitação. Em casos de indicação, os testes 
direcionam e auxiliam na determinação do tipo e forma do exercício. Acima de tudo, os 
testes clínicos de exercício são eficientes em diagnósticos de incapacidade (POWERS; 
EDWARD, 2017). Com a prática de exercícios físicos, os cardiopatas conseguem 
melhorar a saturação de oxigênio, inclusive o volume de consumo máximo durante o 
exercício (VO2 máx), bem como seu perfil lipídico (nível de colesterol). Conjetura-se que 
programas de reabilitação em domicílio apresentam resultados semelhantes aos 
programas em ambiente hospitalar; porém, quando praticados em casa, a adesão é 
menor (POWERS; EDWARD, 2017). 
Nesse contexto, é essencial destacar a grande taxa de sucesso de um programa 
de reabilitação cardíaca que reúne exercício físico, intervenção farmacológica, dieta e 
aconselhamentos. Tendo em vista as evidências de sucesso de tais programas de 
reabilitação cardíaca, é surpreendente que ainda não sejam mais amplamente utilizados 
(POWERS; EDWARD, 2017). 
 
30 
 
6.5 Prescrição de exercícios físicos para diabéticos 
 
Fonte: radioclubejoinville.com.br 
A aplicação de exercício físico no tratamento desta doença, está sendo 
considerada e aprovada como medicamento prescrito pela Food and Drug Administration 
nos EUA. Assim como as terapias farmacológicas e as modificações alimentares são 
individualizadas para o paciente, da mesma forma, um programa personalizado de 
atividade física pode ser prescrito para tratamento, uma vez aprovado (OLIVEIRA et al., 
2021). 
O exercício físico, para além de hábitos alimentares saudáveis, é uma das 
primeiras estratégias aconselhadas para pessoas recém-diagnosticadas com diabetes 
mellitus tipo 2, trazendo benefícios no que diz respeito à redução do risco de diabetes e 
do aumento da glicose no sangue sendo essencial para a redução do risco 
cardiovascular, a perda ou controle de peso e bem-estar geral. O exercício físico, seja 
aeróbico ou de resistência, ou uma combinação facilita a regulação da glicose. O 
exercício intervalado de alta intensidade é eficaz e tem como vantagem de ser muito 
eficiente em termos de tempo. O exercício físico regular traz ainda consideráveis 
benefícios para a saúde das pessoas com diabetes mellitus tipo 1 especificamente, a 
nível cardiovascular, força muscular e sensibilidade à insulina (COLBERG et al., 2016). 
A prescrição e supervisão de exercícios físicos realizadas por profissionais 
qualificados, demonstram que o exercício físico tem o maior efeito no controle glicêmico, 
de acordo com as diretrizes da American College of Sports Medicine e da American 
Diabetes Association (COLBERG et al., 2010), afirmando que o programa de treinamento 
 
31 
 
físico acompanhado por profissionais qualificados, são extremamente recomendadas 
para as pessoas com diabetes tipo 2, principalmente os exercícios de resistência, 
garantindo benefícios ao controle da glicemia, pressão arterial, lipídios e risco 
cardiovascular e minimizando lesões. 
O treinamento aeróbio é capaz de reduzir os níveis plasmáticos de insulina em 
pacientes obesos hiperinsulinêmicos. Isso se dá porque o exercício crônico consegue 
aumentar o grau de sensibilidade à insulina. Entretanto, o treinamento crônico não 
parece ser capaz de prolongar as 72 horas de maior sensibilidade à insulina constatada 
após o exercício. Assim, a prática constante da atividade física pode melhorar o controle 
glicêmico com menores concentrações de insulina, mas exige que o exercício seja 
realizado periodicamente. Os estudos com exercícios resistidos, embora em menor 
quantidade quando comparados aos aeróbios, também relatam resultados positivos para 
a prevenção e o tratamento do diabete. A combinação do exercício aeróbio e o resistido 
com pesos pode ser uma abordagem terapêutica mais completa, capaz de trazer 
resultados adicionais (ANDRADE et al., 2016) 
Os estudos com exercícios resistidos, embora em menor quantidade quando 
comparados aos aeróbios, também relatam resultados positivos para a prevenção e o 
tratamento do diabete. A combinação do exercício aeróbio e o resistido com pesos pode 
ser uma abordagem terapêutica mais completa, capaz de trazer resultados adicionais. 
6.6 Prescrição de exercícios físicos para Hipertensos 
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença que afeta milhões de 
pessoas e o principal fator relacionado à morte no mundo. A HAS, como a maioria das 
doenças crônicas cuja incidência aumenta com a idade, envolve tanto componentes 
etiológicos ambientais como hereditários, sendo, portanto, classificada como doença 
poligênica e multifatorial. 
Estudos epidemiológicos demonstraram uma associação inversa entre vários 
tipos de atividade física e incidência de HAS, principalmente em homens caucasianos. 
De fato, as constantes evidências dos benefícios cardiovasculares, metabólicos e 
autonômicos após o exercício físico agudo e crônico têm levado muitos pesquisadores a 
sugerir o treinamento físico como conduta não farmacológica importante na prevenção e 
no tratamento da HAS. Os riscos de qualquer tipo de exercício para os indivíduos 
 
32 
 
hipertensos residem na elevação exacerbada da PA. Portanto, a PA deve ser medida 
antes, durante e após a execução das sessões de exercício nesses indivíduos. 
 
De acordo com Malachias, Souza e Plavnik, et al., (2016, p.31): 
A prática regular de exercícios pode ser benéfica tanto na prevenção quanto no 
tratamento de H.A, reduzindo ainda a morbimortalidade cardiovascular. 
Indivíduos ativos apresentam risco 30% menor de desenvolver H.A que os 
sedentários, e o aumento do exercício físico diário reduz a PA (MALACHIAS; 
SOUZA e PLAVNIK, et al., 2016, p.31). 
Alguns mecanismos fisiológicos que explicam essa baixa nos níveis pressóricos 
são causados mediantea redução do débito cardíaco (quantidade de sangue bombeada 
para o coração dentro de 1 minuto), a diminuição do volume sistólico (volume de sangue 
que chega ao coração), baixa na frequência cardíaca de repouso (quantidade de vezes 
que o sangue é bombeado) e na menor estimulação do tônus simpático (hormônios que 
promovem vaso constrição) e, por outro lado, pelo aumento da sensibilidade e do 
controle barorreflexo (mecanismo que controla a PA), associado a uma maior ação do 
ácido nítrico (induz a vaso dilatação) liberado por conta do estresse causado pelo 
exercício físico. Juntos, esses mecanismos desencadeiam a redução da resistência 
periférica causando assim uma baixa na PA (DAMORIN et al., 2017). 
O treinamento resistido também chamado de treinamento de força é o tipo de 
exercício que exige o trabalho de determinada musculatura contra uma força oposta, 
podendo ser imposta através de pesos livres, máquinas, elásticos, peso corporal e 
pliométrico. Esse tipo de treinamento possui variáveis que determinam a intensidade 
como: carga, número de repetições, número de séries, volume de treino, tempo de 
tensão e tempo de intervalo. Dentre os seus vários benefícios, os principais estão 
elencados como aumento de força, aumento da massa magra, aumento da massa óssea 
e aumento da resistência muscular (NASCIMENTO FILHO, 2010). 
Além de serem usados para auxiliar no treinamento resistido, os exercícios 
aeróbicos também são uteis no controle da pressão arterial, uma vez que as contrações 
musculares das vasodilatações dos músculos ativos, melhora significativamente o 
retorno venoso. 
Dessa forma, os dois tipos de treinamento (aeróbio e resistido) devem ser 
combinados como uma forma de tratamento não farmacológico da HAS e de suas 
disfunções associadas. Os exercícios aeróbios para o paciente hipertenso devem 
 
33 
 
envolver grandes grupamentos musculares em movimentos cíclicos (andar, correr, 
pedalar), ser de longa duração (sessões de 30 a 60 minutos), ter frequência de três ou 
mais vezes por semana e recomenda-se intensidade de 50 a 70% do consumo máximo 
de oxigênio ou da frequência cardíaca (FC) de reserva. Em complemento ao treinamento 
aeróbio, aconselha-se a realização de 8 a 10 exercícios resistidos, com uma série de 10 
a 15 repetições até a fadiga moderada (ou seja, com interrupção quando houver redução 
da velocidade de movimento, portanto, antes da fadiga concêntrica), com intensidade 
aproximada de 50% de 1RM e que respeitem intervalos entre exercícios que permitam o 
retorno da PA aos valores basais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
34 
 
BIBLIOGRAFIA 
ABDLAH, J. A. Exercícios de alongamento: anatomia e fisiologia. 3ª edição. São 
Paulo: Manole, 2010. 
ACSM. Diretrizes do ACMS para teste de esforço físico e sua prescrição. 9 ed. Rio 
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. 
ALBINO, J., et al. Tabelas de classificação de aptidão física para frequentadores de 
parques públicos. Revista brasileira de Medicina do Esporte, 2010. Volume 16, nº5. 
ALVAREZ, R. B. P.; et. al. Prescrição de exercícios físicos para cardiopatas. Revista 
UNILUS Ensino e Pesquisa. Vol. 11 Nº. 25, 2014. 
ARAÚJO, G. T. Bioimpedância elétrica (BIA). 2015 
BADARO, A. F. V.; SILVA, A. H.; BECHE, D. Flexibilidade versus alongamento 
esclarecendo as diferenças. Saúde, Santa Maria, v. 33, n. 1, p. 32-36, 2007. 
BARROS, M. L. N.; NEVES, A. M. M. Exergames: o papel multidisciplinar do design 
no desenvolvimento de jogos de exercício físico-funcional para o auxílio no 
combate da obesidade infantil. 2012. 
BARROS, T. L. Exercícios, Saúde e Gravidez – in: O Exercício – Preparação 
Fisiológica, Avaliação Medica, Aspectos Especiais e Preventivos. – Editora: 
Atheneu – São Paulo SP, 1999. 
BATISTA, M. S. A.; MONDINI, L.; JAIME, P. C. Ações do Programa Saúde na Escola 
e da alimentação escolar na prevenção do excesso de peso infantil: experiência 
no município de Itapevi. São Paulo, Brasil, 2014. 
BORGES, W. O. et al. Protocolos de avaliação utilizados para analisar a resistência 
muscular: uma revisão sistemática. 2017. 
BRASIL. DIRETRIZ DE REABILITAÇÃO CARDÍACA. Arquivo brasileiro de cardiologia. 
vol.84 no.5 São Paulo, Maio, 2005. 
 
35 
 
CARVENALI, J. L. C; LIMA, W. P.; ZANUTO, R. Exercícios, emagrecimento e 
intensidade do treinamento – aspectos fisiológicos e metodológicos. 2 ed. São 
Paulo: Phorte, 2013. 
CESAR, M.C. et al. Comparação do gasto energético de mulheres jovens durante o 
treinamento de força máxima e resistência muscular localizada. Motricidade, v.9 n.1, 
2013. P.50-56. 
COIMBRA, D. R. et al. Características motivacionais de atletas brasileiros. Revista 
Motricidade, Portugal, v. 9, n. 4, p. 64-72, 2013. 
COLBERG, S. R. et al. Exercise and type 2 diabetes: the American College of Sports 
Medicine and the American Diabetes Association: joint position statement executive 
summary. Diabetes care, v. 33, n. 12, p. 2692-2696, 2010 
CORREIA, P. (2012). Aparelho Locomotor – Função neuromuscular e adaptações à 
aticidade física. Lisboa. Faculdade Motricidade Humana. 2ªed 
COSTA, S. et al. Influência da privação visual no teste de uma repetição máxima e 
na predição da carga. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, João Pessoa/PA, v. 11, 
n. 36, p. 1–7, 2013. 
CROMMERT, M., BJERKEFORS, A., TARASSOVA, O., EKBLOM, M. (2018). Abdominal 
muscle activation during common modifications of the trunk curl-up exercise. Journal of 
Strength and Conditioning Association. 
DORNELLES, A. D.; ANTON, M. C.; PIZZINATO, A. O papel da sociedade e da família 
na assistência ao sobrepeso e à obesidade infantil: percepção de trabalhadores da 
saúde em diferentes níveis de atenção. Saúde e sociedade, v. 23, p. 1275-1287, 2014. 
DUMITH, S.C. et al. Atividade física durante a gestação e associação com 
indicadores de saúde materno infantil – Revista Saúde Pública – 2012 
EICKEMBERG M, OLIVEIRA CC, RORIZ AKC, et al. Bioimpedância elétrica e gordura 
visceral: uma comparação com a tomografia computadorizada em adultos e 
idosos. Arq Bras Endocrinol Metab 2013 
 
36 
 
FERRARINI, M.A. Z. et al. Efeitos do treinamento intervalado de alta intensidade e 
do aeróbio contínuo na composição corporal de mulheres praticantes de 
treinamento resistido. 2017. 
FOUCART, L., DE DECKER, A., SIOEN, I., DE HENAUW, S., & MICHELS, N. (2017). 
Hand-to-foot bioelectrical impedance analysis to measure fat mass in healthy 
children: A comparison with air-displacement plethysmography. Nutrition & 
Dietetics, 74(5), 516–520. 
FRANCISCO, R. S. C. Compartimentos hídricos e distribuição de fluidos como 
determinantes do ângulo de fase e dos parâmetros brutos da bioimpedância em 
atletas. 2019. Tese de Doutorado. 
FREITAS, J. C. P. Análise comparativa entre dobras cutâneas e bioimpedância em 
atletas de futevôlei. 2019. 
GLANER, M. F. Importância da aptidão física relacionada à saúde. Revista 
Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano. v.5, n.2, p. 75-85, 2003. 
GONÇALVES, A. C. C., et al. Exercício resistido no cardiopata: revisão sistemática. 
Rev. fisioterapia do movimento, janeiro/março, 2012. 
GONÇALVES, W. S. F. Influência das práticas e dos comportamentos parentais nos 
níveis de atividade física e de tempo de tela de pré-escolares brasileiros: qual a 
relação com o status de peso e a adiposidade corporal da criança? 2019 
GUEDES, D. P; GUEDES, J. E. R. Manual prático para avaliação em educação física. 
1 ed. Barueri: Manole, Barueri, 2006. 
HERNANDES, N. A. et al. Physical activity in daily life in physically independent elderly 
participating in community-based exercise program. Brazili J of Physic Therapy, 
Londrina, PR, v.17, n.1, p. 57-63, 2013. 
HEYWARD, V. H. Avaliação e prescrição de exercício físico: técnicas avançadas. 6 
ed. São Paulo: Artmed, 2013. 
HEYWARD, V. H.; STOLARCZYK, L. M. Avaliação da composição corporal aplicada. 
São Paulo; Manole, 2000. 
 
37 
 
JÚNIOR, E. F.C.; MORAIS, J. A.; XAVIER, G. B. Os benefícios da prática de 
exercícios físicos durante a gestação: uma revisão de literatura. 2017. 
KENNEY, W. L.; WILMORE, J. H.; COSTILL, D. L. Fisiologia do esporte e do exercício 
- 5ª edição. Manole, p. 210-211, 2013. 
KETEYIAN S.J.; FOSS M.L. Bases Fisiológicas do Exercício e do Esporte. 6 ed. Rio 
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. 
LEITE, P. Bioimpedância: O que é, Exame, Balança e Mais. Mundo Boa Forma. 2017 
LOPES, A.; RIBEIRO, G. Antropometria Aplicada à Saúde e ao Desempenho 
Esportivo. São Paulo: Rubio, 2014. 
MCARDLE, W. D.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Fisiologia do exercício: nutrição, 
energia e desempenho humano. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. 
MACHADO, A. F.; ABAD, C. C. C. Manual de Avaliação Física. 2ed. São Paulo: Ícone, 
2012. 
MATHEUS S.C., SANTOS L., BEHENCK M. S., et al. O uso da antropometria para 
avaliar a distribuição de gordura corporal de pacientes com HIV/AIDS. Arq Ciênc 
Saúde 2015 
MCARDLE, W. D.; KATCH, F.I.; KATCH V.L. Fisiologia do Exercício. Energia nutrição e 
desempenho humano. 7ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. 
MONTENEGRO L. P. Musculação: Abordagens para a prescrição e recomendações 
para gestantes. - Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício – 2014 
MORAIS P.A.O., DANTAS M.G.B., PITANGUI A.C.R., et al. Métodos indiretos para 
mensuração da gordura corporal em adolescentes escolares. Rev Bras Promoc 
Saude 2013 
MOREIRA, C.D.; SPERANDIO, B.B.; ALMEIDA, T.F; FERREIRA, E.F.; SOARES, L.A.; 
OLIVEIRA, R.A.R. Nível de aptidão física para o desempenho esportivo em 
participantes adolescentes do projeto esporte em ação. Revista Brasileira de 
Prescrição e Fisiologia do Exercício. São Paulo. Vol. 12. Num. 64. p.74- 82. 2017. 
 
38 
 
MULASI, U., KUCHNIA, A. J., COLE, A. J., & EARTHMAN, C. P. (2015). Bioimpedance 
at the Bedside. Nutrition in Clinical Practice, 30(2), 180 193. 
NHANES (2012). National Youth Fitness Survey (NYFS) Plank Exercise Procedures 
Manual 
OLIVEIRA, G. J. S. O Estímulo verbal padronizado influencia no teste 
neuromuscular nos exercícios com pesos? 2018. 
PAES, S. T.; MARINS, J. C. B.; ANDREAZZI, A. E. Efeitos metabólicos do exercício 
físico na obesidade infantil: uma visão atual. Revista Paulista de Pediatria, v. 33, n. 
1, p. 122-129, 2015. 
PATE, R. R.; PRAT, M.; BLAIR, S.; HALKELL, W. L.; MACERA, C. A.; BOUCHARD C, 
et al. A recommendation from the centers for disease control and prevention and 
the American College Sports Medicine. Jama, v.273, n.5, p.402-407,1995. 
PAULA JÚNIOR, C. A.; MONTANINI, L. R. B. Desempenho no teste de força muscular 
em diferentes propostas de aquecimento e preparação. RENEFARA, v. 13, n. 2, p. 
74-85, 2018. 
PESSOA, M. P. S. et al. Capacitação do profissional de educação física na reabilitação 
cardiovascular. Revista Carioca de Educação Física, v. 12, n. 1, p. 1-11, 2017. 
PETROSKI, E. L. Antropometria: técnicas e padronizações. 5. ed. Porto Alegre: 
Editora Fontoura, 2011. 
PINA, F. L. C. et al. Motivação para a prática de exercícios com pesos: influência da 
supervisão e do gênero. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, Pelotas/RS, v. 
19, n. 2, p. 168-177, 2014. 
POWERS, S. K.; EDWARD, T. H. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao 
condicionamento e ao desempenho. 9. ed. Barueri: Manole 2017. 
PRESTES, J.; FOSCHINI, D.; MARCHETTI, P.; CHARRO, M.; TIBANA, R. Prescrição e 
Periodização do Treinamento de Força em Academias. 2ed. Barueri: Manole, 2015. 
ROSSI, L.; CARUSO, L.; GALANTE, A. P. Avaliação nutricional: novas perspectivas. 
2. ed. São Paulo: Roca, 2015. 
 
39 
 
SANCHES, P. M. A.; BRESAN, Deise; RÉ, Patrícia Vieira Del. Guia prático de 
antropometria para adultos. 2020. 
SANTOS, A. C. et al. Influência do incentivo no desenvolvimento de força máxima. 
Revista Inspirar - Movimento & Saúde, Curitiba/PR, v. 6, n. 1, p. 18–21, 2014. 
SANTOS, F. D. R. et al. Ações de enfermeiros e professores na prevenção e no 
combate à obesidade infantil. Rev Rene, mai/jun; 15(3): 463-70, 2014 
SANTOS, P. C. O. B. Avaliação da massa gorda corporal por bioimpedância: erros 
e não conformidade com as recomendações. 2018. 
SILVA, J. A. et al. A importância da avaliação física para a prática e prescrição do 
exercício físico. Revista Educação Física UNIFAFIBE, Bebedouro/SP - Vol. VI– 
setembro/2018. 
SILVA, M.C.; QUINCOZES, C.G.; SPIEKER, C.V. Prática atual de natação entre 
indivíduos com prática passada. Revista Brasileira de Ciências da Saúde. Vol. 17. 
Num. 2. 2013. 
SIMÃO, R. Fisiologia e prescrição de exercícios para grupos especiais. Vol.3. Ed. 
Phorte, São Paulo, 2008. 
SNARR, L., ESCO, R. (2014). Electromyographical comparison of plank variations 
performed with and without instability devices. Journal of Strength and 
Conditioning research. 28(11): 3298-3305 
SOUZA, R.G; et al. A Relevância de métodos de resistência muscular localizada no 
desempenho e na saúde de jovens adultos: uma revisão sistemática. Caderno de 
Graduação Ciências Biológicas e da Saúde-UNIT, v. 3, n. 1, p.21-36, 2015. 
SOUZA, T. M. F. et al. Carga para a aplicação de testes de 1-RM em exercícios de 
membros superiores em mulheres jovens treinadas e não treinadas. Revista 
Brasileira de Ciências do Esporte, Florianópolis, v. 35, n. 3, p. 575-586, jul./set. 2013. 
STRAND, S., HJELM, J., SHOEPE, T., FAJARDO, M., (2014). Norms for an Isometric 
Muscle Endurance Test. Journal of Human Kinetics. 40: 93-102 
TIRAPEGUI, J.; RIBEIRO, S. M. L. Avaliação nutricional: teoria e prática. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. 
 
40 
 
WARD, L. Bioelectrical impedance analysis for body composition assessment: 
reflections on accuracy, clinical utility, and standardisation. European journal of 
clinical nutrition. 2018

Outros materiais