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Fazemos parte do Claretiano - Rede de Educação HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS Meu nome é Cyntia Aparecida Montagneri Arevabini. Sou nutricionista graduada em pela Universidade Metodista de Piracicaba (1985), especialista em Didática do Ensino Superior e mestre em Biotecnologia em Saúde pela Universidade de Ribeirão Preto. Tenho experiência na área de Unidades de Alimentação e Nutrição Industrial e Hospitalar. Sou docente desde 2005 no Curso de Nutrição nas disciplinas de Administração de Unidade de Alimentação e Nutrição e Higiene e Controle de Qualidade de Alimentos. É com muito carinho que preparei esta obra, que direcionará você em seus estudos. Desejo a todos bons estudos. Desde já, manifesto minha satisfação em dividir com você minha experiência profissional, colocando-me à disposição para o que for necessário. E-mail: cyntiaarevabini@claretiano.edu.br Meu nome é Lívia Giolo Taverna. Sou graduada em Nutrição pela Universidade Estadual Paulista – Unesp (2011), pós-graduada em Nutrição Esportiva e mestre em Investigação Biomédica pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – FMRP/USP. Tenho experiência na área clínica e consultoria na área de alimentos. Sou docente desde 2016. E-mail: liviagiolo@claretiano.edu.br Claretiano – Centro Universitário Rua Dom Bosco, 466 - Bairro: Castelo – Batatais SP – CEP 14.300-000 cead@claretiano.edu.br Fone: (16) 3660-1777 – Fax: (16) 3660-1780 – 0800 941 0006 claretiano.edu.br/batatais Cyntia Aparecida Montagneri Arevabini Lívia Giolo Taverna Batatais Claretiano 2018 HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS © Ação Educacional Claretiana, 2018 – Batatais (SP) Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, a transmissão total ou parcial por qualquer forma e/ou qualquer meio (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação e distribuição na web), ou o arquivamento em qualquer sistema de banco de dados sem a permissão por escrito do autor e da Ação Educacional Claretiana. Reitor: Prof. Dr. Pe. Sérgio Ibanor Piva Vice-Reitor: Prof. Dr. Pe. Cláudio Roberto Fontana Bastos Pró-Reitor Administrativo: Pe. Luiz Claudemir Botteon Pró-Reitor de Extensão e Ação Comunitária: Prof. Dr. Pe. Cláudio Roberto Fontana Bastos Pró-Reitor Acadêmico: Prof. Me. Luís Cláudio de Almeida Coordenador Geral de EaD: Prof. Me. Evandro Luís Ribeiro CORPO TÉCNICO EDITORIAL DO MATERIAL DIDÁTICO MEDIACIONAL Coordenador de Material Didático Mediacional: J. Alves Preparação: Aline de Fátima Guedes • Camila Maria Nardi Matos • Carolina de Andrade Baviera • Cátia Aparecida Ribeiro • Elaine Aparecida de Lima Moraes • Josiane Marchiori Martins • Lidiane Maria Magalini • Luciana A. Mani Adami • Luciana dos Santos Sançana de Melo • Patrícia Alves Veronez Montera • Raquel Baptista Meneses Frata • Simone Rodrigues de Oliveira Revisão: Eduardo Henrique Marinheiro • Filipi Andrade de Deus Silveira • Rafael Antonio Morotti • Rodrigo Ferreira Daverni • Vanessa Vergani Machado Projeto gráfico, diagramação e capa: Bruno do Carmo Bulgarelli • Joice Cristina Micai • Lúcia Maria de Sousa Ferrão • Luis Antônio Guimarães Toloi • Raphael Fantacini de Oliveira • Tamires Botta Murakami Videoaula: André Luís Menari Pereira • Bruna Giovanaz • Marilene Baviera • Renan de Omote Cardoso INFORMAÇÕES GERAIS Cursos: Graduação Título: Higiene e Controle de Qualidade de Alimentos Versão: dez./2018 Formato: 15x21 cm Páginas: 145 páginas SUMÁRIO CONTEÚDO INTRODUTÓRIO 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 11 2. GLOSSÁRIO DE CONCEITOS ............................................................................ 13 3. ESQUEMA DOS CONCEITOS-CHAVE ............................................................... 17 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 17 UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 21 2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA ............................................................. 21 2.1. MICRORGANISMOS IMPORTANTES NOS ALIMENTOS ......................... 22 2.2. BACTÉRIAS ............................................................................................... 24 2.3. VÍRUS ........................................................................................................ 26 2.4. FUNGOS ................................................................................................... 27 2.5. PRINCIPAIS FONTES DE CONTAMINAÇÃO DOS ALIMENTOS ............... 28 2.6. VIAS DE TRANSMISSÃO DE MICRORGANISMOS PARA ALIMENTOS ... 30 2.7. FATORES DE MEDIAÇÃO NO METABOLISMO DE MICRORGANISMOS 33 2.8. ANTAGONISMO BACTERIANO NOS ALIMENTOS: SUBSTÂNCIAS QUE INTERFEREM NA VIDA ÚTIL DOS ALIMENTOS ....................................... 38 3. CONTEÚDO DIGITAIL INTEGRADOR ............................................................... 40 3.1. PARASITAS ................................................................................................ 40 3.2. BACTÉRIAS ............................................................................................... 41 3.3. VÍRUS ........................................................................................................ 42 3.4. FUNGOS ................................................................................................... 42 3.5. FATORES INTRÍNSECOS E EXTRÍNSECOS ................................................ 43 3.6. ANTAGONISMO BACTERIANO ................................................................ 43 4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ....................................................................... 44 5. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................. 45 6. E-REFERÊNCIAS ................................................................................................ 46 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 46 UNIDADE 2 – DOENÇAS DE ORIGEM ALIMENTAR 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 49 2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA ............................................................. 49 2.1. CONCEITOS IMPORTANTES SOBRE DTA ................................................ 50 2.2. PRINCIPAIS AGENTES PATOGÊNICOS ..................................................... 54 2.3. CUIDADOS E CONDUTAS NA PRESERVAÇÃO DOS ALIMENTOS ........... 72 3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ................................................................ 74 3.1. PRINCIPAIS AGENTES PATOGÊNICOS ..................................................... 74 4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ....................................................................... 76 5. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................. 78 6. E-REFERÊNCIA .................................................................................................. 78 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 79 UNIDADE 3 – IMPORTÂNCIA DO CONTROLE HIGIÊNICO SANITÁRIO EM SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO DE ACORDO COM AS LEGISLAÇÕES VIGENTE 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 83 2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA ............................................................ 84 2.1. PRINCIPAIS CONDUTAS DE BOAS PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS PARA PREVENÇÃO DAS DTAS EM UPRS ............................ 84 2.2. LEGISLAÇÃO PERTINENTE NA ÁREA DE ALIMENTOS: RDC-216/2004, CVS-5/2013, RDC-275/2004 ............................................................................ 90 2.3. DOCUMENTOS TÉCNICOS OBRIGATÓRIOS NA ÁREA DE ALIMENTOS 93 3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ................................................................95 3.1. PRINCIPAIS CONDUTAS DE BOAS PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS PARA PREVENÇÃO DAS DTAS EM UPRS ............................ 95 3.2. LEGISLAÇÃO PERTINENTE NA ÁREA DE ALIMENTOS ........................... 96 3.3. DOCUMENTOS TÉCNICOS OBRIGATÓRIOS NA ÁREA DE ALIMENTOS 97 4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ....................................................................... 98 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 99 6. E-REFERÊNCIAS ................................................................................................ 100 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 101 UNIDADE 4 – CONTROLE NA ÁREA DE ALIMENTOS E SUAS FERRAMENTAS DE QUALIDADE 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 105 2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA ............................................................. 105 2.1. CONCEITO E OBJETIVOS DO CODEX ALIMENTARIUS ........................... 106 2.2. ATUAÇÃO DA ANVISA NA ÁREA DE ALIMENTOS .................................. 107 2.3. DEFINIÇÕES DAS PRINCIPAIS FERRAMENTAS DE QUALIDADE NA ÁREA DE ALIMENTOS: SISTEMA APPCC (ANÁLISE DE PERIGOS E PONTOS CRÍTICOS DE CONTROLE) E ISO 22000 .................................................... 112 2.4. AVALIAÇÃO DE SURTOS ALIMENTARES ................................................. 124 2.5. CONCEITOS DE 5S E SUSTENTABILIDADE APLICADOS ÀS UPRS .......... 132 3. CONTEÚDOS DIGITAIS INTEGRADOR ............................................................. 135 3.1. CONCEITO E OBJETIVOS DO CODEX ALIMENTARIUS ........................... 136 3.2. ATUAÇÃO DA ANVISA NA ÁREA DE ALIMENTOS .................................. 136 3.3. DEFINIÇÕES DAS PRINCIPAIS FERRAMENTAS DE QUALIDADE NA ÁREA DE ALIMENTOS: SISTEMA APPCC E NBR ISO 22000 .............................. 137 3.4. INVESTIGAÇÃO DE SURTOS DE DTA ....................................................... 138 3.5. CONCEITOS DE 5S E SUSTENTABILIDADE APLICADOS ÀS UPRS .......... 139 4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ....................................................................... 140 5. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................. 142 6. E-REFERÊNCIAS ................................................................................................ 142 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 144 7 CONTEÚDO INTRODUTÓRIO Conteúdo A obra Higiene e Controle de Qualidade de Alimentos aborda os conceitos direcionados aos fundamentos microbiológicos importantes. De acordo com essa proposição, serão objetos de estudo: classificação, fontes de contaminação, vias de transmissão, principais fatores que interferem no metabolismo e antagonismo bacteriano. No contexto dos cursos da saúde, apresenta-se como espaço para o estudo das condutas para prevenção de toxinfecções alimentares: cuidados na preservação dos alimentos, higiene do ambiente, mãos e alimentos, bem como para estabelecer a importância do controle higiênico- sanitário em serviços de alimentação de acordo com a legislação vigente. Contempla, no âmbito da qualidade total, conceitos do Sistema APPCC e do Codex Alimentarius, procedimentos para avaliação de surtos alimentares, Vigilância Sanitária e controle de qualidade dos alimentos no contexto atual para Educação Ambiental. Bibliografia Básica GERMANO, P. M. L.; GERMANO, M. I. S. Higiene e vigilância sanitária de alimentos. 4 ed. rev. ampl. Barueri: Manole, 2011. SILVA JUNIOR, E. A. Manual de controle higiênico-sanitário em serviços de alimentação. 6. ed. atual. São Paulo: Varela, 2007. STANGARLIN, L. et al. Instrumentos de apoio para implantação das boas práticas em serviços de nutrição e dietética hospitalar. 1. ed. Rio de Janeiro: Rubio, 2013. 8 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS CONTEÚDO INTRODUTÓRIO Bibliografia Complementar FORSYTHE, S. J. Microbiologia da segurança alimentar. Porto Alegre: Artmed, 2005. HAZELWOOD, D. Manual de higiene para manipuladores de alimentos. São Paulo: Varela, 1998. JAY, J. M. Microbiologia de alimentos. Tradução de Eduardo Cesar Tondo. 6. ed Porto Alegre: Artmed, 2005. LIMA, C. R. Manual prático de controle de qualidade em supermercados. 1. ed. São Paulo: Varela, 2001. MANZALLI, P. V. Manual para serviços de alimentação: implementação, boas práticas, qualidade e saúde. 2. ed. rev. ampl. São Paulo: Metha, 2010. E-referências ANVISA – AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Anvisa alerta para perigo de contaminação cruzada em alimentos. 2015. Disponível em: <http://portal.anvisa. gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/anvisa-alerta-para-perigo- de-contaminacao-cruzada-em-alimentos/219201/pop_up?inheritRedirect=false>. Acesso em: 12 abr. 2018. ______. Home page. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/institucional>. Acesso em: 12 abr. 2018. ______. Resistência Microbiana – mecanismos e impacto clínico. 2007. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/cursos/rm_controle/ opas_web/modulo3/gramp_staphylo.htm>. Acesso em: 12 abr. 2018. BRASIL. Portaria nº 1428, de 26 de novembro de 1993 prova, na forma dos textos anexos, o “Regulamento Técnico para Inspeção Sanitária de Alimentos”, as “Diretrizes para o Estabelecimento de Boas Práticas de Produção e de Prestação de Serviços na Área de Alimentos” e o “Regulamento Técnico para o Estabelecimento de Padrão de Identidade e Qualidade (PIQ’s) para Serviços e Produtos na Área de Alimentos”. Determina que os estabelecimentos relacionados à área de alimentos adotem, sob responsabilidade técnica, as suas próprias Boas Práticas de Produção e/ou Prestação de Serviços, seus Programas de Qualidade, e atendam aos PIQ’s para Produtos e Serviços na Área de Alimentos. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 2 dez. 1993. Disponível em: < http://portal.anvisa.gov.br/documents/33916/388704/ Portaria_MS_n_1428_de_26_de_novembro_de_1993.pdf/6ae6ce0f-82fe-4e28-b0e1- bf32c9a239e0>. Acesso em: 12 abr. 2018. ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária. Portaria nº 326 de 30 de julho de 1997. Estabelece regulamento técnico de condições higiênico- 9© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS CONTEÚDO INTRODUTÓRIO sanitárias e de boas práticas de fabricação para estabelecimentos produtores/ industrializadores de alimentos. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 1 ago. 1997. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/ cf430b804745808a8c95dc3fbc4c6735/Portaria+SVS-MS+N.+326+de+30+de+Julho+ de+1997.pdf?MOD=AJPERES> Acesso em: 12 abr. 2018. ______. Ministério da Saúde. Resolução RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004. Dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 16 set. 2004. Disponível em: <http://portal. anvisa.gov.br/documents/33916/388704/RESOLU%25C3%2587%25C3%2583O-RDC %2BN%2B216%2BDE%2B15%2BDE%2BSETEMBRO%2BDE%2B2004.pdf/23701496- 925d-4d4d-99aa-9d479b316c4b>. Acesso em: 12 abr. 2018. ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia Alimentar para a População Brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2008. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_ alimentar_populacao_brasileira.pdf> Acesso em: 12 abr. 2018. ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Surto de Doenças Transmitidas por Alimentos no Brasil. Brasília, 2014. Disponível em: <http:// portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2014/maio/29/Apresentacao-Surtos- DTA-2014>. Acesso em: 2 jan. 2018. CVS – CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Alimentos. Disponível em: <http://www.cvs. saude.sp.gov.br/apresentacao.asp?te_codigo=1>. Acesso em 12 abr. 2018 FAO – FOOD AND AGRICULTUREORGANIZATION; OMS – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Codex alimentarius. Disponível em: <http://www.fao.org/fao-who- codexalimentarius/home/es/>. Acesso em: 5 abr. 2018. PIRES, C. J. M. Aplicação do programa 5S visando à melhoria contínua da qualidade. Dissertação (Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial) – Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial, Universidade de Aveiro, Aveiro, 2014. Disponível em: <http://ria.ua.pt/bitstream/10773/14944/1/Tese.pdf>. Acesso em: 10 abr. 2018. ROZENFELDS, S. (Org.). Fundamentos da Vigilância Sanitária. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2000. Disponível em: <https://books.google.com.br/books?id=pFNtAwAAQBAJ&print sec=frontcover&hl=pt-BR#v=onepage&q&f=false>. Acesso em: 12 abr. 2018. SANTA CATARINA (Estado). Doença Transmitida por Alimento (DTA). Disponível em: <http://www.vigilanciasanitaria.sc.gov.br/index.php/inspecao-de-produtos-e- servicos-de-saude/alimentos/91-area-de-atuacao/inspecao-de-produtos-e-servicos de%20saude/alimentos/415-doenca-transmitida-por-alimento-dta>. Acesso em: 12 abr. 2018. SÃO PAULO (Estado). Portaria CVS-5, de 22 de setembro de 2014. Estabelece os critérios de higiene e boas práticas operacionais para alimentos produzidos/fabricados/ industrializados/manipulados e prontos para o consumo, para subsidiar as ações da 10 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS CONTEÚDO INTRODUTÓRIO Vigilância Sanitária e a elaboração dos Manuais de Boas Práticas de Manipulação e Processamento. Diário Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo, 23 abr. 2014. Disponível em: <http://www.cvs.saude.sp.gov.br/zip/E_PT-CVS-5_22092014%20(FT- Cons.P%C3%BAblica).pdf>. Acesso em: 12 abr. 2018. UFCE – UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ; ANVISA – AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Curso básico em Vigilância Sanitária. Fortaleza: UFCE, 2015. Disponível em: <https://ares.unasus.gov.br/acervo/handle/ARES/3173?show=full>. Acesso em: 5 abr. 2018. Palavras-chave –––––––––––––––––––––––––––––––––––– Higiene, Contaminação, Patógenos, Controle de Qualidade, Ferramentas de Qualidade. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– É importante saber: –––––––––––––––––––––––––––––––– Esta obra está dividida, para fins didáticos, em duas partes: Conteúdo Básico de Referência (CBR): é o referencial teórico e prático que deverá ser assimilado para aquisição das competências, habilidades e atitudes necessárias à prática profissional. Portanto, no CBR, estão condensados os principais conceitos, os princípios, os postulados, as teses, as regras, os procedimentos e o fundamento ontológico (o que é?) e etiológico (qual sua origem?) referentes a um campo de saber. Conteúdo Digital Integrador (CDI): são conteúdos preexistentes, previamente selecionados nas Bibliotecas Virtuais Universitárias conveniadas ou disponibilizados em sites acadêmicos confiáveis. São chamados “Conteúdo Digital Integrador” porque são imprescindíveis para o aprofundamento do Conteúdo Básico de Referência. Juntos, não apenas privilegiam a convergência de mídias (vídeos complementares) e a leitura de “navegação” (hipertexto), como também garantem a abrangência, a densidade e a profundidade dos temas estudados. Portanto, são conteúdos de estudo obrigatórios, para efeito de avaliação. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 11© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS CONTEÚDO INTRODUTÓRIO 1. INTRODUÇÃO Prezado aluno, seja bem-vindo! Iniciaremos agora o estudo de Higiene e Controle de Qualidade de Alimentos, por meio do qual você aprenderá os elementos de conhecimento necessários para o embasamento teórico da sua futura profissão e para as atividades que virão. Iniciamos basicamente observando que, na última década, houve uma mudança importante nos hábitos alimentares das famílias, com estas passando a optar por consumir alimentos fora do lar. Com isso, vieram as preocupações de órgãos públicos, havendo uma necessidade maior de um controle sanitário de alimentos (BENEVIDES; LOVATTI, 2004). O alimento é essencial para a manutenção e o crescimento dos indivíduos, pois fornece energia e materiais necessários para construir e reparar tecidos, para realizar o trabalho e manter as defesas corpóreas contra as doenças. Para indivíduos saudáveis, uma contaminação é desagradável, mas comumente não é uma ameaça à vida; porém, para idosos, crianças, gestantes e enfermos mais susceptíveis, muitas vezes pode acarretar de um simples desconforto metabólico até o óbito (EVANGELISTA, 2003; ADAMS; MOTARJEMI, 2002). Partindo dessa realidade, procuramos elaborar um conteúdo capaz de proporcionar fundamentos teóricos importantes, embasados no controle higiênico-sanitário dos alimentos. Nosso trabalho deverá ter como base a legislação vigente, que determina critérios para a produção de alimentos seguros nas Unidades Produtoras de Refeições e, consequentemente, prevenção das prováveis doenças transmitidas por alimentos. Antes de iniciar nossos estudos, ressaltamos uma importante informação a respeito desta obra. O nome atribuído refere-se ao contexto amplo, atualizado e vigente no que tange à higiene dos alimentos e ações de controle de qualidade, desde 12 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS CONTEÚDO INTRODUTÓRIO a matéria-prima inicial até o produto que chega à mesa do consumidor livre de contaminantes, cumprindo as necessidades metabólicas dos indivíduos que façam a sua ingestão. A higiene e controle de qualidade dos alimentos ressaltam os cuidados na preservação dos alimentos, tanto nas unidades produtoras de refeições como nas indústrias de alimentos, sempre baseando-se na legislação vigente. Trata-se de um campo de abrangência em qualquer serviço alimentar, pressupõe a produção segura de alimentos e estabelece um ciclo de trocas com o meio físico, entendendo a característica dos seres vivos para aplicar critérios e atender às necessidades do meio social. Ao decorrer de nossos estudos, vamos conseguir diferenciar esses conceitos e estabelecer relações entre os principais pontos para obtenção de um alimento seguro do ponto de vista higiênico-sanitário que contemple as necessidades fisiológicas dos indivíduos. Na Unidade 1, são apresentados os microrganismos importantes nos alimentos: sua existência é importante? Como ocorre sua interação com os alimentos e com os seres vivos? Essas duas questões são importantes e esclarecedoras para entendermos importantes tópicos como higiene e qualidade de alimentos e alimentação segura. Ainda, estudaremos as principais fontes de contaminação dos alimentos, suas vias de transmissão de microrganismos para alimentos, bem como os principais fatores de mediação no metabolismo de microrganismos, isto é, os que interferem benéfica ou maleficamente na provável contaminação, sobrevivência e multiplicação destes. Além disso, estudaremos o conceito de antagonismo bacteriano nos alimentos. Na Unidade 2, aprenderemos o conceito de Doenças de Origem Alimentar e as diferenças entre os principais conceitos relacionados a elas, entre eles toxinoses, toxinfecção alimentar e intoxicações químicas e infecções, bem como começaremos 13© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS CONTEÚDO INTRODUTÓRIO a discutir as possíveis condutas e cuidados na preservação dos alimentos. Também serão estudados os principais agentes patogênicos causadores de Doenças Transmitidas por Alimentos. Já na Unidade 3, faremos uma reflexão sobre aplicação de critérios científicos relacionados à qualidade dos produtos oferecidos e às exigências das legislações nessa área. O profissional deve interpretá-los na sua área de atuação por ser um instrumento fundamental para todas as unidades produtoras de refeições. Veremos aqui algumas das principais e vigentes legislações municipais, estaduais e federais, que contemplam os critérios exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por fim, na Unidade 4, discutiremos como podemos interpretar uma avaliação de surtoalimentar e como chegar ao provável alimento que pode ter causado esse dano. Nesse contexto, conheceremos o efetivo papel da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Iremos em busca do entendimento do conceito de qualidade total, utilizando ferramentas de qualidade: APPCC, ISO 22000. Além disso, serão apresentadas algumas orientações sobre a relação entre controle de qualidade de alimentos e o contexto da educação ambiental. Para finalizar, discutiremos algumas formas de melhorar os processos produtivos na tentativa de deixá-los mais sustentáveis. Convidamos você a percorrer as unidades de estudo na área de Higiene Alimentar com o objetivo de obter uma formação que contemple a criticidade e a percepção investigadora, para tornar-se, assim, um futuro profissional que faça a diferença para a qualidade de produtos, processos e serviços na área de alimentos, alimentação e nutrição. 2. GLOSSÁRIO DE CONCEITOS O glossário de conceitos norteia uma consulta rápida e precisa de conceitos importantes em Higiene, possibilitando um 14 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS CONTEÚDO INTRODUTÓRIO bom domínio dos termos técnico-científicos utilizados na área de conhecimento dos temas tratados. A seguir, segundo Silva Junior (2014), estão descritos alguns dos principais conceitos importantes para nosso estudo: 1) Ação corretiva: ação tomada quando o monitoramento indicar que um critério importante não está sendo atingindo. 2) Agente bactericida: substância ou agente que mata microrganismos. 3) Agente bacteriostático: substância ou agente que impede a multiplicação de microrganismos. 4) Alimentos preparados: são aqueles manipulados e preparados em serviços de alimentação, crus ou cozidos, expostos à venda embalados ou não, podendo ser distribuídos quentes, frios ou em temperatura ambiente. 5) Antissepsia: operação que visa à redução de microrganismos presentes na pele a níveis seguros, por meio da lavagem das mãos com sabonete antisséptico ou por uso de agente antisséptico após a lavagem e secagem das mãos. 6) Assepsia: qualquer procedimento que evite o retorno da contaminação, seja ela biológica, física ou químicas. 7) Boas práticas: normas de procedimentos para atingir um determinado padrão de identidade e qualidade que confira segurança à produção de alimentos. 8) Contaminação: existência no alimento de algum agente etiológico indesejado, podendo ser patogênico ou deteriorante. 9) Contaminação cruzada: transferência da contaminação de uma área ou produto para áreas ou produtos anteriormente não contaminados. 15© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS CONTEÚDO INTRODUTÓRIO 10) Controle dos pontos críticos: procedimentos ou medidas de controle dos pontos críticos, que podem ser tomadas para garantir a segurança do processo, objetivando a eliminação, prevenção ou redução dos perigos até níveis suportáveis. 11) Desinfecção: operação de redução, por método físico e/ ou por agente químico, de número de microrganismos em nível que não comprometa a qualidade higiênico- sanitária do alimento. 12) Deterioração: alterações de sabor, odor, cor, turvação, gás, prejuízo das estruturas físicas do alimento ou outro prejuízo na qualidade esperada, na qualidade de uso ou nas propriedades funcionais. 13) Doenças de origem alimentar: todas as ocorrências clínicas decorrentes da ingestão de alimentos que podem estar contaminados com microrganismos patogênicos, substâncias químicas ou que tenham, em sua constituição, estruturas naturalmente tóxicas. 14) Doenças transmitidas por alimentos: doenças causadas pela ingestão de alimentos contaminados, com perigos biológicos, físicos ou químicos em condições de causar doenças. 15) Esporos: estruturas biológicas desenvolvidas por algumas bactérias como forma de resistência contra variações de temperatura, elementos nutricionais, pH etc. 16) Higiene alimentar: conjunto de medidas necessárias para garantir a segurança e a perfeita qualidade dos alimentos em todos os estágios de cultivo, produção, transporte e distribuição. 17) Higienização: operação que compreende duas etapas, a limpeza e a desinfecção. 16 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS CONTEÚDO INTRODUTÓRIO 18) Infecção: quadro clínico decorrente da ingestão de microrganismos patogênicos que se multiplicam no trato gastrointestinal, produzindo toxinas ou agressão ao epitélio. 19) Lavagem: procedimento que envolve a utilização de água e sabão ou detergente para remoção das sujidades, podendo ou não reduzir os patógenos até níveis suportáveis. 20) Limpeza: operação de remoção de substâncias minerais e/ou orgânicas indesejáveis, tais como terra, poeira, gordura e outras sujidades. 21) Manipulador de alimentos: qualquer pessoa do serviço de alimentação que entra em contato direto ou indireto com o alimento. 22) Monitoramento (monitorização): é o ato de medir ou observar se os limites críticos estão sendo respeitados para assegurar se o ponto crítico de controle (PCC) está sob controle. 23) Perigo em alimentos: contaminação de origem biológica, química ou física em condição potencial de agravo à saúde do consumidor. 24) Segurança alimentar: conceito que envolve a quantidade, a produção e o acesso universal aos alimentos, as doenças e aspectos nutricionais relativos à composição, à qualidade e ao aproveitamento biológico e à qualidade dos alimentos no tocante às condições sensoriais, físico-químicas e microbiológicas. 25) Surto: episódio no qual uma ou mais pessoas apresentam sintomas clínicos semelhantes depois de ingerirem alimentos de mesma origem e procedência. 26) Toxina: substância biológica prejudicial ao organismo, produzida por microrganismos. 17© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS CONTEÚDO INTRODUTÓRIO 3. ESQUEMA DOS CONCEITOS-CHAVE O Esquema a seguir possibilita uma visão geral dos conceitos mais importantes deste estudo. Figura 1 Esquema dos Conceitos-chave de Higiene e Controle de Qualidade dos Alimentos. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ADAMS, M.; MOTARJEMI, Y. Doença de origem alimentar. In: ADAMS, M.; MOTARJEMI, Y. (Orgs.). Segurança básica dos alimentos para profissionais da saúde. Genebra: Roca, 2002, p. 1-12. 18 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS CONTEÚDO INTRODUTÓRIO BENEVIDES, C. M. J.; LOVATTI, T. C. C. Segurança Alimentar em estabelecimentos: processadores de alimentos. Revista Higiene Alimentar, São Paulo, v. 18, p. 24-27, out. 2004. EVANGELISTA, J. Tecnologia de Alimentos. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2003. SILVA JUNIOR, E. A. Manual de controle higiênico sanitário em serviços de alimentação. 7. ed. São Paulo: Varela, 2014. 19 UNIDADE 1 NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS Objetivos • Conhecer os principais microrganismos relacionados aos alimentos. • Entender as relações envolvidas com as fontes alimentares e vias de contaminação. • Compreender a importância dos microrganismos na biodiversidade das espécies. Conteúdos • Microrganismos importantes nos alimentos. • Principais fontes de contaminação dos alimentos. • Via de transmissão de microrganismos para alimentos. • Fatores de mediação no metabolismo de microrganismos. • Antagonismo bacteriano nos alimentos: substâncias que interferem na vida útil dos alimentos. Orientações para o estudo da unidade Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir: 20 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS 1) Não se limite apenas a este conteúdo; busque outras informações em sites confiáveis e/ou nas referências bibliográficas, apresentadas ao final de cada unidade. Lembre-se de que, na modalidade EaD, o engajamento pessoal é um fator determinante para o seu crescimento intelectual. 2) Busque identificar os principais conceitos apresentados e siga a linha gradativa dos assuntos até poder observar a evolução do estudo, relacionando os principais microrganismos e suas formas de interaçãocom o meio. 3) Procure identificar os principais pontos relacionados à contaminação e transmissão microbiana, aliados ao conhecimento sobre antagonismo e fatores que alteram o metabolismo dos microrganismos e veja se é capaz de começar a elucidar estratégias para o controle microbiológico. 21© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS 1. INTRODUÇÃO Nesta primeira unidade, recordaremos alguns conceitos de Microbiologia que provavelmente foram vistos durante o ensino médio nas aulas de Biologia: o que são e quais os principais microrganismos, para depois estudarmos conceitos básicos dentro da Microbiologia dos Alimentos. Veremos aqui quais são os microrganismos importantes nos alimentos, o que fazem, como agem nos alimentos e nos homens. Sua existência é importante? Como ocorre sua interação com os alimentos e com os seres vivos? Essas duas questões são importantes e esclarecedoras para entendermos Higiene e a qualidade de alimentos e alimentação segura. Logo depois, iremos conhecer os principais fatores que interferem no metabolismo dos microrganismos, isto é, que interferem de forma benéfica ou maléfica na provável contaminação, sobrevivência e multiplicação destes. E, por fim, estudaremos o conceito de antagonismo bacteriano nos alimentos. Conhecer profundamente os mecanismos de ação e os fatores de interferências desses microrganismos é o primeiro passo para trabalhar no controle e na prevenção de situações indesejadas dentro da Higiene e Controle de Qualidade. Vamos lá? Bons estudos! 2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma sucinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua 22 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS compreensão integral, é necessário o aprofundamento pelos estudos do Conteúdo Digital Integrador. 2.1. MICRORGANISMOS IMPORTANTES NOS ALIMENTOS Os microrganismos são organismos vivos, tão pequenos que são invisíveis a olho nu, ou seja, normalmente só consegui- mos enxergá-los com auxílio de um microscópio. Nesse universo microbiano, encontramos organismos complexos, como fungos e protozoários (estudados mais detalhadamente pela Parasito- logia) e também os mais simples, como vírus e bactérias, sendo estes últimos os mais estudados pela Microbiologia (FORSYTHE, 2013; SILVA JUNIOR, 2014). Os microrganismos são os principais agentes deteriorantes dos alimentos; por isso, são estudados pela Microbiologia de Ali- mentos, ciência que engloba estudos que buscam sempre a ga- rantia da inocuidade dos alimentos, além do processamento de produtos tradicionais e do desenvolvimento de novos produtos alimentícios. Na Tabela 1, temos um resumo dos contaminantes microbiológicos, onde são encontrados e suas fontes principais. Os mais importantes serão aprofundados nesta unidade. Tabela 1 Contaminantes microbiológicos Onde são encontrados Fontes Vírus Uma ampla variedade causadora de doenças, incluindo hepatite A Mais comum em moluscos, frutas e vegetais crus. Associados à higiene precária e cultivo em áreas contaminadas com esgotos não tratados e refugo de animais e plantas. 23© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS Bactérias Incluindo Bacillus spp., Campylobacter, Clostridium, Escherechia coli, Salmonella, Shigella, Staphylococcus e Vibrio Alimentos crus e processados: cereais, peixes e frutos do mar, vegetais, alimentos desidratados e alimentos crus de origem animal. Associadas à higiene precária em geral: proveniente de animais, tais como roedores e pássaros, e de excrementos humanos. Fungos Aspergillus flavus e outros Nozes e cereais. Produtos estocados com alta umidade e temperatura. Protozoários Amoebae e Sporidia Vegetais, frutas e leite cru. Áreas de produção e reservatórios de água contaminado. Fonte: adaptado de Forsythe (2013). Quando se fala em microrganismos, é normal associá-los à contaminação de alimentos e à transmissão de doenças. No entanto, nem todos são maléficos à nossa saúde; pelo contrário, há aqueles que trazem benefícios aos seres humanos, como a nossa microbiota intestinal, e também aqueles fundamentais na indústria alimentícia, como os utilizados na produção de vinhos e queijos. De maneira geral, quando o assunto é alimentos, podemos dividir os microrganismos em três grupos: • Benignos ou fermentadores: são úteis na indústria de alimentos. Quando colocados em bebidas ou alimentos, transformam estes em outros produtos, sem trazer prejuízo à saúde de quem consumi-los. Entre os alimentos, podemos citar o uso de leveduras na panificação e o uso de bactérias para a produção de queijos e iogurtes. Já entre as bebidas, entre os exemplos mais comuns, temos o uso de bactérias na 24 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS produção de vinagre e uso de leveduras na produção de vinho e cerveja (SILVA JUNIOR, 2014). • Deteriorantes: estragam, danificam o alimento (a partir de substâncias produzidas durante o processo de multiplicação), que passa a ter sabor e odor desagradáveis. Os alimentos deteriorados não causam toxinfecções, porém não apresentam características desejáveis ao consumidor, o que, muitas vezes, inviabiliza o consumo (FORSYTHE, 2013). • Patogênicos: são perigosos e colocam em risco a saúde, podendo até levar à morte. Agem de duas maneiras: podem causar infecções intestinais por meio da agressão ao epitélio ou provocam intoxicações pela produção de toxinas no alimento ou no intestino (SILVA JUNIOR, 2014). Dentre os microrganismos de maior importância para o ser humano, a Microbiologia de Alimentos concentra seus estudo em três grupos: bactérias, vírus e fungos. As leituras indicadas no Tópico 3.1 são materiais sobre o conteúdo do estudo de parasitologia. Neste momento, você deve realizar essas leituras para aprofundar o tema abordado. 2.2. BACTÉRIAS São seres unicelulares, procariontes – não possuem membrana nuclear ou núcleo definido –, com vida própria, ou seja, não dependem de hospedeiro para sobreviver. Podem multiplicar-se nos alimentos e também produzir toxinas, que 25© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS são catabólitos compostos por pequenas cadeias proteicas provenientes do metabolismo bacteriano (SILVA JUNIOR, 2014). Sua morfologia pode ser de bacilos (possuem forma de bastonetes), cocos (possuem forma arredondada) ou espirilos (semelhantes a uma espiral ou saca-rolhas) e vivem de forma isolada ou agrupada (FORSYTHE, 2013). Seus principais componentes são: parede celular, membrana plasmática e citoplasma, cápsula, fímbrias, flagelo e esporos presentes apenas em algumas espécies (ASSIS, 2011). A parede celular confere rigidez à célula, define sua forma e sua composição, e determina sua classificação em dois grupos: as Gram-positivas, que possuem parede celular grossa de peptideoglicanos e ácidos teicoicos (uma variedade de diferentes polímeros que apresentam açúcares, fosfato e glicerol) e as Gram- negativas, que apresentam parede celular mais fina, porém revestida por uma membrana externa de lipopolissacarídeos (ASSIS, 2011; FORSYTHE, 2013). A membrana celular atua no transporte de nutrientes. No citoplasma, encontramos as organelas da célula bacteriana. A cápsula, presente em algumas bactérias, é composta por material viscoso, que confere maior resistência e maior poder infectante. O flagelo, também presente em apenas algumas espécies, confere motilidade à célula. Já as fímbrias são estruturas que se projetam da membrana, atravessam a parede celular e promovem a adesão em sólidos (ASSIS, 2011; FORSYTHE, 2013). O processo de multiplicação das bactérias é conhecido como bipartição ou cissiparidade e ocorre em progressão geométrica, ou seja, uma célula gera duas,que, por sua vez, geram quatro, as quais geram oito, e assim sucessivamente. Em condições favoráveis de pH, temperatura e atividade de água, a 26 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS multiplicação pode ocorrer a cada 15 minutos. De forma geral, desenvolvem-se melhor em ambientes úmidos, pouco ácidos e ricos em proteína (ASSIS, 2011; SILVA JUNIOR, 2014). As leituras indicadas no Tópico 3.2 são materiais de estudo que contêm conceitos sobre bactérias, vírus, fungos e parasitos. Neste momento, você deve realizar essas leituras para aprofundar o tema abordado. 2.3. VÍRUS São menores que as bactérias, com diâmetro variando entre 0,1 e 0,3 µm, por isso são capazes de passar por filtros bacteriológicos (FORSYTHE, 2013). Utilizam células animais ou vegetais para se replicar, pois não apresentam vida própria, ou seja, parasitam células vivas, utilizam suas estruturas e sua energia para se multiplicar. O homem é contaminado pela ingestão de água ou alimentos contaminados e também pelo ar ou por contato direto com pessoas doentes (ASSIS, 2011; SILVA JUNIOR, 2014). Os alimentos podem veicular vírus como os da hepatite A e E, e também os do rotavírus, causadores de doenças gastrointestinais. Podem ser neutralizados por altas temperaturas ou substâncias de desinfecção (ASSIS, 2011). As leituras indicadas no Tópico 3.3 são materiais de estudo que contêm conceitos sobre bactérias, vírus, fungos e parasitos. Neste momento, você deve realizar essas leituras para aprofundar o tema abordado. 27© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS 2.4. FUNGOS O termo “fungo” engloba tanto mofo como leveduras. São microrganismos eucariontes e possuem vida própria, assim como as bactérias. Podem multiplicar-se em alimentos mais secos, frescos e que tenham grande quantidade de açúcar e são capazes de produzir toxinas alergênicas (micotoxinas) (SILVA JUNIOR, 2014). Bolores são fungos em forma de filamentos denominados hifas. O conjunto de hifas é o micélio, que é a parte visível do bolor, que normalmente tem a coloração branca. Porém, a formação de esporos tende a alterar sua cor, que passa de branca para preta, marrom, verde ou azul. Costuma ser mais comum em vegetais, principalmente frutas, embora estejam presentes também no solo, na água, no ar e em animais. Sua multiplicação é feita por brotamento ou gemulação, quando o micélio se quebra, dando origem a clones, e também por artrósporo, que é a formação de esporos (ASSIS, 2011). Leveduras possuem ação fermentadora e são muito importantes na indústria de bebidas fermentadas, transformando os açúcares em etanol, e na de panificação, com a produção de dióxido de carbono (FORSYTHE, 2013). As leveduras vinculadas aos alimentos não produzem doenças, mas são capazes de deteriorá-los. Estão mais associadas a frutas e verduras, mas, assim como o bolor, também são encontradas no solo, na água, no ar e em animais. Sua reprodução é assexuada e feita por gemulação (ASSIS, 2011). 28 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS As leituras indicadas no Tópico 3.4 são materiais de estudo que contêm conceitos de bactérias, vírus, fungos e parasitos. Neste momento, você deve realizar essas leituras para aprofundar o tema abordado. 2.5. PRINCIPAIS FONTES DE CONTAMINAÇÃO DOS ALIMEN- TOS Todos os alimentos, de origem animal ou vegetal, podem apresentar, desde a origem, contaminação pelos mais diversos tipos de microrganismos (GERMANO; GERMANO, 2008). A contaminação dos alimentos ocorre quando nele é encontrado qualquer material, objeto, substância ou organismo estranho. São os chamados perigos, que podem ser classificados de três maneiras: • Perigo físico: qualquer objeto ou material indesejável e não comum à composição do alimento. Como exemplo podemos citar: fragmento de madeira, metal ou plástico, pedras, adornos, insetos, pelos e cabelos, prego, entre outros. Normalmente ocorre por falhas na manipulação dos alimentos, podendo ocorrer em diferentes fases do processo de produção. • Perigo químico: resíduos de substâncias químicas ou tóxicas que podem causar danos à saúde quando ultrapassarem níveis aceitáveis. Em alguns casos, a contaminação ocorre por uso incorreto de produtos inerentes ao processo de manipulação dos alimentos, como resquícios de produtos de limpeza 29© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS (desengordurantes e sanificantes, por exemplo) ou também por uso irregular de substâncias na agricultura e na agropecuária (agrotóxicos e antibióticos/hormônios, respectivamente). • Perigo biológico: microrganismos patogênicos, principalmente as bactérias. São os maiores responsáveis pelas doenças alimentares. Quando pensamos em contaminação por perigo biológico, tudo ao nosso redor é uma potencial fonte. Podemos encontrar contaminantes no meio ambiente (ar, poeira, solo, água), nos animais (pássaros, roedores até mesmo animais domésticos), insetos e até mesmo no homem! A contaminação pode ocorrer em qualquer momento durante a cadeia produtiva do alimento. A falta de saneamento básico está relacionada diretamente à contaminação de águas e solo. Locais sem rede de esgoto liberam seus dejetos diretamente no ambiente, comprometendo, assim, sua qualidade. Nesse caso, a agricultura e a pecuária que utilizarem esses recursos correm risco de contaminação. Correm risco também todos aqueles que utilizarem água contaminada para uso próprio. Os animais são grande fontes de bactérias. São prejudiciais por conta dos seguintes aspectos: • Os animais produtores de alimentos podem fornecer matéria-prima contaminada; caso não seja preparada corretamente, implica risco para a saúde do homem, além de aumentar as chances de contaminação cruzada – carnes cruas e vegetais não lavados apresentam uma série de microrganismos causadores de doenças, os quais eventualmente são transferidos aos alimentos prontos por meio de superfícies, utensílios, 30 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS equipamentos ou pelo próprio manipulador (ANVISA, 2009). Normalmente ocorre por condutas inadequadas na preparação. • Os animais de estimação podem ser fonte de contaminação para o ambiente, por isso não é permitida a presença deles em áreas de produção. • Roedores e insetos são considerados pragas urbanas e, além de serem hospedeiros para diversos microrganismos, também estão relacionados ao transporte de microrganismos. O corpo humano pode ser um grande reservatório de microrganismo patogênicos. É possível encontrar contaminantes em diversas partes do corpo. No intestino, podemos encontrar vírus, fungos, parasitas e, principalmente, bactérias (1 g de fezes pode conter 300.000.000 coliformes fecais). Elas podem ser encontradas também no trato genital, nariz, boca (tanto gengiva quanto saliva), pulmão e mãos (SILVA JUNIOR, 2014); por isso, a higiene pessoal é tão importante no combate à contaminação e é um dos principais itens das Boas Práticas de Fabricação (assunto que será melhor explorado na Unidade 3). Vale lembrar que, mesmo carregando grande quantidade de microrganismos, o homem não necessariamente desenvolve alguma patologia. Nesse caso, ele é apenas um portador de microrganismo. 2.6. VIAS DE TRANSMISSÃO DE MICRORGANISMOS PARA ALIMENTOS Os microrganismos podem chegar ao alimento por diver- sas vias de transmissão, que normalmente estão ligadas a falhas em alguma etapa do processo de produção do alimento. 31© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS A transmissão é feita direta ou indiretamente pelo homem ou pelo meio ambiente (SILVA JUNIOR, 2014). Transmissão humana pode ser direta, quando o homem transmite pelo seu corpo (mãos, ferimentos)ou pelo que é expe- lido por ele (fezes, urina, catarro, coriza). Também há a transmissão humana indireta: também é fei- ta por material humano (fezes, catarro). Animais ou insetos en- tram em contato com esse material e o carregam até o alimento ou ainda para superfícies de trabalho, utensílios ou equipamen- tos, que entrarão em contato com o alimento. A transmissão ambiental, por sua vez, pode ser feita de duas maneiras: • Material animal (fezes, urina, pelos, moscas, baratas) contamina o ambiente de manipulação (superfícies de trabalho, utensílios ou equipamentos), que entrará em contato com o alimento e causará a contaminação. Pode também haver contato direto desse material animal com o alimento (moscas e baratas pousam diretamente no alimento, ratos urinam ou defecam em alimentos estocados). • Produtos hortifrutícolas podem ser contaminados (porém não estragados) antes mesmo da colheita e do posterior transporte. Nesse caso, a contaminação se dá pela água e pelo solo contaminados com microrganismos patogênicos. 32 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS FONTES DE INFECÇÃO VIAS DE ELIMINAÇÃO VIAS DE TRANSPIRAÇÃO VIAS DE PENETRAÇÃO SUSCETÍVEL HOMENS E ANIMAIS CONSUMIDOR - Pele - Secreções - Fezes - Urina - Gotículas respiratórias - Pele - Mucosas - Vias respiratórias - Via digestiva - Vias urinárias DIRETA EDUCAÇÃO SANITÁRIA INDIRETA TREINAMENTO - Manipulador - Educação sanitária - Medidas do Saneamento Básico e Ambiental - Manipulador - Higiene pessoal - Vestimenta - Luvas e máscaras ALIMENTOS ÁGUA, AR, SOLO Matéria-prima (origem), tratamento de água, condições de manipulação, ambiente, equipamentos, utensílios, armazenamento, refrigeração e cocção Fonte: Silva Junior, 2014 Figura 1 Esquema da transmissão dos microrganismos. 33© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS 2.7. FATORES DE MEDIAÇÃO NO METABOLISMO DE MICROR- GANISMOS Os fatores que serão discutidos a seguir podem interferir de forma positiva ou negativa na multiplicação dos microrganis- mos (SILVA JUNIOR, 2014). Conhecer esses fatores é importante para estipular processos de tratamento adequado (FORSYTHE, 2013). Fatores intrínsecos Fatores intrínsecos são aqueles inerentes ao tecido animal ou vegetal. Vejamos os principais em detalhe. Atividade de água (Aa) Atividade de água é um termo utilizado para apontar a quantidade de água livre presente nos alimentos. É representada pela razão entre a pressão do vapor d’agua da amostra e da água pura, na mesma temperatura. Aw = pressão do vapor d’agua da amostra Pressão da água pura Quanto mais próximo de 1 (água pura), maior a quantida- de de água disponível e, portanto, mais perecível é o alimento. Os microrganismos não se desenvolvem em alimentos desidra- tados. Bactérias preferem ambientes mais úmidos, enquanto os fungos preferem os mais secos. A utilização de sal ou açúcar re- duz a atividade de água do alimento, sendo, assim, um recurso importante para a conservação dos alimentos (GERMANO; GER- MANO, 2008; FORSYTHE, 2013; SILVA JUNIOR, 2014). 34 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS No Quadro 1, são apresentados os valores de atividade de água de alguns alimentos: Quadro 1 Valores de atividade de água dos alimentos mais comuns. Aa Alimentos 0,98-0,99 Leite, peixe, carne fresca, vegetais em salmoura, fruta em calda leve. 0,93-0,97 Leite evaporado, queijo processado, carne curada, carne e peixe levemente salgado, linguiça cozida, fruta em calda forte e pão. 085-0,92 Leite condensado, queijo cheddar maturado, linguiça fermenta- da, carne seca, presunto cru e bacon. 0,60-0,84 Farinha, cereais, nozes, frutas secas, vegetais secos, leite e ovo em pó, gelatinas e geleias, melaço, peixe fortemente salgado, alguns queijos maturados, alimentos levemente úmidos. <0,60 Confeitos, vegetais fermentados, chocolate, mel, macarrão seco, biscoitos e batatas chips. Fonte: adaptado de Silva Junior (2014). pH Chamamos pH a medida de acidez ou alcalinidade de uma substância, neste caso o alimento. Cada microrganismo possui um pH ideal, no qual sua multiplicação é máxima. As bactérias preferem pH entre 6 e 8; leveduras, entre 4,5 e 6; bolores e mofos, entre 3,5 e 4 (GERMANO; GERMANO, 2008, p. 56-57; FORSYTHE, 2013, p. 107; SILVA JUNIOR, 2014, p. 24). O Quadro 2 apresenta graus de acidez de alguns alimentos. Quadro 2 Valores de pH dos alimentos mais comuns. pH Classe Exemplos > 4,5 Pouco ácidos Leite, carnes, pescados, alguns vegetais 4,0 a 4,5 Ácidos Frutas e hortaliças < 4,0 Muito ácidos Suco de frutas, refrigerantes Fonte: Silva Junior (2014). 35© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS Potencial de oxido-redução (Eh) ou potencial redox Esse potencial se refere à capacidade de um substrato ganhar ou perder elétrons: quem perde é chamado de oxidado e quem ganha, de reduzido. A oxidação também pode ser obtida pela adição de oxigênio (ASSIS, 2011; GERMANO; GERMANO, 2008; SILVA JUNIOR, 2014). O crescimento microbiano no alimento diminui o Eh, fato que pode ser atribuído ao esgotamento do oxigênio, com produção de compostos redutores. Dessa forma, microrganismos anaeróbios (que não necessitam de oxigênio para multiplicação) tendem a se desenvolver em potenciais redox baixos, enquanto os aeróbios (que necessitam do oxigênio para multiplicação) têm necessidade de elevado Eh (GERMANO; GERMANO, 2008). Nutrientes Nutrientes são substâncias existentes na estrutura dos alimentos e que são importantes para atender às necessidades metabólicas de todos os seres vivos. São eles: açúcar, gordura, proteína, vitaminas, sais minerais. As principais fontes de energia são os açúcares, álcoois e aminoácidos. Dentre os microrganismos, as necessidades nutricionais são maiores nas bactérias Gram- positivas, seguidas pelas Gram-negativas, leveduras e bolores (GERMANO; GERMANO, 2008; SILVA JUNIOR, 2014). Constituintes antimicrobianos Alguns alimentos apresentam maior estabilidade frente a ataques de microrganismos por possuírem substâncias naturais com atividade antimicrobiana (GERMANO; GERMANO, 2008; 36 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS SILVA JUNIOR, 2014). A seguir, no Quadro 3, são apresentados alguns alimentos e suas respectivas substâncias antimicrobianas. Quadro 3 Alimentos com atividade antimicrobiana. Alimento Substância antimicrobiana Leite fresco Lacteina e fator anti-coliforme Clara de ovos Lisozima Vegetais Ácido benzoico Cravo-da-índia Eugenol Canela Aldeído Cinânico Alho Alicina Orégano Timol Crucíferas Glicosinolatos As leituras indicadas no Tópico 3.5 tratam sobre fatores intrínsecos que interferem no metabolismo bacteriano. Neste momento, você deve realizar essas leituras para aprofundar o tema abordado. Fatores extrínsecos Concluído nosso estudo sobre os fatores intrínsecos, pas- semos a detalhar os fatores extrínsecos. Temperatura As faixas de temperatura para a multiplicação microbiana possuem um valor mínimo e máximo, com um valor ótimo de temperatura para a multiplicação máxima. É de extrema importância conhecer o fator temperatura para avaliar os riscos que os alimentos podem oferecer à saúde. 37© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS De acordo com sua exigência de temperatura, os microrganismos são classificados como: psicrófilos, psicotróficos, mesófilos e termófilos (GERMANO, 2008; FORSYTHE, 2013). Suas faixas de temperatura estão descritas no Quadro 4. De acordo com a Anvisa, deve-se evitar temperaturas que fiquem na chamada zona de perigo (entre 5 e 60 °C), pois é nessa faixa quese encontra maior atividade de multiplicação microbiana. Quadro 4 Divisão dos microrganismos segundo as faixas de tem- peratura de desenvolvimento. Grupo Temperatura (°C) Mínima Ótima Máxima Psicrófilos De -5 a 5 De 12 a 15 De 15 a 20 Psicotróficos De 5 a 5 De 25 a 30 De 30 a 35 Mesófilos De 5 a 15 De 30 a 45 De 35 a 47 Termófilos De 40 a 45 De 55 a 75 De 60 a 90 Fonte: adaptado de Germano e Germano (2008). O binômio tempo x temperatura são os dois fatores mais pesquisados na tentativa de controlar, diminuir ou eliminar o número de microrganismo durante a produção dos alimentos. São considerados pontos críticos no controle higiênico sanitário. Altas temperaturas são capazes de eliminar microrganismos patogênicos. No Quadro 5, é apontado o tempo necessário pra letalidade de acordo com a temperatura a que o alimento é exposto. 38 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS Quadro 5 Relação tempo x temperatura na eliminação de microrganismo. °C TEMPO 74 5 segundos 70 2 minutos 65 15 minutos 60 30 minutos 55 4 horas 52 12 horas Não há morte dos patógenos Fonte: adaptado de Silva Junior (2014). De acordo com o Quadro 5, o centro geométrico do ali- mento deve atingir a temperatura mínima de 74 °C para eliminar os microrganismos de forma rápida e eficaz. Caso a temperatura não atinja esse valor, o tempo de exposição deve ser aumentado. Dependendo da temperatura utilizada e da resistência do microrganismo, poderá ocorrer inibição do metabolismo sem a morte, ou seja, ele permanece vivo mas sem se multiplicar. O mesmo ocorre com temperaturas mais baixas, como as de refri- geração ou congelamento (SILVA JUNIOR, 2014). As leituras indicadas no Tópico 3. 5 tratam de fatores extrínsecos que interferem no metabolismo bacteriano. Neste momento, você deve realizar essas leituras para aprofundar o tema abordado. 2.8. ANTAGONISMO BACTERIANO NOS ALIMENTOS: SUBS- TÂNCIAS QUE INTERFEREM NA VIDA ÚTIL DOS ALIMENTOS Como já vimos em outros tópicos, o corpo humano é repleto de microrganismos, mas isso não quer dizer que ele 39© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS obrigatoriamente esteja doente. Isso ocorre porque existe um equilíbrio no crescimento microbiano. O mesmo ocorre com alimentos crus in natura, nos quais os processos de competição e produção de bacteriocinas dos próprios microrganismos controlam a população microbiana, fazendo com que haja equilíbrio (SILVA JUNIOR, 2014). No mundo microbiológico, há uma interação contínua entre possíveis agentes patogênicos e seus antagonistas, de forma que contribuam para o não desenvolvimento de doenças. Pode-se entender, então, que o antagonismo bacteriano no alimento ocorre quando há inibição de uma espécie de microrganismo por outra. Porém, quando o alimento é colocado em situações que alteram o tão falado equilíbrio (como em condições com temperaturas alteradas), há a diminuição de alguns gêneros bacterianos, criando melhores condições para outros se desenvolverem, o que pode favorecer a produção de toxinas ou infecções (SILVA JUNIOR, 2014). No Quadro 6, listamos alguns exemplos de antagonismos entre bactérias. Quadro 6 Alguns tipos de antagonismo entre bactérias patóge- nas e deteriorantes dos alimentos. PATÓGENO ANTAGONISTAS Clostridium botulinum B. subtilis, Brevibacterium linens, C. sporogenes, Enterobactera- ceae, Lactobacillaceae. Clostridium perfringns C. sporogenes, Lactobacillaceae, Estreptococos grupo D Salmonella E. coli, Pseudomonas sp, outros não identificados Staphylococ- cus aureus Aeromonas, Bacillus sp, Enterobacteraceae, Lactobacillaceae, Pseudomonas, Acinetobacter, Estreptococos, Saprófitas não identificadas. Fonte: adaptado de Silva Junior (2014). 40 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS As leituras indicadas no Tópico 3.6 tratam sobre alguns tipos de antagonismo entre bactérias patógenas e deterioran- tes nos alimentos. Neste momento, você deve realizar essas leituras para aprofundar o tema abordado. Vídeo complementar –––––––––––––––––––––––––––––––– Neste momento, é fundamental que você assista ao vídeo complementar. • Para assistir ao vídeo, pela Sala de Aula Virtual, clique no ícone Vi- deoaula, localizado na barra superior. Em seguida, selecione o nível de seu curso (Graduação), a categoria (Disciplinar) e a Disciplina (Hi- giene e Controle de Qualidade – Complementar 1). • Para assistir ao vídeo, pelo seu CD, clique no Botão – Vídeos Com- plementares, e selecione: Vídeo Complementar 1. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 3. CONTEÚDO DIGITAIL INTEGRADOR O Conteúdo Digital Integrador é a condição necessária e in- dispensável para você compreender integralmente os conteúdos apresentados nesta unidade. 3.1. PARASITAS Além dos microrganismos importantes nos alimentos já estudados nesta unidade (bactérias, vírus e fungos), os protozoários também contribuem para o surgimento de doenças em humanos por meio do consumo de água e alimentos contaminados. A incidência de doenças causadas por eles é menor quando comparada à dos demais microrganismos, mas nem por isso merecem serem deixados de lado. Como o foco 41© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS deste material é a Microbiologia de Alimentos, e este é um assunto abordado por outra ciência, a Parasitologia, convidamos você a ler essas referências a seguir para compreender melhor o assunto. Além dos protozoários, nas indicações a seguir, você encontrará mais detalhes sobre os helmintos, seres pluricelulares também capazes de contaminar água e alimentos e, consequentemente, causam patologias nos seres humanos. • BRENER, B. Parasitologia. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015. Disponível em: <http:// c l a r e t i a n o . b v 3 . d i g i t a l p a g e s . c o m . b r / u s e r s / publications/9788543012124/pages/-16>. Biblioteca Virtual Pearson. Acesso em: 3 jan. 2018. • PANIKER, J.; GHOSH, S. Paniker’s Textbook of Medical Parasitoly. 7. ed. Nova Deli: Jaypee Brothers Medical Publeshers, 2013. Disponível em: <http://claretiano.bv3.digitalpages.com.br/users/ publications/9789350905340/pages/-6>. Biblioteca Virtual Pearson. Acesso em: 3 jan. 2018. 3.2. BACTÉRIAS Primeiramente, você deverá entender o ciclo de vida de uma bactéria para, em seguida, contextualizar sua interação com os alimentos. As bactérias são microrganismos importantes a serem estudados na produção de alimentos, pois estão diretamente ligados com a qualidade, exigindo dos profissionais o conhecimento de bactérias benéficas e patogênicas, assim como as degradadoras. Assim, essas leituras complementarão seus 42 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS estudos com a intenção de focarmos a manutenção de padrões de higiene que garantem a segurança dos alimentos. • MADIGAN, M. T. Microbiologia de Brock. 10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004. (Biblioteca Digital Pearson). Acesso em: 3 jan. 2018. • SEHNEM, N. T. (Org.). Microbiologia e Imunologia. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015. (Biblioteca Virtual Pearson). Acesso em: 8 set. 2018. 3.3. VÍRUS Os vírus merecem uma atenção especial, uma vez que contaminam os alimentos, mas não o estragam. É importante ressaltar que doenças de origem não bacteriana e causadas por inúmeros vírus vêm sendo estudadas há longas décadas. Por isso, é necessário o estudo de patógenos virais de origem alimentar, uma vez que esta contaminação poderá causar danos desde a produção até a distribuição dos alimentos para o consumo. • SEHNEM, N. T. (Org.). Microbiologia e Imunologia. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015. (Biblioteca Virtual Pearson). Acesso em: 8 set. 2018. 3.4. FUNGOS Os fungos são microrganismos importantes a serem estudados na produçãode alimentos, pois estão diretamente ligados com a qualidade desse processo, exigindo dos profissionais o conhecimento de fungos benéficos e patogênicos, bem como os que pertencem ao ambiente. Logo, essas leituras complementarão seus estudos e fornecerão subsídios para uma 43© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS melhor compreensão e identificação dos microrganismos que oferecem risco à qualidade dos alimentos. • SEHNEM, N. T. (Org.). Microbiologia e Imunologia. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015. (Biblioteca Virtual Pearson). Acesso em: 8 set. 2018. 3.5. FATORES INTRÍNSECOS E EXTRÍNSECOS Para que tenhamos entendimento na identificação de critérios importantes do ponto de vista higiênico sanitário no processo produtivo de alimentos, é preciso ter a compreensão de fatos internos e externos que são inerentes ao alimento e ao ambiente onde ele se encontra. Nas leituras a seguir, serão demonstrados esses fatores de maneira que seja correlacionado com os alimentos e os prováveis patógenos que possam alterar sua composição. • GERMANO, P. M. L.; GERMANO, M. I. S. Higiene e vigilância sanitária de alimentos: qualidade das matérias-primas, doenças transmitidas por alimentos, treinamentos de recursos humano. 4. ed. rev. ampl. Barueri: Manole, 2011. Capítulo 3, p. 57-104. (Biblioteca Virtual Pearson). Acesso em: 3 jan. 2018. 3.6. ANTAGONISMO BACTERIANO É necessário o entendimento de fatores produzidos pelas bactérias que possam interferir na qualidade do alimento e sua relação com as condições em que ele se encontre, de forma que a manutenção de boas condições contribua para o não desenvolvimento de doenças. 44 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS • GERMANO, P. M. L.; GERMANO, M. I. S. Higiene e vigilância sanitária de alimentos: qualidade das matérias-primas, doenças transmitidas por alimentos, treinamentos de recursos humano. 4. ed. rev. ampl. Barueri: Manole, 2011. Capítulo 3, p. 57-104.(Biblioteca Virtual Pearson). Acesso em: 3 jan. 2018. 4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para você testar o seu desempenho. Se encontrar dificuldades em responder às questões a seguir, você deverá revisar os conteúdos estudados para sanar as suas dúvidas. 1) João consumiu um sanduíche de frango e, algumas horas depois, começou a sentir fortes dores abdominais e teve diarreia. Qual o tipo de contaminante estava no alimento? a) Químico, pois todo frango tem hormônio. b) Físico, pois algo no sanduíche machucou João. c) Biológico, pois uma bactéria pode ter provocado a contaminação, como a salmonela. d) Radioativo, pois o frango passou por tratamento físico. 2) Qual é a faixa de temperatura que representa “zona de perigo” para os alimentos? a) Temperatura acima de 60 °C. b) Temperatura abaixo de 5 °C. c) Temperatura próxima a 36,5 °C. d) Temperatura acima de 5 °C e abaixo de 60 °C. e) Temperatura acima de 74 °C. 3) Assinale, dentre as alternativas a seguir, qual apresenta fatores que favorecem o crescimento bacteriano: a) Calor, baixa umidade e baixa acidez. 45© HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS b) Altas concentrações de sal e açúcar, calor. c) Baixo teor de sal, baixa acidez e desidratação. d) Calor, alta umidade e baixa acidez. e) Altas concentrações de sal e açúcar, baixa acidez e baixa umidade. Gabarito Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões au- toavaliativas propostas: 1) c. 2) d. 3) d. 5. CONSIDERAÇÕES Chegamos ao fim de nossa primeira unidade. Começamos nossos estudos retomando conceitos estu- dados ainda no Ensino Médio, os quais nos auxiliaram a com- preender os demais conceitos relacionados à Microbiologia dos Alimentos. Devemos considerar este estudo fundamental para a com- preensão do que são os microrganismos e qual a sua relação com os alimentos e, consequentemente, com nossa saúde. Após aprender esses conceitos importantes, é preciso que tenham ficado claras quais as fontes de contaminação e as prin- cipais formas de transmissão dos microrganismos. Por fim, os fatores que alteram o metabolismo microbiológico e os antago- nismos bacterianos são conceitos necessários para uma melhor visualização do que corresponde o controle higiênico sanitário dos alimentos. 46 © HIGIENE E CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MICRORGANISMOS 6. E-REFERÊNCIAS ANVISA. Anvisa alerta para perigo de contaminação cruzada em alimentos. 2009. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/ FXrpx9qY7FbU/content/anvisa-alerta-para-perigo-de-contaminacao-cruzada-em- alimentos/219201/pop_up?inheritRedirect=false>. Acesso em: 26 mar. 2018. SANTA CATARINA (Estado). Vigilância Sanitária. Doença Transmitida por Alimento (DTA). Disponível em: <http://www.vigilanciasanitaria.sc.gov.br/index.php/inspecao- de-produtos-e-servicos-de-saude/alimentos/91-area-de-atuacao/inspecao-de- produtos-e-servicos de%20saude/alimentos/415-doenca-transmitida-por-alimento- dta>. Acesso em: 26 mar. 2018. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSIS, L. Alimentos seguros: ferramentas para gestão e controle da produção e distribuição. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2011. FORSYTHE, S. J. Microbiologia da segurança dos alimentos. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. GERMANO, P. M. L.; GERMANO, M. I. S. Higiene e vigilância sanitária de alimentos: qualidade das matérias-primas, doenças transmitidas por alimentos, treinamentos de recursos humano. 3. ed. rev. ampl. Barueri: Manole, 2008. SILVA JUNIOR, E. A. Manual de controle higiênico sanitário em serviços de alimentação. 7. ed. São Paulo: Varela, 2014.