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HAM III Emilly Lorena Queiroz Amaral – Medicina/3º Período → A estratificação do RCV tem como objetivo identificar indivíduos assintomáticos que tem uma maior chance de um evento súbito em até 10 anos. → Até 50% dos pacientes que tem um evento súbito são previamente assintomáticos. → A identificação desses indivíduos é crucial para a prevenção efetiva com a correta definição das metas terapêuticas. → Para isto, escores como o de Framingham estimam em 10 anos eventos coronarianos, cerebrovasculares, doença arterial periférica ou insuficiência cardíaca. → Assim, a nova estratificação de RCV proposta pela SBC, considera quatro níveis: ✓ Risco muito alto; ✓ Risco alto; ✓ Risco intermediário; ✓ Risco baixo. ❖ RISCO MUITO ALTO → Indivíduos que apresentam doença aterosclerótica significativa (coronária, cerebrovascular ou vascular periférica) com ou sem eventos clínicos. ❖ RISCO ALTO → Pacientes em prevenção primária que apresentam ERG > 20% (homens) ou > 10% (mulheres) ou que apresentam condições agravantes de risco com base em dados clínicos ou de aterosclerose subclínica. ❖ RISCO INTERMEDIÁRIO ❖ RISCO BAIXO ➢ ESCORE DE CÁLCIO → Embora o uso de escore de cálcio (avaliação do risco de doença arterial coronariana) para pacientes considerados de baixo risco não seja recomendado, pacientes em risco intermediário não diabéticos, sem histórico familiar de doença coronariana prematura que tenham escore de cálcio zero poderão ser considerados de baixo risco e postergar o início da terapia redutora de colesterol com estatinas. → TC sem contraste, com baixa dose de radiação, reprodutível (cálculo feito pelo computador), agrega acurácia na estimativa de risco. → Escore de cálcio > 100 ou percentil 75 (na população em geral) = ALTO RISCO → NO PACIENTE COM DM – ESCORE DE CÁLCIO > 10 = ALTO RISCO. → O escore de cálcio é para ser usado na avaliação de paciente assintomáticos de risco CV intermediário e sem eventos prévios. → Não utilizamos o escore de cálcio em pacientes sintomáticos. Pois sua acurácia é ruim. → Não deve ser utilizado em pacientes que já apresentaram eventos cardiovasculares prévios. Estratificação de risco cardiovascular 5 As do alto risco A – Aumento de LDL > 190 A – Aneurisma de Ao abdominal A – A queda do ClCr < 60 A – Alto score A – Aterosclerose subclínica. HAM III Emilly Lorena Queiroz Amaral – Medicina/3º Período ➢ ITB (ÍNDICE TORNOZELO-BRAQUIAL) → Exame complementar não invasivo. ✓ DAOP ✓ Doença aterosclerótica em outros territórios. → Marcador prognóstico para eventos cardiovasculares. → É calculado pela razão da pressão sistólica das artérias maleolares tibial anterior ou tibial posterior (o maior valor) com a pressão sistólica da artéria braquial direita ou esquerda (o maior valor). → Quando alterado aumenta a mortalidade em até 3-6 vezes em 5 anos. → Classificação: ✓ ≥0,9 – normal ✓ 0,71 a 0,9 – alteração discreta ✓ 0,41-0,7 – Alteração moderada ✓ ≤0,4 – alteração importante ✓ ≥1,4 – sugere calcificação arterial → Protocolo de medição do ITB: ✓ O paciente deve permanecer em repouso por 5 a 10 minutos em decúbito dorsal horizontal. ✓ Não deve ter fumado por pelo menos 2 horas antes. ✓ O manguito do esfigmomanômetro deve ter largura de pelo menos 40% da circunferência do membro. ✓ Deve-se proceder a aferição da PAS nas duas artérias braquiais normalmente. ✓ O manguito deve ser colocado na perna com sua borda distal 2 cm acima do maléolo medial. ✓ Deve ser aferida a PAS nas artérias pediosa (no dorso do pé) e tibial posterior (posterior ao maléolo medial) → O método de aferição do fluxo (sonar Doppler, estetoscópio ou esfigmomanômetro eletrônico) deve ser o mesmo para os quatro membros. RESUMINDO