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Carla Caroline Juliano Consoni 
Pedagogia PED-2A Araucária 
 
 
 
A INCLUSÃO DE ALUNOS PÚBLICO ALVO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO 
ENSINO REGULAR 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
O presente trabalho tem por objetivo apresentar a inclusão de alunos, o 
público alvo de educação especial no ensino regular e a importância da educação 
inclusiva. As pessoas com deficiência sempre estiveram em constante luta pelos seus 
direitos, e o ambiente educacional é um deles, que ao decorrer dos anos houve 
diversas conquistas. 
A educação inclusiva visa garantir o direito de todos: a educação, ou seja, 
diferente da educação especial que separa o aluno do aprendizado e convívio da 
escola regular, desta forma permitindo que o aluno se desenvolva como parte 
integrante da sociedade, mas para isso, todos precisam fazer sua parte, escola, 
família, corpo docente e demais funcionários. 
Através dos materiais disponibilizados, tivemos a oportunidade de adquirir 
conhecimentos em relação a inclusão e suas práticas pedagógicas. E a partir da 
situação-problema podemos entender mais sobre José, uma criança de 8 anos com 
Transtorno do espectro Autista (TEA), então foram levantadas algumas questões: 
* Como a escola deve se organizar para receber o público-alvo da Educação Especial, 
no que se refere ás práticas que contribuem para o desenvolvimento da cultura 
inclusiva? 
* Qual o respaldo legal para a inclusão do aluno com necessidades especiais? 
* Em um contexto de escola inclusiva, que tenha um aluno com as características de 
José, como você agiria, enquanto professor que compõem a equipe dessa escola? 
* Como a família poderia auxiliar no desenvolvimento dessas estratégias? 
 A metodologia utilizada foi pesquisa bibliográfica, e leitura do artigo “Inclusão 
escolar e autismo: uma análise de percepção docente e práticas pedagógicas”. 
 
 
 
 
2. REFERENCIAL TEÓRICO 
2.1 Situação-problema: Contextualizando o Tema 
José é uma criança de 8 anos, que tem TEA1, em sala de aula é um aluno bem 
quieto e sempre está isolado. Ana a mãe de José, precisou parar de trabalhar, pois o 
filho necessita de bastante cuidado, ainda mais quando está na escola, pois diversas 
vezes foi solicitada para atender as necessidades do seu filho, uma vez que o mesmo 
faz uso da fralda, e caso necessite de troca a escola liga. Toda vez que ela chega 
para resolver o problema o José já estava molhado. 
“O conceito de inclusão vai além, trata-se de um desafio a ser enfrentado pela 
escola convencional, na busca de melhorias na qualidade de educação 
básica e superior, para que os alunos com ou sem deficiência possam exercer 
o direito à educação em sua plenitude, faz-se necessário que a escola 
aprimore suas práticas a fim de atender as diferenças.” OLIVEIRA, Antonio 
Eudes Lima de. 2021) 
 
3. DESENVOLVIMENTO 
A educação inclusiva está ganhando visibilidade cada dia mais no dias atuais. 
De acordo com o artigo 205 (BRASIL,1988) todo cidadão tem direito a educação, sendo 
assim, formar pessoas para a sociedade, ingressando os mesmos ao mercado de 
trabalho, esta ação ocorre pelo desenvolvimento na escola a qual o sujeito se encontra, 
onde não se pode ser negado este direito. 
FERNANDES (2013, p.131) refere-se a inclusão no ensino, afirmando que: 
“..Um novo caráter a educação especial no contexto da inclusão escolar, 
reafirmando sua integração aos demais níveis e modalidades de ensino, ao 
disponibilizar seus apoios e serviços especializados para atendimento das 
necessidades educacionais decorrentes de deficiências no espaço da escola 
regular..” 
A inclusão de alunos no ensino regular, vem sendo um grande desafio para os 
profissionais da área da educação, pois os mesmos não se sentem preparados para 
alfabetizar estes alunos. O que dificulta a atuação desses profissionais é o sentimento 
de impotência, frustação e despreparo, que estão ligados ao medo de lidar com 
determinados comportamentos do aluno, indicando um descrédito em suas 
capacidades para adotar práticas educacionais eficazes. 
Cumpre ressaltar a necessidade de um maior suporte técnico pedagógico aos 
docentes, de uma estrutura e organização escolar focada em princípios inclusivos e a 
 
1 O transtorno do espectro autista (TEA). 
 
 
 
 
consolidação da parceria entre a família e a escola. (SCHMIDT et. al, NUNES et. al, 
PEREIRA et. al, OLIVEIRA et. al, NUERNBERG &KUBASKI et. al,2016). 
 
3.1 Como a escola deve se organizar para receber o público-alvo da Educação 
Especial, no que se refere ás práticas que contribuem para o desenvolvimento 
da cultura inclusiva? 
 A instituição de ensino ao receber a matrícula deste aluno, deverá obter em 
primeira instância sobre o transtorno o qual possui, e em qual nível de 
desenvolvimento escolar este aluno se encontra, para realizar um plano de ensino de 
qualidade e com as suas adaptações inclusivas, assim a instituição precisa atender 
as necessidades e especificidades de cada aluno, ou seja, preparar o corpo docente 
e os demais profissionais com formações e muitas informações, no entanto o 
ambiente precisa ser apropriado/adequado, visando a qualidade do ensino ofertado e 
o bem-estar do aluno. Ao que se refere a organização e práticas que contribuem para 
o desenvolvimento da cultura inclusiva, em questão a cada aluno, podemos destacar 
singularidades em sua deficiência, toda a escola precisa estar preparada para o 
recebimento de alunos com inclusão, atendendo a todos e qualquer tipo de aluno que 
possua alguma deficiência e impedir que ocorra exclusão do mesmo, promovendo a 
ideia do diferente, fazendo com que não ocorra estereótipos e preconceitos, 
principalmente o professor e a turma, pois inclusão sem formação e informação é ‘’ 
exclusão’’. 
 Os profissionais que atuam na área da educação devem aceitar a 
responsabilidade, e quebrar todas as barreiras do medo de lecionar para alunos com 
inclusão, proporcionando um aprendizado de qualidade, respeitando a todos, 
utilizando didáticas adequadas e todo suporte disponível para o desenvolvimento no 
ensino deste aluno. 
 
3.2 Qual o respaldo legal para a inclusão do aluno com necessidades especiais? 
 A Secretaria de Educação das cidades, devem matricular e garantir educação 
a todos, encarregando as escolas a se organizar para a inserção dos alunos inclusos, 
garantindo condições e suportes necessários para uma educação de qualidade a 
todos os alunos matriculados na instituição. 
 
 
 
 
3.3 Em um contexto de escola inclusiva, que tenha um aluno com as 
características de José, como você agiria, enquanto professor que compõem a 
equipe dessa escola? 
O TEA, a inclusão referente à situação-problema que temos, é conhecido como 
o transtorno do desenvolvimento, sendo um distúrbio do neurodesenvolvimento, 
condição caracterizada por algum grau de comprometimento na comunicação, 
linguagem e comportamento social. 
O ambiente escolar está se atualizando de forma expressiva, eliminando 
barreiras para quem as enfrenta no cotidiano, mas entendem-se as dificuldades dos 
professores com turmas lotadas e que atendem inclusão não conseguirem dar conta, 
porem como professor/cidadão devemos reivindicar os direitos desta criança, visto 
que ela tem direito a um professor de apoio preparado para atender suas 
necessidades com empatia e respeito para uma aprendizagem de qualidade. 
 
3.4 Como a família poderia auxiliar no desenvolvimento dessas estratégias? 
É fundamental e de imensa importância que a família esteja ligada em relação 
aluno/família, pois é uma tarefa a ser dividida entre pais e profissionais, com isso o 
aprendizado e desenvolvimento serão aplicados de forma eficaz, pois juntamente com 
a escola, a família é o pilar para a formação deste aluno, tornando o desenvolvimento 
mais seguro e relevante. 
 
4. CONCLUSÃO 
Podemos concluir que a inclusão passou por divergentes situaçõesno decorrer 
dos anos, e hoje ganha cada vez mais espaço no âmbito escolar e na sociedade, 
sendo assim direito na vida social e escolar de alunos que são portadores de alguma 
deficiência, oportunizando a cada um o direito de um bom aprendizado com os demais 
alunos do ensino regular, sob respaldo pela política da educação inclusiva, incluído 
práticas e métodos que flexibilizam o aprendizado e conhecimentos igualitários. 
Enfatizamos que a participação familiar no processo de desenvolvimentos destes 
alunos, é de suma importância. Concluímos também sobre as adaptações 
necessárias que a escola deve passar para receber os alunos inclusos, adaptações 
essas que se iniciam na estrutura física, capacitação docente e informações aos 
demais da instituição escolar. 
 
 
 
 
5. REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 
1998. 
 
FERNANDES, Sueli. A educação especial no contexto da educação inclusiva: 
fundamentos legais. Livro Fundamentos para a educação especial, p. 64-145. 
Curitiba – PR, 2013. Disponível em: 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/6376/pdf/0?code=OdeQRROeoL
A5KFQ5g452vDm2n4MFd3isUbNerMw6H1OBkVuergZaASGtRV9QaLj3yYtQ3U7fG7
U7QbH5w4w8dA== .Acesso em: 28 mar. 2022 
 
OLIVEIRA, Antonio Eudes Lima de. Pessoas com deficiência e inclusão escolar: 
um desafio a vencer. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. 
Ano 06, Ed. 05, Vol. 15, pp. 56-72. Maio de 2021. ISSN: 2448-0959, Disponível 
em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br /educacao/desafio-a-vencer. Acesso 
em: 28 mar. 2022 
 
SCHMIDT, Carlo; NUNES, Débora Regina de Paula; PEREIRA, Débora Mara; 
OLIVEIRA, Vivian Fátima; NUERNBERG, Adriano Henrique; KUBASKI, Cristiane. 
Inclusão escolar e autismo: uma análise da percepção docente e práticas 
pedagógicas. Revista Psicologia: Teoria e Prática, 17(3),222-235. São Paulo, SP, 
jan.-abr. 2016. Disponível em: http://dx.doi.org/10.15348/1980-
6906/psicologia.v18n1p222-235. Acesso em: 23 mar. 2022 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/6376/pdf/0?code=OdeQRROeoLA5KFQ5g452vDm2n4MFd3isUbNerMw6H1OBkVuergZaASGtRV9QaLj3yYtQ3U7fG7U7QbH5w4w8dA
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	Carla Caroline Juliano Consoni
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	4. CONCLUSÃO

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