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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
YASMIN CAMYLLA SILVA HOLANDA
FICHAMENTO: EDUCAÇÃO HISTÓRICA: PERSPECTIVAS
DE APRENDIZAGEM DA HISTÓRIA NO
ENSINO FUNDAMENTAL
MANAUS – AM 
2022
No início do texto ela já começa falando sobre algumas escolas particulares terem a divisão de conteúdos da terceira e quarta série em disciplinas do ensino fundamental, e fazendo a substituição do professor generalista formado em pedagogia para professores com formação especifica nas áreas de conhecimento. Foi levantada a ideia ligada ao pensamento piagetiano, pensando no desenvolvimento generalistas dos estágios da criança, que mostra o impedimento de ensinar conhecimentos abstratos para as crianças que ainda estão em desenvolvimento cognitivo.
“Com novas pesquisas em meados da década de 1980, os estudos sobre ensino de História, principalmente no reino Unido e nos Estados Unidos da América, investigaram as possibilidades da construção do conhecimento em crianças. Bruner, Vygostsky entre outros recolocaram a discussão da capacidade ou incapacidade do estudo de História por crianças e adolescentes e os contextos mais propícios para que isso pudesse acontecer. ” (SOLE, 2004, p. 100), sole fala sobre essa iniciação de investigar novas possibilidades para construção do conhecimento nas crianças.
O primeiro grande ponto a ser questionado é se as crianças teriam a possibilidade de aprender historias nas primeiras series da alfabetização, a outros pontos que são levantados e afirmados que é a dificuldades das crianças entre 7 a 10 anos sobre o ensino de história, devido as questões de tempo, espaço, o que dificultaria o entendimento delas. Em contrapartida outros autores investigaram a possibilidade de crianças aprenderem história.
“Que crianças destes níveis etários dispõem já de um conceito de causalidade, que se observa no seguimento coerente de uma narração; não será o conceito “formal” de causalidade, mas é já o narrativo que o ajudará a formalizar posteriormente o conceito de causalidade histórica”. (SOLE, 2004, p. 100). Sole argumenta que as crianças já têm uma ideia do que é a causalidade e que a partir disso pode ajudar mais para frente na questão de entendimento de causalidade histórica. “Segundo Hilary Cooper (2004, p. 59) crianças pequenas podem envolver-se ativamente em processos de pesquisa histórica: .... Ao aprender a interpretar a evidência, as crianças aprendem a fazer uma série de sugestões válidas acerca de como as coisas foram feitas ou utilizadas e, assim, concluir o que significavam para as pessoas que fizeram e usaram estes objetos”. Já Coopper aponta a questão da interpretação da evidencia, que serviria para que as crianças aprendam a fazer diversas sugestões sobre como foram feitas e usaram tal objeto.
Foi criada então uma pesquisa empírica para avaliar tal situação, foi feita com crianças de oito anos em uma escola particular, e nisso a professora e mais quatro estagiários propunham que eles apresentassem um objeto do passado as crianças, para ver o que elas entendiam sobre o objeto e como iriam se comunicar sobre o objeto.
“Nas pesquisas realizadas por Hilary Cooper, a autora afirma que crianças ao se relacionarem com objetos do passado estabelecem relações que as levam a imaginar o que os homens do passado sentiam e pensavam ao utilizar determinado objeto”. Com base nisso a professora decidiu levar as crianças a pensarem em algum objeto do passado, em caso especifico uma máquina de cortar macarrão.
O primeiro contato foi de estranhamento, mas logo foram se habituando. A professora então começou a instiga-los com perguntas sobre o que era história para eles, um deles respondeu “ a história começa quando a gente nasce” e outros foram repetiram a mesma coisa. É importante destacar que elas ainda não têm um entendimento concreto sobre o que é história de fato, mas que em algum momento tiveram um contato abstrato sobre história.
Para Solé (2004, p.101). “Ambas a narrativa e a história, são mais que uma coleção de fatos ou sequência de acontecimentos. Estas envolvem a descrição e interpretação de causas que têm importância para os fatos. As suas investigações sugerem que a experiência se processa de modo narrativo e que a compreensão da história pelos alunos se realiza preferencialmente deste modo”. Então sole como a narrativa e a história se interligam para as crianças, e como ela contam essas histórias ou quando elas escutam alguma história, ela vai ligando a descrição com o que ela imagina que seja aquilo ou que ela já tenha presenciado ou ouvido.

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